Recado do Nassif: o amarelão de Janot e a mão de Deus congelando seu dedo

Destro, a mão segura o revólver e o indicador apalpa o gatilho. E o dedo (não o resoluto procurador) trava.

A história brasileira tem algumas cenas clássicas de assassinato passional, como a morte de Euclides da Cunha por Dilermando de Assis. Mas o episódio do ex-Procurador Geral da República Rodrigo Janot tentando assassinar o Ministro do Supremo Gilmar Mendes, e sendo parado pela mão de Deus, é um dos mais patéticos da história, não pela batalha de Itararé, que não houve, mas pelo relato em si.

Segundo ele, Janot entrou resolutamente na sala dos Ministros pensando em matar Gilmar. Aí dá de cara… com Gilmar. Janot, com o revólver no bolso, avança resolutamente (segundo ele) em direção a Gilmar. Destro, a mão segura o revólver e o indicador apalpa o gatilho. E o dedo (não o resoluto procurador) trava. Imediatamente, troca de mão. A dois metros de distância eu não erro tiro, relata o emérito contador de causos.

Mas o dedo trava de novo. Não era amarelão: era a mão de Deus. E a mão de Deus provocou tal stress que Janot pediu para ser substituído na sessão do Supremo.

Que tenha tido ímpetos assassinos, compreende-se: todos estamos sujeitos a momentos de desequilíbrio. Mas descrever essa maluquice e pintar o amarelo com tons épicos, ele avançando resolutamente em direção a Gilmar, e Deus travando o dedo, não é coisa de gente equilibrada. Ainda mais nesses momentos de polarização, em que os instintos assassinos do país ficam à solta.

O GGN prepara uma série de vídeos sobre a interferência dos EUA na Lava Jato. Quer apoiar o projeto? Acesse: www.catarse.me/LavaJatoLadoB

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora