Grande imprensa corre para salvar a própria pele

Muitos já são os artigos que tentam dar fôlego ao jornalismo marcial que gere o Brasil após as denúncias do elo entre Cachoeira- Demóstenes-Perillo-Civita-… Folha de SP, O Estado de SP, O Globo, Veja, entre outros, têm convocado sua intelligentzia e se empenhado em difundir fatos contraditórios, com a intenção clara de confundir a opinião pública e de ratificar os aplausos daqueles que já têm sua opinião bem formada e direcionada. A revista Veja, uma das personagens ativas do caso sob suspeita, trouxe uma reportagem de capa em sua última edição que leva de volta seus leitores ao mundo seguro, fantástico e imaginário do qual eles nunca gostariam de ter saído antes de tais denúncias. Neste domingo, Gilberto Dimenstein, cuja inteligência e humildade lhe permitem se auto-proclamar “ganhador de todos os prêmios possíveis”, alerta a todos sobre a ameaça à liberdade de expressão que espreita a mídia nativa e que este lobo predador chamado governo federal tenta “linchar” seu nobre colega Policarpo Júnior, chefe da sucursal da revista Veja em Brasília e cujas ligações com o bicheiro Cachoeira transcendem a defesa de Dimenstein.

Não vi nenhum desses aduladores servis defenderem colegas como Amaury Jr., ou mesmo Julian Assange, quando os mesmos sofreram ameaças reais ou ficaram de fato impedidos de trabalhar. Não vi o Sr. Dilmenstein sequer mencionar o sequestro sofrido por CartaCapital em Goiânia no dia da chegada às bancas da sua edição que trazia reportagem sobre as denúncias supramencionadas — este sim um legítimo caso de ameaça à liberdade de imprensa. É a contribuição bizarra da nossa imprensa, empenhada em se livrar rapidamente do caso Demóstenes, para voltar, clara e rotineiramente, a sua ambiciosa tarefa de criar problemas para o governo. E o “mensalão” voltou à baila como uma tentativa de arrastar figuras ligadas ao governo para o olho do furacão. Torço para que a CPMI do Cachoeira-Demóstenes-Perillo-Civita consiga abrir a Caixa de Pandora da mídia nativa, exponha as entranhas do “jornalismo investigativo” e nos brinde com os movimentos obscuros das cruzadas midiáticas dos últimos anos.

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