Jornal GGN – Estudos recentes indicam que mais da metade dos brasileiros são conservadores. Pesquisa qualitativa divulgada pela Fundação Tide Setubal, no Plano CDE de Pesquisa, revela como pensam este setor da sociedade brasileira: a busca pelo resgate da família tradicional, o medo pela perda de hierarquia e decadência, a crença de que Jair Bolsonaro irá restaurar a ordem, moral e bons costumes, a desumanização de setores – negros, favelados, bandidos – como ameaça social, e a percepção negativa com pautas identitárias – feministas, gays e negros.

O documento traça um perfil desta significante parcela da sociedade no Brasil. A pesquisa buscou ir a fundo sobre o aumento do conservadorismo nos últimos anos, registrado pelo Ibope em 2016, que quantificou 54% dos brasileiros como “conservadores máximos ou radicais”, 41% como conservadores médios e somente 5% com baixo índice de conservadorismo.

Setor também percebido pelo Datafolha, em pesquisa no último ano, classificando que até 31% dos brasileiros concordavam com até 4 de um total de 13 pautas bolsonaristas, 55% que concordavam entre 5 a 8 bandeiras de governo e 14% que concordavam com mais do que 9 das propostas, a pesquisa divulgada agora, por outra lado, buscou uma visão mais profunda sobre o tipo de conservadorismo existente no Brasil, adotando a análise qualitativa.

Foram entrevistadas 120 pessoas de São Paulo, Rio, Porto Alegre e Recife, com renda entre R$ 469 e R$ 1.499, sem vínculo com nenhuma organização política, excluídos por meio de filtros aquelas pessoas de perfil radical. A primeira percepção obtida foi que os entrevistados compartilhavam o apoio ao conceito de “ordem”, seja dentro das famílias, sociedade e espaços públicos.

“Os valores mais importantes para as pessoas entrevistadas estão organizados em torno de um eixo central: ordem, e isso estaria relacionado com a existência de uma decadência moral generalizada; o aumento da criminalidade; a violência; e a corrupção e a impunidade na política nacional”, traz trecho do documento.

Ao conectar o conceito de “ordem” em âmbitos políticos, também se chegou à conclusão que “os entrevistados associam a decadência moral aos partidos, lideranças e militantes de esquerda – especialmente quando pensam em corrupção política e na defesa de costumes considerados imorais”.

Leia o relatório:

1565198533Pesquisa-Tide-Conservadores

 

“Ainda que termos como ‘esquerda’ e ‘direita’ não sejam exatamente claros para a maior parte dos entrevistados, estes costumam atribuir a uma difusa ideia de ‘esquerda’ lideranças do PT e do PSOL e ideias de caos, conflito, defesa de pautas identitárias, arrogância e doutrinação. À direita atribuem as noções de ordem, hierarquia, respeito pela opinião do próximo, igualdade, valorização da família e defesa do esforço individual/livre mercado.”

Entre as conclusões, destacam-se a de que os mais conservadores são homens, acima de 40 anos e evangélicos; os mais ricos e escolarizados tendem a criticar a falta de oportunidades e desigualdades no país como “vitimismo alheio”; e a sensação de “decadência”, “degradação” e “imoralidade” atual, associada à nostalgia de um passado romantizado no que seria a “ordem”.

Ainda, o significado de “igualdade” está presente na maioria das respostas, na visão de “perda de privilégios”, enquanto que a desigualdade é conceitualizada em que “os mais ricos são favorecidos pelo poder público e pelo sistema de justiça”, o que faz, na visão dos entrevistados, com que “o cidadão de bem” esteja desprotegido e “o bandido” protegido pela “lógica dos direitos humanos”.

Nesse sentido, eles entendem algumas políticas públicas, especialmente a de transferência de renda Bolsa Família e programas de combate à discriminação, como “injustas” e “privilégios”. Consideram que para combater a desigualdade é preciso políticas universais e não ações específicas para determinados que, segundo os entrevistados, provocam “desunião entre os brasileiros”.

Problemas como o racismo, machismo e LGBTfobia são reconhecidos por estes grupos, mas são vistos como casos a serem solucionados de maneira individual, junto “ao psicólogo”, “ao indivíduo”, e não como política de governo. Ainda, setores marginalizados e vítimas constantes de violação da sociedade, como mulheres, negros e LGBTs se utilizam, em suas visões, de “vitimismo” e “lacração”, que impossibilitam o diálogo.

Outros resultados desta pesquisa, de acordo com os diferentes perfis consultados, foram apresentados no quadro abaixo:

 

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17 comentários

  1. Foram entrevistadas 120 pessoas de São Paulo, Rio, Porto Alegre e Recife, com renda entre R$ 469 e R$ 1.499
    os mais ricos e escolarizados
    os mais conservadores são homens, acima de 40 anos e evangélicos
    os mais ricos e escolarizados
    políticas universais e não ações específicas para determinados
    de “vitimismo” e “lacração”, que impossibilitam o diálogo
    Não dá para levar a sério uma análise dessas.

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    • Simone, isso é uma pesquisa por amostragem. Primeiro estude sua metodologia para depois tecer esse tipo de comentário.

      • Mesmo que seja por “amostragem”, é uma amostra com um recorte muito definido: sulistas (com exceção do Recife), que historicamente se sentem “ameaçados” em seus privilégios. Concordo com a Simone, a pesquisa precisa ouvir outros extratos para validar seus dados sem cair em arapucas… não é desmérito pela e com a metodologia adotada, mas cuidado com os resultados.

  2. Este país não tem solução,a massa é absolutamente ignorante de sua condição de DOMINADO.
    É a vítima ajudando o assassino a cometer seu própio críme.
    Solução ,EDUCAÇÃO,não aquela surrada que nem os pts centristas tiveram a coragem de muda-la.
    Me refiro a uma educação ,onde seja privilegiado o questionamento,a lógica ,a inteligência e a criatividade.
    Estou absolutamente despreocupado que crianças não gostem de matemáticas,será um artista criativo,um músico,pintor.
    Educação política,entender que significam cada uma das propostas sobre a complexa tarefa de administrar uma sociedade,é fundamental.
    Duvido que um cidadão com esta formação cometa suicídio votando naqueles que o prejudicam.

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  3. Já que a maioria é conservadora, então de fato esse país desgraçado merece ser extinto! Conservadorismo e ignorância são irmãs gêmeas. Mas a grande responsável por esse fenômeno é a chamada “esquerda identitária”. Pois ao privilegiar as demandas das minorias à questão maior que é a luta de classes ela simplesmente perdeu sua razão histórica de ser que é a construção de um porvir igualitário e justo para todos. Enfim, sairemos dessa em algum momento? Não acredito! A Somália dos anos 90 será brincadeira perto do que virá! Não é preciso ter bola de cristal para saber que nesse futuro apocalíptico o Brasil definitivamente será extinto!

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  4. O brasileiro, palavra que designa a profissão de derrubador de pau Brasil, é um povo que se odeia e desconfia uns dos outros,

    Essa característica é traço importante dos governantes, inclua-se aqui os ocupantes dos 3 poderes e mídia

    Quando um jornalista agride de forma covarde um entrevistado, como fez Augusto Nunes contra Gleen, o que é isso senão ódio e aversão contra o outro

    Se as pessoas progressistas tendem a manifestar amor, cumplicidade para com o próximo, como é o caso de Lula, um conservador como Bolsonaro e sua gang, faz o que mesmo senão reproduzir o ódio da Casa Grande contra a Senzala

    Acabei de chegar de NY e vou relatar aqui minha impressão que, para alguns pode ser vista como complexo de viralata mas que não vi assim e sim como ponto positivo do povo americano : lá há um ônibus de dois andares, com a parte superior descoberta : é o city tour, que mostra a cidade aos turistas : no embarque eles entregam um fone de ouvido pro passageiro ouvir a descrição de cada ponto turístico, inclusive em português : durante o trajeto e ouvindo a a
    a fala da monitoria, vi que os artistas, os cientistas, jornalistas etc estão incorporados a história da cidade, daí que tudo vira escultura e homenagem: a tragédia como o atentado as torres gêmeas vira ponto de atração e geradora de renda, pois são muitos os museus e homenagens as vítimas, como se não tivessem medo de expor suas contradições

    Por aqui, as nossas contradições são varridas para debaixo do tapete : alguém se lembra do acidente com o Cesio 137 em Goiânia, não é : o esforço é para apagar qualquer traço da tragédia quando poderia ter virado ponto de atração com museus, arte …..

    Nós somos um povo esquisito, do tipo que torce pela volta da ditadura, torturas e prisões abusivas : nós nós odiamos : e ser conservador é potencializar essa selvageria : o nosso patriotismo significa defender o país como sendo propriedade de poucos : os do andar de baixo que se f …. e o presidente que tentar mudar isso tem como destinos o suicídio, o assassinato ou a prisão. ..

    Triste

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  5. Complexo de viralata ou : o que vi em NY : vi que o brasileiro, palavra que designa a profissão de derrubador de pau Brasil, é um povo que se odeia e desconfia uns dos outros,

    Essa característica é traço importante dos governantes, inclua-se aqui os ocupantes dos 3 poderes e mídia

    Quando um jornalista agride de forma covarde um entrevistado, como fez Augusto Nunes contra Gleen, o que é isso senão ódio e aversão contra o outro

    Se as pessoas progressistas tendem a manifestar amor, cumplicidade para com o próximo, como é o caso de Lula, um conservador como Bolsonaro e sua gang, faz o que mesmo senão reproduzir o ódio da Casa Grande contra a Senzala

    Acabei de chegar de NY e vou relatar aqui minha impressão que, para alguns pode ser vista como complexo de viralata mas que não vi assim e sim como ponto positivo do povo americano : lá há um ônibus de dois andares, com a parte superior descoberta : é o city tour, que mostra a cidade aos turistas : no embarque eles entregam um fone de ouvido pro passageiro ouvir a descrição de cada ponto turístico, inclusive em português : durante o trajeto e ouvindo a a
    a fala da monitoria, vi que os artistas, os cientistas, jornalistas etc estão incorporados a história da cidade, daí que tudo vira escultura e homenagem: a tragédia como o atentado as torres gêmeas vira ponto de atração e geradora de renda, pois são muitos os museus e homenagens as vítimas, como se não tivessem medo de expor suas contradições

    Por aqui, as nossas contradições são varridas para debaixo do tapete : alguém se lembra do acidente com o Cesio 137 em Goiânia, não é : o esforço é para apagar qualquer traço da tragédia quando poderia ter virado ponto de atração com museus, arte …..

    Nós somos um povo esquisito, do tipo que torce pela volta da ditadura, torturas e prisões abusivas : nós nós odiamos : e ser conservador é potencializar essa selvageria : o nosso patriotismo significa defender o país como sendo propriedade de poucos : os do andar de baixo que se f …. e o presidente que tentar mudar isso tem como destinos o suicídio, o assassinato ou a prisão. ..

    Triste

    O que temos de bom? O mesmo que tem o povo americano, exceto a aversão a si mesmos

    Na ida, ao passar pelo aeroporto de Guarulhos, já me chamou a atenção a forma delicada com que a atendente nos atendeu, olhando de forma atenta e pacienciosa nos meus olhos, sendo que no retorno foi exatamente o contrário : vozes exaltadas e desrespeito para com as pessoas : alguém usou de má fé e embarcou uma idosa com Alzheimer : ela não sabia para onde estava indo : foi desembarcada pq nessa situação somente com acompanhante :

    Mas foi boa a imagem: voltei com essa percepção negativa sobre nosso país e quero entender isso, bem como não medir esforços para ajudar a superar isso….

    Não sei o que poderia ser feito para que isso fosse mudado, no entanto, na ida, também no Aeroporto de Guarulhos, acho que dei uma cochilada na sala de embarque e vi uma pessoa comum que, no palco, se transformava noutro ser : estou falando da arte de Ney Matogrosso

    A primeira coisa que presenciei em NY, ao entrar no táxi, foi o vídeo do Caneta Azul, um vídeo bobó e sem pretensões que viralizou mundo afora : amei e me senti em casa e, para minha surpresa, o Caneta Azul era da região de Balsas, minha cidade…..

    Num outro momento em que pegamos táxi, o motorista, só tocava samba e aí apresentamos para ele o “deixa a vida me levar” do Zeca Pagodinho. ….ele gostou da letra falando de felicidade, confessou …

    Vi que temos a arte para a nossa redenção : mas num momento em que os artistas são perseguidos e os orgaos caem nas mãos de fundamentalistas e milicianos, temos saída?

    Na ida, ao passar pelo aeroporto de Guarulhos, já me chamou a atenção a forma delicada com que a atendente nos atendeu, olhando de forma atenta e pacienciosa nos meus olhos, sendo que no retorno foi exatamente o contrário : vozes exaltadas e desrespeito para com as pessoas : alguém usou de má fé e embarcou uma idosa com Alzheimer : ela não sabia para onde estava indo : foi desembarcada pq nessa situação somente com acompanhante :

    Mas foi boa a imagem: voltei com essa percepção negativa sobre nosso país e quero entender isso, bem como não medir esforços para ajudar a superar isso….

    Não sei o que poderia ser feito para que isso fosse mudado, no entanto, na ida, também no Aeroporto de Guarulhos, acho que dei uma cochilada na sala de embarque e vi uma pessoa comum que, no palco, se transformava noutro ser : estou falando da arte de Ney Matogrosso

    A primeira coisa que presenciei em NY, ao entrar no táxi, foi o vídeo do Caneta Azul, um vídeo bobó e sem pretensões que viralizou mundo afora : amei e me senti em casa e, para minha surpresa, o Caneta Azul era da região de Balsas, minha cidade…..

    Num outro momento em que pegamos táxi, o motorista, só tocava samba e aí apresentamos para ele o “deixa a vida me levar” do Zeca Pagodinho. ….ele gostou da letra falando de felicidade, confessou …

    Vi que temos a arte para a nossa redenção : mas num momento em que os artistas são perseguidos e os orgaos caem nas mãos de fundamentalistas e milicianos, temos saída?

    Ah sim, no campo do desenvolvimento temos o pré – sal, a Base de Alcântara, a Embraer, construtoras como a Odebrecht que ganhou licitação e construiu o aeroporto de Miami…ops, tínhamos, pois uma elite do atraso, governantes, incluindo aqui Moro e mídia, transferiram ou estão transferindo tudo isso aos irmãos do Norte, em mais uma sacada de autodestruição de um país que estava caminhando para ser um grande país de classe media mas que devido ao golpe, volta a ser um país de miseráveis governado por quem odeia a população

    Ah sim, vindo num dos EUA num avião da Delta, fiquei pensando que, não fosse o golpe de 64, eu estaria vindo nas asas da Panair…..

    Autor:

    José Carlos Lima

  6. O Que Vi em SP, Atlanta, Toronto e Nova York

    Em Toronto – Canadá, se nos apresentou uma folha que é símbolo daquele país, pode ser vista em todos os lugares e no chão, como se a bandeira caísse das árvores.

    O que restou da nossa árvore-simbolo, senão o nome que nos designa de forma humilhante : brasileiro, profissão de derrubador de pau-brasil.

    Cadê nosso espelho ?

    Como se fôssemos um povo que nutre aversão e desconfiança para com nossos compatriotas, tenho a impressão de que um traço importante dos nossos governantes é odiar o povo e massacrá-los inclua-se nessa classe de mandantes aqui os ocupantes dos 3 poderes e mídia

    Quando um jornalista agride de forma covarde um entrevistado, como fez Augusto Nunes contra Gleen, o que é isso senão ódio e aversão contra o outro

    Se as pessoas progressistas tendem a manifestar amor, cumplicidade para com o próximo, como é o caso de Lula, um conservador como Bolsonaro e sua gang, faz o que mesmo senão reproduzir o ódio da Casa Grande contra a Senzala

    O que vi em NY

    Um ônibus de dois andares, com a parte superior descoberta : é o city tour, que mostra a cidade aos turistas : no embarque eles entregam um fone de ouvido pro passageiro ouvir a descrição de cada ponto turístico, inclusive em português : durante o trajeto e ouvindo a a
    a fala da monitoria, vi que os artistas, os cientistas, jornalistas etc estão incorporados a história da cidade, daí que tudo vira escultura e homenagem: a tragédia como o atentado as torres gêmeas vira ponto de atração e geradora de renda, pois são muitos os museus e homenagens as vítimas, como se não tivessem medo de expor suas contradições

    Por aqui, as nossas contradições são varridas para debaixo do tapete : alguém se lembra do acidente com o Cesio 137 em Goiânia, não é : o esforço é para apagar qualquer traço da tragédia quando poderia ter virado ponto de atração com museus, arte …

    Nós somos um povo esquisito, do tipo que torce pela volta da ditadura, torturas e prisões abusivas : nós nós odiamos : e ser conservador é potencializar essa selvageria : o nosso patriotismo significa defender o país como sendo propriedade de poucos : os do andar de baixo que se f …. e o presidente que tentar mudar isso tem como destinos o suicídio, o assassinato ou a prisão. .. nas rodovias vi os ônibus do Lula, uns amarelinhos carregando estudantes pra lá e prá cá : vi nisso a constatação de que, sob Lula, o nosso país estava no caminho certo ao priorizar a educação mas : não mais….

    Triste

    Temos coisas boas e povo com potencial, porém submetidos aos caprichos de uma elite colonial, escravista e do atraso. ..

    Na ida, ao passar pelo aeroporto de Guarulhos, já me chamou a atenção a forma delicada com que a atendente me atendeu, olhou-me de forma atenta nos meus olhos: no retorno foi exatamente o contrário : vozes exaltadas e desrespeito para com as pessoas : alguém usou de má fé e embarcou uma idosa com Alzheimer : ela não sabia para onde estava indo : foi desembarcada pq nessa situação somente com acompanhante :

    Não sei o que poderia ser feito para que isso seja mudado

    Uma visão na partida

    Na ida, no Aeroporto de Guarulhos, que dei uma cochilada na sala de embarque e tive a visão de uma pessoa comum transitando por entre o povo mas que, no palco, dentre alguns minutos, se transformaria noutro ser : estou falando da arte de Ney Matogrosso

    Ao chegar a Atlanta, notei que os negros não andam de cabeça baixa como os do nosso país e mantém uma postura altiva e um gestual que lembra o gingado do povo da Bahia .

    Em NY, ao entrar no táxi, dei de cara com um vídeo do Caneta Azul, um vídeo bobo e que viralizou mundo afora : me senti em casa e, para minha surpresa, o Caneta Azul era da região de Balsas, minha cidade : vi nisso um sinal de sincronicidade e de que dali pra frente o caminho estaria aberto .

    Noutro deslocamento, ouvi samba aí apresentei para ele o “deixa a vida me levar” do Zeca Pagodinho. ….ele gostou da letra falando de felicidade, confessou …

    Vi que temos a arte para a nossa redenção : mas num momento em que os artistas são perseguidos e os orgaos caem nas mãos de fundamentalistas e milicianos, temos saída?

    Na ida, ao passar pelo aeroporto de Guarulhos, já me chamou a atenção a forma delicada com que a atendente nos atendeu, olhando de forma atenta e pacienciosa nos meus olhos, sendo que no retorno foi exatamente o contrário : vozes exaltadas e desrespeito para com as pessoas : alguém usou de má fé e embarcou uma idosa com Alzheimer : ela não sabia para onde estava indo : foi desembarcada pq nessa situação somente com acompanhante :

    Mas foi boa a imagem: voltei com essa percepção negativa sobre nosso país e quero entender isso, bem como não medir esforços para ajudar a superar isso….

    Não sei o que poderia ser feito para que isso fosse mudado, no entanto, na ida, também no Aeroporto de Guarulhos, acho que dei uma cochilada na sala de embarque e vi uma pessoa comum que, no palco, se transformava noutro ser : estou falando da arte de Ney Matogrosso

    A primeira coisa que presenciei em NY, ao entrar no táxi, foi o vídeo do Caneta Azul, um vídeo bobó e sem pretensões que viralizou mundo afora : amei e me senti em casa e, para minha surpresa, o Caneta Azul era da região de Balsas, minha cidade…..

    Num outro momento em que pegamos táxi, o motorista, só tocava samba e aí apresentamos para ele o “deixa a vida me levar” do Zeca Pagodinho. ….ele gostou da letra falando de felicidade, confessou …

    Vi que temos a arte para a nossa redenção : mas num momento em que os artistas são perseguidos e os orgaos caem nas mãos de fundamentalistas e milicianos, temos saída?

    Ah sim, no campo do desenvolvimento temos o pré – sal, a Base de Alcântara, a Embraer, construtoras como a Odebrecht que ganhou licitação e construiu o aeroporto de Miami…ops, tínhamos, pois uma elite do atraso, governantes, incluindo aqui Moro e mídia, transferiram ou estão transferindo tudo isso aos irmãos do Norte, em mais uma sacada de autodestruição de um país que estava caminhando para ser um grande país de classe media mas que devido ao golpe, volta a ser um país de miseráveis governado por quem odeia a população

    Ah sim, vindo num dos EUA num avião da Delta, fiquei pensando que, não fosse o golpe de 64, eu estaria vindo nas asas da Panair…..

    Autor:

    José Carlos Lima

  7. Poxa! Quem não é a favor de “ordem” ou mesmo “progresso” e relaciona de algum modo ao aumento da criminalidade ou da corrupção? E a extrema pobrezacomo causa de nossos males entrou nesta pesquisa? E se tantos são contra petistas, de onde vieram os 47 milhões de votos que teve na última eleição?

  8. No texto, sobre o conservador: “…a crença de que Jair Bolsonaro irá restaurar a ordem, moral e bons costumes…”
    Tem certeza que a pesquisa foi sobre conservadorismo? Nao teria sido sobre “jumentismo”?

  9. Eu vi o perfil do perfeito idiota nos resultados da pesquisa. Pessoas fáceis de se manipular, ignorantes (misturam conceitos sem entendê-los e atribuem para a direita idéias e objetivos que são de esquerda e vice-versa), que usam a religião como muleta para justificar os seus comportamentos.

  10. A pesquisa está correta e reflete a catequese diária dos meios de comunicação conservadores na cabeça do brasileiro médio.

    O brasileiro é ‘educado’ para ser conservador, reacionário, golpista e aceitar a violência com naturalidade.

  11. Primeiro de tudo é preciso entender porque o povo é tão conservador. É bobagem afirmar que é doutrinação da mídia, povão não lê editorial de jornal.

    A meu ver, a principal causa do conservadorismo é o temor à criminalidade que invade as periferias. No poder, o PT nada fez para endurecer o combate ao crime, ao contrário, seu discurso sempre foi entendido pelo povão como “defensor de marginais”. Desde os tempos do CMI eu repetia: a mania do PT de passar a mão na cabeça de marginal ainda vai fazer o povão votar no primeiro fascistazinho que aparecer prometendo baixar o pau na bandidagem. Os sinais já estavam visíveis desde o inesperado (e embaraçoso) sucesso do filme Tropa de Elite. Deu no que deu.

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