Sobre os novos estados

Por Luis Moreira de Oliveira Filho

(Comentário ao post A criação de novos estados)

Meus caros, 

Fazer conjecturas sobre o aumento de deputados e senadores é pensar pequeno, a pegunta correta é: quem se beneficiará com a criação de mais dois estados no coração da Amazônia? Respondo: o Brasil e seu povo. 

Na verdade defendo principalmente que seja dividido o estado do Amazonas, por quê? Porque duvido que o governador saiba os limites deste estado. É uma área imensa para e de muita responsabilidade para “ficar” de governadores incompentes e que não têm pensamento estratégico.

O que nós precisamos é discutir  como desenvolver estas regiões de modo a melhorar a vidas dos povos da floresta amazônica. E penso que o caminho é dividir estes estados, mas é preciso pensar uma transição, como?

PrimPrimeiro, é preciso pensar em criação de territórios federais, para que, passo a passo, o aparato estatal vá tomando corpo, principalmente com políticas integradas de educação, saúde, transporte, saneamento e habitação. 

E penso que a única forma de reduzir o desmatamento descontrolado nestas regiões é ter um governo mais próximo de seus problemas, de seu povo e das comunidades. Certamente se fosse em outro país, a área do Pará não seria apenas um estado, mas pelo menos quatro. E o Amazonas, talvez cinco. E o Mato Grosso? O Mato Grosso do Sul? Minas? 

Portanto, a idéia é deixar os governos mais próximos articulando políticas de estado para o desenvolvimento das comunidades. E penso, por exemplo, que o Exercíto e e instituições públicas de pesquisas, deveriam estar trabalhando dentro do coração da Amazônia, ou seja, a Amazônia deveria ser ocupada por todas as instituições públicas de pesquisas científicas.

Por fim, penso que estados com territórios pequenos facilitariam uma melhor fiscalização e desenvolvimento de pesquisas para se reduzir o demastamento e também as queimadas. E o preço à pagar é o risco de eleger políticos incompetentes, corruptos e que não têm compromissos com o desenvolvimento deste país (disfunção de uma democracia que nem sempre os melhores são eleitos pelo voto do povo e o pior: onde as pessoas que se dizem boas, não tem coragens de lançarem ao vento em uma eleição. 

Abraços.

Luis Moreira

Russas. 

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