Mesmo com diferenças ideológicas, banco dos Brics deve sair

Jornal GGN – Os cinco países que formam os Brics chegaram finalmente a um consenso sobre a criação do banco de desenvolvimento de US$ 100 bilhões.
 
No entanto, algumas diferenças permanecem, de acordo com a declaração de um diplomata chinês nesta segunda-feira (7) antes da reunião de cúpula no Brasil, que acontece na próxima semana.
 
O novo banco, que deve simbolizar a crescente influência das economias emergentes na arquitetura financeira global. Os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul devem assinar um tratado para lançar oficialmente o banco quando se reunirem em Fortaleza (CE), no dia 15 de julho.
 
As negociações para criar o banco já se arrastam por dois anos, com alguns membros se opondo ao desejo da China de ter uma participação maior no banco, por meio de mais capital.
 
Falando a repórteres antes da cúpula, o vice-ministro chinês das Relações Exteriores, Li Baodong, disse que estava otimista. Para ele, no banco de desenvolvimento dos Brics, todas as partes têm amplo consenso sobre a questão dos direitos de cada nação participante.

 
Existem diferentes pontos de vista sobre questões técnicas, mas segundo ele, todos estão confiantes em chegar a um ponto comum e criar finalmente a instituição financeira. Os membros devem estabelecer um consenso através de consultas amigáveis​​.

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Leia também:  Brasil, BRICS e a defesa do Sul Global, por Bruno Lima Rocha Beaklini

4 comentários

  1. Vão ver o que é bom ficar na

    Vão ver o que é bom ficar na mão da China, que obviamente vai controlar o banco com sede em Pequim. Que trouxas.

    • Será um desastre

      Imagine tirar das mãos técnicas de Wall Street o controle da moeda. Logo de quem está fazendo o melhor para muitos. Náo demora e os chineses também vão inventar seu cassino financeiro e irão emitir moeda sem lastro, especularão com fundos estranhos, com nomes em mandarim. Seria o apocalipse caso a grande nação do norte permitisse, o que não acontecerá graças a sua poderosa armada, prestes a impor a democracia, mesmo que às custas de poucas vidas (obrigado, professor Hariovaldo)

  2. Não existe a mais remota

    Não existe a mais remota SINERGIA entre os asiaticos do grupo BRICs, paises sem instituições politicas sólidas e de baixa experiencia de governança democratica e o Brasil, unico pais de cultural ocidental e instituições politicas com consistencia e permanencia, a que vem esse banco, qual seu papel?

    O Brasil tem amplas linhas de crédito DISPONIVEIS E SEM USO no Banco Mundial e no Banco Interamericano de Desenvolvimento,  tem uma posição relevante no FMI onde já teve há cinco anos passados um Diretor Geral Afjunto, Murilo Portugal e hoje poderia ser uma força dentro do Board do Fundo, só não é porque POR IDEOLOGIA colocou lá um quebra-louça que só fez inimigos por todo lado, Paulo Nogueira Batista, uma especie de Joaquim Barbosa do FMI.

    As reservas do Brasil NÃO estão folgadas considerando o tamanho da economia brasileira, há passivos ocultos pesados, como as vendas a futuro de dolares pelo BC, que na entrega vão sair das reservas, vamos desperdiçar recursos preciosos entregando 10 ou 20 bilhões de dolares na mão de gestores chineses? Uma vez o dinheiro entrando nos cofres desse Banco BRIC qual a garantia que teremos de ter o dinheiro de volta se precisarmos? Nenhuma.

     

  3. Mais papel de trouxas do que

    Mais papel de trouxas do que o mundo inteiro hoje em dia está fazendo na mão do FMI … é impossível.

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