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Análise

Sobre as teses dos golpistas de 64

Por Diogo Costa

Comentário ao post "As razões para a queda de Jango"

AS IMORREDOURAS E INJUSTIFICÁVEIS TESES DOS GOLPISTAS DE 64 - Há uma análise débil por parte de inúmeras pessoas e historiadores em geral, que tristemente sobrevive ao longo do tempo. Essa débil análise diz respeito ao longo e modorrento rol de "razões" que teriam dado causa à queda de João Goulart. Essas análises partem de uma premissa equivocada e insanavelmente equivocada, desde sempre. Qual seja, a premissa de que o rol de "razões", sejam elas quais forem a respeito da hipotética 'debilidade' de Jango, foram a causa do golpe de 64. Isto é ampla, geral e irrestritamente falso!

Jango foi derrubado porque sofreu um golpe de estado, e ponto final. Todos os pontos finais existentes na face da Terra! Não interessa se o governo Jango era fraco, claudicante, indeciso, se não tinha apoio popular, se não tinha apoio ou sustentação política, etc. Isto não tem importância alguma! Mesmo se todas essas fictícias causas fossem verdade (e não são), o fato é que jamais, nunca se pode admitir, ontem ou hoje, que um governo caia porque é fraco, débil ou claudicante! Esta é a tese dos golpistas! Quer dizer então que o fato de um governo ser indeciso e não contar com apoio ou sustentação popular justifica golpes de estado contra este governo?

Mais do que isto, outra das estúpidas teses justificacionistas, dos golpistas, é a de dizer que Jango preparava um "golpe de esquerda", e que por isso forças civis e militares anteciparam-se ao tal de "golpe de esquerda"... É outra pérola dos golpistas, enredados pelos próprios atos de brutalidade contra a democracia, a legalidade e a Constituição! Quer dizer então que os próprios golpistas admitem que utilizaram a tese do 'golpe preventivo'! Para mim, foi isto mesmo. O golpe de 64 foi sim um 'golpe preventivo', não pelas razões apresentadas pelos golpistas, o que veremos logo a seguir.

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As receitas de Palocci para a China e para o Brasil

Sugerido por Assis Ribeiro

Do Valor

A China tem de ser Brasil e o Brasil, China

Por Antonio Palocci
 
Analistas do Instituto Chinês de Relações Internacionais Contemporâneas se surpreenderam com a explicação sobre por que a economia brasileira desacelerou. Minha interpretação: a crise mundial fez um duplo mergulho, após a falência do Lehman Brothers, em 2008, e na crise do euro de 2011. No primeiro, a China, assim como o Brasil, reagiu rapidamente. O Brasil crescia baseado na ampliação de renda e do consumo e dobrou sua aposta. A China, que sustentava o PIB pelos investimentos e pelo saldo comercial, forçou mais o investimento. Na segunda onda, foi diferente: não bastava à China promover investimento e nem ao Brasil, o consumo.
 
Na visão dos analistas, no entanto, há um esgotamento do modelo chinês e outros problemas com países como o Brasil. Tento dizer a eles que, na verdade, enfrentamos o mesmo problema, a crise financeira, com impactos diferentes em nossas economias. E com necessidades diferentes. De alguma forma, o Brasil precisa ser mais China - priorizar investimentos - e a China ser mais Brasil - fomentar o consumo interno. A expectativa dos chineses é grande em torno dos desdobramentos da reunião do Comitê Central do Partido Comunista, que ocorreu nesta semana. É unânime, porém, a opinião de que reformas institucionais amplas são necessárias.

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Sobre as alianças partidárias e o cenário político atual

Por Filipe Rodrigues

Comentário ao post "As alianças e a correlação de forças no governo de Getúlio"

Em 1950, o PTB tinha o tamanho do PT de 1989, se Lula ganhasse de Collor também correria risco de sofrer impeachment. O PT era muito intransigente, além de seu programa revolucionário, não chegaria a 50 deputados (governaria apenas com PSB, PCB e PC do B), mas por outro lado a correlação de forças era bem melhor:

- PMDB de Ulisses, um partido muito mais progressista, programático que o atual e o velho PSD;

- PSDB de Covas, os tucanos não tinham nada haver com o partido de hoje, antes da virada á direita era moderno e tinha grandes quadros;

- PDT de Brizola, era quem tinha que ter vencido aquela eleição, um craque político, repetiria Getúlio e teria um parlamento mais favorável as suas propostas;

Hoje é bem diferente, apesar do quadro partidário ter piorado muito, o PT amadureceu, sua base social cresceu e possui grande presença nacional. Sem o pragmatismo (que substituiu a intransigência) o cenário atual se aproxima do PTB de 1962 quando elegeu 116 deputados e teria eleito muito mais em 1966, 1970...sem o golpe.

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Entendendo a ideia do 'Decrescimento'

Sugerido por Almeida

 

Do Outras Palavras

Para compreender o “Decrescimento”

Movimento não é saudosista, nem anticivilizatório. Mas sustenta: sem rever padrões de consumo e produção, “progresso” resultará em desigualdade e devastação

Por Alan Bocato-Franco

Pouco frequente, ainda, no Brasil, um debate tomou corpo e expandiu-se rapidamente nos últimos anos, em paralelo ao desconforto com o capitalismo e seus impasses. Trata-se da ideia de “decrescimento”. “Outras Palavras” abordou-o em diversos textos, no passado — mas deu-lhe destaque especial em 10 de outubro. Um artigo do cientista político catalão Vicenç Navarro criticava “algumas teorias” do decrescimento. Em sua opinião, elas acabam reduzindo-se a um ambientalismo elitista e antissocial, ao sugerirem, diante de países em crise, a continuação das políticas de “austeridade”, que geram mais desemprego e desindustrialização.

O artigo de Navarro gerou importante polêmica, na seção de comentários dos leitores. “Outras Palavras” convidou um dos polemistas, Alan Bocato-Franco, a escrever uma réplica. O resultado foi melhor que a encomenda. Muito mais que polemizar com Navarro — com quem, aliás, parece compartilhar pontos de vista –, Alan traça, no texto a seguir, um importante panorama sobre a origem, sentido e história das teorias do “decrescimento”.

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Jornal GGN


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O debate sobre a macroeconomia brasileira

Sugerido por aliancaliberal

Debate sobre a macroeconomia brasileira
 
Atual Secretário de Política Econômica, Márcio Holland, o economista do IPEA, Mansueto de Almeida, ex-secretário de política econômica do governo Lula, Marcos Lisboa, debatem a macroeconomia brasileira atual. 

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Jornal GGN




Descalabro é gestão de Haddad, afirma Kassab





Fundos de servidores têm perdas de R$ 528 milhões





Bancos brigam por mercado de R$ 833 bi





Justiça evita conceder aumento real de salário





Desafios enormes para Filipinas após o tufão

 




Tufão Hayian devasta as Filipinas

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Jornal GGN



Prefeito sabia de tudo, diz fiscal preso, em gravação




MP investiga 652 edifícios que podem ter sonegado ISS




Governo anuncia juizados móveis em manifestações




Falta de clareza na área fiscal mantém mercados inquietos




Os alvarás da corrupção




Falta de controle expõe leite a repetidas fraudes



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Quando teoria e realidade não se afivelam nos modelos econômicos, por Miguel Bruno

Sugerido por jns

Da revista Insight Inteligência

Falhas preditivas e erros sistemáticos ou quando teoria e realidade não se afivelam nos modelos econômicos

Miguel Bruno, economista

“Um conhecimento pode estar perfeitamente de acordo com a lógica, isto é, não se contradiz a si mesmo, e, no entanto, ainda pode contradizer o objeto.” - Immanuel Kant, Crítica da Razão Pura, 1781

“O conhecimento do real é uma luz que sempre projeta sombra em algum lugar. Ele nunca é imediato e pleno. As revelações do real são sempre recorrentes. O real nunca é aquilo que deveríamos ter acreditado, mas sim o que deveríamos ter pensado.”  - Gastón Bachelard, químico e filósofo da ciência.

O problema da coordenação

Refere-se às dificuldades de compatibilidade dinâmica entre as estratégias dos atores que participam dos mercados.

O problema da informação Leia mais »

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Algo está errado no sistema... Ou na civilização ocidental

É assustador o avanço da criminalidade nos países do Ocidente. Percebe-se que tem algo a ver com a sociedade e seus valores, criadas pelo capitalismo, pois onde ele entra mais forte no Oriente, é maior a criminalidade, De fato, a primazia do status de quem tem dinheiro, a promoção do consumo, a morte de Deus, a cupidez dos políticos, a corrupção da polícia e autoridades, tudo serve para o “liberou geral”, tão a gosto da delinquência.

A constatação também se dá pelo número de presos. Nos EUA, meca do sistema, país com alto nível de renda e de qualidade de vida, é também onde a criminalidade é maior, tanto como a necessidade da imensa máquina repressiva (interna e externa, esta militar, destinada a policiar países submetidos ao império ou intimidar os demais). Leia mais »

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Estratégias de desenvolvimento, por Delfim Netto e Akihiro Ikeda

Sugerido por Assis Ribeiro

Do Ipea

Um resumo de:

ESTRATÉGIAS DE DESENVOLVIMENTO

Antonio Delfim Netto*1
Akihiro Ikeda**2

O que talvez se possa considerar como consensual para acelerar o crescimento e maximizar o nível de emprego é reconhecer que:

1. Cabe ao Estado prover cinco bens públicos essenciais à construção de uma sociedade razoável: a) igualdade de oportunidade para todos os cidadãos (educação e saúde); b) satisfatória estrutura de segurança e justiça; c) proteção à propriedade privada; d) garantir o funcionamento de um sistema eficiente de alocação dos recursos escassos, através do “mercado” onde se estabelecem livremente os preços; e, e) garantir a estabilidade interna do poder de compra da moeda nacional;

2. A experiência histórica mostra que uma boa definição e proteção da propriedade privada são fundamentais por garantir aos agentes a apropriação dos retornos de sua atividade. O respeito a esta instituição é fundamental porque os agentes são movidos por incentivos e devem ser moralmente responsáveis por suas ações;

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O livro "Sociedade e Economia: estratégias de crescimento e desenvolvimento", do Ipea

Por Assis Ribeiro

Fiz um resumo de alguns capítulos do trabalho "Sociedade e Economia: estratégias de crescimento e desenvolvimento", de vários estudiosos de correntes diversas, realizado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos,  estudos do IPEA - 2009, quando era  Ministro de Estado Extraordinário de Assuntos Estratégicos o filósofo Roberto Mangabeira Unger e Presidente do Ipea o economista Marcio Pochmann .
 Os resumos estou colocando hoje aqui no "Clipping do Dia" para que o blog encaminhe para o lugar mais indicado. O belo trabalho pode ser lido na íntegra no link:

Sociedade e Economia: estratégias de crescimento e ... - Ipea

SUMÁRIO

PREFÁCIO

Marcio Pochmann 7

CAPÍTULO 1

O BRASIL PRECISA DE UMA ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO? 9

Armando Castelar

CAPÍTULO 2

A CONSTRUÇÃO DE UMA ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO 19

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Jornal GGN




Justiça manda Alckmin refazer ação contra cartel




Senado tem mais cargo político que efetivo na gestão Renan




Desigualdade social: Universidade, carro e internet ainda dividem favela e asfalto





Cotistas terão até 40% das vagas em concursos





De Blasio é eleito prefeito de Nova York por maioria de votos




McAuliffe vence na Virgínia

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Falácias acadêmicas, 2: o mito do Consenso de Washington

Da Revista Espaço Acadêmico

Mais um poderoso inimigo, mas algo fantasmagórico

Continuando minha série sobre as “falácias acadêmicas” – inaugurada por artigo sobre o mito do neoliberalismo, publicada na Espaço Acadêmico n. 87, agosto de 2008, pretendo agora tratar do segundo mito mais abusado dos últimos 20 anos, aquele que pretende que, em algum momento, a América Latina se dobrou a um conjunto de injunções vindas de Washington e aplicou esse pacote “neoliberal” com uma inconsciência ingênua que teria beirado a irresponsabilidade. Esse “pacote” de prescrições relativas à condução macroeconômica nos países latino-americanos recebeu o nome – inclusive porque ele foi auto-atribuído – de “Consenso de Washington” (doravante: CW). Os problemas reais e supostos do CW – e o mito daí decorrente – começam justamente por esse “acidente geográfico”, não puramente circunstancial, posto que reveladores de uma coincidência infeliz: o selo de origem o condenou a ser visto, desde o início, com desconfiança, quando não o situou no limite da rejeição e do repúdio ideológico por parte de toda uma categoria de “produtores acadêmicos”.

Caberia registrar, com efeito, que as famosas regras de política econômica – na verdade, tão desconhecidas quanto vilipendiadas – jamais teriam assumido a importância que podem ter assumido no debate político-midiático do continente se o fato de elas terem sido elaboradas (não necessariamente aplicadas concretamente) e divulgadas a partir da “capital do Império” não trouxesse esse estigma de nascimento, quase um pecado original, que praticamente converteu o CW numa entidade virtual, numa figura metafísica, geralmente vazia de conteúdo, mas inacreditavelmente repleta de ataques condenatórios e de slogans acusatórios que beiram o ridículo, pela superficialidade das diatribes e a inconsistência das acusações.

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Na verdadeira meritocracia, valores pessoais e sociais se fundem e são complementares

Por Jason Tercio
 
 
Renato, sua análise tem grande mérito teórico, mas vc partiu de uma premissa equivocada: meritocracia = reacionarismo. Daí vc cometeu vários outros equívocos, por exemplo, no primeiro artigo disse que a meritocracia valoriza “predicados pessoais (habilidade, conhecimento, competência, etc.)”, mas não os “valores sociais universais (direito à vida, justiça, liberdade, solidariedade, etc.)”. Pelo contrário, na verdadeira meritocracia esses valores se fundem e são complementares.
 
Outro equívoco grave: pressupor que no Brasil existe meritocracia. Mérito, qualificação técnica e ética nunca foram na História do Brasil critérios para se pertencer aos quadros dos governos ou da máquina burocrática ou para presidir a Câmara e o Senado. O que sempre definiu as nomeações foi a lealdade política, o partido, Quem Indica etc. Leia mais »
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