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Análise

História do golpe em Temer é digna de roteiro da Disney, diz Limongi

Foto: F. Cavalcanti
 
 
Jornal GGN - Nem a defesa de Michel Temer, nem o relator da denúncia contra o presidente na Câmara dos Deputados conseguem explicar porque supostamente Rodrigo Janot em conluio com os criminosos da JBS tentaram dar um "golpe" e tirar o peemedebista do poder. E isso ocorre porque a história de golpe em Temer é digna de quem viajou a Disney e ainda está vivendo no "mundo maravilhoso" recheado de fantasias. É o que diz Fernando Limongi, em artigo no Valor, nesta segunda (16).
 
Segundo o cientista político e professor da USP, embora o argumento do golpe seja o principal na defesa de Temer, seus advogados não conseguem criar uma narrativa plausível para sustentá-lo. Dizem que sob Janot, a Procuradoria quis dar o golpe na Presidência porque têm um "denuncismo" exarcebado nas veias.
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Comportamento Conservador dos Investidores: “tem que manter isso aí, viu?”, por Fernando Nogueira da Costa

Por Fernando Nogueira da Costa

Quem sabe quanto custa ganhar dinheiro com trabalho tem medo de perdê-lo, devido a uma decisão equivocada na escolha do portfólio. É estressante a escolha da carteira de ativos – formas de manutenção de riqueza. Esta é o estoque em que são transformadas as sobras não gastas do fluxo de renda recebida, seja pelo trabalho, seja por outras posses, por exemplo, alugueis de imóveis ou automóveis, juros de empréstimos, lucros de capital produtivo e ganhos de especulação. O comportamento usual dos investidores, na hora de decisões, se pauta por conservadorismo.

Ser conservador em Finanças Pessoais é uma virtude. Em política, é um defeito. Em país instável, temos de ser conservadores para não perder dinheiro frente à instabilidade política e econômica, provocada por conservadores que dão golpes de Estado, seja militar, seja civil semi-parlamentarista. Eles nos tiram a segurança pública e financeira.

Além do cenário futuro a ser avaliado, racionalmente, temos de dedicar enorme esforço emocional em autocontrole. O autoengano é comum. Por exemplo, você entra em uma sorveteria cara. Pede uma bola e a atendente pergunta se você deseja “copinho” ou “copão”. Qual resposta você dá? Copinho, lógico! Assim, sairá feliz com o copinho transbordando e não com uma bolinha de sorvete perdida no meio do copão...

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Delação de Funaro coloca em xeque tudo o que foi votado no Congresso, por Helena Chagas

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - A delação de Lúcio Funaro revelando os repasses de diversos grupos ao PMDB de Eduardo Cunha e Michel Temer, em troca de leis que favoreciam os setores empresariais, coloca em xeque não apenas a votação do impeachment de Dilma Rousseff - que contou com dinheiro da JBS para compra de votos - mas também os demais projetos debatidos no Congresso nos últimos anos. É o que avalia a jornalista Helena Chagas, em artigo divulgado na noite de sábado (14).
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Para poupar Aécio, STF tomou a decisão mais "antidemocrática e intolerável" desde a ditadura

Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - O jornalista Janio de Freitas usou sua coluna na Folha, neste domingo (15), para classificar a decisão do Supremo Tribunal Federal em favor da revogação de medidas cautelares contra congressistas pelo próprio Legislativo como "a mais antidemocrática e intolerável de suas deliberações desde o fim da ditadura."
 
"Tanto por seus múltiplos sentidos, como pela maneira de construí-los até os consagrar por um voto. A rigor, não um voto, mas uma confusão de sub-ideias e palavras titubeadas pela própria presidente do tribunal, no papel de política", acrescentou Jânio.
 
"Assim foi, no dizer de muitos, porque a causa interessava ao afastado Aécio Neves. Ou seria por uma pretendida conciliação com o Congresso, negociada com senadores, mas à custa do Supremo. Não faz muita diferença", disse.
 
Para ele, o pior dos argumentos foi o da ministra e presidenta da Corte, Cármen Lúcia.
 
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Sem Lula, eleitorado se dilui e Huck cresce sobre Doria, por José Antônio Severo

Foto: Orlando Brito
 
 
Jornal GGN - José Antônio Severo publicou artigo em Os Divergentes afirmando que uma pesquisa eleitoral ainda não divulgada apontou que Lula tem mais de 50% do eleitorado no Nordeste mas, se não puder concorrer em 2018, a tendência do eleitorado é se diluir. Além disso, Luciano Huck acaba crescendo e escanteando João Doria na disputa pela chapa do DEM. 
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André Singer: STF usou uma lei para Cunha e Delcídio e outra para Aécio

 
Jornal GGN - O cientista político André Singer avaliou em artigo publicado na Folha que a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o caso Aécio Neves prova que uma leis foram inventadas, a reboque da Lava Jato, para perseguir uns e poucar outros.
 
Na semana passada, por 6 votos a 5, a Corte decidiu, contraditoriamente, que o Legislativo tem poder para rever as medidas cautelares impostas a políticos com mandato pelo Judiciário.
 
"(...) o STF 'inventou' uma legislação, acoplando-se ao ambiente de exceção instaurado pela Lava Jato", disse Singer. "(...) a opção tomada pela corte em favor da Constituição, embora possa de imediato beneficiar uma corrente partidária em detrimento de outras, talvez ajude o país a barrar os mecanismos de exceção em curso e, quem sabe, a encontrar o caminho de volta à plena democracia", apontou.
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O gênio da América e do Brasil profundos não quer mais voltar para a garrafa, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

O atirador de Las Vegas; o vigia que ateou fogo em crianças numa creche em Minas Gerais; o ex-vereador que se passava como policial federal e produtor da TV Globo para extorquir e estuprar e, diz, ainda pretende ser presidente do Brasil para “acabar com a corrupção”. Lá nos EUA como aqui no Brasil o gênio foi tirado da garrafa para eleger um presidente e desestabilizar governos. A grande mídia cobre esses casos como eventos isolados, inexplicáveis, como “fatos diversos” da irracionalidade humana reforçado pelos indefectíveis “especialistas-informação-de-pauta” de plantão. Mas tanto lá como aqui são confirmações de que os pensamentos são coisas: formas-pensamento autônomas que dão ao “mal estar da civilização” (através da grande mídia em seus momentos de conflagração político-ideológica, oposição e guerra para desestabilização política)  uma narrativa, lógica e com sentido. Para o gênio sincromístico sair da garrafa e nunca mais querer voltar.

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A Troika de Trump, a crise da Coréia e o Brasil, por André Araújo

A Troika de Trump, a crise da Coréia e o Brasil

por André Araújo

A eleição de Trump, suas causas e cenários, já foi por mim exaustivamente analisada neste blog. Vamos agora ver como está funcionando a Presidência Trump após o choque de sua eleição que espantou o mundo.

Trump foi um ponto fora da curva da previsibilidade, como é comum na História, quando ”desmanchadores de consenso” mostram aos construtores de cenários quão tolo é seu oficio. O mundo é um caos, a História é pouco previsível, coisas inusitadas podem acontecer e acontecem. Mas há espíritos que continuam querendo comprar cenários do futuro, um mercado onde sempre haverá clientes desde o tempo dos oráculos gregos. O futuro sempre será imprevisível até nas eras de calmaria, quiçá em tempos de crise.

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Gestão midiática de Doria Jr. promove pobres a biodigestores de lixo orgânico, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

Vivemos tempos realmente estranhos. Chegamos no futuro e parece que a realidade começa a realizar, de maneira irônica, as distopias sci fi dos anos 1970 como por exemplo, “No Mundo de 2020” (Soylent Green, 1973, com Charlton Heston) no qual uma empresa produzia um tablete verde para alimentar as massas pobres, enquanto somente a elite tinha comida de verdade. Confirmando a vocação paulistana vanguardista de laboratório para o “brave new world”, o prefeito João Doria Jr. anuncia o programa “Alimento para Todos”, numa parceria com a Plataforma Sinergia para processar restos de alimentos que se transformarão em um “granulado nutritivo” para a “camada mais pobre da sociedade” – seguindo a trilha do Japão que já possui “carne de excrementos humanos”. Como “gestor sustentável”, Doria Jr. acredita que todos ganharão: não haverá nem desperdício e nem fome. Se no filme de 1973 tudo era envolto em uma conspiração, hoje tudo é cinicamente explícito através da “Pobretologia” - resolver o problema do Capitalismo que produz restos (pobres, famintos, desempregados, idosos, aposentados, excluídos etc.)  e que precisam ser reciclados de forma cinicamente “sustentável”: desempregados viram empreendedores, idosos se convertem em target de consumo chamado “Melhor Idade” e pobres viram biodigestores de restos orgânicos.

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Veja o vídeo
"No Mundo de 2020" (1973) - sequência
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O que dizer sobre a tragédia de Janaúba?, por Rita Almeida

Foto UOL

O que dizer sobre a tragédia de Janaúba?

por Rita Almeida

Nos últimos dias, muitas pessoas, por saberem que sou psicóloga, que trabalho no campo saúde mental e que escrevo, têm me pedido para falar alguma coisa sobre a tragédia em Janaúba. Na verdade, o que me veio depois do ocorrido foi um vazio imenso, uma topada num real tão absurdo e grotesco, que a escrita nem mesmo conseguiu comparecer para contornar. Por vezes, é assim mesmo. Por vezes, o que existe é apenas o imponderável, o inexplicável e o incontrolável. Por vezes, se trata só de olhar com assombro e horror para o abismo.

Quase na mesma semana, também tivemos o ataque do atirador em Las Vegas, com um triste saldo de 59 mortos. A tragédia de lá pode não ter sido tão doída para nós quanto a de cá, mas é tão intrigante quanto: O que leva uma pessoa a um ato tão cruel e insano? Será que poderíamos ter feito alguma coisa para evitá-lo? São as questões que todos estamos querendo responder.

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O desmonte do Brasil-Nação e a sintonia neoliberal-evangélica, por Roberto Bitencourt da Silva

O desmonte do Brasil-Nação e a sintonia neoliberal-evangélica

por Roberto Bitencourt da Silva

Lendo o noticiário desse domingo, tropecei em uma curiosa matéria do Brasil 247 que trata da aproximação do czar da economia brasileira, o reacionário e entreguista ministro Henrique Meirelles, com o mundo religioso evangélico. Um fenômeno que não causa surpresa.

A relação entre neoliberalismo – uma corrente teórico-dogmática abstrata e semirreligiosa, propagada pelas escolas de economia, fóruns multilaterais e conglomerados de mídia – e seitas evangélicas é razoavelmente natural. Por outro lado, trata-se de um “casamento” que elucida, em parte, o desmonte do “Brasil-Nação” (para usar terminologia cara ao patriota e grande pensador social brasileiro Manoel Bomfim).

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Covardia do STF ou golpe do Senado?, por Aldo Fornazieri

Covardia do STF ou golpe do Senado?

por Aldo Fornazieri

Nos próximos dias a política brasileira se moverá em torno da seguinte disjuntiva: covardia do STF ou golpe do Senado. O pano de fundo será o destino do mandado de Aécio Neves. Não que o STF já não tenha dado sinais de covardia ao permitir violações da Constituição, particularmente no caso do impeachment ilegal, sem crime de responsabilidade, contra Dilma Rousseff. O Senado também já se mostrou golpista, ao sacramentar o mesmo impeachment ilegal. Na hipótese de o STF mostrar alguma dignidade e manter Aécio afastado de seu mandato, se o Senado vier a sustar tal decisão, estaria perpetrando um segundo golpe, mergulhando as instituições numa crise sem precedentes, abrindo mais uma porta para os reclamos de uma intervenção militar.

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Rigidez fiscal e burrice econômica, por Paulo Kliass

 

no Vermelho

Paulo Kliass: Rigidez fiscal e burrice econômica

Se arrependimento sincero incomodasse gente insensível, talvez Henrique Meirelles esteja realmente sentindo algum leve desconforto nos minutos que precedem seu sono durante os últimos meses. O fato é que ele e alguns integrantes da equipe econômica estão provando do doce veneno que tanto destilaram contra aquilo que antes qualificavam como “descontrole, irresponsabilidade e populismo” dos governos anteriores ao golpeachment.

por Paulo Kliass

É verdade que o governo Dilma cometeu alguns excessos e outros tantos equívocos na condução da política econômica, mas os exageros na retórica e na argumentação da oposição liberal à época não se justificavam na realidade dos fatos e dos números. Tanto foi assim que na própria discussão a respeito do embasamento jurídico para o pedido de impedimento faltaram provas de que a lei teria sido descumprida.

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A cracolândia da Paulista, por Sergio Saraiva

Como qualquer outra droga, a intolerância política e social é um produto com um nicho de mercado já suficientemente descrito. Com perfis de usuários e traficantes conhecidos. Porém, como o álcool, tolerado por nossas autoridades.

MAM 2017 3

A cracolândia da Paulista, por Sergio Saraiva

O perfil do dependente

A coluna de Mônica Bergamo na Folha de 05 de outubro de 2017 traça o perfil dos que se manifestaram nas redes sociais em protesto e ataques ao MAM em função do homem nu em uma exposição de arte.

As informações foram coletadas pela empresa SocialQI que cuida da comunicação pessoal de João Doria nas redes sociais.

O perfil médio é composto por:

homens (62%), evangélicos (40%) e de direita (82%). Eles têm entre 35 e 44 anos, são brancos, casados, de classe média e com ensino superior. Cerca de 60% são de SP.

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Precisamos falar da direita, por Fernando Horta

Precisamos falar da direita

por Fernando Horta

Há quem diga que não existe direita ou esquerda no Brasil. Eu discordo.

Há quem diga que não há mais diferença entre direita e esquerda no mundo. E eu, também, discordo.

Mesmo que as coisas tenham se tornado muito mais complexas no final do século XX e início do XXI do que no XIX ou início do XX, ainda é possível diferenciar direita e esquerda pelo antagonismo mais básico da economia: trabalho e capital. Aqueles que valoram o trabalho de forma mais essencial que o capital se colocam no que chamamos de “esquerda”. Os que valoram o capital acima do trabalho ficam à direita.

É claro que existe um termo-médio aí. Difícil de definir, mas ele existe. E é também evidente que não se pode derivar todo um conjunto de valores apenas destas percepções. Daí que podemos ter uma direita ecológica, que prega sustentabilidade, assim como podemos ter uma esquerda que aceite e nutra algum respeito pelo “mercado”. Podemos ter uma esquerda reformista e uma direita que quer romper com o status quo (as coisas como estão). Claro que querem romper para trazer mais à direita, mas não deixa de ser uma defesa de rupturas ... não digo “revolução” porque guardo este termo em especial lugar ... especialmente nos Cem Anos da Revolução Russa.

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