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Análise

Retomada a ofensiva contra Lula para fechar o roteiro do golpe, por Tereza Cruvinel

Foto: Ricardo Stuckert

Por Tereza Cruvinel

No Brasil 247

São redundantes e ociosas as considerações morais sobre o que fez Antonio Pallocci, o primeiro petista a delatar o ex-presidente Lula em busca da salvação numa delação premiada. Há algum tempo circula no PT um diagnóstico atribuído a José Dirceu: "Pallocci já virou cachorro". Na ditadura, cachorros eram os militantes que se tornavam colaboradores da repressão, levando companheiros à prisão e à morte. Certo é que a Lava Jato, Janot e Moro retomaram a ofensiva contra o PT e o ex-presidente, apesar das lambanças envolvendo Temer, Geddel e outros partidos da coalizão governista, e pode estar em curso uma ação coordenada para fechar o cerco com a prisão de Lula. E Pallocci, com seu depoimento, forneceu uma das peças mais importantes para o roteiro que começou a ser montado esta semana. Um roteiro de filme de ação vertiginosa, em que o telespectador perde o encadeamento das cenas e o significado da narrativa.

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JBS será cavalo de troia das delações premiadas?, por Márcio Falcão e Felipe Recondo

Foto: Reprodução/Youtube

Por Márcio Falcão e Felipe Recondo
 
No Jota
 
 
O que vale mais: os indícios de crimes contidos em acordo de delação premiada homologado pelo Supremo ou os indícios em acordo rescindido pela Procuradoria-Geral da República? A possível rescisão na colaboração da JBS leva alguns atores a confundir interesseiramente as respostas a estas perguntas.
 
Advogados, políticos e juízes, especialmente alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, enfatizaram desde o início da Operação Lava Jato que a palavra do delator é indício, não sendo suficiente per si para condenar alguém. O depoimento de delator precisa ser corroborado por outros elementos para se tornar prova de um crime.
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Palocci vai dizer tudo ou só o que o MP quer ouvir?, por Helena Chagas

Foto: Agência Brasil
 
 
Por Helena Chagas
 
 
Entre perplexos e arrasados, petistas tentam explicar o ex-ministro Antônio Palocci – não para justificar suas atitudes, mas para tentar prever os próximos passos da delação oficial que certamente virá por aí.
 
Palocci fez o que o PT mais temia, entregar Lula. Não o terá feito com satisfação, já que os dois eram próximos e se gostavam. Mas o raciocínio entre petistas é de que a pressão foi tanta que o ex-ministro acabou cedendo no ponto em que mais resistia desde o início das negociações com o Ministério Público. No vídeo depois distribuído, fica claro que o juiz Sérgio Moro – que em depoimento anterior ouvira do ex-ministro ameaças de delatar setor financeiro e outros – fez Palocci ajoelhar no milho e dizer o que ele queria.
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Cabo de Guerra, por Fernando Horta

Foto: Agência Brasil

Há muito venho defendendo que o STF não agiu para barrar o golpe porque estava cindido. Alguns ministros eram francamente contra o golpe e queriam tirar Eduardo Cunha antes da votação, outros eram favoráveis ao golpe e deixaram a coisa acontecer. Como nenhum dos ministros quis levar a discussão para dentro do STF – e expor a vilania da corte – a cisão levou à inação e a inação ao golpe. A entrevista de Marco Aurélio dizendo da sua animosidade “muito acima do normal” para com Gilmar Mendes é mais um capítulo desta cizânia. Acredito que não seja somente Marco Aurélio a se sentir “desconfortável” com Gilmar Mendes. Uma parcela significativa da população brasileira sente o mesmo.

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Palocci ainda precisa provar as acusações contra Lula, diz Kennedy Alencar

Jornal GGN - O jornalista Kennedy Alencar avaliou que o depoimento de Antonio Palocci a Lula é importante e tem impacto negativo sobre o ex-presidente. Mas repete a fórmula de Leo Pinheiro no caso triplex: numa tentativa desesperada de fechar um acordo de delação e deixar a cadeia, resolveu dizer exatamente o que agradaria o juiz Sergio Moro. Mas pecou na apresentação de provas e colocou a sentença do caso envolvendo a OAS em xeque.

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Cinco evidências de que Bitcoin é uma religião, por Wilson Ferreira

Criada em 2009, Bitcoin é uma moeda digital controlada por uma rede peer-to-peer sem depender de bancos centrais e com um mercado de bilhões de dólares. Bitcoin parece ser movido por um ímpeto anarquista porque seus seguidores odeiam governos e autoridades financeiras. Mas suas ações são espirituais, lembrando uma religião com um Criador, messias profetas, confirmando a tendência humana de perceber no dinheiro e valor atributos inerentemente mágicos e místicos. E como toda religião, tem a cortina que esconde o Mágico de Oz: o “fetichismo da mercadoria”, tal como diagnosticou Karl Marx no século XIX sobre o velho Capitalismo, a cortina que esconde a reprodução da desigualdade. O “Cinegnose” lista cinco evidências de que o Bitcoin é mais uma religião, porém mais “cool” do que a Teologia da Prosperidade das igrejas neopentecostais. Porque Deus desceu ao mundo não mais sob a forma de dinheiro, mas agora como Criptografia e Matemática. Leia mais »

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O caso Marcelo Odebrecht x Dilma, por Luis Nassif


Foto: Reprodução

De um observador privilegiado da Odebrecht:

Marcelo Odebrecht e Dilma se detestavam. Marcelo assumiu a Presidência da Odebrecht com um estilo totalmente distinto do pai: agressivo, grosseiro com os assessores, megalômano, sem visão de país, sem empatia com seus executivos.

Nos primeiros encontros com Dilma, ainda Ministra, comportou-se como um chefe dando ordens para a subordinada. Criou-se uma antipatia imediata entre ambos.

Em algum momento do mandato de Dilma, bateram boca e Marcelo ironizou:

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Pré-keynesianos estão felizes como pinto no lixo, por Fernando Nogueira da Costa

Os neoliberais não reconhecem o papel-chave da alavancagem financeira ao dar dinamismo à economia de mercado via crédito. É urgente voltar a estimular crédito ao consumo

do Brasil Debate

Pré-keynesianos estão felizes como pinto no lixo

por Fernando Nogueira da Costa

Os economistas ultraliberais, no governo temeroso, conseguiram submeter a economia brasileira à Lei de Say: sem conceder crédito “em excesso” (sic), supostamente, os bancos agiram exatamente como intermediários financeiros apenas canalizando poupança para investimento. O resultado, segundo essa concepção pré-keynesiana, é que, aparentemente, conseguiram o desejado acima de tudo: equilíbrio entre a oferta agregada e a demanda agregada. Em decorrência, não há mais inflação de demanda – e a queda dos preços de alimentos colabora bastante para um processo de desinflação. Porém, há um “detalhe” para eles não saborearem a “vitória” completa: a grande depressão (a maior da história econômica brasileira) e o imenso desemprego.

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Temer e Joesley trocam farpas às vésperas de nova denúncia, por Helena Chagas


Montagem: Jornal Metro
 
Jornal GGN - Sob claro receio, em gesto de auto-defesa sem sequer ter acesso aos materiais de acusação, o presidente Michel Temer divulgou nota, na noite da última sexta-feira (01) chamando Joesley Batista de "gravador geral da República", em referência aos grampos feitos pelo dono da JBS e que acusam o peemedebista. Joesley, por sua vez, chamou Temer de "ladrão geral da República", neste sábado. 
 
A troca de farpas apenas mostra o medo do mandatário na iminência de uma nova denúncia contra ele chegar nos próximos dias à Câmara dos Deputados. Além do depoimento de Joesley, acusações de Lúcio Funaro devem ser incluídas e, sem sequer saber o conteúdo delas, Temer já retrucou. Do lado de lá, Joesley disse que Temer envergonha o país e pediu respeito às delações premiadas.
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O neocolonialismo e a possibilidade de desintegração territorial brasileira, por Roberto Bitencourt da Silva

O neocolonialismo e a possibilidade de desintegração territorial brasileira

por Roberto Bitencourt da Silva

O sentido do golpe

A sociedade brasileira está submetida a uma condição abjeta: imoralidade desavergonhada de oligarquias políticas; um golpismo vende pátria despudorado que, ofendendo a consciência democrática e nacional do Povo Brasileiro, rasga a Constituição, despreza a soberania do voto popular e aliena o patrimônio público.

Sem qualquer respeito à chamada “opinião pública”, seja ela traduzida por voto, seja por sondagens de conjuntura ou por mobilizações populares de rua ou em rede. O entreguista deputado Rodrigo Maia (DEM) há meses esclareceu a coisa: “Não podemos aceitar que a Câmara se transforme em cartório carimbador de opiniões de partes da sociedade”. Absoluto enclausuramento institucional e político. Findo o fiapo de democracia.

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Temer e seu governo se destroem para destruir o país, por Janio de Freitas

Foto: Reprodução
 
 
Jornal GGN - Para impor uma agenda de retrocessos que marca seu governo, Michel Temer precisa de apoio do Congresso em um momento em que está muito frágil graças à falta de apoio da sociedade, à crise econômica e denúncias por corrupção. Para conseguir resolver apenas um de seus problemas, a primeira denúncia por corrupção a reboque da delação da JBS, Temer teve de desembolsar R$ 2 bilhões em emendas.
 
O que será preciso fazer para aprovar um decreto de extinção de reserva natural na Amazônia, ajustar o rombo nas contas em R$ 20 bilhões e se livrar da nova denúncia da Procuradoria Geral da República? Para Janio de Freitas, Temer vai destruir o governo para destruir o País.
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O Pequeno e Irônico Dicionário para Aspirantes ao Mérito-empreendedorismo, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

Ok, vocês venceram! Por isso, o “Cinegnose” vai dar uma ajuda aos aspirantes e adeptos da nova religião do mérito-empreendedorismo (meritocratas + empreendedores) desse admirável mundo novo, no qual maquininhas de crédito e débito substituíram a Carteira de Trabalho por meio da inabalável fé de que, um dia, a força de trabalho se transubstanciará em Capital. Para entender esse Mistério da transubstanciação de uma categoria econômica em outra (que se equivale ao da Santíssima Trindade ou da própria redenção de Cristo) é urgente dominar o jargão hermético dessa seita – “foco”, “nicho”, “aplicativo”, “sustentabilidade”, “agregar”, “gestão”, “inteligência” entre outros termos aparentemente inescrutáveis. Bem vindo à Metafísica da Teologia desses novos tempos, através do “Pequeno e Irônico Dicionário para Aspirantes ao Mérito-Empreendedorismo”.

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Henrique Meirelles e o Consenso de Washington, por Samuel Pinheiro Guimarães

Henrique Meirelles e o Consenso de Washington

por Samuel Pinheiro Guimarães

O programa econômico do Senhor Henrique Meirelles, atual Ministro da Fazenda; ex-Presidente do BankBoston entre 1996 e 1999 e do FleetBoston Financial; ex-Presidente do Banco Central de 2003 a 2010, e, entre 2012 e 2016, Presidente do  Conselho de Administração da holding J&F, de Joesley Batista, é o Programa do Mercado.

É o programa desejado com ardor (e promovido com recursos) pelos banqueiros, rentistas, grandes empresários comerciais e industriais, grandes proprietários rurais, donos de grandes órgãos de comunicação, gestores de grandes fortunas, executivos de grandes empresas e seus representantes no Congresso.

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Filme da Lava Jato é exemplo de propaganda e manipulação sutil, diz o crítico Pablo Villaça

Jornal GGN - Polícia Federal -A Lei É Para Todos é "um filme muito bom para ser usado como exemplo de como fazer propaganda e manipular o espectador de maneira muito sutil." É o que avalia o crítico de cinema Pablo Villaça, em uma análise divulgada em seu canal no Youtube, na quarta (30), após a pré-estreia da obra em Curitiba.
 
Segundo Villaça, "qualquer um que tenha o mínimo de honestidade e conheça o básico de linguagem cinematográfica percebe os elementos de propaganda no filme. É um filme político-partidário."
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Ipsos-Estadão – o mau humor é o eleitor, por Sergio Saraiva

Com o mal-estar reinante hoje no Brasil, só o “Lulinha Paz e Amor” derrota Bolsonaro em 2018. É o que mostra a pesquisa Ipsos-Estadão.

Ipsos Estadão6

Ipsos-Estadão – o mau humor é o eleitor, por Sergio Saraiva

Explica-se, sem dúvida, por dois motivos a pouca discussão sobre os resultados da pesquisa Ipsos-Estadão a respeito dos índices de rejeição de figuras púbicas do cenário brasileiro atual.

O primeiro motivo é o aparente estado de letargia política em que nos encontramos – quase uma reação de defesa psicológica coletiva.

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