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Luis Nassif

As fanfarronices da PF de Minas para a violência contra a UFMG, por Luis Nassif

 
 

As explicações da Delegacia da Policia Federal de Minas Gerais ao Marcelo Auler, sobre as arbitrariedades contra membros da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) são duplamente preocupantes (clique aqui).

Primeiro, pelos argumentos invocados para explicar o suposto republicanismo dos delegados. É similar ao do dr. Guilhotin explicando os cuidados que toma com o réu antes de soltar a corda.

Depois, pela crença de que um leitor medianamente informado aceitaria as explicações. Só imbecis ou eleitores de Bolsonaro para aceitar os argumentos invocados.

Pelas informações prestadas, todas as denúncias estavam relacionadas com a concessão de bolsas para as pesquisas. Dos R$ 6,5 milhões concedidos para as pesquisas, há indícios até agora de desvio de R$ 100 mil.

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Xadrez da grande bacanal pós-impeachment, por Luís Nassif

Esta semana dei uma palestra no encontro da ANDIFES (Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior). No encontro, a mesma dúvida: qual o prazo de validade do modelo econômico e social que está sendo implementado com a tomada do poder pela organização criminosa liderada por Eduardo Cunha?

Ouso dizer que é curto.

Acompanhe o raciocínio.

Peça 1 - a legitimação de Collor e FHC

Fernando Collor ganhou a presidência por mérito próprio, por ter entendido, antes dos demais candidatos, os novos ventos que surgiam.

No plano interno, a enorme ojeriza à centralização brasiliense, remanescente do regime militar; e a desconfiança em relação aos quadros políticos que se apossaram do poder, no governo José Sarney.

No plano internacional, estava em pleno vapor a onda liberal inaugurada por Margareth Thatcher e Ronald Reagan.

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Pedro Parente trabalha para tornar a Petrobras irrelevante, por Luis Nassif

Acompanhei o trabalho de Pedro Parente como Chefe da Casa Civil no apagão e durante quase todo o governo FHC. Sempre o tive em alta conta, como um funcionário público exemplar. E estava esperando baixar a espuma para avaliar melhor seu trabalho à frente da Petrobras. Até que ponto a venda de ativos buscaria uma melhora no perfil de endividamento da Petrobras ou um enfraquecimento mortal.

Nessas discussões políticas, evito julgamentos morais baseados em pressupostos ideológicos: o que pode ser erro para uns, pode ser acerto para outros, desde que ambos procurem o melhor para o país.

Hoje, à luz de tudo o que tem feito, não tenho mais dúvidas de que Pedro Parente trabalha deliberadamente para tornar a Petrobras uma empresa irrelevante.

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O conceito de qualidade com diversidade, e a “tia” da Gol

É interessante as mudanças que ocorreram nas duas principais companhias aéreas brasileiras, a TAM e a Gol.

A TAM foi empresa símbolo no início do processo de abertura da economia, quando as empresas ambicionavam padrões globais de qualidade e atendimento. A imagem do comandante Rolim recebendo os passageiros, o tapete vermelho, a sala de música tiravam a impessoalidade da companhia, e projetavam a qualidade no sentido integral, sem mecanicismos, com calor humano de quem tinha prazer em servir.

Já a Gol era administrada como uma companhia de ônibus. Não tinha política de pessoal, apelava apenas para o fator preço como chamariz, tinha equipes de bordo grosseiras.

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Cuidado com a tesoura do Tribunal Superior Eleitoral, por Luis Nassif

É preciso cuidado com as propostas de coibir os fakenews, as notícias falsas. Não que não devam ser coibidos. A questão é o critério que será adotado.

Desde 2005, o principal estimulador do fakenews foi a própria imprensa. Confira em “O Caso de Veja”, a série que escrevi quase dez anos atrás sobre o jornalismo da revista.

A relação é extensa:

1. A história das Farcs no Brasil.

2. Os dólares de Cuba.

3. O suposto lobista que jantou na casa de Erenice Guerra e denunciou pedido de propina jamais comprovado.

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A confirmação da estratégia prevista no Xadrez de Lula, por Luis Nassif

A respeito do artigo “O Xadrez de Lula”, converso com um dos conselheiros não-petistas de Lula que confirma que a última avaliação feita a Lula por Marcos Coimbra, da Vox Populi, bate integralmente com o cenário antecipado no Xadrez.

O raciocínio é o seguinte.

A última pesquisa do Vox Populi apresentou os seguintes resultados:

1. Na votação estimulada (em que os nomes são informados ao pesquisado) Lula aparece em primeiro com 43% e Bolsonaro em segundo com 17%.

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Xadrez do fator Lula, por Luis Nassif

Admito que este Xadrez é bastante polêmico. Os movimentos descritos a seguir ainda são incipientes e há dúvidas de monta sobre seus desdobramentos.

De qualquer modo, monto o Xadrez, alinhavo o raciocínio, encaixo as peças até para facilitar as análises e críticas. Com a narrativa estruturada, fica mais fácil identificar os pontos vulneráveis dos cenários traçados.

Peça 1 –a polarização eleitoral

Quem se der ao trabalho de conferir os Twitters ou mensagens de juízes punitivistas – como Marcelo Bretas –, ministros politicamente comprometidos – como o corregedor João Otávio Noronha, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - ou procuradores partidários do fake prosecution. verá em comum os mesmos bordões propalados pela ultradireita MLB, mas que antecedem sua fundação.

Por exemplo, criticar a defesa de minorias, como se significasse retirada de direito das maiorias; o deboche do politicamente correto; o tratamento de desperdício a qualquer política social.

Esse pensamento simplório, porém eficaz junto aos setores mais anacrônicos, é a argamassa que une polos contrários, dos que manobram o discurso anticorrupção, à quadrilha que se valeu das manifestações para se aboletar no poder.

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Cláudio Jorge e Augusto Martins, dois senhores sambistas cantando Ismael, por Luis Nassif

A primeira vez que ouvi o CD “Ismael Silva, uma Escola de Samba” foi na rádio Batuta, em entrevista dois dois cantores, Cláudio Jorge e Augusto Martins, ao Joaquim Ferreira.

São dois eméritos sambistas, compondo um duo de primeira, para saudar um dos maiores sambistas da história, Ismael Silva.

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Abusos e amadorismo da mídia para cobrir as truculências da Polícia Federal, por Luis Nassif

Paula Cesarino Costa é uma ombudsman à altura dos melhores que a precederam, como Marcelo Beraba e Mário Magalhães.

Sua crítica de hoje, ao espaço dado às operações policiais contra Universidades, permite levantar uma característica não muito nova, mas que se estratificou nos últimos anos: a incapacidade dos jornais de se renovarem. Nos programas de qualidade existe o método PDCA, ou Planejar, Fazer, Checar e Agir. Trata-se do bê-a-bá da qualidade.

Os jornais, que tratam a questões da eficiência, da qualidade como palavras mágicas, são incapazes de reavaliar procedimentos básicos. No caso, como se comportar ante uma denúncia da polícia.

Desde o caso Escola Base já se sabia do risco de se fiar na palavra de um delegado - ou de um procurador, ou de um juiz, ou de um repórter quando acha que conseguiu o grande furo.

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Xadrez do fator Marun e dos fake prosecution, por Luis Nassif

Peça 1 – o significado da nomeação de Marun

Um velho conhecido, que consegue tirar lições da história aplicáveis ao momento atual, me alerta para os seguintes pontos:

A nomeação do gaúcho-matogrossense Carlos Marun para a articulação política do governo Temer, é sinal de guerra. Tem o mesmo significado da nomeação de Benjamin Vargas, o Bejo, em fins de 1945, que acendeu todas as luzes da oposição para os propósitos continuístas de Vargas.o foi nomeado para o Departamento Federal de Segurança Pública, o equivalente à Polícia Federal de hoje. A nomeação recebeu a leitura geral no meio politico e militar de que as eleições presidenciais prometidas não se realizariam. Não havia outra explicação para a nomeação do agressivo Bejo Vargas.

- São nomeações indicativas de uma intenção. Qual a intenção clara a meu ver? Temer deseja sua candidatura à reeleição e Marun tem o perfil de um tanque Panzer para ser o aríete desse projeto.

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Memorial da Anistia: não há de ser inutilmente, por Luis Nassif

As violências cometidas contra a Universidade Federal de Santa Catarina, a Universidade Federal de Minas Gerais e o Memorial da Anistia, podem ter uma resposta à altura: a campanha para ampliar o escopo do memorial, incluindo no prédio anexo um Memorial das Músicas em Favor das Liberdades Civis, uma maneira de juntar as lembranças da ditadura com o papel inestimável da música popular, em uma cidade fundamentalmente musical, como Belo Horizonte.

Seria a maneira retumbante, musical, de responder aos desaforos da Polícia Federal, de batizar a operação com pedaço da letra de uma das músicas símbolos da anistia.

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Lava Jato manipula perícia do sistema Odebrecht, apresentando apenas 2 HDs

A informação de que o Ministério Público Federal (MPF) pediu, finalmente, a perícia no sistema Drousys da Odebrecht (que registrava todas as operação do Departamentyo de Operações Estruturadas) contém duas omissões:

Y 1. O pedido só foi feito depois que a CPI da JBS deu todas as informações relevantes sobre o sistema.

2. A perícia será feita em cima de dois HDs e um pen drive, que seriam os equipamentos enviados pela Justiça Suíça.

Só um completo jejuno em informática imaginaria que um sistema complexo como o Drousys, que registrou milhares de transações, movimento bilhões de dólares, caberia em dois HDs e um pen drive. O sistema completo tinha vários servidores. É impossível que o conteúdo coubesse em dois HDs e um pen drive.

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Juíza manobrou com a PF para decretar a condução coercitiva na invasão da UFMG

A juíza Raquel Vasconcelos Alves Lima, da 9ª Vara Criminal Federal de Belo Horizonte, manobrou com a Polícia Federal no episódio da condução coercitiva da diretoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O Ministério Público Federal era contrário à medida, por considerar a condução coercitiva desnecessária no caso concreto. E inútil, pois estavam sendo apurados crimes no âmbito da administração pública, que deixam vestígios e registros em papel e bancos de dados. Faria muito mais sentido arrecadar documentos e depois interrogar os investigados.

A medida da condução coercitiva foi concedida no dia 4 de dezembro. O MPF somente foi intimado no final da tarde do dia 5 de dezembro. Mas a polícia executou a medida na manhã do dia 6 de dezembro, justamente para não dar tempo suficiente para o MPF recorrer e adotar alguma medida capaz de impedir a condução coercitiva.

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Caso UFMG e UFSC: Por que te calas, Raquel?, por Luis Nassif

Os dois principais órgãos de repressão do país, Polícia Federal e Ministério Público Federal, têm novos chefes: o delegado-geral Fernando Segóvia e a Procuradoria Geral da República Raquel Dodge.

Delegados e procuradores recorrem abusivamente a uma prática inconstitucional: a condução coercitiva.

Houve um episódio trágico com o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Luiz Carlos Cancelier. Era o momento de uma afirmação de respeito às leis e de fim desses abusos. Era o momento de se posicionarem sobre o tema e mostrarem a que vieram.

O delegado geral da Polícia Federal Fernando Segóvia cumpriu parcialmente com sua obrigação, mandando instaurar um inquérito contra a delegada Érika, mas tratando como se fosse um episódio isolado. Raquel Dodge se calou.

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Carmen Lucia adia votação que seguraria a selvageria da PF , por Luis Nassif

Nesta 4ª feira, policiais da Policia Federal esperaram bater as 6 horas da manhã e invadiram a casa do reitor Jaime Artur Ramirez, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O reitor saía do banho, envolto em uma toalha. Pediu um minuto para se trocar.

Resposta do policial:

- Você não tem mais direito à privacidade.

Essa selvageria solta, muito similar à da República de Weimar, tem como principal responsável o STF (Supremo Tribunal Federal), quem tem pelo menos cinco Ministros egressos da universidade pública: Ricardo Lewandowski e Alexandre Moraes, da Universidade de São Paulo (USP), Carmen Lúcia, da UFMG, Luís Roberto Barroso da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Luiz Edson Fachin, da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Seria injustiça cobrar de todo o Supremo. A responsável direta é da presidente Carmen Lúcia, que trancou duas ações essenciais para colocar um cabresto no ativismo animalesco da PF. Leia mais »

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