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Luis Nassif

Juíza manobrou com a PF para decretar a condução coercitiva na invasão da UFMG

A juíza Raquel Vasconcelos Alves Lima, da 9ª Vara Criminal Federal de Belo Horizonte, manobrou com a Polícia Federal no episódio da condução coercitiva da diretoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O Ministério Público Federal era contrário à medida, por considerar a condução coercitiva desnecessária no caso concreto. E inútil, pois estavam sendo apurados crimes no âmbito da administração pública, que deixam vestígios e registros em papel e bancos de dados. Faria muito mais sentido arrecadar documentos e depois interrogar os investigados.

A medida da condução coercitiva foi concedida no dia 4 de dezembro. O MPF somente foi intimado no final da tarde do dia 5 de dezembro. Mas a polícia executou a medida na manhã do dia 6 de dezembro, justamente para não dar tempo suficiente para o MPF recorrer e adotar alguma medida capaz de impedir a condução coercitiva.

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Caso UFMG e UFSC: Por que te calas, Raquel?, por Luis Nassif

Os dois principais órgãos de repressão do país, Polícia Federal e Ministério Público Federal, têm novos chefes: o delegado-geral Fernando Segóvia e a Procuradoria Geral da República Raquel Dodge.

Delegados e procuradores recorrem abusivamente a uma prática inconstitucional: a condução coercitiva.

Houve um episódio trágico com o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Luiz Carlos Cancelier. Era o momento de uma afirmação de respeito às leis e de fim desses abusos. Era o momento de se posicionarem sobre o tema e mostrarem a que vieram.

O delegado geral da Polícia Federal Fernando Segóvia cumpriu parcialmente com sua obrigação, mandando instaurar um inquérito contra a delegada Érika, mas tratando como se fosse um episódio isolado. Raquel Dodge se calou.

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Carmen Lucia adia votação que seguraria a selvageria da PF , por Luis Nassif

Nesta 4ª feira, policiais da Policia Federal esperaram bater as 6 horas da manhã e invadiram a casa do reitor Jaime Artur Ramirez, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O reitor saía do banho, envolto em uma toalha. Pediu um minuto para se trocar.

Resposta do policial:

- Você não tem mais direito à privacidade.

Essa selvageria solta, muito similar à da República de Weimar, tem como principal responsável o STF (Supremo Tribunal Federal), quem tem pelo menos cinco Ministros egressos da universidade pública: Ricardo Lewandowski e Alexandre Moraes, da Universidade de São Paulo (USP), Carmen Lúcia, da UFMG, Luís Roberto Barroso da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Luiz Edson Fachin, da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Seria injustiça cobrar de todo o Supremo. A responsável direta é da presidente Carmen Lúcia, que trancou duas ações essenciais para colocar um cabresto no ativismo animalesco da PF. Leia mais »

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A invasão da casa do reitor da UFMG pela PF da Lava Jato

Relato do professor Alexandre Neves, da UFMG.

A Polícia federal invadiu a casa do reitor Jaime Artur Ramirez, que estava saindo do banho, de toalha. Ele pediu alguns minutos para se trocar. Resposta da Policia Federal:

- Você não tem mais direito à privacidade, não, rapaz.

É o Brasil de Luis Roberto Barroso e da Lava Jato.

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Invasão da UFMG foi retaliação a evento da morte do reitor da UFSC, por Luis Nassif

A cerimônia fúnebre e de protesto pela morte do reitor Luiz Carlos Cancelier, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tinha uma foto emblemática com um cartaz afixado: “Uma dor assim pungente não há de ser inutilmente”.

Hoje, a operação de invasão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) teve o nome significativo de “A Esperança Equilibrista”, que vem a ser a continuação da música símbolo da resistência à ditadura militar. E também do livro do professor Juarez Guimarães, da própria UFMG, sobre o governo Lula.

O Memorial da Anistia é uma obra complicada. Teve início em 2007, quando a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça sugeriu um lugar para depositar os documentos da repressão, a exemplo do que foi feito em diversos países que saíram do período ditatorial.

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Brasilianas Temporão: uma proposta para retomar a política industrial da saúde

A Plataforma Brasilianas começa a juntar as peças da política industrial da saúde a ser implementada pelo candidato desenvolvimentista às eleições de 2018. Aqui, um depoimento precioso do ex-Ministro José Gomes Temporão sobre a experiência.

Entrevista com o ex-Ministro da Saúde José Gomes Temporão, que em 2007 deu início à política industrial da saúde.

A entrevista está dividida nas seguintes partes:

Histórico

Como se começou a pensar no país em uma política industrial da saúde. Temporão lembra os pioneiros, ainda no governo Vargas.

A Fiocruz, onde trabalha, produziu os primeiros diagnósticos sobre a indústria de vacinas no país. As discussões, inspiradas em Schumpeter e Celso Furtado, levaram a uma visão diferente sobre as relações da economia com a saúde. Leia mais »

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A herdeira do banqueiro e as disputas em torno de uma herança milionária, por Luis Nassif

Meses atrás a imprensa se impressionou com a “socialite”, que se dizia herdeira de um grande banqueiro suíço, sócio do Credit Suisse, que decidira doar R$ 500 mil para a campanha de Lula. Aqui no GGN mostramos que o avô não era Peter Paul Luchsinger, mas Pedro Paulo Arnaldo Luchsinger e jamais foi banqueiro na vida.

O episódio permitiu que viessem à tona informações perdidas sobre uma disputa judicial em torno da fortuna acumulada por Roger Ian Wright, o banqueiro que morreu com toda a família em acidente de jatinho em Trancoso.

Quando morreu com toda a família, em um acidente trágico em Trancoso (BA), o banqueiro Roger Ian Wright deixou uma fortuna estimada em US$ 700 milhões mais US$ 200 milhões em obras de arte. Leia mais »

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Xadrez do PSDB, um partido à procura de rumo, por Luis Nassif

Peça 1 – O fim da era dos economistas tucanos

A tentativa do Instituto Teotônio Vilela, do PSDB, de produzir uma atualização dos princípios do partido, provocou revolta no grupo dos financistas que empalmou o discurso do partido desde o plano Real.

A saída de Tasso Jereissatti da direção do partido havia tirado o último elo de ligação com a Casa das Garças.

Presidido por José Aníbal, o ITV deu satisfações a Edmar Bacha e ignorou as críticas de Elena Landau, por irrelevantes, entendendo que ela apenas queria valorizar sua saída do PSDB.

A saída dos economistas preenche uma lacuna. Agora, haverá espaço para o partido pensar o país sistemicamente.

A questão é o que será colocado no lugar. Não será tarefa fácil. 15 anos fora do poder, sob o comando de lideranças sem capacidade de formulação – como Alckmin, Serra, FHC e Aécio – o partido murchou intelectual e programaticamente.

A tentativa de montar um programa, em todo caso, ajudará a dar um pouco mais de consistência às discussões e ao discurso monotemático, preso a um antipetismo tosco.

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Exclusivo: Lava Jato simulou acordo de delação com Tacla Durán usando conta inativa de paraíso fiscal

Dentro da série sobre a indústria da delação premiada da Lava Jato, feita em conjunto pelo Jornal GGN e o DCM, os principais documentos que consubstanciam as denúncias do advogado Tacla Duran contra a indústria da delação premiada. Outras matérias da série podem ser vistas aqui.

As acusações do advogado Tacla Duran contra a Lava Jato se fundamentam em três documentos

O primeiro, no print das telas do celular, com a suposta conversa com o advogado Carlos Zucolotto Junior, melhor amigo de Sérgio Moro e sócio de Rosângela Moro em escritório de advocacia. Leia mais »

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Para desembargador do TRF4, Lava Jato está livrando os grandes corruptores

Desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região – quem tem a Lava Jato sob sua jurisdição – o desembargador Rogério Favreto tem se destacado pela defesa das garantias individuais e por ser um contraponto ao punitivismo que se tornou majoritário na Justiça.

Nos próximos meses, caberá a ele julgar as ações cíveis da Lava Jato, entre as quais os acordos de leniência para as empresas, que foram negociados pelo Ministério Público Federal.

Favreto não analisa casos individuais. Mas questiona firmemente os benefícios concedidos a réus e empresas que, segundo ele, colidem com o discurso da Lava Jato, de punição aos corruptores. Não há transparência sobre os benefícios concedidos, diz ele, reforçando as suspeitas que têm sido levantadas pelo GGN.

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Considerações sobre Globo e escrachos, por Luis Nassif

Duas observações sobre fatos de destaque do dia de ontem.

1. O caso Globo e a Torneos y Competencia

A denúncia de que  Marcelo Campos Pinto, o ex-executivo da Globo, recebeu US$ 1 milhão da Torneos y Competencia, mostra que, a exemplo de muitos casos do DOE (Departamento de Operações Estruturadas) da Odebrecht, os executivos também atuavam contra a empresa.

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O massacre do casal Garotinho, por Luis Nassif

Pouco sei da carreira política do casal Garotinho. Cada vez que escrevo sobre eles, amigos correm para sugerir cautela. Mas a perseguição que lhes é movida pelo sistema do Rio de Janeiro – Tribunal de Justiça, procuradores e Globo –, sob silêncio geral, é um massacre.

Garotinho é um político local que tentou um voo mais alto. Não conseguiu se transformar em um líder nacional, capaz de mntar alianças com os sistemas de poder – Judiciário, Congresso, mídia -, mas ficou grande demais para se abrigar nas asas de algum padrinho político, em partidos ou nos tribunais superiores. Não tem vinculação nem com esquerda, nem com direita, nem com intelectuais, nem com juristas. Não tem aliados nos partidos maiores, menos ainda na mídia.

Mesmo assim, é politicamente atrevido nos desafios que faz e fez. Já desafiou o Tribunal de Justiça do Rio, a Globo. Leia mais »

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Trivial das estrelas que sobem: Thamires Tannous e Michi Ruzitschka

A cerimônia de fim de ano do Instituto Vladimir Herzog foi no Tupy or not Tupy, uma nova casa de shows de São Paulo. E o show ficou por conta do casal Thamires Tannous e Michi Ruzitschka.

Foi um sucesso arrebatador.

Thamires Tannous é uma cantora mato-grossense, que trouxe para São Paulo o som da suas regiões, o centro-oeste e a ascendência libanesa. Agora, estende sua voz pelo samba e outros gêneros.

Começou discreta e, agora, alça voo, revelando-se uma cantora madura, dona de uma voz suave, mas, ao mesmo tempo, firme, sem o tique de voz de passarinho que caracteriza algumas jovens cantoras.

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Porque Elena Landau não gostou do pré-plano do PSDB, por Luis Nassif

As críticas da economista Elena Landau à tentativa do PSDB de montar um plano econômico são compreensíveis.

Primeiro, pelo pecado capital do plano não ter sua assinatura.

Segundo, fazer referências ao ex-governador Mário Covas, a última esperança da socialdemocracia do partido.

Landau, assim como outras "divas" do PSDB, como Maria Helena Guimarães, nunca teve como foco de atuação a melhoria da condição econômica, da competitividade sistêmica e menos ainda das condições sociais da população. Seu foco sempre foi preparar o terreno para o que fosse melhor para os compradores, ou prestadores de serviço, independentemente dos reflexos sobre o resultado final para o país. Como se a privatização fosse um fim, e não um meio.

No mesmo enfoque incorreu Maria Helena, cuja carreira na educação foi pautada pela adesão incondicional a princípios ideológicos rasos, sem nenhuma capacidade de análise sobre a estrutura a ser reformada.

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Brasilianas: o desafio de desalavancar a economia, segundo Felipe Rezende

Há uma imensa dificuldade da análise econômica brasileira em aprender com os próprios erros.

Na entrada do Real, em julho de 1994, a redução da inflação provocou um boom nas vendas do comércio. Milhões de pessoas, de repente, ganhavam poder de compra. Houve um processo de alavancagem (endividamento) das empresas, para atender à nova demanda.

No final do ano, a economia bateu no seu limite. A impudente apreciação cambial provocou uma crise nas exportações, especialmente no agronegócio, que começou a se espalhar pela economia.

Começa, então, uma volta ao patamar anterior.

Trata-se de um processo que tem que ser tratado gradativamente, dando tempo para a empresa ir desovando o estoque adicional e quitando seus financiamentos.

Nos dois momentos – 1995 e 2015 -, em vez de um processo gradativo, o Banco Central promoveu um choque de juros e de crédito. As empresas que vinham crescendo mais rapidamente, ficam presas ao endividamento. Os juros explodem, não conseguem renegociar o prazo da dívida e acabam batendo no paredão da falta de liquidez. Atrás dela, vêm os fornecedores e a cadeia produtiva em geral.

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