Revista GGN

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Luis Nassif

Cláudio Monteiro: os assassinatos da mídia

Acabo de assistir parte do depoimento de Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete de Agenlo Queiroz, governador do Distrito Federal. Foi seguro, técnico, transparente. Garantiu nunca ter tido o menor contato nem com Cavendish, nem com Cachoeira.

Foi consagrador, nos elogios unânimes dos oposicionistas que o interrogaram, inclusive dos parlamentares mais duros nos interrogatorios. Um deles, o mais duro, considerou-se plenamente convencido de sua inocência e lamentou o fato de ter-se lançado a mancha da suspeita até sobre um filho dele.

No seu desabafo, Monteiro contou que parentes dele negavam o parentesco, com vergonha das matérias que saíam acusando-o. Palavras dele: "Eu quero o direito de ir à padaria com meus filhos, na normalidade. Não quero cargo. Quero apenas o direito de caminhar pelas ruas".

De Vera Magalhães, no Painel da Folha 09/05/2012 Leia mais »

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O caso Collor

Muitos dos que passaram a me acompanhar na blogosfera não tomaram conhecimento da grande discussão que se abriu em meados dos anos 90 sobre o papel e o impeachment de Fernando Collor.

No seu período, fui dos mais ácidos críticos. Consegui processos de seu irmão, Leopoldo, de Marco Antonio Castello Branco, presidente da Telesp, e outros membros do grupo Collor. Meu programa saiu do ar, primeiro na TV Nacional e TV Educativa do Rio (controladas pelo MEC), depois na TV Gazeta, em São Paulo, mediante um acordo de Collor-irmãos Martines e a TV Globo - a Globo repassou à CNT um pacote expressivo de filmes para serem exibidos à meia noite. A condição é que tirassem meu programa do ar.

Quando começou a campanha do impeachment, fui o primeiro a prever o resultado final - conforme narro no capítulo abaixo.E minhas primeiras interpretações endossavam a tese do clamor popular.

A partir de um certo momento, pulei fora, tal o nível de manipulação da mídia. Com o tempo, percebi aspectos positivos em Collor, que passaram despercebidos na época da bazófia dele. Em 1994 escrevi as primeiras colunas revisando alguns pontos. Leia mais »

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Sobre lições de diplomacia

Uma das grandes virtudes da boa polêmica são os ensinamentos que trazem, concordemos ou não com os argumentos.

O Blog tem o luxo de contar com os comentários do André Araújo, frequentemente contrários ao pensamento da maioria dos comentaristas, mas sempre fundamentados. Alguém tentou depreciá-lo taxando-o de sucedâneo de Paulo Francis. Antes Francis tivesse metade da consistência intelectual de André.

Não concordo com várias de suas posições, mas nunca deixo de beber nos seus escritos.

O que ele coloca frequentemente, em temas ligados à diplomacia, são argumentos e discussões que remontam o cardeal Richelieu, o primeiro a pensar nas chamadas razões de Estado.

São discussões absolutamente pertinentes, seja para analisar a posição do Brasil frente o golpe no Paraguai, ou as alianças políticas pragmáticas de Lula ou Fernando Henrique Cardoso.

A grande questão, que sempre suscita discussões enormes, é se os fins justificam os meios. Dependendo dos fins justificam, diriam os mais realistas. Jamais justificam, diriam os idealistas.

Mas quem transforma o mundo? Leia mais »

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Um especial com Garoto

O site Brasil Atual montou uma área de rádio com alguns programas preciosos.

Um deles, abaixo, é um especial sobre Garoto. O programa - conduzido pelo meu amigo Guto do Pandeiro - mata uma velha curiosidade minha. Anos atrás o grande bandolinista Jorge Cardoso gravou uma versão do "Famoso" de Nazareth com a segunda parte fugindo da partitura original. Tempos depois, foi a vez do grande violonista Alessandro Penezzi cometer o mesmíssimo erro. Julguei que tivesse se baseado na gravação de Jorge Cardoso.

No programa do Guto, ouve-se gravação de Garoto de 1951, cometendo o pecado original.

Clube do Choro Especial Garoto - pt01/02

Publicado em 20/06/2012, 16:37

Última atualização às 16:37

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Paraguai: foi golpe de Estado, sim

O presidente do Paraguai foi alvo de um golpe de Estado, assim como Fernando Collor, do Brasil e Andrés Perez, da Venezuela.

Esse padrão de golpe é histórico mas se aprofundou com a redemocratização latino-americana e com os ecos de Watergate.

Consiste no seguinte:

1. São eleitos presidentes sem base política no Congresso. O Congresso não pode derrubar simplesmente o presidente eleito.

2. Aguarda-se então um fato qualquer, que possa deflagrar uma catarse na opinião pública.

3. Em cima do fato, a mídia dispara campanhas amplificando e dramatizando.

4. Criado o clima de comoção popular, o Congresso se vê com legitimidade para decretar o impeachment. Embora Collor não fosse uma Madre Tereza de Calcutá - como não o foram FHC e Lula -, o motivo invocado para sua queda foi ridículo: o tal Fiat Elba. Não fosse esse, invocar-se-ia qualquer outro.

Essa  "metodologia" de golpe foi exercitada  contra presidentes de "direita", como Collor e Perez, ou de "esquerda", como Lugo ou Chávez. Mas é sinal, também, da dificuldade do continente em consolidar sua democracia e das midias nacionais em respeitar as instituições. Leia mais »

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O factóide dos procuradores pressionando Gurgel

Tema da rede de emails de procuradores de hoje: ninguém entendeu a matéria de O Globo sobre a suposta campanha de emails dos procuradores pressionando o Procurador Geral Roberto Gurgel a declarar o impedimento do MInistro Toffoli no julgamento do "mensalão" (clique aqui para ler matéria).

Ninguém leu nada de ostensivo sobre isso.

Aliás, entre os procuradores considera-se absurdoa hipótese de Gurgel pressionar algum procurador; mais ainda a possibilidade de algum procurador pressionar Gurgel, através de campanhas, como sugere o jornal.

Se tem algo que não existe no Ministério Público Federal é alguém pressionar um colega para tomar qualquer atitude.

 

 

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Luiza Erundina: tudo por uma foto

Tenho um carinho histórico por Luiza Erundina.

Quando foi alvo de uma tentativa de golpe por parte do Tribunal de Contas do Município (TCM) devo ter sido o único jornalista a sair em sua defesa. Tinha o programa Dinheiro Vivo, na TV Gazeta, de público majoritariamente empresarial. Externei minha indignação que deve ter tido algum peso na decisão do presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) Mário Amato, de visitá-la com uma comitiva de empresários, hipotecando-lhe solidariedade.

Defendia-a também quando operadores do PT criaram o caso Lubeca. E, recentemente, o Blog conduziu uma campanha de arrecadação de fundos, para ajudar Erundina a pagar uma condenação injusta dos tempos em que foi prefeita.

Sempre admirei sua luta pelos movimentos sociais, das quais sou periodicamente informado por irmãs lutadoras.

Por tudo isso, digo sem pestanejar: ao pedir demissão da candidatura de vice-prefeita de Fernando Haddad, Erundina errou, pensou só em si, não nas suas bandeiras políticas nem nos seus movimentos sociais. Foi terrivelmente individualista. Leia mais »

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As ligações Cachoeira-Delta

Em 9 de maio passado escrevi uma Coluna Econômica "Como operava o esquema Cachoeira" explicando o jogo entre a Delta e Cachoeira.

A melhor hipótese era a de que a Delta dava um lance pequeno, quase inexequível, para conquistar a obra. Depois, aguardava o aditivo contratual. Enquanto o aditivo não era aprovado, Cachoeira garantia o abastecimento da obra - dinheiro (em notas) para os peões, comida, cimento etc.- através de empresas laranja.

Quando vinha o aditivo, a Delta ressarcia Cachoeira que, desse modo, conseguia esquentar dinheiro. Integrantes da CPI estimavam um desembolso diário de R$ 7 milhões.

Agora, o PSDB constatou que o dinheiro da Delta à empresa fantasma saía do DNIT. Ora, o DNIT era apenas um dos contratantes da Delta. Ele pagava a Delta. Depois, a Delta ressarcia Cachoeira. Se investigar outras instituições federais e estaduais que contrataram serviços da Delta, o esquema deveria ser o mesmo. Leia mais »

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Tourinho Neto e o risco Cachoeira

O desembargador Tourinho Neto deve explicações.

Concedeu habeas corpus a Carlinhos Cachoeira alegando sua suposta falta de periculosidade. Considerou-o um mero contraventor e lobista que, exposto aos holofotes da mídia, não colocaria em risco ninguém.

Esse voto se dá no mesmo momento em que o juiz do caso Monte Carlo pede exoneração por se ver ameaçado e por encontrar indícios de execução de testemunhas de inquérito.

Como é possível ao desembargador exarar seu voto sem ao menos consultar as pessoas que, na linha de frente do combate ao crime organizado, arriscam suas vidas?

No Congresso Em Foco

A íntegra do discurso do senador Pedro Taques Leia mais »

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O pacto com Maluf e a esperteza na política

O que Paulo Maluf acrescenta à candidatura Fernando Haddad? Talvez um minuto no horário gratuito.O que subtrai? Leia mais »

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Como o deputado Miro analisaria o advogado Miro

A grande dificuldade dos Catões é que precisam ter uma vida pública irrepreensível, caso contrário tornam-se vítimas das fogueiras que acendem. Leia mais »

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O PT colocou o galo bom na relatoria da CPI

O PT tinha um galo bom e um galo mau para colocar na relatoria da CPMI.

Escolheu o galo bom.

Aí veio o galo que governava Goiás e deu uma sova no galo bom.

E o pessoal perguntou: mas o galo não era bom? Era. Era bonzinho de dar gosto.

PS - Ainda continuo achando que a figura de mais bom senso na CPI é a senadora Katia Abreu. Sua intervenção foi correta. Em vez desses shows mal ajambrados dos depoimentos, quebra de sigilos e investigação. Trabalho duro, em vez de show midiáticoi.

 

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Os resultados da entrega de Goias ao crime organizado

publicado originalmente no dia 28 de maio passado

Deputado estadual pelo PT de Goiás, Luis César Bueno afirma que a discussão em torno da organização criminosa Cachoeira-Demóstenes não está dando a ênfase correta. “A preocupação maior é o envolvimento do poder constituído com crime organizado e as consequências na ordem pública, especialmente na segurança pública”. Está-se repetindo em Goiás o que ocorreu no Espírito Santo nos anos 90. E pessoas estão morrendo por conta desse desmonte.

Com o pacto firmado com o governador Marconi Perillo, a dupla Cachoeira-Demóstenes passou a comandar a Secretaria de Segurança Pública, o Detran, a Polícia Militar, a Corregedoria da Policia Civil, a Secretaria da Indústria e do Comércio, a Procuradoria Geral do Estado, entre outros cargos de segundo e terceiro escalão.

O crime organizado passou a atuar em contratos de construção, serviços de vigilância, locação de veículos. Mais grave: passou a atuar dentro das esferas da Segurança Pública. Houve o desmanche do aparelho de segurança fazendo explodir a criminalidade em todo estado de Goiás. Leia mais »

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Ajude Marcus Toscano a estudar na Royal Academy of Music

Marcus Toscano esteve no último sarau em casa. Só havia gente da pesada por lá. E a sensação unânime é de que caminha para se tornar dos grandes violonistas contemporâneos.

Em breve colocarei o vídeo que gravamos com ele. Um craque! Dos maiores!

Marcus Toscano na Royal

Levar Marcus à Royal Academy of Music e torná-lo o 3o brasileiro a conseguir esse feito

 

Faça parte da realização desse projeto e, se a meta for atingida no prazo, ganhe recompensas especiais!

 
 

Se não atingirmos a meta até 23/08/2012 seu dinheiro é devolvido. É tudo ou nada!

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Denúncia contra BNB se baseou em inquérito do banco

Um dos estratagemas usuais do chamado jornalismo "investigativo" é levantar inquéritos já abertos por instituições para apurar irregularidades internas, e tratá-los como se fossem denúncias novas levantadas por eles próprios.

Não é fato novo.

Lembro-me de um episódio do governo Collor, entre o então Ministro da Agricultura Antonio Cabrera e um conhecido colunista da Folha, responsável pela coluna Brasilia da página 2.

Em um cafezinho na Câmara, Cabrera lhe falou de um inquérito interno que identificara irregularidades na Conab, Prometeu exclusividade para o colunista.

No dia seguinte, saiu a coluna "denunciando" o Ministério da Agricultura pelas irregularidades da CONAB. No outro dia, outra coluna dizendo que, graças à denúncia, o Ministério tomou providências contra a CONAB abrindo um inquérito.

Aparentemente, o jogo continua à solta no chamado jornalismo "investigativo".

Do BNB Leia mais »

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