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Luis Nassif

Crônica de um país dominado pelo crime, por Luís Nassif

O que se tem, nesse exato momento, é um vácuo político amplo no cenário brasileiro.

A grande lambança do impeachment esgotou os templários, que guerrearam na linha de frente. A terra começa a se assentar. E, agora, em cima da terra arrasada, observa-se um saque indiscriminado, com os órgãos de controle inertes, sem condições políticas e institucionais de agirem.

Os principais personagens do impeachment estão no seguinte estágio:

STF

Sem comando, sob a presidência frágil de Carmen Lúcia. Aliás, desde o primeiro momento se sabia da sua fraqueza. Mas a realidade virtual se impôs tanto sobre o mundo real, que a Globo chegou a apostar em Carmen Lúcia como alternativa política.

O STF está sendo agredido por todos os lados. E, internamente, não tem coesão para reagir. A cada dia, mais um Ministro ensaia seus voos solos, liquidando com a ideia de colegiado. Agora, é o inacreditável Alexandre de Moraes que vem se juntar ao onipresente Gilmar Mendes e ao diáfano Luís Roberto Barroso.

O único avanço que ocorreu foi uma pausa nas manipulações dos sorteios, muito mais por estar dando na vista do que por qualquer medida saneadora.

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O som jovem baiano de Livia Mattos

Recebi pelo Correio, sem muitas informações sobre a artista.

Mas é completa: autora, compositora, com um som meio Caribe, meio Bahia, bastante envolvente.

Pena que o material não tenha nenhuma informaçào adicional sobre Livia Mattos.

Corrijo! O CD veio com um release e o selo Natura. Foi confusão minha.

Livia começou como sanfoneira na banda de Chico César. e participou, com sua obra autoral, em festivais internacionais de sanfona, na Áustria e em Nova York.

O CD tem parcerias com o acordeonista franco-português Loic Cordeone, além de Chico César, do grande Toninho Ferragutti.

Enfim, uma artista que já nasce completa.

 

 

 

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Corregedor que politizou o CNJ quer punir juízes ativistas

Corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), João Otávio Noronha pretende levar a julgamento quatro juízes que se pronunciaram contra o impeachment de Dilma Rousseff.

No discurso em que propôs a punição dos juízes, declarou:

 “Não se admite e nem se pensa que qualquer juiz fosse calado ou mesmo como cidadão. Acontece que ser juiz não é ser um cidadão comum. O juiz tem normas de comportamento, como o engenheiro, o perito. (…) A Constituição que veda o juiz a dedicar-se a atividade político e partidária permite que ele vá permite ao juiz na sua neutralidade tomar partido a favor dessa ou daquela posição? Que isenção teria um juiz que diz que aqui está repleto de coxinhas?”

Vindo do Banco do Brasil, Noronha é o mais polêmico dos conselheiros do CNJ. Volta e meia se envolve em polêmicas, seja pelos votos que profere ou pelas declarações que faz.

O corregedor quer quer punir ativismo político foi autor de um discurso que causou espécie no CNJ, com ataques pessoais a Lula nos momentos críticos do impeachment: Leia mais »

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Dallagnol, Carminha e Frota: as faces da desmoralização do Judiciário

O pornoator Alexandre Frota declarou que na ação movida contra Eleonora Menicucci, na qual foi derrotado no Tribunal de Justiça de São Paulo, os desembargadores votaram “com a bunda”.

No evento do Estadão, o procurador Deltan Dallagnol criticou o STF que solta e “ressolta” (data venia?)  os culpados.

Que afirmações são mais graves?

Alexandre Frota é um pobre coitado. Em breve se transformará no grande bode expiatório, um primata sem nenhuma relevância, cuja condenação será apresentada como a prova de que a Justiça não tem lado. Aliás, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo faria bem em submeter os advogados de Frota a uma comissão de ética, por não terem orientado seu cliente acerca das consequências dessa afronta aos desembargadores.

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Xadrez de como a mídia protegeu o Casino e jogou a culpa em Pimentel, por Luís Nassif

Peça 1 – a Polícia Federal assume a linha editorial de O Valor

A Operação Acrônimo da Polícia Federal conseguiu um feito espetacular: decretar definitivamente a morte do jornalismo. O jornal Valor, um dos últimos resistentes, montou uma equipe de quatro repórteres, em tempos de escassez, para a reportagem “Mulher de Pimentel foi elo com grupo empresarial, diz PF”.

Não se trata de episódio nebuloso, que exigiu investigação, perspicácia e fontes especiais. Tratava-se apenas de analisar o inquérito da PF à luz dos fatos ocorridos entre junho e outubro de 2011, um dos temas mais comentados da mídia, porque uma guerra entre assessorias e suas fontes que chacoalhou a imprensa.

Bastaria uma mera consulta ao Google para oferecer aos leitores de o Valor uma notícia de qualidade.

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O piano mineiro de Rafa Castro

A MPB atual é mistura de todos os ritmos da música popular brasileira. Com a facilidade de informação dos tempos atuais, ritmos desaparecidos renascem, e nasce também uma música instrumental sofisticada, como que amalgamando estilos diversos, com riqueza de harmonia e uso de formas vocais que fogem do tonalismo que marca a música popular.

O pianista, multinstrumentista e compositor Rafa Castro é um jovem representante dessa geração.

Rafa começou sua carreira em 2011. Agora, prepara-se para lançar seu quarto CD, “Fronteira”, acompanhado por uma seleção paulista de músicos, Teco Cardoso, Lea Freire, Neymar Dias e participação especial de Mônica Salmaso.

Nele, casa a música instrumental com a canção.

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O terrorismo midiático do TCU e da PF, por Luis Nassif

O terrorismo midiático e a síndrome de abstinência de escândalos têm afetado dois órgãos de Estado: o Tribunal de Contas da União e a Polícia Federal.

O TCU montou um quadro técnico competente, que padece de uma frustração central: não poder investigar os próprios Ministros do TCU, que sempre dão a última palavra. Sua revanche é montar relatórios e marcar o gol.

Investigam determinada operação. Se for normal, será perda de tempo: não gerará matéria nem dividendos para os fiscais. Trata-se então, em qualquer hipótese, de atuar como órgão acusador.

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Brasilianas: a discussão do modelo elétrico

Brasilianas, um projeto GGN-PUCSP abre as discussões sobre o modelo elétrico. Envie seus trabalhos nos comentários ou através do e-mail do GGN

Desenhar um modelo eficiente do setor elétrico significa combinar as diversas características do setor de maneira a otimizar o alcance dos objetivos propostos.

Os objetivos

Há dois objetivos no desenho de bum modelo elétrico:

1. Universalização do fornecimento de energia.

2. Atração de investimentos.

Por seus impactos sociais e econômicos, como um dos preços centrais da economia, nos países desenvolvidos a questão energética é tratada como segurança nacional.

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Brasilianas e o papel da Universidade

O Jornal GGN, junto com a PUC-SP está se prreparando para lançar o Projeto Brasilianas -Universidade.

A intenção é fomentar uma discussão ampla sobre a reconstrução do Brasil - depois que os hunos forem expulsos e presos.

No vídeo, apresento algumas características do projeto e relançamos nossa campanha de assinatura visando conseguir recursos para levá-lo adiante.

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O caso Raquel Dodge e Geddel Vieira Lima, por Luis Nassif

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
 
Não é correta a versão de que, ao considerar Geddel Vieira Lima chefe de quadrilha, a
Procuradora Geral da República Raquel Dodge teria tido a intenção de vetar sua delação
premiada e, consequentemente, proteger seu chefe Michel Temer.
 
Chefe de quadrilha pode fazer acordo: só não pode ter imunidade. E, a rigor, ela não afirmou
que ele era chefe de quadrilha, mas que agia como chefe de quadrilha. Objetivamente, usando o jargão do Ministério Público, ela “encareceu” o acordo, isto é, obrigará Geddel a entregar delação valiosa para concretizar o acordo.
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O STF, ante um momento histórico, por Luís Nassif

Quando foi votada a PEC do Teto – congelando os gastos orçamentários por 20 anos – insistimos aqui que o STF (Supremo Tribunal Federal) deveria analisar sua constitucionalidade. Não se poderia aceitar as imposições como se fossem verdades científicas, ainda mais em um mundo que passou a questionar vigorosamente as políticas de arrocho fiscal. As experiências em inúmeros países comprovaram os prejuízos aos direitos sociais básicos, sem terem sido solução de nada.

A PFDC (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão), órgão da Procuradoria Geral da República, resolveu questionar o Supremo sobre a PEC entrando com uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade).

Nesta quinta-feira o STF deverá analisar a questão. E o voto do relator Ricardo Lewandowski será francamente favorável às teses da PFDC.

Se os demais Ministros apoiarem a tese, pela primeira vez – desde que teve início da crise atual – o STF terá demonstrado firmeza na defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos e colocado um freio nas loucuras que vêm sendo cometidas pelo grupo de Temer.

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CCJ e o processo de Temer: o que vier, três palitos

Na sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), em conversa com o GGN, de um dos mais aguerridos deputados da oposição, sobre a denúncia da Procuradoria Geral da República contra Michel Temer:

- A denúncia é uma merda, tecnicamente falando. Mas os votos a favor ou contra levam em conta apenas as preferências políticas de cada deputado.

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Os primeiros ensaios para as eleições de 2018, por Luis Nassif

Daqui até o início da campanha eleitoral, muita água irá rolar. Não se descarta a possibilidade de um político outsider. Mas, a cada dia que passa, essa hipótese se estreita pela impossibilidade de construção de imagem a tempo de chegar pronto até as eleições, mesmos nesses tempos de redes sociais. Embora não se possa descartar figuras televisivas, como Luciano Huck.

Hoje em dia, as candidaturas postas estão quase todas sob o fogo de uma polarização intensa.

Aproximando-se as eleições, é possível uma convergência para o chamado centro democrático.

 

Têm-se, portanto, três campos de polarização:

Campo 1  - O conservadorismo, sendo disputado por Geraldo Alckmin, Bolsonaro e João Dória Jr

Campo 2 - A esquerda, não se descartando candidatos do PSOL.

Campo 3 - O candidato do centro democrático.

As seis candidaturas até agora aventadas – Lula, Ciro Gomes, Fernando Haddad, João Dória Jr, Bolsonaro e Geraldo Alckmin – podem ser divididas de acordo com duas categorias.

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A democracia ameaçada, segundo Pedro Serrano

Nos últimos anos, o jurista Pedro Serrano se converteu em um dos mais competentes analistas sociais do país. Através do estudo aprofundado das mudanças nas leis e nas constituições, Serrano entra no terreno da formação das ideias e princípios, das mutações na opinião pública, refletindo-se em um neoconstitucionalismo que visa erradicar os princípios humanistas que regeram as Constituições no pós-guerra.

Na segunda-feira passada, Serrano proferiu brilhante palestra na Escola de Governo.

Abaixo, uma síntese do que foi dito.

A crise política atual não é apenas do modelo de Estado, mas do modelo de vida pós 2a Guerra.

No direito constitucional se confunde República com Democracia. República significa a periodicidade do mandato. É um conceito que explica toda a estrutura do Estado, das instituições, da estabilidade do funcionário público aos cargos de confiança, subordinando tudo ao grupo que foi eleito. Toda a estrutura foi pensada a partir dessa conceito.

Outra noção é da República a partir do conceito de bem público.

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O dia em que o Senado virou Supremo, por Luis Nassif

Foto: Agência Brasil

É um exercício curioso acompanhar as justificativas dos votos dos Senadores que votaram pelo “não” no caso Aécio Neves. Isto é, por não dar autorização para o STF (Supremo Tribunal Federal) investigá-lo.

Alguns foram mais sinceros e alegaram que, se o próprio STF passou a batata quente para o Senado, agora o Senado devolveria a batata quente ao Supremo.

Muito se falou nas prerrogativas do Senado, nas suas atribuições de fazer as leis e, exagerando, de ser o verdadeiro guardião da Constituição, de ser compostos por pessoas eleitas pelo voto popular. Falou-se do risco da ditadura do Judiciário, dos diversos casos em que a Procuradoria Geral da República se precipitou, com as trapalhadas de Rodrigo Janot, e depois o próprio Supremo corrigiu.

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