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Mídia

Editorial de O Globo valoriza intervenção e estimula maior tempo de decreto

 
Jornal GGN - Editorial de O Globo deste sábado (17) foi dedicado a justificar o decreto de intervenção federal assinado pelo presidente Michel Temer nesta semana. Aproveitou para lamentar, ainda, que a medida irá atrasar a aprovação da reforma da Previdência.
 
"Os números oficiais refletem a agonia vivida diariamente pelos cariocas nas ruas. Nos últimos meses, casos chocantes se sucederam, sem que as autoridades de segurança dessem respostas convincentes para essas tragédias", exemplificou o editorial, em defesa da medida, seguido de críticas à gestão de Pezão no Rio. 
 
Continua o editorial: "A situação de descontrole observada nas ruas terminou deixando em segundo plano a questão da reforma previdenciária", quase cobrando que Temer siga o discurso dado de possível paralisação do decreto para a votação da matéria.
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Bomba Semiótica!, por Wilson Ferreira

Resultado de imagem para bombas semióticas

Bomba Semiótica!, por Wilson Ferreira

Resposta à postagem "Bomba Semiótica?" de Fernando Horta

O articulista Fernando Horta consegue identificar bombas semióticas como um fenômeno recorrente ao longo de praticamente toda a História: foi a fotografia de 1972 de uma menina vietnamita coberta por napalm; foi a publicação em 1952 do romance A Cabana do Pai Thomas. Foram também “bombas semióticas” os poemas do alcunhado “Boca do Inferno, Gregório de Matos. E, mais distante no tempo, a “Divina Comédia” de Dante, segundo Horta, “A maior bomba semiótica do século XIV”.

Todo esse esforço de memória para comprovar que “bombas semióticas” não foram “invenções pós-modernas” e que “a arte do protesto semiótico” é uma “carroça que não pode ser colocada na frente dos bois”, isto é, “a semiótica não pode ser colocada na frente do material”.

Fernando Horta é egresso da área da História e Relações Internacionais. Por isso, é mais um cientista que comprova a dificuldade ainda hoje da Comunicação ser reconhecida como uma ciência por seu objeto e métodos. Em outras palavras, a dificuldade em identificar a especificidade do objeto e conceitos da Comunicação: ora, se tudo é comunicação e ela existe desde as primeiras pinturas rupestres em cavernas, logo a comunicação não existe como fenômeno específico – todas as outras ciências podem dar conta dela.

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Tijolaço na testa - Huck se retira, por Sergio Saraiva

O bom jornalismo – investigativo e atuante – continua vivo e forte na blogosfera... e fazendo vítimas. A candidatura Huck é apenas a mais recente delas.

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Tijolaço na testa - Huck se retira

por Sergio Saraiva

Foi no já histórico 2013 que o jornalista Miguel do Rosário - do alto de seu blog “O Cafezinho” - peitou ninguém menos do que a Globo e a sua história de sonegação fiscal. Havia documentos, Rosários os obteve. A notícia repercutiu fazendo com que a própria Globo viesse a público se posicionar.

Feito a se registrar, um minúsculo blog dando um furo a respeito do maior e mais temido grupo de comunicação do Brasil. Era apenas o bom jornalismo mostrando sua força.

Três anos depois, a Globo se vê novamente acuada pela blogosfera de esgoto. Farejando a poeira levantada pela Lava Jato em relação à Mossak-Fonseca, em mais uma das “cagadas do Moro”, chegaram à Paraty House – uma mansão com sérios problemas junto aos órgãos ambientais e atribuída à Família Marinho – propriedade negada por ela a lances de intimidação judicial. Outro furo de reportagem e bom jornalismo.

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A Tuiuti impactou

Enviado por José Carlos Lima

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Precisamos falar sobre a Globo

Foto: José Cícero da Silva/ Agência Pública Da esquerda para direita: a entrevistadora Julia Michaels com Beth Costa, Mônica Mourão e Rubem Berta

da Agência Pública 

Precisamos falar sobre a Globo

por Redação 

Além de discutir a concentração de audiência e de propriedade de mídia no país, entrevista traz bastidores de ex-editora do Jornal Nacional e ex-repórter do jornal O Globo

A primeira Conversa Pública de 2018 trouxe para centro do debate o Grupo Globo e os impactos econômicos, sociais e culturais que o conglomerado tem no Brasil. A entrevista realizada na Casa Pública, no Rio de Janeiro, foi conduzida pela jornalista e escritora americana Julia Michaels. Os entrevistados foram Beth Costa, secretária-geral da Fenaj e ex-editora do Jornal Nacional, Ruben Berta, do The Intercept e ex-repórter do O Globo, e Mônica Mourão, do Intervozes.

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Cinegnose participa de debate sobre guerra antimídia e carnaval na TV 247

por Wilson Ferreira

Respondendo ao convite do jornalista e editor-responsável pelo Brasil 247, Leonardo Attuch, esse humilde blogueiro participou de uma discussão no canal YouTube TV 247 sobre a repercussão do desfile da escola Paraíso do Tuiuti. O debate foi ontem à tarde (14/02), enquanto acontecia a apuração das notas do Grupo Especial do Carnaval do Rio.

O que, junto com a participação dos comentários dos internautas, rendeu um bom debate sob o calor dos acontecimentos.

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Contardo Calligaris, Roy Wagner e o carnaval da Tuiuti, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Foto Nexo Jornal

Contardo Calligaris, Roy Wagner e o carnaval da Tuiuti

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Durante a ditadura, a direita brasileira era nacionalista, violenta e adotava uma posição ambígua em relação ao carnaval. A festa popular era tolerada, mas considerada potencialmente perigosa. Sua politização não era admitida. Quando ocorreu o fato foi tratado como caso de polícia, indício de sedição e/ou de sublevação do populacho.

O fim da ditadura coincidiu com a mercantilização do carnaval carioca. Leonel Brizola construiu o sambódromo e a Rede Globo transformou a festa popular num produto televisivo de exportação. Os carnavalescos passaram a refletir sobre a política, mas sempre de uma maneira suave. Os excessos foram proibidos. Em 1989, apesar da CF/88 garantir a liberdade de expressão e impedir a censura prévia, a Justiça obrigou um carro de Joãozinho Trinta (o Cristo mentido) a desfilar coberto com uma lona.

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Guerra antimídia no sambódromo, zumbis no Carnaval e Grau Zero na política... mas não conte pra esquerda!

por Wilson Ferreira

Enquanto a escola Paraíso do Tuiuti no Rio de Janeiro deixava Fátima Bernardes e Alex Escobar constrangidos ao vivo, quebrando o silêncio com cacos de falas desconexas enquanto alas de passistas mostravam Temer como “o vampiro neoliberatista”, “manifestoches” com patos amarelos da Fiesp e operários bradando carteiras de trabalho, em Curitiba o Carnaval era assombrado por uma Zombie Walk em plena cidade-sede da Lava Jato. Ao mesmo tempo a esquerda pensa em “frentes suprapartidárias” para ganhar tempo na eminente prisão de Lula e simplesmente se exime em ocupar o campo semiótico da sociedade. E a grande mídia ganha a guerrilha semiótica por W.O.. Com raras exceções como mostrou a Paraíso do Tuiuti... mas não conte para a esquerda, sempre muito ocupada com o jogo parlamentar no qual cada um tenta salvar a própria biografia com narrativas de “luta” e “resistência”. Será que alcançamos o “grau zero da política” como anteviu o pensador Jean Baudrillard, a Matrix política que simula escândalos e golpes para colocar em movimento signos vazios? Teoria da Conspiração? E se descobrirmos que essa expressão foi criada pela CIA em 1967 para tentar desacreditar todas as narrativas não-oficiais?

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Joel Pinheiro da Fonseca, o colunista que mente

Em geral evito entrar nesse bangue bangue de personalizar críticas. Mas Joel Pinheiro da Fonseca, da Folha, agride qualquer norma de honestidade intelectual.

A sofisticação de um polemista se mede por sua capacidade de dar uma interpretação criativa a fatos de conhecimento  geral. Tanto na esquerda quanto na direita há bons exemplos de polemistas corretos e talentosos. O que os une é a capacidade de não adulterar os fatos, de conseguir lutar no campo das ideias, as narrativas, mesmo quando caminham pelas estradas inóspitas de fatos reais adversos.

Com Joel, não. Se os fatos prejudicam as ideias, que se mudem os fatos.

A última coluna de Joel, Carnaval Político (clique aqui) é escandalosa não apenas um atentado ao bom senso, mas à inteligência dos leitores, por adulterar fatos de conhecimento geral.

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A cegueira da imprensa com o Galo da Madrugada, por Laércio Portela

do Marco Zero Conteúdo

Por Laércio Portela

O Galo da Madrugada e a cegueira premeditada da imprensa

Os superlativos cegam o jornalismo. As imagens aéreas e o velho discurso do “maior bloco de carnaval do mundo” não dão – na verdade nunca deram – conta do que é o Galo da Madrugada. Porque intocável na sua aura de símbolo do carnaval popular de Pernambuco, o Galo que é só alegria e descontração (palavras vazias para um jornalismo vazio) é uma fantasia.

Toda vez que o jornalismo se mistura com entretenimento e negócio, ele compromete o nível de informação que oferece ao seu público. E como pega mal se misturar com negócio, a imprensa faz de conta que não existe um negócio por trás do Galo da Madrugada e, por fingir que não existe um negócio, ignora também todas as suas implicações.

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Recheado de críticas políticas, desfile constrange Globo, por Mauricio Stycer

"Do camarote da Globo, onde narravam o desfile, Fátima Bernardes, Alex Escobar e Milton Cunha reagiram com comedimento ao surpreendente protesto"
 
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A Paraíso da Tuiuti passou pelo Sambódromo, neste domingo (11), com um desfile de forte crítica social e política. O tema principal, expresso no título do samba, “Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?”, era a ideia de que a exploração dos escravos prossegue, de outras formas, nos dias atuais.
 
Na parte final do desfile, um carro trazia, no alto, um homem com a faixa presidencial, intitulado “vampiro neoliberalista” – uma alusão crítica ao presidente Michel Temer. Uma ala, chamada “Manifestoches”, com passistas de patos, sugeria que manifestantes foram fantoches em protestos políticos. Outra ala lembrava do trabalho informal, numa referência explícita à reforma trabalhista.
 
Do camarote da Globo, onde narravam o desfile, Fátima Bernardes, Alex Escobar e Milton Cunha reagiram com comedimento ao surpreendente protesto, como se estivessem constrangidos. “As desigualdades vem vindo até os dias de hoje”, disse Fátima. “Muitas confecções usam trabalho escravo”, observou. “Os manifestoches”, leu ela, ao ver passar a ala com os patos, sem dizer mais nada. “Manipulados”, acrescentou Milton.
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Prefeitura da Bahia proíbe câmeras da TVE, beneficiando Globo

CUT se manifestou repudiando interverência de ACM Neto (DEM) como atitude "antidemocrática e desrespeitosa” para liberdade de imprensa 
 
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Para a Central, ao impedir a colocação das câmeras da TVE no circuito Barra Ondina, a prefeitura de Salvador beneficia a Rede Globo, aliada do prefeito do DEM
 
Redação
 
São Paulo – A CUT Bahia divulgou hoje (11) nota de repúdio à interferência do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), na transmissão do Carnaval baiano em favor da TV Globo, de quem é aliado. A Central classificou como “atitude golpista, fascista, antidemocrática e desrespeitosa” do prefeito, que “agiu de forma desigual entre as emissoras de TV” ao atentar contra a liberdade de imprensa ao tentar barrar as transmissões ao vivo do carnaval da Bahia pela TVE”.
 
Conforme o comunicado, a Central considera "irresponsável" a atitude do prefeito ao proibir a instalação de câmeras da TVE no circuito do carnaval para transmissão do circuito Barra Ondina, mesmo após emissão de laudo técnico liberando a instalação.
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Com apoio de autoridades, velha imprensa trata Lula como troféu de caça, por Joaquim de Carvalho

Eles comemoraram a condenação de Lula

Depois da selfie, jornalista vai à prisão para mostrar onde Lula, segundo ele, vai ficar: “se beber muita água, a direção corta”

do Diário do Centro do Mundo

Com apoio de autoridades, velha imprensa trata Lula como troféu de caça

por Joaquim de Carvalho

O governo do Estado do Paraná, chefiado pelo réu em ação de improbidade Beto Richa, abriu as portas do Complexo Médico-Penal de Pinhais, para mostrar ao repórter Germano de Oliveira a cela onde Lula, segundo a revista, vai ficar.

É um local encardido, com aparência de mal cheiroso, pequeno.

A abertura da penitenciária revela a indigência das autoridades que ocupam postos de comando no Brasil. O objetivo é escrachar uma liderança política que tem quase 40% das intenções de voto no primeiro turno das eleições deste ano e venceria qualquer candidato em um segundo turno.

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Jessé Souza é sabatinado nesta segunda no Voz Ativa

Um dos principais intelectuais contemporâneos brasileiros, abordará nesta entrevista manipulação da mídia e Lava Jato

 
Jornal GGN - O sociólogo, professor universitário e pesquisador Jessé Souza é o convidado desta segunda-feira (05) do programa Voz Ativa, para discutir, entre outras questões, o patrimonialismo, manipulação midiática e Operação Lava Jato.
 
O programa vai ao ar, a partir das 22h15, pela Rede Minas e algumas emissoras públicas de canal aberto, com transmissão também no site da TV e pelas páginas do facebook e do Youtube do El País Brasil e Rede Minas. 
 
Jessé é o autor de 22 livros, publicados tanto no Brasil como no exterior, onde são abordados assuntos que vão desde o debate sobre os grandes temas da teoria sociológica aos estudos voltados para a realidade brasileira. 
 
Em “A elite do atraso”, lançado em 2017, o professor explica o Brasil desde a sua origem, apontando para as heranças da escravidão que assolam o país até os dias de hoje. É ela, segundo o autor, o cerne da desigualdade social, uma das maiores entre todos os países. 
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Chegou a hora! escolha a maior cascata de 2017!

Enviado por Adir Tavares

DO BLOG COLEGUINHAS, UNI-VOS!

Chegou a hora! escolha a maior cascata de 2017!

O grande momento chegou! É hora de votar nas mais caudalosas cascatas publicadas pelos jornais, revistas, TVs e rádios do Brasil varonil, salve, salve no ano que passou. É oportunidade única, pos o King of the Kings é o único prêmio que reconhece os coleguinhas que mais labutaram de sol a sol na faina de esculhambar o jornalismo brasileiro. Você não pode, simplesmente não pode, deixar de prestar sua homenagem a esses e essas coleguinhas.

Antes de apresentar a lista de maiores cascatas de 2017, seguem a regras simples que norteiam esse democrático pleito.

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