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Não-ficção

Lista de Livros: Os donos do poder – Raymundo Faoro

Seleção de Doney

Lista de Livros: Os donos do poder – Raymundo Faoro

Editora: Globo

ISBN: 978-85-2503-339-0

Opinião: bom

Páginas: 913

     “A história, uma vez aberta ao dinamismo, não contempla atos gratuitos e inconsequentes – ela devora, segundo uma ideia que seria cara a Hegel, homens e instituições.”

*

      “O Estado (no segundo reinado), desta forma elevado a uma posição prevalente, ganha poder, internamente, contra as instituições e classes particularistas, e, externamente, se estrutura como nação em confronto com outras nações. Do seu seio, mediante esse estímulo, floresce o absolutismo, consagrado na razão de estado. Influxos recíprocos – Estado e comércio – geram o sistema mercantilista, próprio à expansão do aparelhamento estatal, condutor da economia e beneficiário da atividade comercial, preocupada, não raro, na ilusão monetária. Ele permitiu, justificando-a racionalmente, a política de transporte do tráfico africano, asiático e americano, que supôs, sem a fixação de fontes produtoras nacionais, que o Estado seria rico se fluísse, no país, muito dinheiro, em boas e sonantes moedas. 

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Lista de Livros: Revelações por minuto – Marcelo Leite de Moraes

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Lista de Livros: Revelações por minuto – Marcelo Leite de Moraes

Editora: Companhia Editora Nacional

ISBN: 978-85-04-01161-6

Opinião: bom

Páginas: 448

“Paulo Ricardo sempre foi chamado pelos dois nomes, mesmo no meio familiar. Certa vez, seu Waldeck foi chamado ao colégio porque a professora estava desconfiada de que o menino estivesse ficando surdo. Após terem conversado, o pai e a professora foram ao encontro do menino no pátio da escola e ela o chamou: “Paulo, Paulo!”. Nada, o menino não atendia. Seu Waldeck perguntou: “É por isso que a senhora acha que ele está surdo?”. Tendo a resposta positiva, seu Waldeck se voltou para o filho, que estava de costas, e chamou: “Paulo Ricardo!”. O menino imediatamente atendeu. Então o pai explicou que ele não atendia pelo nome de Paulo, e sim de Paulo Ricardo.”

*

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Falácias de Moro: entre paralogismos e sofismas

Falácias de Moro: entre paralogismos e sofismas

Está para ser lançado o livro “Falácias de Moro: Análise Lógica da Sentença Condenatória de Luiz Inácio Lula da Silva”, de autoria de Euclides Mance, filósofo, professor de Filosofia do Método Científico e de Lógica, ex-docente da Universidade Federal do Paraná e atualmente integrante da coordenação geral do Instituto de Filosofia da Libertação.

O livro, com 276 páginas, será lançado nos próximos dias pela Editora IFIBE, e já está disponível para acesso aqui.

A Lógica é a ciência que estuda a relação de consequência entre proposiçòes, respondendo, assim também, por teorias da argumentação correta nos domínios da linguagem comum e científica. Ciências particulares terão seus conceitos próprios e regras para seus empregos adequados; mas, assim como seus cálculos têm de ser feitos com as regras da aritmética, seus argumentos precisam espelhar relações de consequência válidas, caso contrário serão apenas  instrumentos de uma retórica carente de racionalidade.  Uma sentença jurídica, que pretenda ser justa, não pode ignorar, assim, os requisitos da inferência válida e correta,  seja ela de natureza abdutiva, indutiva ou dedutiva.

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Lista de Livros: Totem e Tabu e outros trabalhos (Parte II) – Sigmund Freud

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Lista de Livros: Totem e Tabu e outros trabalhos (Parte II) – Sigmund Freud

Editora: Imago

ISBN: 978-85-3120-974-1

Opinião: muito bom

Páginas: 278

       “Na fase animista, os homens atribuem a onipotência a si mesmos. Na fase religiosa, transferem-na para os deuses, mas eles próprios não desistem dela totalmente, porque se reservam o poder de influenciar os deuses através de uma variedade de maneiras, de acordo com os seus desejos. A visão científica do universo já não dá lugar à onipotência humana; os homens reconheceram a sua pequenez e submeteram-se resignadamente à morte e às outras necessidades na natureza. Não obstante, um pouco da crença primitiva na onipotência ainda sobrevive na fé dos homens no poder da mente humana, que entra em luta com as leis da realidade.

       Se acompanharmos retrospectivamente o desenvolvimento das tendências libidinais, tal como as encontramos no indivíduo, desde suas formas adultas até os seus começos na infância, surge uma importante distinção, que descrevi em Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade. Manifestações dos instintos sexuais podem ser observadas desde os começos, mas, de saída, elas ainda não são dirigidas para qualquer objeto externo. Os componentes instintivos separados da sexualidade atuam independentemente uns dos outros, a fim de obter prazer e encontrar satisfação no próprio corpo do sujeito. Essa fase é conhecida como a do autoerotismo, sendo sucedida por outra, na qual um objeto é escolhido.

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Lista de Livros: Totem e Tabu e outros trabalhos (Parte I) – Sigmund Freud

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Lista de Livros: Totem e Tabu e outros trabalhos (Parte I) – Sigmund Freud

Editora: Imago

ISBN: 978-85-3120-974-1

Opinião: muito bom

Páginas: 278

       “Mas o horror ao incesto demonstrado por esses povos não se satisfaz com a criação das instituições que descrevi e que parecem dirigir-se principalmente ao incesto grupal. Temos de acrescentar-lhes um certo número de ‘costumes’ que regulam as relações dos indivíduos com os seus parentes próximos, em nosso sentido do termo, costumes que são literalmente forçados com severidade religiosa e cujo intuito mal pode ser posto em dúvida. Esses costumes ou proibições costumeiras foram denominados de ‘evitações’. Estendem-se muito além das raças totêmicas da Austrália, porém mais uma vez devo pedir aos meus leitores para se contentarem com um extrato fragmentário, tirado do copioso material existente.

       Na Melanésia, proibições restritivas desse tipo regulam as relações do menino com a mãe e irmãs. Assim, por exemplo, na Ilha dos Leprosos, uma das Novas Hébridas, quando um menino chega a uma certa idade, deixa de morar em casa e se aloja na ‘casa comum’, onde passa a comer e dormir regularmente. Pode ainda ir à casa do pai pedir comida, mas, se alguma irmã estiver em casa, terá de ir embora antes de comer. Se nenhuma irmã lá estiver, poderá sentar-se perto da porta e comer. Se, por acaso, um irmão e uma irmã, se encontrarem ao ar livre, ela terá de fugir correndo ou esconder-se. Se um menino souber que certas pegadas na estrada são de sua irmã, não as seguirá, como ela também não seguirá as dele. Na realidade, nem sequer pronuncia o nome dela e uma palavra comum, se fizer parte desse nome. Esta evitação começa com as cerimônias da puberdade e se mantém durante toda a vida. A reserva entre o filho e a mãe aumenta à medida que o menino cresce, sendo muito maior da parte dela que da dele. Se a mãe lhe traz comida, não a entrega diretamente, coloca-a no chão para que ele a apanhe. No diálogo não o trata por tu, usa as formas mais cerimoniosas do plural.

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Lista de Livros: Em torno de Marx – Leandro Konder

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Lista de Livros: Em torno de Marx – Leandro Konder

Editora: Boitempo

ISBN: 978-85-7559-167-3

Opinião: bom

Páginas: 136

                 “O passado pode nos ajudar, enriquecendo nosso quadro de referências. Mas pode também nos atrapalhar, induzindo-nos a preservar ideias já superadas.”

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        “A ação transformadora tem de ser rigorosa, precisa, oportuna. Para isso, a práxis necessita da teoria. E nem toda teoria é boa. Grandes construções teóricas já sofreram derrotas consideráveis em batalhas travadas contra ideias improvisadas e frágeis. Por quê? Porque os combates históricos são decididos no plano da atuação das forças materiais.

       Os conceitos, as imagens, as opções podem promover o enraizamento de convicções nos indivíduos, a paixão pode arrebatá-los; mas, quando se põem em movimento, eles são inapelavelmente indivíduos de carne e osso, corpos ciosos de sua corporeidade.”

*

        “O pensamento de Marx precisa aproveitar as contribuições desses teóricos batalhadores, sem dúvida, pois são elas que o mantêm vivo; mas, para ser coerente com sua concepção da história, para ressurgir com toda a sua força no campo de batalha, ele precisa encontrar nos movimentos sociais seu “exército”, seus “portadores materiais”, aos quais ele leva sua perspectiva revolucionária. E tratar de desenvolvê-la em sintonia com a experiência que aqueles homens estão vivendo. É o encontro da ação com a teoria – aquilo que Marx chamou de práxis.

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Lista de Livros: A revolução brasílica – Fernando Diégues

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Lista de LivrosA revolução brasílica – o projeto político e a estratégia da independência, de Fernando Diégues

Editora: Objetiva

ISBN: 978-85-7302-613-9

Opinião: bom

Páginas: 311

“Não é segredo para ninguém – são muitos os exemplos na História – que o resultado final de uma estratégia quase nunca corresponde exatamente àquele para o qual ela fora concebida. Esse desvio pode ter várias causas. Pode ter origem em uma estratégia baseada no conhecimento parcial ou impreciso da situação; alicerçada, talvez, em pressupostos pouco realistas, derivados de apreciações subjetivas, de um voluntarismo indiferente ao peso muitas vezes irredutível das pressões, do antagonismo e das resistências a que anteriormente me referi. Pode também ser provocado por eventos geradores de mudanças inesperadas, sobretudo se favoráveis ao adversário, na situação para a qual a estratégia havia sido inicialmente imaginada. Tais elementos de incerteza tendem a projetar-se e a refletir-se nas próprias formas de ação que, em conjunto, dão sentido a uma estratégia.”

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“Atingir objetivos (políticos) não é tão fácil quanto desejá-los. A pertinência da escolha é sempre algo imponderável. Por isso ela se prende, no fundo, por mais que se pretenda atribuir-lhe um caráter racional, a uma visão intuitiva, cuja sintonia à realidade e consequente contribuição para a eficácia da ação só a experiência e a sensibilidade políticas podem até certo ponto garantir.”

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Lista de Livros: Notícias do Império – Fernando del Paso

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Lista de Livros: Notícias do Império – Fernando del Paso

Editora: Record

ISBN: 978-85-0105-384-8

Opinião: muito bom

Páginas: 660

     “Mas estranho que o senhor considere os ingleses europeus. Em mais de um sentido, a Inglaterra não é a Europa. Digamos que podemos considerar os ingleses europeus quando nos convém e como bárbaros, vikings ou o que quiser quando for mais adequado para nossos interesses. Afinal, eles, e ninguém mais, são os culpados de que haja na América vinte milhões de ianques, os novos vândalos da história, que querem roubar todo o continente, a começar pelo nome, do qual já se apossaram.” 

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      “O chanceler austríaco Klemens Lothar Metternich, apelidado de Grande Inquisidor da Europa, e a quem, graças à sua insistência e bom gosto, se deve a invenção do bolo de chocolate vienense Sachertorte, afirmava que o café devia ser quente como o amor, doce como o pecado e negro como o inferno.” 

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Lista de Livros: A sujeição das mulheres – John Stuart Mill

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Lista de Livros: A sujeição das mulheres – John Stuart Mill

Editora: Companhia das Letras

ISBN: 978-85-8285-046-6

Tradução: Paulo Geiger

Opinião: bom

Páginas: 162

       “Enquanto uma opinião se enraizar fortemente nos sentimentos, ela ganha mais do que perde em estabilidade, e ao ter contra si argumentos de um peso considerável. Porque, se fosse aceita como resultado de argumentação, a refutação do argumento poderia abalar a solidez da convicção; mas, quando só se apoia no sentimento, quanto pior seu desempenho numa disputa de argumentos, mais persuadidos ficam seus adeptos de que seu sentimento deve ter um fundamento mais profundo, que os argumentos não alcançam; e, enquanto o sentimento permanecer, estará sempre abrindo uma nova trincheira argumentativa para reparar toda brecha que se tenha aberto na antiga. E há tantas causas que tendem a fazer os sentimentos relacionados com este tema os mais intensos e os mais profundamente enraizados de todos os que cercam e protegem velhas instituições e costumes, que não devemos nos admirar de ainda os encontrar menos do que quaisquer outros solapados e afrouxados pelo progresso da grande e moderna transição espiritual e social; nem supor que as barbaridades às quais os homens se atêm mais longamente sejam menos bárbaras do que aquelas das quais se livraram antes.”

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Lista de Livros: Sobre a liberdade (Parte II) – John Stuart Mill

Seleção de Doney

Lista de Livros: Sobre a liberdade (Parte II) – John Stuart Mill

Editora: Companhia das Letras

ISBN: 978-85-8285-046-6

Tradução: Paulo Geiger

Opinião: regular

Páginas: 222

       “Tanto os pregadores quanto seus discípulos tendem a relaxar assim que não há inimigo à vista.”

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        “Reconheço que a tendência de todas as opiniões de se tornarem sectárias não é sanada por um debate mais livre, e sim frequentemente ampliada e exacerbada desse modo; a verdade que deveria ter sido enxergada, mas não foi, sendo rejeitada ainda mais violentamente porque proclamada por pessoas consideradas oponentes. Mas não é no defensor inflamado, e sim naquele que assiste ao lado, mais calmo e mais desinteressado, que esse choque de opiniões produz seu efeito salutar. Não é o conflito violento entre partes da verdade, mas a tranquila supressão de metade dela é que constitui um tremendo mal; sempre há esperança quando pessoas são obrigadas a ouvir os dois lados; é quando elas só prestam atenção a um deles que os erros se cristalizam em preconceitos, e a própria verdade deixa de ter o efeito da verdade, por ter sido exagerada até se tornar uma falsidade. E, como há poucos atributos mentais mais raros do que a faculdade de julgar judiciosamente, atributo que deveria presidir o juízo inteligente entre dois lados de uma questão, dos quais somente um está representado por um advogado que o defende, a verdade não tem nenhuma chance a não ser na proporção em que cada um de seus lados, cada opinião que incorpora qualquer fração da verdade, não só encontra quem a defenda, mas é defendida de tal forma que se faz ouvir.”

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Lista de Livros: Sobre a liberdade (Parte I) – John Stuart Mill

Seleção de Doney

Lista de Livros: Sobre a liberdade (Parte I) – John Stuart Mill

Editora: Companhia das Letras

ISBN: 978-85-8285-046-6

Tradução: Paulo Geiger

Opinião: regular

Páginas: 222

“O “povo” que exerce o poder nem sempre coincide com as pessoas sobre o qual ele é exercido, e o “autogoverno” de que se fala não é o governo de cada um por si mesmo, mas de cada um por todos os outros. A vontade do povo, além disso, quer dizer na prática a vontade da mais numerosa ou mais ativa parte do povo; a maioria, ou aqueles que conseguem se fazer aceitos como a maioria; o povo, consequentemente, pode desejar oprimir uma parte de si mesmo; e contra isso são necessárias muitas precauções, assim como qualquer outro abuso de poder. Portanto, as limitações do poder do governo sobre os indivíduos não perdem nada de sua importância quando os detentores desse poder têm de prestar regularmente contas à comunidade, isto é, à sua facção mais forte. Essa maneira de ver, que se impõe igualmente à inteligência dos pensadores e à inclinação das classes importantes da sociedade europeia para cujos interesses reais ou supostos a democracia é adversa, não teve dificuldade em se estabelecer; e nas especulações políticas “a tirania da maioria” é agora geralmente incluída entre os males contra os quais se requer que a sociedade se ponha em guarda.”

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Lista de Livros: História Natural da Religião (Parte II) – David Hume

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Lista de Livros: História Natural da Religião (Parte II) – David Hume

Editora: Unesp

ISBN: 978-85-7139-604-3

Tradução, Apresentação e Notas: Jaimir Conte

Opinião: bom

Páginas: 160

     “Os homens não param de se olhar, e não há meio nenhum de lhes fazer entrar na cabeça que o turbante de um africano não é uma moda nem melhor nem pior que a do capuz de um europeu. “É um homem honesto”, dizia o príncipe de Salé, ao falar de Ruyter. “É uma lástima que ele seja cristão”.

     Suponhamos que um professor da Sorbonne pergunte a um eclesiástico de Saís: “Como podeis adorar alhos e cebolas?”. “Se nós os adoramos”, responde este último, “pelo menos não os comemos ao mesmo tempo (como a hóstia). Mas que estranhos objetos de adoração são os gatos e os macacos!”, diz o erudito doutor. “Eles são pelo menos tão bons quanto as relíquias ou os ossos podres dos mártires”, responde nosso antagonista, que não é menos sábio. “Não sois louco”, insiste o católico, “a ponto de preferir cortar a garganta de alguém em vez de cortar um repolho ou um pepino?” “Sim”, responde o pagão, “reconheço, se confessásseis que são ainda mais loucos os que disputam sobre a preferência dentre livros de sofismas, que todos reunidos não valem um repolho ou um pepino”.

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Livro sobre ensino político na periferia será lançado na FESPSP

Imagem: Divulgação

Jornal GGN - A Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) promove o lançamento do livro "Educação Política: Sugestões de Ação a Partir da Nossa Atuação", do doutor e mestre em Ciência Política, Humberto Dantas. No evento, nesta terça-feira, 28 de novembro, haverá distribuição gratuita da obra e os participantes poderão participar de uma aula aberta do curso de pós-graduação em Ciência Política, que Dantas coordena. O encontro acontece no auditório da unidade, a partir das 19h.

A aula aberta trará à tona a experiência de 10 anos do cientista político, no  ensino de Iniciação Política na periferia de São Paulo e em outras cidade do Estado. Na obra, Educação Política: Sugestões de Ação a Partir da Nossa Atuação", Humberto Dantas conta sobre sua jornada no Ensino de Política nas comunidades e apresenta os dados que surgiu do estudo. Para participar do evento é preciso fazer inscrição pelo site: www.fespsp.org.br/pagina/aulaaberta.

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Lista de Livros: Tratado sobre a Tolerância – Voltaire

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Lista de Livros: Tratado sobre a Tolerância – Voltaire

Editora: L&PM

ISBN: 978-85-2541-801-2

Tradução: William Lagos

Opinião: bom

Páginas: 128

“Ninguém mais teme na Holanda que as afirmações de um Gomar sobre a predestinação façam decapitar o grande pensionário, o presidente do conselho de ministros. Não se teme mais em Londres que as querelas entre os presbiterianos e os episcopais por causa da liturgia ou de uma sobrepeliz acabem por derramar o sangue de um rei no cadafalso. A Irlanda povoada e enriquecida não verá mais seus cidadãos católicos sacrificarem a Deus durante dois meses seus cidadãos protestantes, enterrá-los vivos, pendurar mães em forcas e amarrar as meninas ao pescoço de suas mães para vê-las morrerem juntas; abrir os ventres das grávidas, arrancar dali os fetos semiformados e lançá-los aos porcos e cães para serem devorados; colocar punhais nas mãos de prisioneiros sufocados no garrote e empurrar seus braços contra o peito de suas esposas, de seus pais, de suas mães, de suas filhas, imaginando que assim os tornariam mutuamente parricidas e os condenariam todos ao inferno ao mesmo tempo em que exterminavam a todos. Esse foi o relato de Rapin-Thoiras, que foi oficial na Irlanda e quase contemporâneo desses fatos; é o que registram todos os anais, todas as histórias da Inglaterra, ações que, sem a menor dúvida, jamais serão imitadas. A filosofia, unicamente a filosofia, irmã da religião, desarmou as mãos que a superstição havia ensanguentado por tanto tempo; e o espírito humano, ao despertar de sua embriaguez, assombrou-se ante os excessos a que o havia lançado o fanatismo.

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Lista de Livros: Uma Teoria da Justiça (Parte III) – John Rawls

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Lista de LivrosUma Teoria da Justiça (Parte III) – John Rawls

Editora: Martins Fontes

ISBN: 978-85-3361-630-1

Tradução: Almiro Pisetta e Lenita M. R. Esteves

Opinião: muito bom

Páginas: 736

“O senso de justiça nos leva a promover sistemas justos e a desempenhar neles a nossa parte quando acreditamos que os outros, ou pelo menos um número suficiente deles, farão também a sua. Mas, em circunstâncias normais, uma certeza razoável em relação a isso só pode ser obtida se houver uma regra imperativa efetivamente aplicada. Supondo que o bem público beneficie a todos, e que todos concordem com a sua produção, o uso da coerção é perfeitamente racional do ponto de vista de cada indivíduo. Muitas das atividades tradicionais do governo, na medida em que são justificáveis, podem ser explicadas dessa forma. A necessidade da imposição das regras pelo estado ainda existirá mesmo que todos sejam movidos pelo mesmo senso de justiça. As propriedades características dos bens públicos essenciais necessitam de consentimento coletivo, e todos precisam de uma garantia sólida de que esse será mantido.

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