Revista GGN

Assine

Opinião

Apesar dos seus crimes, Temer não é odiado como Dilma e Lula, por Mário Lima Jr.

Foto: Agência O Globo

Por Mário Lima Jr.

O atual presidente do Brasil é um político corrupto que despreza e ataca as maiores riquezas nacionais, da Amazônia ao índio, passando pelo trabalhador assalariado. Contra Temer os conservadores, liberais e descompromissados com o fim da pobreza devem se unir, mas Dilma e Lula ocupam espaço demais na cabeça deles.

Em duas peças que somam centenas de páginas, Michel Temer foi acusado pela Procuradoria Geral da República pelos crimes de obstrução de Justiça, corrupção passiva e organização criminosa. Especialistas jurídicos incluem na conta os crimes de prevaricação e corrupção ativa. Temer representando a Nação é uma ofensa a respeito da qual não podemos nos calar.

Leia mais »

Média: 5 (4 votos)

Os Brasis: e mais uma grande tragédia, por Arkx

Os Brasis: e mais uma grande tragédia

por Arkx

Brasil em Transe: 2018, um ano longe demais, nem começou e já tem data antecipada para acabar. quanto mais a realidade se mostra, ainda mais prevalece o delírio.

Golpe de 2016: um golpe não pode ser derrotado pela via parlamentar. o núcleo do setor dominante (banqueiros, rentistas, exportadores de commodities + mega interesses globalizados) não admite nenhuma conciliação, apenas rendição incondicional. o setor majoritário da Esquerda jamais pretendeu contrapor o golpe com um amplo movimento de massas. nem agora, nem antes, nem depois, nem mais tarde. a cada vez que o movimento de massas de levantou contra o golpe (Ocupação de Curitiba, Greve Geral, Ocupação de Brasília) o setor majoritário da Esquerda operou para revertê-lo.

Leia mais »

Média: 3.5 (6 votos)

Vindo limpo em 2018, por Lucy P. Marcus

no Project Syndicate

Vindo limpo em 2018

por Lucy P. Marcus

Tradução de Caiubi Miranda

LONDRES - Foi um ano abundante para tornar visível o invisível. Os últimos 12 meses transbordaram de vazamentos, alegações e outras divulgações, não apenas de má conduta de indivíduos, líderes empresariais e políticos, mas também de esquemas pró-ativos para impedir que a má conduta aparecesse.

No mês passado, foi divulgado que um hacker de 20 anos violou o sistema de Uber em 2016 e acessou a informação de cerca de 57 milhões de pessoas, incluindo cerca de 600 mil de seus motoristas nos Estados Unidos. Em vez de admitir a falha de segurança, Uber pagou silenciosamente US $ 100,000  ao culpado para que ele destruisse os dados, com a esperança de que as vítimas - e, talvez, mais importante para Uber, os investidores da empresa - nunca descobriassem.

Leia mais »

Média: 3 (2 votos)

De Machado de Assis a Luiz Inácio, o absolutismo do mérito, por Alexandre Coslei

De Machado de Assis a Luiz Inácio, o absolutismo do mérito

por Alexandre Coslei

Tudo ou quase tudo já se falou e escreveu sobre Machado de Assis, ainda assim continua a impressionar a obra monumental que ele construiu em vida. Poesias, romances, crônicas, contos, críticas, ensaios, traduções, correspondências. É quase inacreditável testemunhar alguém, nas condições de Machado, ter produzido tanto e com qualidade. A impressão que se tem é que o afamado bruxo não fazia nada além de escrever, mas não foi assim. Para aumentar o nosso espanto, sabemos que ele foi um autodidata bem-sucedido, que aprendeu muito da arte a que se dedicou frequentando bibliotecas e fazendo anotações sobre o que lia. Muito mais do que um gênio, Machado foi uma espécie de super-homem. Beira a imagem de um ideal inatingível.

Leia mais »

Média: 5 (7 votos)

Fernando Horta: Do umbigo à tirania, o Brasil dos justiceiros

Do umbigo à tirania, o Brasil dos justiceiros

por Fernando Horta

O Lawfare, o uso da lei para ataques políticos, é muito antigo.

O primeiro caso que eu conheço é com Amenófis IV, em 1300 a.C, no Egito. Naquela época, a lei estava ligada à fé e à vontade do faraó. Muito semelhante ao momento atual brasileiro. Amenófis IV, percebendo a força política dos sacerdotes dentro do politeísmo egípcio, transforma abruptamente a religião nas terras do Nilo em uma Monolatria. Amenófis ordenou que apenas o deus Aton fosse cultuado e trocou seu próprio nome para Ankh-Aton, que o ocidente moderno traduziu para Akenaton, “o adorador de Aton”. A mudança não se deu necessariamente por questões religiosas, já que Aton era cultuado anteriormente. A troca se dá por questões políticas, com o faraó usando da nova lei para prender, punir e desarticular os sacerdotes que a ele não se submetessem.

Leia mais »

Média: 4.4 (11 votos)

A esquerda e o desenvolvimento soberano, por Walter Sorrentino

Arte Sul21

A esquerda e o desenvolvimento soberano

por Walter Sorrentino

Demétrio Magnoli, em artigo* intitulado “Para onde vai a ´nova esquerda´?” busca refletir sobre os impasses do estado de bem estar social, tempo que, julgo eu, não retorna mais. Nessa rota ele afirma que “o nacionalismo é a trincheira da direita”, o que seria, para ele, “uma verdade óbvia. "Haveria hoje uma “nova esquerda” que cultua o Estado-nação, sendo a soberania nacional “a opção fundamentalista que interliga a direita a essa ´nova esquerda´ sem rumo.”

Magnoli parte da crítica à formulação de Dani Rodrik, professor turco de Economia Política Internacional atuando em Harvard, que identificou um “trilema”, problema que só admite a conciliação entre dois de três objetivos, no caso, soberania nacional, democracia e hiperglobalização. Rodrik sugere uma solução que é a renúncia à hiperglobalização, criticada por Magnoli.

Leia mais »

Média: 5 (3 votos)

Nem tão sabático assim, em recuperação, por Rui Daher

Nem tão sabático assim, em recuperação

por Rui Daher

Cacete! Peço e prometo um mês sabático nas escritas e já me entrego. Precisava dedicar-me a fechar o ano do meu ganha-pão, pelo menos, no ponto de equilíbrio. Cheguei perto, mas não o consegui. Meus investidores, à direita, se despediram (ou a mim – não cheguei ainda a uma conclusão). À esquerda, como nunca usei pseudônimos, dizem que bati de frente. A ninguém importa os interesses negociais e profissionais e meu ideário político. Como poetou Geraldo Vandré, não misturo dor (negócios) com amor (política). Também que não me cobrem o fato de as escritas abusivas neste GGN, na CartaCapital, e no “Dominó de Botequim”, não darem camisa a ninguém e não receber convite para uma camiseta impressa com um cifrão. Faço o que gosto.

Se preferem o modelo clássico, leiam Roberto Rodrigues ou Ronaldo Caiado, incomparáveis, mas saibam: num lerão murais de louvação; noutro interesses ruralistas inconfessos.

Leia mais »

Imagens

Média: 5 (3 votos)

Antecipação do julgamento do Lula é a quintessência do regime de exceção, por Jeferson Miola

 
 
por Jeferson Miola
 
A decisão de acelerar o julgamento do ex-presidente Lula em segunda instância é a quintessência do regime de exceção e do terrorismo jurídico instalado no Brasil.
 
O julgamento do Lula terá um trâmite totalmente excepcional, muito mais rápido que o ritmo normal de julgamento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região [TRF4], que em média consome 14,5 meses para proferir sentenças de segunda instância.
 
O ex-presidente Lula, todavia, será julgado no tempo recorde de apenas 5 meses. É uma decisão arbitrária que tem motivação exclusivamente política.

Leia mais »

Média: 4.1 (12 votos)

Direitos ou barbárie, por Almir Forte

Direitos ou barbárie

Almir Forte

No último dia 10 de dezembro completou 69 anos da aprovação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela ONU. O artigo primeiro já demonstra para quem e por que foi constituída, ao afirmar: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.

No entanto, parece que muitos lideres mundiais ainda não tiveram tempo de ler, ou leram e não entenderam. E o ano que se aproxima será de muitas lutas, vitórias, derrotas e também muitas incertezas no plano nacional e internacional. O magnata Donald Trump, uma caricatura de Hollywood que ganhou vida, se elegeu presidente da maior potência militar do planeta, e agora vive brincando nas redes sociais e provocando retrocessos para a humanidade.

Leia mais »

Média: 5 (4 votos)

O gado que aplaude o chicote, por Daniel Gorte-Dalmoro

O gado que aplaude o chicote

por Daniel Gorte-Dalmoro

Durante a ditadura civil-militar adotou-se a cenoura ideológica do "Brasil, país do futuro". Para o grosso da população, o Brasil vivia do futuro (e não para o futuro): o interregno ditatorial logo daria lugar a uma democracia das pessoas de bem, o bolo cresceria para logo ser dividido (Delfim Netto afirma nunca ter dito isso, o que parece ser verdade: ao que tudo indica, nunca passou pela sua cabeça a necessidade de dividir o bolo com a rafuagem, vide suas defesas das ações do governo golpista atual), em breve o Brasil se tornaria uma potência mundial; um amanhã radiante, para compensar o hoje funesto e mórbido ou, como (não) cantava Raul Seixas em "Como vovó já dizia" (censurada): "Quem não tem presente se conforma com o futuro.

Leia mais »

Média: 4.8 (13 votos)

A volta dos cascateiros!, por João Feres Júnior

A volta dos cascateiros!

por João Feres Júnior

Outro dia ouvia o programa de jornalismo-comédia de Seth Meyers quando ele anunciou que os senadores republicanos se apressavam para passar uma reforma tributária que vai cortar os impostos das grandes empresas e dos muito ricos, enquanto aumentará o imposto pago pela classe média e pelos pobres no médio prazo. Trump trombeteia em seu estilo histriônico e oligofrênico que a redução dos impostos proposta por seu partido será enorme, a maior de todos os tempos, escondendo o fato de que ela é altamente regressiva – ainda por cima cancela um imposto que é fonte de financiamento do programa de saúde de Obama, deixando milhões sem assistência médica. 

Ao fazer isso, o presidente estadunidense comete mais um estelionato eleitoral. Os brancos pobres e a classe média branca ignorante que votou em Trump estão entre os setores que mais perderão com a reforma tributária dos republicanos.

Leia mais »

Média: 4.4 (10 votos)

Todos sabem sobre Lula, por Henrique Fontana

Foto Pedro Ladeira - Folha

Todos sabem sobre Lula

por Henrique Fontana

A sociedade brasileira acompanha com certa apreensão e expectativa o desfecho de uma história de arbitrariedades naturalizadas ao longo dos últimos anos. Com frequência ouvimos pelo Brasil perguntarem, “será que ‘eles’ vão deixar o Lula concorrer ou vão condená-lo, prendê-lo?” Todos sabem que o que pesa sobre Lula é uma decisão política e não jurídica, coordenada pelos mesmos atores que comandaram o impeachment fraudulento da presidenta Dilma Rousseff.

Todos sabem, em um evidente jogo que mistura silêncios, omissões, dissimulações, manipulações e medidas de exceção, que o destino de Lula não depende de provas ou de crimes, mas da estratégia que elites conservadoras traçam em luxuosos escritórios da avenida Paulista. A supressão do Estado Democrático de Direito, e do devido processo legal, à revelia da Constituição Federal e sob o silêncio do Supremo Tribunal Federal, em todo é revelado pela estranha celeridade do julgamento do processo de Lula, marcado em prazo recorde para o período de férias, pré-carnaval, com menos de um terço do tempo médio dos processos julgados pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O mesmo tribunal, vejam, que está há 12 anos analisando o recurso do senador do PSDB, Eduardo Azeredo, condenado em primeira instância.

Leia mais »

Média: 5 (8 votos)

O velho, o menino, o burro e os haters - mais um sobre a revista Capricho, por Matê da Luz

O velho, o menino, o burro e os haters - mais um sobre a revista Capricho

por Matê da Luz

O Brasil, que é o país do golpe, também pode ser considerado o país dos haters. Difícil para quem escreve publicamente, fora dos diários da vida e mantém opinião às sete chaves, porque de verdade eu quase achei que era besteira escrever um post sobre as meninas negras na revista Capricho ou que, pior ainda, como mulher branca eu não poderia escrever sobre isso.

Errei feio, errei rude.

É importante sim, e do alto do meu agradecimento aos odiosos comentaristas de plantão, entendo que dá pra escrever mais sobre o assunto. Porque eu posso, pelo simples fato de estar noticiando, e não vomitando achismos (diferente dos comentaristas que, rapidinho, pescam minúcias pra se abastecer de raiva). Leia mais »

Média: 3.4 (12 votos)

A solução que vai despontando, por Pedro Augusto Pinho

Imagem Plataforma Política Social

A solução que vai despontando

por Pedro Augusto Pinho

Tenho escrito sobre o verdadeiro problema que nos atinge, brasileiros e todos humanos, neste século XXI. Dou-lhe o nome "banca" e é o sistema financeiro internacional.

Se o caro leitor pensa ser a corrupção, sistêmica, partidária, ideológica ou seja lá que adjetivo lhe atribua, sinto decepcioná-lo.

A grande corrupção, que está em seu próprio modo de agir, é a realizada pela banca. Só que a banca dominando, também pela corrupção, quase todos os governos nacionais, em especial das maiores potências econômicas, faz com que você passe a considerar legítima sua corrupção, nem a distinga.

Leia mais »
Média: 4.8 (4 votos)

Da importância vital de Lula enquanto mediador da nossa democracia, por Eduardo Ramos

Da importância vital de Lula enquanto mediador da nossa democracia

por Eduardo Ramos

Os que frequentamos o mundo da blogosfera ou os que a ignoram e seguem a grande mídia, todos sabemos: de certo modo, um homem catalisa sobre si todos os olhares, seja imaginando como detê-lo e a seu carisma único, evitando um revertério no golpe e no projeto de destruição de todo o seu legado, um Brasil menos injusto e mais soberano, projeto que inclui o fatiamento e a entrega de nossas riquezas além do desmonte absoluto do Estado enquanto agente de bem estar social, seja através de olhos esperançosos, para que através dele e sua capacidade quase infinita de negociador, seja interrompido esse processo perverso, selvagem, que nos arrasta inapelavelmente para um Estado de exceção, um Brasil de Moros e Bretas, um Brasil de Erikas Marenas e Dallagnols, um Brasil jogado na barbárie da sanha de seus agentes públicos, um Brasil definitivamente guiado pela Globo e seus parceiros nacionais e internacionais.

Leia mais »

Sem votos