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Opinião

O caminho para o terrorismo, por Rui Daher

Demorei pensando se deveria tocar no assunto.

Primeiro, os esforços entre a miríade de textos alheios repetindo análises monotemáticas, seguidos da progressão dos fatos e atos congressuais, judiciais e midiáticos, entupiram meus canais de compreensão de que o andor continuasse na péssima trilha. Não, a cada dia piorava, a ponto de, hoje em dia, chegarmos às teratologias políticas, econômicas e sociais, que estariam validadas pelo País.

Mais tarde, esperando alguma reação contestatória da sociedade que equilibrasse as vilanias e canalhices explícitas que aconteciam, aborreci-me com a infinidade de interpretações, refundações, expectativas que, infelizmente, não levavam a nada.

Usando característica antiga de opinar e posicionar-me de forma clara e séria sobre vários temas polêmicos, mas com textos bem-humorados (meu estilo de cronista), parti para os deboches, galhofas, pândegas e esculachos, que ninguém mais ridículo do que os golpistas de 2016 e seus apoiadores.

Nem sempre fui bem entendido, o que, percebo, me fez perder leitorado. O momento era sério e eu brincando, talvez pensassem. Leia mais »

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É inconstitucional decreto de intervenção, por Eloísa Machado de Almeida


Foto: Beto Barata/PR

Do Justificando

Decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro é inconstitucional

Por Eloísa Machado de Almeida

Professora Doutora de Direito Constitucional na FGV Direito SP

Intervenção federal é uma medida excepcional, prevista na Constituição, onde se flexibiliza a autonomia federativa para permitir a substituição de autoridade estadual pela federal. Por ser medida excepcional, a Constituição determina que o Decreto de intervenção deve informar sua amplitude, razões e tempo de duração; isto é, a intervenção só permanece enquanto perdurarem as razões de sua decretação.

É uma bomba no nosso sistema federativo, remédio forte para altíssimo grau de desfuncionalidade institucional.

É a primeira vez que se decreta uma intervenção federal; não há exemplos a seguir, modelos que funcionaram ou erraram. Mas há a Constituição. E, pelos parâmetros constitucionais, o Decreto de intervenção é inconstitucional.

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O sentido e a palavra de Lula, por Gustavo Conde

O sentido e a palavra de Lula

Por Gustavo Conde

Acertar ou errar é sempre a última coisa em que penso. O futuro nos foi roubado. Como querer acertar alguma previsão? O que há são desenhos, cenários, expectativas.

Eu estou muito conectado com o espírito desse nosso tempo golpeado e posso dizer: o dia hoje não é dos melhores. Ele marca o desespero do golpe. E isso é muito perigoso, mais uma vez.

Isso tem muito a ver com minhas celebrações cotidianas. Porque o golpe naufragou como aquela plataforma da Petrobrás do período FHC. As esquerdas estão em altíssima forma, sobretudo comparativamente - e a terra arrasada da direita que não consegue formular UM enunciado político e/ou conceitual sequer.

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Intervenção militar no Rio é fim, não é consequência, por Hildegard Angel

Foto Sputinik Brasil

Intervenção militar no Rio é fim, não é consequência

por Hildegard Angel

em seu blog

Sabendo dessa súbita decisão de se intervir militarmente no Rio, temos que dar o devido crédito à Globo, que fomentou, através de seus veículos, esse clima de horror e insegurança na população do Rio de Janeiro, onde não parece que houve carnaval. Só crimes.

No último mês todos os telejornais da emissora iniciaram com crianças mortas em tiroteios no Rio. Todos. E flagrantes de assaltos. Três ou quatro imagens de celulares, que eles repetiam à exaustão. Carnaval do Recife só tinha frevo. Da Bahia, só axé. Do Rio, só destacaram violência, o carnaval vinha depois. Vergonha. Como os jornalistas da emissora se prestam a isso? Vão arder no mármore do inferno dos comunicadores.

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Luciano Huck, eu não disse?, por Rui Daher

Luciano Huck, eu não disse?, por Rui Daher

Diante dos cataclismos de opiniões que nos deixaram, por alguns momentos, fora da discussão sobre as política e economia brasileiras, incluído o caolho Poder Judiciário em atuações pândegas e, fatalmente, entregues às opiniões do acordo secular de elites, cabe-me voltar às discussões sobre a magnitude do Carnaval 2018.

Mais uma vez, folhas, telas cotidianas e populações de alta renda, reclamam da incivilidade do populacho durante os festejos. Receito: juntem cinco rolos de serpentinas, oito quilos de confetes, embebam-nos em um engradado de cerveja barata e cachaça apropriada a seu bolso, ponham os ingredientes em fogo brando por 20 minutos, deixem-nos esfriar até 22 graus, e o resultado enfiem onde acharem melhor.

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E o Carnaval continua, por Almir Forte

E o Carnaval continua

Almir Forte

O Brasil viveu cinco dias da maior festa carnavalesca do mundo, ao som das baterias de escolas de samba, de trio elétrico, do frevo, de velhas marchinhas, do boi pintadinho ou fantasiados de colombinas e pierrôs. O carnaval, segundo os historiadores “é a festa popular mais celebrada no Brasil e que, ao longo do tempo, tornou-se elemento da cultura nacional. Porém, o carnaval não é uma invenção brasileira nem tampouco realizado apenas neste país. A História do Carnaval remonta à Antiguidade, tanto na Mesopotâmia quanto na Grécia e em Roma.”

“As associações entre o carnaval e as orgias podem ainda se relacionar às festas de origem greco-romana, como os bacanais (festas dionisíacas, para os gregos). Seriam festas dedicadas ao deus do vinho, Baco (ou Dionísio, para os gregos), marcadas pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne”.

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O que menos se faz no Carnaval é brincar, por Augusto Diniz

O que menos se faz no Carnaval é brincar

por Augusto Diniz

Quando deveria ser ao contrário, o que menos se faz hoje no Carnaval é brincar. Há espaço para tudo, menos para curtir a folia em tempo integral.

Blocos marcam a concentração às 11h da manhã (cedo, para evitar superlotação), mas se lançam às ruas quase duas horas depois. Uma multidão se aglomera a espera da saída do cortejo. A banda de não mais do que 20 músicos tocam 15 minutos e lá vai. Um quarto de hora foi o tempo que se ouviu de Carnaval, ali parado. O resto, se contente em acompanhar o carro à distância, em marcha, ouvindo, vez ou outra, um refrão musical mais conhecido.

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Levando em consideração, por Marcus Paulo Eifllê

Levando em consideração

por Marcus Paulo Eifllê

Segundo a psicanálise – ou Freud, não sei diferenciar – a gente nasce com desgosto, porque onde a gente estava é que era bom. Nossa personalidade vai ser formada com experiências de mamãe eu quero – ora se ganha, ora se frustra. Se nada der muito errado para o nosso lado passamos pelo complexo de Édipo só com umas neuroses, nada de mais. E se você está se perguntando o que é o complexo de Édipo, não vem que não tem.

Desgostosos com o incômodo do parto, temos que inventar nós mesmos e decifrar o que está aí? Coisas da natureza. Somos colocados em jogo sem treino nem aplicativos. Tábulas rasas que serão preenchidas pelo conceitos alheios. Como ter identidade no meio de tanta cultura já desenvolvida? A gente chega é pra pegar o bonde andando.

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Grande bancada das esquerdas ou ocupação estrangeira, por Pedro Augusto Pinho

Grande bancada das esquerdas ou ocupação estrangeira

por Pedro Augusto Pinho

O gênio Darcy Ribeiro afirmava que a elite casa grande brasileira era cruel e mesquinha, mas era a mais capaz dentre as elites mundiais. Os cinco séculos de dominação da casa grande lhe davam a comprovação da acertiva.

Mas, como encontramos em "boas famílias", há uma degeneração e o bisneto ofende com sua estultice a competência avoenga.

É o que nos mostra a fala do grande sociólogo Jessé Souza, da qual tiro alguns instantes, mantendo integralmente o conteúdo e o sentido cognitivo.

"O poder foi ocupado por pessoas medíocres. A Lava Jato é formada por jovens imbecis, vaidosos que se acreditam protagonistas onde são simples instrumentos.

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Útil globalização, por Marcus Paulo Eifflê

Útil globalização

por Marcus Paulo Eifflê

O mundo não sabe em que mundo vive. Sob o conceito de alienação, estamos concordando de bom grado com o ideal de uma classe que se dá mais que bem em usufruir dos privilégios que o capital pode providenciar. Já sob a ótica do contra-ataque, quem se conscientizou dessa ladainha e acha que está abafando em entender sua submissão a um ideal burguês que pouco lhe traz benefícios e contesta essa ordem, não passa de um idiota útil. De que lado eu estou? Pensei que fosse esperto.

Mas não adianta que eu me identifique apenas como característico de uma das conceituações. Alienado ou idiota útil? Sempre podem classificar-me como eu não me identifico. De que lado me colocam? Qualconceito eu faço de mim? Quem está certo?

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Sobre uma questão delicada, por Gustavo Gollo

Sobre uma questão delicada

por Gustavo Gollo

Vemos a nós mesmos como criaturas extremamente complexas. A suposição se refere a nosso corpo, tão complexo quanto o dos animais mais desenvolvidos, e se estende a nossa mente, muito mais complexa, costumamos supor, que a dos animais, sendo esta a peculiaridade que nos tornaria a mais complexa de todas as criaturas. Quando um pintinho nasce, ele localiza a primeira coisa móvel a seu redor, e passa a segui-la. Em condições usuais, tal coisa é sua mãe, mas se a galinha for substituída por uma bola de futebol, ele a seguirá. Temo-nos, a nós mesmos, em alta medida, em grande parte devido à suposição de que nossa mente seja mais desenvolvida que a de tais criaturas.

Dentre todas as nossas manifestações, temos o amor como a mais sublime. Nenhuma outra pode ser tão bela e altruísta, tão pura, tão desinteressada quanto o ato de entrega expresso pelas almas apaixonadas.

Tendemos a acreditar, por tudo isto, que o amor seja algo imponderável, sublime e quase beatífico.

Talvez tenhamos, em breve, que rever tudo isto, e considerar o amor como uma falha biológica absurda e perigosa. Note que o inusitado da questão, longe de desqualificá-la, a fortalecerá.

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Bogotazo, Caracazo,... e se ocorrer um Brasilzazo?, por Rogerio Maestri

Bogotazo, Caracazo,... e se ocorrer um Brasilzazo?

por Rogerio Maestri

Há mais de um ano colocava como uma hipótese remota a possibilidade de ocorrer no Brasil, tumultos generalizados como os que ocorreram não só em Bogotá em 1948, na Venezuela em 1998, nos Estados Unidos em diversas datas e mais em uma centena de países ao longo da História, a pergunta básica que me fazia é se seria possível controlar estes tumultos de forma generalizada num dos países maiores do mundo e dentro desta condição o país mais Urbanizado?

Pois o judiciário brasileiro está a ponto de testar esta hipótese!

Caso Lula for preso depois de julgado na segunda, terceira, quarta, quinta ..... instância a probabilidade de gerarmos no nosso país os tumultos mais intensos da história da humanidade é algo perfeitamente possível.

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O carnaval é uma instituição mais séria que a justiça, por Gustavo Conde

O carnaval é uma instituição mais séria que a justiça

Por Gustavo Conde 

O episódio Cristiane Brasil serviu para redimir José Dirceu de maneira definitiva. Dirceu foi denunciado por Roberto Jefferson - pai da dita-cuja - em 2005, numa entrevista à Renata Lo Prete, à época, na Folha de S. Paulo. Ali, nascia a ficção do mensalão.

E por que o episódio redime Dirceu? Porque mostra o nível da família Jefferson-Brasil de maneira olímpica. Ali, é só chantagem, achaque, favor e violência. Perto da família Jefferson, o crime organizado é pão com bolacha.

Joaquim Barbosa - aquele que não demonstra orgulho de sua ancestralidade porque isso o rebaixa enquanto intelectual consagrado - mordeu a isca como um bagre adestrado. Todo o STF, naquele já longínquo 2005, aceitou docemente a tese mentirosa de um único criminoso confesso, baseada numa entrevista de jornal.

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Vai dar PT?, por Sergio Saraiva

Quando a opinião pública muda de lado - você não sente, não vê; mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo, que uma nova mudança, em breve, vai acontecer.

tuiuti

Vai dar PT?, por Sergio Saraiva

Toda mudança comportamental começa antes no imaginário, às vezes inapercebida, antes de tornar-se concreta. Mesmo para o inconsciente coletivo.

Nas eleições de 1974, quando era claro que a luta armada não derrubaria a ditadura - ao contrário - tornou-se fato que algo silenciosamente havia mudado no inconsciente do brasileiro. Acabara o apoio popular à Ditadura de 64 manifestado nas eleições de 1970; fruto do tricampeonato de futebol - só quem estava lá sabe o que foi aquilo - e do "milagre econômico". A ARENA - o partido da ditadura - foi derrotado inapelavelmente. Fez seis senadores contra quatorze eleitos pelo MDB de então - o partido da oposição.

A ditadura ainda duraria mais onze anos; haveria assassinatos e mesmo massacres – mais ou menos clandestinos; haveria casuísmos como o Pacote de Abril de 1977 e a Lei Falcão, mas a Ditadura começara a acabar naquela eleição de 1974. Jamais recuperaria o discurso junto à opinião pública.

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Brasil - futuro ético sombrio, por Frederico Rochaferreira

Brasil - futuro ético sombrio

por Frederico Rochaferreira

A questão em pauta no Brasil de hoje é a corrupção e pôr fim a esse caráter marginal inserido na sociedade, é a discussão maior, mas não podemos esquecer; da discriminação, outro mal de que sofre a sociedade.

A corrupção ou a crise ética e a discriminação que os brasileiros vivenciam hoje, vivenciaram, no passado recente e no passado distante e vivenciarão no futuro com a mesma intensidade.

Um rápido olhar na história nos faz ver que nos idos de 1893, no governo Floriano Peixoto, um grupo de altos oficiais da Marinha exigiu a imediata convocação dos eleitores para a escolha de um novo governo. O manifesto assinado pelo Contra-Almirante Custódio José de Melo, finalizava: “Sentinela do Tesouro Nacional como prometera, o chefe do Executivo (Floriano Peixoto) perjurou, iludiu a nação, abrindo com mão sacrílega as arcas do erário a uma política de suborno e corrupção1”.

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