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Religião e Tolerância

A tranquilidade de passear pelas culturas do sincretismo, por Matê da Luz

A tranquilidade de passear pelas culturas do sincretismo

por Matê da Luz

Vem mais em forma de desabafo do que de postagem, e dá conta de comentários contrários ao conteúdo que compartilhei onde algumas lendas de Iansã são apresentadas em forma de mangá. 

Entendo sim, e como, a necessidade social de branquear as culturas, todas elas, para que caibam em narrativas coerentes a quem interessar possa. Tem até pai de santo branco, malhado e de barba feita benzendo e prescrevendo banho de ervas em bazar de natal na cidade de São Paulo - e isso não deve preocupar ninguém, já que quem é do axé jamais trocará a prescrição de ifá, aconselhada pelos búzios, que normalmente envolve ervas frescas e específicas pro seu orixá e pro seu momento, por um banho feito em casa com um suposto fundamento de terreiro. Fundamento, pra quem sabe fundamentar, não se compartilha assim, comercialmente e, então, não tem porque entrar numa briga ou sequer ter arrepios com isso. 

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Uma lenda de Iansã, a orixá sincretizada com Santa Bárbara, por Matê da Luz

Uma lenda de Iansã, a orixá sincretizada com Santa Bárbara

por Matê da Luz

Iansã é a força que come pimenta no café da manhã. Diz a cantiga de umbanda que Oyá é uma mulher forte, poderosa e sagrada; dona de tanta beleza, rainha obstinada. Todos os adjetivos de intensidade e alegria, porém, não são suficientes para quem tem Iansã na cabeça, como eu. Impossível descrever o encontro, as curiosidades e a potência dessa moça. 

Este vídeo me foi enviado há muitos anos, no meu primeiro contato com a qualidade de filha desta mãe enorme. Se deve notar a contação de história, as peculiaridades e a administração das lendas iorubás apresentadas em formato de mangá e, portanto, adaptadas à linguagem desta narrativa, como o exagero no que diz respeito ao sexo. A paixão que Iansã promove, no entanto, está lá - e me emociona ver e rever quantas vezes me forem possíveis. 

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Quem é Santa Bárbara, celebrada em 04 de Dezembro, por Matê da Luz

Quem é Santa Bárbara, celebrada em 04 de Dezembro

por Matê da Luz

Hoje é dia de festa para os filhos de Iansã, orixá sincretizada com Santa Bárbara, a senhora dos raios e da ventania. Nós candomblecistas não somos favoráveis aos sincretismos religiosos, verdade seja dita, porque acreditamos que esta prática acaba por retirar ingredientes fundamentais de origem e cor de nossa religião, que é negra, mas não somos abestados e nem gostamos de perder uma festa, sabe?

Pesquisando um pouco sobre a história de Bárbara, a santa, encontrei na Wikipedia:

Santa Bárbara foi, segundo a Tradição católica, uma jovem nascida na cidade de Nicomédia (na região da Bitínia), atual IzmitTurquia nas margens do Mar de Mármara, isto nos fins do século III da Era cristã. A moça era a filha única de um rico e nobre habitante desta cidade do Império Romano chamado Dióscoro.

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Outro dia com o Dr. Fritz, por Marcos Villas Boas

Por Marcos Villas Boas

Em 31 de julho de 2017 publiquei neste blog o texto intitulado “Um dia com o Dr. Fritz: a mediunidade de cura” após participar dos trabalhos realizados em Sobral/CE pela equipe da Casa da Caridade Dr. Adolph Fritz. Segue o link: https://jornalggn.com.br/noticia/um-dia-com-o-dr-adolph-fritz-a-mediunidade-de-cura-por-marcos-villas-boas.

No dia 19 de novembro de 2017, a equipe da Casa da Caridade trabalhou pela segunda vez no Centro Espírita Jesus de Nazaré (CEJEN), em Sobral/CE, contando com três médiuns de incorporação e outros trabalhadores no apoio, quando tive novamente o prazer de ajudar dentro de uma das salas de cirurgia e de ser um dos pacientes.

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Agradecer e louvar, o que o maracatu vem me ensinando de mais precioso, por Matê da Luz

Agradecer e louvar, o que o maracatu vem me ensinando de mais precioso

por Matê da Luz

Como diz a letra que canta Bethânia: ..."agradecer ter o que agradecer, louvar e abraçar". 

Uma das formas mais eficazes que manifestar e arair sensações e boa vibração é, por aqui, dançar. Exorcizar os fantasmas e agradecer a eles por terem existido, ensinado e partido. Sacudir a saia e fazer barulho pra desopilar o pulmão, os pés e as mãos e seguir, com espaço pro novo. Renovar e sorrir. 

O maracatu tem me oportunado isso e mais um tanto e, em agradecimento, compartilho com vocês um pouco da história do Encanto do Pina, nação que rege o grupo de qual faço parte. 

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Religião, Democracia e Direitos humanos, por Adriano Lima

Religião, Democracia e Direitos humanos

por Adriano Lima

O ano é 2015. A cidade é o Rio de Janeiro; e a religião da vítima é o Candomblé. Uma garota de 11 anos de idade foi apedrejada na cabeça e insultada por dois rapazes que portavam a Bíblia na mão e se diziam cristãos pertencentes à igreja evangélica, de tradição pentecostal. Aproximadamente um ano após o acontecimento, jovens de todo país estavam refletindo sobre ‘os caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”, na redação do ENEM 2016.

É um domingo ensolarado na capital do Paraná. Eu leio no Jornal Estado de São Paulo no dia 12/11/2017, que o Brasil registra uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas. A notícia do jornal Estado de São Paulo traz detalhes da pesquisa e informa que as religiões Umbanda e Candomblé são as maiores vítimas da violência religiosa. Porque o Brasil, um país formado de maioria de pessoas que pertencem à uma religião (mais de 90% da população) comete tanto crime de intolerância religiosa? Onde uma pessoa religiosa encontra base para a prática da violência?

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Os santos perseguidos, por Gabriele Roza

Crimes de ódio contra praticantes de Umbanda e Candomblé no Rio Janeiro representam 90% dos casos do disque-denúncia estadual; no país, as denúncias de discriminação por motivo religioso cresceram 4960% em 5 anos

da Agência Pública

Os santos perseguidos

por Gabriele Roza

Mãe Merinha foi bem rápida, amarrou um pano branco na roupa e colocou alguns colares fios-de-conta coloridos no pescoço. ‘‘O mais triste disso tudo é saber que eles não param’’, disse, enquanto prendia um tecido também branco na cabeça. Estava pronta, com sua vestimenta de mãe-de-santo. Sinalizou que poderia começar a entrevista e se apresentou, ‘‘sou Mãe Merinha de Oxum, fui iniciada no Candomblé há 36 anos, sou filha de Mima de Oxossi, do Ilê Axé Obá Ketu’’. Há um ano e meio, Rosimere Lucia dos Santos abriu um terreiro de Candomblé em Belford Roxo, município do Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense, onde também começou um trabalho social com crianças da região. No dia 27 de setembro,quarta-feira, completou 51 anos e, naquele mesmo dia, seu terreiro foi invadido e incendiado.

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Não há porque ter medo de espíritos, por Marcos Villas Boas

Não há porque ter medo de espíritos

por Marcos Villas Boas

Pelo crescimento da procura por ajuda e por cursos, como os de educação mediúnica, em casas espiritualistas, nota-se que cada vez mais as pessoas estão descobrindo a espiritualidade e esse processo crescerá nos próximos meses e anos. O que dificulta tal descoberta, ou o seu aprofundamento, é o medo que as pessoas têm dos espíritos, sobretudo daqueles ditos “trevosos”.

Denominar um espírito de “trevoso” é um preconceito e significa uma crítica ao que nós mesmos fomos algum dia, talvez num passado bastante recente, ou ainda pode ser uma realidade presente dentro da carne. Estar em “trevas”, segundo muitos espíritos explicam, é ter o lado sombra ou o lado luz desequilibrado, e isso ainda acontece com boa parte dos espíritos desencarnados e encarnados.

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Estudando apometria com um preto-velho: Parte 2, por Marcos Villas Boas

Estudando apometria com um preto-velho: Parte 2

por Marcos Villas Boas

No texto anterior, iniciamos uma análise das leis da apometria com base na obra precursora no Brasil intitulada “Espírito / Matéria: novos horizontes para a Medicina”, do médico José Lacerda de Azevedo, mas com comentários do Pai Joaquim de Aruanda realizados num diálogo entre ele e Jefferson Viscardi em 2013, cujo vídeo segue abaixo:

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Ubatuba: Ato une religiões e resgata história da ‘Igreja dos escravos’

do InforMar Ubatuba

'PRAÇA DA PAZ' - Ato une religiões e resgata história da ‘Igreja dos escravos’

Fotos de Renata Takahashi

No século retrasado os negros eram impedidos de frequentar a mesma igreja que os brancos. Os senhores de Ubatuba iam à Matriz. A igreja da irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, em frente à praia do Cruzeiro, era o lugar onde os negros podiam expressar sua espiritualidade.

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O Espiritismo e a Umbanda existem para desenvolver médiuns?, por Jefferson Viscardi

O Espiritismo e a Umbanda existem para desenvolver médiuns?

por Jefferson Viscardi

Resposta de Jefferson Viscardi* a um pedido de esclarecimento.

Buscador: Eu quero desenvolver minha mediunidade porque eu sei que tenho a capacidade de aprender mais e mais com as entidades e também porque Padilha e Tranca Ruas já me ajudaram muito e eu quero em troca ajudar as pessoas. Quero mostrar que a Umbanda é bonita e o terreiro é humilde. Quero colocar as pessoas no caminho certo! O que devo fazer?

Jefferson Viscardi: Há tanto que eu gostaria de falar a esse respeito, mas acredito que não é o momento. Nossos sentimentos ainda estão muito destreinados para olhar a realidade sem as cores, odores e sons fabulosos que nossa mente faz crer existirem ao ego. Se o fizesse, correria o risco de ativar gatilhos condicionados que em troca me valeriam mais indisposição de quem lê do que amizade. E essa deixaria de ser uma comunicação harmoniosa.

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Todos somos macumbeiros, por Marcos Villas Boas

Todos somos macumbeiros

por Marcos Villas Boas

Numa mesma cidade, ou até num mesmo bairro, é possível encontrar palavras aplicadas de modo bem distinto. Tudo depende do significado que se atribua a ela, normalmente definido pela experiência que cada um tem com o objeto ao qual a palavra se refere ou por uma mera criação comunicacional das pessoas, não pautada na experiência.

Toda palavra pode ganhar diferentes significados a depender do contexto. Esse é o aspecto pragmático da língua: a formação dos sentidos associados a uma palavra escrita ou falada (ou mímica) em decorrência do uso entre dois ou mais sujeitos.

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