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Sociedade

Rede francesa de cafeterias expõe frase ofensiva contra brasileiros em seus copos

Bagelstein é conhecida por usar humor de forma duvidosa; brasileiras organizam boicote à rede e envio de cartas à imprensa

do ÓperaMundi

Rede francesa de cafeterias expõe frase ofensiva contra brasileiros em seus copos

Paloma Varón I RFI | Paris

A mineira Sinara Beguin, de 37 anos, comprou um café pra viagem, em Lille, no norte da França. Quando chegou em casa, reunida com a família à mesa, leu, estupefata, a seguinte frase, impressa no copo descartável: “Não dê ouvidos ao Bernard, não há apenas favelas, drogas e prostitutas no Brasil, há também um café muito bom".

Sinara, que mora em Paris, estava visitando seus enteados em Lille, com seu marido, cunhada e filho de 7 anos, quando sentiu o gosto amargo do café da Bagelstein, rede francesa que estampa em sua página no Facebook: “ Eu sou responsável por aquilo que eu te digo, mas eu não sou responsável pelo que você entende”, assinada por Gab Bagelstein.

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Pesquisa inglesa informa que brasileiros vivem longe da realidade dos fatos, por Sergio da Motta e Albuquerque

Pesquisa inglesa informa que brasileiros vivem longe da realidade dos fatos

por Sergio da Motta e Albuquerque

A organização de pesquisa de mercado Ipsos Mori, uma das maiores do Reino Unido, publicou seu relatório anual de 2017 (5/12) sobre a percepção pública das populações de vários países do planeta sobre temas presentes na vida pública e na imprensa internacional, como terrorismo, criminalidade, gravidez de adolescentes, imigração e presença nas redes sociais. A ideia é por a teste a capacidade de diferentes grupos sociais em distinguir fatos concretos de suposições sem comprovação.

Os brasileiros foram os campeões na prova do distanciamento entre a realidade concreta e fatos verificados: só perdemos para os sul-africanos. Em 2015 , estávamos em terceiro lugar. Passamos a segundo, este ano. Nossa população, de acordo com a pesquisa, vive longe da realidade e acredita, por exemplo, que a os assassinatos aumentara entre os anos 2000 e 2016 no país. Na realidade, não houve aumento nem diminuição, afirma o estudo. A situação continua a mesma e não houve aumento nos crimes de morte neste país, entenderam pesquisadores britânicos. Acreditamos, também, que a maior parte da população tem uma conta no Facebook. Não é verdade e só uma minoria (47%) tem presença naquela rede social.

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Imagens

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O dia em que o Leblon virou Palmares: Sem-tetos tomam uma das praias mais elitizadas do país

Da Revista Fórum

Nesta domingo (19), a Praia do Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, foi deles: dos sem-tetos e moradores de comunidade. O ato “O Leblon vai virar Palmares” marca a véspera do Dia da Consciência Negra, que rememora a luta de Zumbi dos Palmares e de todos os negros e negras que sofrem até os dias de hoje os efeitos da escravidão.
 
O local escolhido para o ato, organizado pelo MTST, foi estratégico: uma das praias mais “nobres” do país e a região com o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro.
 
Música, resistência e diversão marcaram o ato dos marginalizados em uma região historicamente ocupada pelas elites.
 
Confira, abaixo, algumas fotos da Mídia Ninja.
 
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Os modelos de revolução do século XX e seus limites II, por Ion de Andrade

Os modelos de revolução do século XX e seus limites II

por Ion de Andrade

Esse artigo é a segunda parte de um primeiro artigo intitulado "Os modelos de revolução do século XX e seus limites" que pode ser acessado clicando aqui.

O fim do século XIX e início do século XX foram extremamente complexos do ponto de vista da diversidade de fases em que se encontravam sociedades ainda relativamente estanques no plano da sua história e evolução, mas que compartilhavam uma mesma contemporaneidade. Essa peculiaridade histórica produziu um desencontro único entre conceitos e realidades, o que tornou extremamente problemática a possibilidade de que todos os atores estivessem compreendendo os conceitos sociopolíticos da mesma forma ou falando das mesmas coisas.

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Brasileiros são contra posições conservadoras, diz pesquisa


Foto: Divulgação
 
Jornal GGN - Uma pesquisa do Instituto Idea Big Data revela uma baixa adesão dos brasileiros a posições conservadoras. Ao contrário, a maioria da população defende que o Estado deve garantir a igualdade de oportunidade, a proteção aos mais pobres, aposentadoria aos mais velhos e o crescimento econômico do país. Para 62,4%, por exemplo, os direitos humanos devem valer para todos, incluindo bandidos.
 
Aqueles que são contra a frase representam 33,8% dos 3 mil entrevistados em todo o país, entre os dias 1 e 10 de novembro. O levantamento foi encomendado pelo grupo "Movimento Agora!", que reúne pesquisadores, ativistas, economistas, profisionais liberais, membros de ONGs e outros entre seus participantes. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. 
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3 situações de racismo que continuam invisibilizadas, por Alessandra Goes Alves

do Justificando

3 situações de racismo que continuam invisibilizadas

por Alessandra Goes Alves

Se ”raça” não é mais validada pela ciência para classificar seres humanos, a ideia continua presente no cotidiano do país com 54% de população negra, segundo dados de 2015 do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE). 

”Quando as pessoas falam que o cabelo liso é ‘mais bonito’ e que o cabelo crespo é ‘ruim’, elas usam o conceito de raça para falar que há superioridade de um grupo em relação a outro”, afirma Lia Schucman, psicóloga social e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) sobre relações raciais no Brasil.

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A incrível decadência da arquitetura paulista, por André Araújo

por André Araújo

Um livro notável, ‘SÃO PAULO NAS ALTURAS”, de Raul Lores, recupera o brilho da arquitetura paulista nos anos dourados de 1950 e 1960 quando São Paulo foi palco da construção de prédios emblemáticos por arquitetos nacionais e estrangeiros, um período de extraordinária criatividade e bom gosto, de elevação cultural e civilizatória.

A grande mudança de padrão social e cultural que se inicia nos anos 70 com a ascensão dos novos ricos enterrou a qualidade e o refinamento da arquitetura de São Paulo, com o inicio da construção de edifícios sem identidade arquitetônica perfeitamente aceitos pelos incultos endinheirados de uma classe abastada exclusivamente econômica e não cultural.

Nascem nessa época os inenarráveis símbolos do mau gosto, os edifícios que pretendiam se sofisticar por vulgar nomenclatura estrangeira e ai nasce o ciclo dos  “Maison”, “Piazza” “Chateau”, “Golden”, “Place”, “Park” além de erros de grafia como  “Don Sebastião”, equívocos  de concepção arquitetônica e ausência de estilo com nomes pretensamente “chiques”, criados por incorporadores tão ignorantes como seus clientes e assinados por engenheiros sem arquitetura ou pior ainda, por arquitetos sem arte.

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Não temos outro planeta, por Felipe Costa

Foto: Reprodução / Pexels

por Felipe Costa

Em abril de 2007, a imprensa noticiou a descoberta daquele que seria o primeiro planeta habitável fora do Sistema Solar. De lá para cá, novos achados foram revelados. Nos últimos anos, a Nasa (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço, na sigla em inglês), talvez a maior ‘disneylância da ciência’ em todo o mundo, insiste em divulgar ‘novidades’ sobre o assunto quase que semanalmente, como os leitores da monótona Folha de S.Paulo estão carecas de saber.

Muita gente especula de boa-fé a respeito da possibilidade de vida em outros planetas. Afinal, vivendo em um mundo como o nosso, dominado por um sistema econômico sempre em crise e tão anárquico, a possibilidade de abandonar o barco e começar tudo do zero em outro lugar soa como algo bastante atraente. Já em 2007, o renomado físico inglês Stephen Hawking (nascido em 1942) anunciava que a colonização de planetas distantes seria a única chance de salvação da ‘espécie humana’.

 

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Um em cada 5 brasileiros vive abaixo da linha da pobreza, diz Banco Mundial

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O Banco Mundial alterou a métrica usada para delimitar a quantidade de pessoas que vivem abaixo da linha do pobreza e isso elevou de quase 9 milhões para 45,5 milhões o número de brasileiros considerados pobres. Isso equivale a 22% da população.
 
A mudança foi feito porque as autoridades acharam mais apropriado fazer as estimativas levando em conta a renda média e o nível de desenvolvimento de cada País.
 
Antes, o Banco Mundial utilizava o consumo diário inferior a 1,90 dólar como métrica. Agora, há outras duas margens, de 3,2 dólares e 5,5 dólares. Este último valor é o novo patamar utilizado no Brasil.
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A canibalesca elite do atraso

O festejado livro de Jessé Souza tem sido resenhado e comentado nas redes sociais. As entrevistas que o autor deu sobre sua foram filmadas e difundidas amplamente. Acatado por adversários, ele reagiu de maneira vigorosa jogando gasolina na fogueira. https://www.revistaforum.com.br/2017/10/24/jesse-de-souza-responde-criticos-e-desafia-professor-da-usp-para-debate-publico-na-puc/.

Não vou falar aqui dos méritos do livro. Também não vou inventariar as principais idéias do autor como tenho feito com outras obras. Vou apenas divagar sobre um aspecto que me pareceu obscuro em “A elite do atraso”. Leia mais »

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Casagrande é ameaçado após criticar jogadores que apoiam Bolsonaro

Da Revista Fórum

O ex-jogador e comentarista esportivo da TV Globo, Walter Casagrande, afirma que recebeu ameaças de morte após criticar os jogadores de futebol Felipe Melo e Jadson, por apoiarem Jair Bolsonaro.

Felipe Melo, jogador do Palmeiras, e Jadson, do Corinthians, apoiaram publicamente à pré-candidatura à presidência do deputado federal Jair Bolsonaro. Após as declarações dos jogadores, o comentarista disse que ambos deveriam ter cuidado na maneira em que estavam se posicionando, alegando que os seus respectivos poderes midiáticos poderiam acabar influenciando muitas pessoas.

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Mas afinal, o Brasil possui uma elite?, por Carlos Potiara Castro

Mas afinal, o Brasil possui uma elite?

por Carlos Potiara Castro

Em 2006 durante a feira de aviação de Fairford, na Inglaterra, foi realizada uma rara demonstração pública de uma dos aparelhos mais estratégicos da aeronáutica norte-americana, o bombardeiro B-2 Spirit. Com tecnologia furtiva que o torna invisível aos radares, suas aparições são sempre rodeadas de cuidados para que ele não seja espionado por empresas e governos de outros países. Quando o B-2 fez seu voo de exibição ao público entretanto, alguns oficiais britânicos discretamente posicionados próximos à pista do aeroporto testaram um radar desenvolvido localmente com novos sensores que conseguiu rastrear perfeitamente o avião. Essa cena foi filmada e foi um dos assuntos do jornal da noite da televisão britânica, onde apareciam os jovens e sorridentes oficiais contando a história.

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Feminicídio: 'O que não se nomeia, não se discute', destaca juíza em palestra

do CEE-Fiocruz

Feminicídio: 'O que não se nomeia, não se discute', destaca juíza em palestra

A violência contra a mulher e o feminicídio têm raízes sociais e funcionam como uma mensagem às demais mulheres que confrontam a ideia de subordinação, destacou em palestra realizada em 18/9/2017, a juíza Adriana Mello, titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O evento, da série Futuros do Brasil do CEE-Fiocruz, foi realizado no Salão Internacional da Ensp/Fiocruz, fruto de parceria com o Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural da Ensp (DHIS/Ensp/Fiocruz).

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Nem todo macho é homem, nem toda fêmea é mulher, por Felipe Costa

 

por Felipe A P L Costa

Sexo e gênero, ao contrário do que alguns imaginam, não significam a mesma coisa e, portanto, não deveriam ser confundidos entre si. É verdade que os homens em geral pertencem ao sexo masculino, enquanto as mulheres em geral pertencem ao sexo feminino. É uma correlação bem significativa, razão pela qual nós nos acostumamos a tratar alguém do sexo masculino como ‘homem’, assim como nos habituamos a tratar alguém do sexo feminino como ‘mulher’. Mas não é uma correlação absoluta, de sorte que a distinção entre macho e fêmea nem sempre coincide com a distinção entre homem e mulher.

Em termos biológicos, machos e fêmeas são definidos com base no tipo de gameta que cada indivíduo é capaz de produzir. Nas espécies em que diferentes indivíduos produzem diferentes tipos de gametas, o indivíduo que produz os gametas pequenos e móveis (espermatozoides, no caso dos animais) é chamado de macho, enquanto o que produz gametas grandes e imóveis (óvulos) é chamado de fêmea. Esse padrão de sexualidade, no qual cada indivíduo é exclusivamente macho ou fêmea, é chamado de dioicia ou gonocorismo (do grego, gonós, genitálias + chorismós, separação). O ser humano é um bom exemplo de animal gonocórico.

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As caravanas: para Chico e Camus, o mediterrâneo também é aqui

Foto: Divulgação
 
 
 
Sugerido por Vania
 
Por Caio Jesuss Granduque
 
 
O lançamento recente de “Caravanas”, novo disco de Chico Buarque, provocou alvoroço à altura da grandiosidade da obra. Para além da algazarra catilinária presente nas redes sociais em virtude de um verso de “Tua cantiga”, um certo frisson tomou conta dos suplementos culturais dos jornais com o reconhecimento por inúmeros críticos musicais de que veio à luz mais um trabalho digno do gênio do artista.
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