Coronavírus: Em meio ao abandono do governo, presídio mineiro tem surto de infecções

Cerca de 75% dos presos do presídio de Manhumirim, há cerca de 300 km de Belo Horizonte, testaram positivo para a doença

Imagem: Reprodução

Jornal GGN – A negligência do governo de Minas Gerais e do judiciário frente à pandemia do novo coronavírus colocou em xeque a vida de detentos e servidores públicos do presídio de Manhumirim, há cerca de 300 km de capital Belo Horizonte. As informações são Cecilia Olliveira, no The Intercept Brasil. 

Segundo documentos obtidos pela reportagem, no final de julho houve testagem em massa no presídio. A ação revelou que dos 216 presos, 162 estavam infectados pela Covid-19. Em pouco mais de um mês, 75% dos presos foram diagnosticados com a doença. 

Já entre os 56 funcionários públicos do presídio, 43 foram testados e 13 deles estavam infectados. Desses, apenas nove foram afastados de suas funções. 

O relatório, elaborado a partir de uma visita técnica feita à unidade prisional em meio ao alerta do infecções do novo vírus, também apontou que na cadeia não há área de isolamento e apenas dois técnicos de enfermagem se revezavam nos cuidados aos doentes. 

Além disso, os presos foram separados em quatro blocos, no entanto, o distanciamento entre eles era menor que o indicado – cerca de 1,5 metros – e nem todos usavam máscara no dia da visita-técnica.

A reportagem ainda destacou que um episodio semelhante está prestes a se repetir no Abrigo São Vicente de Paulo, a 2 km do presídio. O local, uma entidade de assistência social gerida pelo governo e que recebe idosos, também contou com uma visita técnica que apontou 18 pessoas com sintomas de coronavírus. Uma delas foi internada, e havia outros dois pacientes em isolamento.

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1 comentário

  1. Foi um golpe com o Supremo com tudo… E os juízes impediram Lula de derrotar o vagabundo genocida. Estuprada a Justiça fugiu dos Tribunais. O que os juízes distribuem é apenas a morte. Morte do Direito quando eles concedem prisão domiciliar para o Queiroz. Morte dos prisioneiros que eles se recusam a tratar da mesma forma que o sócio da familícia. A mocinha da Justiça usava venda. A nova mocinha do que restou dela no Brasil tem serpentes na cabeça. A mocinha da Justiça era cega. A substituta dela transforma em pedra quem a encara. “Bem vindo a casa de Medusa, deixe a esperança assim que entrar”, essa frase deveria ser pichada no frontispício de cada Tribunal brasileiro.

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