ONU alerta para possíveis ‘crimes de guerra’ de Israel contra Gaza

Jornal GGN – Na esteira de mais mortes anunciadas na região da Palestina a ONU faz alertas. “Não somos números. Somos seres humanos”, disse Riyad Mansour, observador permanente da Palestina junto às Nações Unidas, em reunião do Conselho de Segurança do organismo internacional sobre as mortes em Gaza. Em resposta, o vice-representante de Israel na ONU, David Yitshak Roet, disse que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, deveria “dissolver a unidade de governo” da Palestina.

 “Estes são os rostos humanos de nossas vítimas”, retrucou Mansour, mostrando fotos das crianças palestinas mortas e feridas no conflito.  Até quarta-feira, dia 23, eram mais de 160 crianças palestinas assassinadas e pelo menos 1.100 feridas, de acordo com a Unicef.

Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, por videoconferência, afirmou que um cessar-fogo é essencial, mas que o problema só será resolvido se houver o enfrentamento de questões mais profundas. Sem isso, sem resolver estas questões,  o problema só será postergado, alertou ele.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU fez uma reunião de emergência em Genebra sobre o tema. A chefe de direitos humanos da entidade, Navi Pillay, alertou para potenciais crimes de guerra e contra a humanidade que estão sendo cometidos em Gaza. A esmagadora maioria das mortes ocorreu na Palestina, incluindo tantas crianças.

Pillay fez esta afirmação durante o debate de emergência no Conselho, dizendo ainda que a ofensiva militar de Israel não havia feito o suficiente para proteger os civis, e também condenou o Hamas pelos “ataques indiscriminados” em Israel. “Uma série de incidentes, combinados com o elevado número de mortes de civis, contradiz as alegações de que todas as precauções necessárias estão sendo tomadas para proteger a vida de civis”, disse ela.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, reagiu com ferocidade às declarações de Pillay. “O HRC deveria lançar uma investigação sobre a decisão do [grupo radical islâmico] Hamas de transformar hospitais em centros de comando militar, usar escolar como depósito de armas e colocar lançadores de mísseis perto de playgrounds, residências e mesquitas”, criticou o premiê num comunicado.

 

Israel deu início a esta última ofensiva em 8 de julho, e usou como justificativa a necessidade de interromper o lançamento de foguetes a partir de Gaza. Mais de 100 mil pessoas já estão desabrigadas em Gaza, segundo informou a ONU.

 “Parece haver uma forte possibilidade de que o direito internacional tenha sido violado [por Israel], de forma que possam constituir crimes de guerra”, disse Pillay.

“Isso tem que parar. O UNICEF apela por um cessar-fogo imediato e uma solução durável para Gaza, de modo a pôr fim à perda sem sentido de jovens vidas”, disse a agência da ONU.

Líderes globais e regionais, incluindo o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, estão na região para tentar um cessar-fogo.

http://www.youtube.com/watch?v=rVr6jezRgF4

Madrugada sangrenta e a trégua humanitária

Ao menos 23 palestinos morreram na madrugada desta quinta-feira, no 17º dia de ofensiva israelense na Faixa de Gaza. O Ministério da Saúde palestino denunciou a morte de 718 pessoas e 4.553 feridos. Do lado de Israel, 32 soldados e 3 civis perderam a ávida. Surge agora, meio aos conflitos, rumores de uma possível trégua humanitária de cinco dias, feita pela autoridade Palestina à Israel .

Uma rádio israelense anunciou que diversos membros do gabinete de segurança do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmam que o país estaria disposto a aceitar uma trégua. Teriam dito estas fontes que o acordo precisaria de 48 a 72 horas para tomar forma.

Enquanto o acordo não é discutido e formatado, Israel continua sua ofensiva terrestre, tendo como alvos principais os túneis cavados pelos militantes do Hamas para cruzar a fronteira até o Estado judeu. O Exército Israelense anunciou a descoberta de 31 túneis de Gaza até o sul do país e que nove deles foram destruídos.  Segundo um membro do gabinete de ministros de Israel, o Exército continuaria a caça aos túneis mesmo durante uma possível trégua humanitária.

O Hamas resiste à idéia de um cessar-fogo antes de alcançar suas reivindicações. O líder do grupo, Khaled Mashaal, que tem por base Qatar, disse ontem que o Hamas “não irá aceitar nenhuma proposta de cessar-fogo que não envolva a suspensão do cerco ao nosso povo” em Gaza. “Nós somos a presa, não o predador”, declarou Mashaal, e acrescentou que o movimento não se deixará enganar por um cessar-fogo disfarçado de trégua humanitária, mas que não descarta sua necessidade.

O impacto em Gaza vai além do elevado número de mortes. Segundo fontes palestinas, pelo menos 475 casas foram totalmente destruídas pelos ataques israelenses, e outras 2.644 foram parcialmente danificadas. Sete hospitais, 46 escolas e 56 mesquitas também sofreram diversos níveis de destruição.

O Brasil e o conflito

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro soltou nota oficial nesta quarta-feira, dia 23, criticando o Estado de Israel pelo que chamou de “uso desproporcional da força na Faixa de Gaza”. Diz a nota que “o governo brasileiro considera inaceitável a escalada de violência entre Israel e Palestina”  e que vitimou tantos civis, incluído mulheres e crianças.

No comunicado o governo também reitera seu chamado a “um imediato cessar-fogo” e que, diante da gravidade da situação, o governo brasileiro votou a favor da resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre o tema.

Dos 47 países-membros do Conselho, a resolução foi aprovada por 29 votos, enquanto 17 países se abstiveram. O único a votar contra foi os Estados Unidos, que considerou que o conteúdo da resolução “não é construtivo, mas destrutivo” e que não contribui para o fim das hostilidades.

A resolução condena a ofensiva militar de Israel em Gaza. E o Conselho de Direitos Humanos da ONU anunciou também a criação de uma comissão internacional para investigar “todas as violações” e julgar os responsáveis.

O Itamaraty, em sua nota, afirma que o embaixador do Brasil em Tel Aviv foi chamado a Brasília para consultas.

Com informações da ONU, Itamaraty, BBC e DW

36 Comentários

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Patricinho

- 2014-07-25 17:33:19

Imoralidades bíblicas

Dentro de nosso governo há um coração que pulsa no mesmo ritmo que pulsa a humanidade.

Os arqui-nazis do Likud nunca entenderiam que toda a raça humana "faz parte do problema". E não é por questão de escolha, mas pela imposição de sua guerra colonialista. Mas o que se pode esperar de fundamentalistas bíblicos? Quem possui um bom estoque de arsenal nuclear - e um estoque maior ainda de arrogância racial - quem pode iniciar um conflito em escala mundial é o estado fascista israelense. Isso não atingiria o Brasil?

Por sua história, o estado de Israel - um implante da Europa no meio do Oriente Médio - não tem autoridade moral para ofender os brasileiros, nem para criticar o Hamas. Quem quiser entender sua trajetória vai ter que seguir uma trilha infindável de sange, que começa antes da noção do estado-abrigo defendido pelos países que não queriam nem ver judeus em seu território. Israel sempre praticou o terrorismo que condena e nem por isso sofreu qualquer tipo de represália. Israel é um estado paparicado pelos países do ocidente - o Brasil incluído - e toda vez que alguém lhe diz que tudo tem um limite, comporta-se como um menino mimado: bate o pé, chora, quebra tudo, faz ameaças. 

Com isso, consegue a franquia para continuar o pior dos crimes contra a humanidade: o infanticídio.

Se o Brasil teve a atitude corajosa que poucos países tem, devemos sentir-nos honrados. Se houvesse essa coragem antes que o nazismo alcançasse toda a Europa, talvez não tivesse existido o maldito holocausto. Israel comete crimes incessantemente, não importa o rótulo que se ponha em suas ações. Quem se cala diante disso, consente qualquer coisa, inclusive o fim da aventura humana na Terra.  

 

Patricinho

- 2014-07-25 16:03:33

Roteiro em andamento

O que está acontecendo? Se o Leo está pegando mais leve (ui!), isso insinua uma mudança de atitude. Não pessoal, dele, claro. O gado é tangido pela vara de seu condutor. Isso indica que o "comando do bem" vai mandar o Blaya, o Free Damn, o Jaime e outros nazi-sionistas baixarem a rebolla. Reparem:

- A ONU parece-querer-começar-a-intoduzir-uma-discussão-mais-ou-menos-séria sobre o massacre cometido por Israel.

- A UNICEF fingia-se de morta, mas agora ensaia pedir a palavra ao império, para fazer umas críticas "a ambos os lados".

- O Brasil, que compra drones e outras armas infames dos imundos sionistas, chama seu embaixador "para consultas".

- A Santa Madre Igreja, modesta com as palavras, começa a dar pequenos pitos aos assassinos de hábito asque-nazi.

- Algumas comunidades judias ao redor do mundo começam, em câmera lenta, a abrir meia boca contra os pogroms de Sion.

Há sinais de esgotamento do capítulo "Massacre Contra Crianças- parte XXI". A mídia vira-lata não consegue trabalhar contra a Dilma desse jeito. Quando ocorre isso, há uma "comoção geral" e o mundo ocidental, occipital e parietal suplica de joelhos para que Israel adote uma trégua humanitária. Bem pantomímica. Faz parte do script. O saldo de crianças palestinas mortas é alto, mas a força "de defesa" de Israel se sai bem no filme porque tem coração bondoso, ouviu a voz de Deus. Retira-se do cenário que mancharam de sangue, porém de cabeça erguida, feito heróis do cinema épico. Capa da Veja. Encerra-se o episódio.

Mexam-se, trolls. É pra seguir a ordem.

Patricinho

- 2014-07-25 14:26:51

O Nome do Inferno é Israel

O inferno mantém suas portas abertas desde 1948 - ou antes, quando ainda era um punhado de terroristas europeus com sobrenomes judeus. 

João Maria Fernandes de Sousa

- 2014-07-24 23:51:10

Daytona, o engraçado é que

Daytona, o engraçado é que até ontém o leonidas era enfático ao defender o "direito de defesa de Israel", parece que essa etapa da  "limpeza étnica" (que inclui matar crianças, os potenciais "terroristas do futuro") que o Estado de Israel está fazendo em Gaza não está tendo assim, digamos, tanto apreço pelo resto do mundo, até seu aliado mais carnal, os bondosos EUA, estão com um pé atrás diante das atrocidades cometidas.

Estou torcendo é que os outros BRICS tomem a mesma atitude brasileira, ai teremos não apenas 1 mais 5 anões insignificantes protestando contra esses nazi-sionistas... já imaginaram os diplomatas israelenses chamando Putin de anão diplomático?

Luiz C. Benevides

- 2014-07-24 22:29:05

Não existem argumento

Não existem argumento possíveis de justificar o bombardeio de crianças. Mesmo que as acusações de que o Hamas estivesse praticando atos de terrorismo fossem verdadeiras, não se pode responder terrorismo com terrorismo sem se transformar em terrorista. E se o que Israel faz não é terrorismo, o que é terrorismo enfim?Só o dos inimigos de Israel?

Infelizmente não aprenderam nada com a segunda guerra mundial. Lamentável! 

jorge paula

- 2014-07-24 22:12:49

 Um sujeito que carrega burro

 Um sujeito que carrega burro de explosivo e colocar para ir contra tropas, faz quartel dentro da própria casia, é um assassino degerado!!!Em que tipo de assassino voce classificaria quem mata crianças?

peregrino

- 2014-07-24 21:51:56

e você acredita que a ONU ia rebater uma coisa dessa...

...só com denúncias para imprensa?

 

se acreditas, vou passar a considerar a ONU e Hamas como sendo uma só coisa? será?

Daytona

- 2014-07-24 21:09:42

Ficou com vergonha de

Ficou com vergonha de defender o genocídio de civis(muitas crianças)palestinas?

Por isso saiu pela tangente com o blábláblá de sempre?

Bom, na América do Sul também há o caso das valas comuns onde o governo colombiano enterrava sindicalistas e líderes comunitários da oposição, mas Leônidas não comenta porque tem vergonha de admitir que aprova o assassinato de civis que não compartilham de seu reacionarismo brucutu.

Pois é

- 2014-07-24 21:09:07

Não faz um mês que a própria

Não faz um mês que a própria ONU denunciou que suas escolas estavam sendo usadas pelo Hamas como deposito de armaento e base de foguetes. Um sujeito que carrega burro de explosivo e colocar para ir contra tropas, faz quartel dentro da própria casia, é um assassino degerado

É isso

- 2014-07-24 21:04:38

Quando é o Hamas  matando e

Quando é o Hamas  matando e lançando foguetes e se achar até ser pouco, apenas manda que o inferno abra suas portas. Só depois de abertas não é simples fechar, vai ter muito sangue

vera lucia venturini

- 2014-07-24 20:58:50

Leônidas, criticar o Irã

Leônidas, criticar o Irã agora é out. Eles estão assim, assim com os Estados Unidos por causa do Iraque. Já acriticar a Venezuela ainda é in.

peregrino

- 2014-07-24 20:24:19

se as autoridades são assim...

imaginem os soldados........................................

não muito diferentes dos americanos, e, diga-se de passagem, explicam-se tim-tim por tim-tim como ferramentas para matança de quem quer que seja, mesmo que inocentes

se bobear até se divertem

 

Jair Fonseca

- 2014-07-24 20:17:27

Ataque de tanques israelenses a uma escola infantil da ONU.

Registros de um repórter britânico após o massacre da escola da ONU em Gaza, ontem, onde morreram 15 (atualização macabra: 17) e cerca de duzenas pessoas ficaram feridas. Crianças e adultos feridos e chocados, em meio a grandes poças de sangue.

http://www.itv.com/news/2014-07-24/itv-news-witnesses-aftermath-of-un-school-attack-in-gaza/

 

 

peregrino

- 2014-07-24 20:11:20

era só o que faltava...

um atestado do primitivismo atual do moderno estado de Israel........................

o cara demonstra que não sabe o que é diplomacia, e que nunca soube

Serralheiro 70

- 2014-07-24 20:00:17

Relevância diplomática

A resposta do governo Bibi  Nenaniahu ao Brasil mostra que Israel entendeu tanto o nazismo como relevante que copia sejas ações junto a subjugada palestina.  O Brasil e uma nação feliz por não se encaixar como modelo para este estado sanguinário.

MThereza

- 2014-07-24 19:53:48

Pensei que a ONU tinha

Pensei que a ONU tinha encerrado suas atividades. Mas agora vem com essa declaração de "possíveis" crimes de guerra? O que Israel precisa fazer além do que tem feito, para que sejam considerados reais crimes? O povo de Israel não merece um governo desses. Até rabinos tem se manifestado contra as ações israelenses!

contraditório

- 2014-07-24 19:13:18

Apoiado.Oportuno comentário.

Apoiado.Oportuno comentário.

Alexandre Abs

- 2014-07-24 18:55:28

Genocídio e Irrelevância

Amigos,

Perguntem às multinacionais israelenses com muitas vendas no Brasil se somos irrelevante$. Elas vendem muitas válvulas e filtros para Sabesp (o que acham como são feitas as licitaçõe$?). Outras vendem sistemas de irrigação, inclusive com fábricas filiais monatadas no Brasil. Ou seja, dizer que o Brasil é irrelevante demonstra toda a prepotência e arrigância com que tratam os outros povos.

Por outro lado, vivem relembrando o genocídio/holocausto acontecido com o povo judeu na 2a guerra mundial. Dizem que aquilo nunca mais pode acontecer...mas e a covardia e subjugação que praticam com os palestinos? Para cada israelense morto, liquidam 100 palestinos...enquanto lamentam genocídio/holocausto da 2a guerra...

josimar

- 2014-07-24 18:37:39

O terrorismo do Estado de Israel

O terrorismo do Estado de Israel

 

 

https://br.noticias.yahoo.com/blogs/jornalismo-wando/o-terrorismo-estado-israel-133407364.html

Por  | Jornalismo Wando – qua, 23 de jul de 2014

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O conflito entre palestinos e israelenses é complexo. Mas uma coisa está clara: não existe guerra, mas um massacre. Já morreram 27 israelenses (25 soldados e 2 civis) desde a retomada dos ataques. Do lado palestino, a contagem está em 644 mortos e 4 mil feridos (a grande maioria de civis).

Palestinos, que nada têm a ver com as ações do Hamas, têm sido as principais vítimas da vingança dos terroristas governamentais de Israel. Enquanto este país conta com o apoio dos EUA e com um dos exércitos mais bem armados e preparados do mundo, moradores da faixa de Gaza contam com a miséria e o descaso internacional.

Não é exagero chamar as ações israelenses de terroristas. O maniqueísmo com que o governo age é muito semelhante com o do Hamas. Pra se ter uma ideia de como o Estado de Israel encara a situação, confira a imagem compartilhada no Facebook por sua embaixada no Brasil:

É essa a visão oficial do governo: uma luta do bem contra o mal. Mas, apesar da clara visão maniqueísta, a embaixada israelense escreve ao lado da imagem:

Israel não tolerará o disparo de foguetes contra nossas cidades e vilas. Fazemos repetidos esforços para restaurar a calma e somos atendidos com o maior lançamento de foguetes do Hamas.

Israel não está ansioso para a guerra, mas a segurança dos nossos cidadãos é a nossa principal preocupação.

Permita-me discordar, meus queridos. Há, sim, uma clara sede de vingança contra palestinos por parte do governo. Setores reacionários da sociedade israelense - que sustentam o governo - mostram-se eufóricos com a possibilidade de dizimar a população de Gaza.

Vejamos o cartaz que as duas moiçolas sorridentes exibem abaixo:

Tradução: "Odiar árabes não é racismo, mas uma questão de valores. #IsraelPedeVingança"

Não é à toa que um dos grandes passatempos dos reacionários israelenses é juntar a família e os amigos para apreciar o bombardeio em Gaza:

(Foto: AFP)

--

Não, eles não estão assistindo ao pôr do sol no Arpoador.

--

(Foto: Albert Elfa, correspondente da TV3 no Oriente Médio)

É assim que alguns israelenses participam da "guerra": sentados na cadeira de praia, comendo um lanchinho e tomando refresco. Enquanto isso, as cenas de Gaza são de terror: ambulâncias destruídas, jovens ensanguentados, crianças mortas e mães chorando. Não é o Hamas quem sofre com os ataques de Israel, mas toda uma população que, aliás, também é vítima dessa organização terrorista.

Pra se ter uma ideia em que ponto a coisa chegou, acompanhe as recentes declarações dessa jovem parlamentar de Israel:

Shaked é uma espécie de mix entre Bolsonaro e Feliciano: conservadora, reacionária e fanática religiosa. Obviamente, ela não representa a opinião de todo o parlamento, mas da Casa Judaica, um partido sionista de extrema-direita que faz parte do governo. Representa também a turma que leva sua cadeirinha pra assistir o bombardeamento de Gaza. Lendo as declarações da nobre parlamentar e entendendo como elas encontram respaldo nos setores conservadores do país, não é exagero chegar a conclusão de que estamos diante de um verdadeiro genocídio.

A esperança se renova quando constatamos que muitos israelenses não aceitam calados o terrorismo de Israel. Milhares têm se levantado contra o governo. Não toleram ver um Estado constituído se colocando na mesma posição de uma organização terrorista. Soldados se recusam a servir o exército como forma de protesto, judeus ortodoxos promovem manifestações contra o massacre do povo palestino e jovens israelenses protestam nas redes sociais.

Diante de tantas evidências, é bom desconfiar quando tratam a questão simplesmente como "guerra", "conflito étnico-religioso" ou qualquer outra tentativa de tirar o peso do que de fato acontece em Gaza: um massacre genocida.

 

alfredo machado

- 2014-07-24 18:31:49

Sudiciário do RJ

Antonio Carlos,

É claro que muitos cariocas sabem perfeitamente bem, quem é quem no Sudiciário fluminense.

Um abraço 

ruyacquaviva

- 2014-07-24 18:27:36

Deveria

Acho que a resposta do governo brasileiro deveria ser cortar as relações diplomáticas com Israel e começar a votar sistematicamente contra Israel em todos os organismos internacionais.

Porém infelizmente acho que o governo não chega a tanto.

Mas deveria.

Antonio Carlos Silva - RJ

- 2014-07-24 18:27:11

"...Se o mundo inteira

"...Se o mundo inteira desaprova as alucinações deste Hitler do século 21, aliada às inúmeras incongruências que o Estado de Israel exercita, apélidar isto tudo como pensamento antisemita não passa de uma afronta à inteligência de um sapo...."

Tens razão, Alfredo, mas existem milhares de cúmplices desses genocídios que patrulham qualquer um que condene os crimes dessas amebas  .

E a elite da nossa sustiça está abarrotada destes justiceiros míopes .

Aqui no RJ você sabe qual a casta que mexe os pauzinhos neste putrefado sudiciário, né ?

Fernando Antonio Moreira Marques

- 2014-07-24 18:26:47

Diplomacia Israelense...Puft! Faz aí um bom negócio...

Ser qualificado de Anão Diplomático pelo Dragão da Maldade não chega a ser relevante.

Há muitos anos acompanhamos a grandeza e relevância da Diplomacia Israelense...

ruyacquaviva

- 2014-07-24 18:22:08

A solução final

O que está sendo feito por Israel é um extermínio exatamente igual ao preticado nos campos de concentração nazistas.

Gaza é hoje o maior campo de concentração do mundo, com extermínio e tudo.

Eles não precisam de câmaras de gás e fornos. As bombas já matam e pulverizam os corpos ao mesmo tempo.

E querem que a comunidade internacional assista a tudo isso quieta.

Eles realmente acham que tem direito de matar indiscriminadamente.

 

ruyacquaviva

- 2014-07-24 18:17:38

Netanyahu no inferno dos inimigos da humanidade

Sob a desaprovação do mundo e forte constrangimento até mesmo do seu principal aliado, os Estados Unidos, Benjamin Netanyahu prossegue genocídio de crianças e civis aos olhos do mundo, na Faixa de Gaza; depois do bombardeio a um hospital, forças israelenses dispararam contra escola da ONU, matando 15 pessoas e ferindo 200; na mitologia, Netanyahu, ao dar a ordem para os ataques que já mataram mais de 120 crianças, se iguala a Herodes; na história real, desce ao inferno de monstros como Slobodan Milosevic, Adolf Hitler e Idi Amin Dada, entre outros; Brasil condena ação tresloucada de Israel e ouve de volta que é "um anão diplomático"; resposta rasteira era esperada; sionistas assassinos é que são anões morais; vozes isoladas na mídia tradicional defendem morticínio; a que ponto se pode chegar?

http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/147825/Netanyahu-no-inferno-dos-inimigos-da-humanidade.htm

247 – Dar as ordens para bombardeios que já mataram mais de 120 crianças, 600 civis e atingiram dois hospitais e por duas vezes uma escola da ONU na Faixa de Gaza fazem descer ao inferno dos inimigos da humanidade o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Com um fúria típica dos genocidas tresloucados como Adolf Hitler, com quem foi comparado pelo primeiro-ministro da Turquia, o sérvio Slobodan Milosevic, o ugandense Idi Amin Dada e outros, Netanyahu fecha os ouvidos a todos os apelos internacionais e prossegue no ataque covarde contra a população palestina civil.

Disparos israelenses feitos nesta quinta-feira atingiram novamente uma escola da ONU que protegia refugiados palestinos. O número de mortos pode chegar a 15, incluindo crianças e um bebê de um ano de idade, além de 200 feridos. O caso aconteceu em Beit Hanoun, norte da Faixa de Gaza. O secretario-geral da ONU, Ban Ki-moon, se disse chocado com o ataque, que também matou, além de mulheres e crianças, funcionários das Nações Unidas.

Maior aliado no acobertamento dos crimes de guerra de Israel, até os Estados Unidos estão constrangidos com o nível de barbárie praticado por Israel. Todas as regras de guerra foram quebradas, dando aos ataques a marca de um massacre. Tanto é assim que ainda não há nenhuma saída aberta à população civil para deixar o território. As tropas israelenses fecharam todas as fronteiras, tornando comum a situação de não haver lugar seguro para ninguém.

Em três dias consecutivos, depois de promover um domingo sangrento com a morte de mais de 100 civis, os militares israelenses atacaram com bombas um hospital, onde quatro pessoas morreram, uma escola da ONU e centenas de alvos civis, provocando a morte de mais de 700 palestinos até agora, contra menos de 70 baixas entre os israelenses.

Manifestando uma posição que hoje é global, o Brasil condenou duramente os ataques de Israel. Em participar de um diálogo de nível civilizado, no entanto, os diplomatas brasileiros ouviram como resposta de representantes de Israel que o País seria um 'anão moral'. A reação tem o mesmo padrão rasteiro da política externa do regime sionista israelense, esse sim um verdadeiro anão moral.

No Brasil, infelizmente, vozes isoladas procuram emprestar, como se fosse possível, alguma legitimidade ao morticínio de indefesos que está em curso na Faixa de Gaza sob um pretexto esfarrapado de tapar túneis transfronteiriços. Na verdade, o que está em curso é mais etapa da limpeza étnica que Israel promove desde a sua criação como Estado contra o povo palestino.

Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a resposta de Israel, que chama o Brasil de "anão diplomático":

Israel critica postura do governo brasileiro sobre conflito em Gaza

Danilo Macedo - O governo de Israel criticou a postura do governo brasileiro de convocar o embaixador em Tel Aviv para consultas e a publicar duas notas, em uma semana, considerando inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina. No texto divulgado ontem (24), o Brasil "condena energicamente o uso desproporcional da força" por Israel na Faixa de Gaza.

Em comunicado à imprensa, o Ministério das Relações Exteriores de Israel, por meio do porta-voz, Yigal Palmor, manifestou "desapontamento" diante da convocação do embaixador brasileiro. "Israel manifesta o seu desapontamento com a decisão do governo do Brasil de retirar seu embaixador para consultas. Esta decisão não reflete o nível das relações entre os países e ignora o direito de Israel de se defender. Tais medidas não contribuem para promover a calma e a estabilidade na região. Em vez disso, eles estimulam o terrorismo, e, naturalmente, afetam a capacidade do Brasil de exercer influência", informa o texto.

Yigal Palmor disse que "Israel espera o apoio de seus amigos em sua luta contra o Hamas, que é reconhecido como uma organização terrorista por muitos países no mundo". Jornais israelenses noticiaram críticas mais duras do porta-voz. De acordo com o jornal judaico The Jerusalem Post, Palmor disse que "essa é uma demonstração lamentável de por que o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua a ser um anão diplomático", e acrescentou que "o relativismo moral por trás deste movimento faz do Brasil um parceiro diplomático irrelevante, aquele que cria problemas em vez de contribuir para soluções".

Na nota publicada nessa quarta-feira, o Ministério de Relações Exteriores também reiterou seu chamado a um "imediato cessar-fogo" entre as partes. O Itamaraty explicou que, diante da gravidade da situação, votou favoravelmente à resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas que condena a atual ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza e cria uma comissão internacional para investigar todas as violações e julgar os responsáveis.

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) também reagiu. "A Confederação Israelita do Brasil vem a público manifestar sua indignação com a nota divulgada pelo nosso Ministério das Relações Exteriores, na qual se evidencia a abordagem unilateral do conflito na Faixa de Gaza, ao criticar Israel e ignorar as ações do grupo terrorista Hamas", destaca o texto.

"Uma nota como a divulgada nesta quarta-feira só faz aumentar a desconfiança com que importantes setores da sociedade israelense, de diversos campos políticos e ideológicos, enxergam a política externa brasileira", criticou a Conib, representante da comunidade judaica brasileira, que disse compartilhar da preocupação do povo brasileiro e expressar "profunda dor pelas mortes dos dois lados do conflito", além de também esperar um cessar-fogo imediato.

Na nota publicada no dia 17 de julho, o governo brasileiro afirmou que "condena, igualmente, o lançamento de foguetes e morteiros de Gaza contra Israel". Apesar de ter sido classificado como "anão diplomático", o Brasil e a Alemanha são os únicos países a ter relações diplomáticas com todas as nações do mundo. Ontem, foi um dos 29 países a votar a favor da resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Houve 17 abstenções e apenas um voto contra, dos Estados Unidos. Além do Japão, todos os países europeus presentes, incluindo a França, o Reino Unido e a Alemanha, optaram pela abstenção.

leonidas

- 2014-07-24 17:58:11

Há coisas absurdas

Há coisas absurdas acontecendo na america do sul como deputados sendo cassados na venezuela, politicos da oposição sendo simplesmente presos, no Irã pessoas foram mortas por forças de segurança do regime , a Bolivia em clara afronta ao Brasil decidiu ( com a conivencia de Brasilia ) em tranformar um asilo politico em prisao domiciliar , e o Brasil jamais se manifestou com ato que nao fosse meramente protocolar quando muito.

Se o Brasil quiser ter peso para apitar no plano externo  deve começar a tomar vergonha e defender direitos humanos e nossos interesses no trato com nossos vizinhos tambem, mas se nem isso consegue pq afinal acharia ruim de ter sua açao neste quesito considerada Irrelevante.

Obs: Pelo que pude ler no texto o termo irrelevante nao se refere ao Brasil como naçao, e sim a capacidade do Brasil em tomar parte de modo positivo neste contencioso.

Particularmente acho que deveriamos ficar longe dessa historia...

Joanito Machado

- 2014-07-24 17:56:55

A ONU é hoje tão ilegítima

A ONU é hoje tão ilegítima quanto o Estado de Israel sempre foi.

E se ser relevante, na acepção de Israel, é assassinar inocentes ou apoiar os que os assassinam, quanto orgulho eu tenho da irrelevância política de meu país!

alfredo machado

- 2014-07-24 17:53:37

Mundo esquisito

Antonio Carlos,

Entendo que a questão não possa ser ligada a antissemtismo.

O que se tem é um genocida que já liquidou, à la Herodes, como disse o outro, mais de 100 crianças em poucos dias.

Se o mundo inteira desaprova as alucinações deste Hitler do século 21, aliada às inúmeras incongruências que o Estado de Israel exercita, apélidar isto tudo como pensamento antisemita não passa de uma afronta à inteligência de um sapo.

Cabe lembrar das espetaculares matanças operadas na Líbia e na Síria ( neste último, em destaque a contratação do pessoal da AlQaida, que voltou a ser amiga de USA), com dezenas de milhares de civis mortos, mais de oitenta mil em reduzido espaço de tempo. Nestes muito recentes  extermínios de civis a grande imprensa, assim como ocorre em Gaza, pouco se manifestou, zero fotos e comentários à distância daquilo que de fato ocorria.

 Mundo esquisito, com dos ou tres "sósias" de Hitler ao mesmo tempo.

Antonio Carlos Silva - RJ

- 2014-07-24 17:53:07

Talvez "o verme" passasse a

Talvez "o verme" passasse a considerar o Brasil um país relevante se o exército brasileiro invadisse a Bolívia, usurpasse as riquezas daquele pequeno País, escravizasse e ou matasse insugentes pobres, velhos daquele querido país .

Talvez este "verme" considere a Alemanha de Hitler uma nação relevantíssima, pois nos anos 30, usurpou riquezas de outros países e exterminou milhões de pessoas, que na visão de psicopatas militares iguais aos seus comparsas,   seríam  pessoas "irrelevantes"

KURK

- 2014-07-24 17:49:06

Lembrando ao ilustre que quem

Lembrando ao ilustre que quem presidiu a sessão que criou o Estado de Israel foi um brasileiro, deste país insignificante.

Jair Fonseca

- 2014-07-24 17:48:58

Depois do massacre dessa

Depois do massacre dessa quarta-feira numa escola da ONU, por tanques israelenses, a organização ainda vai falar em "possíveis crimes de guerra" por parte de Israel?

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/disparos-israelenses-contra-escola-da-onu-em-gaza-deixa-mortos.html

http://www.independent.co.uk/news/world/middle-east/israelgaza-conflict-un-school-shelled-by-israeli-tanks-leaving-15-dead-and-200-wounded-9626621.html

 

 

Carlos Roberto

- 2014-07-24 17:47:40

Escolhas

É preferível a insignificãncia política à grandeza da alma. Que Deus de Israel tenha misericórdia de seu povo!

KURK

- 2014-07-24 17:37:56

Irrelevante, fala isso para

Irrelevante, fala isso para uma parte de judeus que moram aqui.

Antonio Carlos Silva - RJ

- 2014-07-24 17:21:13

Prefiro nem comentar o que

Prefiro nem comentar o que este verme expeliu, tenho medo de ser incompreendido e cair na malha finíssima do antisemitismo .

Mas espero que a Dilma responda que o povo judeu não merece ser liderado por assassinos de crianças, mulheres e idosos .

E mas, que foi a diplomacia do governo brasileiro que avalizou a criação do Estado Judeu, hoje administrada por vermes, assassinos desqualificados .

Fábio de Oliveira Ribeiro

- 2014-07-24 16:37:20

"Possíveis crimes de guerra?"

"Possíveis crimes de guerra?" A falácia da ONU é evidente. As guerras de conquista territoriais foram banidas quando da criação da ONU. Agressões militares contra populações civis não costumam ser autorizadas pelo Conselho de Segurança da mesma. O uso da expressão "danos colaterais" é um expediente retórico incapaz de revogar os direitos humanos daquelas crianças que foram mortas e mutiladas em Gaza. Israel chegou a bombardear a própria sede da ONU no local demonstrando que está disposto a continuar a cometer crimes e a zombar da Lei Internacional. É claro que isto ficará mais fácil enquanto a ONU falar em "possíveis crimes de guerra". A ONU demorou a dar uma resposta à ação ilegal israelense e quando respondeu o fez de maneira absolutamente ultrajante. 

alfredo machado

- 2014-07-24 16:29:32

Israel desorientado

Nassif,

A reação já era esperada, faz parte do ritual do Likud.

Gozado é um país que não consegue sobreviver $$$ pelas próprias pernas, que não consegue ter uma Constituição, um país no qual ninguém sabe qual Direito é nele praticado, ou seja, um país completamente capenga, reclamar de outro país que tem tudo aquilo que Israel deveria ter e não tem.

 

Do brasil247,

ISRAEL REBATE CRÍTICA E DIZ QUE BRASIL É "IRRELEVANTE"

:

 

Após gesto diplomático do governo brasileiro, que convocou ontem seu embaixador em Tel Aviv, Henrique Pinto, para consulta sobre a morte de palestinos, chancelaria de Israel respondeu duramente: "Seu comportamento nesta questão ilustra a razão por que esse gigante econômico e cultural permanece politicamente irrelevante"; autoridades do governo Dilma receberam com indignação posição do governo de Benjamin Netanyahu e estudam a melhor reação a um comentário "tão duro"

 

24 DE JULHO DE 2014 ÀS 12:29

 

247 – A chancelaria de Israel criticou duramente o comportamento brasileiro em relação ao conflito entre o país e o Hamas, que já deixou 700 palestinos mortos na Faixa de Gaza, contra 35 israelenses. Em resposta enviada ao jornal Folha de S. Paulo, a representação israelense afirmou que "o Brasil está escolhendo ser parte do problema, em vez de integrar a solução", e classificou o País como "politicamente irrelevante".

Nesta quarta-feira 23, o Itamaraty divulgou nota considerando "inaceitável" a escalada de violência entre Israel e Palestina e chamando de "desproporcional" a força israelense contra os palestinos. O Brasil convocou ainda seu embaixador em Tel Aviv, Henrique Pinto, para consulta sobre as mortes de centenas de civis na Faixa de Gaza. O comentário do governo de Israel foi uma resposta ao gesto diplomático brasileiro.

"Seu comportamento nesta questão ilustra a razão por que esse gigante econômico e cultural permanece politicamente irrelevante", disse ainda a chancelaria israelense. O comentário foi recebido com indignação por autoridades do governo da presidente Dilma Rousseff. O Palácio do Planalto e o Itamaraty avaliam agora a melhor reação para um comentário "tão duro".

 

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