Transparência (???) Internacional: Acham que “nois” aqui é tudo índio, por Rogério Maestri

Chamo a atenção de quem se propõe a julgar o mundo inteiro dizendo que um país é mais honesto do que outro, não diretamente, mas de forma ardilosa criando um índice

Transparência (???) Internacional: Acham que “nois” aqui é tudo índio

por Rogério Maestri

Com minhas desculpas aos índios, pois apesar de citá-los no título estou falando da ingenuidade quanto aos negócios que as tribos indígenas fizeram com o homem branco e foram enganadas em 99% dos casos, logo a pureza de coração que estou ressaltando.

Entretanto apesar de sermos em parte tupiniquins de tanto sermos enganados pelos notáveis do primeiro mundo ficamos todos de orelhas bem abertas quando ouvimos de estrangeiros que somos corruptos e que eles que são os mocinhos completamente probos e honestos.

Chamo a atenção de quem se propõe a julgar o mundo inteiro dizendo que um país é mais honesto do que outro, não diretamente, mas de forma ardilosa criando um índice de percepção de corrupção, um índice que se for olhado bem de perto é mais furado do que qualquer coisa, pois países de onde parte a corrupção do terceiro mundo são os considerados com mais baixo índice de percepção de corrupção criado pela tal ONG Transparência Internacional, deveria como a esposa de César não só ser honesta, mas parecer honesta.

Com essa introdução vem a pergunta básica que se deve fazer sobre todas essas ONG’s do primeiro mundo é a quem e a que interessa esse tal de índice?

Pois bem, há bastante tempo ficava completamente invocado sobre esse tal índice, que para os bobos do primeiro mundo, ou seja, a população em geral, dá uma impressão que eles vivem em países honestíssimos e que seus governantes e CEO’s das suas grandes empresas são verdadeiros anjos que lutam com garras e dentes para manter o mundo livre da corrupção.

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A percepção da corrupção é algo completamente abstrato e por isso é utilizado a palavra “percepção” antes de corrupção, ou seja, quando vives num país que para te livrares de uma multa de trânsito tem que passar uma grana para o guarda, a tua percepção da corrupção aumenta, porém se tu tiveres que derrubar um governo através de um golpe de estado para poder comprar a preço de banana as empresas estatais desse país não aumentará a percepção de corrupção, ou seja, como diz o ditado “quem rouba um tostão é ladrão, quem rouba um milhão é barão”.

Sempre quando lia esses tais índices de percepção de corrupção da tal ONG “Transparência internacional” tinha a percepção que estavam se preparando para tirar dinheiro do meu bolso. Porém como não havia nada de concreto de como quem era beneficiado com um falseamento desse índice obscuro, que alguém que não elegi para fiscalizar escreve com todas as letras que nosso país é corrupto, ficava sempre com o pé para trás sobre essa tal de ONG.

Como o Luis Nassif chamou atenção da chamada indústria de “compliance”, fui olhar se havia alguma ligação entre as pessoas que levantavam esse índice com essa indústria de tirar dinheiro do bolso dos desavisados, para tanto fui até o site dessa tal ONG e em janeiro desse ano escrevi um artigo denominado:

Compliance: Criar problemas para vender soluções.

Agora continuando na minha pesquisa, verifiquei que as críticas contra a Transparência Internacional é bem mais intensa do que se pensa, mesmo na Wikipédia em vários idiomas as críticas variam conforme a língua que é editada, exemplos em inglês ou em alemão, as críticas são muitas. Na versão alemã, eles são curtos e grossos, dizem que a TI só avalia os países corrompidos e jamais os países corruptores, e dizem claramente “Assim, o CPI não fornece uma avaliação da extensão da corrupção (ativa e passiva), mas da percepção de desvantagem da parte lesada.”

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Também é importante destacar que a política da Transparência Internacional proíbe aceitar dinheiro de empresas corruptas, entretanto ela aceitou em 2014, US$3 milhões da Siemens, que foi considerada culpada de pagar subornos em 2008 nos seguintes países: Grécia, Noruega, Iraque, Vietnã, Itália, Israel, Argentina, Venezuela, China e Rússia. O processo levou a Siemens pagar a maior multa que se tem na história da corrupção US $ 1,6 bilhão, logo, a política da Transparência devia ser mudada, ou seja, não aceitar dinheiros de pequenos corruptores, mas somente dos grandes pode.

Continuando na brincadeira, fui na lista dos sete principais doadores privados e aleatoriamente escolhi dois, a Sanlam e a Stora Enso, a primeira tem uma notícia muito interessante no Sunday Times “Former Sanlam financial advisor must pay back the money” (ou também aqui e aqui), o executivo da empresa estava fugindo da África do Sul para não ter que ficar preso por 10 anos por ter fraudado mais de 32 clientes totalizando mais de 650.000. Rands. Na nossa pátria vemos a empresa subsidiária da empresa Veracel subsidiária sueco-finlandesa Stora Enso, uma das sete doadoras principais da Transparência Internacional condenada na Bahia dia por extração ilegal de madeira, lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e corrupção. Além disso, grandes extensões de plantações de monocultura de eucalipto da empresa foram plantadas sem licença ambiental, além de tudo isso ela foi condenada em 850 ações judiciais na Justiça do Trabalho de cidade de Eunápolis.

Em resumo, essa tal de Transparência Internacional é nacional e internacionalmente conhecida por receber dinheiro de empresas suspeitas de não ter uma “boa compliance” (Stora Enso e Sanlam) ou são corruptas notórias condenadas em última instância como a Siemens.

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Como não sou um promotor irresponsável da lava-jato e não tenho hábito acusar outros sem ter provas cabais, não posso e não direi que essa tal de Transparência Internacional é uma organização criminosa internacional, mas pelo pouco que tenho me sinto autorizado pelos procuradores e amigos da TI dizer:

Tenho lá minhas convicções.

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3 comentários

  1. Kkkk. Em matéria de corrupção sempre tenho minhas dúvidas sobre os que grtam em 1o lugar – pega ladrão.

  2. Nos anos 70, 80, 90 grande parte das suspeitas ou investigações de corrupções em construções de metrôs, usinas e equipamentos de telecomunicações Brasil afora, traziam os nomes de multinacionais estrangeiras. Quando viram que no Brasil já sabiam fazer e também corromper, criaram institutos farsantes para com a conversa de caça aos corruptos, enriquecerem com o esquema.

  3. Boa Rogério Maestri! A picaretagem culturalista do imperialismo dissimulado é mesmo de lascar o cano. Só quem não viajou pelo mundo e teve a oportunidade de apreciar a corrupção grossa e miúda praticada nos mais diversos idiomas ou quem está com o coco excessivamente lavado e enxaguado por essas manobras expiatórias ainda é capaz de acreditar em tais índices de tolos.

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