As amoras da Paulista – Salve, salve São Paulo!, por Vera Lucia Dias

As amoras da Paulista – Salve, salve São Paulo!

por Vera Lucia Dias

Difícil imaginar como é a primeira impressão de quem chega nesta cidade de São Paulo, porque nasci aqui.

Sei de cor muitas de suas cores e seus rumores. A cidade pulsa ao sabor de tudo e de todos. Pelos seus aeroportos e rodoviárias, e não só por eles, circulam milhões de sonhadores. O espaço muda a cada instante pela flutuação de seus passantes apressados. Porém, ao mesmo tempo, é sempre a mesma velha Capital com tanto concreto e o verde que tenta se infiltrar.

Um cidadão paulista na Paulista é orgulhoso que só. E também os que vieram de outros tantos lugares que dizem “São Paulo nasceu em mim” também circulam nela assim envolvidos.

Nos inúmeros bares que são quase refúgios, há troca de informações, exercícios de memória e críticas sobre o momento de cada vida.

A Paulista tem seus negócios, mas também abriga amores, pés de amora, pitangueiras, azaléas. Tem que “olhar” para ver. Ah! A Paulista com a Augusta, onde tudo acontece, até aquele encontro – ou não.

 

Já no Centro Histórico, tem muitos cartórios. E tantos que daria pra fazer um circuito de passeios através deles. São variados cafés, também os lugares de aperitivos ou das cervejinhas. Tem livrarias, cinemas, museus, palácios e palacetes.

 

E pela cidade estão vários parques, também tantas ruas de comércio, tantos centros culturais, as represas e os rios submersos ou não.

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Música e cores: tudo isso em São Paulo.

Melodiosa aos amores e às ilusões.

Percorrer este planalto, seja flanando pelo Centro, circulando na periferia ou dando um “rolê” na Paulista, muito fascina, faz sorrir e faz sofrer.

Suas esquinas surpreendem a cada balada. E dá-lhe xote! Muito forró, cores vermelhas. E a valsa baila nas paredes forradas de veludo azul desbotado. O batom vermelho também canta nos bares da vida, no samba-canção.

Metrópole da luz. Recebe e abriga. E há briga! Em cima e em baixo, ai daquele que busca privacidade. Atrocidade. O erudito serpenteia suas esquinas e se veste com aquele azul da cortina.

No Ipiranga, o Museu tem o verde do tapete-jardim. No Ibirapuera, o Museu tem o verde do jardim-tapete. Tem lago azul, ou quase.

Os ipês amarelos e roxos fazem festa na primavera da Avenida 23 de maio, nos Jardins, no Pacaembu, no Grajaú e na Vila Alpina.

Os Shoppings multicores revestem-se de jovens dançarinos patinadores e ouvintes dos fones no ouvido.

Pode ser complicado entender e explicar a cidade paulistana. São mil povos e há povo oprimido. O bom fica por conta dos negros em ascensão. Por conta do povo Guarani em preservação de língua e tradições.

Pintou um clima legal, nosso sotaque é da garoa, tem samba, tem rock e rap.

Pelas ondas das antenas e radares do espigão paulistano estão os sonhos de melhorar cada canto, de melhorar a vida do circuladores-homens das ruas e de rarear aquela poluição sonora. Baixa o som aí “meu”!  

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E tem muito, muito mais nesta capital. Salve Guarapiranga, Anhangabaú, Pirajuçara, Tatuapé e guerreiros indígenas que mostraram o caminho do mar e o caminho da montanha aos antepassados gringos.

Salve São Paulo.

Aqui nasci aqui permaneço, abrigada pela metrópole.

2 comentários

  1. Só é imperdoavel em SP é o

    Só é imperdoavel em SP é o crime que se comete com seus rios. Sendo uma cidade e Estado tâo ricos, já deveriam ter tomado providencias para parar de poluir/matar seus rios.

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