As chuvas estão chegando e Doria só gastou 21% da verba antienchente

Zanone Fraissat/Folhapress

Jornal GGN – O córrego da Moenda Velha, no Capão Redondo, todo Natal invade as casas dos moradores da região no entorno. A promessa de canalizar o córrego é antiga, passa por gestões diferentes, mas este ano ganhou um fôlego extra. Doria, gestor de São Paulo, tinha R$ 1 milhão para iniciar a obra, mas ela foi esquecida, assim como outras tantas.

Prestes a entrar na época de chuvas, Doria só gastou 21% do valor previsto no ano para drenagem, ou seja R$ 172 milhões de R$ 837 milhões. Segundo matéria da Folha, drenagem apresenta maior percentual de verba congelada, dentre tantas na administração.

Em resposta ao jornal, a gestão Doria disse que boa parte desse valor vem de repasses federais para obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), e foram parados devida a pendências técnicas deixadas pela gestão de Fernando Haddad. Só que, para alcançar Haddad, o tucano Doria terá que ser bem mais esperto, pois que o petista gastou nos 12 meses de 2016 um total de R$ 393 milhões.

Doria, em campanha para se tornar gestor, dizia que cada córrego desta cidade seria revitalizado, depois canalizado, fazendo parques lineares com quadras poliesportivas, bancos e lixeiras. Parece que esqueceu. Na prática, como enfatiza o jornal, a absoluta maioria das obras ainda não saiu do papel. E, tirando manutenção, o gestor gastou apenas R$ 1 de cada R$ 10 previstos.

No mais, somente promessas e nenhuma ação nos bairros periféricos. E até mesmo a manutenção ficou longe do esperado em uma gestão minimamente competente.

Leia também:  “Folha” manipula foto para fingir que bolivianos apoiam o golpe na Bolívia

Agora, com a chegada da estação das chuvas, os transtornos poderão se agravar por falhas na zeladoria. Varrição é um exemplo, pois que esta gestão recolheu 6% menos lixo que a gestão passada, e a sujeira é a grande vilã para entupimento de sistemas de escoamento de água.

Das poucas obras de drenagem, uma que continua recebendo recursos é a canalização do córrego Ponte Baixa, que deve ser finalizada em 2018. No entorno do córrego, na zona sul, os problemas são bem antigos e a drenagem já estava prevista no Orçamento de 2005, mas o contrato só foi celebrado em 2012. E os trabalhos seguem pelos últimos anos.

Na campanha para gestor, Doria apostava na construção de cerca de 20 piscinões e pôlderes (diques com bombas de drenagem). Prometeu concluir a construção dos piscinões previstos por Haddad, que elevariam em cerca de 50% a capacidade de reservação na cidade. Haddad anunciou 26 piscinões, e conseguiu concluir dois.

O gestor inaugurou um piscinão, de Guaramiranga, na zona leste e afirma que parte dos demais está em andamento, no início do ano. A Folha ouviu o engenheiro Julio Cerqueira Cesar Neto, com especialidade na área hídrica, que afirma que o foco deveriam ser as canalizações de córregos, mais efetivas para a solução do problema.

A gestão Doria, do PSDB, coloca a culpa na falta de repasses de verbas federais e problemas técnicos deixados pela gestão Haddad, do PT. Segundo a gestão atual, os problemas técnicos deixados referem-se documentos, licenças e projetos que estariam adequando à realidade da atual gestão. Segundo informaram ao jornal, essas questões fizeram com que a prefeitura perdesse direito à quase R$ 400 milhões para obras de drenagem. Assim, com queda nos repasses, serão priorizados os projetos em curso.

Leia também:  “Folha” manipula foto para fingir que bolivianos apoiam o golpe na Bolívia

Segundo a Folha, a gestão Doria só detalhou projetos relacionados à pasta de infraestrutura, mas não justificou problemas ou atrasos em obras de responsabilidade das prefeituras regionais.

Já o Ministério das Cidades passou ao jornal a informação de há nove termos de compromisso com a prefeitura para obras de drenagem. “Apenas um encontra-se em estágio adiantado das obras. Sobre os demais, alguns encontram-se não iniciados e outros com baixo percentual de execução, tendo em vista, principalmente, a necessidade, por parte da prefeitura, de avanço com relação ao desenvolvimento dos projetos, questões ambientais e remoção de famílias, de forma a viabilizar a execução dos serviços”, informou o Ministério.

A gestão de Fernando Haddad declarou que problemas como os descritos são naturais em obras, mas que isso não explica a não realização das melhorias após dez meses de administração. Lembrou também que Fernando Haddad foi, por diversas vezes, a Brasília tentar resolver os entraves. E, por fim, a equipe de Haddad afirma ter realizado um dos maiores programas de drenagem que a cidade já teve.

Leia a matéria da Folha aqui.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

2 comentários

  1. Canalizar não resolve

    “A promessa de canalizar o córrego é antiga, passa por gestões diferentes, mas este ano ganhou um fôlego extra.”

    Canalização não evita enchente. Ao contrário: agrava.

    A foto é clara: o córrego é um esgoto com fossas negras a céu aberto e nenhum recuo dos terrenos nas margens. Se canalizar vai transbordar do mesmo jeito.

    • canalizar…..

      Quando ou se este corrego chega à área rural, o proprietário das terras por onde passa é obrigado a preservar 50 metros para cada um dos seus lados. Se implementarem o Código Florestal, será obrigado a cercar e tirar licenças e pagar taxas e impostos para poder usá-lo. Como vemos na foto, na cidade as pessoas morarm e cagam nele. Explica muito deste país e sua Patrulha Ideológica Esquerdopata e a absurda falta de Democracia em 40 anos de Redemocratização e farsante Constituição Cidadã. Lembrem-se que Dória é produto disto e do Partido que construiu esta verdade nestas décadas todas. Assim como outros tantos progressistas e socialistas. O Brasil se explica.    

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome