Intercept: as milícias assumiram o controle do Rio de Janeiro

 
No The Intercept
 
Tá tudo dominado
 
 
por Cecília Oliveira, Maria Isabel Couto, Renata Hirota, Sérgio Spagnuolo
UM FUNK QUE VIRALIZOU em 2012 foi o prenúncio do que aconteceria ao Rio de Janeiro de hoje: “A cidade é nossa! Tá tudo dominado! Eu sou do bonde do Morcego!” A letra, que enaltece a poderosa Liga da Justiça – grupo criminoso comandado por Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman – já antevia o tamanho que as milícias teriam no jogo de tabuleiro do poder paralelo da cidade. Na metrópole do Rio, os grupos comandados por policiais, bombeiros, vigilantes, agentes penitenciários e militares, fora de serviço ou ainda na ativa, aterrorizam a população mais do que os históricos senhores do tráfico como o Comando Vermelho.

Um levantamento inédito feito pelo The Intercept Brasil, com base em informações obtidas com exclusividade do Disque Denúncia, mostra que, das 6.475 ligações anônimas que o serviço recebeu em 2016 e 2017 – referentes às atividades de traficantes e paramilitares na capital –, 65% delas denunciam milicianos. Como não há dados sistematizados pelo governo sobre o avanço das milícias no Rio, o volume de denúncias – analisadas por palavras-chave – são o mais forte indicativo dos caminhos do crime organizado.

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