Ouro Preto luta contra desastres causados pela Novelis

Jornal GGN – Após o desastre em Mariana (MG), em novembro de 2015, quando duas barragens da mineradora Samarco, propriedade das empresas Vale e BHP Billiton, romperam, ocasionando a maior tragédia ambiental brasileira, causando 19 mortes e afetando a moradia de 369 pessoas, os desastres no estado não param.

Agora, os moradores da cidade histórica de Ouro Preto, que completou 305 anos em julho, lutam para conseguirem de volta as terras que a prefeitura doou para a empresa de alumínio Novelis, que fechou as portas em 2015, e está vendendo os hectares, parte do patrimônio cultural da cidade.

A empresa, que pertence ao grupo Aditya Birla, foi contemplada com as terras para gerar empregos. Porém, além de nunca ter utilizado boa parte do terreno, após o fechamento não tomou nenhuma medida para preservação da área, o que ocasionou a poluição de parte do Rio Tripui, local onde foi encontrado a primeira pepita de Ouro Preto, e está com níveis elevados de resíduos tóxicos.

Os bairros de Saramenha e vizinhos, também sofrem com resíduos de soda cáustica espalhados pelo local.

A Novelis, ainda carrega a denúncia de enganar os órgãos públicos por dizer manter uma reserva particular de preservação natural, que os moradores afirmam não existir.

 

Fotos e vídeos: Associação Ouro Preto Moradia, Preservação e Cidadania

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6 comentários

    • O velho, pai dele, no passado sofreu as mesmas acusações

      Francisco,

       

      Corrija-me se eu estiver errado, mas creio que José Leandro Filho deve ter cumprido mais de quatro mandatos como prefeito de Ouro Preto. Em todos eles foi acusado de corrupção e nas campanhas sempre foi acusado de irregularidades. Embora seja médico, as administrações dele sempre foram um horror nas áreas da saúde e educação.

      Quando você postou o link, me lembrei logo de Gilmar Mendes. Não deu outra: foi o hoje presidente do TSE quem revogou a cassação do mandato de José Leandro Filho. Isso está perfeitamente de acordo com um cidadão que é latifundiário em Diamantino – MT, que sempre se posicionou contra a implantação de reservas indígenas e que, segundo o desafeto Joaquim Barbosa, tem uma série de capangas e jagunços ao seu dispor.

  1. MG é espoliada desde que os saqueadores paulistas lá chegaram

    Prezados,

    Minas Gerais nasceu sob a escravidão, degradação ambiental, roubo e pilhagem das riquezas minerais. Assim é há mais de 300 anos, desde que os primeiros saquedadores (paulistas, baianos, portugueses, do Rio de Janeiro, de outros países..) por lá chegaram, em fins do século XVII. 

    Quem viaja pelo estado, sobretudo na região central, vê centenas de minas a céu aberto, bem como barragens de rejeitos, que apresentam grande risco ambiental. Não menos poluidoras e degradadoras do meio ambiente são as siderúrgicas. 

    Para agravar ainda mais os problemas, os chamados royalties pagos pelas mineradoras são uma miséria, quando comparados àqueles pagos pelas empresas de petróleo. Se as mineradoras pagassem proporcionalmente o mesmo que a Petrobrás paga ao RJ e estados produtores doe petróleo, MG seria o mais rico esatdo da federação e um dos que poderiam ofecerer melhores serviços públicos e qualidade de vida a seus habitantes. Mas a dura realidade é bem outra.

    Nota: sou técnico em mineraçãoe trabalhei na área. Mas realismo crítico nunca me faltou.

  2. Ah, vá… que isso? A

    Ah, vá… que isso? A iniciativa privada é tão bacana, é a única possibilidade! Por causa dela tenho minha perua Cayenne, uma casa que todos invejam, um patrão finíssimo que me paga uma viagem anual só para encontrá-lo em Fort Lauderdale. Que honra! E olha que no nosso último encontro ele até falou que meu inglês parece nativo! Quase sem sotaque brasileiro nenhum! Valeu o esforço…

    E quer saber? Não apenas moro bem longe desse “mato” que é essa cidadezinha do interior de algum estado mixuruca da porcaria que é o Brazil, como nos Jardins nunca há desastres causados por ninguém. Nem onde moro nem onde estudam os meus filhos nem onde minha esposa faz compras. A polícia é minha e me protege.

    É isso, o negócio é cada um cuidar de si que a vida, e não esse “mato”, é mesmo uma selva. Azar dos outros.

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