Tornado atinge a cidade de Xanxerê

Jornal GGN – Na segunda-feira (20), a cidade catarinense de Xanxerê foi atingida por um tornado. A velocidade dos ventos chegou a 160 km/h, devastando parte do município de 47 mil habitantes. Duas pessoas morreram, pelo menos 120 ficaram feridas, 2600 casas foram destruídas.

O secretário de desenvolvimento regional de Santa Catarina, Ivan Marques, calcula que 30% da cidade tenha sido destruída. Os bombeiros falam de 10 mil pessoas atingidas diretamente pelos estragos.

O tornado de categoria F1 (numa escala que vai de F0 a F5) derrubou dez torres de energia elétrica e deixou parte da cidade às escuras. A população ainda corre o risco de ter o abastecimento de água afetado.

O governo federal mobilizou cem homem do Exército para ajudar nos trabalhos de reconstrução.

Diversos meios de comunicação local compartilharam fotos sobre a catástrofe.

Foto: Borrazópolis Notícias

Foto: Borrazópolis Notícias

Foto: Defesa Civil de Santa Catarina

Foto: Defesa Civil de Santa Catarina

Foto: Roma Lommel/Nossa Rádio

Foto: Sirli Freitas/Nossa Rádio

Foto: Sirli Freitas/Nossa Rádio

Foto: Sirli Freitas/Nossa Rádio

Foto: Sirli Freitas/Nossa Rádio

Foto: Sirli Freitas/Nossa Rádio

Foto: Sirli Freitas/Nossa Rádio

Foto: Sirli Freitas/Nossa Rádio

Foto: Sirli Freitas/Nossa Rádio

Foto: Sirli Freitas/Nossa Rádio

Foto: Sirli Freitas/Nossa Rádio

Foto: Sirli Freitas/Nossa Rádio

Foto: O Paralelo Campestre

Foto: O Paralelo Campestre

Foto: Parnaíba em Nota

Foto: Parnaíba em Nota

Foto: Parnaíba em Nota

Foto: Rádio Nambá

Foto: Rádio Nambá

 

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11 comentários

  1. Avisaram que isso iria acontecer

    Há muito tempo os cientistas avisaram que os efeitos mais visíveis do aquecimento global seriam:

    – Aumento das chuvas torrenciais e das secas;

    – Alteração da intensidade e da duração das ondas de calor e dos frios extremos;

    – Alteração do regime dos ventos e aumento dos ciclones e tornados.

    • Moro próximo à fronteira do RS com Uruguai e Argentina.

      Meu sogro, que sempre viveu na zona rural desta região, relata casos típicos de tornado: árvores quebradas como se fossem palitos, vento em forma de funil e rasgando em linha reta, galpões voando… Isso por volta dos anos 1950/1960. Nem se falava em aquecimento global. Qeum acompanha o blog do Metsul, aqui do RS sabe bem do que estou escrevendo.

      • A diferença é a arquitetura das casas.

        Até 1940 as casas na região sul eram feitas com grossas paredes que utilizavam tijolos maciços ou mesmo eram feitas de palmeiras preenchidas com barro e pedras, as paredes tinham 50 cm ou mais. As janelas eram fechadas com tampões de madeira maciça e estes presos as paredes com trancas também de madeira de lei. As janelas assim como as portas eram pequenas em relação as paredes. O telhado era coberto com pesadas telhas portuguesas que exigiam uma declividade maior ou igual a 33%. Para segurar as pesadas telhas portuguesas eram necessárias tesouras feitas muitas vezes de madeira roliça resultando numa estrutura muito pesada.

        Toda esta arquitetura levava a uma casa que resistia sem grandes danos tornados F1 e F2, e quando vinha um temporal com “trombas de água” choviam peixes mas a casa só perdia algumas telhas do beiral.

        Na arquitetura atual as paredes são leves feitas de tijolos furados muitas vezes sem uma cinta de amarração. As janelas são amplas e sua maior proteção são persianas de PVC. O telhado é feito com telhas leves com espessuras que até com granizo elas furam. As tesouras do telhado são ou de madeira leve ou com aço também leve, o ponto é bem baixo. Esta arquitetura não resiste nem uma ventania, muito menos um tornado classe F1 (nem vou falar de um F2).

    • Sinto muito Alan, mas vou te frustrar.

      Na realidade podes procurar no último relatório técnico do IPCC (CLIMATE CHANGE 2013 The Physical Science Basis) na página 50 do Sumário Técnico que lerás o seguinte:

      Ou se não gostares do texto, podes procurar na tabela (Table SPM.1), página 7 do Summary for Policymakers, onde sobre o item de ciclones que verás que a previsão do IPCC não contempla variações em cheias, secas e ciclones (eventos extremos). Sendo atribuídas a esta previsão a probabilidade de low confidence (algo menor de 33% de probabilidade de ocorrência.

      Logo, se alguém falou que as mudanças climáticas vão intensificar a frequência e intensidade dos ciclones, secas e tornados, este alguém não está baseado em nada que o IPCC disse.

       

  2. Do “nada” para o 2o. do mundo (!)

    Antes de mais nada, minha soliedariedade às vítimas do desastre, qualquer que seja a perda ou prejuízo.

    Mas acrescento minha surpresa em saber pelo noticiário que “SC é o segundo do mundo em tornados, atrás apenas do meio-oeste americano”.

    Eu que aprendi a ler em jornais antes mesmo de ir a escola, e que em quase 7 décadas sou viciado diuturno em noticiário, informação e conhecimento, não me lembro de tal “volume”. A menos de algumas recentes ameaças de tornado sem maiores danos, trombas dágua geralmente marítimas ou fluviais e alguns “anti-ciclones tropicais” nos mares da mesma região, inaugurando nossa “temporada de furacões” tupininquim, não me lembro de desastre de proporções como este.

    Ou eu nunca fui mesmo bem informado, ou a mídia escondeu estes fenômenos ou a mamãe Natureza já está de saco cheio de nossa desfaçatez para com ela.

    Qual será das 3 a mais provável?

  3. Não teve uma imagem do

    Não teve uma imagem do tornado? Isso nos faz pensar se foi mesmo um tornado…

    Tornado é o mesmo que ventos fortes? 🙂

    E se houver mesmo um tornado com ventos de 160km/h….isso não seria categoria 2 que tem ventos entre 150 e 170?

     

     

     

  4. Tornados em toda região sul e em São Paulo são comuns.

    Tornados em toda região sul e em São Paulo são comuns, não tem nada de excepcional, a diferença estão nas casas, casas com grossas paredes como as casas estilo colonial, com madeirame em madeira de lei, telhas portuguesas com ponto alto são praticamente indestrutíveis para tonados classe F1 e F2.

    O que mudou foi a arquitetura, e não a intensidade dos tornados.

  5. Tornado em Xanxerê

    Presados,

    Sou de Xanxerê.

    Só vendo in loco para se ter noção da dimensão da catástrofe que atingiu a nossa cidade. Estima-se que tenha sido um tornado classe F2. Maiores detalhes podem ser obtidos no site http://www.tudosobrexanxere.com.br/index.php/noticias.

    Esse tornado passou aproximadamente 500 metros ao norte do centro da cidade, no sentido oeste-leste, atingindo 6 bairros residenciais com bastabte intensidade em uma faixa de aproximadamente 200 metros – a segunda imagem mostra o centro da cidade, a Igreja matriz e o tornado passado ao lado.

    Para se ter uma idéia de que não são fenômenos tão raros, no mesmo dia e quase na mesma hora a cidade de Ponte Serrada, com aproximadamente 10 mil hab., também foi atingida por um tornado de menores proporções. Há quatro anos o mesmo ocorreu em Guaraciaba, no extremo oeste catarinenese e aproximadamente 180 km de Xanxerê, em que 4 pessoas morreram, apesar de ter atingido a zona rural – o que é mais comum, razão da pouca repercussão de tais fenômenos.

    O que importa neste momento é a solidariedade para com as vítimas atingidas, pois a ajuda oficial, apesar de preciosa e imediata através dos diversos órgão mobilizados – Defesa Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, dentre outros – nem sempre é suficiente.

    Portanto, a quem interssar, está disponível a conta oficial para depósito de quelquer valor para quem pode e quer ajudar: Banco do Brasil S/A, agência 0596-X, conta corrente 2.015-X, CNPJ 83.009.860/0001-13. Desde já, agradecemos aos que se solidarizarem. Abraços a todos. 

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