Ciência, por Gustavo Gollo

Ciência

por Gustavo Gollo

Como é natural, cientistas supõem a si mesmos as grandes autoridades sobre sua própria atividade, a ciência. Existe, no entanto, um ramo da filosofia, a epistemologia, que trata do tema “ciência”. Aos olhos desses estudiosos, surpreendentemente, os cientistas, em geral, costumam ter uma compreensão muito vaga sobre o assunto! (A enormidade da presunção em que tal alegação parece incorrer, chega a ser cômica, mas visão dos cientistas sobre “ciência” permanece a mesma desde o século XIX).

De fato, embora os cientistas acreditem ter completa autoridade sobre o tema “ciência”, possuem uma noção muito ingênua sobre o assunto, conclusão a que eles próprios chegam, e bem rapidamente, caso frequentem debates, ou aulas, com epistemólogos, os especialistas na área. Apesar da aparente presunção dos filósofos, todos os que se envolvem nos debates concluem o mesmo, constatando quase imediatamente, a ingenuidade dos cientistas acerca do que seja “ciência”.

Por haver uma quantidade muitíssimo superior de cientistas que de epistemólogos, e por parecer natural que sejam eles as maiores autoridades sobre o assunto, a visão ingênua dos cientistas acaba prevalecendo, sendo muito mais amplamente divulgada que a dos filósofos, eternizando, em consequência, um modo insustentável de encarar a ciência. A visão dominante propalada pelos cientistas, é repassada em seguida, ao público geral, através dos meios de comunicação, razão pela qual a desinformação geral sobre o tema é enorme. Entre os cientistas, além de gigantesca, a desinformação sobre o que é “ciência” é altamente danosa.

De acordo com a visão ingênua de ciência, Galileu teria instituído o método experimental, o fundamento de toda a ciência, soltando objetos do alto da torre de Pisa para provar, desse modo, que caíam todos com a mesma velocidade. Quem se atrever a consultar os escritos de Galileu se surpreenderá com a forte argumentação teórica em favor de tal conclusão que, segundo historiadores, nunca teria sido testada empiricamente. (Fico pensando aqui: se dividirmos um objeto em 2, os pedaços devem cair mais lentamente? E se colarmos os pedaços? Teria a cola algum poder acelerador?).

Leia também:  Nicho e interações: Uma introdução à ecologia evolutiva, por Felipe A. P. L. Costa

Acontece, no entanto, que a relevância da experiência se impõe, de fato, após a formulação de hipóteses, não antes. Além disso, a experiência não é suficiente para provar verdades científicas. Tal conclusão, estabelecida por Popper, quase um século atrás, e admitida atualmente por todos os estudiosos da ciência, foi o que desmistificou o ideal ingênuo de prova científica baseada em observações.

A justificativa de tal conclusão é bem simples: por mais estabelecida que esteja uma dada hipótese, por maior que seja o número de observações que a tenham confirmado, nada impede que a observação seguinte refute a hipótese, bastando uma única observação, bem confirmada, para tal.

Não contente em desmistificar as crenças fundamentais dos cientistas sobre sua própria atividade, Popper propôs uma definição de ciência que exclui de sua prática uma parte considerável de seus supostos membros, quero dizer, aceitando-se a definição de ciência proposta por Popper, conclui-se que a maioria dos químicos, biólogos e “cientistas” em geral não faz ciência, de fato! (Começo a entender, só agora, a partir dessa formulação, o ódio devotado aos popperianos por alguns desses excluídos).

Apesar da aparente presunção, Popper é, sem dúvida, o mais influente teórico sobre o tema. [Thomas Kuhn, seu “opositor oficial”, aparece em várias listas como o autor mais citado do mundo!, mas, ao contrário de Popper, Kuhn não se propõe a normatizar a conduta dos cientistas, não lhes diz como devem fazer seu trabalho, Popper faz isso. Enquanto Kuhn tenta descrever a prática de um conjunto de profissionais chamados “cientistas”, Popper propõe uma atividade capaz de promover o crescimento do conhecimento, a que ele denomina “ciência” (os que a executam devem ser apropriadamente chamados cientistas, e apenas esses)].

Mas, em que consiste tal prática, capaz de promover o crescimento do conhecimento? Sua receita para fazer ciência é, de fato, extremamente simples: invente uma hipótese, e depois tente refutá-la. Boa ciência resistirá às sucessivas e sempre renovadas tentativas de refutação. Esse jogo, no entanto, nunca termina. Cientistas devem buscar, incessantemente, maneiras de refutar as teorias já propostas. Confirmações da teoria podem reforçá-las cada vez mais, mas nunca as garantem. Nenhuma teoria, nenhuma hipótese, por mais confirmada que já tenha sido, torna-se imune a novas tentativas de refutação.

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O papel dos cientistas é inventar e reinventar hipóteses discrepantes e capazes, em princípio, de revelar os equívocos das teorias anteriores; e, em seguida, testá-las.

A frase acima consiste em um bom resumo das ideias de Popper.

Detalhes adicionais, secundários, somam-se a isso, por exemplo: boas teorias são construídas de maneiras que as tornam refutáveis. É muito fácil construir teorias irrefutáveis, bastando para isso dominar os fundamentos de lógica. Tais “teorias”, no entanto, são vazias, não têm conteúdo informativo.

“Ciência” e “conhecimento” são temas importantes que permeiam nossa compreensão acerca de tudo. Aos que queiram se inteirar do assunto, recomendo a leitura de “A lógica da investigação científica”. Partes desse livro, no entanto, são muito específicas, quase não interessando à maioria, podem ser ignoradas (faça isso sem pudor); a edição da coleção “Os pensadores” faz isso, é a que recomendo. A primeira parte do livro é bem curtinha (20 e poucas páginas), as ideias fundamentais de Popper estão lá. Os que a lerem ganharão muito com pouco esforço, aconselho a todos. Interessados em ciência, especialmente os cientistas, são fortemente recomendados a isso. O capítulo seguinte, o de número 3 também tem importância. Preguiçosos podem parar por aí, terão aprendido bastante em poucas páginas.

Popper publicou muitos livros, não sei bem o que pensar deles. Muitos especialistas sobre sua obra dão atenção exagerada, creio, a seus outros textos, o que acaba confundindo e enfraquecendo a proposta inicial do autor, sua ideia fundamental. Em minha opinião, todo o restante tem pouco interesse.

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Tento fazer ciência popperiana, ou seja, minhas teorias são inspiradas nessa metodologia. Como exemplo, veja esta:

https://jornalggn.com.br/fora-pauta/como-surgiu-a-reproducao-sexual-por-gustavo-gollo

Dei aí pouca ênfase à parte experimental, aos testes da teoria. A proposição sugere imaginar e executar maneiras de refutar a hipótese. O que faz parte do jogo. Tentativas assim são bem-vindas.

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46 comentários

  1. Chega dessa desgraça!!!

    Já deram atenção demais pra essas bobagens!!! Que coisa mais ridícula!!!

    Eu pensei que com o tempo o próprio autor fosse se cansar dessas bobagens… pelo jeito não.

    ESSES TEXTOS SEM PÉ NEM CABEÇA SÃO NARCISISMO PURO! UMA BOBAGEM COMPLETA… O AUTOR ABORDA TEMAS DOS QUAIS NÃO ENTENDE ABSOLUTAMENTE NADA! FAZ ISSO DE FORMA DESRESPEITOSA E ARROGANTE! NÃO EXISTE NENHUM TIPO DE PESQUISA OU TRABALHO SENDO REALIZADO… NADA! SIMPLESMENTE UM LEIGO DEVAGANDO SOBRE ASSUNTOS ALEATÓRIOS.

    EM DIVERSOS MOMENTOS O AUTOR DEMONSTRA QUE SEU CONHECIMENTO ESTÁ ABAIXO DO QUE SE ESPERA DE UM ALUNO DE 16 ANOS.

    ISSO AQUI TEM NOME: OBSCURANTISMO E PSEUDO-CIÊNCIA.

    ESSE AQUI DEFINITIVAMENTE NÃO É O LUGAR DESSE TIPO DE COISA… E SE FOR… AQUI NÃO É LUGAR PRA MIM.

     

    PS: Gollo, esses fakes que você cria para se auto-elogiar são tão patéticos quanto esses próprios textos!

     

  2. òtimo texto, Gustavo

    Aqui está uma verdade absoluta sobre a ciência que é ignorada por muita gente, até mesmo por cientistas profissionais com profunda formação e  renome.

    Algo só pode ser afirmado como verdade irrefutável se e apenas se houver se cehgado a uma explicação limite única e total sobre este faot, não havendo mais possibilidade de resposta divergente pra tal fato.

    Mas o fato é que os cientistas correm pra dar uma explicação sua, fazem teestes pra comprovar oq uanto estão certos, e se oresultado estiver batido, terminam aí as pesquisas 9até pra não correr o risco de achar algo que ponha em cheque sua teoria).

    Ah, o animal humano…

  3. Presunção

    Como é natural, cientistas supõem a si mesmos as grandes autoridades sobre sua própria atividade, a ciência.

    Pode-se dizer também que os epistemologistas tem a presunção de saber mais sobre ciẽncia do que quem as faz, os cientistas.

     

    QUAL A DIFERENÇA?

    1) por mais estabelecida que esteja uma dada hipótese, por maior que seja o número de observações que a tenham confirmado, nada impede que a observação seguinte refute a hipótese, bastando uma única observação, bem confirmada, para tal.

     

    2) invente uma hipótese, e depois tente refutá-la.

    Sobre (2): não se “inventa” uma hipótese simplesmente, ela deve ser baseada em observações e deve explicar totalmente os fenômenos observados.

     

    (Fico pensando aqui: se dividirmos um objeto em 2, os pedaços devem cair mais lentamente? E se colarmos os pedaços? Teria a cola algum poder acelerador?).

    Isso é o oposto ao que disse Galileu!!!!

     

    Vc é cientista, epistemologista ou só fala o que lhe vem à cabeça?

    • Desista de argumentar racionalmente.

      Vários já tentaram… não se aplica a essa situação.

      Esses textos são delirantes e patológicos… falta o mínimo de bom senso e cuidado científico.

      O maior erro aqui foi se abrir espaço para esse tipo de coisa.

      Note que a assinatura do autor já mostra a que veio: “Profeta, multicientísta, multiartista, filósofo”

  4. Por falar em ciências, reporto-me à serva e rainha de todas elas

    Reportando-me à matemática, desde ontem estou tentando, sem sucesso, esboçar o gráfico da função cuja variável dependente, y, é igual ao quociente da variável independente, x,pelo seu quadrado, y=x/x².

    Essa função é crescente ou decrescente?

    Quando x aumenta, y diminui.

    Alguém pode me ajudar, falando sobre essa função? Se ela é possível, etc?

      • Se ao invez de “ao quadrado”

        Se ao invez de “ao quadrado” tivermos uma curva em sino daquelas que sobem e descem, qual eh o ponto no qual a equacao para de fazer sentido?

        (sorry, eu nao lido com matenatica e tem a pergunta tem a ver com aviacao.)

        • Edson, Almeida e Ivan, muito obrigado pela atenção

          Eu acho que a função é afim e que, consequentemente, seu gráfico deve ser uma reta. No gráfico acima há duas curvas.

          Outra dúvida: Se o coeficiente angular é positivo, a função deveria ser crescente.

          Minha prole me cobra explicações urgentes.

          Câmbio

           

          • oi

            a função que vc colocou acima NÃO é uma reta, é uma curva decrescente.

            Não são duas curvas, é a mesma, para X positivo e X negativo.

             

            Para a função que vc colocou, f(x) = 1/x , a inclinação é dada por g(x) = -1/x^2

             

          • Que mundo estranho

            A curva se parece com a Santíssima Trindade, que são três em uma. Quer dizer que temos uma curva em duas?

            Se há descontinuidade no ponto zero das abcissas, como pode ser apenas uma curva?

            Se a inclinação é negativa, não deveríamos ter f(x) = -1/x?

            Desculpe, amigo. É que a televisão me deixou burro, burro, burro demais. E agora eu fico aqui nessa jaula junto com os animais.

          • (Obrigadissimo, Marcon.  

            (Obrigadissimo, Marcon.   Acho que nao me expliquei bem, no entanto.  Aa linha do primeiro grafico (com 1/x ou na equacao original, x ao quadrado) eh aplicado um “aditivo” em sino.  Tem a ver com espacos logaritmicos mas infelizmente eu nao sei explicar o que estou querendo.)

  5. Pura falácia do espantalho…

    Atribui aos cientistas, em geral, crenças já questionadas há décadas, e depois os critica por, supostamente, ter essas crenças. Empulhaçao pura.

    Ah, nao adianta tentar me impedir de questionar esse absurdo pondo fakes a prever que eu o farei. Eu o farei mesmo, enquanto vc continuar a desmoralizar o Blog com suas besteiras sobre assuntos de que nao entende.

  6. Valei-me, São Umberto Eco!! Rogai por nós, ateus desesperados!

    Não se precisava dar tanta voz aos imbecis. Parei de ler quando apareceu “ciência”, assim entre aspas. O próximo passo deve ser ensinar missa a Francisco, El Papa Porteño, ou futebol ao Maradona. Carajo!

  7. Voltei…

    … Fui tomar um pouco de ar, depois das duas frases lidas. Onde estou, o céu está todo limpo e intensamente azul. Sopra uma brisa fresca. No horizonte vejo morros verdes, nas ruas há uma juventude vibrante e a presença de lindas garotas. Parei na sombra de uma árvore, para apreciar um sabiá que cantava, alheio à minha presença a meros dois metros. Da minha janela entra, de uma escola próxima, o som de uma algazarra alegre de crianças. A vida é bela! Voltei bem humorado e nutrido de boa vontade. Então, tomo engov, por precaução, e bastante coragem para ler o restante de onde parei. Deparo-me com isto:

    “… se dividirmos um objeto em 2, os pedaços devem cair mais lentamente? E se colarmos os pedaços? Teria a cola algum poder acelerador?”

    P#T@ Q#& P@R%#!! Não há bom humor e nem boa vontade que resistam. Lembrei-me no ato de uma frase do Stanislaw Ponte Preta: “Há sujeitos tão inábeis que sua ausência preenche uma lacuna.”

    É o samba do epistemólogo doido. Só em páginas de terra plana encontro, emitido pelos terrapranilsons, besteirol de Física assemelhado. Sabe aquele sujeito que, do alto de sua “sabedoria” em Matemática, afirma ser um mais um igual a três e resolve dizer que Gauss era uma besta quadrada, Russell não entendia nada de lógica… O cara não sabe soletrar “Ivo viu a uva”, mas resolve fazer crítica literária da obra de Machado de Assis. Ele desafina tocando chocalho e se mete a discorrer sobre a harmonia das fugas de Bach. Pois é, os cientistas não sabem nada de Ciência, quem sabe é o… “epistemólogo”.

  8. Lá no início de minha carreira aprendi muito com cientistas ….

    Quando estava no início da minha carreira e era conhecido no Instituto como alguém com uma formação teórica razoável e como era o professosr mais jovem, me passavam os piores abacaxis (acho que a segunda razão é a mais correta, a primeira é só para reforçar meu ego). Sempre que apareciam cientistas amadores com equipamentos hidráulicos complexos que violavam de cara princípios de não conservação de energia e produção da mesma do nada, me passavam com a tarefa de  olhar e mostrar a onde estava o erro!

    Como eu seguia rigidamente a hierarquia, e trabalho dado era trabalho executado, perdia muitas horas  para mostrar e demonstrar a onde estavam os erros. Com estes cientistas amadores aprendi muita coisa, primeiro que devido uma formação incompleta e mal digerida eles faziam estruturas tão complexas que os mesmos se enrrolavam e nem se davam conta a onde estava o erro. Quando achava, fazia uma pequena explicação do porque estava errado e entregava os resultados do meu trabalho aos nossos cientistas amadores.

    Apesar de levar seriamente a tarefa, identificar perfeitamente o erro e descrevê-lo dentro da física corrente, o que REALMENTE APRENDI é que quanto maior fosse o cuidado do trabalho meu trabalho e melhor a demonstração dos erros, maior eram os inimigos que eu conseguia, pois simplesmente embalado na sensação de ter descoberto algo fantástico, a ambição era maior do que a razão, e os mesmos olhando a explicação bloqueavam o senso crítico e simplesmente me acusavam de não ter entendido o problema.

    Então com o tempo aprendi que é melhor dar uma desculpa de falta de tempo e não fazer nada do que mostrar o erro!

    • Vou contar uma das histórias, pois certamente o “cientista” ….

      Vou contar uma das histórias, pois certamente o “cientista” já está morto.

      No fim da década de setenta (ou seja, há uns trinta e tantos anos), um dos colegas de faculdade do diretor do Instituto que eu trabalhava (o diretor já havia se aposentado e reentrou para ser diretor) descobriu uma forma de produzir energia a partir enviando água a cavernas profundas e as reenviando a superfície e sem mais nada gerando energia.

      O projeto do “cientista” era carinhosamente desenhado a lápis num papel vegetal tamanho A0 (para quem não sabe A0 tem 1m²), a escala de redução era grande logo as estruturas pequenas ao extremo se emaranhavam dentro dum circuito completamente louco com válvulas, bombas, curvas, bifurcações e reservatórios de diversos tamanhos, alguém com boa destreza no desenho demoraria no mínimo duas ou três semanas para desenha-lo.

      No meio de toda aquela confusão a água descia as profundezas e ascendia em moto contínuo para próximo ao solo passar por algumas turbinas que geravam energia, se ainda houvesse um gradiente térmico poderia se pensar em algo, mas isto não foi considerado pelo inventor. No meio de toda um emaranhado de peças dos mais diversos tipos, tinham algumas pecinhas que quase passavam despercebidas compostas de dois cilindros de diferente diâmetro, em que o autor considerava que houvesse uma transmissão de pressão, mas para que a geringonça funcionasse eles tinham que ser interligados por um eixo, logo o que transmitiria era a força e não pressão, logo não funcionava, isto é um princípio básico que qualquer técnico de hidráulica bem formado acharia o erro, nada de genial ou surpreendente.

      Depois de quebrar a cabeça por horas a fio, para entender a enroscada, levei todo satisfeito o resultado para o diretor que também trabalhava com hidráulica, e logo entendeu o erro. Deixei com ele para que explicasse ao seu colega a onde estava o problema. Após algumas semanas perguntei ao diretor o que havia ocorrido, ele simplesmente me respondeu que não iria perturbar o colega que já devia ter uma idade avançada, e não precisava mais uma desilusão na vida. Como desculpa ele disse ao vetusto colega que ninguém tinha entendido tão complexo equipamento.

      Moral da história:

      O “cientista” saiu convencido da sua genialidade e da incapacidade dos outros entende-la, provavelmente entrou num clube de bocha para se divertir e não levou adiante sua ideia absurda, deve ter morrido feliz ciente da sua genialidade. 

      • Ooohh! Sr rdmaestri

        Ooohh! Sr rdmaestri, tais credenciais fazem com que seus comentários enobreçam meu texto, deixando-me honrado.

        Apesar de tal honra, e da longa história relatada, sua crítica a fatos antigos e recorrentes, ainda que indiretamente, parece insinuar certa similaridade entre as ideias que proponho e as ridicularizadas no comentário.

        Báh! Mas, não conviria, especialmente a um gaúcho, mais ainda após ter propalado tais habilidades, justificar a razão da provável insinuação referida acima?

        A maioria de minhas ideias apresentadas aqui no site versam sobre questões biológicas, tema que, infiro de seu comentário, talvez não o deixe à vontade.

        Este, no entanto

        https://jornalggn.com.br/fora-pauta/teoria-da-evolucao-por-gustavo-gollo

        dirige-se mais a engenheiros, físicos, matemáticos e afins que a biólogos. Creio, por isso, ter sido o que evocou a comparação implícita em seu comentário.

        Peço assim que demonstre suas palavras criticando a argumentação apresentada nesse texto. O pedido, naturalmente, se estende a outros textos, mas agradecerei, especialmente, críticas ao que sugeri, e que, suponho, lhe seja mais apropriado.

        • Pessoas idosas devem continuar iludida até à morte?

          Um Cientista com uma idade avançada precisaa continuar iludido até o fim da vida?

          Num teste, a Professora pergunta ao Joãozinho quanto é 3 vezes 7.

          Joãozinho responde que é 20.

          A Professora diz que 3 vezes 7 é 21 e, por ter errado, o Joãozinho vai levar um zero.

          O Joãozinho não se conforma e diz: Professora, a diferença entre 20 e 21 é só 1. Porque você não deixa 3 vezes 7 ser vinte?

          A Professora se sensibilizou e disse:

          “Tudo bem, 3 vezes 7 é igual a 20 e você vai levar um 10.

        • Caro Gollo, a minhas observações são mais alertas do que …..

          Caro Gollo, a minhas observações são mais alertas do que críticas (apesar de uma alerta baseada em duras críticas).

          Porém no fundo estou colocando-o em face a um dilema, geralmente criado por uma tendência natural, ou por nos envolvermos em temas que não conhecemos a fundo, ou por não temos uma formação acadêmica para o assunto ou ainda por estarmos desatualizados.

          Muitas vezes há um sentimento natural de nos acharmos geniais, e muitas vezes ocorre que vamos descobrir fatos que eram de domínio público há algumas décadas e mais outras surpesas agradáveis ou desagradáveis.

          Devemos ter algum noção de que a exposição a críticas diante um grupo maior, pode nos fazer mais mal do que bem, e é no caso o que está acontecendo contigo, poderia até fazer críticas ao teu texto, porém não sinto a mínima vontade em fazê-las, pois prejudicaria alguém mais do contribuíria.

          Usei um texto duro e provocativo exatamente para ser duro e provocativo e desta forma produzir efeitos, colocando-o numa direção correta de uma contribuição que podes fazer a todos. Seja menos ambicioso e se satisfaça em contribuir para a ciência, não tentando demolí-la e construir uma nova, mas sim de colocar um pequeno tijolo numa grande construção.

          • Não se tratava, então, de uma crítica

             

            Não se tratava, então, de uma crítica, como pareceu ter sido colocado, mas de uma leviandade agora apresentada como um alerta? Que situação…

    • Comentários impertinentes

      Críticas assim, reconhecidamente infundadas, constituem, obviamente, comentários impertinentes que muito naturalmente, deveriam ter sido motivo de retratação. A oportunidade dada anteriormente lhe teria permitido escapar do puxão de orelha.

  9. Parece ter ficado mal

    Parece ter ficado mal esclarecido o seguinte parágrafo:

    “De acordo com a visão ingênua de ciência, Galileu teria instituído o método experimental, o fundamento de toda a ciência, soltando objetos do alto da torre de Pisa para provar, desse modo, que caíam todos com a mesma velocidade. Quem se atrever a consultar os escritos de Galileu se surpreenderá com a forte argumentação teórica em favor de tal conclusão que, segundo historiadores, nunca teria sido testada empiricamente. (Fico pensando aqui: se dividirmos um objeto em 2, os pedaços devem cair mais lentamente? E se colarmos os pedaços? Teria a cola algum poder acelerador?).”

    Quis dizer, apenas, que Galileu se baseou em argumentos desse tipo para concluir sobre a equivalência das velocidades de queda dos corpos. Se a velocidade de queda fosse proporcional ao peso, como se supunha na época, ao dividir um objeto em dois pedaços, eles cairiam mais vagarosamente, ao colá-los eles tornariam a ganhar velocidade, evidenciando um “poder mágico” da cola admitido por ele como absurdo. Segundo historiadores, a experiência da torre constituiria uma lenda que não precisou ser realizada.

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