Físicos apresentam solução para evitar respingos de urina

Jornal GGN – Dois físicos dos EUA (Estados Unidos) apresentaram, nesta semana, uma solução para homens que são “ruins” de pontaria na hora de urinar. Segundo o estudo, que será apresentado publicamente em evento da Sociedade Americana de Física, há meios possíveis para evitar que os respingos se espalhem pela louça do vaso e até mesmo pelo chão.

Ainda que tenham sido questionados sobre a seriedade do assunto, os pesquisadores garantem que se trata de uma solução para reduzir riscos de contaminação por bactérias, principalmente em banheiros de hospitais, onde o risco de infecção hospitalar é muito alto.

A equipe construiu um simulador de micção: um recipiente de cinco litros com mangueiras ligadas a dois tipos de uretra sintética. Os cientistas, então, usaram água colorida, com força média e pressão similares às geradas pela bexiga e pelas uretras humanas, para simular jatos de urina contra a parede de banheiros, que foram registradas usando câmeras de alta velocidade.

Com as câmeras, os físicos avaliaram os detalhes de cada movimento da água e observaram um fenômeno conhecido como instabilidade Plateau-Rayleigh, no qual o líquido se divide em gotas, formando um caminho.

“O fluxo de urina masculina divide-se em cerca de 6 a 7 polegadas fora da saída da uretra. Então, no momento em que ela atinge o mictório, ela já está em forma de gota. E essas gotas são as autoras da formação inicial em suas calças”, explica Randy Hurd, da Universidade Brigham Young. “Quanto mais perto você estiver [do mictório ou vaso], melhor. Se você pode obter o impacto do fluxo com a porcelana, é muito menos caótico”, explica, referindo-se ao processo pelo qual as gotículas se espalham pelo vaso, mictório e até pelo chão.

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De pé ou sentado?

Os cientistas avaliaram, ainda, qual seria a melhor posição para urinar de modo a evitar respingos e, consequentemente, a contaminação. As duas posições possíveis em relação ao vaso sanitário – de pé ou sentado – são discutidas há tempos sobre qual seria a mais eficaz nesse sentido. Levando em conta o senso comum de que a posição sentada seria mais segura, ainda que seja algo visto de forma negativa ou preconceituosa quando se trata de homens (na Alemanha, segundo eles, há até um termo depreciativo para homens que sentam para urinar).

Para comparar as duas posições, os cientistas também realizaram testes com pessoas reais. “Acontece que você está cinco vezes mais longe ao ficar de pé, e isso é uma diferença muito significativa na velocidade de impacto para as gotas de urina”, explica Hurd. “Você pode ver as gotas criarem uma grande cavidade na água, que, em seguida, entra em colapso, causando ainda maior alcance. A quantidade de respingo é considerável”, complementou. “Parece que sentar-se é a melhor maneira infalível para evitar respingos indesejáveis em um banheiro tradicional”.

Questão de ângulo

“Acima de tudo”, ele continua, “a melhor coisa que você pode fazer para reduzir os salpicos – sentado ou em pé – é alterar o ‘ângulo de ataque’”. Um jato direto em uma superfície vertical do vaso, e não diretamente na direção da água, resulta em uma onda de respingos desagradável, da mesma forma que quando não se mira diretamente na água do vaso sanitário.

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“Estreitar o ângulo realmente ajuda”, diz Hurd, que destaca que, para um mictório comum, a “melhor prática” significa estar de pé, ligeiramente de lado, para gerar um baixo ângulo de impacto. “Desta forma, você pode tirar proveito de ambas as técnicas de redução inicial”, explica o físico.

Os cientistas explicam que as próprias características e materiais dos vasos sanitários e mictórios, com suas superfícies antiaderentes para reduzir a proliferação de bactérias, acaba ajudando no resultado dos respingos. “A maioria das superfícies de fazer xixi, tais como porcelana, são hidrofílicas, o que é uma desvantagem.

A água se espalha entre eles, criando uma poça de espirro”, avalia. Hurd acredita que os revestimentos hidrofóbicos (que geram misturas heterogêneas) são mais interessantes, pois acabariam por tornar os banheiros mais higiênico, com benefícios importantes para os hospitais, escolas e locais de trabalho.

Com informações da BBC

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1 comentário

  1. GRANDE INVENÇÃO

    O que seria da humanidade se não fossem pessoas como estes “cientistas”?

    Como eu não tenho e nem sei usar um transferidor para medir o ângulo entre meu bilau e a água do vaso sanitário, teria que urinar sentado. Mas como essa posição é desaconselhável em banheiros públicos – por questão de higiene e para não ser ridicularizado por algum gaiato presente ao ato – encontrei uma solução para não contaminar o ambiente: vou enfiar o meu bilau no bico de uma garrafa de 600 ml e colacá-la dentro da calça, exatamente como fez o famoso Assis Chateaubriad na coroação da Rainha Elizabeth II, da Inglaterra. 

    Assim, quando der vontade de urinar, basta deixar o líquido contaminante escorrer para dentro da garrafa.

    É claro que, por medida de segurança, vou levar um martelinho, para quebrar a garrafa, na eventualidade do bilau ficar preso por um vácuo.

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