Mídia esconde dissidentes de Einstein na descoberta das ondas gravitacionais

Por Wilson Ferreira

O anúncio de que pela primeira vez cientistas detectaram ondas gravitacionais que passaram pela Terra originadas de uma fusão de dois buracos negros foi recebido pela grande mídia como “revolução na astronomia”,  “janela aberta para um novo Universo” e “confirmação das previsões da Relatividade Geral de Einstein”. Mas todo esse “hype” que leva a grife de Einstein (o ícone pop da genialidade) esconde uma crise na Física provocada pelos resultados de experiências com interferômetros que buscam ondas desde o século XIX: a disputa entre Éter versus Relatividade – de um lado os dissidentes de Einstein (Nikola Tesla, Dayton Miller etc.) que defendiam um Universo cujo espaço é preenchido pelo Éter (substrato pré-físico de onde se originaria toda energia); e do outro o modelo Newtoniano do vácuo e inércia, além de Einstein que substituiu a noção de Éter pelo continuum espaço-tempo. A descoberta dos cientistas do LIGO suscita a dúvida central dessa crise: como uma onda se propaga no vazio?

Pessoas de todo mundo comemoraram nesse mês o anúncio de cientistas do LIGO (Laser Interferometer Gravitational Wave Observatory nos EUA) de que, pela primeira vez, foram diretamente detectadas ondas gravitacionais – ondulações no tecido do espaço-tempo previsto há 100 anos na Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein.

Em setembro do ano passado a dupla de detectores do observatório, localizados na Louisiana e Washington, gravaram uma fraca vibração que atravessou o planeta. As análises revelaram ser ondas gravitacionais originadas do encontro de dois buracos em movimento de espiral que se fundiram criando um cataclismo cósmico que deformou o espaço-tempo.

Como não poderia deixar de ser, a mídia acompanhou o entusiasmo dos cientistas e comemorou a descoberta como “monumental”, “abertura de uma nova era da investigação científica”, “uma janela para ver o universo de forma totalmente nova”, “abertura dos nossos sentidos para um novo conjunto de sinais cósmicos” etc.

E não faltaram esforços pedagógicos de jornalistas para explicar ao público leigo  conceitos tão abstratos como “ondas gravitacionais” e “deformação do espaço-tempo”: bolas colocadas em um lençol suspenso estendido ondas as deformações no tecido são comparadas com as do espaço-tempo; ou repórteres jogando pedrinhas em lagos e comparando as ondas concêntricas na superfície com as gravitacionais.

Espaço-tempo não é palpável

Mas todo esse hype que leva a grife de Albert Einstein (o próprio ícone da genialidade pop) parece simplesmente ignorar duas questões potencialmente incômodas e ignoradas pela grande mídia: as “ondas gravitacionais” foram detectadas e comprovadas como realidade palpável. Mas o próprio Einstein fazia questão de enfatizar que “o espaço-tempo não tem existência própria, mas apenas como qualidade estrutural do campo gravitacional”. Em outras palavras, Einstein pensava as deformações do espaço-tempo como modelos matemáticos ou geométricos não-euclidianos e não condições em que vivemos. “São modos como pensamos”, dizia – sobre isso clique aqui

Como um modelo matemático que não tem existência ou substância própria ganha a realidade através do LIGO?

O que foi detectado?

Isso leva a uma outra questão: então, o que foi detectado? As analogias explicativas das deformações espaço-tempo mostram lençóis estendidos ou ondas na superfície de um lago. Mas, ondas (ou deformações) só ocorrem através um meio físico – o lençol, a água, o ar etc. Então, como ondas gravitacionais podem se propagar no suposto vazio que é o espaço? A resposta seria que estas ondas seriam carregadas por partículas, e partículas não precisam de um meio para se locomoverem, como no caso do fóton na força eletromagnética.

Porém, a hipótese da existência do gráviton (a partícula que carregaria as ondas gravitacionais) ainda está por ser comprovada.

O que a grande mídia não revela é que o anúncio da descoberta do LIGO traz de volta a velha crise na Física criada pelo conflito entre o atomismo das partículas que possuem trajetórias independentes (a inércia do modelo newtoniano) e o monismo do modelo ondulatório da força da gravidade.

Explicando melhor: o conflito entre a mecânica newtoniano do movimento (a primeira Lei da Inércia onde objetos mantém-se em constante estado de movimento no vazio ou vácuo) e o antigo modelo de que tudo no universo se movimenta no interior de um substrato único chamado éter – termo considerado obsoleto para a Física atual e presente na história da ciência desde os primeiros modelos de céu criados pelos filósofos gregos.

Éter luminífero

Antes de Newton acreditava-se que a luz se propagaria pelo universo através de uma série de ondas de choque no chamado éter luminífero – todo o Universo seria preenchido por essa misteriosa substância que, mais do que um meio através tudo se propaga e se arrasta, seria um reino pré-físico que converteria a energia em forma material. A Natureza abomina o vácuo, disse certa vez Aristóteles.

Newton formulou as três Leis do Movimento baseado na existência do vácuo: se os planetas se mantêm na órbita do Sol apenas pela inércia, é inconcebível a existência de algum tipo de atrito com uma substância no espaço pois, caso existisse, haveria desaceleração e os planetas cairiam em direção ao Sol. Dessa maneira, a ideia do vácuo tornou-se indiscutivelmente correta, e permanece inquestionável até hoje.

Dissidentes da Relatividade

Nomes dissidentes da Teoria da Relatividade como o inglês Christopher Caldwell perceberam que apesar de Einstein ter mostrado que as dimensões absolutas de Newton (massa, atomismo, tempo, espaço, gravidade) fossem na verdade relativas, isso não o fazia acreditar que tudo no Universo fosse relativo. Todo o trabalho de Einstein foi combater as suas próprias descobertas da relatividade, eliminando qualidades relativas de modo a alcançar no final uma fundação firme e absoluta – sobre isso clique aqui.

Einstein substituiu tanto a noção de éter como a de vácuo pelo continuum tempo-espaço preenchendo o vazio com deformações e ondas gravitacionais, termos bem mais elegante do que uma velha e mística noção etérica. E acrescentou a constante cosmológica (uma “energia do vazio”) e a velocidade da luz como constante e insuperável – nada pode ser mais rápido do que a luz.

Porém, parece que a velha noção de éter sempre retorna na Física. Após o famoso teste Michelson-Morley que 1887 a noção de éter foi refutada definitivamente da ciência por não ter sido verificado algum tipo de “vento etérico” no arrasto da Terra por esse suposto meio cósmico. Porém, em 1925 um experimento de interferômetro feito por Michelson-Gale detectou esse arrasto devido à rotação da Terra. Porém, para os partidários da Relatividade, o experimento nada acrescentaria por não ser a Terra um referencial inercial.

O desempate entre Éter e Relatividade

Havia um empate nessa disputa: tanto a teoria do éter quanto a da relatividade de Einstein podiam explicar os resultados de ambos experimentos. Precisava-se de um golpe decisivo que levasse ao desempate.

Interferômetro da Dayton Miller nos anos 1920

E veio em meados da década de 1920 e não relatada em livros didáticos: no topo de uma montanha perto do Observatório Monte Wilson, Califórnia, Dayton Miller vez um novo e mais preciso experimento de interferometria. O resultado demonstrou que o planeta estava se movendo através de um éter arrastado que reduziu sua velocidade de 200 km/s no espaço para 10 km/s na superfície. 

 

32 comentários

  1. Começa mal

    Para começar, as ondas gravitacionais não se propagam no vácuo: o espaço interestelar é ralo, não vazio. A noção de que esse espaço seria totalmente desprovido de matéria, vazio, já foi superada há mais de um século. O meio interestelar é uma “sopa” de gases – sobretudo hidrogênio –  em forma iônica, atômica e molecular, além de poeira e raios cósmicos. Nenhuma teoria cosmológica moderna postula a existência de um vácuo absoluto; e, portanto, não existe nenhuma rivalidade entre os proponentes do “éter” e do “vácuo”, porque não há proponentes do vácuo.

    Depois, as partículas elementares do universo não se “propagam” movendo-se pelo espaço como automóveis numa avenida; toda partícula é uma ondulação em um campo, e o seu movimento é algo infinitamente mais complexo do que supõe o artigo acima.

    A única rivalidade real e séria que existe é entre a ciência (com toda a carga ideológica dos interesses político-econômicos que movem as suas pesquisas, mas ciência, conhecimento) e a pseudociência, da qual o amontoado de noções simplistas ou simplesmente erradas acima é um exemplo perfeito.
    ——–

    PS.: Tadinho do Tesla, associado a tucunté especulação pseudocientífica em busca de um nome de prestígio para fundar as suas bobagens. É um destino bem pior do que ter sido bifado pelo canalha do Edson.

      • que maravilha, Gil Teixeira…

        minha visão foi vazia e escura…………………………………………um salão no universo

        – o que tem lá? o tempo pergunta

        – mar! o espaço responde de pronto……………………………….e o sol confirma

        • desenvolveram quase tudo…

          menos blindagens instrumentais…………………………………………….

          a blindagem não pode ser à parte, mas sim parte, do núcleo, da inteligência instrumental, enfim, do que processa os dados

          sempre que o ser humano processa, erra

    • Caro Peregrino: estes

      Caro Peregrino: estes “objetos” já são postulados pela física já faz algum tempo, são chamados táquions. E a pesquisa caminha no sentido de não haver contradição com os postulados de Einstein. Um artigo legal, para o público leigo está na Ciência Hoje, de alguns anos atrás:

      chttp://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2001/170/TAQUION.PDF

      Gosto muito dos artigos do Wilson, mas neste ele errou a mão. Relatividade Geral é um estudo díficil, altamente técnico, que inclusive só é ensinado em cursos de pós graduação em física. Ao ler este artigo, me lembrei muito de um livro que recomendo a todos, para aqueles que não o conhecem: Imposturas Intelectuais, de Alan Sokal e Jean Bricmont.

      Abraços a todos.

      • Li sim.  Nao eh que Sokal

        Li sim.  Nao eh que Sokal estava mais certo em sua piada academica do que ate ele mesmo sabia?  (Eu falei isso aa epoca com amigos da internet.)

  2. Para variar, os textos do

    Para variar, os textos do Wilson sendo mal compreendidos (se é que são realmente lidos). Excelente, como de costume. Levanta discussões e pontos importantes. 

    • Eu achei barbaro, e ainda

      Eu achei barbaro, e ainda menciona um autor do qual eu li um livro nos anos 80, “1,2,3, Infinidade”.  Ja nao lembro mais nada, mas ate naquela epoca eu ja tava interessado em teoria de infinidade.  So que esse autor nao eh “dissidente” de Einstein, nunca foi, e tem reputacao excelente ate hoje.

  3. “Mas todo esse hype que leva

    “Mas todo esse hype que leva a grife de Albert Einstein (o próprio ícone da genialidade pop) parece simplesmente ignorar duas questões potencialmente incômodas e ignoradas pela grande mídia: as “ondas gravitacionais” foram detectadas e comprovadas como realidade palpável. Mas o próprio Einstein fazia questão de enfatizar que “o espaço-tempo não tem existência própria, mas apenas como qualidade estrutural do campo gravitacional”. Em outras palavras, Einstein pensava as deformações do espaço-tempo como modelos matemáticos ou geométricos não-euclidianos e não condições em que vivemos. “São modos como pensamos”, dizia”:

    A  ME TA FO RA  da “curvatura do espaco” eh uma das ideias mais irritantes da galaxia.  Ja mediram, mediram, mediram, e constataram que o universo eh bem reto, e nao “curvo”.

    Ah, e o proprio Einstein a pensava com uma  ME TA FO RA , pois diz que “espaco/tempo nao tem existencia propria mas apenas como qualidade ESTRUTURAL do campo gravitacional”.  Eu colocaria em termos contrarios, que o campo gravitacional eh uma qualidade estrutural do espaco/tempo, mas nao vamos contar feijoes agora, ne?

    No mais, a “descoberta” das “ondas gravitacionais” simplesmente nao me convence.  Minha “maquina de gravidade”, que eu ja publiquei aqui, nao bate com nada do que eles estao falando, e na falta de opcoes eu fico com minhas ideias:  gravidade eh instantanea dado que sua origem eh um movimento de revolucao em volta de um eixo.  Se eh que ha uma “onda gravitacional” da trombada de dois BH’s, ela ja nos passa no momento da colisao e nao ao momento que a luz da colisao nos chega alguns bilhoes de anos depois.

    • Ainda tentando recriar um

      Ainda tentando recriar um arrazoado de quase 10 anos atraz:

      “gravidade eh instantanea dado que sua origem eh um movimento de revolucao em volta de um eixo”:

      Em um universo de DOIS pontos, movimento eh impossivel.  Eles pairam la lado a lado para todo o sempre.  Em um universo de TRES pontos, dois movimentos sao possiveis:  uma fuga ou duas fugas, e mesmo assim somente em velocidades diferentes, de outra maneira nada se modifica na geometria dos pontos e eles ficam parados eternamente.

      Eh baseado na extensao dessa logica (que originalmente era muito mais longa e complexa e que ja nao consigo recriar pois nem computador eu tenho) que eu digo que gravidade eh instantanea e nao “aa velocidade da luz”.  As tais “raizes x de x” aparecem aqui, ja as mencionei antes mas a ideia nao esta nem perto de desenvolvida, como se pode ver.

      • Oh antes que eu me esqueca,

        Oh antes que eu me esqueca, Wilson:  em resposta aa pergunta do primeiro paragrafo:  nao ha “onda gravitacional” como a estao entendendo.  Nao eh um “objeto”.

        A gravidade NAO “se propaga”:  a gravidade ESTA la.  Eh parte do espaco vazio ao redor da materia.

  4. Mais dissidências

    Mais dissidências em relação ao pensamento einsteiniano vem por ai. A Revista Galileu fala muita abobrinha mas vai isso:

    “Por enquanto, sabemos que nosso Universo tem quatro dimensões, o tempo sendo a quarta delas, e que a Teoria de Einstein passou em todos os testes. Mas estudos indicam que ele pode ter até onze dimensões, embora nós, humanos, só consigamos perceber três delas. A única forma de fazer simulações com novas dimensões é por meio de experimentos com aceleradores de partículas, como o LHC. Se essas dimensões se provarem reais no futuro, é possível que Einstein esteja errado – e que há muito mais a se descobrir e explorar no nosso gigante Universo. 

     

    Segue link

     

    http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/02/buraco-negro-de-cinco-dimensoes-pode-quebrar-teoria-geral-de-einstein.html

  5. “Isso leva a uma outra

    “Isso leva a uma outra questão: então, o que foi detectado? As analogias explicativas das deformações espaço-tempo mostram lençóis estendidos ou ondas na superfície de um lago. Mas, ondas (ou deformações) só ocorrem através um meio físico – o lençol, a água, o ar etc. Então, como ondas gravitacionais podem se propagar no suposto vazio que é o espaço? A resposta seria que estas ondas seriam carregadas por partículas, e partículas não precisam de um meio para se locomoverem, como no caso do fóton na força eletromagnética”:

    Dado que ja sabemos que o “vacuo” nao eh la tao vazio, a questao permanece:  o que foi detectado?  (de novo as metaforas de lencois e ondas na agua…  mais irritante, impossivel!).

    A resposta NAO PODE SER que “estas ondas seriam carregadas por partículas, e partículas não precisam de um meio para se locomoverem”.  De acordo com a maquina de gravidade, qualquer rotacao de campo magnetico causa gravidade.  Mas nao existe “meia” rotacao” ou “rotacao parcial” que nao cause gravidade tampouco.  Uma vez que o campo magnetico tenha sua forma propria -e especifica, de acordo com a maquina-, qualquer movimento ao redor do eixo ja “deformou” o espaco aa volta.  A razao que isso causa gravidade instantanes necessariamente eh que o corpo rotativo eh rigido e a trombada de campos magneticos de forma especifica nao deforma os corpos rigidos dos quais o campo magnetico se origina.  Nao ha “graviton”.  Nao existe.  Se voce quizer desenvolver mais tarde uma teoria de espacos vazios alguns dos quais sao mais vazios que os outros, bem vindo ao clube pois Hawking acaba de lancar ideia muito parecida.

    (Tentando recriar uma logica de uns 8 ou 9 anos atraz, ainda nao consegui)

  6. O tesla disse que o espaco

    O tesla disse que o espaco onde as coisas estao nao poderia ser distorcido por nao ser uma coisa. Mas o modelo do eter foi rejeitado porque nao oferece resistencia a propagacao da luz, a velocidade da luz eh constante de todos os pontos de observacao, o que nao seria se se propagasse em um meio. No modelo Newtoniano de espaco reto o tempo tem a mesma duracao em todos os pontos do espaco, mas eh esperimentalmente comprovado que a gravidade distorce o tempo eh soh questao de medir um laser sob os efeitos da variacao de um campo gravitacional, apontando verticalmente da terra ou horizontalmente, uns 100 metros e eh possivel verificar a distorcao do campo gravitacional da terra ,  os instrumentos de medicao estando sob menos influencia do campo gravitacional ficam mais devagar. Mas as perturbacoes de ondas gravitacionais so sao sentidas quando ha grande variacao de massa, como foi o caso de dois buracos negros se fundindo, o que estava previsto nas equacoes de einstein.

  7. Não existe o “outro lado”, a Ciência não é democrática.

    Quando a Ciência diz, a Terra é esférica, tem um movimento giratório e orbita em torno do Sol, o jornalista corre para ouvir o “outro lado”, dá voz aos geocentristas e defensores da terra plana. Torna-se assim um propagador do obscurantismo, um divulgador de idiotias e imbecilidades, ou seja, vira mais um cretino à serviço da ignorância e da estupidez.  

    A Ciência é categórica em muitas de suas formulações, não faz concessões em torno delas, não é nada democrática e escanteia solenemente opiniões divergentes, não tem essa conversa de ouvir o “outro lado” em suas atividades, isso é cacoete do jornalismo. Ciência não dá a mínima para a opinião pública. Geralmente, o sujeito não compreende direito a Ciência e como ela funciona, então vai fazer jornalismo. Aprende a noção de impacialidade, que deveria ser aplicada no ambiente onde ela realmente importa, para torná-lo democrático, a política. Como a imparcialidade em política termina onde começam os interesses dos donos dos meios em que trabalham, o frustrado jornalista dá vazão aos seus sentimentos em lugares inadequados, a Ciência é uma das que pagam o pato.
     

     

      • Ciência não é opinião pública.

        É um ambiente fechado e elitista, ninguém é eleito cientista; para entrar no círculo é preciso escrever trabalhos, que serão examinados pelos participantes que lá se encontram e que lhe atestarão como científicos.

        A obra e a importância de um cientista não pode ser avaliado por critérios do tipo “meu cientista favorito”, como se avalia o desmpenho de um craque em campo, um artista no palco, a obra de um poeta ou escritor, a atuação de uma estrela num filme. O texto postado está eivado por essa subjetividade. O debate que se faz dentro da Ciência em torno de idéias, modelos, paradigmas, hipóteses e teorias são em torno de tudo que é considerado científico, aceitas como válidas para discussão dentro do campo científico.

        Ninguém perde tempo ou reconhece, nas comunidades científicas, valor científico em “teorias” como o geocentrismo, a Terra plana e sua formaçãohá seis mil ano, o desenho inteligente. Isto circula na rede para a opinião pública, em parte pelo comportamento “democratista” do (mau) jornalismo, que não investiga com rigor as picaretagens, as charlatanices, as politicagens e intenções ideológicas por trás do tal “ceticismo” dos seus divulgadores.

        Olha só, você trouxe um vídeo, que apresentou como “ceticismo saudável”, de um obscuro The Thunderbolts Project, com um desconhecido cientista defensor da “teoria” do Universo Elétrico, que vem a ser uma hipótese desenvolvida a partir de uma obra controvertida de um psiquiatra; nem se deu ao trabalho de saber se a “teoria” é aceita no campo científico. Mais um pouco, acatando sua tese “democrática” para discutir a Ciência, vamos também ter de discutir o “ceticismo” do Tiririca sobre ondas gravitacionais.

        • Almeida, sinto muito:  seu

          Almeida, sinto muito:  seu “geocentrismo” eh o retorico unicornio que ateus analfabetos em ciencia e tudo mais usam pra desacreditar espiritas (ou em qualquer outro assunto) pois acham que estao abafando.

          Nao, estao sendo ridiculos mesmo.

        • Plasma

          Caro Almeida, a hipótese do universo elétrico foi desenvolvida a partir do trabalho do físico Hannes Alfven, ganhador do premio Nobel de Física de 1970, e defende a tese de que a gravidade não é a única força dominante a moldar nosso universo, a força eletromagnética, milhares de vezes mais poderosa do que a gravidade, também teria seu papel.

          Vale a pena acompanhar o trabalho dos caras, apesar de serem obscuros.

           

          • Nada a ver.

            Esses caras desenvolvem essa “teoria” a partir de ideias fantasiosas publicadas em livros de Immanuel Velikovsky. Fazem pseudo-ciência, citam de forma inapropriada conceitos e teses desenvolvidas pelos físicos, para fantasiar suas “teorias” como científicas, mas tudo sem comprovação, nada do que afirmam é aceito pela comunidade dos cientistas.

            A gravidade vem sendo testada desde o século XVIII, com o experimento de Cavendish, que resultou na determinação da constante gravitacional; as viagens de naves interplanetárias são baseadas na teoria da gravitação e a comprovam, além de realizarem medições dos campos magnéticos em diferentes pontos do sistema solar, se alguma anomalia fosse detecada elas estariam em discussão nos meios científicos; existem também fenômenos previsto pela aplicação teórica da gravidade e que são observados no universo, como colapsos de estrelas, formação de anãs brancas, estrelas de neutrons e buracos negros.

          • Só agora ali o texto que você enviou. Vamos a alguns pontos.

            Hannes Alfvén ganhou um Nobel “Por seus trabalhos e descobertas fundamentais em magnetohidrodinâmica com prolíficas aplicações em diferentes ramos da física de Plasmas”. Não tem nada a ver com sua Cosmologia do Plasma, que hoje não desperta o mínimo interesse no estudo da cosmologia. Está tudo no texto que você enviou, que é um relato da história dessa hipótese, pouco considerada dentro da física atual. Eu disse aí acima que o pessoal do Universo Elétrico embarca de carona em algumas hipóteses levantadas no campo da física, para criar suas fantasias “científicas”. Os físicos podem até dar alguma atenção para a Cosmologia do Plasma, mas para coisas como Universo Elétrico dão o solene desprezo, é como se falar para eles em astrologia, Terra plana, geocentrismo…

            A gravidade é a mais tênue das chamadas quatro forças elementares, no entanto, é a que se mostra mais efetiva a longas distâncias. Duas dessas forças só são efetivas, a distâncias contidas no interior dos núcleo atômicos, a força magnética mostra sua efetividade em distância bem maiores do que isto, para materiais que são afetados por ela. A maioria das substâncias da crosta terrestre sofre efeito praticamente nulo do campo eletromagnético da Terra, no entanto, a crosta está firmemente grudada na superfície do planeta. A gravidade prevalece e explica melhor o fenômeno, assim como explica o movimento das marés, a atração entre os corpos celestes… Os campos magnéticos da Terra, do Sol e dos planetas são demais conhecidos hoje em dia, eles são muito fracos, diante das forças gravitacionais envolvidas nos movimentos orbitais das luas e planetas.

            Depois que Klein apresentou sua  hipótese, o Sputnik foi lançado, surgiram satélites artificiais e viagens exploratórias interplanetárias, a radiação de fundo foi descoberta, os grandes colisores de partícula foram criados, novas partículas foram descobertas, tudo isso aumentou nosso conhecimento sobre a matéria e consolidou mais a visão da cosmologia hoje dominante. A descoberta das ondas gravitacionais é a coroação da teoria que as previu, é mais um prego no caixão de teorias dissidentes, algumas até respeitáveis, outras simplesmente desprezíveis, por se tratarem de “teorias”.

      • Calma lá

        Ceticismo e debate de modelos, paradigmas e ideias conflitantes segundo regras estritíssimas de investigação e exposição dos achados. Tudo o que siga o método científico de postulação de hipóteses, comprovação ou rejeição duplicável dessas hipóteses e apresentação das conclusões é ciência, por mais estapafúrdias e inaceitáveis que sejam as hipóteses e as conclusões. O que não segue essas regras, mesmo que seja plausível e bem apresentado, simplesmente não é ciência. E com o que não é ciência não se perde tempo discutindo.

    • A “simulacao” computada das

      A “simulacao” computada das “ondas gravitacionais” aos 1:22 eh simplesmente ridicula…

    • SUgiro dos 4:33 em diante

      Os primeiros minutos simplesmente nao prestam.

      Aos 2:39, uma burrada:  nao existe “tempo curvo” tampouco, ele ta inventando pra se fazer mais acreditavel?

      Outra, derivada da primeira, aos 2:42.

      Se existe literatura a respeito de “curvatura do tempo”, ele que a apresente, nao basta inventar esse conceito do nada assim, sem mais nem menos.  EU?  Nunca ouvi falar desse conceito antes na minha vida inteira.

      So que aos 2:42, tem outra burrada que qualquer medium detecta instantaneamente!  Como eh que eh?!?!  Tempo nao tem DI RE CAO ? ? ?  Mas o tempo nao eh linear e nao vai pra frente?  (sim, tem coisa que acabei de falar que voce nao consegue entender e qualquer medium a sabe instantaneamente tambem)

      Aos 2:48, ainda mais uma burrada!  Ele diz que a palavra “espaco” significa UM LUGAR em 3 dimensoes, confundindo uma coisa com uma localizacao e adicionando 3 non sequiturs, as dimensoes.  O “espaco” de Einstein nao era isso nao, e nenhum fisico que presta faria uma confusao conceitual escabrosa como essa!

      Aos 2:50, ainda outra confusao escabrosa:  “como voce pode tecer uma fabrica do tempo/espaco com conceitos que nao sao fisicos?”  Mas ele acabou de dizer explicitamente que o “espaco” eh um lugar -portanto dependente de pontos fisicos que o localizem “em 3 dimensoes”.  Fisoloficamente, esse cara merece um chute no traseiro.  Que bagunca!

      Mais uma:  by its own definition a BH has no partner and no witness!  O QUE?

      Mais uma:  aos 4:00 ele coloca o principio de superposicao em um “flat newtonian universe”, coisa da qual eu nunca ouvi falar tambem.  e ainda joga um assymptotically flat space of a ficticious BH universe” como se isso fosse auto-explanatorio.  De onde esse cara ta tirando essas ideias estapafurdias?  EU tenho mais filosofia de ciencia que ele!

      Aos 4:33, ele faz um ponto abundantemente correto, finalmente, e foi recompensado ao passar do tempo (curvo ou nao) de ver aquele desperdicio de dinheiro publico em “ciencia”.

      *******  RESSALTANDO  *******

      Dali pra frente, o video eh, de fato, serio e correto.  Aos 6:39, um tiro de canhao que vai, devastadoramente, ao alvo:  Uai, mas se gravidade “anda” aa mesma velocidade da luz, porque, OH PORQUE EH que a geinte nao semos puxados pra onde o Sol parece estar caudiki a luz acabou de chegar aqui, e nao pra onde ele efetivamente esta?

      O ponto eh tao devastador que eh um tiro no coracao das tais “ondas gravitacionais”.  Eu coloquei sotaque de jeca exatamente pra exemplificar isso.  Tem alguma coisa errada com o que se sabe a respeito da gravidade, e essas tais “ondas gravitacionais recem descobertas”…

      Ou eh golpe ou eh hoax:  so idiotas pra acreditar nisso.

      (ainda nao cheguei aos 7:00 mas duvido que tenha mais comentarios.  O cara arrazou.)

  8. O lado obscuro da formulação da teoria da relatividade.

    Mileva Marić foi uma matemática sérvia, a primeira esposa de Albert Einstein, com quem teve três filhos: Lieserl EinsteinHans Albert Einstein e Eduard Einstein. Divorciaram-se em 1914.[1]

    Em 1896 entrou na Universidade de Zurique para estudar medicina. Entretanto no mesmo ano mudou de planos e mudou para o Polytechnikum de Zurique (renomeado ETH em 1911) para estudar física e matemática, onde conheceu Einstein.

    Mileva servia como uma espécie de caixa de ressonância para as ideias científicas de Einstein e checava a parte matemática de seus artigos, mas o relacionamento enquanto casal acabou se deteriorando. Einstein quis se separar e, numa negociação longa e complicada, acabou prometendo que se ganhasse o prêmio Nobel algum dia, lhe daria o dinheiro do prêmio, em troca do divórcio, para pagar ao menos alguma parte de sua dívida científica perante os cálculos matemáticos da mesma. Einstein ganhou efetivamente o prêmio, em 1922 (referente a 1921), e ela recebeu o dinheiro.

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Mileva_Mari%C4%87

    Parece pouco provável que ela, com sua formação e tendo realizado pesquisas sobre a teoria dos números, cálculo diferencial e integral, funções elípticas, a teoria do calor e da eletrodinâmica tenha ficado fora da investigação que culminou com a “annus mirabili”1905 , o ano em que Einstein publicou quatro artigos que representavam cada um deles, uma grande descoberta científica (incluindo a teoria da relatividade) e para se tornar um gênio para sempre. 

    Pouco depois Einstein contraiu novo casamento e à ascensão do partido nazista emigra para os Estados Unidos, onde continua uma vida bem sucedida, embora nunca com tanto significado científico como os produzidos em sua juventude. 

    Enquanto isso Mileva Maric permanece na Suíça voltado para o cuidado de seu filho mais novo, que, afetada por esquizofrenia é internado em uma clínica psiquiátrica cujos gastos consomem a dotação de Nobel, a ponto de forçar Maric na reta final de sua vida dar aulas particulares de física, até sua morte em 1948.

    https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=es&u=http://personasconhistoria.blogspot.com/2011/12/mileva-maric-la-sombra-de-einstein.html&prev=search

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