Os cortes na Ciência

Da Folha

Verba para ciência sofre redução de 18% em 2009

Ministro diz que corte é irresponsável e que bolsistas poderão ser mandados embora

Perda de dinheiro federal é maior que o orçamento da Fapesp, agência de fomento mais rica do país; entidades científicas atacam medida

AFRA BALAZINA
EDUARDO GERAQUE
DA REPORTAGEM LOCAL

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, classificou como irresponsável o corte de 18% no orçamento da sua pasta, aprovado pelo Congresso Nacional para 2009, e admitiu que, se a situação não se reverter, “bolsistas terão de ser mandados embora”.

A peça orçamentária foi feita pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS). “O relator demonstrou falta de responsabilidade, de compromisso, com o futuro do Brasil”, afirmou Rezende à Folha ontem.

O corte de R$ 1,1 bilhão representa um valor 10% maior do que toda a receita de 2008 da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), a agência estadual de fomento à pesquisa mais rica do país, que sustenta quase toda a ciência paulista.

Apesar de dizer que existem “incertezas” sobre o futuro, o ministro afirma que tentará resolver a questão das bolsas dentro do Executivo. “Acharemos uma saída e isso [a perda do benefício] não vai ocorrer.”

O corte no orçamento recebeu críticas duras da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e da ABC (Academia Brasileira de Ciências). Os presidentes das duas instituições consideram a situação “extremamente grave” e dizem que, se os recursos forem realmente cortados, a política científica nacional ficará “desanimadora”.

http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDSKNSgoQnoLO8O8j

42 Comentários

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Ueta

- 2009-01-28 12:27:35

Eta "paísinho" sem vergonha
Eta "paísinho" sem vergonha esse! Enquanto isso Portugal possui um protótipo de um ônibus que anda sozinho (não possui motorista) e de outro projeto para armazenar informações em papel (esqueci é meio maluco o negócio). E o Brasilzão CORTANDO verba para a pesquisa! Vai continuar fabricando biscoito durante DÉCADAS!

Alexandre Meloni

- 2009-01-26 13:01:32

Caro Palhaço paulista
Caro Palhaço paulista (rs), Você não entendeu. Não citei a Gurgel como antiexemplo, pelo contrário. A minha colocação é que a ciência caminha melhor quando existem empresas nacionais e o país precisa dar apoio às empresas genuinamente nacionais par ir pra frente. Todos os países ricos fazem isso, às claras ou disfarçadamente. Com o apoio, cria-se um circulo virtuoso; Mais apoio às empresas nacionais, mais ciência e mais tecnologia própria. Mais tecnologia própria, mais riqueza. Mais riqueza, mais desenvolvimento e mais empresas nacionais. No caso da Gurgel, o que eu afirmei é que ela foi deixada às traças, ou seja, os governos dos srs. Collor e Sarney não deram apoio alguma para que a Gurgel crescesse, o que eu lamento. Depois, com Itamar (a Gurgel já estava quase falida) foi criado o incentivo ao casso popular. Ora, os Gurgéis BR-800 e Delta eram carros populares. Poderiam ter tido apoio do governo como isenção quase total de impostos para carros com cilindrada até 0,8 litros! A Gurgel teria ampliado as vendas, poderia ter se consolidado e não teria falido. Teríamos hoje uma indústria automobilística 100% nacional, que já poderia ter amadurecido e estar fabricando ótimos carros, pois temos engenheiros com categoria suficiente para desenvolver e aperfeiçoar tecnologia automobilística em nível de primeiro mundo! OS: ano passado eu estava a 110 km/h na Imigrantes quando um Gurgel BR-800 me passou a mais de 120 km/h! Ao Gesil Amarante, A informação de que o Brasil é o sexto maior produtor mundial da papers eu tirei da veja ou da folhaSP! Realmente não são fontes confiáveis pra nada! Minha crítica ao academicismo da Universidade brasileira é que o Brasil desenvolve boas pesquisas básicas mas pouca pesquisa aplicada, sendo que as indústrias necessitam de pesquisa aplicada e de pesquisa de desenvolvimento para colocarem produtos no mercado e gerarem riquezas para o Brasil. Quando um professor publica um “paper”, passa a idéia para todo o mundo, que pode usá-la e transforma-la em produto aplicável a até nos cobrar royalties por ele. Nós pagamos para estrangeiros para usar idéias nossas. Foi isso que ocorreu com o proálcool; Pagamos royalties para as empresas italianas e alemãs por idéia brasileira!

Luiz Alberto Ferreira Gomes

- 2009-01-25 16:09:30

Lamentável.
Lamentável.

Maryam

- 2009-01-25 14:32:41

É por essas e outras que o
É por essas e outras que o Brasil vai perdendo muitos de seus melhores pesquisadores.... Grande parte deles vai para o exterior com intenção de voltar para cá quando houver oportunidade. Mas infelizmente não conseguem voltar. E por que ? Porque o Brasil não os quer. Não os valoriza. Não lhes dá oportunidades. E muitas vezes, no exterior, movem-se mundos e fundos para que fiquem por lá. Quem perde com isso ? A própria sociedade brasileira.

Marcos

- 2009-01-24 16:14:30

Por mim o governo deveria
Por mim o governo deveria cortar 100% de toda a verba de C&T e admitir sua ignorância e incompetência. Tem certas coisas que é melhor NÃO financiar do que financiar mal. Lembremos do caso do foguete que explodiu no maranhão.

Daniel Augusto Pereira

- 2009-01-23 12:30:41

Também fiquei bastante
Também fiquei bastante frustrado com essa notícia. É muita burrice!!!

Alessandro Moure

- 2009-01-23 11:56:22

De acordo com o que saiu no
De acordo com o que saiu no Jornal da Ciência (longe de ser uma boa fonte, admito...) http://jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=61217 parece que o corte foi em recursos para a Capes. O que deixa a história toda mais estranha, pois a Capes é do MEC, não? A não ser que o MCT "transfira" o corte dele para o dinheiro que repassaria à Capes... e voltamos à pergunta: porquê colocar o machado no pescoço dos bolsistas? Ainda assim, há muita redundância entre o CNPq e a Capes. Ambos fomentam bolsas e projetos. Se a Capes realmente tiver o corte, tomara que dê prioridade ao pagamento de bolsas, sua função principal. []´s

Fabio

- 2009-01-23 10:53:13

Será que não tem ninguém para
Será que não tem ninguém para avisar o Lula sobre esse ato irresponsável (o que não é novidade vindo de onde venho, o fatídico Congresso Nacional) e comprometedor do futuro do país? Toma uma atitude Senhor Presidente! Honre os mais de 90% da aprovação popular (somas de ótimo, bom e regular) que o Senhor têm! Honre os milhões de brasileiros que o defendem no mundo inteiro face o reacionarismo de uns e outros! Edita uma MP! Chama "as falas" esse relator do PT e pergunta de que lado ele está!

Mineiro

- 2009-01-23 10:30:00

É SÓ CORTAR A BOLSA DE QUEM A
É SÓ CORTAR A BOLSA DE QUEM A RECEBE E TEM VINCULO CLT. COMO? faz-se um pequeno WEBSERVICE(Disponibiliza integração entre sistema) do banco de dados do CAGED e a FAPESP(acho que se ela quiser) pode consultar tranqüilamente quem tem vinculo CLT. ISTO MESMO, CONHEÇO PESSOAS QUE RECEBEM BOLSA DA FAPESP E TRABALHAM COM CARTEIRA ASSINADA EM OUTROS LUGARES, O QUE É PROIBIDO. PROIBIDO. SE FOREM DESCOBERTOS TEM QUE DEVOLVER O DIM DIM PRONTO, OS VERDADEIROS BOLSISTAS ESTARIAM A SALVO.

Gesil Amarante

- 2009-01-23 05:10:20

Prezado Moure, Não quis dizer
Prezado Moure, Não quis dizer que o Congresso demandou especificamente o corte de bolsas, nem estou defendendo que isso ocorra, mas apenas citando que geralmente é o que ocorre nesta situação, por experiência no pior lado desta história. Vai-se cortando os programas para se acomodar a um corte sem propósito como este do congresso e acabaremos num contínuo e eterno processo de downsizing... quando deveríamos ter o investimento caindo. Concordo contgo que deveríamos ter uma gestão melhor de projetos, mas isso começaria por aliviar o pesquisador de tanta babaquice burocrática, e por treinar mais e melhor pessoas responsáveis por dar suporte a estas atividades. Vou lhe dar um exemplo: Tenho dois projetos aprovados em uma agência de financiamento cujos valores não foram ainda liberados para serem gastos, há um ano, provavelmente por falta de pessoal no órgão. Um outro cujo material não foi gasto porque não havia previsão dele quando o projeto gruarda-chuva foi escrito... Aguardando 8 meses pela avaliação do meupedido de reconsideração! A burocracia é tanta! Sabe que tive que assinar 11 cópias de um projeto hoje, rubricar cada página e mandar ao Reitor da Universidade fazer o mesmo? E, como é um projeto multiinstitucional, isso tem que ser feito por cada coordenador e cada Gestor de cada uma das instituições?!?!?! Tem mais, mas aí vai faltar espaço na tela... Sabe quanto tempo se gasta com estas coisas?! Concordo que muitas vezes falta coordenação entre os ministérios, principalmente os da área financeira, que inventam dificuldades para aplicação de verbas, justamente em projetos de interação Univeridade-Empresa à base de renúncia fiscal. É uma loucura! Tudo demora. gasta-se tanto papel à toa que o Ibama deveria intervir! Antonio, Além de contingenciar as verbas para C&T o FHC quase matou as Universidades de fome. O Príncipe era tão douto que achava que o diploma dele era suficiente para todo o país...

Palhaço paulista

- 2009-01-23 02:01:16

O Sr. Alexandre Meloni citou
O Sr. Alexandre Meloni citou o fechamento da Gurgel Motores S/A como anti-exemplo. Lembremos que a Gurgel chegou a ter 1200 funcionários. Em 1974 apresentou o projeto de carro elétrico, o Itaipu. Mais tarde foi aperfeiçoado no CENA (carro elétrico nacional). Fechou em 95, no primeiro ano de mandato de FHC?! e faliu definitivamente em 96. Talvez se o velho Gurgel tivesse aguentado até agora (coitado, é pedir demais) teríamos a chance de ter uma versão brasuca da PSA (Citröen, Peugeot) do governo frances. Não é à-toa que esse Dulcídio é um estranho no ninho, mais perto do PSDB do que do PSOL. Sonhos não fazem parte do manual tucano.

Antonio

- 2009-01-23 01:06:42

Não sei o porquê de tanto
Não sei o porquê de tanto espanto... qual o nível de instrução de nosso presidente? Certamente inferior ao de FHC que, no entanto, passou todo o governo dele contingenciando verbas para C&T.

Alessandro Moure

- 2009-01-23 00:41:53

Gesil, discordo. Considero
Gesil, discordo. Considero incabível um Ministro de Estado fazer tal declaração. Para ele falar que bolsistas serão mandados embora, das duas, uma: ou o corte foi numa rubrica super específica, o que não faz sentido pois o corte deveria ser "espalhado" por todo o orçamento da C&T e o ministério que se virasse para eleger prioridades (senadores não são burros, eles podem até cortar, mas invadir a competência de ministros dizendo que vão cortar especificamente bolsistas... não fariam isso) ou é o próprio ministro que, em função do corte, já decidiu rifar os bolsistas. Mas por qual motivo justamente os bolsistas? Gerar comoção? Dar uma "dimensão social" ao corte? O que nos leva à velha questão da (falta de) gestão na C&T nacional. Se o ministro quiser saber quais programas estão funcionando bem, simplesmente não há como saber. Aliás, não há nem como saber quais programas implicam em maior produção de papers, já que essa parece ser a única métrica aplicada pelas agências de fomento e totalmente apoiada pelos... pesquisadores PQ, que constituem os comitês das agências de fomento! Imagina-se os motivos... É preciso desde criar um plano integrado de fomento à pesquisa (entre os ministérios), coerente com os desafios e capacidades nacionais, até ensinar pesquisadores a gastar bem o dinheiro público. Tem pesquisador que chega no último mês de projeto e torra todo o dinheiro que sobrou em cartucho de tinta, papel A4 e post-its. Claro, pois como o reitor da UFBA declarou outro dia, economizar para quê? Sobre diárias e passagens, tem aqueles que recebem o dinheiro de um projeto universal e a primeira coisa que fazem é ir a um congresso internacional apresentar trabalhos referentes a OUTRO projeto. A bem da verdade, quem sabe seja até benéfico que a sociedade saiba pouco sobre os recursos que vão para a C&T nacional... []'s

Alexandre Meloni

- 2009-01-23 00:00:16

Caro Nassif, Sairam
Caro Nassif, Sairam errados/cortados dois parágrafos em meu comentário: Nenhum país VAI pra frente sem desenvolver tecnologia própria. - Mais um exemplo é a Embraer, que só é o que é porque houve amplo investimento estatal (e apoio estatal na compra dos produtos pelo governo – FAB) e com objetivos também muito claros: Fabricar aviões no Brasil. O apoio do governo também veio com a compra dos produtos: o Bandeirantes, o Xavante, o Brasília o Tucano e, principalmente, o AMX, que foi passo importantíssimo para se chagar ao EMB-145. Mas o gov. também pode atrapalhar, como foi no caso do avião Vectra que a Embraer começou a desenvolver. Sarney forçou uma associação com a Argentina e o aumento dos custos (duas equipes trabalhando distantes numa era em que a internet era incipiente) levou o projeto ao fracasso.

Gesil Amarante

- 2009-01-22 23:35:50

Prezado Alessandro
Prezado Alessandro Moure, "como já predizer assim, de cara, que bolsistas serão mandados embora?" Já vi este filme antes. É freqüente, neste tipo de situação, que bolsas presentes ou "futuras" sejam cortadas. Passagens ou diárias para a realização de eventos ou mobilidade de pesquisadores também são importantes. As bolsas PQ, apesar de todo o problema de envolver a avaliação da pesquisa (que é muito difícil e complicado), é um dos poucos itens de premiação direta a pesquisadores pelo trabalho feito além do básico. Por mim deveria é haver mais verbas para este programa, até para que uma escala mais longa fosse criada, promovendo algo de meritocrático na academia. Cortar programas? Muitas vezes os programas não dão resultados esperados pela fata de apoio e excesso de burocracia. Como definiria os programas que deveriam ser cortados? Vamos cortar num orçamento já deficitário do sistema que deveria ter as verbas ao menos triplicadas? Para quê? Não tem que cortar nada. Tem é que cortar o mal pela raiz, no nosso sempre decepcionante Congresso e restante da classe política. Talvez a reação a isso se constitua num interessante movimento de discussão sobre a importância do que o congresso, aparentemente, acha irrelevante.

Gesil Amarante

- 2009-01-22 23:19:38

Prezado Alexandre
Prezado Alexandre Meloni, Apenas duas discordâncias com o que escreveste (o resto eu concordo): "(...)ao dar notas às escolas pelos “papers” publicados e não por resultados mais concretos em produtos postos no mercado. Somos o 6º maior produtor de “papers” no mundo(...)" Primeiro que não é a função das Universidades colocar produtos no mercado. É importante que nossos pesquisadores sejam incentivados a ajudar as nossas empresas a melhorarem seus produtos e processos, que sejam incentivados a identificar o potencial mercadológico de suas decobertas e que haja uma saudável parceria entre empresas e Universidades, até para que nossas empresas percebam que é vantajoso contratar pesquisadores (isso ainda é raro aqui). Apesar de estarmos engatinhando, nossa burocracia atrapalhar e haver bastante resistência, especialmente entre os professores das áreas de ciências humanas, isso tem melhorado aos poucos, mas não vamos ao extremo de pensar que Universidades têm como função a criação de produtos comercializáveis. Outra coisa é que, infelizmente, não somos o sexto produtor de papers. A última vez que vi éramos os 15o país neste quesito. Produzir ciência e publicar é sim importante, mas é claro que não é a única coisa que importa e a avaliação do trabalho dos docentes e das instituições não deve levar em conta apenas esta métrica. Mas avaliar instituições e pessoas é uma arte em desenvolvimento, no mundo todo. A ciência é em grande medida aberta e nós nos beneficiamos disso também. Há muita coisa que se faz em colaboração e há espaço para fazer muita coisa nova e interessante. Há que se preparar pessoal para separar o que deve ser aberto e o que deve ser protegido. Patentear tudo não é economicamente viável nem sensato. Até mesmo o preparo de gente que faa este meo de campo entre pesquisa e produto deve ser incentivado. Um corte como este realmente é extremamente preocupante porque mostra a extensão da ignorância e a visão curta que grassa no congresso e na nossa sociedade. Uma idéia, Nassif: Não poderíamos elaborar um documento de iniciativa popular (um abaixo assinado) a começar aqui mesmo no Blog e enviá-lo ao congresso para que se reverta este corte estapafúrdio? POdemos pensar sim, Gesil. Vamos aguardar os desdobramentos dessa matéria, primeiro.

Paulo

- 2009-01-22 23:09:08

Nassif, Num país onde todos
Nassif, Num país onde todos se acham multifuncionais e entendedores de tudo, não me espanto mais com estas atitudes. Aos futuros pais conscientes, eduquem vocês mesmo seus filhos, para que nao cresçam e se tornem estes "tipos" engravatados, desprovidos de ideal, conhecimento, idéias, que não sabem nem quanto custa o cafezinho servido no Congresso ou as mordomias a que estão acostumados. Provavelmente, esta "pessoa" nao deve estar preocupada, porque seus filhos estudam no exterior...tsc.....tsc...tsc.....nao vai precisar ficar 10 horas enfurnado num laboratório para pagar as "contas" no final mês. Este país não cresce porque a maioria nao joga no time dos bem intencionados.....

Maria Isabel

- 2009-01-22 22:33:27

Nassif, conforme for o andar
Nassif, conforme for o andar da carruagem este pode ser meu último post depois desta noticia do corte da verba do MCT. Internet éum instrumento caro. Estou um pouco tonta com esta notícia pois ia justamente jogar flores sobre o Programa 0471 – C&T Inovação para a Inclusão e Desenvolvimento Social do MCT pois para um gestor acostumado com uma política centralizada e segmentada, ele nunca veria neste programa um viés sócio-ambiental.Um programa que viabiliza municípios a terem políticas integradoras. Tiro no pé. Uma vez citaram aqui que quando o USA levasse a sério a política energética nosso biodiesel estaria fadado ao fracaso devido a uma matriz centrada na necessidade de plantations somado aos problemas de segurança e saúde no trabalho relacionados aos plantadores de cana, aos EIA-rimas da hidrelétricas e etc.Em um momento que o mundo inteiro se volta para as ações do programa energético e estratégico de Barak Obama voltado para a prospecção e pesquisa de novas fontes de energias e materiais que envolvam tanto a sua libertação do petróleo e de fontes de energia externa e eficiência tanto energética como produtiva vem o Senador (foi ele mesmo?) e corta a verba da pesquisa. Tiro no pé da pesquisa em novas fontes de energia, consumo e produção sustentável que resvala no Plano de Mudanças Climáticas e na futura Poltica nacional de produção mais Limpa. Tiro no pé. Desanimador para quem está sentada na frente deste teclado que vira noites buscando alternativas quando lá fora eles estão a milhões de passos, não para soluções porque se tivessem o mundo não estaria aonde está, mas pela intenção que propicia um arcabouço insitucional e político com a qual a pesqusa só tem a ganhar. Tiro pé.

Gesil Amarante

- 2009-01-22 22:21:39

Vou classificar esta medida
Vou classificar esta medida da forma mais educada que consigo: BURRICE!

Cris

- 2009-01-22 22:05:25

Se é absolutamente necessário
Se é absolutamente necessário cortar, de que duvido muito, dever-se-ia tentar cortar com inteligência. Isso faz parecer que, ao eleger prioridades, escolhe-se para cortes aquilo que não tem repercussão imediata e direta na dinâmica da economia. E ataca-se a jugular da sustentação do progresso científico. É uma concepção burra, que depõe contra o discernimento mental dos nossos congressistas. Burra e grosseira.

Prof. João Batista do Nascimento

- 2009-01-22 21:44:44

.... entretanto, quando estão
.... entretanto, quando estão gastando recursos do MCT com olimpíada de matemática - OBMEP, com questões erradas, material plagiado da internet, etc, o senhor ministro, pesidente da ABC, SBPC nada falam. Vou tentar mandar o caso para o relator (os email das casas legistalitvas têm rejeitado com anexo ), mas quem quiser conhecer os fatos, é só pedir: [email protected]

Manoel Neto

- 2009-01-22 17:57:02

Nassif, falam tanto em
Nassif, falam tanto em insegurança jurídica para o capital investido. Mas ameaçar os bolsistas? Como é que nós ficamos? Eu dava aulas e sai do meu emprego pra estudar no exterior, ficar um ano fora, e depois voltar, contando com Bolsa CAPEs. Aí eles vão cortar? Como assim? Como é que alguém pode estudar seriamente se não pode confiar que receberá o dinheiro para pagar suas contas? é um absurdo. Manoel

André Goulart

- 2009-01-22 17:36:06

Delcidio está lá para fazer
Delcidio está lá para fazer aquilo que o governo solicita, todos sabemos. O grande problema é que, este ano, não vai ter dinheiro pra tudo o que o governo precisa fazer pra não deixar a nossa economia entrar no buraco definitivamente... Então de algum lugar vai ter que ser cortado, escolheram Ciencia e Tecnologia pq é algo que não perde votos, é onde a mídia não foca, é algo que poucos percebem... e no final, o que o governo se importa mesmo é de posar de bom moço, é com os votinhos que pode levar pra Dilma. Nenhuma surpresa nisto.

Soledad Larraz

- 2009-01-22 17:35:12

Nassif e Amigos, É pra
Nassif e Amigos, É pra chorar a cópia da tabela, vou enviar de novo. Desculpem. Sol

Soledad Larraz

- 2009-01-22 17:28:55

Nassif, Qual a base
Nassif, Qual a base primária para a formação de uma nação dita de "1º mundo"? Educação e tecnologia de ponta. Penso eu. 18% menos? Abaixo do site CNPq, o orçamento do ano passado. Execução Orçamentária - Consulta por Programa de Governo Unidade Orçamentária: CONSELHO NAC.DE DESENV.CIENTIF.E TECNOLOGICO - 24201 Ano: 2009 2008 2007 2006 2005 Dados atualizados até: 30/11/2008 Código Programa de Governo Orçamento Atual* Valor Liquidado* Valor pago* % de rec. liquidados % de rec. pagos Total - 710.040.083,00 589.913.987,54 580.353.017,96 83,08 % 81,74 % 0460 Formação e Capacitação de Recursos Humanos para Ciência, Tecnologia e Inovação 579.986.181,00 521.442.799,49 521.064.504,11 89,91 % 89,84 % 0461 Promoção da Pesquisa e do Desenvolvimento Científico e Tecnológico 91.167.463,00 43.220.361,05 39.359.646,13 47,41 % 43,17 % 0472 Proantar 960.016,00 957.260,22 957.260,22 99,71 % 99,71 % 0473 Gestão da Política de Ciência, Tecnologia e Inovação 1.450.909,00 186.959,04 173.766,71 12,89 % 11,98 % 0681 Gestão da Participação em Organismos Internacionais 335.080,00 40.026,24 40.026,24 11,95 % 11,95 % 0750 Apoio Administrativo 23.562.144,00 16.943.855,28 13.304.585,27 71,91 % 56,47 % 0901 Operações Especiais: Cumprimento de Sentenças Judiciais 51,00 50,28 50,28 98,59 % 98,59 % 1122 Ciência, Tecnologia e Inovação Aplicadas aos Recursos Naturais 2.736.250,00 1.083.411,56 1.083.411,56 39,59 % 39,59 % 1388 Ciência, Tecnologia e Inovação para a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE) 9.841.989,00 6.039.264,38 4.369.767,44 61,36 % 44,40 % * Valores expressos em reais. É pra chorar.

Alessandro Pereira

- 2009-01-22 17:16:45

A matéria possui um erro
A matéria possui um erro crasso: "Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), a agência estadual de fomento à pesquisa mais rica do país, que sustenta quase toda a ciência paulista." É verdade que a FAPESP financia muito da pesquisa paulista, mas está longe de ser "quase toda a ciência paulista". CNPq, FINEP e CAPES aportam enormes fatias de seus orçamentos para bolsistas de USP, UNESP, UNICAMP, UNIFESP, além de institutos como ITA e INPE. A matéria peca pela ingenuidade...

Pedro

- 2009-01-22 16:15:44

O que mais me indigna na
O que mais me indigna na noticia e o baixo investimento em C&T no pais. Vamos fazer umas continhas. Se um corte de 18% equivale a 1,1 bilhoes de reais, entao o valor total anterior era de uns 5,5 bilhoes. Mais 1% do ICMS pras Fundacoes Estadauais de Pesquisa (quase ninguem cumpre a lei) da 7 bilhoes. Mais uns 3 bilhoes do setor privado (30% do total) da uns 10 bilhoes ao todo. Nao sei ao certo de quanto e o PIB do Brasil, mas deve estar entre 1-2 trilhoes de reais, o que significa que o Brasil investe entre 0,5-1,0% do PIB em pesquisa contra 5% da Coreia do Sul. Logo, o Brasil deveria investir entre 50-100 bilhoes de reais no setor. Um aumento de 5-10x no valor atual. E eu nem vou mencionar a questao das prioridades e da falta de sincronia entre as politicas de educacao, ciencia e de desenvolvimento. Da uma vontade de chorar .....

Felipe Pugliesi

- 2009-01-22 15:47:42

Nassif, The New York Times
Nassif, The New York Times acaba de anunciar que a Microsoft vai cortar 5 mil trabalhadores, o que representa 5% do total que emprega. De acordo com o jornal, o corte reflete a desaceleração das vendas em função da crise econômica mundial. "Microsoft Plans to Cut 5,000 Jobs The announced cuts, about 5 percent of Microsoft's work force, are fallout from a slowdown in sales amid the global recession." http://www.nytimes.com/?emc=na

Alessandro Moure

- 2009-01-22 15:43:47

Ora bolas, se ninguém sabe
Ora bolas, se ninguém sabe como é o fomento à C&T nacional, quanto recurso é destinado a cada área, especificamente, como já predizer assim, de cara, que bolsistas serão mandados embora? Porque não diminuir os gastos em outras áreas, como por exemplo, passagens e diárias? Ou as polêmicas bolsas PQ, que hoje são meras complementações salariais de uma auto-proclamada elite de pesquisadores? Ou porque não fazer uma análise crítica sobre programas que dão resultado e cortar os programas que não dão resultado? Claro que para isso deveria ser possível saber quais programas dão resultado, mas como o modelo atual de fomento à C&T não se preocupa com resultados, é certo que o Governo não vai se colocar numa situação embaraçosa como esta... Daí que sobra para os bolsistas. Numa analogia com o resto do Brasil, para o povo. Para variar, vai sobrar para "o povo"... []´s

Alexandre Meloni

- 2009-01-22 15:39:12

(...) Meu email é
(...) Meu email é [email protected]

do_delcídio_eu_ja_esperava

- 2009-01-22 15:38:25

Do Delcídio eu já
Do Delcídio eu já esperava... O cara cortar verba científica, que representam um pentelhonésimo do orçamento e tem importância relativa muito maior do que a relevância de seu custo, num contexto de juros astrônomicos e de roubalheira incontida... Quem é o cara ? Gente como Delcídio Amaral... Nenhuma novidade...

Alexandre Meloni

- 2009-01-22 15:36:02

Caro Nassif, Nenhum país
Caro Nassif, Nenhum país vaia pra frente sem desenvolver tecnologia própria. Os exemplos são claros: - No Brasil, a Embrapa é o exemplo de sucesso da ciência bem feita, por uma estatal com objetivos centrados no Brasil e nas nossas condições (meios). - Mais um exemplo é a Embraer, que só é o que é porque houve amplo investimento estatal (e apoio estatal na compra dos produtos pelo governo – FAB) e com objetivos também muito claros: Fabricar aviões no Brasil com - A Coréia é outro exemplo, com forte investimento pelo estado em educação e forte participação e incentivos estatais no desenvolvimento de tecnologia própria ou aperfeiçoamento das existentes em várias áreas, mas principalmente na (indústria naval, automobilística e eletrônica (não sei se também em outras áreas). Lá também o crescimento ocorreu com amplo apoio estatal (incluindo a compra dos produtos pelo governo) Outros exemplos: A França, com suas estatais, e a Alemanha, com amplo apoio do governo às suas empresas. Ambos com forte investimento em tecnologia, como o TGV, reatores nucleares, indústria química. Um dos mais fortes exemplos, que a mídia omite, é os EUA, que dão amplo apoio estatal no investimento em tecnologia, por meio da NASA e das demandas militares. É ilusão achar que empresas estrangeiras e multinacionais irão investir aqui em desenvolvimento de tecnologia. Fazem pouca coisa, mas acabamos pagando royalties às matrizes por tecnologia desenvolvida aqui. O programa do álcool é a prova. Para resumir: a tecnologia própria é importantíssima para o crescimento de desenvolvimento de qualquer país: vide o discurso de posse de Barak Obama. E o apoio estatal também é imprescindível, principalmente quando o grosso da INDÚSTRIA está na mão de multinacionais. Mas aqui, em nosso Brasil, falta também vontade do empresariado em buscar esse desenvolvimento. E ainda temos uma falha muito grande nas universidades, que é o excesso de academicismo dos professores, incentivado, lamentavelmente, pelo MEC, ao dar notas às escolas pelos "papers" publicados e não por resultados mais concretos em produtos postos no mercado. Somos o 6º maior produtor de "papers" no mundo, mas em desenvolvimento de tecnologias, em que lugar estamos? Alguém sabe? Nós pagamos nossos professores e pesquisadores para darem idéias que os estrangeiros desenvolvem.. E depois pagamos pela tecnologia. Um contracenso enorme! Para finalizar, temos o caso dos programas de P&D exigidos pelas agências, como ANEEL, ANATEL e ANP: esse único lado bom dessas agências está sendo desperdiçado, por falta de cobrança da implementação dos resultados. A sociedade PAGA (nas tarifas), mas não recebe o retorno. Eu trabalhei em três projetos de P&D numa concessionária de energia elétrica. Foi pedida a patente de um produto (isolador) que deveria estar sendo empregado pela empresa e por outras. A empresa foi vendida para uma estatal estrangeira – e chamam isso de privatização (sic) – que nada faz para prosseguir com a aplicação do produto, que traria economia a médio prazo. Lamentavelmente, as empresas no Brasil só pensam a curto prazo. PS: lembrei-me de dois anti-exemplos: 1) A Gurgel foi deixada às traças. Poderíamos ter uma indústria automobilística genuinamente nacional e não temos por falta de apoio do governo. Os primeiros carros dela eram ruins? Ora, os primeiros japoneses, como os primeiros coreanos, também eram! 2) O Proálcool: idealizado no ITA, hoje pagamos para as multinacionais pelos produtos e tecnologia concebida aqui, por brasileiros!

paulo frança

- 2009-01-22 15:26:55

Alguém aqui falou em
Alguém aqui falou em nanotecnologia, então, devo lembrar que isso também é assunto estratégico para o Brasil atual e está sendo fortemente impulsionado. Claro, não se lê a respeito nas folhas da vida, mas, se for ao site certo, verá a realidade. Eu fui e uma vez postei aqui. Também tenho azia em ler porcarias. Vou direto ao que interessa.

paulo frança

- 2009-01-22 15:24:27

De novo o "infiltrado"
De novo o "infiltrado" Delcídio Amaral. Esse sujeito, depois que tentou derrubar o governo do qual é partidário (de partido, não de convicção), foi fortemente rejeitado nas urnas quando tentou se valer de sua borrada no Congresso para ser governador e tomou uma surra. Delcídio Amaral é um rancoroso e incompetente político. Depois vai chorar pelas páginas dizendo-se perseguido se for convidado a sair do PT. E para que o PT quer um opositor em suas fileiras? Vá logo para as hostes oposicionistas, seja mais honesto, Delcídio Perfídio.

Marcos Monnerat

- 2009-01-22 15:24:24

É realmente lamentável ler
É realmente lamentável ler uma notícia dessas. Depois querem que o brasileiro seja mais patriota, goste mais do seu país. Enquanto as prioridades dos que estão no poder forem sempre os próprios umbigos, o Brasil vai continuar nessa lama eterna.

Luiz Lima

- 2009-01-22 15:17:37

O que dói mais é ver o
O que dói mais é ver o descompromisso com o futuro que uma proposta como essa representa.

ednardo

- 2009-01-22 15:15:29

isso deveria sair nos
isso deveria sair nos jornalões... mas... eles apóiam. Peguei da Folha.

ednardo

- 2009-01-22 15:14:54

issaí... cortar em ciÊncia
issaí... cortar em ciÊncia aqui é comprar tecnologia e aumentar dependÊncia lá na frente... quando penso que, como o colega citou, este 1% cortado agora poderiam cobrir toda a ciência...

Pedro

- 2009-01-22 15:04:20

Deveriam e cortar os
Deveriam e cortar os beneficios do Congresso Nacional.

Uwe

- 2009-01-22 15:03:02

Nassif, gostaria de te
Nassif, gostaria de te perguntar em quanto os ilustres congressistas brasileiros aumentaram suas próprias verbas no orçamento da União, a título de custeios e aumentos salariais. Enquanto o mundo investe em pesquisa, nós cortamos. Enquanto o mundo reduz juros nós mantemos. Será que o mundo está errado e nós estamos certos?????? Duvido.......

Antonio Carlos Silva -RJ

- 2009-01-22 14:53:18

Enquanto isso a Rússia
Enquanto isso a Rússia investe 5 bilhões de dólares apenas em nanotecnologia para aplicar na indústria bélica . Saudações,

waleria

- 2009-01-22 14:49:45

Essa é o fim da picada! Quem
Essa é o fim da picada! Quem cortou? A incompetência do Meirelles! Esse incompetente devia ter cortado - com o Copon - 1% em nov/dezembro e mais 1 a 2 % agora, na SELIC. Agora é tarde. Mas o MCT não pode pagar o pato! Quem tem que pagar é o Banco de Boston!

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