20 filmes que exploram o olhar das crianças sobre o mundo

Confira uma lista de produções, de diversas partes do mundo, protagonizados por crianças e que revelam a forma como elas vivenciam problemas familiares e sociais.

Por Dafne Melo, do Centro de Referências em Educação Integral

Como as crianças vivem momentos de efervescência política? Como vivem o acirramento da luta de classes? Como elaboram o luto, as perdas e o abandono? Ou a separação de seus pais? Como elas experimentam a pobreza e as mazelas do mundo?

Quando pensamos em filmes com crianças, não vem à nossa cabeça realidades adversas e complexas, mas o cinema tem se dedicado bastante em construir um olhar infantil sobre situações permeadas pelo sofrimento.

E se a realidade vivida é difícil de suportar, maior a necessidade de substituí-la por outra mais lúdica e poética, o que as crianças fazem melhor do que ninguém.

“O privilégio da infância é podermos transitar livremente entre a magia da vida e os mingaus de aveia, entre um medo desmesurado e uma alegria sem limites (…) Eu sentia dificuldade para distinguir entre o que era imaginado e o que era real”, escreveu o cineasta sueco Ingmar Bergman.

Centro de Referências em Educação Integral preparou uma seleção de produções, de diversos países, que registram histórias nas quais diversos acontecimentos – da separação dos pais a eventos históricos trágicos, passando por situações de vulnerabilidade social e o luto – são protagonizadas por crianças. Confira aqui a lista completa

8 comentários

  1. Discordo extensivamente do 14

    Discordo extensivamente do 14 e 15.  O primeiro eh tragedia apos tragedia do comeco ao fim.  O segundo eh psicotico.

    Nao gostei do 20 quando crianca, mas pudera:  eu tinha lido 4 livros (ou eh um livro de 4 contos, nao me lembro mais) do autor e todos terminavam em tragedia.

  2. Gostaria de sugerir “The

    Gostaria de sugerir “The Go-Between”, de Joseph Losey (O Mensageiro, 1971), e também “Pixote, A Lei do Mais Fraco”, de Hector Babenco.

    O primeiro mostra um menino, em férias na casa de um amigo abastado, em meio a uma sociedade vitoriana em que tudo é permitido, desde que não se fale no assunto, além de lançar um olhar sobre o sistema de classes da Inglaterra.

    O segundo é bem conhecido, e me deu, em 1981 – quando pude vê-lo pela 1ª vez,aos 18 anos, minha primeira noção de sintaxe cinematográfica, na cena em que Pixote – já encerrada a narrativa – caminha, tentando se equilibrar, sobre uma linha de trem.

  3. Faltas

    Faltas que notei: os brasileiros “O ano em que meus pais saíram de férias” e “Pixote, a lei do mais fraco”. Mas no geral, a maior falta é do belo fime de Truffaut, “Os incompreendidos”. Para não falar do olhar da criança em “Ladrões de bicicletas”.

    • Urariano, faltou tambem o

      Urariano, faltou tambem o Kikirou

      https://www.youtube.com/watch?v=1DIQReecj8Y (parte 1 mas ta la completo e vale a pena)

      E o “Guerra dos Botoes”, nao sei nem lembro nada a respeito exceto que eh da Franca, um filmasso tambem.  Falando em Franca, se eu tivesse visto “Le Planete Sauvage” alguns anos antes talvez eu seria somente psicotico de primeira classe e nao doid…  ops!

    • Oh, agora notei o seu segundo

      Oh, agora notei o seu segundo filme:  Pixote, filme que nao mostra mas implica (com sangue e tudo mais) um feto recem-abortado na lata de lixo NAO eh filme apropriado pra criancas.

  4. Modesta opinião

    1) Vá e veja

    Florya, 13 anos, testemunha o horror nazista na Bielorússia. De Elem Klimov, URSS 1985.

     

    2) Asura

    Um menino sem nome, no Japão em guerra civil, torna-se uma fera na Kyoto do Século XV, mas embaixo de toda a brutalidade ainda existe um ser humano. De Keiichi Sato, Japão, 2012.

     

    3) Pelle, o conquistador

    Pai e filho fugindo da miséria na Suécia emigram para a Dinamarca. Pobreza e preconceito. De Billie August, Dinamarca, 1989.

     

    4) Conta Comigo

    O que seria da infância sem os amigos? Baseado em conto de Stephen King. De Rob Reiner, EUA, 1989.

     

     

  5. Dos quatro ou cinco da lista

    Dos quatro ou cinco da lista que assisti gostei de todos. Destaco Persepolis,  pela forma amena de tratar questões marcantes  e muito mitificadas e desconhecidas sobre o Irã. O Garoto da Bicicleta é um filme triste, que vai ficando mais triste acaba com a tristeza sufocante sendo a maior protagonista. Também senti falta de Ladrões de Bicicleta, apesar do papel coadjuvante da criança é chocante o pós gerra da Itália e o quanto se assemelha ao quotidiano do Rio de Janeiro de hoje ou de 20 anos atrás. Também recomendo a animação Mary & Max, porque é linda, tem o enfoque de uma criança e trata da Síndrome de Asperger.

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