Filme sobre impeachment de Dilma é selecionado no Festival de Berlim

Diretora do documentário, Maria Augusta Ramos, costuma levar prêmios em todas as competições que disputa 

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Dilma Rousseff perdeu a Faixa Presidencial, mas poderá levar pra casa o cobiçado “Urso de Ouro”. Retratando os bastidores de seu Impeachment, o filme “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, foi selecionado para a mostra Panorama, do Festival de Berlim, um dos principais do mundo, de 15 a 25 de fevereiro, na Alemanha.
 
A diretora já confirmou a presença na exibição do longa, marcada para 21 de fevereiro, na Alemanha. Dilma Rousseff, ainda não se sabe se irá.
 
As possibilidades de premiação não são pequenas, Maria Augusta costuma levar todas as glórias, nas competições que disputa.
 
Com seu filme “Desi”, emplacou o mais importante prêmio do cinema holandês, o ‘Bezerro de Ouro’, e o Prêmio de Público no Festival Internacional de Documentários de Amsterdã, considerado o Cannes do cinema não-ficcional.
 
Quatro anos depois, em 2004, “Justiça” recebeu 9 prêmios, entre eles o Grand Prix de melhor filme, no Festival Internacional de Cinema ‘Visions du Réel’, na Suiça; o Grand Prize no Festival Int. de Documentários de Taiwan; o La Vague d’Or de melhor filme, no Festival Internacional de Cinema de Bordeaux, França; o Prêmio da Anistia Internacional no CPH Dok – Festival Int. de Documentários de Copenhagen, e o Prêmio de Melhor Filme no Play-Doc – Festival Internacional de Documentários de Tui, Espanha.
 
Seu filme “Juízo”, de 2013, recebeu da crítica o Prêmio Melhor Filme, no DOK Leipzig – Festival Int. de Documentário na Alemanha e os Prêmios de Melhor Filme no One World Int. Documentary Festival, em Praga, e no Watch Docs Internarional. Film Festival, em Varsóvia.
 
“Morro dos Prazeres” abiscoitou os prêmios de melhor direção, melhor fotografia e melhor som no 46º Festival de Cinema de Brasília, em 2013.
 
No VIII Janela Internacional de Cinema de Recife, “Futuro Junho” mereceu o Prêmio de Melhor Filme, e no Festival de Cinema do Rio, o de Melhor Direção, em 2015.
 
Mesmo ano em que “Seca”, o sétimo longa da diretor, foi exibido na Competição Internacional do Festival Internacional ‘Visions du Reel’, na Suiça, e recebeu o ‘Merit Prize’ – Prêmio especial do Júri no Festival Internacional de Documentários de Taiwan.
 
Mais do que um documentário sobre os bastidores do julgamento que culminou no impeachment de Dilma, em 31 de agosto de 2016, “O Processo” poderá se tornar um extraordinário instrumento político para informação à opinião pública internacional da profunda crise política que o Brasil atravessa e do colapso das instituições democráticas em nosso país. Os filmes de Maria Augusta Ramos costumam bater recorde de participação em festivais pelo mundo. Só o documentário “Justiça” foi exibido em mais de 50 festivais internacionais.
 
O longa é produzido por NoFoco Filmes, coproduzido por Canal Brasil e tem distribuição de Bretz Filmes.
 
https://www.berlinale.de/en/presse/pressemitteilungen/panorama/pan-presse-detail_41492.html

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Leia também:  Sem golpe, sem impeachment e sem frentes?, por Aldo Fornazieri

9 comentários

  1. Será mais uma ocasião em que o golpe e os golpistas serão desmo

    Será mais uma ocasião em que o golpe e os golpistas serão desmoralizados perante o mundo. Cabe mencinar que estão sendo produzidos mais alguns documentários sobre o golpe, inclusive um da diretora do filme a que horas ela volta, Anna Muylaert.

    Resta agora fazer um documetário sobre o papel da Lava Jato e da globo no golpe, com a participação de jornalistas importantes como o Luís Nassif, Paulo Moreira Leite, Mino Carta, Eduardo Guimarães, Miguel do Rosário, Paulo Henrique Amorim dentre outros…

  2. Moro errou feio

    Moro desprezou: Prova documental(escritura). Provas testemunhais(73) e para condenar utilizou INDÍCIOS QUE APONTAM O DELITO. Agora imaginemos hipoteticamente que não houvessem nem provas documentais ou testemunhais. O que sobrariam? INDÍCIOS. Só que há indícios que apontam para o DELITO, mais também há INDÍCIOS que pontam para a INOCÊNCIA. Ora, nesses caos o que diz o código penal? In dubio pro réu. O réu no caso o ex-presidente deveria ser absolvido. O que fez Moro no final? Desprezou a prova documental, as provas testemunhais e o INDÍCIO DE INOCÊNCIA. Moro julgou FORA DA LEI e agora? Anulação do processo.

  3. Que óóóóódioooo!!!!
     

    Vamos  inventar um prêmio especial para o ” justiça é para todos”, que é muito mais popular ( dá pra incluir no “oscar”?)

    Pena que o impeachment da Dilma não seja obra ficcional.

    De todo modo, se premiado, não será puxa-saquismo.

    O merecido prêmio, assim como os fatos, não serão de mentirinha.

       

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