Jurassic terror no cinema, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Jurassic terror no cinema, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Na exibição do filme “Jurassic World: Reino Ameaçado” um menino de 5 ou 6 anos e seu pai se sentaram ao meu lado. O adulto me ofereceu pipoca, recusei. Notei que ambos estavam alegres e um pouco excitados.

Quando o filme começou ambos ficaram em silêncio. A medida que a tensão foi aumentando, o pai começou a fazer comentários para tranquilizar o filho. Percebi que o menino estava começando a ficar realmente apavorado quando ele pulou no colo do pai. 

O pai tentou colocar o menino na cadeira dele. Ele protestou. Prefiro ficar aqui, com você.

Durante o clímax, quando o Indoraptor (o novo e terrível predador produzido por cientistas) persegue a menina pelo casarão e a encurrala no quarto dela chegando a ele pelo telhado e abrindo a porta balcão, o garotinho começou a repetir ansiosamente que estava com medo. O pai não sabia o que falar para o filho. O menino se agarrava mais forte a ele soltando gritinhos de terror sem conseguir tirar os olhos da tela grande.

O horror, o horror… A cena real de terror ao meu lado foi mais terrível do que cena do filme que estava sendo projetada. Suponho que a descarga química no cérebro em formação daquele menino provocará pesadelos, uma lembrança recalcada e, talvez, alguns problemas no futuro.

Aparentando estar arrependido de ter levado o filho para ver um filme inadequeado para crianças pequenas, o pai do garoto olhou para mim sorrindo amarelo. Fiz de conta que estava prestando atenção no filme. Julguei que seria pior fazer qualquer comentário naquele momento.

Mas não posso deixar de relatar a espetáculo desagradável que presenciei. O horror, o horror… Sai do cinema alguns segundos antes do fim do filme para não sucumbir à tentação de repreender um adulto irresponsável que traumatizou desnecessariamente o filho. Aos leitores uma recomendação: se forem ver “Jurassic World: Reino Ameaçado”, que é um bom filme e vale o ingresso, não levem crianças pequenas.

Leia também:  A violência da invisibilidade feminina durante a pandemia, por Ana Paula Barreto e Marcos Aurélio da Silva

 

 

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15 comentários

  1. Ainda estou vivo

    Que frescura cara, assisti o primeiro Jurassic Park quando era criança e nem senti medo, quando era criança ia nas Noites do Terror do Playcenter (naquela época os monstros podiam encostar, segurar e até prender a gente em jaulas), andava de carrinho de rolimã em ladeira, brincava de polícia e ladrão com estilingue com mamona na ponta e ainda estou vivo e sem nenhum trauma, apenas boas lembranças.

  2. Crianças são imprevisíveis.

    Crianças são imprevisíveis. Nem os pais sabem se a criança vai ou não gostar de um filme, se terá medo ou não.

    E o filme pode até ser inadequado para determinadas faixas etárias. O problema é que a propaganda passa em qualquer canto. A criança pede ao pai pra ir assistir. E aí, na hora, por alguma razão fica com medo. Não dá pra prever.

    Meu filho pequeno, por exemplo, não aparenta ter medo de nada, se esconde no escuro, gosta de brincar com insetos sem demonstrar nenhum medo. Adora o jurassic park. Aí, de repente, um belo dia ficou com medo de uma Emília que viu numa festa – tudo bem que era feia pra caramba, mas eu nunca imaginei que ele ficaria com medo de algo assim. Simplesmente não dá pra prever.

      • Acho que não falei nada

        Acho que não falei nada disso. Com todo respeito, Fábio, acho que quem está com medo de alguma coisa é você. O medo leva a gente a exagerar as coisas que vê, e você está exagerando, em minha opinião. O fato de crianças terem comportamento imprevisível não nos tira nenhuma responsabilidade no cuidado com elas, não precisa exagerar. Se acalme.

    • Mais traumatizante seria ver
      Mais traumatizante seria ver a propaganda eleitoral gravada por um presidiário, de dentro de una cela, isso sim,seria caso para psicanálise

      • Imagina tu explicando pro teu filho

        sibre as provas e os delitos que levaram Lula à prisão. Tanta mentira para uma criança? Como tu explicarias que o Lula está preso por causa de um apartamenteo que não é do Lula?

      • Tá com medinho?

        O panaca está apavorado com a idéia do politico mais bem avaliado da História voltar ao poder e transformar sua vida num inferno?

        Torcerei e votarei para que o pior dos seus medos se realize, para seu total desespero!

        E se prepare porque seremos implacáveis com golpistas e apoiadores.

  3. O filme é muito fraco mesmo

    O filme é muito fraco mesmo como disse um comentarista.

    Mas o pior foi outro leitor dizer que Jurassic Park responder sem ser perguntado era um filme de terror.

              Jurassic foi pior que um desenho animado.

                 Assisti no ”LAR CENTER” na estreia.Em tempos aonde o shoping Norte era um dos únicos em S P.

                     As 13 horas. Uma tremenda decepção.

  4. E eu, com seis anos, vendo a Monga!

    Quando eu tinha uns 6 anos, um parque chegou na minha casa e eu enchi o saco do meu pai para irmos ver a Monga. Acontece que quando a gente entrou no brinquedo, alguém disse para os menores ficarem na frente, e eu, como tinha só seis anos, e era o menor do lugar, fiquei sozinho lá na frente, encostado na grade que separava o público da Monga.

    Lembro que quando eu entrei já achei a música e o ambiente super sinistros, e para piorar, ainda fiquei longe do meu pai. Quando começou a tranformação da Monga o meu coração parecia que ia sair pela boca, e quando ela já transformada, arrebenta a jaula e sai pulando pra cima de mim, não dei conta, me virei e sai correndo chutando o pessoal, e lá fora do brinquedo vi que tinha feito xixi nas calças.

    Meu pai deveria ter me levado com seis anos para ver a Monga? Não sei. Eu levaria o meu filho? Acho que sim.

    E o que ficou da minha ida a Monga? Acho que só uma história engraçada.

     

     

  5. + comentários

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