Lista dos documentários inspiradores ao jornalismo

Do Blog do Sakamoto/UOL

100 Documentários para Inspirar o Jornalismo

Antes de mais nada, uma justificativa: essa ideia de ficar fazendo lista não surgiu da falta do que fazer. Pelo contrário, dá trabalho. Até porque este que vos escreve não seria capaz sozinho de tais empreitadas, dependendo de amigas e amigos jornalistas para alcançar essa graça.

Respondendo a uma leitora receosa em cursar jornalismo, escrevi que poderia recomendar uma lista de livros de reportagens, literatura e reflexões sobre o mundo e a profissão para acompanhá-la na caminhada – seja ela qual fosse. Como já expliquei aqui, confesso, o comentário foi puramente retórico. Mas isso não impediu mais de uma centenas de mensagens exigindo a tal lista. Para evitar refilmagens de Fahrenheit 451, com a turba enfurecida na minha humilde choupana, atendi aos pedidos.

O post que reuniu 100 livros para inspirar o Jornalismo foi um sucesso de público. Daí, por sugestão do documentarista Caio Cavechini, este blog traz uma relação com 100 documentários para inspirar o Jornalismo. Eu sei, listar é hierarquizar, o que pode soar arrogante (mas vocês querem o quê vindo de um jornalista?)

Muita coisa vai faltar em qualquer seleção feita, portanto considere-a como uma provocação. E levando em conta que boa parte desses docs estão na rede a um Google de distância, sugiro que escolham, pelo menos, um dia por semana para pular a novela e se afundar num bom doc. O mundo não acabará e Félix e César vão continuar brigando. Depois você lê o resuminho.

Obrigado a Caio Cavechini, Carlos Juliano Barros, Cristina Charão,  Fernanda Sucupira, José Chrispiniano, Julián Fuks, Igor Ojeda, Ivan Paganotti, Lúcia Ramos Monteiro, Maurício Monteiro Filho, Paula Chrispiniano, Ricardo Mendonça, Rodrigo Ratier e Spensy Pimentel pelas contribuições.

E vale lembrar de novo: isso é para ajudar a inspirar. Da mesma forma que Jornalismo não se aprende nos livros, ele é muito grande para passar apenas pelo vídeo. Deve incluir necessariamente a vivência diária, conhecendo o outro, o diferente. É legal ter conteúdo na bagagem, mas eles não substituem bagagem de vida. Que, por mais crucial que seja para um bom jornalismo, é o que mais falta na profissão. Seja por falta de oportunidade ou de vontade.

Leia também:  ABJD se solidariza com Aluízio Palmar e repudia processo movido por torturador contra o jornalista

Boa pipoca com muita manteiga e pouco sal.

1. 24 City, de Jia Zhang-ke
2. 500 Almas, de Joel Pizzini
3. A Caverna dos Sonhos Esquecidos, de Werner Herzog
4. A Cidade, de Liliana Sulzbach
5. A Opinião Pública, de Arnaldo Jabor
6. A Personal Journey with Martin Scorsese Through American Movies, de Martin Scorsese e Michael Henry Wilson
7. A Pessoa é para o que Nasce, de Roberto Berliner
8. A queda da Dinastia Romanov, de Esfir Shub
9. A revolução não será televisionada, de Kim Bartley e Donnacha O’Briain
10. ABC da Greve, de Leon Hirszman
11. All Watched Over By Machines Of Loving Grace, de Adam Curtis
12. American Pimp, de Albert Hughes e Allen Hughes
13. Arquitetura da Destruição, de Peter Cohen
14. Balseros, de Carles Bosch e Josep Maria Domènech
15. Bicicletas de Nhanderu, de Ariel Ortega e Patricia Ferreira
16. Borom Sarret, de Ousmane Semène
17. Buena Vista Social Club, de Win Wenders
18. Burma VJ, de Anders Østergaard
19. Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho
20. Camp 14, Total Control Zone, de Marc Wiese
21. Caramujo Flor, de Joel Pizzini
22. Carne, Osso, de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros
23. Ciclón, de Santiago Alvarez
24. Cidadão Boilensen, de Chaim Litewski
25. Cinco Câmeras Quebradas, de Emad Burnat e Guy Davidi
26. Corações e Mentes, de Peter Davis
27. Corumbiara, de Vincent Carelli
28. Criança – a Alma do Negócio, de Estela Renner
29. Crônica de um verão, de Jean Rouch e Edgard Morin
30. Dark Side of the Moon, de William Karel
31. Diário de uma Busca, de Flavia Castro
32. Dirty Wars, Rick Rowly
33. Doméstica, de Gabriel Mascaro
34. Elena, de Petra Costa
35. Entreatos, de João Moreira Salles
36. Equilibrista, James Marsh
37. Estamira, de Marcos Prado
38. Harlan County USA, de Barbara Kopple
39. Hearts of Darkness – O Apocalypse de um Cineasta, de Fax Bahr e George Hickenlooper
40. História(s) do cinema, de Jean-Luc Godard
41. Homem-Urso, de Werner Herzog
42. Hospital, de Frederick Wiseman
43. Ilha das Flores, de Jorge Furtado
44. Imagens do mundo e inscrições da guerra, de Harun Farocki
45. Inside Job, de Charles Ferguson
46. Into the Abyss, de Werner Herzog
47. Janela da Alma, de João Jardim e Walter Carvalho
48. Jesus no Mundo Maravilha, do Newton Cannito
49. Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho
50. Justiça, de Maria Augusta Ramos
51. La Vida Loca, Christian Poveda
52. Loki – Arnaldo Baptista, de Paulo Henrique Fontenelle
53. Man with a Movie Camera, de Dziga Vertov
54. Maranhão 66, Glauber Rocha
55. Memória do Saque, de Fernando Solanas
56. Moi, un noir, de Jean Rouch
57. Muito Além do Cidadão Kane, de Simon Hartog
58. Na Captura dos Friedmans, de Andrew Jarecki
59. Nós que aqui estamos, por vós esperamos, de Marcelo Masagão
60. Nostalgia da luz, de Patricio Guzmán
61. Notícias de uma Guerra Particular, de João Moreira Salles
62. Once Brothers, de Michael Tolajian
63. Ônibus 174, de José Padrilha e Felipe Lacerda
64. Os catadores e eu, de Àgnes Varda
65. Os dias com ele, de Maria Clara Escobar
66. Posição entre as Estrelas, de Leonard Retel Helmrich
67. Powaqqatsi, de Godfrey Reggio
68. Prisioneiro da grade de ferro, de Paulo Sacramento
69. Procedimento Operacional Padrão, de Errol Morris
70. Quadra Fechada, de José Roberto Novaes
71. Que viva Mexico!, de Sergei Eisenstein
72. Quebrando o Tabu, de Fernando Grostein Andrade
73. Recife Frio, de Kleber Mendonça Filho
74. Retrato de Classe, de Gregório Bacic
75. Roger e Eu, de Michael Moore
76. Salesmen, de Albert Maysles, David Maysles e Charlotte Zwerin
77. Santiago, de João Moreira Salles
78. Searching for Sugarman, de Malik Bendjelloul
79. Sem sol, de Chris Marker
80. Serras da Desordem, de Andrea Tonacci
81. Super Size Me, de Morgan Spurlock
82. Surplus – Terrorized Into Being Consumers, de Erick Gandini
83. Tarnation, de Jonathan Caouette
84. Terra para Rose, de Tetê Morais
85. The Act of Killing, Joshua Oppenheimer
86. The Century of the Self, do Adam Curtis
87. The Corporation, Jennifer Abbott e Mark Achbar
88. The Cove, de Louie Psihoyos
89. The King of Kong – a Fistful of Quarters, de Seth Gordon
90. The thin blue line, de Errol Morris
91. The two Escobars, Jeff Zimbalist e Michael Zimbalist
92. Tiros em Columbine, de Michael Moore
93. Titicut Follies, de Frederick Wiseman
94. Triunfo da Vontade, de Leni Riefenstahl
95. Uma história severina, de Debora Diniz e Eliane Brum
96. Valsa para Bashir, Ari Folman
97. Ventre Livre, de Ana Luiza Azevedo
98. Videogramas de uma revolução, de Harun Farocki e Andrei Ujica
99. Welfare, de Frederick Wiseman
100. Workingman’s Death, de Michael Glawogger

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5 comentários

  1. O unico Michael Moore da

    O unico Michael Moore da lista eh o unico que eu nao consigo assistir do comeco ao fim sem dormir.  Todos os outros dele sao superiores ao “Columbine”.

  2. Talvez não tenha citado os

    Talvez não tenha citado os outros de M.M. por ser ele “hor concours” pela superioridade em relação aos demais.

  3. sem cidadào kane e,por

    sem cidadào kane e,por tabela, sem” muito além do cidadào kane” – aquele que desmascara a globo -encabeçando, essa lista fica meio mandrake…

  4. Recife Frio?

    “Recife Frio”, de Kleber Mendonça Filho, não é documentário, mas ficção. Trata-se de um falso documentário, como “Zelig”, de Woody Allen, por exemplo. É uma “reportagem” sobre uma misteriosa mudança no clima do Recife, que, de uma hora para a outra, torna-se uma cidade muito fria. Documentário? 

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