‘Parasita’ é o grande vencedor do Oscar

Petra Costa não foi a vencedora na categoria documentário, mas sua indicação foi uma grande vitória para o Brasil e para a luta pela democracia.

Jornal GGN – A cerimônia do Oscar ocorreu na noite de domingo, dia 9, com muita expectativa com relação aos resultados. ‘Parasita’ levou o maior número de estatuetas, quatro no total, conseguindo melhor diretor e melhor filme. Um feito para a premiação, pois que foi a primeira vez que um longa de língua estrangeira, exibido com legendas nos Estados Unidos, seja a grande atração da noite.

Petra Costa não foi a vencedora na categoria documentário, mas sua indicação foi uma grande vitória para o Brasil e para a luta pela democracia. O documentário ‘Indústria Americana’, que mostra os choques de culturas americana e chinesa em uma fábrica de Ohio, venceu neste quesito.

Mas Petra Costa e sua equipe levaram ao tapete vermelho os protestos de tantos brasileiros que os assistiam. Protestaram contra o desmatamento na Amazônia, o assassinato de Marielle Franco e o genocídio indígena. Sônia Guajajara estava ao lado de Petra na cerimônia e protesto.

Veja os vencedores do Oscar 2020

Filme

‘Parasita’, de Bong Joon-ho

Direção 

Bong Joon-ho, por ‘Parasita’

Atriz 

Renée Zellweger, por ‘Judy’

Ator 

Joaquin Phoenix, por ‘Coringa’

Filme internacional 

‘Parasita’, de Bong Joon-ho (Coreia do Sul)

Documentário

‘Indústria Americana’, de Steven Bognar, Julia Reichert e Jeff Reichert

Animação 

‘Toy Story 4’, de Josh Cooley, Mark Nielsen e Jonas Rivera

Atriz coadjuvante

Laura Dern, por ‘História de um Casamento’

Ator coadjuvante 

Brad Pitt, por ‘Era uma Vez em… Hollywood’

Roteiro original

‘Parasita’

Roteiro adaptado 

‘Jojo Rabbit’

Leia também:  Tata Amaral: Brasil avançava contra desigualdades no audiovisual, mas Bolsonaro abortou incentivos

Direção de fotografia

‘1917’

Direção de arte  

‘Era uma Vez em… Hollywood’

Montagem

‘Ford vs. Ferrari’

Edição de som 

‘Ford vs. Ferrari’

Mixagem de som 

‘1917’

Efeitos visuais  

‘1917’

Trilha sonora 

‘Coringa’

Canção original 

‘I’m Gonna Love Me Again’, de Elton John e Bernie Taupin (‘Rocketman’)

Figurino 

‘Adoráveis Mulheres’

Cabelo e maquiagem

‘O Escândalo’

Curta-metragem  

‘The Neighbors’ Window’, de Marshall Curry

Curta-metragem documental

‘Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl)’, de Carol Dysinger e Elena Andreicheva

Curta de animação 

‘Hair Love’, de Matthew A. Cherry e Karen Rupert Toliver

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4 comentários

  1. Enquanto Petra Costa disputava o Oscar nos EUA, o vagabundo Eduardo Bolsonaro.encenava o clássico nazista “A Noite das Facas Longas” na Bahia. A diretora filmou o assassinato da nossa democracia. O deputado coordenou pessoalmente uma queima de arquivo?

  2. E o Parasita foi o grande vencedor. Não aquele “parasitas” do Guedes. Não aqueles “parasitas” marionetes dos banqueiros. Não os “parasitas* escravos do capital, sem alma e sem moral. Mas, o Parasita eleito vencedor do Óscar foi a criação de Bong Joon-ho, que a elaborou por inspiração, idéias e inteligência própria e nata. Uma criação sem manipulação, sem fantochismo e sem submissão. O Parasita’, de Bong Joon-ho, nada mais é, ao oposto do parasitas de Guedes, fruto do trabalho e da arte competente que minuciosamente elaborado para atender a todos, sem distinção, sem preconceito e sem precisar se ajoelhar pra ninguém.

  3. O concorrente brasileiro levou um óscar sim! O da lacração!!! Afinal, atirar na perfumaria e “sisquecer” da guerra híbrida é o quê???
    Patéticos…

  4. Não tenho o hábito de comentar opiniões de críticos, então me perdoe se, você crítico, não gostar.

    1° Esse filme, que confesso foi muito dificil de aguentar até o final, não mereceu, e nem merce, o prêmio de melhor filme de 2020.
    E por razão bastante óbvia: ele (o filme) é, antes de tudo, uma espécie de roteiro, para que os ricos se protejam de pobres.
    Ou seja, trata-se de um conflito entre ricos bons e ingênuos (que precisam se proteger) versus pobres maus e psicopatas (que querem roubar e usurpar os ricos).
    Certamente, tal cofronto não reflete, nem de longe, uma eventual realidade, dadas as circunstâncias dos acontecimentos e os personagens envolvidos.
    Em que pesem a existência de fraudes, e outros atos criminosos envolvidos na trama, não se pode colocá-los exclusivamente na conta dos pobres.

    2° Ainda que disponha de uma abordagem visual atrativa, voltada para a estética, na arte da arquitetura, a arte fotográfica nesta película não passa disto.
    Ora, a fotografia é, neste caso em particular, nada incomum.
    Exceto pelas imagens de arquitetura, que hoje são mais do que comuns em revistas do ramo e programas afins na tv paga, não há por quê ressaltá-la.

    3° O autor comete um grande erro ao abordar as pessoas COM CARÁTER BEM DEFINIDO SEGUNDO A SUA CLASSE SOCIAL.
    Ora, conforme a ideia do autor os RICOS SÃO BONS e os POBRES SÃO MAUS, o que, naturalmente, agradou aos ricos da indústria do cinema.

    As únicas criticas feitas ao caráter dos ricos são:
    a) a INGENUIDADE diante da vida, o que neste caso os coloca como tolos e,
    b) o Horror, não sem razão, ao cheiro dos pobres, posto que estes moram em uma favela do subúrbio e não têm acesso à higiene mínima e aos “bons habitos de cheirar bem” dos ricos.

    Por outro lado, os pobres são: espertalhões, maldosos, aproveitadores, fraudadores, inescrupulosos, mau caráter e fedorentos, além de psicopatas, pois não dispõem de nenhum sentimento de culpa. Nem mesmo após o desfecho final quando filho sem punição sorri e, sabendo onde está o pai assassino, só pensa em como fará para resgatá-lo e mantê-lo em segurança sem que pague por seus crimes.

    Os poucos momentos de reflexão, dos pobres a respeito de seus atos, logo são sobrepostos pelo desejo de usurpar o que é, “por direito”, dos ricos.

    Por fim, são destrutivos e assassinos.

    Veja, não se trata de uma sátira e nem como tal é tratada pelo autor, mas, isto sim, de um festival de preconceitos e alertas às elites financeiras, aos ricos.

    Por isso foi aclamado por Hollywood. É tudo que eles fazem desde sempre em sua cultura, dentro e fora de casa: dominação e proteção contra quem ameaça sua hegemonia e suas riquezas.

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