Timbuktu, obra indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro

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O filme “Timbuktu”, do realizador mauritaniano Aberrahmane Sissako – que acaba de estrear no Rio – levou sete prêmios na premiação maior do cinema francês, incluindo melhor filme e melhor diretor (e ainda está concorrendo ao Oscar de melhor filme estrangeiro). É merecidíssimo: “Timbuktu” é um grande, um imenso filme. O Le Monde fala em obra-prima.

O filme trata de um tema difícil, mas inevitável: a intolerância e o obscurantismo da ocupação da cidade de Timbuktu, no Mali, por um grupo de jihadistas. Lá, tudo é proibido: música, futebol, até mesmo “ficar do lado de fora de casa sem fazer nada”. E, apesar disso, as pessoas vivem, e fazem música mesmo assim, e jogam futebol sem bola (belíssima cena). Uma família tuaregue cuida pacificamente de seu rebanho, mas um conflito com um pescador desencadeia uma tragédia. Uma mulher louca passeia com seu galo pela cidade como uma rainha. Um grupo de jihadistas franceses discute futebol – Messi versus Zidane, o que leva a uma fala que faz rir a platéia brasileira.

É essa, a meu ver, a grande força desse filme: mostrar o quotidiano de uma cidade sob ocupação, sem estereotipar nem exagerar nada – nem os jihadistas cuja violência ele mostra -, com uma beleza de imagens que passa longe dos clichês de cartão postal.

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1 comentário

  1. Oscar?

    Lá, em Hollywood, levar o Oscar, talvez, talvez, só se o filme acabar com uma invasão americana ou algo assim, cheio de simbolismo patriótico daquele país, como no fim de “A vida é bela”, onde surge o tanque de guerra portando uma bandeira americana vistosa, contrastando com os tons da cena, para salvar o pobre menino órfão.

    É esperar para ver. Espero estar errado.

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