A cooperação internacional como arma política

Volto ao tema da cooperação internacional e da geopolítica.

Nas últimas décadas, a luta contra o crime organizado ampliou as formas de cooperação internacional, a possibilidade de procuradores de vários países trabalharem de forma conjunta.

Ganhou corpo depois da primeira grande onda de liberação financeira, que consagrou vários paraísos fiscais e colocou no mesmo circuito dinheiro de sonegação, do tráfico de drogas e de jogadores, da corrupção privada e pública.

Foi um fantástico avanço cujos resultados mais expressivos se mostram na Lava Jato, mapeando o roteiro percorrido pelas outrora rotas seguras de ocultamento de patrimônio.

No Ministério Público Federal, a cooperação ficou sob as mãos competentes do procurador Vladimir Aras, que se notabilizou na apuração dos escândalos do Banestado – muito apropriadamente batizado pelo senador Roberto Requião, de a “mãe de todos os escândalos”.

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Quando uma média potência tenta se lançar no mercado internacional, sua manifestação de poder é através de suas corporações. Foi assim, desde a Organização das Índias Ocidentais, pela Holanda, a pirataria inglesa bancada pela Coroa, até a grande exploração econômica da guerra do Iraque por grupos ligados ao ex-presidente norte-americano George Bush.

Por trás da ascensão internacional de toda potência, há as alianças de grupos políticos e econômicos locais, alimentadas por financiamento de campanha mais ou menos legais e esquemas de corrupção.

Em Portugal, o  grupo Espírito Santo se beneficiou da parceria com Cavaco Silva. A Pirelli, Danone e a Olivetti não teriam se tornado multinacionais sem o apoio do sucessivos governos italianos.

A Ambev não teria saído das fronteiras do Brasil, nem Daniel Dantas se transformado em banqueiro sem capital sem a parceria com o governo FHC. Assim como a Odebrecht não teria assumido a dimensão que assumiu sem  parceria com o governo Lula.

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Onde entra a geopolítica?

A cooperação internacional define regras gerais internacionais de combate à corrupção.

Economia madura e, portanto, pragmática, os Estados Unidos definiram um conjunto de prerrogativas da Presidência de República, inclusive o poder sobre o Ministério Público e a capacidade do Presidente de anistiar empresas ou empresários em nome do interesse nacional.

Nas democracias mais jovens – como a Itália dos anos 90 e o Brasil de agora – não há uma institucionalização das prerrogativas do Executivo, especialmente nas definições das estratégias internacionais.

Por essas diferenças, as mesmas medidas tomadas pelos respectivos Presidentes em defesa do chamado interesse nacional, são legais e aceitas nos Estados Unidos e criminalizadas em países em que essas práticas não foram institucionalizadas.

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É por aí que entra a visão geopolítica norte-americana nos acordos de cooperação internacional.

Os canais de cooperação internacional permitem ao parceiro mais aparelhado – os EUA – alimentar os parceiros emergentes com informações de seu próprio interesse.

Não apenas os crimes claros de corrupção são coibidos, como há a tentativa de criminalização até das estratégias geopolíticas nacionais. Entram nesse caldeirão a tentativa de criminalização das ações diplomáticas na África, a tentativa de quebrar as pernas das empreiteiras no mercado internacional, criminalizando até financiamentos à exportação de serviços e a tentativa de inviabilizar o BNDES.

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Nem se culpe o MPF por essa falta de sensibilidade geopolítica. Caberia à Presidência da República, antes dela, aos institutos ligados aos partidos políticos, à academia, a consolidação desses conceitos.

Como alguém já colocou apropriadamente, o subdesenvolvimento é um trabalho pertinaz de gerações.

37 comentários

  1. Nao existe “cooperacao” com

    Nao existe “cooperacao” com os Estados Unidos.  Eles nem sabem o que a palavra significa, de fato.

    Pra eles so uma coisa existe:  gigolagem.  Eh a unica coisa que os interessa.

  2. e é justamente por não existir…

    que eu culpo o MPF

    tremendo descuido acreditar que um poder independente dos demais está muito além do bem e do mal

    pior é que ainda existem os que acreditam que representam a sociedade………………………qua quara quá quá

    zero de interesse nacional é o que os estados unidos sempre desejam e procuram

    além do mais, se não me engano, motivo principal da criação do MPF foi para fazer valer o que a Constituição prometeu ao povo, em termos de direitos básicos, e que até hoje não são atendidos a contento

    tremenda lorota este papo de que não atendem a contento porque a verba é engolida pela corrupção

  3. Não concordo…

    Não concordo com o trecho….”Nem se culpe o MPF por essa falta de sensibilidade geopolítica.”

    Com o MPF atuando como o dona da verdade, aliais basta ver a atuação do MPE em SP no bloqueio da Avenidade Paulista.

    Como já escrevi em outro post: A instituições burocraticas querem sequestrar os que recebem o voto, criminalizando todos os atos.

    Vide MPF, MPE, PF, TCU, TCE que hoje bloqueiam as politicas publicas, as decisões do executivo.

    Temos visto abusurdos,  como TCU definir como um leilão de energia deve ser feito, como os lotes, proibindo leilões. 

    Se as instituições politicas não reagirem junto com os cidadões, brevemente teremos um governo de burocratas definindo o nosso futuro. 

  4. Dica de leitura

    O longo comentário de ontem do leitor Ramalho12 é essencial para entender o jogo antipatriótico, mas altamente rentável, da Lava Jato para Moro e outros operadores do poder judiciário.

    http://jornalggn.com.br/comment/764277#comment-764277

    “Para o governo americano, inimigos públicos são os povos das nações que têm recursos – minerais, precipuamente – que lhe interessam – petróleo, por exemplo – e que não se submetem aos interesses empresariais americanos – o Brasil que se cuide. Os que se recusam a cooperar são invadidos, e os que lutam contra a invasão são chamados de “terroristas” – embora tidos por heróis por seus concidadãos. O escândalo da partilha do Iraque entre empresas americanas mostra uma das finalidades da invasão do país. Outra finalidade é sustentar um nível adequado de demanda para o complexo industrial militar americano. As guerras e invasões americanas são geralmente muito mais do que mera expressão do complexo imperialista que reina no imaginário ianque, são formas da classe governante americana ganhar mais dinheiro. No caso americano, o inimigo público pode, também, ser uma etnia, como negros e árabes, pois isto aumenta a coesão dos americanos em torno do governo e a tolerância deles em relação às forças de controle social.”

  5. Cerveja!

    Sim, só que não é o caso do Brasil. Não é preciso dar tantas voltas para dizer que se deve tolerar a corrupção e as propinas por um “bem maior”, rsrs, isso é piada. Porque não usou a expressão “segurança (econômica) nacional”? Ou “segurança para manter o PT no poder eternamente” a base de pixulecos? Importar os piores hábitos das grandes potências não me parece a melhor coisa a ser feita, muito ao contrário, é justamente contra isso tudo que a esquerda sempre lutou. E desde quando a Itália se tornou democrática apens na dácada de 1990??? E mais, as cervejas eram muito melhores antes da Ambev, pode fazer bem ao país, mas ao paladar…  E perdão por mais uma vez discordar da postagem, é só porque não concordo mesmo. Amplexos.

    • Piada é o seu comentário.

      Piada é o seu comentário. Você vive aonde? Fernando no País das Maravilhas? Disneylandia? “importar os piores hábitos”… Aff, que inútil. É cada um por si, o jogo desse mundo é a sobrevivência. Se quiser ser o Dom Quixote, ser o “certinho” da turma, vai é se lascar, que nem a gente agora. O problema é que o Brasil parece uma Besta de 7 Cabeças, cada cabeça querendo ir para um lado, não tem projeto nacional e quando tem é sabotado. Caímos naquela do Dividir e Conquistar.

    • Vale pelo contraste.

      Eh impressionante o desnivel experimentado ao ler um artigo dessa densidade e ilustração brilhante e depois ler um comentário que absolutamente não acrescenta nada que se aproveita e mais revela um papagaio a mais do que vem sendo apregoado e repisado para o consumo da manada indigente cognitiva. Parabéns, Fernando Novo, por nos proporcionar essa sensação de desnível impactante que nos faz valorizar cada vez mais a visão e a inteligência. Nada de Novo!

  6. De novo não Nassif

    Nassif, de novo vc escreve um artigo tocando nessa questão geopolítica. Seu texto políticamente correto deixa nas entrelinhas uma defesa dos corruptos, como se eles fossem os pátriotas de século XXI. O problema é que quem rouba dinheiro público mata mais que a bomba atômica americana que caiu em Hiroshima. A estratégia de projetar poder junto com empresas nacionais é importante para o país, mas ela não justifica a apropriação do público pelo privado como ficou caracterizado pelas relações carnais entre governos e empreiteiras.

    • É isso mesmo Thadeu Luiz.
      E

      É isso mesmo Thadeu Luiz.

      E enquanto não se sair do círculo vicioso da alienação cultural das “verdades” ideológicas, sejam as de cunho liberal como socialista, nada mudará. Já passou da hora de se entender que – conceitos de: ética, moral, lei, nacionalidade, instituição, etc., não significa mais nada, e o que comanda o mundo é a chantagem; a força e a ameça; o quadrilhismo/a bandidagem mundial; estará falando besteiras e enchugando gelo.

      Qual a realidade hoje, com a defasagem/descrédito/superação dos valores culturais e institucionais?  O capital especulativo é quem comanda tudo, pela via da corrupção. Seja a ciência; a tecnologia; a míidia; a religião; a política; a justiça; a economia; e por aí vai. Enquanto não de entender e desmistificar esse esquema, a humanidade apenas será uma mera escrava e canalha a serviço da corrupção mundial.   

  7. Os meios não justificam os fins.

    Em meio ao caos geopolítico todos os meios utilizados pelos governos se respaldam na ânsia desesperadora de promover o desenvolvimento dos países, acho que é isto que entendi deste artigo. Mais ou menos algo como: “Todo mundo rouba, todo mundo é corrupto porque precisa desenvolver seu país”. Santa Maria Mãe de Deus. Aonde mais pode chegar a tentativa de justificar os desmandos do governo brasileiro? Quer dizer que o BNDES que foi blindado de forma abusiva quebrando a transparência das contas públicas está correto? Emprestar dinheiro, ou melhor, DAR dinheiro do povo brasileiro para países alinhados ao marxismo é lícito? E na contrapartida disto enriquecer empreiteiras amigas do poder e políticos alinhados com este mesmo poder também é lícito? Ai..ai..ai. É querer mesmo tampar o sol com uma peneira rasgada. Os EUA e todos os demais países citados praticam estes atos, mas veja a qualidade de vida de seu povo e olhe a nossa. Isto também não justifica atos de corrupção. Alias a corrupção é um pandemia e tolo quem julgar que ela será contida com leis tolas ou medidas econômicas. Para se combater a corrupção as leis precisam do peso igual ao estrago que produz. A Indonésia fez isso com o tráfico e hoje colhe os frutos. Produza-se uma lei que coloque em prisão perpétua quem lesar o Estado, pois o Estado é o povo representado, desde o mais pobre até o mais abastado, e vamos ver quem terá coragem de correr o risco. Não se combate corrupção com palavras, nem com desculpas esfarrapadas como o subdesenvolvimento. Os meios não justificam os fins.

    • Brilhante

      Mais uma vez seu comentario foi brilhante, Antonio Barbosa. A corrupcao mata, indiretamente, milhares de seres humanos. Portanto, deve ser punida na mesma medida, mas nao sou a favor da pena de morte. Repito a frase de Victor Hugo: “Entre um governo que faz o mal e o povo que o consente ha uma certa cumplicidade VERGONHOSA”.

  8. DEPENAÇÃO

    O Marcelo Odebrecht jamais será perdoado por ser mais competitivo que as as construtoras norte americanas e também por construir onde elas se recusam a construir como foi o caso do porto de Mariel em Cuba. Muito me admira o PSDB querer entregar novamente o Brasil ao capital estrangeiro como na era FHC-FMI,   pensei que há muito tempo havíamos superado esta PRIVATARIA TUCANA,,,e muito me admira também esse mesmo partido apoiar o Cunha incondicionalmente…

  9. Gigolagem?

    A busca pelo interesse nacional é característica de qualquer país. Aqueles com dirigentes adultos buscam esse interesse de forma objetiva. Já nós, infelizmente, temos adolescentes no comando que confundem interesse nacional (estratégia de Estado) com ideologia (visão de Partido).

    Gigolagem é o que nossos representantes estão fazendo conosco, nos fazendo pagar por suas “idealices” (neologismo que indica a tolice travestida de idealismo). Foi uma tolice sem tamanho termos abandonado a mesa de negociação com EUA e Europa, preferindo nos abraçar ao G21 (que são nossos concorrentes diretos) e à África, uma visão ultrapassada de 3o mundismo, do não alinhamento remanescente dos anos 70. Nossos “amigos” do G21 (Índia, Austrália, China) estão fechando vários acordos de livre comércio e cooperação. E nós… bem,…ficamos nos congratulando com nossos “amiguinhos” do Mercosul, aquele “bloco” cujos líderes misturam protecionismo com pajelanças em trajes típicos e que possui mais exceções que regras comuns. 

    Qual o interesse nacional do Brasil? O PT confundiu ideologia com interesse nacional e transformou a agenda do país em agenda do Partido. Há na esquerda gente melhor preparada, com visão de maior alcance.

  10. Esqueceu de falar…

    dos Cubanos, dos Venezuelanos, Bolivianos ou seja da Republica Bolivariana, esses tambem estão de olho nas riquesas do nosso país. Aliás, o Lula já deu até uma refinaria para o indio da Bolivia, tudo de graça financiada com o nosso dinheiro.

  11. Será que vai ser…

    Será que vai ser publicado?

    Eita, sr. Nassif, se existe uma coisa que o sr. não precisa se preocupar é com seus defensores habituais.

    Como dizia minha avó: formigas e puxa…. encontra-se em qualquer lugar.

     Srs. donos da verdade “ai de cima” já ouviram falar em  “direito ao contraditório?

    Nem o ilustre articulista suporta muito essa frase tão  utilizada nas democracias consolidadas .

    Não seria mais fácil debater  idéias do que “espinafrar o leitor, digamos mais atento e descompromissado com o articulista?

    Fico com a frase publicada pelo amigo leitor Alexandre :

    Subdesenvolvimento não se improvisa; é obra de séculos” 
    Nelson Rodrigues

     

     

  12. “Cooperação internacional”?

    Se a “cooperação internacional” é tão importante para o país, financiando obras em países bolivarianos e ditatoriais (enquando o Brasil padece de investimentos em infraestrutura) porquer foi feito de maneira “secreta”.

    É ridículo acreditar que eles estavam pensando no bem do Brasil ao fazerem obras fora dele…..

  13. OS EUA, OS INVESTIMENTOS

    OS EUA, OS INVESTIMENTOS EXTERNOS, AS BOLSAS DE VALORES E OS BANCOS TORNAM OS PAÍSES NO ASPECTO SUBJETIVO DO MERCADO.

    O investimento externo se constituirá no estado imaginário do modo de produção, paralelo ao estado real que é espiritualmente outro estado. Cada reprodução do objeto tem, portanto, um significado real e outro financeiro, como saber duplo: alguém cria o objeto e o Estado é o devedor da sua existência.                                                                                                                                               A hegemonia do mercado detém a essência do Estado, o espirito da sociedade, que é sua propriedade privada. Logo, o real só existe de acordo com o homem objetivado por uma essência extra-terrenamente espiritual.

    Este estado real da propriedade privada é um segredo preservado no seu seio (o valor que descola do objeto) pela hierarquia do Estado, e no exterior para sua natureza de corporação fechada. Assim, o espírito nos objetos (o valor para o dinheiro social) bem como sua mentalidade política, agora surge do imaginário espiritual como uma traição do seu segredo.
                                                                                                                                              Por isso, o significado duplo da fé no poder público, a sua existência e realidade (valor real no dinheiro interno/externo), está transformado no materialismo de obediência passiva às sociedades do exterior; e na idolatria de um comportamento de atitudes que se enganam mutuamente no que diz respeito ao enigma de todas as constituições de governo, sob a forma de uma corrida aos mais altos postos no Estado.

  14. A cooperação internacional como arma política

    Somente o fato de responsabilizar a presidência da república pela sensibilidade geopolítica está equivocado. Tudo que você escreveu está registrado em livros de análises do poder econômico internacional. Este poder é exercido de forma legal através de acordos e de forma obscura pela inteligência e assistência militar a serviço das grandes economias. O que o Wikileaks e pelo ex-agente Edward Snowden denunciaram sobre as atividades de espionagem americana já é do conhecimento público há muito tempo. Eles só fizeram comprovar com documentação mais ampla. No Brasil existia um vasto conhecimento sobre estas atividades por razão de estratégias desenvolvidas pela CIA para derrubar governos brasileiros. O cinismo e antes o medo é que impedia uma maior divulgação dos fatos. Além desses empecilhos havia uma conivência da mídia “nacional” e internacional. Discordo do fato de responsabilizar a presidência da república com base no aparato de estado dos EUA, onde o Congresso tem papel fundamental na aprovação de leis e recursos para atuação da CIA, por exemplo, estudo mais que diz respeito à dominação política e econômica de outros paises. Mais uma vez o cinismo leva muitos parlamentares brasileiros a desconhecerem oficialmente este fato. O poder judiciário é outro instrumento de dominação geopolítica, basta observar o trabalho dele e do FBI na corrupção da FIFA, instituição sediada na Suíça, que foi “invadida” pelo FBI, sob a orientação e aprovação do Poder Judiciário norte-americano. O mesmo exemplo serve para demonstrar a participação do Ministério Público americano nas ações de dominação geopolítica. Outro caso muito característico é o caso do vôo Gol 1907 (ICAO: GLO 1907) rota comercial doméstica, operada pela Gol Linhas Aéreas Inteligentes. Em 29 de setembro de 2006, a aeronave colidiu no ar com um Embraer Legacy 600 enquanto sobrevoava o estado de Mato Grosso. Todos os 154 passageiros e tripulantes a bordo do Boeing 73, enquanto o Legacy, apesar de ter sofrido danos graves na sua asa e estabilizador horizontal esquerdo, pousou em segurança com seus sete ocupantes não lesionados, na base Aérea do Cachimbo. Em 2 de outubro de 2006, o capitão e o co-piloto do Legacy foram ordenados pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso a entregar seus passaportes enquanto se aguardava uma investigação mais aprofundada. O pedido, feito pelo procurador de Peixoto de Azevedo foi concedido pelo juiz regente, que afirmou que a possibilidade de erro do piloto por parte da tripulação do Legacy não poderia ser descartada. Antes de sua partida prevista para os Estados Unidos, a tripulação foi formalmente acusada pela Polícia Federal de colocar em perigo uma aeronave, o que acarreta uma pena de até doze anos de prisão. Os pilotos tiveram que explicar por que não ligaram o transponder e foram autorizados a deixar o país depois de assinar um documento prometendo voltar ao Brasil para seu julgamento ou quando exigido pelas autoridades brasileiras. Eles recuperaram os seus passaportes e voltaram para os Estados Unidos. O CENIPA concluiu que os pilotos do Legacy também contribuíram para o acidente com a sua incapacidade de reconhecer que seu transponder foi inadvertidamente desligado, desativando assim o sistema anti-colisão, bem como a sua formação insuficiente e preparação naquela aeronave. Em 1 de junho de 2007, um juiz federal de Sinop, Mato Grosso, indiciou os dois pilotos do Legacy e quatro controladores de tráfego aéreo de Brasília por “expor uma aeronave ao perigo”. Em 16 de maio de 2011, os dois pilotos foram condenados a quatro anos e quatro meses de prisão em regime semi-aberto por seu papel na colisão, mas ele comutou as sentenças de serviço comunitário para serem servidas nos Estados Unidos. Tá bom ou quer mais?

  15. O joio que não deixa o Brasil se desenvolver.

    Quantos crimes de guerra os eua cometem nos países nos quais possuem interesses econômicos. Diversos artigos já analisaram a influência desses crimes americanos na formação do estado islâmico.

    O dinheiro de toda privataria tucana deve estar investido nesses paraísos fiscais, assim como os do serra e filha nas ilhas Cayman, os do tráfico de drogas do atual “senador” perrela amigo de aecio, os da sonegação de impostos da grobo, etc…

    Avanço na lava jato? Só se for na embromação de sempre, de punir aqueles que de uma forma ou de outra estavam mais e mais cuidando dos interesses de todos e automaticamente tirando os privilégios da elite corrupta (como nenhuma igreja-instituição – e suas próprias corrupções – fez, nem nunca terá interesse de fazer de livre e espontânea vontade.)

    Lava jato não mapeou nada, todo mundo sabia dos tais roteiros, apenas usaram tudo para prejudicar quem se interessa por todos e mais uma vez abafar os podres de fhc & corja.

    O escândalo do Banestado na realidade é o pai de todos os escândalos, e A operação lava jato sua amante, interessada em passar a mão, junto com seus comparsas, no patrimônio da família Brasil.

    “Por trás da ascensão internacional de toda potência, há as alianças de grupos políticos e econômicos locais, alimentadas por financiamento de campanha mais ou menos legais e esquemas de corrupção.” … Mais uma vez se comprova que essa ação de fazer vista grossa para corrupção, (e até explicar didaticamente o seu funcionamento e suposta utilidade) só vale para um pequeno grupo de elite corrupta, pois se fosse liberado para todos, os ricos seriam roubados da mesma maneira que roubam de pobres e grande parte da classe média. Por isso o aparato juridiocioso trata de intimidar com cadeia, pobres principalmente e quem se opõem a seus planos, como os presos da deslavajato corrupta por um lado e de outro lado, por exemplo o caso desses dias atrás, da bebum que atropelou e matou dois operários, pagou fiança e está na rua, tem também a prefeita corrupta e outros casos piores ainda, como aecio, fhc, perrela, cunha e toda tropa.

    O caso : “A Ambev não teria saído das fronteiras do Brasil,  Daniel Dantas se transformado em banqueiro sem capital sem a parceria com o governo FHC.” e a ironia de querer igualá-los ao governo Lula, comento depois.

    A cooperação internacional define regras gerais internacionais de combate à corrupção. Como podem, corruptos combaterem a corrupção. Quem acredita numa mentira tão descarada destas?

    “Os canais de cooperação internacional permitem ao parceiro mais aparelhado – os EUA – alimentar os parceiros emergentes com informações de seu próprio interesse.” ( Exemplo operação do lava jato. Começou com Obama espionando a Petrobras, e agora comoda e descaradamente, contando mais uma vez com os serviços deliry de moro & cia. Como na ditadura.

    Realmente, caberia aos institutos ligados aos partidos políticos, à academia, a consolidação dos conceitos de defesa dos interesses nacionais.

    O subdesenvolvimento é o produto da exploração pertinaz do trabalho de gerações. Onde o explorador é ao mesmo tempo o adubo, composto de material em decomposição moral, que aciona todo o processo. 

  16. Politicas de Estado

       O Brasil não tem, nunca teve politicas de Estado, desde a redemocratização vivemos um intenso FLA X FLU, projetos são considerados do ” governo de plantão ” , somente terão continuidade caso seu sucessor seja do mesmo espectro politico, caso seja de outro, enterra-se o que ja foi feito, não importando o quanto se gastou, e parte-se para outro, invariavelmente completamente oposto ao paralisado.

        Tal pratica bloqueia qualquer iniciativa de internacionalização, pois sempre se tratam de ações de médio – longo prazo, demanda bastante tempo, competencia politica, superar concorrentes, muitos dos quais utilizam-se de vasta experiência, redes de relacionamentos mais antigas, financiamentos mais comodos para o tomador, apoio de midia tanto local como externo ( subvencionar jornalistas, “formadores de opinião”, lobistas locais – É do JOGO ) , em negócios não existem vestais, e quem perde não reclama, aguarda a próxima e da o troco ( nos anos 70/80 os americanos da Raytheon perderam para os franceses da Thomson/CSF o contrato do DACTA, americanos ficaram calados, mas nos anos 90 a Raytheon somada a Lockheed, virou o jogo, ganhou o SIVAM e as atualizações do Dacta ).

          Discordo do texto que tais prerrogativas se restrinjam a PR, mas tb. ao congresso, pois possuir uma politica de Estado, é uma construção da sociedade, que está representada ou deveria estar, pelo parlamento.

           Já quanto a participação da “academia”, pode esquecer, ela está contaminada pelo ambiente FLA x FLU, adoram ficar discutindo o nada, debate 10,0 – praticidade 0,00 ; meu filho, depois que assisti um debate em uma universidade paulistana de 1a linha, com alunos de ” relações Internacionais” e seus laureados professores, no qual a grande discussão foi sobre a “expansão comunista na ALatina “, e outros assuntos dignos da maquina do tempo, percebi que estas pessoas ainda estão nos anos 80, não dá para esperar nada delas, só mais discussões inuteis.

    • Reclamar, reclama. Não faz

      Reclamar, reclama. Não faz escândalo. Lembra do Antonio Ermírio de Moraes reclamado do balão que levou na Vale do Rio doce e depois ganhando a CPFL?

  17. Pegar dinheiro de impostos

    Pegar dinheiro de impostos que não retornam nada para a população que paga para criar uma empresa e roubar dentro dela?

     

    Uso do erário público para competir mercadologicamente?

     

     

    Insanidade em qualquer país e época!

  18. Dá uma tristeza danada ler

    Dá uma tristeza danada ler comentários tão imbecis, para uma matéria que deveria gerar debate sério. Tinha toda razão o Nelson Rodrigues e o De Gaulle. O pior é que situações assim levam séculos para serem melhoradas.

  19. Olha, meu…..o que temos nos

    Olha, meu…..o que temos nos últimos 20 ou 30 anos é uma nova doutrina jurídica de base anglo-saxã que se espalhou no mundo disputando a hegemonia da área com as culturas e tradições locais. Ela tem uma lógica e especificidades que a tornam robusta e atraente para boa parte da comunidade jurídica brasileira, especialmente os mais jovens e ambiciosos profissionalmente, como boa parte dessesjuízes epromotores de 1a instância. E eles convencem os mais antigos com argumentos especificamnente jurídicos. Não reconhecer essa configuração implica em não entender que jogo estão jogando, muito menos suas regras.

  20. Nassif, copiando Descartes eu diria que a corrupção é

    muito bem distribuída entre todos os países.  Onde há homens há corrupção, o que varia é o seu grau.  Muito bem colocada esta questão do uso da anticorrupçcão na geopolítica.  Os estados unidos são detentores de muitas informaçòes sobre as grandes corporações e sobre a vida de muitos lideres internacionais. Seríamos tolos se acreditarmos que eles não usariam estas informaçoes para seu benefício político  e econômico.

  21. Anote aí
    Se antes os conflitos de davam entre nações para beneficiar alguns grupos nativos, com a globalização a luta se trava entre governos e as populações.

    Os Estados não mais oferecem perigo às corporações; foram submetidos aos interesses corporativos já que o capital não têm mais nacionalidade.

    Ao atenderem os interesses desses grupos, se distanciam das populações que já não se sentem representadas.

    Daí as grandes manifestações pelo mundo.

    Daí as leis draconianas que se espalham pelo mundo, como as de “segurança nacional”, as que passam a considerar manifestações com pequenos excessos como de alta periculosidade, igualando ao crime de terrorismo.

    É o Estado contra as populações e em nome das grandes corporações.

    Ou, vocês acham que Zé Eduardo Cardoso é mantido no cargo e Levy entronizado no Planejamento atendem aos interesses de quem?

  22. Ninguém é a favor da corrupção, só os corruptos

    Ninguém é a favor de corrupção.

    É preciso parar com essa cantilena infantil, com esse discurso reducionista e idiota de que quem defende o governo ou se posiciona contra a redução dos direitos e liberdades dos acusados é a favor da corrupção.

    O que se vê muito no discurso dos injustamente acusados de serem “defensores da corrupção” são quatro coisas muito, mas muito simples, que somente a má-fé ou ignorância de alguns os torna incapazes de perceber, admitir ou contra-argumentar sem ataques ad hominem.

    Primeiro: que o suposto combate à corrupção, tanto no mensalão, como na Lava-Jato, não é sincero, tratando-se de manobra para cassar conquistas eleitorais absolutamente democráticas, ante a percepção de que, no voto, está difícil de convencer o eleitor. Tanto é assim que diversas denúncias contra os partidos da oposição nunca prosseguem, independentemente da quantidade de provas e evidências. Não adianta sequer um flagrante de 500 quilos de cocaína.

    Segundo: que o remédio não pode matar o doente. Não se trata de questão de princípio ou de honestidade. A saúde econômica de um país reflete diretamente na saúde do seu povo, no emprego, na renda. Nesse sentido, as grandes questões macro são bastante similares às micro. Os interesses de um país não diferem dos de uma padaria, senão numa questão de grau. Imagine se o dono de uma padaria, que fatura cem mil mensais, ao suspeitar que um empregado tenha roubado cem reais, iria contratar um detetive por um milhão de reais para descobrir a verdade, assim quebrando o próprio negócio. Isso não é princípio ou virtude alguma, é somente demência. É o que se está falando sobre a Lava-Jato.

    Terceiro: que os líderes dessa tentativa de golpe, como Aécio, FHC e Cunha, não possuem condição moral alguma de acusar ninguém.

    Quarto: que a corrupção, que de fato há e ninguém está negando, é institucional e não é culpa ou atributo exclusivo de um único partido. Devem ser criados mecanismos que reduzam a possibilidade de atos ilícitos serem praticados.

    Em um resumo muito apertado, é isso que se discute. Por exemplo, de que forma pode ser considerado ético o Ministério Público do nosso país entregar graciosamente provas a um estado estrangeiro contra o nosso país para que ele possa processar e arrancar bilhões de dólares do nosso povo? Bilhões que seriam utilizados em nosso orçamento, na construção de escolas ou postos de saúde? Se apenas uma criança morrer por falta de assistência médica, por conta desse dinheiro “doado” pelo nosso Ministério Público aos Estados Unidos, como isso pode ser classificado como uma atitude ética? E como o Brasil ser obrigado a indenizar os Estados Unidos de fato é algo útil no combate à corrupção sistêmica que existe em nosso país?

    A sanha contra o PT está emburrecendo até intelectuais, que se tornam incapazes de ver o outro lado da moeda, de discutir racionalmente as alternativas. A ladainha entre intelectuais da oposição se iguala, assim, à dos fascitazinhos anti-PT, como os tais “Revoltados Online”, e é quase um mantra zumbi: “fora PT”, “fora PT”, dizem enquanto caminham cambaleantes, com os braços esticados para a frente, famintos por um cérebro que lhes falta.

    Está claro que o ímpeto irracional oposicionista, que atingiu não somente políticos, mas também parte do Ministério Público e do Judiciário, não possui grandes preocupações com o Brasil, como nação a ser respeitada no mundo e como pilar do interesse social que deveria pautar essas instituições.

    A diferença entre os lados, ao parece, é que entre os defensores do governo a preocupação é de fato solucionar esse mal, enquanto do lado oposionista o tema é tratado apenas como ferramenta de conquista do poder.

    A batalha do juiz Sérgio Moro, fetiche da oposição, não se apresenta, ao menos pelo que a mídia dela traduz, como autêntica luta anticorrupção. Parece ser somente a luta contra essa específica corrupção, a que se vincula ao PT, e não contra toda e qualquer corrupção.

    Enfim, deve-se colocar a discussão no seu eixo correto: ninguém é a favor da corrupção, só os corruptos e estes não estão ao lado, nem do governo, nem da autêntica oposição, só deles mesmos.

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