A PF entre os almofadinhas e os policiais

O delegado Egor chegou à sede da Polícia Federal, um pouco chateado com o sucesso recém-conquistado do policial hipster, que saiu em várias reportagens de jornal. Afinal, a cara da Polícia Federal precisa ser o Delegado Yuppie, bem penteado, bem vestido, não um hipster qualquer que bota um rabo-de-cavalo e sai invadindo espaços, flashes, reportagens de jornal como um plebeu invadindo o castelo reservado à nobreza da PF.

Não, não podia perder a grande batalha depois de meses de trabalhos exaustivos, na grande disputa por uma tira nos jornais, um espaço nos online ou pela suprema glória de um minuto nos jornais televisivos. Não, não jogaria fora o esforço diário de pensar no tema mais manchetável, na barganha com o setorista, eu te passo um vazamento, você mais adiante me paga com uma manchete.

Por isso mesmo, lembrou da canção que o pai lhe cantava, levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima, e foi com esse estado de espírito que escolheu o terno mais alinhado, a camisa engomada, com a marca de grife que ele selecionou no site modaparamacho.com, a gravata italiana que comprou em uma viagem internacional de cooperação, o coldre elegante Pistol Hoster, adquirido na Alibaba, pois detestava coldres vulgares, tipo Bope, e se preparou para o grande desafio do dia.

Chegou no escritório aparentando pressa, aquele jeito apressado e misterioso dos grandes detetives, como se estivesse permanentemente farejando a próxima pista. Tomou um café Nespresso e, antes de sentar na poltrona,  se preparou como quem vai para a guerra, vestiu o blusão cáqui sobre a camisa e a gravata italiana, o que lhe deu um ar blasé aventureiro dos grandes secretas, olhou de soslaio a imagem refletida no monitor e, seguindo o exemplo da autoconfiança dos times de vôlei antes das grandes batalhas (que ele aprendera na ESPN) encarou a imagem refletida no monitor e gritou esmurrando o ar com o punho fechado.

– Dá-lhe, Tom Cruise!

E deu início ao ritual diário.

No e-mail privativo da PF recebeu a informação sobre um novo nome que surgira nas delações: o professor Camarosano, ao que parece vidente e astrólogo.

Imediatamente, tomou as providências de praxe.

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Investigador atilado, primeiro se logou no banco de dados da COAF, para saber se havia alguma movimentação estranha em nome de Camarosano.  Depois, no servidor da Receita, para conferir suas declarações de renda.  Na sequencia, olhou em volta para se prevenir de eventuais atos terroristas e avançou sobre o banco de dados eleitoral, para pegar seu endereço.  No Banco Central, levantou os gastos com cartão de crédito e as contas de previdência do misterioso Camarosano.

Depois imprimiu tudo, bateu o carimbo e passou para a frente. E aproveitou para dar uma passadinha pelo Facebook e mandar um sinal de positivo para as fãs.

Terminava assim, mais um dia de trabalho heroico e estafante do Delegado Egor, similar ao dia anterior, ao trasantonte, como se dizia nos seus tempos de classe média baixa, antes de se tornar personagem global. Como ele não é acomodado, também desenvolveu uma boa técnica de pesquisar o Google e o Facebook.

Vez ou outra, a rotina era quebrada por ação. Algumas diligências espalhafatosas em locais sem risco, busca, apreensão e condução coercitiva de pessoas que não resistiam. E, depois, correr para o abraço na frente das câmeras.

A parte efetivamente difícil da empreitada era escolher um tema que lhe garantisse um bom espaço em entrevistas na mídia. O último repórter que o procurou mostrou-se mais exigente que procurador em delação premiada: só o entrevistaria se ele fizesse afirmações de maior impacto que a entrevista do delegado anterior.

– Se não me fornece o lide, não tem conversa – lhe disse o repórter, definitivo como um procurador da Lava Jato.

Residia ali o maior desafio do Delegado Egor: como transformar consultas a bancos de dados em episódios heroicos? Certamente não daria manchete a cena dele invadindo a casa do suspeito, entrando no quarto do casal e fuçando na penteadeira da esposa. Nem inserindo sua senha no banco de dados da COAF, apesar do tom épico que imprimia ao gesto de apertar a tecla ENTER. Afinal, todo o treinamento para dar o ENTER no banco de dados do COAF não tinha apelo televisivo.

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Passou o dia ensimesmado, pensando no que poderia oferecer ao repórter. Os colegas, ao lado, percebiam seu ar preocupado e imaginavam o que estaria trabalhando o Delegado Egor, qual estratégia fantástica estaria nos seus planos?

Os delegados presenciais

O Delegado Egor, personagem de ficção obviamente, hoje em dia se tornou a cara da PF. E aí se comete uma enorme injustiça para com a corporação. A PF não são os delegados simulacros de yuppies, com seu exibicionismo vulgar, tornando-se literalmente um herói de quadrinhos, que só corre riscos virtuais e jamais encara os perigos reais que os delegados e agentes de verdade acostumaram-se a correr.

São homens que não foram forjados na linha de frente do combate ao crime. Antigamente, mesmo o pessoal da inteligência da PF recebia ensinamentos dos policiais da linha de frente, para atuar em todas as áreas e, em alguns momentos, corriam risco efetivo de vida.

Compare-se esse pesquisador de bancos de dados almofadinha com as verdadeiras lendas da PF, como o delegado aposentado Antônio Celso, o homem que desvendou o golpe do assalto ao cofre do Banco Central em Fortaleza.

O planejamento da operação deixaria no chinelo feitos como o assalto ao trem pagador brasileiro, ou o assalto ao trem pagador inglês, cometido por Ronald Bigs, e considerado até então o roubo do século – levou US$ 4,2 milhões, em dólares da época (1963).

Em Fortaleza, os assaltantes cavaram túneis, tiraram R$ 164,7 milhões dos cofres do banco e sumiram na poeira, deixando a polícia embasbacada (https://goo.gl/Io05sz).

A quadrilha foi montada com a convocação de vários grupos de marginais, dos altamente perigosos, pertencentes ao PCC, aos de baixa periculosidade.

De Fortaleza foram para o Paraguai, montaram assalto semelhante, foram pegos, mas conseguiram um acerto com a polícia. Mesmo saindo ilesos, deixaram pistas que a PF tratou de seguir.

Durante um ano o delegado Antônio Celso monitorou a quadrilha e descobriu que planejavam um grande assalto em Porto Alegre. O planejamento do assalto parecia roteiro de filme hollywoodiano.

Primeiro, compraram um prédio no centro de Porto Alegre, leiloado pelo INSS, depois de retomado de um devedor. Criaram uma empresa de prestação de serviços, especializada em reformas de imóvel. Colocaram na empresa todos os fichas limpas que faziam parte da quadrilha.

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A empresa ocupou o prédio, simulou reforma-lo, colocou caçambas enormes na frente. Todo dia cavavam o túnel em direção à agência de um banco e despejavam os detritos nas caçambas. Havia estrito controle de todo mundo que entrava no prédio.

Como o prédio ficava em região de muitas agências bancárias, a ambição falou mais alto e decidiram abrir um ramal no túnel, em direção a um segundo banco. Foi ali que o monitoramento os alcançou.

Trabalhavam todos os dias, fim de semana, feriado. E a PF monitorando.

Na semana decisiva, o delegado Antônio Celso instalou duas câmeras para permitir que o então delegado-geral da PF, Paulo Lacerda, pudesse acompanhar todos os detalhes da operação.

O prédio ficava de frente para o porto. Uma das câmeras ficou em uma sala no porto, e a outra em um prédio em frente, onda a PF alugou uma sala estrategicamente colocada.

Os assaltantes, até então, não usavam armas. As armas só viriam no dia decisivo. A força tarefa da PF já tinha em seus radares o grupo de São Paulo que levaria as armas para o dia do assalto. A quadrilha teria que ser detida antes de pegar os armamentos.

Definiriam que a operação seria deflagrada dois dias antes da chegada das armas.

Antes das 6 da manhã os monitores da PF em Brasília já mostravam a operação em Porto Alegre. Às 6:30 chegou o ônibus do Comando de Operações Táticas da PF. Quinze minutos depois, Antônio Celso telefona para Paulo Lacerda, que o vê falando ao telefone com ele próprio. No chão, 33 assaltantes algemados, sem que se tivesse disparado um só tiro.

Pergunto, dá para comparar com os delegados online? É evidente que não.

Portanto, não cometa a injustiça de considerar que a PF são os almofadinhas. Há grandes servidores públicos, policiais e agentes efetivamente treinados na arte de investigar e não no trabalho burocrático de cruzar bancos de dados, se exibir no Facebook e candidatar-se a celebridade da mídia.

29 comentários

  1. Há uns 20 anos atrás, a atitude de um Delegado PF

        Estavamos em um grupo, em um bar , região das Perdizes/Pompéia, após as 00:00,  bebendo, cantando e ocorreu uma reclamação de barulho, chegaram os PMs enquadrando todos, “mão na cabeça”, todo mundo para a parede, “cadê documentos” – a chegada comum da Policia Militar.

         Entre nós, os “enquadrados”, tinha um delegado da policia federal, a época dirigente da associação dos delegados da PF, pernambucano, formado em Direito e jornalismo ( no diminutivo mesmo ), e mais um amigo, hj. aposentado, que era agente da PF, ambos poderiam ter dado uma “carteirada” nos PMs ( o chefe da equipe era um sargento ), afinal o cara era “Delegado Federal”, poderia ter sapateado na marra, MAS aceitou ser revistado como todos nós, afinal como disse ele, os PMs estavam fazendo seu serviço, deveriam ser respeitados, sem achaque ou admoestação, nem mesmo “carteirada”, os caras estavam fazendo o trabalho deles.

          Imaginem este ” Dr. Egor ” nesta mesma situação.

  2. Que há bons e maus

    Que há bons e maus profissionais em qualquer corporação(pública ou privada) isso é fato. O problema surge quando os últimos são prevalentes.

    A Polícia Federal e o Ministério Público, a primeira no papel de Polícia Judiciário da União e o segundo como Fiscal da Lei e defensor do Sistema Democrático, prestaram e prestam excelentes serviços ao país. Não raro de maneira discreta e sem nenhuma badalação, a exemplo daquelas entrevistas coletivas à imprensa no qual seus antípodas posam de heróis após prenderem de forma burlesca, espalhafatosa, “perigosismos” indiciados: ´políticos e empresários  barrigudos e já “mais para lá do que para cá” em termos de idade. 

    Nessas duas áreas a discrição deveria ser ponto de avaliação e controle em termos de eficiência funcional. Já o partidarismo político,  causa de exclusão sumária a bem do serviço público. Simples assim. 

     

    • Estou em debito com voce.Nada

      Estou em debito com voce.Nada a ver com o post acima.Diz-se respeito a atriz Meryl Streep.Seria uma grande injustica da minha parte,nao separar sua condicao de militante do Partido Democrata Americano,um ninho de mambas negras e brancas,da atriz extraordinaria,exuperante e magnifica.A maior da sua geracao.No filme As Pontes de Madison,cinema em estado puro,contracenando e dirigida pelo gigante Clin Eastwood,no papel da dona de casa Francesca,em numa tarde chuvosa em uma Cidade do interior do Estado Americano de Iowa,parado em uma sinaleira,ao lado do marido indesejado,atras uma Pick-up,que pela placa,mostrava que o motorista estava bem longe de casa.Francesca coloca a mao na macaneta do carro.O sinal abre,a Pick up toma um rumo,o de atras outro.Ela nao acionou a macaneta,mas a partir dali tornou-se imortal.

  3. O fim se perdeu
    Na PF hj tem mais delegado em atividade administrativa e burocratica do que investigando e presidindo inqueritos. Os da casta superior tem alergia de investigacao. Se acham superiores e gostam de dar canetadas nos inferiores ou assumir um adidancoa no exterior, onde nao se faz porra nenhuma a nao ser auferir um salario em dolar, fazer turismo e participar de almocos e jantares inuteis.
    Quantas delegacias de fronteira nao poderiam melhorar com o fim do dinheiro gasto com esse harem de mordomias estrangeiras que nao reverte em nenhum bem pra instituicao, mas apenas para alguns super delegados.
    Faca uma materia sobre as adidancias da PF e as delegacias de fronteira!

    • Vc. disse tudo e mais um pouco

       O contingente da PF, em sua maioria esmagadora, mesmo os com cargo de Delegado, são policiais responsaveis e coerentes com suas funções, só que os que não são “politicos/partidários” , “afeiçoados” aos promotores de suas jurisdições, pegam só problemas sérios, não tem salario condizente, “diarias” em dolar , e demais beneficios que os politicamente engajados – os do “esquema ” – conseguem.

        É até triste, poucos sabem disto, que equipes da PF ( delegados + agentes + peritos ), quando em regiões como o “bico do papagaio”, “pantanal fronteira”, “lago Itaipú”, ou na triplice norte ( Brasil – Bolivia – Perú ), para moverem-se, para colocar gasolina nas lanchas ( no Solimões – Leticia, eu vi ), ou a equipe compra o combustivel, ou depende do Exército, que tambem não tem de sobra para fornecer, alem de ter que requisitar Brasilia, o que demora dias, pois a burocracia “mata” operações.

         Enquanto estas situações ocorrem, a segurança de fronteiras ( responsabilidade do MJ / DPF ) fica ao ” Deus dará “, o pessoal “politico” da PF, consegue tudo que pede, aliás não requisita, exige ou vai a seus comparsas da imprensa, tipo como se diz : “Uma mão lava a outra, e as duas lavam o rosto “.

          Aí somos obrigados a ver, um MJustiça ( em teoria o ” Chefe ” ) ir de machete em punho, cortar umas mudas de maconha no Paraguai, ação ridicula, patética, que denigriu aos “poucos, muito poucos”, que tentam manter nossas fronteiras, e nem vou comentar o pessoal ( os minimos efetivos ) do DPF que procuram, sem equipamentos ( como scanners ) controlar nossos acessos maritimos – e só estou falando dos portos efetivos, como Santos, Rio de Janeiro, Paranagua, é até ridiculo que na segurança do DPF/RJ – um puta porto, uma imensa baia – tenham apenas 3 lanchas da PF para fiscalizar uma area daquele tamanho e importancia.

           Não estou sendo contrario as operações corrupto-politicas do DPF, são necessárias e do escopo desta organização de Estado, mas esquecer o “grosso” do efetivo – dos policiais mesmo – jogados a sua sorte, é algo que devemos ver, analisar, são pessoas que procuram, mesmo com a ausencia de meios, mesmo que enfrentando uma tremenda burocracia, e até as vezes implicações politico/economicas, exercem seu trabalho.

           E meu caro ” Delegado Mosca “, quanto as adidancias, tanto as internas, como principalmente as externas, é melhor nem tocar neste assunto.

  4. Comparando……

    A verdade factual…….

    Materia do GGN:

    http://jornalggn.com.br/noticia/o-inquerito-policial-e-o-simbolo-da-falencia-das-nossas-investigacoes

    Presidente da Federação Nacional de Policiais Federal Luís Antônio Boudens
    ConJur — E qual é o índice de conversões em denúncia?
    Luis Boudens — Usando a Lei de Acesso a Informação, descobrimos que o índice de solução de crimes pela PF é de 4%………………

    Dados da Unocd-Global study on homicide:

    https://www.unodc.org/documents/gsh/pdfs/Chapter_1.pdf

    Do Cafe Expresso(dados de 2012):

    Nos Estados Unidos, cerca de 15.000 pessoas são assassinadas por ano – e a taxa de solução de crimes, decrescente, diminuiu para 65%. No Brasil, os assassinatos somam, anualmente, cerca de 45.000 pessoas – e ninguém sabe como está a taxa de solução nacional destes crimes.(imagino que deve ser por volta dos tais 4%….)

    https://jcasadei.wordpress.com/2012/07/04/nos-eua-h-15-mil-homicdios-por-ano-no-brasil-45-mil-mas-isso-s-o-comeo-dessa-histria/

    dados mais recentes:

    http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=27412

    Dai para deduzir o que produziria a lavajato se não fosse a tortura “informal” e as delações “vem a ao caso ou não” é um pulinho…..algo entre o zero e a pizza……

    Tambem me pergunto sobre o nivel de manipulação que permite esta desorganização generalizada……algo como “posso acusar quem for, e se não for, “fica tudo como dantes no quartel de abrantes”, sem problemas……

    Realmente a necessidade de uma reforma politica é urgente, mas as policias e o judiciario, do guarda municipal ao STF, estão precisando de uma grande “lavagem” a jato ou não..

     

  5. mas tem um problema bíblico

    como separar o joio do trigo?

    o mesmo se dá com magistrados e promotores: conheço muitos e quase todos ótimas pessoas mas como divorciá-los dos péssimos colegas?

    quase todos são corporativistas e aí expõe-se.

    infelizmente o expurgo é inevitável.

    e isso também vale para as forças armadas; para o alto comando.

    como podem essas instituições seculares permitirem a entrega de interesses estratégicos a potência estrangeira por um bando de ladrões que tomaram o poder por um golpe grotesco? como puderam permitir a condenação de um herói nacional da estatura do almirante othon por um play-boy togado e sua trupe de cretinos?

    não é lula o símbolo da resistência à pilhagem do país por esses bandidos, que deram o golpe de 2016: é o almirante othon que deveria ser homenageado pelos partidos de esquerda como herói nacional.

  6. I have no simpathy for cops but for the devil

    Cause every cop is a criminal, em Feira de Santana ou mesmo em Paris

    Não bulo com governo, com polícia, nem censura

    É tudo gente fina, meu advogado jura

    Já pensou o dia em que o Papa se tocar

    E sair pelado pela Itália a cantar

    Ehê, Ahá! Quando acabar o maluco sou eu

    Pois se o poeta é o que sonha o que vai ser real
    Vou sonhar coisas boas que o homem faz
    E esperar pelos frutos no quintal
    Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder?
    Viva a preguiça, viva a malícia que só a gente é que sabe ter
    Assim dizendo a minha utopia
    Eu vou levando a vida, eu vou viver bem melhor
    Doido prá ver o meu sonho teimoso um dia se realizar
    E eu viver bem melhor

  7. O Trigo e o Joio

    Nassif: “tô contigo e não abro”, como dirá Tavares. Porém, peço vênia (tô aprendendo juridiquês) pra pequenos acertos.

    Haveremos sim de separar joio de trigo.

    O chato é que nessa seara da PF o trigo é pouco, tiquinho só. Quase nada, se comparado com o joio semeado na corporação pelo Intelectual Tardio. E falando do Diabo, vale lembrar que no dia 4 (sábado próximo) fará 20 anos que ele e o Joel Rennó “assassinaram” o Paulo Francis. Não esqueça, viu?

    Porém, concordo com você, não se faz mais Antônio Celso como antigamente. Quando muito, o Japonês, de Curitiba, aquele que a grande mídia escolheu como novo ícone da instituição.

  8. pf mais um ramo podre do país

    Se a imagem da pf é do japonês de tornezeleira, dos heroicos agentes a prelevar do hospital o Ministro Mantega, dos farejadores do helicópteros 500 quilos de pó, do cerco à sede do pt em sp, a culpa é da corporação.

    A corporação é a imagem do restante das instituições, câmara senado executivo mpf imprensa e sobretudo da sociedade civil morta ou matada.

    • Quem apreendeu o helicóptero

      Quem apreendeu o helicóptero do pó foi a PM do Espírito Santo.

      A PF só apareceu lá para encobrir o crime e dar fuga ao senador do PSDB.

  9. Sugiro ao Sistema Político

    Sugiro ao Sistema Político uma PEC, para ontem, com relação à PF:

    À PF caberá, somente e só, o combate; ao tráfico de drogas (PCC e outros, inclusive nos morros), ao tráfico de armas, de pessoas,  á fiscalização das fronteiras, o combate aos assaltos a empresas de valores, o combate ao jogo do bicho(incluindo caça níqueis e etc). Ponto final

    Já que são tão bons assim, que acabaram com a corrupção no Brasil, porque não utilizar esses genios do combate ao crime para acabar com outros crimes muito piores ? Nâo seria mais eficiente ?

    Inclusive uma PEC assim serviria para conferir uma espécie de saída honrosa para esse pessoal, que so fazem investir contra a economia brasileira e o País.

    Outra ação que o Sistema Política acabará sendo obrigado a tomar são todos os órgãos legislativos terem a prerrogativa de autorizarem ou não, investigações e ações judiciais contra seus membros e os membros dos respectivos executivos.

    Infelizmente serão medidas necessárias para preservar o futuro de nosso País contra os vários esbirros burocráticos e corporativos que temos visto nos últimos tempos por parte das PFs, Judiciário e MPs. Este último deverá e terá que ser também o mais enquadrado.

     

  10. Este texto é perfeito, até
    Este texto é perfeito, até mesmo nos detalhes.

    Parabéns por poetizar, sem exageros, os personagens que se multiplicam nas instituições, no caso deste texto, na PF.

    “Treinamento para teclar enter”.
    A angústia avassaladora, não demonstrada superficialmente, por uma citação na TV.

    O trabalho não é o mesmo se feito em sigilo total, apenas comprovando na justiça.

    O alvo no centro da testa, no miolo do ego do personagem mais comum, escreve “rede globo de rádio e televisão”.

    A poesia, a crônica, descrevem tudo aquilo que os debates e dissertações deixam escapar.

    Posso deixar meus parabéns pela fidelidade absoluta do texto?

  11. Ego_r é 90% da PF

    Infelizmente devemos sempre lembrar, faz parte do sistema judiciário, que é o grande ator culpado por toda impunidade e pelo fato dos bandidos terem tomado conta não só do nosso serviço público, mas também do privado 🙁 de Eike a Cunha, sempre livres, leve e soltos ppor decadas surrupiando com total apoio da corja do judiciário. 

  12. No auge da campanha para

    No auge da campanha para derrubar a presidente Dilma pegamos o hábito aqui em casa de assistir o canal por assinatura ID – Investigação Discovery, que só transmite casos criminais. No começo achamos uma maravilha como a polícia americana resolvia os crimes. Com o tempo, porém, fomos observando que os crimes resolvidos de imediato envolviam empresas de seguros enquanto os crimes comuns ou de serial killers demoravam 20, 30 anos para serem resolvidos. Quando eram.*

    Me lembrei disso ao ler a história do delegado Antonio Celso. Sem tirar o mérito investigativo do delegado ele atuou muito bem para defender o sistema financeiro. E atuar a favor de quem tem o poder é fácil. Mas quem representou a população quando esse golpe foi articulado entre a Policia Federal e outras instituições para cassar 54 milhões de votos? Quem apurou a conduta indevida do delegado Bruno quando esse se associou ao Serra para alterar o resultado das eleições em São Paulo? Quem protegeu o casal Lula e Marisa quando a PF de São Paulo sugeriu o caso Rosemeire? Quem apurou a atuação da PF quando o caso Perrela foi encoberto? Cadê os profissionais da Polícia Federal tipo Antonio Celso para se posicionar nesses casos? Qual é a posição da associação de classe dos delegados federais?

    Então não. O nome padrão para defender a honra da Polícia Federal é Protógenes Queiroz. Esse sim foi contra o sistema com um trabalho investigativo e foi execrado pela imprensa e pelo Judiciário sem receber solidariedade da banda Antonio Celso da Polícia Federal ou da associação de classe. Protógenes foi sacrificado para que os denunciados por ele continuassem com o poder para mais tarde perpetuar o golpe em conluio com a Polícia Federal.

    Sendo assim, a corporação Polícia Federal de Antonio Celso e Egor é composta da mesma massa podre que, no Brasil, existe para proteger a plutocracia em detrimento do resto da população . Uma corporação que atua como polícia política e isso ficou evidenciado quando descumpiram a lei ao virarem as costas ao então ministro da Justiça José Eduardo Cardoso. Não importa se o ministro era fraco, eles não são empregados dele, são empregados do estado brasileiro e devem respeito às autoridades constituidas.

    * Nessa época tentando entender porque passamos a assistir com frequência um canal de crimes, meu marido que, ao contrário da presidenta Carmém Lucia e do Rodrigo Janot, é um mineiro atilado, se saiu com essa explicação primorosa: “em época de cunhas, temers, aécios, gilmares, rede globo assistimos o ID porque no final o bandido é punido”.

    • Diagnóstico perfeito

      Prezada Vera Lúcia,

      Não é a primeira vez que elogio teus comentários, sempre inteligentes, cortantes, contundentes, sem firulas. O que predomina nas operações midiáticas ou midiatizáveis é uma PF corrupta, canalha, que age como polícia política, agindo descaradamente em defesa das oligarquias plutocráticas, fazendo da Esquerda e seus líderes os inimigos a serem combatidos.

      A Fraude a Jato é exemplo acabado de ORCRIM institucional, composta por policiais federais, procuradores do MP membros do PJ, sobretudo juízes federais. Na trama golpista estão também o STF, a PGR, as quadrilhas políticas que representam as oligarquias, a plutocracia, os escravocratas, cleptocratas, privatistas e entreguistas. Todos esses criminosos que patrocinaram o golpe de Estado servem ao alto comando internacional, que fica nos EEUU.

      Luís Nassif cita Paulo Lacerda, mas não dá detalhes o destino que foi dado a ele, depois daquela armação feita por Gilmar Mendes, que chamou o ex-presidente ‘às falas’.

      Na crônica Nassif conta os milagres, mas omite os santos. Os delegados fanfarrões cujas aações foram narradas se chamam Maurício Moscardi Grillo e Igor Romário de Paula. Esses e outros DPFs e APFs foram flagrados hostilizando a Presidenta Dilma Rousseff, o então  ministro da Justiça, José Eduarso Cardozo e o ex-presidente Lula; um deles treinava tiro ao alvo com uma caricatura da Presidenta Dilma Rousseff. A punição que recebeu por isso? Quatro dias de suspensão. Esperar o que de um PF em que um criminoso nela instalado recebe esse tratamento?

  13. Mas a Imagem da PF hj., é a

    Mas a Imagem da PF hj., é a do Japonês corrupto, e não a do Dr.  Paulo Lacerda !!!!….Como a do MPF, é a do Dr. Deltan, e não do Dr. Cláudio Fontelles !!!!!……Simples assim.

    • Ou o Delegado “comandinha” da
      Ou o Delegado “comandinha” da ANP? Ou seriam os herois da lotérica no RJ? Acorda garoto! Existem bons e maus profissionais em rodas oa cargos, carreiras e profissoes infelizmente. Mas que o texto traz muitas verdades é inegável.

  14. Eu já vi um documentário no

    Eu já vi um documentário no canal History sobre este assalto no BC de Fortaleza.

    Segundo aquele documentário, alguns dos ladrões que foram tão engenhosos em planejar e executar o assalto cometeram a extrema burrice de comprar uma cegonha de carros zero em uma revendedora de veiculos em uma cidade próxima pouco tempo depois do assalto. Isto chamou a atenção da polícia que deteve a cegonha e descobriu na revista que estava abarrotada de dinheiro.

    Depois de um “interrogatório” estes bandidos delataram uns que, presos, delataram outros, etc etc.

    O documentário afirmava que um dos ladrões foi sequestrado pela polícia várias vezes e solto sob pagamento de resgate. Quando o dinheiro acabou, foi morto pela polícia.

    Afirmou também que a maior parte do dinheiro nunca foi recuperado e que provavelemtne ficou nas mãos de policiais que assaltaram, sequestraram e mataram os ladrões.

  15. PF pra mim é prato feito

    PF pra mim é prato feito quando passo em frente a um boteco ou restaurante na rua!!

    Obs:Aproveito mesmo este espaço,quem mandou o Nassif criá-lo,nem ligo em ser ridículo !!!

  16. A PF É BOA, COMO POLÍCIA, COMO PARTIDO POLÍTICO É UMA NEGAÇÃO.

    No princípio fiquei feliz com o trabalho da PF e da Lava Jato, era bom demais para agente acreditar. Depois fiquei e ainda estou extremamente preocupado com o desenrolar, não creio que seja papel de uma polícia destruir partidos políticos e desempregar trabalhadores, pois dava para prender os corruptos e intervirem nas empresas até que sanassem o que foi surrupiado do Brasil, más não, o método, foi sinistro usaram da mídia, foram pouco éticos em alguns casos, foram seletivos, usaram até a caricatura da Presidenta como alvo para tiro, protegeram e protegem o PSDB e amigos sim, isso é notório, o caso do Helicoca foi um tapa na cara dos brasileiros e outros mais que não tiveram nenhuma repercussão. Porém a PF é boa, é ainda nossa melhor polícia, mas trabalha mais para os EUA do que para o Brasil, essa sacanagem com os verdadeiros trabalhadores brasileiros nada que fizerem apagará essa mancha. Mas é como li em um outro comentário, uma hora a meganhagem persecutória vai acabar, ela por ela mesmo uma hora irá parar de se endeusar e voltará a ser a PF de verdade e não sei se o joio ou trigo irá vencer, mas torço sinceramente para que as torturas psicológicas, as perseguições acabem,  que a  seletividade acabem, que o PSDB não seja também um hora incomodado e o profissionalismo volte a imperar, afinal precisamos de uma instituição séria que o seu retrato não seja de um “japonês da tornozeleira” e nem a do retrato do SENADOR PERRELA “#euconfionaPF”. Pois depois do helicoca o senador teria mesmo era de confiar, menos nós.

     

  17. Acredito piamente que,algum
    Acredito piamente que,algum entrave jurídico ou por deliberação própria de Luís,tomou-se a decisão de não se produzir comentários ou conteúdos,envolvendo um certo Delegado da Polícia Federal,que jogou o nome da Instituição na lata de lixo da história.Calhorda,mau caráter e maloqueiro,isto é,só arvora valentia ladeado de meia dúzia de meliantes como ele.Doe-me a região situada entre o fígado e alma,que esta gaiola de répteis,tenha sido construída no mandarinato do melifluo ex Ministro da Justiça,Ze Eduardo Cardozo.Devo então, recolher o flap dos meus instintos mais primitivos.

  18. Infelizmente, para nosso

    Infelizmente, para nosso país, a vera lúcia está certa. Pode-se esperar de tudo de uma instituição do Estado que toma partido político (psdb). DA mesma forma que pessoas de bem entram para  a polícia militar e são transformadas em monstros pela própria instituição, o mesmo ocorre com a polícia federal. Os cínicos e hipócritas da direita latem, por conta de suposta instrumentalização do estado pela esquerda. Nos governos do PT, a PF teve liberdade total para trabalhar. E trabalhou quase que exclusivamente contra o PT. um porrete nas mãos  da plutocracia. Aos poucos que agiram com independência e profissionalismo ( Protógenes), estes receberam a “justiça” de gilmar “dantas”.  

  19. modaparamacho.com :))

    A PF teve uma boa oportunidade de crescer durante os governos petistas e cresceu, mas acreditou que era melhor matar o criador para poder tornar-se então o super-homem. Nunca engoliu o triste fim da Satiagraha, feito de pressões de seus “amigos” da imprensa, do douto Gilmar do STF e de todo establishment. Mas o unico culpado é Lula e o corrupto PT.

    Quase um ano decorrido do golpe em que a PF foi participe, o que estão fazendo com os delegados mais “atrevidos”? Estão remanejando, dinheiro pingando e a briga pelo protagonismo da Lava Jato com o Ministério Publico so tem deixado a PF mais afoita por holofotes.

    Um dia um governo vai ter que reformar tudo isso ai.

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