
As descobertas de Matias Spektor nos arquivos da CIA, de que os próprios presidentes militares ordenavam a execução de “inimigos” do regime, torna verossímeis todas as suspeitas de mortes não explicadas do período. Os dois principais algozes foram Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo, presidentes da República.
Nos próximos meses haverá uma revisão geral e irrestrita de todos os mistérios do regime, inclusive da Lei da Anistia.
A saber:
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A morte de JK .
Um trabalho meticuloso de professores e alunos da Faculdade de Direito da USP, apontando diversos indícios de assassinato, foi ignorado pela Comissão Nacional da Verdade, que manteve a versão do acidente.
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A morte de Zuzu Angel.
A figurinista havia se transformado na mais influente voz a denunciar as torturas e mortes da ditadura junto à opinião pública mundial.
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A morte do delegado Sérgio Paranhos Fleury.
O mais notório torturador do regime era um arquivo vivo, que, com a redemocratização, poderia denunciar toda a estrutura de assassinatos comandada pela própria presidência da República. A versão oficial foi de acidente em um cais.
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A morte de João Goulart.
A suspeita da troca de remédios para um paciente cardíaco.
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Os autos de resistência.
Os sucessivos assassinatos disfarçados em resistência seguida de morte. Pelo menos esses nunca foram aceitos nem pela historiografia oficial.
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A morte do educador Anisio Teixeira.
Seria Anísio um dos subversivos que mereceriam morrer, segundo o brigadeiro João Paulo Moreira Burnier, assessor do general Syzeno Sarmento, criador do Doi Codi? Aqui um vídeo com denúncias.











PCB
No período Geisel houive um ataque sistematico ao PCB com a morte de mais de uma dezena de membros do seu Comitê Central.
É preciso perder a inocência
Sobre o Partidão (PCB) eu li que era uma organização CONTRA a luta armada.
Portanto, a execução de seus dirigentes explica o caráter dos militares ditadores.
Que país maravilhoso temos, mas que judiciário perverso…
A república dos assaissinos e um stf covarde…. Esta é a história do Brasil.
Ainda não se manifestou devido à covardia.
Que país maravilhoso temos e que judiciário perverso e destruidor… Que stf…
O estardalhaço da mídia sobre os documentos da CIA
Nilson Lage
Quem viveu e acompanhava os acontecimentos durante os governos militares, sabe que as execuções de “subversivos”, a partir do combate em Araguaia, jamais cessaram.
Reproduziram-se por este imenso país, com ou sem controle, e devem ter vitimado milhares – é incontável o número – de pessoas. O conhecimento que se tem é, quase sempre, de gente da classe média e de centros urbanos ou de militantes políticos de verdade. A tortura encontrava resistência entre os militares. As execuções, não: eles estavam convencidos de que lutavam uma “guerra suja” contra um inimigo o mais das vezes imaginário. Esse inimigo era tão “insidioso” que podia estar em qualquer livro, escola ou sindicato. As execuções diminuíram em frequência no governo Geisel, mas só deram uma parada – não sei se decisiva – após a intervenção dele demitindo o comandante do II Exército. Era uma política de governo, inserida no quadro de compromissos continentais e da guerra fria – que só era fria para fins publicitários. Geisel desenvolveu uma política nacionalista: fato. Geisel pôs fim às torturas no Doi-Codi de São Paulo: fato. O conflito com a linha dura (que sobrevive hoje, sem que a tenham contido) marcou os anos finais da ditadura militar: fato. Nesse contexto, o documento da CIA – que pode ou não ser verdadeiro ou exato – não surpreende; surpreenderia se informasse o contrário. Sua divulgação agora – e o estardalhaço da mídia que sabia disso e calou, ainda nos anos em que podia falar – é que é, em si, é o fato político relevante. https://caviaresquerda.blogspot.com.br/2018/05/o-estardalhaco-da-midia-sobre-os.html
(Sem título)
[video:https://www.youtube.com/watch?v=jHT9moMs5k8%5D
A verdade sobre o assassinato de JK, por Luis Nassif
Em meados do ano passado, um grupo de professores da Faculdade de Direito do Largo São Francisco e de historiadores da USP decidiu investigar as circunstâncias da morte de Juscelino Kubitscheck. Resultou do trabalho um volume alentado com um conjunto significativo de indícios apontando para o assassinato.
Presidida por Pedro Dallari, a Comissão da Verdade ignorou os estudos. Agora a Comissão da Verdade de Minas Gerais se junta à Comissão da Verdade de São Paulo endossando a tese do assassinato.
Aqui, trechos da reportagem publicada pelo GGN ˆEntenda por JK foi assassinado” em 6 de julho passado, a partir de entrevista com Léa Vidigal Medeiros, coordenadora do projeto.
Juscelino morreu em um acidente de carro em 22 de agosto de 1976, na Via Dutra, enquanto saía de São Paulo em direção ao Rio de Janeiro. Segundo notícias da época, estava indo ao encontro de uma amante. O veículo, um opala dirigido pelo motorista Geraldo Ribeiro, levou uma batida de um ônibus que vinha logo atrás e, no desvio, se chocou com uma carreta que ia em sentido contrário.
O acidente ocorreu em uma área plana, em linha reta e com um carro novo para a época, pontos que suscitaram dúvidas se o ex-presidente teria ou não sofrido um atentado.
Enquanto preparava sua dissertação de mestrado sobre a importância do BNDES para o desenvolvimento Lea se deparou com o papel do banco na realização do Plano de Metas do governo Juscelino e acabou encontrando documentos esparsos sobre a morte do ex-presidente que revelavam indícios de um atentado planejado no âmbito da Operação Condor, uma aliança político-militar entre os regimes militares da América do Sul com apoio do governo norte-americano.
Documentos trocados entre embaixadas brasileiras e norte-americanas comprovam, por exemplo, que Juscelino era monitorado pelo serviço secreto norte-americano desde 1963. Nessas cartas os americanos destacavam que ele era o político mais popular da época, com grandes chances de ganhar novas eleições presidenciais.
A viagem para o Rio foi marcada para encontrar uma velha amiga e empresária portuguesa. JK pretendia fechar um negócio. “Juscelino, naquele período, estava sem um sustento garantido, ao contrário do que diziam, que tinha a sétima fortuna do mundo”. Há provas de que dois dias após o atentado fatal tinha um encontro secreto com generais contrários ao governo golpistas marcado com a ajuda do seu primo Carlos Murilo, que está vivo e prestou depoimento para o Grupo de Trabalho JK.
“Ele tinha ambição de se candidatar e voltar a ser referência política para o Brasil”, pontuou Lea. Antes de ir para o Rio, JK tinha acabado de voltar de um encontro com governadores da Bacia do Prata e chegou a ficar alguns dias na casa do jornalista e amigo Adolfo Bloch, dono da Manchete.
Pouco antes do acidente que o vitimou, JK parou no no Hotel-Fazenda Villa-Forte cujo proprietário era o brigadeiro Newton Junqueira Villa-Forte, amigo do general Golbery do Couto e Silva e um dos criadores do Serviço Nacional de Informação (SNI).
Segundo depoimento do filho de Villa-Forte, Gabriel, que estava presente naquela tarde de domingo, o hotel estava vazio e o ex-presidente ficou lá por quase duas horas. Depois ele e o motorista voltaram para a estrada e poucos minutos depois aconteceu o acidente. Um depoimento dado pelo manobrista do hotel, e registrado na época, destacou que o motorista Geraldo Ribeiro estranhou o carro assim que pegou para retomarem a viagem.
A colisão com o ônibus também não teria acontecido. “Tem fotografias revelando que a traseira esquerda do opala, onde a perícia disse que teria sido o ponto de colisão entre o carro e o opala estava inteira no momento seguinte da colisão, mas, no dia seguinte, a polícia fabricou outras fotos com a traseira esquerda avariada. Ou seja, a avaria do Opala que serviu de causa, digamos, do acidente, foi produzida depois do acidente, em algum momento posterior”. Lea afirmou que existem cálculos matemáticos feitos para reproduzir o acidente na época demonstrando que as provas oficiais produzidas para fechar o caso foram “primitivas” e que claramente “adulteram o local do acidente”.
A imagem assassinada
Antes de perder a vida, JK enfrentou tortura psicológica e assassinato de imagem. O boato de que seria dono da sétima fortuna do mundo, por exempla, foi diversas vezes espalhado em jornais da época como fruto de corrupção de dinheiro desviado da construção de Brasília. Mas a realidade de Juscelino naquela época era outra.
“O coronel Affonso Heliodoro, que está vivo, contou que o visitou algumas vezes no exílio para levar dinheiro. Ele viu Juscelino contar moedas”. O entrevistador Luís Nassif também lembrou que o banqueiro e empresário Walther Moreira Salles contou que chegaram a fazer “uma vaquinha” para um tratamento médico de JK.
Segundo Lea, as propagandas falsas contra o ex-presidente foram arquitetadas entre as embaixadas do Brasil e Estados Unidos. “Veículos de comunicação da época, como Jornal do Brasil, repetiam calunias e todas essas histórias falsas como se fossem verdade. Por exemplo, tinham notícias do tipo ‘saiu documentos que provam a corrupção na construção da Ponte da Amizade no Paraguai ‘, e o documento nunca apareceu, mas a notícia estava lá, repetida várias vezes até a exaustão”. JK chegou a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal que o absolveu por falta de provas quanto ao crime de corrupção.
Clique aqui e tenha acesso aos dois volumes do Relatório da Comissão da Verdade Rubens Paiva sobre o assassinato do Presidente JK:
Aqui, a entrevista com Léa Vidigal Medeiros, coordenadora do projeto, para o programa do GGN ‘Sala de Visitas com Luis Nassif’. Sua participação começa aos 24 minutos.
https://jornalggn.com.br/noticia/a-verdade-sobre-o-assassinato-de-jk-por-luis-nassif
Em meados do ano passado, um grupo de professores da Faculdade de Direito do Largo São Francisco e de historiadores da USP decidiu investigar as circunstâncias da morte de Juscelino Kubitscheck. Resultou do trabalho um volume alentado com um conjunto significativo de indícios apontando para o assassinato.
Presidida por Pedro Dallari, a Comissão da Verdade ignorou os estudos. Agora a Comissão da Verdade de Minas Gerais se junta à Comissão da Verdade de São Paulo endossando a tese do assassinato.
Aqui, trechos da reportagem publicada pelo GGN ˆEntenda por JK foi assassinado” em 6 de julho passado, a partir de entrevista com Léa Vidigal Medeiros, coordenadora do projeto.
Juscelino morreu em um acidente de carro em 22 de agosto de 1976, na Via Dutra, enquanto saía de São Paulo em direção ao Rio de Janeiro. Segundo notícias da época, estava indo ao encontro de uma amante. O veículo, um opala dirigido pelo motorista Geraldo Ribeiro, levou uma batida de um ônibus que vinha logo atrás e, no desvio, se chocou com uma carreta que ia em sentido contrário.
O acidente ocorreu em uma área plana, em linha reta e com um carro novo para a época, pontos que suscitaram dúvidas se o ex-presidente teria ou não sofrido um atentado.
Enquanto preparava sua dissertação de mestrado sobre a importância do BNDES para o desenvolvimento Lea se deparou com o papel do banco na realização do Plano de Metas do governo Juscelino e acabou encontrando documentos esparsos sobre a morte do ex-presidente que revelavam indícios de um atentado planejado no âmbito da Operação Condor, uma aliança político-militar entre os regimes militares da América do Sul com apoio do governo norte-americano.
Documentos trocados entre embaixadas brasileiras e norte-americanas comprovam, por exemplo, que Juscelino era monitorado pelo serviço secreto norte-americano desde 1963. Nessas cartas os americanos destacavam que ele era o político mais popular da época, com grandes chances de ganhar novas eleições presidenciais.
A viagem para o Rio foi marcada para encontrar uma velha amiga e empresária portuguesa. JK pretendia fechar um negócio. “Juscelino, naquele período, estava sem um sustento garantido, ao contrário do que diziam, que tinha a sétima fortuna do mundo”. Há provas de que dois dias após o atentado fatal tinha um encontro secreto com generais contrários ao governo golpistas marcado com a ajuda do seu primo Carlos Murilo, que está vivo e prestou depoimento para o Grupo de Trabalho JK.
“Ele tinha ambição de se candidatar e voltar a ser referência política para o Brasil”, pontuou Lea. Antes de ir para o Rio, JK tinha acabado de voltar de um encontro com governadores da Bacia do Prata e chegou a ficar alguns dias na casa do jornalista e amigo Adolfo Bloch, dono da Manchete.
Pouco antes do acidente que o vitimou, JK parou no no Hotel-Fazenda Villa-Forte cujo proprietário era o brigadeiro Newton Junqueira Villa-Forte, amigo do general Golbery do Couto e Silva e um dos criadores do Serviço Nacional de Informação (SNI).
Segundo depoimento do filho de Villa-Forte, Gabriel, que estava presente naquela tarde de domingo, o hotel estava vazio e o ex-presidente ficou lá por quase duas horas. Depois ele e o motorista voltaram para a estrada e poucos minutos depois aconteceu o acidente. Um depoimento dado pelo manobrista do hotel, e registrado na época, destacou que o motorista Geraldo Ribeiro estranhou o carro assim que pegou para retomarem a viagem.
A colisão com o ônibus também não teria acontecido. “Tem fotografias revelando que a traseira esquerda do opala, onde a perícia disse que teria sido o ponto de colisão entre o carro e o opala estava inteira no momento seguinte da colisão, mas, no dia seguinte, a polícia fabricou outras fotos com a traseira esquerda avariada. Ou seja, a avaria do Opala que serviu de causa, digamos, do acidente, foi produzida depois do acidente, em algum momento posterior”. Lea afirmou que existem cálculos matemáticos feitos para reproduzir o acidente na época demonstrando que as provas oficiais produzidas para fechar o caso foram “primitivas” e que claramente “adulteram o local do acidente”.
A imagem assassinada
Antes de perder a vida, JK enfrentou tortura psicológica e assassinato de imagem. O boato de que seria dono da sétima fortuna do mundo, por exempla, foi diversas vezes espalhado em jornais da época como fruto de corrupção de dinheiro desviado da construção de Brasília. Mas a realidade de Juscelino naquela época era outra.
“O coronel Affonso Heliodoro, que está vivo, contou que o visitou algumas vezes no exílio para levar dinheiro. Ele viu Juscelino contar moedas”. O entrevistador Luís Nassif também lembrou que o banqueiro e empresário Walther Moreira Salles contou que chegaram a fazer “uma vaquinha” para um tratamento médico de JK.
Segundo Lea, as propagandas falsas contra o ex-presidente foram arquitetadas entre as embaixadas do Brasil e Estados Unidos. “Veículos de comunicação da época, como Jornal do Brasil, repetiam calunias e todas essas histórias falsas como se fossem verdade. Por exemplo, tinham notícias do tipo ‘saiu documentos que provam a corrupção na construção da Ponte da Amizade no Paraguai ‘, e o documento nunca apareceu, mas a notícia estava lá, repetida várias vezes até a exaustão”. JK chegou a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal que o absolveu por falta de provas quanto ao crime de corrupção.
Clique aqui e tenha acesso aos dois volumes do Relatório da Comissão da Verdade Rubens Paiva sobre o assassinato do Presidente JK:
Aqui, a entrevista com Léa Vidigal Medeiros, coordenadora do projeto, para o programa do GGN ‘Sala de Visitas com Luis Nassif’. Sua participação começa aos 24 minutos.
https://jornalggn.com.br/noticia/a-verdade-sobre-o-assassinato-de-jk-por-luis-nassif
Pois é…
Jornal Nacional. O caso Baumgarten. Reportagem Ilze Scamparin. 1985
No video abaixo: Na Comissão Nacional da Verdade, o ex-policial, poderoso dos anos 70 e 80, contribuiu para o esclarecimento do atentado do Riocentro e a morte da estilista Zuzu Angel em acidente de carro.
delegado do Dops Claudio Guerra, matador implacável de quase uma centena de pessoas. Na Comissão Nacional da Verdade, o ex-policial, poderoso dos anos 70 e 80, contribuiu para o esclarecimento do atentado do Riocentro e a morte da estilista Zuzu Angel em acidente de carro. Os dois com o envolvimento dos agentes de repressão do DOI-CODI do Rio de Janeiro. Em entrevista ao apresentador Alberto Dines, o hoje pastor Claudio Guerra, conta como migrou do Esquadrão da Morte para eliminação de esquerdistas em 1973, no auge da repressão política. Ele foi o homem de confiança do coronel Freddie Perdigão, chefe do SNI, responsável por dezenas de vítimas durante os 21 anos do Regime Militar. Ele detalhou como descobriu uma maneira de ocultar os cadáveres da esquerda: incinerando os corpos em uma usina de açúcar em campos, no Rio de Janeiro. No programa, Claudio Guerra faz um apelo à Comissão Nacional da Verdade para aprofundar os depoimentos dos envolvidos na repressão. E diz que “não tem como restituir as vidas que foram tiradas, mas pode cooperar com o esclarecimento da verdade e reconhecer que foi um erro. Que não se repita”.
Medíocres militares falam
Medíocres militares falam grosso(no twitter!pasmem!)contra “comunistas brasileiros”e fino contra EUA/GLOBO(mesma coisa) se descuidarem podem até rebolar!
Obs:Q tal abater pessoas rendidas agora tb pra dizerem q são machões!