A tecnologia de defesa e o caso Gripen

Em toda nação industrializada, os dois maiores investimentos em inovação ocorrem nas áreas de saúde e de defesa. Por razões estratégicas, a área de defesa prioriza o controle tecnológico nacional. E essas duas visões marcaram a escolha do sueco Gripen como o avião de combate a ser desenvolvido no país.

A análise da Aeronáutica foi central para a escolha do avião – superando a maior tradição dos FX dos Estados Unidos e da francesa Dassault. E o ponto central para a escolha foi a ampla transferência de tecnologia prevista no acordo.

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Ontem, no 59o Fórum de Debates Brasiliana, o Brigadeiro Paulo Roberto de Barros Chã, Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) apresentou um amplo quadro dos acordos de transferência de tecnologia com a Saab-Scania, fabricante do Gripen.

Para toda compra pública no exterior acima de US$ 5 milhões, a Constituição exige acordos offset, ou seja a contrapartida a ser oferecida pelo vendedor.

Nas primeiras discussões sobre o FX (a compra de aviões pela FAB) chegava-se a falar em contrapartidas que nada tinham a ver com o objeto do contrato.

Desta vez, a Força Aérea exigiu que todas as contrapartidas fossem na forma de transferência de tecnologia, ou então de investimentos em equipamentos da Aeronáutica.

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Ao todo, a Copac gerencia 22 projetos, sempre em parceria com o setor privado e, algumas vezes, em parceria com outros países.

No caso das armas de combate do Gripen, o desenvolvimento envolveu as empresas Opto Eletrônica, Mectron, Avibras.

O projeto H-XBR, para fabricação de helicópteros de médio porte, começou com parceria inicial com a França, até se obter o domínio da fabricação.

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O projeto Gripen NG, a Copac definiu um conjunto de áreas relevantes, para as contrapartidas exigidas dos suecos, passando por aviônicas e sensores, integração de motor, integração de armamentos entre outras.

Por uma dessas jabuticabas brasileiras, o TCU (Tribunal de Contas da União) não aceita que a Aeronáutica indique as empresas brasileiras que receberão a transferência de tecnologia. Por isso mesmo, em uma área crítica de segurança nacional, são os fornecedores estrangeiros que indiquem os parceiros nacionais.

O acordo offset do Gripen envolve US$ 9,1 bilhões. Estão nele as empresas Embraer, Akaer, Atech, AEL, Mectron e DCTA.

Essas empresas absorverão conhecimento na área de materiais compostos, simuladores de vôo, planejamento de missão,  sistemas de treinamento baseados em computador, design, desenvolvimento e suporte de sistemas relacionados com a aviônica.

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A parceria levou à Suécia 160 engenheiros e 80 técnicos da Embraer, 26 da Atech, 12 da Mectron, 7 da Akaer, 43 da INBRA, 8 da AEL.

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Em que pese problemas orçamentários, mudanças de governo e de prioridades, a indústria da defesa logrou criar casos de sucesso.

É o caso da Optron, uma empresa de produtos óticos de São Carlos que acabou desenvolvendo sistemas sofisticados para satélites brasileiros. Ou a AEL, empresa com 70 funcionários antes de 2001, hoje com 230, participando de projetos no Novo Centro Tecnológico de Defesa, no Polo Espacial,  e nos satélites brasileiros.

https://www.youtube.com/watch?v=0mx9vhzvV4k width:700 height:394

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Leia também:  Ainda não há motivos para temer a inflação, por Luis Nassif

49 comentários

  1. A tecnologia de defesa e o caso Grippen

    Ao que parece os motores do avião são da GE, que é estadunidense. Esperamos que não haja veto futuro dos gringos quando encontrarmos parceiros para compra dos Grippen produzidos por aqui e os “americanos” considerarem nossos parceiros representantes da “turma do mal”, nações terrotistas ou coisas do tipo.

    Foi o que aconteceu quando eles vetaram a venda dos Supertucanos à Venezuela, na era Chavez.

      • É por ai

          De origem o Rafale Demonstrador ( ACX ), nos anos 80/90, era motorizado por um variante da F-404 da GE, e como GE e SNECMA , se tornaram sócias na CFM, muito das especificações e dados de engenharia das GE F404, foram incorporadas a SNECMA M88, originária dos ultimos ATAR dos MIrage ( série 9K ).

  2. TCU

    Eu só quero entender, nosso Tribunal de Contas da UNião não aceita que a Aeronáutica indique empresas nacionais no pacote de transferência de tecnologia e aí os suecos indicam empresas multinacionais e fica tudo legal??!! Viva a defesa nacional às avessas!

  3. Essas jabuticabas são um

    Essas jabuticabas são um grande problema. Basta observar a postura de braços do Estado como o MP (que envia procuradores ao exterior e endossa denúncias que prejudicam uma empresa brasileira – a Petrobrás) ou o próprio TCU, que manda paralisar obras essenciais de infra-estrutura, quando há suspeita ou constatação de irregularidades. A paralisia que se abateu sobre alguns setores da construção e de fornecedores da Petrobrás já causou demissões e vem contribuindo para o quadro de recessão. Se contabilizarmos os prejuízos pela paralisação de obras e demissões, o prejuízo decorrente da Lava Jato supera, e muito, o que as denúncias afirmam ter sido pago em propina. Alguns setores do Estado Brasileiro, como o MPF, o TCU, parte da PF e do PJ agem politicamente e CONTRA o interesse nacional; isso é muito grave. Os progressistas e nacionalistas devemos enfatizar e denunciar essa postura anti-republicana e anti-nacional diariamente.

  4. Gripen x Mirrage

    Este foi um caso dee sucesso apenas por que a Aeronáutica bateu o Pé e se mostrou reticente quanto a pressão política e do governo Frances em querer “empurrar” p seus ultrapassados Mirrage-2000.

    Lembro que à época ouve pressão diretamente do presiedente da república “Lula”.

     

    Pelo nosso bem e de nosso dinheiro e segurança nacional, venceu a razão e os critérios técnicos de quem entende da coisa.

     

    Parabens a Aeronáutica

    • Se houvesse pressão do Lula

      O contrato já teria sido feito no seu governo. Lula foi tão democrático como foi quando tentaram seduzi-lo pelo terceiro turno. Disse não! Assim delegou para a FAB a decisão de compra do novo avião. Só exigia transferência de tecnologia e desenvolvimento tecnológico no Brasil. Não foi como o FHC do PSDB que fez pressão,  escândalo e corrupção e entregou o SIVAM e todas as suas informações sobre a Amazonia a Raytheon Americana contra a Thomson Francesa. E não era o Mirage 2000. Isto foi na era FHC ainda. Era o Rafale que competia com o Grippen.

  5. Escolha consciente

    Os  pilotos da FAB, desde o começo, já tinham mostrado sua preferência pelo Gripen. Apesar das críticas de pessoas não exatamente “versadas” no tema, ele é uma escolha lógica. Possui todas as capacidades necessárias para desempenhar a função, dadas as condições logísticas e o tamanho do território nacional. Mais: num futuro não muito distante (?), uma versão naval poderá ser desenhada e utilizada a bordo de um navio-aeródromo como o porta-aviões São Paulo (claro, se esse ainda existir até lá). Isso porque nenhum dos modelos embarcados disponíveis atualmente (com exceção do Dassault Rafale, que a FAB rejeitou)  tem o tamanho pequeno o suficiente para ser utilizado naquela nave, que é de tamanho médio e muito menor que os porta-aviões americanos e russos, à exceção do porta-aviões Charles de Gaulle, da França. Se (e repeito: SE) algo do tipo vier a ser construído no Brasil, o Gripen será o avião ideal para essa função. Navios aeródromos enormes estão totalmente fora de cogitação, pois exigem investimentos gigantescos  que só as superpotências possuem – terá de ser um projeto menor, evidentemente (tal como os usados na Itália ou mesmo Índia).

    • NAE São Paulo

        ” O ALVO “

       Se nossos planejadores navais recem empossados, tiverem o minimo de discernimento, vão é desmontar esta coisa, vender a quilo, pois gastar R$ 1,0 Bilhão – no minimo – para torna-lo operacional, é um absurdo, não temos dinheiro nem para adquirir os Patrulhas Costeiros da Classe Macaé, já prontos no IESA, ou para a patrulha de nossas “aguas juridiscionais brasileiras”, nossas escoltas ( fragatas + corvetas + oceanicos ) se resumem operacionalmente a 6 unidades, submarinos apenas 2 operacionais, e querem gastar um monte de dinheiro – que não existe – em um navio de “projeção de poder naval “.

  6. Quantas empresas
    Quantas empresas “colaboradoras” estão fora do Estado de São Paulo?

    Nenhuma né?

    O país das ilhas de desenvolvimento.

    Ps: quando o Brasilianas abordará o paulicentrismo politico, econômico e cultural?

    • Ate concordo!
      Mais inicialmente, precisamos pensar grande e com objetivos.
      Nao podemos nos dividir e sim somar, independente, livre e juntos cimo misturados.
      Se for para o Brasil e o desenvolvimento da ciencia e tecnologia nao eh importante, nesta hora!
      Concordo sim em outro ponto, como so ter tres reatores nucleates de pesquisas em sp, rj e mg, pq nao ter um no nordeste e no sul, sao decadas nestes tres estados ate hoje nao produzimos materiais para a medicina e importamos. Qquer dia a marinha sai com um navio ou submarino nuclear nacional e o social, aplicacao medica fica em segundo lugar.
      Outro dos absurdos eh a concentracao e formacao da medicina e saude neste tres estados e espirito santos.
      Hoje as montadoras ja estao fora do sp.
      Precisamos reconstruir e tirar do conforto o Brasil e nao os brasileiros que sao importados para estes grandes centros, criar oportunidades noutros locais e igualdades regionais.

  7. Bem isso tudo é bonito na

    Bem isso tudo é bonito na teoria mas sinceramente o quadro da defesa nacional é tétrico e cada vez pior.

    Nossa Marinha de guerra tem sua frota reduzida para 14 unidades sendo que ai ja estão inclusos 01 submarino e 2 barcos de patrulha fluvial +01 Nae 12 São Paulo que não esta operacional.

    Ou seja não há marinha de guerra pois obviamente essa frota não atende minimamente a função de manter patrulha em tempo de paz que dirá em tempo de guerra.

     

    Obs: Transferencia de tecnologia nos moldes desejados para 36 caças?

    D-U-V-I-D-O !!!

    No inicia o plano era comprar  120/150 unidades o que justificaria algo dessa dimensão …rs

  8. porque será que o blog esvaziou hoje?

    Acho que o Nassif deve estar de férias (nada contra), porque com o país fervendo de notícias políticas importantes para o destino do país, FBI prendendo o Marin, e outras. Mas neste espaço tão importante de informação e formação de opinião estamos na Suécia falando de aviões. Acho que o Nassif esta “viajando” mesmo.

  9. Gostaria que o Brasil tivesse

    Gostaria que o Brasil tivesse comprado o projeto do Sukoi T50 por ser um caça ainda mais moderno  tavez o melhor do mundo na categoria!

    • que penso

       Penso que temos um moderno teremos no futuro a ultima geração e este esta de bom tamanho para comecar, melhor do que com os franceses do passado, não acredito na transferência “nenhuma” com Sukoi T50 e nem dos Franceses. Lá ao longe há pensar que a parte avionics e armamentos fazem a diferença, o Cockpit e motores ajudam. A parte Avionics para mim de maior importância e estratégica poderia ser a vantagem com a parceria, também criando um setor nacional de alta tecnologia/conhecimento e muito difícil entrar, mas facilitamos muito com os desenvolvimentos já existente no Brasil de misseis (com a África do sul também). Também não podemos achar que vai nos ensinar ou transferir todas as tecnologias para fazer outros aviões. O pessoal que começou o Bandeirante padeceu muito, matérias pagas nos jornais, eram diárias e as criticas nem se fala. O acordo com a Itália que foi um ardil de projeto. Mais os brasileiros na parte de engenharia aprimoram. Temos a Embraer!  

  10. Mano, na boa… todo mundo

    Mano, na boa… todo mundo sabe que quem defende o país são os homens e não as máquinas. Alckmin, José Serra e a quadrilha tucana deixaram os paulistas sem Metrô, sem Educação, sem água e até sem paciência. Que incentivos os paulistas tem para defender o Brasil? Nenhum! Sou paulista e ficaria contente se o Palácio dos Bandeirantes fosse bombardeado por estrangeiros. 

    • Grande ideia! Inclusive daria para, depois da limpeza das ruinas

      fazer um parque para a turma de Paraisópolis passear no domingo.

      E o governo do estado voltar para o “centro velho”, recolocar todas suas secretarias lá, e iniciar a tão aguardada revitalização do centro.

      Mas ai os funcionários do estado teriam que ir trabalhar de metro e se misturar com a plebe, que horror!

  11. O projeto de helicóptero deve
    O projeto de helicóptero deve ser abandonado porque não há empresa brasileira envolvida.

    Grippen, vamos ver no que vai dar, mas o que se diz por aí é que a Embraer não é mais brasileira.

  12. Uma vez eu li “num país de

    Uma vez eu li “num país de engenheiros faz-se tecnologia, num pais de advogados faz-se contratos de transferência de tecnologia”, e acrescento “num país de políticos, faz-se promessas e não se-as-cumprem”.

    Com os políticos que temos, qualquer coisa que sair daí é melhor que nada.

    •  
      É isso ai André W. O

       

      É isso ai André W. O Brasil, por ser um país de políticos, e, por decisão de um político brasileiro não vira-latas. É que, mesmo indo contra as ideias de  jericos entreguistas, fomos em frente, e, não apenas descobrimos petróleo, como construímos a petroleira que veio a se tornar uma das maiores do mundo, a Petrobras SA. E, para desassossego dos  cabeçudos colonizados, descobrimos, e  já produzimos petróleo no pré-sal.

      Justo no país, em que, quinta-colunas locais, até importaram um técnico norte-americano, um tal de Mr Link, para decidir que não havia possibilidade de se encontrar petróleo por aqui. À despeito da feroz resistência para impedir a criação da companhia brasileira de petróleo, que exercesse o monopólio na exploração do óleo, eles, os mesmos que ai ainda estão, ou, representados por filhos, netos, ou cupichas. Berravam, e continuam berrando, fazendo uso de monótona cantilena padrão, numa espécie de mantra. Diz assim: “não temos capital nacional, não temos recursos humanos, falta educação, dai, não desenvolvemos expertise, muito menos, formamos e treinamos pessoal especializado, capacitados para realizar tal proeza.” Cabe às aves de mau agouro, os corvos, seguirem comprindo sua sina, a repetir per saecula saeculorum : “sem chance! Somos dependentes, conformados, e felizes,”  Como também diria, se vivo estivesse, o pró FHC.

      O mesmo ocorre, ao se trazer à baila, assunto relativo a qualquer merda que envolva tecnologia. Nos anos mais recentes, bandos de vira-latas adutos, coxinhas e etc. deram para apresentar habitos e postura, quiçá, adquiridos em anos de andanças culturais pela disney. Gajos e raparigas, até velhotes professores, outrora  questionadores críticos e insubmissos. Derrepente, deram pra se posicionar com as orelhas murchas…  o rabo entre as pernas, ombros arriados, olho remelando. Um horror! Bastando pra tal amofinar-se, ouvir algo que os remeta a lembrar do Norte. Claro! Não é o norte do Brasil, isso eles detestam. Me refiro ao hemisfério norte. O primeiro mundo, diziam eles. Agora, para se por em posição de sentido basta ouvir certo sotaque. Alguns correm a tirar os sapatos, outros, em genuflexo se põe a rezar. Só Eles podem, só Eles sabem. Amém.

      Felizmente, os corvos, digo, os demo-tucanos, sendo traíras e entreguistas do jeito que são, encontram-se sob suspeita e desconfiança, para ousarem interferir nas questões de defesa Nacional. Procurar os militares para empreitadas golpistas, hoje, está fora de cogitação. Golpe de Estado, é uma armadilha contra a qual, a nova geração das Forças Armadas está vacinada. Aprenderam com a esparrela anti-nacional de 1964, na qual seus antecessores enredaram-se ao cederam aos apelos das “vivandeiras” reacionárias, aqueles que por encomenda e orientação de Washington, rodavam os bivaques, no que antecedeu, ao desfecho do fatídico 1º de abril de  64. O dia da mentira mais cruel, a se abater sobre o povo brasileiro.

      Hoje, desmascarados, os herdeiros da casa-grande, andam assediando o pessoal da capa-preta do STF.                   A exemplo, do que fizeram os golpistas lacaios de Washington, em Honduras, e no Paraguai.  Me parece, vão dar com as fuças no brejo, que nem as vacas paneleiras da FIFA.

      Orlando

    •  
      É isso ai André W. O

       

      É isso ai André W. O Brasil, por ser um país de políticos, e, por decisão de um político brasileiro não vira-latas. É que, mesmo indo contra as ideias de  jericos entreguistas, fomos em frente, e, não apenas descobrimos petróleo, como construímos a petroleira que veio a se tornar uma das maiores do mundo, a Petrobras SA. E, para desassossego dos  cabeçudos colonizados, descobrimos, e  já produzimos petróleo no pré-sal.

      Justo no país, em que, quinta-colunas locais, até importaram um técnico norte-americano, um tal de Mr Link, para decidir que não havia possibilidade de se encontrar petróleo por aqui. À despeito da feroz resistência para impedir a criação da companhia brasileira de petróleo, que exercesse o monopólio na exploração do óleo, eles, os mesmos que ai ainda estão, ou, representados por filhos, netos, ou cupichas. Berravam, e continuam berrando, fazendo uso de monótona cantilena padrão, numa espécie de mantra. Diz assim: “não temos capital nacional, não temos recursos humanos, falta educação, dai, não desenvolvemos expertise, muito menos, formamos e treinamos pessoal especializado, capacitados para realizar tal proeza.” Cabe às aves de mau agouro, os corvos, seguirem comprindo sua sina, a repetir per saecula saeculorum : “sem chance! Somos dependentes, conformados, e felizes,”  Como também diria, se vivo estivesse, o pró FHC.

      O mesmo ocorre, ao se trazer à baila, assunto relativo a qualquer merda que envolva tecnologia. Nos anos mais recentes, bandos de vira-latas adutos, coxinhas e etc. deram para apresentar habitos e postura, quiçá, adquiridos em anos de andanças culturais pela disney. Gajos e raparigas, até velhotes professores, outrora  questionadores críticos e insubmissos. Derrepente, deram pra se posicionar com as orelhas murchas…  o rabo entre as pernas, ombros arriados, olho remelando. Um horror! Bastando pra tal amofinar-se, ouvir algo que os remeta a lembrar do Norte. Claro! Não é o norte do Brasil, isso eles detestam. Me refiro ao hemisfério norte. O primeiro mundo, diziam eles. Agora, para se por em posição de sentido basta ouvir certo sotaque. Alguns correm a tirar os sapatos, outros, em genuflexo se põe a rezar. Só Eles podem, só Eles sabem. Amém.

      Felizmente, os corvos, digo, os demo-tucanos, sendo traíras e entreguistas do jeito que são, encontram-se sob suspeita e desconfiança, para ousarem interferir nas questões de defesa Nacional. Procurar os militares para empreitadas golpistas, hoje, está fora de cogitação. Golpe de Estado, é uma armadilha contra a qual, a nova geração das Forças Armadas está vacinada. Aprenderam com a esparrela anti-nacional de 1964, na qual seus antecessores enredaram-se ao cederam aos apelos das “vivandeiras” reacionárias, aqueles que por encomenda e orientação de Washington, rodavam os bivaques, no que antecedeu, ao desfecho do fatídico 1º de abril de  64. O dia da mentira mais cruel, a se abater sobre o povo brasileiro.

      Hoje, desmascarados, os herdeiros da casa-grande, andam assediando o pessoal da capa-preta do STF.                   A exemplo, do que fizeram os golpistas lacaios de Washington, em Honduras, e no Paraguai.  Me parece, vão dar com as fuças no brejo, que nem as vacas paneleiras da FIFA.

      Orlando

  13. Quais parâmetros de desempenho?

    Quais foram os parâmetros de desempenhoque justificaram a opção por um avião que ainda não existe?

    ESSA é a pergunta pertinente

    Pode-se medir o desempenho do Rafalle e do F-18, comparar suas razões de subida, raios de ação, tempo sobre o teatro de combate, tempo e facilidade de rearmamento em caso de batalha continuada…logística de transferência e implantação de bases temporárias…enfim, uma enorme variedade de situações de combate real. .

    Não dá para fazer isso com o Grippen simplesmente porque essa versão não existe, será uma meia-jaboticada desenvolvida por aqui (meu deus!) meia-smorgasbord desenvolvida num país que nunca entrou em guerra.

    Claro que nossos aeronautas são capazes, mas será que a opção foi apenas técnica ou vaidades e, talvez, “incentivos” não agiram sobre as consciências? Tipo o que o Sr. Luiz Ignácio “enfrentou” quando anunciou sua decisão pessoal pelo Rafalle? Ou foi outra mania de nós brasileiros, sempre querendo reinventar a roda…

    Não adianta nada falar em transferência de tecnologia se essa tecnologia já está defasada e não servirá de nada na hora que precisar usar de fato o aparelho.

    • Muito pertinente sua pergunta

      Muito pertinente sua pergunta e sua análise. Acredito que a resposta seja mais simples do que possa parecer. Conforme previamente sinalizado pelo governo brasileiro e também pela imprensa os critérios técnicos de seleção seriam considerados mas a motivação principal seria política, jogando no lixo, infelizmente, inúmeros esforços, investimento em pesquisas, estudos, intercâmbios técnicos, etc. E o critério concretizou-se de fato, tendo como estopim o episódio da espionagem americana escancarada nas informações sigilosas do incauto governo brasileiro.

    • Não estamos comprando um IPHONE

      Meu caro, não se trata de comprar um celular ou um notebook, onde se procura o melhor custo benefício de mercado. Trata de ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO E DEFESA NACIONAL, por isso a opção até por uma avião que ainda não existe é a melhor e mais adequada, pois contempla a aquisição de CONHECIMENTO, de CAPACITAÇÃO INDUSTRIAL. Não queremos comprar apenas o Iphone ou o F-22, queremos APRENDER A FAZER UM CAÇA DE ALTO DESEMPENHO, coisa que de forma alguma os EUA pretendem ensinar a NINGUÉM.

      Esquece que o Brasil tinha o acordo com a Ucrânia, para desenvolvimento de foguetes e estava cominhado, quando  a crise o governo ucraniano sofre o golpe e passa a ser pró-oicdente, com forte intervenção americana, que exerceu o poder de vetar a transferência ao Brasil de tecnologica de navegação e de propulsores (já havia manifestado esta intenção logo no início do acordo, mas a Ucrania dava garantias ao Brasil de cumprir,. o que não fez após o governo pró-ocidente assumir), obrigando o Brasil s denunciar o acordo e romper os compromissos. É assim que os EUA agem.

      Os caças americanos vendidos ao Chile, têm seus mísseis mais sofisticados armazenados em Miami e cada vez que o Chile precisa tem que solicitar aos EUA e indicar o uso que vai fazer de cada um deles, é isso que deseja para o Brasil?

      Como diz o Luis Nassif, o Pentágono é o maior BNDES do planeta, de onde saem os financiamentos para inúmeras inovações tecnológicas (sem interferência de um TCU da vida que nestes casos é só um burocrata a mais para atrapalhar) pois eles poêm a SEGURANÇA NACIONAL E A VANGUARDA TECNOLÓGICA ACIMA DE TUDO.

      Só mesmo um infinito complexo de vira-latas ou uma obtusidade sem fim e credulidade no consumismo simples e puro, pode preferir a simples compra contra a aquisição de CONHECIMENTO, e CONHECIMENTO tem custo, mas gera benefícios futuros. Imagine a riqueza do pré-sal conduzida por este imediatismo consumida, não teríamos a capacidade tecnológica que adquirimos, o submarino a propulsão nuclear não estaria em desenvolvimento, e seríamos apenas meros consumidores de equipamentos defasados e criados para outros mercados.

      • Caríssimo Wsobrinho, me

        Caríssimo Wsobrinho, me explique como quem não sabe fazer nem I-Phone pode de repente ter capacidade para desenvolver um jato de alto desempenho?

        Me ilumine como alguém que não sabe falar coreano de repente, do nada, possa escrever um livro nessa língua?

        Vai ser por tentativa e erro. E isso, além de custar muito dinheiro, vai demorar décadas!

        O F-22 é um avião limitado, sua única vantagem real é o stealth.

        Mas comprar um F-18 E/F Super Hornet Block IV e copiá-lo, APRENDENDO COMO SE FAZ, e aí sim tentar fazer algo do zero seria uma opção mais “pés no chão”. O pacote de transferência de tecnologia que o Boeing ofereceu não era tão inferior ao da Saab.

        Só que, no governo do PT, uma das condições políticas foi ideológica: comprar um avião ianque jamais!

        O caça stealth chinês ainda não está pronto, o Rafalle também ainda é uma incógnita (ainda que um pouco mais bem estruturado que o Grippen) de uma nação “imperialista”;  “sobrou’ o avião sueco.

        Uma opção políticamente neutra no viés ideológico petista.

      • E quanto ao submarino

        E quanto ao submarino nuclear, estamos “desenvolvendo” ele há mais de 30 anos!

        Eu mesmo forneci materiais compósito para a IPEN por volta de 1997…e então diziam que a coisa “já estava adiantada”…

  14. Nossa que comentários, que
    Nossa que comentários, que horror!
    Espero que alguém de bom senso ou conhecedor da área (Júnior 50, etc.) diga alguma coisa; achar bom uma potência estrangeira bombardear o palácio bandeirantes ou a Embraer não ser mais brasileira nem como humor negro passam, esse último acho impossivel já que o governo via FAB é acionista e se não me falha a memória, tem direito de veto a certas operações ( golden share?).

  15. Foi interessante: depois da

    Foi interessante: depois da chamada “Crise de 2008” – na verdade golpe financeiro no mercado mundial – a GM, que nem do setor bancário/securitário era, choramingou junto ao governo dos EUA, ameaçou com desemprego e acabou ganhando verba pública para seus negócios privados. E tendo recebido o dinheiro passou a encolher e a desempregar nos EUA. No entanto comprou parte da SAAB, a empresa sueca que faz os Gripen, isso bem no momento em que o Brasil estva indeciso quanto aos caças que compraria. Ou seja, o governo dos EUA deu dinheiro à GM para que ela interferisse na SAAB…

     

    A administração da GM quase conseguiu fechar a SAAB. Só não fechou por causa do esforço dos sindicatos e do governo municipal da cidade de Trollhättan, onde fica a fábrica da SAAB. Os chineses então ofereceram ao governo sueco investimentos à SAAB para saná-la mas como os EUA ainda tinham poder na empresa vetaram alegando que havia tecnologia militar norte-americana embarcada nas aeronaves.

     

    Até hoje a SAAB procura como se recuperar. Uma das esperanças é montar fábrica no Brasil, em São Bernardo, empregando engenheiros e técnicos brasileiros. Aliás a transferência de tecnologia – que a SAAB oferceu integralmente, a Dassault, parcialmente, e a Boeing nenhuma – foi um dos motivos da opção pelos Gripen. Outro ponto que pesou a favor dessa aeronave foi o fato de que a SAAB aceita – e até estimula – alterações no projeto, considerando que o Brasil pode contribuir para o aperfeiçoamento. Além disso o Brasil é bom ponto de acesso aos outros países da América do Sul…

     

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Saab

    http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/11/conheca-versao-personalizada-do-caca-sueco-que-o-brasil-comprou.html

    http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2014/01/saab-anuncia-us-150-milhoes-em-fabrica-para-fazer-caca-gripen.html

     

    Em tempo: os pilotos preferiam os F-18 da Boeing. Não expressavam essa preferência para não incorrerem no crime militar da “ponderação”. Mas piloto é assim mesmo: não liga muito para nada além do avião propriamente dito, e os F-18 são bem mais prontos para o uso do que os Gripen. Além do que os EUA exercem certo fascìnio sobre os militares. No entanto o chefe da FAB à época, Brig. Saito, que tem visão de soldado mas também de política, elogiou a opção do governo pelos Gripen.

     

    http://www.aereo.jor.br/2014/10/03/saito-sobre-o-gripen-ng-foi-a-melhor-coisa-que-aconteceu-para-o-brasil-para-a-forca-aerea/

  16. Integração, T 1, SBCA

       Integração e off sets: Palavras – chaves pela preferencia da FAB e da BID em relação ao Gripen desde 2008, mesmo com o Rafale tendo sido selecionado por Jobim no bojo do grande acordo franco – brasileiro, ou da “ofensiva” Boeing + DSCA/FMS ( Pentagono ) + US Navy, iniciada em 2010 ,  quase vitoriosa, o Gripen e os suecos sempre estiveram em boa colocação, afinal “trabalharam” o contrato com empresas nacionais desde 2007, tanto que o Consórcio T1* (Tranche one associate suplliers” ) foi firmado em 2009.

        Integração de sistemas: Como somos um país no “meio do caminho” em relação a industrias de alta tecnologia, sem empresas nacionais que fabriquem hardwares no “estado da arte”, o Gripen é o unico vetor, melhor dizendo a unica combinação de sistemas, que oferece a possibilidade de ser fornecido com os códigos fonte de missão, abertos, os de voo não, são de posse da SAAB, portanto a integração de sistemas (softwares ) desenvolvidos aqui, ou armamentos, atualizações, compatibilizações futuras, são de nossa responsabilidade exclusiva.

         Um exemplo interessante, existem outros, está nos novos sistemas de comunicação das FFAA, hardwares fornecidos pela Harris ( americana) , Rohde & Schwarcz ( alemã ) , MDA ( canadense ) e outras, todos com exigência de protocolos SECOS ( comunicações seguras ), softwares desenvolvidos aqui, compativeis com os sistemas de datalink BR2 (FAB, EB ) e Siconta IV ( MB ), e com uma grande conquista nacional : O 1o Algoritmo Criptografico Brasileiro.

         Off-sets: Acabou o “circo” de aceitar em negociações de tecnologia contrapartidas (off-sets) ridiculas, como ocorreu em trocar frangos e suinos por aeronaves e helicopteros de “prateleira” ( proposta de um ministro de estado dono de frigorificos em relação a aquisição de caças russos ), agora são técnicas, financiamentos, compartilhamento/entendimento ( hands job ) de tecnologia.

           P.S.: Troca de suinos por caças já ocorreu, a Espanha em 1989 ao adquirir os EF-18 A da MDD/Northop, exigiu a entrada de “jamón serrano” no mercado americano como parte do contrato.

          Consórcio T1: Akaer, Inbra, Winstall, Friulli + SAAB, firmado em 2009 já possibilitou que a Akaer e Inbra forneçam peças estruturais, tanto em aluminio aeronautico, como em compostos de carbono autoclavados, para os varios “demonstradores” Gripen NG desde 2011, inclusive já tendo comercializado partes (spare parts ) para aeronaves da SAAF (Africa do Sul ), Gripens C/D.

            Lead contractors: Embraer SD (Gavião Peixoto ) com a montagem final e integração, já para as partes SAAB, SELEX – Galileo, engenharia fina ( compostos ), a Akaer + Inbra + SAAB (40%), foi criada a São Bernardo Construções Aeronauticas.

             O Gripen E/F ( F-39 ), não é apenas um vetor, ou uma mera aeronave, deve ser compreendido como um sistema complexo, industrialmente e tecnologicamente desafiador, que criará no Brasil um parque tecnológico, MAS desde que o governo, universidades, centros de pesquisa, tenham consciência disto.

            P.S. Motores: Óbvio que serão “turn-key”, fornecidos pela empresa européia associada a GE, sendo que já estão, desde 2010, com a autorização de exportação emitida pela DSCA ,após a aprovação do Congresso dos Estados Unidos ( no ramo é conhecido como TAA: technical assistance agreement ).

    • Muito obrigado!

      por que os comentários até agora foram terríveis. Teve até quem confundiu a fábrica de carros Saab Automobile (AB), vendida em 1990 á GM (50 % em 1990 até 100% em 2000), que faliu em 2009, com a SAAB AIRCRAFT.

       

      • Pelo que consta, a Saab que

        Pelo que consta, a Saab que iniciou produzindo automóveis é o mesmo grupo que agora produz equipamento de defesa, será que não? Será que mesmo sendo hoje duas cias. diferentes não há nenhum risco de embargo estadunidense ao nosso desenvolvimento tecnológico nessa área? Essa informação é importante, Lionel, para saber o quanto há de ingerência estadunidense sobre o grupo escolhido pelo Brasil para fornecimento os caças. Como se pode ver no vídeo que colei abaixo do meu comentário, os EUA não são muito bons parceiros em tecnologia…

        A propósito esse vídeo é um resumo do que foi esse encontro no CTA, e que está meio caricato. Mas o debate todo, 62º FPB – Fórum de Debates Projeto Brasil – Tecnologia Militar, em que se aponta o risco que é depender dos EUA, pode ser encontrado no canal do Youtube do próprio Brasilianas:

         

        https://www.youtube.com/watch?v=W_TGFsPzLqY&list=PLD3D25CF0442BF0FD

         

        Quanto às informações da história da Saab, há bastante informação pela Internet afora. Olha o que encontrei, além dos links que trouxe no post anterior:

         

        Saab Group (originally Svenska Aeroplan AB, later SAAB and Saab AB) is a Swedish aerospace and defence company, founded in 1937. From 1947 to 1990 it was the parent company of automobile manufacturer Saab Automobile. Between 1968 and 1995 the company was in a merger with commercial vehicle manufacturer Scania-Vabis, known as Saab-Scania. The two were de-merged in 1995 by the new owners, Investor AB. Despite the demerger, both Saab and Scania share the right to use the griffin logo,[2] which originates from the coat of arms of the Swedish region of Scania.[3]

         

        http://en.wikipedia.org/wiki/Saab_Group

         

         

  17. Helicopteros e TCU

     A Helibrás ( Aibus Helicopters ) de Itajubá esta demitindo e teve sua escala de entregas dos EC 725 Caracal ( 50 encomendados pelas FFAA ), atingida pelos contingenciamentos e o atual “ajuste fiscal”. É verdade ? É.

      Mas temos que entender que contratos deste nivel, principalmente na area de defesa, de origem já possuem esta flexibilidade, a produção pode ser retardada, as entregas diluidas, mas por outro lado, este postergamento ajuda a industria nacional, pois peças/partes que dependem de aprendizado tecnológico terão um espaço maior para serem desenvolvidas ( como os cubos de rotor fabricados pela Toyo Matic ), portanto quando a linha de produção voltar a sua escala prevista, o que seria pago em euros, será pago em reais.

       TCU e “jabuticabas” : É um problema com o qual se deparam todas as empresas de tecnologia nacionais, quando em contratos governamentais, pois alem desta idiotice das FFAA não poderem indicar empresas, não existe nos quadros do TCU analistas ( fiscais concursados com medo paranoico de perderem a boquinha, e até serem processados por improbidade administrativa ), que conhecem a area, e as intercorrencia internacionais, um exemplo:

        Uma empresa nacional, de São Carlos – não vou colocar o nome – para desenvolver uma camera destinada a um satélite, a MUX , teve que no processo de fabricação, construir um laboratório especifico, custo contemplado previamente, um fiscal do TCU ( um contador, nem engenheiro era ), barrou o pagamento por “inconsistências”, afinal era para uma camera, não um laboratório, e em uma busca pela internet ( google ), ele se deparou com fabricantes europeus, americanos, chineses, russos que poderiam fornecer a camera com preços 25% a menos, financiamento a perder de vista.

          Claro que é assim este mercado, os outros paises já absorveram todo o custo de desenvolvimento, da tecnologia, montam e vendem, financiam a “perder de vista” por que querem vender, e tambem por que precisam manter sua linha de produção, não perder técnicos formados a um custo altissimo para outros paises ( basta dizer: os F-18E oferecidos na concorrencia brasileira pela Boeing e US Navy, tinham um “desconto” de 5% em relação aos adquiridos pela prórpia US Navy, que agora esta o oferecendo em concorrecia no Golfo, com 10%, pois não quer “fechar a linha” ).

           Desenvolver tecnologia, mesmo com técnica transferida, não é barato, existem riscos de perda de dinheiro, mas os ganhos de escala são muito maiores, fora a adesão das universidades, formação de mão de obra, centros de pesquisa.

  18. Eu, de novo

     Como parece que o entendimento sobre este tipo de negociação é complicado, em parte por culpa de nossos ” (de)formados em comunicação social ( vulgo jornalistas ), informo que:

      Quando se escreve a SAAB AB – Linkoping, empresa sueca, o que os “do ramo” leem ou traduzem, é : a holding aerospacial européia – sediada em Londres – grande parceira, inclusive de risco comercial da Embraer, conhecida como GKN Aerospace, que alem de SAAB, é a “herdeira” da sueca VolvoFligmotor AB, associada a GE, junto com a CFM, a IAE, a qual monta e evolui os motores F404 militares,  fornece os motores das séries CF – patente GE/CFM – para os E- Jets fase E-2 da Embraer.

        Por estas condições, quando foi comentado em sites, jornais, revistas, que Gripens fabricados no Brasil, poderiam ser vendidos para a Argentina, foi muita comédia.

  19. Nome aos bois

    Nassif: esse negócio e altamente complexo. Por isto pediria que você, em artigo próximo, dê nome aos bois. Inclusive, desenhe para nós, leitores seus, desmembrando o quem é quem neste cipoal tecnológico. Alias, pelos comentários de outros leitores, há um balaio de gato, um jogo de interesses que supera fronteiras do Brasil e/ou da Suécia. Quando a Venezuela comprou da Embraer 24 aviões de treinamento militar a transação foi vetada pelos norteamericanos, sob alegação que havia em nossas aeronaves tecnologia deles, de cunho “sensível” e por isto não estava autorizada a venda. Ora, a Argentina já mostrou interesse em adquirir esse jato que pretendemos produzir. Porém, segundo um dos comentários que ilustram seu artigo, por trás da cortina negocial estão empresas inglesas, detentoras de “tecnologia sensível” desse bendito avião. Podem melar o negócio, com desculpas que poderão ser usados em um possível (e espero que em breve) retomada das Malvinas. Então, nossos aparelhos servirão apenas para os “marechais-do-ar” viajarem em ultraleves implusionados por turbinas a jacto. Faça-nos um favor —desvende a cortina.

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