A visão dos grandes operadores sobre a economia

No mercado há dois influenciadores de opinião: os economistas e os operadores.

Embora os economistas possam influenciar, os cenários traçados são insuficientes para antecipar tendências.

Primeiro, devido ao excesso de variáveis utilizadas, sem a definição clara das variáveis centrais. Depois, pela dificuldade em dimensionar o efeito de cada variável sobre os ativos em geral. Uma deterioração da parte fiscal, por exemplo, pode ter impacto sobre as avaliações de risco dos países, afetar expectativas dos investidores externos que, por sua vez, rebatem nas expectativas internas, em uma dinâmica impossível de ser capturada em uma mera planilha. Sem contar outras variáveis, como o comportamento do Congresso, as reações possíveis do governo às críticas ou aos desastres ou entender que medida de governo melhora ou agrava o pessimismo. É um mundo que trabalha muito mais com impressões, intuições e foco nos resultados.

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É nesse universo muito mais complexo que atuam os grandes operadores financeiros. Para eles,  os cenários macroeconômicos são apenas um elemento a mais de análise.

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O relato abaixo é de um desses operadores, com ampla experiência em mercados internacionais e com ativos brasileiros. É importante para entender uma parte do jogo – a do mercado – que é relevante mas não representa necessariamente o todo.

Para ele, o câmbio nem começou a ser ajustado, mesmo com o dólar acima de R$ 3,00. A médio prazo, o déficit em conta corrente não é financiável. Terá que ser significativamente reduzido. No nível atual de taxa de câmbio, as 600 multinacionais instaladas no país vão continuar a preferir importar do que produzir aqui, diz ele.

Leia também:  Os gênios que entraram na garrafa e toparam com a Lei do Teto, por Luis Nassif

***

Por outro lado, há uma corrida contra o relógio para recuperar a credibilidade externa, ponto essencial para financiar o déficit em conta corrente. Há amortizações de dívida e pagamentos de cupons no decorrer do ano. E até agora nenhuma empresa brasileira acessou o mercado internacional de capitais. Se demorar a abrir, haverá perda de reservas – que, em todo caso, formam um colchão de liquidez.

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Segundo o operador, o hot money (capital de curto prazo)  entrou para surfar os juros mais altos do mundo tende a ficar investido em reais no Brasil enquanto o BC continuar a  rolar 100% dos swaps cambiais que  vencem.

Com o BC garantindo o valor do dólar para a saída dos recursos dos investidores internacionais o país continuará gastando uma fortuna em juros, substituindo o financiamento do déficit em conta corrente por capitais voláteis, caríssimos e de curtíssimo prazo.

***

Essa dependência de capitais voláteis aumenta o risco, caso o país venha a perder o grau de investimentos e as contas públicas não forem ajustadas.

Na raiz desses problemas está a perda de rumo da política econômica no período Dilma-Mantega.

O estrago que a “nova matriz econômica” fez na economia brasileira foi enorme, diz ele. “A perda de credibilidade provavelmente só retornará quando tivermos um novo governo, apesar de Joaquim Levy estar fazendo a única política econômica possível depois dos equívocos dos últimos anos”, diz ele

E conclui: “Será que a nação aprendeu alguma coisa com esta crise econômica, ou irá repetir sempre os mesmos erros?”

Leia também:  O governo Bolsonaro se aproxima da hora da verdade, por Luis Nassif

28 comentários

  1. O problema do hot money

    O problema do hot money dentro do brasil não será resolvido com mais austeridade e/ou ortodoxia. Na verdade, a manutenção ou mesmo aumento dessa ortodoxia só vai fazer esse problema aumentar, como aliás isso fica evidente alo longo dos últimos 25 anos. Quando você fez o post, começa dando razões para relativizar as opiniões dos economistas. Devia ter feito o mesmo em relação aos operadores. Fazendo uma analogia vulgar, é como dizer que quem entende de futebol é jogador porque está dentro do campo, enquanto que técnico e comentarista não tem uma visão limitada por estar fora das quatro linhas.

  2. A “lei do mercado” é uma

    A “lei do mercado” é uma graça.

    O maior “erro” do governo foi terminar o ano de 2014, apesar de todo terrorismo, com emprego recorde e inflação dentro do combinado. isso depois de, em 2013, ser a terceira economia que mais cresceu.

    Um país onde a relação entre uma das menores relações dívida/PIB e as maiores taxas de juros do mundo simplesmente é tratada como um fato “natural”.

    Pra que servem esses “operadores” e “economistas”, pra falar “só sei dizer que é assim”?

  3.  
    “Segundo o operador, o hot

     

    “Segundo o operador, o hot money (capital de curto prazo)  entrou para surfar os juros mais altos do mundo tende a ficar investido em reais no Brasil enquanto o BC continuar a  rolar 100% dos swaps cambiais que  vencem.”

    Ok, então olha a notícia abaixo, que o grande operador financeiro pelo jeito não viu…

    http://g1.globo.com/hora1/noticia/2015/03/banco-central-corta-intervencao-e-provoca-nova-alta-do-dolar.html

     

     

  4. Volta FMI!

    “Na raiz desses problemas está a perda de rumo da política econômica no período Dilma-Mantega.”

    Na boa, podem ter ocorridos erros aqui ou ali, mas a política econômica não foi tão ruim quanto se pinta.

    Muito pior foi a implementação de diversas políticas por outros ministérios do governo Dilma, FIES é o maior exemplo.

    Mas a implicância com o Mantega continua…

    Deixa o coitado descansar em paz e a história um dia dirá se as políticas dele foram boas ou não.

    Esta implicância do Nassif com o Mantega é pior do que a do que a da velha mídia com o Zé Dirceu.

  5. Informando que não entendo

    Informando que não entendo nada desse mundo das “altas finanças” que pra mim não passa de “altos agiotas” que colocam as nações de joelhos criando álibis para melhor extorqui-las, pergunto: quando é que o Brasil esteve com uma “matriz econômica” que lhe permitisse pagar juros baixos? A matriz do FHC era melhor? Se Marina ou Aécio tivesse ganhado as eleições os juros seriam baixos?

    Um novo governo recuperará a credibilidade quando? Quando o estado se submeter ao mercado totalmente como fazem os paises centrais europeus e os Estados Unidos? Precisa avisar esse personagem que no fundo o que ele esta sugerindo é o impeachment que está na ruas, apoiado pela imprensa e com movimentos liderados por figuras sombrias.

    Aguardo uma notícia sobre o pessoal do “luz para todos” e do ‘bolsa família”.

    • É isso, Vera.É esse o centro

      É isso, Vera.

      É esse o centro da tal “crise” econômica, que se tranforma em crise política devido a desproporção de “voz” do mercado em relação às demais.

      O ponto central é que o bloco mercado, mídia e oposição só aceita uma, uma única maneira de conduzir a economia: a entrega do que resta de patrimônio público (a Petrobras não está no meio dessa disputa à toa), a redução dos programas sociais ao nível de projeto piloto e a “atualização” da CLT

      O Parrtido dos Trabalhadores é, evidentemente, o maior obstáculo.

      O Nassif pergunta pelo “rumos” do governo. Ora, os rumos são esses que o bloco reacionário busca histericamente obstar: Estado indutor de infraestrutura e de redução de desigualdades. Está mais que evidente que o objetivo não é somente paralisar o processo político: é necessário paralisar economia para atingir seus intentos.

      É impressionante como o “setor produtivo” não enxerga isso e continua agindo orientado por uma “lealdade de classe” não correspondida; mesmo quando durante a propria campanha eleitoral os representantes da oposição tenham falado abertamente e em tom de notório desprezo de operação “desmame”.

      O setor agricola tem lá seus pavores (cada vez mais fora do lugar) do MST; os setores médios teleguiados são os imitadores de sempre; mas ver o setor industrial se avassalando assim diante do setor financeiro é de dar pena. É de se perguntar: onde está a massa crítica desse pessoal? O Delfim Neto vai ter que ficar falando sozinho pra sempre, é?

       

    • Análise letal.

      Até as manifestações de 2013, o governo Dilma estava no caminho certo e populariedade em alta. De repente, será que a presidente virou obtusa e o ministro (que foi o mesmo de Lula) um aloprado??? Claro, que não! Talvez o grande erro dos dois tenha sido justamente pensar mais no pessoal do “Do Luz para Todos”, “Minha Casa Minha Vida” e “Bolsa Família”. Se erraram, foi porque deixararm os barões das finanças e do jogo especulativo de fora (lembram da tentativa de baixar os juros via bancos públicos?) E são esses que financiam e insulfram a desaceleração da economia real e o golpe midiático em curso. 

  6. Nassif, na minha opinião as

    Nassif, na minha opinião as empresas só olharam para a possibilidade de substituição de importação, após uma estabilidade da cotação do dolar e um estabilidade nas relações do governo com o congresso e com a sociedade.

    Ai esbaramos novamente na falta de credibilidade. Não entendo a dificuldade do brasileiro com a verdade, os governos morrem de medo dela, preferem tratar o “povo” como debeis mentais e boa parte da população prefere ser tratada assim. Vejamos:

    – Caso da energia – Quando em 2001 houve o apagão, em uma situação muito pior que a de hoje, pois não existiam as térmicas, foram tomadas medidas corretas, foi criado com grupo de gestão e os problemas foram superados, a população foi informada e participou da solução. Hoje o que acontece: O governo faz de conta que o problema não existe, a população faz de conta que acredita no governo, as empresas eletrointensivas estão vendendo energia e mandando seus empregados embora. O racionamento será feito via  aumento no valor das contas de energia.

    – Caso da falta d’água – Novamente os governos desconhecem o problema e a população faz de conta que não é com ela. Cade o comité de gestão de crise????

    – BNDES – O banco recebeu do tesouro nacional ( de nós ) uma montanha de dinheiro, dinheiro publico que esta sendo emprestado de que maneira???? Por que contratos secretos????

    Como nós brasileiros conduzimos a verdade é algo de difícil compreensão para o resto do mundo, por tanto como queremos ter credibilidade???  Criamos verdadeiras realidades paralelas onde cabem as nossas verdades. Por isto não somos levados a sérios por ninguém. Isto me lembra do Delfim: Quando ele declarava que a gasolina não ia subir, todo mundo corria para o posto abastecer…..

    Credibilidade se conquista com exemplos e não com propaganda, já passou da hora da presidente descer do palanque da eleição e começar a dar o exemplo, que tal:

    – Cortas os  dados aos amigos de 23.000 para 7.000 .

    – Cortas ministérios.

    – Cortar no cartão corporativo.

    – Quem sabe cortar no propário salário.

    – Que tal ser mais ágil com pessoas sobre a qual tenham suspeitas de delitos, olhe o exemplo do Itamar.

    – Que tal reavaliar projetos e obras sem planejamento, mal feitas e mal executadas.

  7. Que país foi aquele?

    Debatedores, Nassif e equipe, bom dia.

    Nassif, vamos combinar né… economistas?…zzzzz

    Melhor falar  de jogadores. 

    Jogam ali , aqui, acolá. Não raro, apenas com um reizinho  ou um valetinho, trucam.

    E tem gente que corre, morrendo de medo.

    ” Que a curva da procura ( dos otários desinformados) aumentou, logo, o preço aumenta.  Truco!

    O preço do dinheiro está alto? Ora, bora lá emprestar para ganhar dinheiro.  Truco!

    *****

    Enquanto isso, no Congresso nacional:

    Senhores congressistas, vossas excelências sabem de “nosso” pobrema de segurança pública, por isso, vamos reduzir a maioridade penal. Aliás, caro amigo, aqui em off, off-shore, que tal aprovarmos o orçamento? Isso mermo. “tem muito ali pra gente….

    E prossegue , os nobres congressistas: 

    O Brasil – diriam os nobres representantes do povo – necessita de um ambiente “estável” para crescer.

    Os juros, ora os juros atraem a propriedade na privada com sua poupança à mostra, isto é, externa. 

    Diria um outro aristocrata representantes do povo:

    Moleque, pra cadeia já!

    ****

    Vamos renovar a versão da famigerada  música generalizante para os néscios de plantão:

    Que país foi aquele? 

    Que pais foi aquele?

    Que país é este?….

     

    Saudações 

  8. Esses agiotas sempre reclamam

    querem sempre mais desemprego (sempre dizem que é inevitável), menos direitos trabalhistas, mais superavit primário, mais credibilidade (seja lá o que isso quer dizer, que tal george soros para ministro da fazenda?), mais juros e querem transformar todos os países do mundo em potencias exportadoras. Nessa alucinação, eu já vi maluco (era ministro) defendendo que Portugal deveria se tornar uma potencia exportadora de pastel de nata!!!! Quando será que um governo em algum lugar do mundo vai ter a coragem de mandar esses vermes pro inferno e governar para quem os elegeu? Eu cansei de sustentar agiotas.

  9. Resumindo…

    >> O Nassif estava completamente certo nos ultimos anos, sobre o Guido Mantega, que foi um péssimo ministro para o Brasil e afundou nossa economia;

    >> Fomos completamente enganados nos ultimos 3, 4 anos.. Tudo o que foi feito por Mantega foi inócuo, irrelevante e insensato. De uma lógica absolutamente estúpida e inadequadar (pra dizer o mínimo);

    >> Se tivéssemos tido um salvador liberal e pragmático como o Levy, anteiormente, estaríamos em situaçpão maravilhosa hoje, teríamos feito este ajuste (atual) há muito tempo atrás e agora o mundo inteiro estaria na dita “crise” e apenas nós, não… Navegaríamos sim por mares calmos e de uma bonança e pujança nunca antes vista!

    >> Este blog, corroborando com esta análise acima (caso o esteja fazendo), confirma e avaliza tambem as manifestações do 15 de março último. Faz ou dá por entender que tudo o que foi pasado ao público não só na recente campanha de Dilma (e de TODOS os partidos de sua chapa de apoio, que nunca é lembrado), mas também nos últimos 4 anos, foi mentira. Assim, a reeleição foi sim um estelionatário e o Sr.Aécio e sua valente oposição (bem como todos os grupos que agem e tentam mostrar o outro lado, “a verdade” portanto), estavam certos. Estes eram os mocinhos. E sempre estivemos nas mãos dos bandidos.

     

  10. O MÍNIMO A SE APRENDER!

    Acho que toda a sociedade deve estar consciente, de que quando eles roubam lá em cima, é a gente que paga aqui embaixo. Espero que isso sirva de reflexão, para os que não dão atenção à política, e deixam o barco correr solto…

  11. Tirando a subjetividade

    Tirando os adjetivos da fala do operador, que na verdade é membro das “gangues da volatilidade”do mercado financeiro, uma questão salta os olhos. O câmbio realmente já era. O governo está adotando uma política deliberadamente recessiva para conter a inflação. Vai deixar o câmbio se ajustar refreando a onda de consumo de importados e equilibrando  a queda do valor bruto das exportações, que sofreram impacto da redução  dos preços das comoditties exportadas. O problema é o financiamento do deficit fiscal. O governo tem conseguido rolar nos últimos, sei lá, 20 anos tranquilamente sua dívida, desde a superação da perda de credibilidade pela moratória do Sarney. Com juros sempre altíssimos, à exceção de um período em 2012 quando caíram aos mais baixos  níveis reais da história. Qualquer governo brasileiro deve ter um tremendo cuidado com a inflação, ainda mais sob ataque da mídia. Ninguém quer mais impostos. Se não conseguir se financiar, vai ter que aumentar a base monetária. Quem vai estar na nota de mil reais? Capivara?

  12. Não, aqui ninguém aprende

    Não, aqui ninguém aprende nada (com as sempre conhecidas exceções, que são as poucas ilhas de excelência no mar de mediocridade que reina no país da bolsa e do cuecão).

  13. Quem levou a França à uma

    Quem levou a França à uma revolução foram os aristocratas, pois eles eram os “grandes operadores da economia francesa”. O mesmo pode ocorrer no Brasil, especialmente neste momento em que os tucanos se tornam tão insuportáveis quanto seus duplos franceses do “antigo regime”. Ha, ha, ha… 

  14. Esse tal operador deve ser

    Esse tal operador deve ser uma pessoa íntegra. Deve acreditar no que diz. É provável que seja inteligente. Operador, não é? (sem ironias). Mas e daí? O que ele entende da boa e velha teoria econômica? Essa que se ensina nas escolas… O que ele leu? O que ele estudou ou, mais importante, o que ele lê (Stiglitz, Krugman, Piketty, Keynes, Robert Lucas, Robert Barro, Kenneth Rogoff?)? O que ele assiste? (Será que assistiu “Trabalho Interno”?). Mas o que há de preocupante ou mesmo de aterrorizante é que alguém com uma visão tão (sejamos condescendente) simples da Economia, de resto algo tão complexo, possa influenciar resultados. Então isso são as tais “expectativas racionais”? Algo tão maniqueísta: sai essa entra aquela e tudo se resolve. Jane errada, Tarzan certo. Não se trata mais da miséria da filosofia. É a miséria do intelecto. 

  15. Para os banqueiros, tudo

    Só gostaria que existisse um único operador, economista ou tarólogo (não vejo diferenças) que conseguisse explicar, sem mentir, o porquê de achar Mantega e Dilma incompetentes em economia. Teriam que dizer que gostariam que mais títulos do tesouro fossem emitidos, com ótimas taxas, trazendo dinheiro gringo em quantidade. Lindo! Mais dinheiro, mais dívida, para pagar dívida. Dane-se a Constituição. E tome superavit primário, para engordar banqueiro já gordo. Tudo para pagar a sagrada dívida. 

  16. Voltando ao começo. Gênese. Lumiar a escuridão.
    Folha – A descontratação é o grande problema do setor?
    Pinguelli – Não. O grande erro de todo o governo, e a Dilma e o ministério estão dentro do governo, é a crença de que o investimento privado por si só basta para a expansão do setor, deixando o maior grupo do país [Eletrobrás] em uma posição indefinida. Obviamente que a maior empresa elétrica do país tem de puxar os investimentos. A Eletrobrás tem de ser idêntica à Petrobras, o que significa menor intervenção do governo no dia-a-dia da empresa. Tem de blindar a empresa. Os órgãos de Estado, inclusive as estatais, têm de ter missão e autonomia. Folha – Quem mais intervinha?
    Pinguelli – O governo todo. Mas o pior problema era com o Tesouro Nacional. Quando eu tive uma reunião com o presidente Lula e a Dilma, saí no pau com o Joaquim Levy. Ele não considerava [na meta de superávit] a parte de Itaipu transferida ao Tesouro, que foi de US$ 1 bilhão no ano passado. É como se essa parte não fosse da Eletrobrás. Daí eu disse: “Vem cá, em primeiro lugar, eu sou contra o superávit primário, me desculpe, presidente. Eu cumpro porque sou da sua equipe e a ordem é essa. Mas devo declarar que a minha empresa, que é uma geradora elétrica, parece que é só uma geradora da superávit primário”. Folha – E qual foi a posição da ministra Dilma?
    Pinguelli – A Dilma é uma pessoa disciplinada. Ela encara a posição do governo. http://mundovelhomundonovo.blogspot.com.br/2015/03/voltando-ao-comeco-genese-lumiar.html  

    • Uma palhinha do que está antes do Sócrates

      Para os que não se sentem familiarizados com a discussão, lembrem do Lang Dong do Código Da Vinci contando sua experiência no fundo do poço.

      I confess that I know little about cybernetics, Bayesian probability, etc. – I don’t have strong opinions about them. If I were to pick something Bayesian in spirit that might help with abductive inference, it would be some notion of subjective priors about feasibility and optimality (reminiscent of instinctual facility), more than subjective priors about probability (reminiscent of Peircean verisimilitude, likeness of inductive conclusion to premissual samples). I don’t know whether the idea of subjective priors about feasibles and optima has been worked out mathematically, but the field in which it would appear would be that of ‘inverse optimization’ or ‘inverse variations’, more or less the same thing under various names. Still, such a field seems essentially inductive rather than abductive, since it involves adjusting claims about constraints and optimization rules of a totality on the basis of samples.

      So in the end it’s back to the idea of developing an instinct (or ‘intuition’ as we often say; Peirce denied the idea of intuition, but that was in another sense, that of cognition based in no inference conscious or unconscious). Peirce made an opposition between instinctual plausibility and reasoned subjective probability, and one could make a similar opposition between instinctual plausibility and reasoned subjective feasibility/optimality. Well, I have to wave my hands here; I don’t know whether “reasoned subjective feasibility/optimality” been worked out mathematically.

      Peirce’s emphasis on instinct (and maybe on infantile training, whereby traditions are quasi-hardwired into the young), is rather different from recent decades’ free talk of ‘developing an intuition’ as if just anybody from any educational background or sphere of experience could equally well become a good guesser in just any field. I suspect that Peirce was on to something there, only I would look for the effects of infantile training before declaring that it all comes from inherited instinct (note also that Peirce was Lamarckian, and in that viewpoint the idea of inherited instinct was less remote from that of personal learning than it came to seem during the 20th Century).

      I have read your links, and I confess that it’s mostly over my head.

      Best, Ben 

      On 3/26/2015 6:07 PM, Danko Nikolic wrote:

      Nice. Thanks Benjamin. This is very informative.

      I also feel like it is better to look for “instinctual plausibility, instinctual simplicity, naturalness, facility” than for probability.

      One comment: Practopoiesis is supposed to give A.I. researchers at least an idea in which direction to look for an artificial intelligence design that can abduce well.

      To this end, I wrote this (although I don’t use the term abduction in this text you can read “T3” as “abduction-capable”):

      https://www.singularityweblog.com/practopoiesis/

      Best,

      Danko

      On 26/03/15 22:21, Benjamin Udell wrote:Danko, list,

      To what Jon said, I would add that, as you may already know, Peirce regarded Bayesian subjective probabilities and subjective priors as treacherous. Peirce criticizes the idea of subjective probability in a number of places. I don’t know what researchers in abductive inference think about it, but Peirce himself rejected the idea that subjective probability is intrinsically valuable for an explanatory hypothesis; he looked instead especially to instinctual plausibility, instinctual simplicity, naturalness, facility. He also mentioned the worth of objective probability of a hypothesis, though he thought that the instinctual impression should avoid being influenced by awareness of the hypothesis’s objective probability.

      Good texts by Peirce to read on abductive inference, besides his discussion in his 1903 lectures on pragmatism, include “On the Logic of Drawing Ancient History from Documents” (1901), Essential Peirce v. 2, wherein Peirce gives one of his most systematic accounts of abductive inference. He discusses instinctual plausibility, instinctual naturalness (Galileo’s “natural light of reason”) of abductive inference (or retroduction as he now called it) in “A Neglected Argument for the Reality of God” (1908) http://www.gnusystems.ca/CSPgod.htm#na0 in Section III and Section IV.

      In at least one writing, Peirce includes infantile training under instinct. Still, the idea of instinct doesn’t seem to tell the A.I. researcher much about how to design an artificial intelligence that can abduce well. I don’t know how researchers have dealt with this.

      Best, Ben

      On 3/26/2015 4:24 PM, Jon Awbrey wrote:
      Danko, List,

      Bates’ Rule is a mathematical theorem, that is, a deductive transformation that can at best preserve the information in the data. Thus it is explicative where abduction and induction are ampliative.

      This is an old controversy that Peirce had with, I think it was the Neyman–Pearson school of thought?

      There used to be a lot of literature and some understanding of this point among AI folk, but that may be forgotten now. That happens periodically …

      Regards,

      Jon

      http://inquiryintoinquiry.com

      On Mar 26, 2015, at 1:30 PM, Danko Nikolic <danko.nikolic@googlemail.com> wrote:

      Dear,

      There was one more question that bugged me while writing the paper on practopoiesis: There has been a lot of work on Bayesian inference in the brain. So, my fear was that people who worked on Bayesian aspects of brain computation would argue that all the issues regarding logical abduction have been addressed through Bayesian-related work.

      First, I have to say that my fear was not really grounded and for a strange reason. It turned out that all the experts on Bayesian inference who I talked to have never heard of logical abduction. That was kind of sad, but still did not solve the problem.

      My intuition is that abduction is much more than Bayesian inference, but I have hard time defending this stance.

      Can anybody tell me more about that relation? If one shows that a neural circuit performs Bayesian inference, has it been automatically shown that the circuit can perform logical abduction? I guess not. But I would like to know more about that.

      The way I treated the issue in the paper was that I discussed primarily abduction and then briefly mentioned Bayes at the end as “related”. I am not sure whether I could have done a better job.

      Thank you very much.

      Best regards,

      Danko

  17. Me lembro dos filmes da

    Me lembro dos filmes da conquista do oeste na América do Norte, onde os empreendedores (estradas de ferro, navegação etc…) tiveram papel fundamental no desenvolvimento do País inaugurando o empreendorismo na américa. Aqui o Mauá que estava no caminho certo – Instituição financeira para o fomento da produção – foi boicotado pelo…governo . Pelo que vejo, “todos” brasileiros e estrangeiros querem as benesses do Estado bancado pelo povo emburricado (O emburramento era necessário. Sem ele, como se poderiam agüentar políticos safados e generais analfabetos? – Memórias do Cárcere, Graciliano Ramos, Capítulo 2, § 8º). Quanto a preços, pelo que tenho lido, enquanto lá fora, quando aumenta a demanda se aumenta a produção, aqui se aumenta o preço (é o jeito mais fácil de ganhar). E os bancos mantém juro alto causando inadimplência alta para justificar juros altos, é a ciranda que só dá lucro pro banco. O governo se aproveita da leniência (está na moda) e entra no lugar do particular preguiçoso (vendem as empresas assim que vêm um pacotinho de verdinhas). A culpa meu ver não é do governo mas dos brasilleiros “ilustres” que tem condições finaceiras que abrem a guarda e apanham. E neste cenário,os estrangeiros vêm grandes oportunidades porque com exclusão dos banqueiros tem visão de longo prazo. Empresários vamos trabalhar e corrigir o que se etende estar errado e não só ficar reclamando!  

  18. Excente

    Excente artigo.

    Mas respondendo a pergunta:

    “Será que a nação aprendeu alguma coisa com esta crise econômica, ou irá repetir sempre os mesmos erros?”

    Se Dilma tivesse aprendido algo estaria abaixando os juros agora mesmo. A vida só ensina para quem deseja aprender realmente.

  19. Estamos diante de uma situação inédita

    A maioria dos economistas e “operadores” do mercado se baseiam no histórico do comportamento dos agentes econômicos para criar cenários econômicos.

    Em 2008 também em função da inédita situação de elevadas Reservas Cambiais diante de uma crise de liquidez internacional provocou muitos erros nas projeções econômicas.

    Agora estamos diante de uma inédita situação de correção da taxa de câmbio combinado com uma elevada participação das importações na economia, além de baixo nível de utilização da capacidade industrial.

    Apesar de ser lenta a negociação para substituição das importações, estas negociações são infinitamente mais rápidas do que as negociações para aumentar as exportações de manufaturados.

  20. Aparentemente, há vida

    Aparentemente, há vida inteligente ainda,

    Sendo assim, câmbio.

    Desligo.

    Mas, assim quando tiver tempo, vou aperfeiçoar  e realmente  escrever  o artigo de Sp como o epicento da crise.

    A Fiesp Paulistana que me perdoe, viu?

     

     

  21. “Essa dependência de capitais

    “Essa dependência de capitais voláteis aumenta o risco, caso o país venha a perder o grau de investimentos e as contas públicas não forem ajustadas.

    Na raiz desses problemas está a perda de rumo da política econômica no período Dilma-Mantega.”

    Concordo com a primeira frase e discordo da segunda. Até parece que Dilma e Mantega inventaram a dependência secular quase que viciante que existe no Brasil de capital externo/extrangeiro. Ok, nada fizeram para nos livrar dela assim como Lula I e I, ou FHC I e II e Collor mas não ficaram longe da média desses também. Para os incautos que estejam perdidos, desde pelo menos 1991 que estes capitais chamados de hot money são parte central de qualquer política econômica que venha a ser pensada e realizada aqui. Graças a eles, diga-se de passagem, que o plano real conseguiu seu intento final e não virou um plano cruzado. O mesmo pode ser dito também de nosso vizinho Argentina com seu homólogo plano Cavallo, quase três anos antes. Mas eles tem seu preço também. Grandes fugas podem ocorrer como em 97/98, 02 ou 08/09 e aí todo mundo aqui entra em pânico porque não sabe se virar sem este vício. E na esteira disso, nada como um aumento de juros amigo para que a arbitragem internacional volte a funcionar “a nosso favor”, fazendo eles voltarem e o câmbio a se valorizar e a indústria a demitir. Nem Dilma, nem Lula inventaram isso mas também não se esforçaram em tentar sair dessa sinuca. No auge de sua popularidade e com uma situação mais propícia para sair dessa arapuca por exemplo, preferiram bajular o mecado financeiro. O resultado vemos agora. mas não se preocupem que uma hora esses capitais voltam e enquanto isso, ficamos nós aqui: esperando Godot.

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