Acaba o vôo de galinha da indústria, por Luis Nassif

Mesmo a indústria extrativa, beneficiada pelo boom das commodities, puxado pela China, apenas retornou aos níveis pré-pandemia.

Agência Brasil

A produção industrial caiu 0,4% em setembro, em relação a agosto, na série com ajuste sazonal da Pesquisa Mensal da Indústria do IBGE.

No mês de setembro, dos 26 setores da indústria de transformação, 14 registraram alta e 9 mostraram queda; os 2 restantes ficaram estabilizados. Em 12 meses, apenas 8 mostraram alta contra 17 registrando queda.

Em relação a setembro de 2015, 9 registraram alta e 15 mostraram queda.

As maiores altas foram de Produtos de Fumo, Farmoquímicos e Farmacêuticos e Produção e Gravação. 

Mas quando se avalia o comportamento a partir de fevereiro de 2020, último mês antes da entrada da pandemia, percebe-se que houve alta em Impressão e Reprodução De Gravação, Produtos de Madeira e Fabricação de Máquinas e Equipamentos.

Na ponta das 10 maiores quedas, o setor automobilístico continua sendo o maior afetado, devido à escassez de peças.

Principal motor da economia, a indústria de transformação ainda não recuperou os níveis pré-pandemia. Antes da grande queda de março de 2020, o nível estava em 86,7. Em setembro, fechou em 85.

Mesmo a indústria extrativa, beneficiada pelo boom das commodities, puxado pela China, apenas retornou aos níveis pré-pandemia.

O IBGE divulga também os dados de indústria por estado, mas com defasagem de um mês – ou seja, fechando em agosto. O melhor desempenho foi do Amazonas, com crescimento de 7,3% e o pior foi de Pernambuco, com -12,0%.

Comparado com agosto de 2019, há um crescimento em Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Paraná e Goiás.

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