As discussões sobre a reforma política

Já foi chamada de “mãe de todas as reformas”. Com a Lava Jato a reforma política tornou-se mais urgente do que nunca. Ocorre que ela sofre do paradoxo da crise. Em geral, são momentos de bonança que fortalecem o Executivo, permitindo liderar reformas complexas. Mas a reforma política só é invocada em momentos de crise.

Mesmo assim, as discussões estão abertas. O tema ainda está muito distante da opinião pública, mas há alguns princípios centrais que, com os debates, começam a clarear.

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Alguns deles:

Financiamento privado de campanha – os exagerados consideram residir aí a raiz de todos os males da corrupção política. Os moderados também acham, e esta é a opinião quase unanime do STF (Supremo Tribunal Federal) com exceção do Ministro Gilmar Mendes, que nunca acreditou na voz da maioria: ele solicitou vistas do processo, quando todos os 6 votos proferidos eram a favor do fim do financiamento privado, e não devolveu mais os autos, em um desrespeito amplo aos colegas e ao próprio STF. A Lava Jato escancarou esse vício, ao mostrar que acertos clandestinos de propina acabavam legalizados pela doação legal de campanha.

Voto distrital misto ou proporcional – a ideia do voto distrital puro eliminaria a possibilidade de eleição de todos os candidatos temáticos. Um candidato verde, representantes  de minorias, porta-voz de micro empresas, ou intelectuais de peso, só se elegem com os votos distribuídos, recebidos em todas as regiões do estado. Com o distrital puro, a Câmara Federal se tornaria um imenso convescote de ex-prefeitos e vereadores. Suponha um partido que tenha votos em todos os distritos, mas fique em segundo em todas as votações. Simplesmente não teria representantes eleitos.

Leia também:  PDT recorre ao Supremo para garantir autonomia a estados na compra de vacinas

Unificação de eleições – uma das propostas em jogo é o de unificar todas as eleições – federal, estaduais e municipais. Seria um retrocesso. As eleições municipais, entre as eleições federais e estaduais, permitem uma melhor distribuição do poder político, um julgamento provisório do partido no poder, favorecendo o exercício democrático.

Coligação – hoje em dia, as coligações acabam favorecendo toda sorte de negociações com partidos, provocando a proliferação de pequenos partidos atrás de horários eleitorais e fundo partidário.

Moralização – um dos pontos centrais do debate sobre reforma política é o sonho de que, por si, promova as virtudes do modelo político. Não é assim. A política sempre será o território prioritário para disputas de interesses, conchavos, acertos. Apenas a transparência permitirá o controle efetivo sobre atos de Estado e da política.

Fortalecimento dos partidos – uma das propostas em curso é dividir as eleições em dois turnos. No primeiro, os eleitores votariam nos partidos, que disputariam os votos explicitando suas propostas. Essa votação definiria o número de cadeiras de cada partido. Num segundo momento, a população votaria diretamente em pessoas, previamente estabelecidas pelas listas de cada partido.

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Um dos cuidados dos analistas políticos é com propostas de mudanças radicais no modelo político. Tem-se um Congresso eleito de acordo com os vícios do modelo atual, com uma ampla influência de interesses econômicos. Quem vai reformar o que?

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46 comentários

  1. Corrupção Diferente? É a hora de separar!

    Embora compreenda e, em certo modo, ache até algo heróico (Genoino, Dirceu e muitos outros), não pretendo aqui defender os malfeitos e erros cometidos pelo PT, como partido, principalmente na sua estratégia financeira de manter o partido no poder. Mas, acho fundamental separar os gatunos individuais com políticos que, agindo em nome do partido ou de uma “causa”, angariaram fundos para poder lidar com a luta político-econômica que a realidade do Brasil nos impõe, ainda hoje.

    Sem reforma política (de fundo, com participação popular efetiva) não haverá uma solução para este problema, pois os representantes da esquerda devem suar para conseguir recursos, enquanto a turma da direita recebe de graça, de polpudos patrocinadores de sempre ou as Necas da vida.

    Quando o Barusco fala que em 97 recebia propina “personalizada” e que, com a chegada do PT esta situação foi institucionalizada, surge aqui a seguinte conclusão:

    ·         Sempre existiu corrupção no Brasil, apenas que antes era corrupção pessoal, para fins de ganância individual do gatuno pertinente;

    ·         O PT observou esse formato e institucionalizou o recurso em forma partidária, com finalidade do tipo “o fim justifica os meios”, mas sem (necessariamente) ganância pessoal deste ou de outro político envolvido.  A rigor, pessoas que meteram a mão de forma pessoal o próprio PT foi desligando (como o Vargas e algum outro);

    ·         O chamado “mensalão” teve conotação parecida. O PT entrou no esquema, montado anteriormente pelos tucanos, para fazer caixa 2. O único que parece que levou alguma vantagem pessoal foi o secretario do partido (Silvinho), na época, que ganhou um Land Rover de brinde.

    Temos então dois tipos de corrupção:

    Política: Praticada pelo PT para financiar as suas campanhas e se contrapor ao suporte financeiro da direita (que sem esforço recebem milhões de grandes empresas e multinacionais). Para isso, só a reforma política efetiva resolve, sem cinismo, pois, na forma atual, não há como concorrer apenas pelo voto contra os donos do poder.

    Pessoal: Corrupção daqueles funcionários públicos ou privados, e até maus políticos (que em nome da política roubam para sim próprios), que hoje ostentam bilhões de dólares em paraísos fiscais.

    Eu vejo claramente a diferença entre Genoino ou o Paulo Roberto Costa e, embora não aprove, entendo e vejo separadamente as motivações de cada um. Mas, o povo não vê assim, e o PIG não deixa ver assim, colocando todo o mundo num mesmo saco. O Robin Hood é punido junto com prisioneiros comuns; Jesus foi crucificado junto com bandido.

    Existe o ilícito do caixa 2 cometido pelo PT. Existe também o dinheiro de corruptos depositado em paraísos fiscais. Para o primeiro caso, a solução do problema passa por uma reforma política. No segundo caso é cadeia mesmo e repatriação dos bens.

    Somente aquele sujeito citado aqui no Post (Barusco) pode ter levado US$100 milhões individualmente (poderia ser mais), equivalentes a 25 vezes o escândalo que derrubou o Collor, e a 10 vezes o dinheiro do mal chamado mensalão.

    O PT deverá pagar politicamente ou, também, irá despertar consciência no povo brasileiro em relação à desigual luta de poder, aparentemente democrática. Os gatunos devem ir para a cadeia.

    Com ou sem caixa 2 sou PT, mas sou contra corrupto individual, mesmo este sendo do PT. Sou partidário de separar a corrupção individual com a prática institucionalizada de caixa 2. Paremos de ser cínicos.

    O PT terá que ter coragem e confiar no sábio julgamento do povo. O caminho seguido não deu certo. O poder oculto no Brasil não permitirá que esquemas centenários de favorecimento ao andar de cima sirvam para financiar campanhas políticas do povo mais pobre.

    A única solução é desvendar para o povo a diferença entre Robin Hood e um ladrão comum. Prefiro isso que ficar lutando calado, levando injustamente os nossos sonhos para a mesma vala comum dos delinqüentes comuns.

    • Corrupção

      Boa colocação, Alexis. Caixa dois e enriquecimento ilício são crimes diferentes. Veja você, transporte de drogas em helicóptero de político ligado ao PSDB de Aécio, por outro lado, não é crime neste nosso país! Estamos mal, muito mal, mesmo.

    • Alexis, o seu raciocinio é o

      Alexis, o seu raciocinio é o mesmo que tenta justificar a ação de um latrocinio pela necessidade de subsistência. O conceito de rico ou pobre depende de onde você esta parado na escala social. Para um morado da periferia de qualquer cidade brasileira, um funcionario concursado da petrobras é milhionário.

      Robin Hood é um romance e como tal deve ficar apenas apenas no papel. O que falta ao PT é coragem de assumir os erros, pedir desculpa e tentar dar alguma credibilidade a este governo.

      Nenhum brasileiro hoje teria coragem de usar as suas economias para começar um novo projeto, no maximo para pagar dividas, faça um auto exame. Então por que alguem de fora investiria? Precisamos de credibilidade e isto passa pela honestidade.

      Ir na TV e falar que a crise é externa, pode até converser os filiados e ingenuos, mas apenas eles. Falar que esta cortanto na carne, só se for na nossa carne. Credibilidade começa adimitindo erros, os analisando e então partindo para conserta-los.

      Não misture os seu sonhos com esta lama, estas pessoas jamais lutaram pela democracia, pela igualdade e pela justiça social, lutam sim para encher os seus bolsos ou as suas cuecas.

       

       

    • Corrupção Diferente? É a hora de separar!

      Alexis, grande comentário feito em relação ao texto e a situação como ela realmente vem acontecendo desde muito tempo. Parabéns!!!!!

    • Exijo reformas políticas
      1)

      Exijo reformas políticas

      1) Apoiar um projeto de país democrático e includente não se confunde com apoiar incondicionalmente o governo, o partido ou o líder que, no momento, seja a opção que mais se aproxima de tal projeto. Ao contrário, é reconhecer tal proximidade com otimismo cauteloso, posicionando-se criticamente nos momentos em que equívocos ocorrem.

      2) Apoiei e apoio os governos federais dos últimos doze anos por considerar que se tratam de administrações voltadas a um projeto de país democrático e includente.

      3) Observo, contudo, que as soluções adotadas pelo PT podem estar se esgotando. Temo pelo não aparecimento de alternativas políticas inclusivas e de cunho popular (não é populismo), mas sou um otimista cauteloso. Repito: acho que o PT ainda é o melhor que temos. Por isso, sem abrir mão de, por exemplo, o PSOL, ainda o apoio.

      4) Penso que, se a corrupção em âmbito não estatal é péssima, em âmbito estatal assume contornos dramáticos. Há que, contudo, definir-se o que é corrupção, sob pena de tratar da mesma forma fenômenos distintos.

      5) Defino corrupção, simplificadamente, como o ato de qualquer indivíduo (ou grupo de interesse), em determinada situação, de capturar e privatizar benefícios sem assumir os custos a eles associados, fazendo com que tais custos sejam suportados pelo conjunto da sociedade. Nesse conceito, cabe o empreiteiro que frauda uma licitação com vistas a aumentar lucros, o agente público que facilita tal fraude mediante benefício, o empresário que sonega impostos etc. Em todos os casos se privatiza o lucro e se socializa o prejuízo advindo da conduta.

      6) Supondo que sejam verdadeiros os atuais casos, noticiados pela mídia corporativa, de supostos“desvios” envolvendo agentes (públicos ou privados) vinculados (direta ou indiretamente) ao governo (penso, honestamente, que alguns não são, ou pelo menos não na forma ou no alcance noticiados), creio que há pelo menos duas situações em que tais desvios ocorrem.

      7) As primeiras situações são aquelas em que os agentes desviam recursos para enriquecimento próprio ou de terceiros: o enriquecimento é um fim em si. Nesses casos há corrupção. Os fatos devem ser apurados e os agentes punidos dentro das regras do devido processo legal e do estado democrático de direito.

      8) A segunda classe de desvios se refere àquelas situações em que os agentes desviam recursos não para enriquecimento próprio ou de terceiros, mas como ferramenta de atuação política necessária a viabilização de um projeto de país democrático e includente, em vista de uma máquina política tradicional espúria, que privilegia as elites econômicas históricas.

      9) Penso haver, para esses casos, legitimidade política na atuação. Não considero tais desvios como corrupção, na forma que a conceituei. Afinal, faltam os requisitos essenciais de privatização do lucro e de socialização do prejuízo. De fato, o que se busca em tais casos é a distribuição justa de benefícios e dos respectivos encargos.

      10) Não se trata de rouba mas faz. Vejo muita gente ganhado dinheiro nas gestões do PT (às vezes de forma suspeita). Mas os elementos que me chegam me fazem crer que os corruptos são exceções, e que, em geral, os agentes do partido e do governo, em que pese poderem estar envolvidos em mal feitos, não buscam normalmente benefícios econômicos próprios (talvez busquem satisfação da vaidade, realização pessoal, senso de patriotismo etc.).

      11) De fato, ao se aproximar no poder, o PT conduziu arranjos políticos de forma semelhante ao que historicamente sempre se fez. Coalizões espúrias com forças conservadoras, compras de voto, tudo pode ter acontecido. Mas, eu pergunto: concretamente, havia opção? No longo prazo, pode ser que, com uma reforma política, um partido de base popular consiga atingir o poder sem depender de tais arranjos. Mas, no momento em que o PT ascendeu, isso, na minha opinião, era impossível.

      12) Com isso, justifico a conduta do PT. Mas exijo reformas políticas que evitem que tais condutas sejam necessárias para a existência de um país justo e solidário.

    • Corrupção diferente

      Concordo com o comentarista alexis que são corrupções diferentes, porém discordo num ponto: a corrupção política é muitíssimo mais grave e mereceria, a meu ver, pena dobrada. A corrupção política desvia dinheiro público (o nosso, mesmo) tanto quanto a corrupção invidividual e, além disso, destrói as instituições que são o sustentáculo da democracia. Sem credibilidade resta apenas a terra arrasada. Como confiar em partidos que, uma vez no poder, aparelham empresas públicas com o único objetivo de encher os bolsos e garantir sua continuidade, com verba para a próxima eleição? Poucos investem em país com corrupção institucionalizada. Não é essa a democracia que quero, independentemente de qual o partido da vez. Falar em Robin Hood? O assunto é sério demais para brincadeiras…

    • Corrupção diferente

      Vou repetir meu cometário, que desapareceu no espaço. Concordo com o comentarista alexis, que diz que são corrupções diferentes. No meu ponto de vista, a corrupção partidária é muito, muito pior e mais grave, e mereceria pena dobrada. Assim como a corrução individual, ela surrupia nosso suado dinheiro, com um agravante, que é o solapamento das instituições. Em situação assim, ninguém mais acredita em nada e deixa de investir. A fé na política honesta é necessária. Eu não entraria em partido de ladrões, nem que tivessem bom propósito.

  2. Assisti a uma palestra

    Assisti a uma palestra realizada no Senado com a presença de Gilmar Mendes e Cláudio Abramo, sobre a reforma política. O Ministro precisou sair no meio do evento, mas antes fez suas última considerações. Disse que tem muita gente falando sobre o pedido de vistas daquele processo (emblemático), mas que considera normal, pois existe uma fila enorme de processos nas mesma condições. Deu o seguinte exemplo: o processo relativo a Celso Daniel e Sombra estão parados desde o século passado.

    Veja que Gilmar não brinca em serviço, Mesmo no Congresso ele deixa claro ser contra o PT.

  3. A reforma que o POVO quer

    A reforma que o Povo quer não tem nada a ver com tudo o que foi dito no artigo, embora alguns pontos podem ser considerados, particularmente o financiamento de campanha, que todos sabemos que é corrupção na veia.

    O que o Povo quer é:

    1º – Aposentadoria – políticos são cidadãos como qualquer outro e deveriam se aposentar com base na regra geral: 35 anos de contribuição e idade mínima. O povo não quer ver mais políticos se aposentando após 8 anos de mandato.

    2º – Político eleito tem que cumprir seu mandato. É comum vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores serem eleitos e se licenciarem para assumir uma secretaria, um ministério, diretoria ou presidência de estatal e outro assume no lugar.

    3º – Acabar com o voto de legenda. Assume os mais votados. Acabar com casos como o do Enéias que levou mais 7 deputados federais sem nenhuma expressão e com menos votos que outros candidatos. O Povo não vota em partido. ENTENDERAM? QUER QUE EU DESENHE?

    4º – Acabar com a palhaçada de verba para assessores. O povo tá careca de saber que boa parte dos salários dos assessores voltam para o bolso dos políticos. Quase nenhum assessor trabalha de fato.

    5º – Acabar com as regalias – as tais verbas de gabinete (são tantas).

    É disso que o povo está de “saco cheio”. E, sinceramente, não vejo ninguém sério falar sobre isso. Ficam todos se “masturbando” com os pontos levantados no artigo. Falta conexão com o povo. Acordem!!!!!

  4. ATÉ QUE ENFIM A IMPRENSA FALANDO DE REFORMA POLÍTICA

    Esperamos que esse assunto que realmente importa ao país para pelo menos diminuir a corrupção receba mais atenção da imprensa que a gente não aguanta mais em ouvir falar de Petrobras e ¨impitim¨. A gente desconfia que a imprens anão quer reforma política porque pode vir a ter menos escândalos de corrupção o que daria menos audiência e protetsos. Não é só hora de acordar. é hora de acordar e tomar banho.

  5. Faltam…

    1- O Brasileiro poderá ser eleito apenas para um tipo de cargo público duas vezes, depois deverá concorrer a outro cargo.

    2- A suplência deixa de ser do partido e fica na lista dos mais votados.

    3- Acabar com suplência de Senador.

     

     

  6. Falta esse aqui também

    ESTATAIS – todo candidato a Presidente deve, de antemão apresentar quem serão os Presidentes e Diretores das Estatais e qual o plano de negócio para os 4 anos seguintes (claro que há uma meta mínima a ser cumprida e se baseia pela média do mercado).

    E, em caso de não cumprimento da meta, o Presidente da República fica inelegível para o mandato seguinte. 

    Chega de dar cheque em branco! Esse dinheiro é meu (ou pelo menos, é o que vocês dizem, hehehe!) 

    Agora, se privatizar, ninguém precisa se preocupar com isso…

     

  7. Subsídio filosófico-semântico para uma Reforma Política

    Um professor colombiano passou dez anos coletando definições de seus alunos e, como resultado, obteve um dicionário com verbetes ao mesmo tempo puros, lógicos e reais.

    Em abril, aconteceu a Feira do Livro de Bogotá e um dos maiores sucessos foi um livro chamado “Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças”. Nele, há um dicionário com mais de 500 definições para 133 palavras, de A a Z, feitas por crianças.

    O curioso deste “dicionário infantil” é como as crianças definem o mundo através daquilo que os adultos já não conseguem perceber. O autor do livro é o professor Javier Naranjo, que compilou informações durante dez anos durante as aulas. Ele conta que a idéia surgiu quando ele pediu aos seus alunos para definirem a palavra criança e uma das respostas que lhe chamou atenção foi: uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir cedo.

    ALGUNS VERBETES

    Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)

    Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)

    Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)

    Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)

    Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)

    Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)

    Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)

    Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)

    Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)

    Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)

    Guerra: Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)

    Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)

    Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)

    Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)

    Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)

    Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)

    Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)

    Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)

    Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)

    Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)

    Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)

  8. Evolução política

    É fato, as pessoas estão se envolvendo mais na política, falando mais de política, estão até, falando em reforma política e sugerindo tópicos para a reforma política, estamos evoluindo politicamente e isso é essencial para banirmos a politicagem e curarmos o nosso sistema político. Política não é profissão, é oportunidade. Reforma política já.

  9. Mãe de todas as reformas

    É a reforma judicial. Uma justiça célere, sem engavetamentos, é a única forma de coibir os abusos dos outros poderes. Quando se demora dez anos para inocentar um aloprado ou se perde na 1a instância um mensalão tucano, a culpa é unicamente da “justiça” (com j minúsculo)

    • Reforma do judiciário ou das leis?

      Bruno,

      A reforma é do judiciário, ou da legislação de forma geral? A mudança nos códigos processuais pode ser vista como reforma do judiciário, mas isso só melhora a estrutura e velocidade com que casos são resolvidos. A redução de meios como recursos e pedidos protelatórios é altamente debatível, considerando o impacto negativo no direito à defesa de acusados. Seria necessário também limpar um pouco a legislação, de forma geral, para remover alguma tecnicalidades e simplificar o processo de análise de casos. Também é preciso desafogar o sistema com procedimentos mais simples para casos mais simples e comuns, a proporcionalidade dos recursos e protelações em relação à pena possível para casos criminais, e o mesmo para processos trabalhistas e civis de baixo valor.(desta forma, se o assunto é pequeno, tem de ser resolvido logo, sem a mesma estrutura processual de um caso de grande porte ou impacto. A isonomia do tratamento de processos é um problema na alocação de recursos para o judiciário, e isso já foi reconhecido com a criação das varas de pequenas causas. Essa lógica tem de ser extendida)

  10. NÃO HA REFORMA QUE SE SUSTENTE CO A GLOBO GOVERNANDO.

    Só há uma coisa mais PODRE que a mídia nativa do Brasil, o dinheiro sugado por ela para enriquecer seus barões e seus bem pagos funcionários da bandeja do assassinato de reputações. Por que digo isso, a CALMARIA vem do governo e de sua ex base e a TORMENTA vem da totalidade da mídia, sem exceções, temos nessa bandeja, BARÕES SONEGADORES, BARÃO QUE QUEBRA BANCO E É AJUDADO PELO GOVERNO, TEMOS BARÕES DIVAGANDO POR ENORMES VERBAS PÚBLICAS SEM PARTICIPAREM DE LICITAÇÃO, tem também os candidatos a BARÕES NACIONAIS, aqueles que já são BARÕES REGIONAIS são na verdade uns (Naucrates ductor) o famoso PEIXE PIOLHO aquele que fica comendo as sobras do TUBARÕES, tudo na mais completa CALMARIA. Temos uma justiça histericamente PARA RICOS, segundo palavras do COLLOR “parcial” e se assim for de ética duvidosa. Como cidadão comum, eu pergunto o que esta havendo? A LETARGIA passou a ser estratégia de defesa? Porque que não se combate? A “ingenuidade republicana” como disse o Nassif e o “silencio” notado por Santayana em que no CAF o chargista colocou urubus tentando comer cachorro fingindo de morto. Até quando esse governo vai durar não punindo esses barrões impolutos perante a um povo arriscado a perder seus empregos se a bancarrota que a mídia prega jogar esse país na lama verdadeiramente. Afinal o que o GOVERNO DILMA QUER MAIS DO POVO QUE A ELEGEU? Que se curvem e deixem a jugular exposta para as espadas dos algozes do mal? O que mais O GOVERNO DILMA QUER DO POVO QUE A ELEGEU? Será mesmo somente PACIENCIA. Vou lhes dizer uma coisa só existe duas saídas para quem não quer combater, ficar e morrer que é o que parece, ou fugir, isso tenho certeza não é o perfil da presidenta, porém não votamos nela para morrer, votamos em “tu” para lutares, ainda esperamos essa atitude, só existe uma coisa que não tenha telhado de vidro, somente o céu. Vamos sair do marasmo né pessoal, vocês tem a faca e o queijo e não querem comer.  DILMA demita toda área de comunicação, não funcionou, não vai funcionar, suspenda toda a publicidade em todos os meios, são corporativistas. Estão como manadas falando e repetindo tudo que a globo fala, ou seja, estão destruindo o governo até nos grotões. Em certa cidade no norte de minas, por exemplo, uma rádio de um secretário do governo Pimentel de MG, começa o dia jogando a DILMA na lama e são todos os dias. Que aliado é esse? O pior é que um dos donos da rádio o ex. prefeito está em MIAME a mais de ano, no principio até foi divulgado que estava foragido diante de um pedido de prisão da PF, em esquema de compra de “Precatórios Podres”.  Além do esquema da MERENDA escolar Junto com os PERRELAS do helicóptero. A OPERAÇÃO “LARANJA COM PEQUI DA PF” que desbaratou um esquemão.  Só citei o exemplo porque parece que a LUCIANA GENRO está certa, são os “SUJOS FALANDO DOS MAUS LAVADOS”. Afinal, o que o GOVERNO DILMA QUER DO POVO QUE A ELEGEU? Será que é morrer junto, fugir? Estamos esperando um indicativo só não sabemos até quando. REAJA NÉ PESSOAL, TÁ PEGANDO MAL.

  11. Cavalo passando encilhado

    A questão chave do problema é que o assunto reforma política é muito complexo, cheio de detalhes que só os “políticológos” dominam o suficiente para ter opinião formada. Daí os que querem manter tudo como está conseguem ficar embromando e mantém o cidadão comum fora do debate.

    Se ficar discutindo reforma política tudo num pacote só, não avança nada e terá quase nenhuma participação popular. Mas tem temas que podem ganhar a boca do povo. O financiamento das campanhas por empresas privadas é um desses, talvez o principal. 

    Se o governo e o PT exercessem protagonismo político, aproveitariam o Lava a Jato, que está predendo empreiteiro, e botarima tudo em pratos limpos, para todos entenderem. Essa “roubalheira” é originada dessas campanhas milhionárias que só grandes empresas podem bancar. E se bancam não é pelos belos olhos dos candidatos. Isso a torcida do Flamengo sabe. E sabe também que não é só o PT que se beneficia disso. É um cavalo passando encilhado, Nassif!

    Se o governo liderar o debate pelo fim desse esquema e mais, propor um teto para a gasto em campanhas, proposta altamente popular, pode reverter esse quadro em que toda corrupção que acontece no Brasil cai em seu colo. Depois disso, os outros temas podem entrar na discussão

     

  12. Curioso só ver 12 comentários num assunto “político”

    do Nassif, e não haver nenhum comentário boçal, o que virou a norma desde uns meses antes da última eleição, quando o assunto é “política”…

    Será que no contrato desses boçais, a palavra “reforma” não gera o input de renda para começar a “escrever”  ou melhor “vomitar com o teclado”?

  13. Aldo Arantes no Brasilianas / e Wanderley G. dos Santos

    Aldo Arantes num recente Brasilianas foi quem melhor expôs umas propostas de que reforma precisamos, e teve iniciativa. Deve estar no youtube ou no espaço do Brasilianas na web. Wanderley G. dos Santos tem artigos e livreto em que discorre sobre a superioridade do sistema proporcional (a aperfeiçoar) e jamais o voto distrital puro ou misto.

    • Como é que se compartilha?????

      Há uma janela (em Home no Portal GN) com “Mais Compartilhados”. Mas não sei como é isso, como se faz pra compartilhar ??? No Facebok claro que sei. Como funciona aqui no GGN ???? Quem souber, ou a Equipe/Nassif, por favor diga por aqui.

  14. Voto distrital Misto não tem o mesmo vício do puro

    Nassif, na descrição com o título voto distrital misto, você descreve os defeitos do voto distrital puro. O correto seria descrever o misto, e mencionar que o puro tem defeitos. Da forma como está, você está escondendo as virtudes do voto distrital misto, para depois, mais abaixo, defender o voto em lista em dois turnos, que é defendido como “fortalecimento” dos partidos. Partidos deveriam representar grupos com alinhamento ideológico semelhante. Se não são assim hoje, o voto no partido não vai criar alinhamento ideológico, apenas vai forçar a aglutinação de grupos para fins eleitorais. E depois, durante o governo, ocorrerão as brigas e desalinhamento nas votações resultantes dos balaios de gatos formados.

    Creio que apenas o fim das coligações de primeiro turno já terá a força de diminuir o número de partidos, assim como teria o fim do fundo partidário e o fim do financiamento privado empresarial, simultâneamente.(Dessa forma, partidos seriam mantidos com doações pessoais, registradas, de simpatizantes e membros do partido, e não do governo ou de empresas, cujo único interesse deve ser o de contratos com o governo…Oque leva à propina e negociatas) Se um grande empresário doar de seu dinheiro pessoal para o partido, o problema é dele, e os vínculos formados e possíveis negociatas seriam facilmente mapeados. Da mesma forma, pessoas em um bairro poderiam doar para fortalecer a campanha de um candidato local no voto distrital. O fim do financiamento privado como um todo, incluindo o pessoal, é a estatização da política, e portanto, a perpetuação no poder de quem nele já está. A política deveria pertencer ao povo, e não à empresas ou às oligarquias familiares/ideológicas que hoje estão no poder…

     

    Já no segundo turno, começam a se formar possíveis acordos de governo, e aí as coligações fazem sentido, mas com tempo proporcional ao que os canditatos do primeiro turno conseguiram na votação, ou seja, o povo decide o tempo dos candidatos no segundo turno, tanto quanto as coligações! Quem não tem representatividade na disputa do cargo majoritário não contribue na coligação. Para cargos legislativos, coligações não fazem o menor sentido, afinal, cada partido defende seu bloco ideológico. Se for para fazer coligação nas eleições do legislativo, fundam os partidos…

     

     

     

     

  15. Candidatura sem precisar de partido.

    Fazer uma reforma politica e não incluir que o cidadão possa se candidatar sem precicar de um partido vai contra os principios da democracia, pois estes mesmos politicos que a fazem não querem perder o controle da situação,  então se  fosse aprovado essa lei  eu tenho certeza que tudo ira mudar  nesse congresso, desde ja  deixo minha candidatura em aberto pois não sou vinculado a nehum partido.

  16. Reforma politica

    Alexis, voçê foi correto no seu comentário, é necessario que o PT venha a públioc e exclareca didaticamente o que se passa na política do Brasil neste momento e quais as suas consequencias para o futuro. O partido atraves de suas lideranças tem que botar a cara na tela e pagar o que for necessario.A corrupção no Brasilnão é obra do PT, já existe desde o descobrimento, mas, o PT não poderia deixar se contaminar com tal atitude. Acredito no PT, sou PT e não abro mão de um pais mais justo.

  17. Financiamento privado de campanha

    Financiamento privado de campanha – esse o item importante da reforma. Ela esta imbutido no processo de forma a não ser percebida. Nem o articulista coloca o conteudo da mesma. Não sei se de proposito ou desconhecimento.  E aqui que reside o problema todo. Deveria ser proibido que empresas fissem doações ( registrar CNPJ na lista de doadores) permitir no maximo CPF. Ora para as empresas isso não e DOAÇÃO, e INVESTIMENTO. Mesmo para CPF deverá ter uma restrição de doação. Estão desviando o assunto. Tem uma agravante na proposta. Tem defensores de que grandes doações não sejam pubilcadas para conhecimento publico, ela so seriam vista pelo TRE e TSE. Se isso ja valesse como lei, a corrupção da Petrobras não teria acontecido. Uma alternativa, a essa proposta, seria que toda a empresa que fizer doação, estaria proibida de participar de licitação publia no periodo do mandato. Tambem o deputado não poderia ser autor de nenhum projeto que pudesse de maneira direta ou indireta beneficar a emressa doadora.

  18. Financiamento privado de campanha

    Financiamento privado de campanha – esse o item importante da reforma. Ela esta imbutido no processo de forma a não ser percebida. Nem o articulista coloca o conteudo da mesma. Não sei se de proposito ou desconhecimento.  E aqui que reside o problema todo. Deveria ser proibido que empresas fissem doações ( registrar CNPJ na lista de doadores) permitir no maximo CPF. Ora para as empresas isso não e DOAÇÃO, e INVESTIMENTO. Mesmo para CPF deverá ter uma restrição de doação. Estão desviando o assunto. Tem uma agravante na proposta. Tem defensores de que grandes doações não sejam pubilcadas para conhecimento publico, ela so seriam vista pelo TRE e TSE. Se isso ja valesse como lei, a corrupção da Petrobras não teria acontecido. Uma alternativa, a essa proposta, seria que toda a empresa que fizer doação, estaria proibida de participar de licitação publia no periodo do mandato. Tambem o deputado não poderia ser autor de nenhum projeto que pudesse de maneira direta ou indireta beneficar a emressa doadora.

  19. Coligações – Nada mais que ONTEM no Senado.

    O mais supreendente é que uma das coisas importantes da reforma política, inclusive mencionada neste artigo, foi aprovada ontem no Senado – e NENHUM meio de comunicação, da oposição ou da situação, se dignou a nem sequer mencionar o fato.

     

    Precisamos junto com a reforma política uma reforma da Imprensa. Toda ela.

     

    http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2015/03/10/reforma-politica-senado-aprova-fim-das-coligacoes-nas-eleicoes-proporcionais-1

  20. Nassif, concordo totalmente

    Nassif, concordo totalmente que as empresas não tem que financiar campanhas e nem partidos fora do período de campanha, mas acho que essa conta não deve cair sobre a sociedade. Fazer uma divisão justa do fundo partidário, evitando que pese muito para os maiores partidos e doações espontâneas da sociedade civil limitando o valor por CPF seriam o caminho, na minha opinião. Para que isso fosse viabilizado não bastaria controlar a entrada do dinheiro, as campanhas deveriam ter um teto de orçamento para evitar esse espetáculo de marketing, política não é produto de consumo de massa.

     

    Apesar disso a corrupção mudaria pouco, a relação promiscua entre os agentes públicos, privados e políticos continuaria, pagamento de propinas em troca de favores, desvios de conduta, facilitações e superfaturamentos vão continuar engordando o bolso de pessoas sem escrúpulos, além do caixa dos partidos. Financiamento de ONGs, eventos regionais, obras públicas, contratos de publicidade, festas sazonais, patrocínios esportivos etc, há muitos outros rios que levam para o mar de lama que é o Estado brasileiro.

     

    Somente o receio de serem pegos e punidos pode segurar o ímpeto dessas pessoas, por isso uma reforma do judiciário é fundamental também. Num país em que a juíza tem pressa numa audiência porque tem aniversário do filho do Desembargador para ir (isso já aconteceu comigo) a aplicação da lei será sempre uma coisa relativa, que depende de outros fatores, e isso é péssimo. A sentença recebida foi uma piada tão grande que um colega derrubou pouco tempo depois.

     

    Dividir o Brasil entre burguesia x povo ou Petistas x Tucanos, como uma parte da elite intelectual faz, não vai ajudar em absolutamente nada. A máquina pública engorda com o nosso dinheiro e até quem recebe o bolsa família está pagando por isso.

  21. assim falou Zé de Tustra…

    …sinceramente, eu nunca vi uma mobilização tão intensa como esta que estão fazendo para este dia 15/03, nunca vi. No entanto andando pela cidade, como andei hoje, parece que esta sendo muito pouco a aceitação por parte da  população.Raclamam dos preços, especialmente da gasolina, mas não vi ninguém dizer que vai pra ela. Sei não,…mas…se não colocarem, pelo menos, um milhão de pessoas nas ruas, serão obrigados a meterem os rabinhos entre as pernas, e, como cachorrinhos irem dormir em suas casinhas. Parece que o terceiro turno será mesmo em 2018, e, pelo andar da carruagem, pelo comportamento de nossa oposição, vai dar PT de novo.

  22. …assim falou Zé de Tustra:

    …meu irmão:

    Se conversas com alguém

    Que brada contra a corrupção

    Que diz que mudar o governo

    Pra ele é a solução

    Tu conversa com um bandido

    Com um corrupto fora de ação

     

    Corrupção se combate

    Pois nunca se a elimina

    Com um  judiciário justo

    Que condena e incrimina

    Quem na grana por a mão

    Quem pegar ouro na mina

     

    Eu tenho minha proposta

    Vou a dar em primeira mão

    Cria-se um tribunal

    Exclusivo pra esta ação

    Julgando, célere e prioritariamente

    O corruptor ladrão

    E o  corrupto  em seguida

    Esta é a única solução

     

    Isto é o que deveria ter feito

    O desastrado Joquinzão

    E não  fugir pra Miami

    Para viver no bem-bão

    Rindo com as nossas caras

    E com o dinheiro da nação

    …né não ???

     

     

  23. Quem foi que disse, que o sistema eleitoral brasileiro é ruim???

    Duas medidas que se aprovadas resolvem grande parte do problema:

    – Fim das Coligações proporcionais;

    – Fim do financiamento privado;

    No Brasil vota-se em pessoas, mas também vota-se na legenda. Qual sistema no mundo dá tanta liberdade ao eleitor sem abrir mão da coletividade????

    Qual o problema de um candidato com muitos votos ajudar a eleger outro??? Desde que do mesmo partido nenhum…

    Ex: Em 2010 Jean Willis teve votação pífia, sendo eleito graças a grande votação de seu companheiro de partido Chico Alencar, mesmo assim terminou a legislatura como um dos melhores congressistas e multiplicando sua votação em 2014.

  24. Tema mais que oportuno.

     

    Urge uma mudança no sistema político brasileiro. As manifestações de 2013, catalisadas pelo aumento de tarifas de ônibus, as vaias que Dilma tem recebido, e as manifestações maniqueadas para dias vindouros são soluços da inconformidade dopovo com o estado estúpido e apodrecido em que se encontra nossa democracia. Se não aparecer logo um lider lúcido para capitanear essa reforma de maneira a tozar os exageros da classe política atual, com certeza estaremos semeando uma ditadura, porque o nojo da população pela política está crescendo muito, e a Dilma vai ser apenas a Maria Antonieta do momento. Mas quem de boa visibilidade popular, com interesse cívico e não ideológico, com independência do aparato político poderia capitanear este movimento?

    Sobre os pontos de reforma em discussão, não entendo ser correto o fim do financiamento privado adotando-se o financiamento público. O que está no STF é o fim do financiamento por empresas que realmente é o cancer maior da política atual. E do financiamento das campanhas, grandes empresas passaram a financiar os partidos e agora mandam nas verbas públicas de maneira imoral e danosa a nossa economia. O mal não está origem do financiamento, mas sim na remuneração dos políticos. Em todos os paises sérios, com democracia altruísta e de preocupação social a classe política não tem remuneração nenhuma e muito menos regalias. O poder sobre verbas e arregacações corrompe o caráter do indivíduo, adubando seu egoísmo e afogando seu espírito cívico. Todo cidadão que ocupe algum cargo público eletivo ou indicativo, deveria obrigatoriamente perder o direito de sigilo de suas contas financeiras. Sem essa transparência nunca haverá melhora no sistema político.

  25. Urgencia de Reformas

    Antes uma Reforma com meias vitórias do que nenhuma. Porque se continuar como está, o PT e a esquerda terão uma derrota inteira, e ninguém se lembraŕa de que boa parte da culpa do fracasso econômico foi da falta de reforma política, a maioria vai achar que a culpa é do partido que governa.

    O texto é bom, mas discordo de alguns pontos. Primeiro, defende o direito das minorias. O sistema pluripartidário, pode até defender o direito das minorias, mas a longo prazo se não forem postos limites, se torna uma bomba relógio. Hoje, são 30 partidos. A cada ano aumentam dois ou três. Em duas ou três décadas o congresso estará inegociável, com algumas dezenas de partidos a mais e o país ingovernável.

    Aí o direito das maiorias, de ter uma economia crescendo será negligenciado, para atender as minorias.

    Para um presidencialismo ter coesão, devia ter no máximo uma meia dúzia de partidos. Se fosse ser eficiente mesmo, uns três partidos estava excelente. A aprovação das leis ganha agilidade e a economia deslancha. Do jeito que está, a maioria dos partidos se tornou legenda de aluguel, balcão de negócios. Se for ver quem tem ideologia mesmo, é uma minoria extremamente pequena.

    O pluripartidarismo mascara uma outra deficiência. De partidos que se recusam a crescer. É a síndrome do Peter Pan. O PSOL por exemplo, tinha tudo para se tornar um grande partido, tem tido lutas sociais fantásticas, como a contra o trabalho escravo, ou outras pelos direitos indígenas, ou contra o novo código florestal. Mas o partido não cresce, por que é adepto do radicalismo. Simplesmente é contra qualquer reforma na previdência, mesmo que o Governo esteja quebrado; é incondicionalmente a favor do aborto mesmo sabendo que no país a maioria é contra. Enfim, mistura religião com política, e no final a economia é quem sofre.

    Caso um enxugamento do quadro partidário fosse imposto, o PSOL teria de amadurecer, ou sumir de vez. Seria um favor que estaríamos fazendo para o próprio PSOL. E muitos outros nanicos radicais. E junto sumiriam as outras legendas que não tão sinceras quanto o PSOL se tornaram legendas de alugueis.

    E o direito das maiorias de ter um PIB crescendo robustamente seria garantido.

    Se não forem tomadas tal medidas, o próprio esgotamento deste sistema pluripartidário se imporá por si mesmo um fim, com agravamento cada vez maior da crise. Quanto antes se partir para a reforma política, melhor.

  26. Interessante, tem gente que

    Interessante, tem gente que fala assim: sou a favor de se investigar a todos.

    Ai eu respondo, ora, então temos que investigar também os pequenos empresários ( e claro alguns médios e grandes também) sonegadores de impostos, os prestadores de serviço, os profissionais liberais, que nunca dão nota fiscal (e também quem não pede a nota né ? ) alguns muito conhecidos que são acostumados a cobrar X sem recibo ou X+Y com recibo, ora, tem que investigar a todos e prender a todos então pois sabemos que 99% sonegam impostos. Também quem vende e quem compra CDs piratas, temos que prender todo mundo. Pela lógica seria assim. Por que não ? Por que ser assim tão seletivo ?

    É óbvio que esses casos são análogos ao financiamento de campanha. Existem esquemas de sobre preço a nivel federal, como existem esquemas em niveis estaduais e municipais e é justmamente esse sobre preço que vai ajudar a financiar as campanhas desses partidos do poder, em todos os casos funciona assim, em TODOS os partidos.

    Não adianta tratarmos a questão com hipocrisia, tem que tentar mudar a estrutura e coibir todos esses casos, tanto o de financiamento de campanha quanto os casos privados de sonegação e também diversos outros por ai.

    É por ai que vamos melhorar o País e não prendendo todo mundo, devassando a economia e dando poder a instituições pouco democráticas e que nada produzem.

  27. As campanhas políticas para os cargos devem ser baratas

    Toda e qualquer campanha cara, que gaste mais do que a soma dos proventos recebidos durante a permanência no cargo, é suspeita de ter cometido ilícitos.

    Mas, mesmo assim, servem para demonstrar que não existirão cargos vagos, pois o povo gosta de decidir sobre o seu destino, assim, a honra de representar parte da população nas instâncias de decisão, tanto num cargo majoritário, como proporcional, é estímulo mais do que suficiente para o surgimento de bons candidatos, que não podendo se locupletar de forma ilícita na função selecionará majoritariamente os que tenham boas intenções, criando um ambiênte muito mais ético e com uma moral muito mais elevada nas assembléias e palácios por este Brasil afora.

    O povo, rico e feliz agradecerá penhoradamente.

  28. Comentando …

    A partir dos aspectos/categorias apontados no post e com a inclusão de um item que abordei num comentário anterior, comento e ressalto: não sou especialista no assunto. Certamente trarei impossibilidades jurídicas e práticas.  Mas creio que a ideia aqui é contribuir. Algumas ideias e percepções foram trazidas de uma forma mais técnica e detalhada pela manifestação anterior de outros comentaristas.

    Sugiro a leitura dos itens apontados pelo comentarista Carlos Roberto, “A reforma que o POVO quer”, de qua, 11/03/2015 – 07:53.  Todos pertinentes e alinhados com o pensamento do cidadão que acompanha minimamente o que acontece nas instâncias do Legislativo e do Executivo.

    Não acredito em mudanças súbitas, nem espetaculares – quer das práticas, quer da educação cívica dos cidadãos – mas em estabelecer regras, cumpri-las, exercitar e ao longo do tempo ajustar o que for necessário.

    A Reforma Política não é uma cornucópia de onde sairão benesses e solução para todos os nossos problemas.  Se esta reforma não for implementada em concomitância com reformas e/ou ações educacionais, fiscais e com uma análise acurada sobre os Três Poderes, suas fronteiras, suas responsabilidades e suas restrições, continuaremos patinando em cidadania.

    É preciso retirar o caráter exibicionista e difamador de nossa prática política. Só se ganha alguma coisa neste País desqualificando, depreciando, apontando dedos e destruindo. Cidadania bem posta pressupõe construção, pontes estabelecidas entre interesses diferentes, reconhecimento de agendas conflitantes e estabelecimento de prioridades. Quando teremos isto em nossas campanhas?  Ano que vem teremos um pleito.  Não há como experimentarmos alguma modificação até lá?

    Financiamento privado de campanha – é preciso parcimônia no estabelecimento das regras para não sufocar pequenos partidos, que sejam representativos e devam estar presentes ao debate e ação política. Tornar rígidas as regras de impedimento de corrupção e cooptação e não aquelas que impeçam a manifestação e representação de minorias através de partidos.

    As doações ou o fomento aos partidos devem ter um regramento claro que permita coibir não somente a corrupção, mas também evitar o esmagamento de partidos que, ainda que nanicos, representem pluralidade e contraponto à ideias majoritárias e ao dualismo puro e simples.

    Voto distrital misto ou proporcional – As discussões restam contaminadas pelos interesses dos ocupantes atuais do Executivo e do Legislativo. Haverá busca de vantagens e reprodução do modelo para os que estão estabelecidos, mas sem dúvida será uma luta renhida: os que estão ocupando muito espaço tenderão a obliterar alterações que os façam perder nacos de poder; aqueles que permanecem à margem ou que temem ser sufocados tenderão a optar por alternativas “mais democráticas”, mas talvez não tenham força.  De toda forma, creio que qualquer mudança deveria ser paulatina; sem rupturas ou perdas extensas, pois que isto somente dificultará o debate e inviabilizará qualquer mudança.  Acredito em adoção de modelos mistos para a transição e prazos médios para completa implementação. Em fevereiro se não me engano foi publicado aqui um debate a respeito.

    Unificação de eleições – As eleições todas juntas a meu ver dificultam a avaliação pelo eleitor; há uma tendência das eleições de esferas mais amplas desvanecerem os aspectos mais cotidianos focados nas eleições estaduais e municipais. O espectro e abrangência das discussões são muito diferentes.  Ficaria como está, basicamente.

    Coligação – Aqui há uma larga porta aberta aos casuísmos de toda sorte, negociações nem sempre (quase nunca) programáticas e muita agenda oculta.  Não tenho ideia de que mecanismos poderiam aperfeiçoar as práticas existentes e/ou eliminá-las.  Me parece que já há algo em andamento.

    (Ver no Clipping do Dia, o post de Filipe Rodrigues, 11/03/2015 – 00:04,  Reforma política: Senado aprova fim das coligações nas eleições proporcionais, Tércio Ribas Torres | 10/03/2015, 19p5 – ATUALIZADO EM 10/03/2015, 22p4 – Agência Senado).

    Moralização – Sabemos que qualquer atividade humana pressupõe erro e a busca pelo atendimento de interesses e aspirações diversas.  Creio que a moralização deveria começar pelas práticas permitidas no período eleitoral, o que traria maior transparência e objetividade ao processo, permitindo uma paulatina educação cívica para as gerações futuras principalmente. Ver o item abaixo – Regras de Convivência e Procedimentos para a Campanha.

    Fortalecimento dos partidos – O problema aqui é que os partidos hoje são aglomerados de interesses diversos e há uma nítida transversalidade e uma grande mistura; as fronteiras entre os partidos não são identificadas com facilidade. Tenho dúvidas se a eleição em dois turnos (partido e a seguir candidato) seria suficiente para organizar melhor esta salada partidária que temos hoje e do qual o eleitor, a bem da verdade, não toma conhecimento na hora de votar.  Vota no candidato.

    Regras de Convivência e Procedimentos para a Campanha:

    Qualquer acusação deve vir acompanhada das informações sobre o respectivo processo legal em andamento. Não pode disse me disse; nem ilações. Há que haver um regramento para as responsabilizações penais, inclusive da mídia.Quanto à blogosfera e redes, é livre o pensar, mas os símbolos pátrios e as autoridades constituídas devem ser respeitados, cabendo exclusão quando limites – a serem definidos – sejam ultrapassados.Estabelecer condições para a apresentação, debate e proposição de PROJETOS – o quê, como, aonde, de onde virão os recursos, a quem beneficiará direta ou indiretamente, prazos e impactos sobre a vida cotidiana, se houver; ou seja, conteúdos em detrimento dos filmetes, depoimentos, imagens.

  29. “no olho do furacão”

    Não é apenas o governo que está no olho do furacão, mas sim todas as esferas de governo e de todos aqueles representantes do povo que foram recentemente eleitos. Não sei dizer se a rearticulação da base de apoio politico, social, juridico, industrial ou religioso, seja a devida base que dará a sustentação politica necessária  frente a um cenário politico que se vê em meio a um turbilhão de duvidas e incertezas advindas de fatos que podem muito bem atrapalhar ou mesmo impedir a governabilidade de um Estado Democrático. Entendo que sem essas rearticulações não haverá governabilidade, não haverá credibilidade de outros países e muito menos investimentos dos países estrangeiros e com certeza o povo sofrerá as consequencias a curto prazo…

  30. “no olho do furacão”

    Não é apenas o governo que está no olho do furacão, mas sim todas as esferas de governo e de todos aqueles representantes do povo que foram recentemente eleitos. Não sei dizer se a rearticulação da base de apoio politico, social, juridico, industrial ou religioso, seja a devida base que dará a sustentação politica necessária  frente a um cenário politico que se vê em meio a um turbilhão de duvidas e incertezas advindas de fatos que podem muito bem atrapalhar ou mesmo impedir a governabilidade de um Estado Democrático. Entendo que sem essas rearticulações não haverá governabilidade, não haverá credibilidade de outros países e muito menos investimentos dos países estrangeiros e com certeza o povo sofrerá as consequencias a curto prazo…

  31. Unificação é ótimo!

    Ninguém aguenta, principalmente nas capitais, ficar parado a cada 2 anos por 6 meses antes de cada eleição.

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