As loucuras reiteradas do jogo fiscal

Desista de encontrar qualquer lógica na política econômica. Nem o mais otimista dos pais do sistema de metas inflacionárias poderia sonhar com uma subordinação tão ampla e irrestrita ao modelo, a ponto de afrontar qualquer métrica do bom senso.

Ontem, o Ministério do Planejamento e a Secretaria do Tesouro Nacional anunciaram a nova meta fiscal do governo central para 2015: déficit primário de R$ 51,8 bilhões, ou -0,9% do PIB (Produto Interno Bruto).

Em cima desse valor, a nação de botocudos se curva de joelhos no altar das agências de risco, pedindo perdão pelos pecados da indisciplina fiscal.

Se o déficit é provocado pela frustração da receita, que é decorrente da queda do nível de atividade, em qualquer país acima da linha do Equador uma queda de 3% do PIB justificaria o déficit primário e se recorreria a uma política fiscal mais frouxa para impedir o aprofundamento da recessão.

Por aqui, não.

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Vamos a alguns números para contrastar com o pânico.

A estimativa para as receitas totais em 2015 é de R$ 1,256 trilhão. O estoque das Dívida Pública Federal (DPF) é de R$ 2,734 trilhões. Portanto, se tiver que cobrir o déficit com emissão de títulos, o impacto sobre a DPF será de 1,85%.

Vamos a mais comparações.

Em setembro o governo emitiu R$ 75,5 bilhões em novos títulos. Desse total, a despesa com juros foi de R$ 34,9 bilhões. Ou seja, em apenas um mês, os juros consumiram 67,8% do valor do déficit primário previsto para o ano.

Nos 12 meses até julho, pagou-se R$ 452 bilhões em juros, ou R$ 34,7 bilhões por mês. De janeiro a setembro, R$ 277,3 bilhões. Em 2010, a conta de juros era de R$ 200,5 bilhões.

Este ano, a conta de juros deverá consumir o equivalente a 8% do PIB. E o drama geral é em relação a 0,9% de déficit primário.

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Essa subordinação cega a um receituário irracional é a prova dos 9 de um subdesenvolvimento construído ao longo de séculos. Não há outra explicação para uma política monetária, em ambiente de ampla recessão, que restringe todo o crédito e se dispõe a pagar 14,25% de taxa básica de juros. E isso a pretexto de controlar uma inflação que é fruto exclusivo de choque de preços, de tarifas e câmbio represados.

Se tudo der certo, no ano que vem a relação dívida bruta/PIB estará em mais de 70%. E toda a lógica do ajuste fiscal está em controlar o crescimento dessa relação.

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Essa pantomima não tem fim. No início do ano, os economistas do Banco Central divulgaram estudos comprovando cientificamente que as taxas de juros teriam efeito imediato e quase indolor sobre a inflação. No país da jabuticaba, segundo os sábios do BC, a curva de Phillips (que relaciona desemprego e inflação) exigiria um sacrifício mínimo do emprego para surtir efeito.

Semanas atrás, retificaram os estudos, admitindo que a dose de sacrifício foi subestimada. Simples assim, uma autocrítica discreta em um jogo que mexe com o destino de milhões de pessoas.

Pior: não há reações à vista. O mercado sabe que essa política monetária é suicida. Mas basta entender seus limites para faturar agora com os juros e mais à frente com a arbitragem de câmbio, quando o quadro econômico degringolar.

E, com a relação divida/PIB em 70%, mais um motivo para exigir desvinculações orçamentárias, cortes no Bolsa Família, na saúde e na educação.

100 comentários

  1. Dogmas

    A direita e o mercado tem seus dogmas, mas a esquerda também tem os seus. O dogmas da direita são: Erguer os juros a qualquer custo, faça chuva, faça sol. No dogma do mercado, o ser humano e a sociedade vivem em função dos juros, e não os juros para servir a sociedade.

    O dogma da esquerda é democracia a qualquer custo. Para a esquerda, só o fato de alguém mencionar um impeachment de Dilma, cria uma gritaria geral. Nem que o impeachment seja por uma causa nobre, impedir que Dilma destrua o país, os empregos, a economia. Nem que sejam tranquilizados, com a garantia de que após a saída de Dilma, haveriam novas eleições, ou seja a democracia não seria de todo anulada, mas substituida por outra eleição democrática. Pois, uma coisa é certa, Dilma não irá mudar o rumo. Mais três anos de “governo” Dilma neste rumo e o Brasil estará arruinado, levará décadas talvez para se recompor, se é que conseguirá fazer tal proeza. No dogma da esquerda, a sociedade vive em função da democracia, e não o contrário.

    O que falta aos dogmáticos, é flexibilidade mental, num país onde as mentalidades são engessadas. O fanatismo ocorre quando a meta final não é o bem estar da sociedade e do povo, mas a manutenção de algum dogma. No fundo os dogmáticos tem medo de enfrentar a realidade e tentam se esconder por trás de suas fantasias mentais.

     

     

    • Comentário dogmático

      Dogma 1: dizer que a esquerda tem o dogma de defender a democracia A QUALQUER CUSTO – crença. Acredita que existe democracia. 

      Dogma 2: “impeachment seria para impedir que Dilma destrua o país” – crença. Acredita que Dilma irá destruir o país. 

      Dogma 3: “uma coisa é certa. Dilma não irá mudar o rumo”. – crença. Acredita que Dilma não pode efetuar mudanças no seu governo. 

      Creio que você está a se esconder por trás  de suas fantasias mentais. 

       

       

       

      • Dogmas 2

        Sr. Tupinambá, excelente o seu estilo, de ironia refinada. As pessoas de etiqueta e alta sociedade costumam ter esta forma de ironizar, excelente.

        Resposta – tréplica

        Dorma 1 – Não existe democracia. Exatamente, nossa democracia é de fachada, Aécio e Dilma foram financiados pelos mesmos doadores, então o resultado seria o mesmo. Mas a esquerda acredita nesta tal democarcia e a defende com unhas e dentes, assim como ao republicanismo.

        Dogma 2. Dilma irá destruir o país? Não irá destruir, pois já está destruindo. É o que ela tem feito neste último ano, desde que ganhou as eleições e se “transformou” em neoliberal ultradireitista. O que se segue é uma continuidade do que já tem feito.

        Dogma 3. Dilma poderia efetuar mudanças em seu “governo”? Até poderia, mas as forças que financiaram a sua campanha não permitiriam. Quem financiou a campanha é quem governa agora, e como os financistas estão lucrando alto com a Selic nas alturas, não vão permitir mudança alguma.

        Duvidas? Quem viver verá. Também não sairei a rua para pedir impeachment, pois creio que os petistas sonháticos tem de provar este remédio até o fim, para se desiludirem totalmente, e verem que nem todos que se dizem de direita o são realmente. E se realmente ocorrer o impeachment também não mexerei um dedo para impedir.

  2. Volta, Mantega!

    Tem que voltar o Guido Mantega! Esta guinada súbitada da Dilma tem que ter alguma explicação lógica.

    O Levy era só pra subir a rampa? Então tá na hora de jogar ele pras piranhas, antes que seja tarde.

    O fato é que o cara vai quebrar o país a moda FHC: juros altos, arrocho fiscal e câmbio flutuante.

    Mantega não logrou controlar o BC da maneira que devia, mas pelo menos não era um subordinado do mercado como este que está aí.

    Tristes trópicos.

     

    • Concordo plenamente com sua

      Concordo plenamente com sua posição……quando vejo outros comentários aqui fico abismado como essas pessoas não enxergam dois palmos acima do nariz…Tirar a Dilma para entegrar à oposição. Que ridiculo. Eles colocariam os juros a 50% e quebrariam de vez o país, como aliás já fizeram antes de Lula assumir..

  3. estelionato eleitoral

    são os frutos colhidos pelo estelionato eleitoral de “segurar o poder com a esquerda e governar com a direita”.

    a presidente nomeou figurinha carimbada do mercado financeiro para comandar a política econômica do país, a direita, cuja primeira medida foi subir, óbvia e irracionalmente, as taxas básicas de juros.

    qual a surpresa pelo desastre?

    todos que vieram dessa banda ideológica afundaram o país.

    cardoso, “minstro da justiça”, tem a tarefa de destruir lula; a levy, “minstro das finanças”, coube a tarefa de destruir a obra de lula.

    parabéns, presidente dilma!

    a “cereja” do bolo para festejar a vitória dos especuladores será a securitização das dívidas públicas aprovada pelos seus empregados-deputados e vereadores brasil a fora.

  4. O que falta neste país é um
    O que falta neste país é um governante que seja respeitado por seus pares, um verdadeiro líder para conduzir a saída da recessão. O que temos é uma gerentona que só ouve os amiguinhos, que não respeita diversidade de opinião, e que acha que dar socos na mesa e gritar é a forma de gerir e liderar pessoas.

    Não acredito em recuperação com a Dilma na cadeira. Vamos ter que esperar o mandato dela terminar pra vermos nosso país crescer.

    • falta lideres sim

      Vou mais longe. Faltam lideres sim.

      Não vejo nenhum que possa se apresentar como tal. Nem Serra, nem Aecio, nem Geraldo, Paes, Cunhas etc.

      Todos muito mediocres.

      Porque?

      Foram 30 anos fazendo politiquice, estimulando politiqueiros.

      Não temos politicos de verdade. Naõ temos executores, não temos formuladores de politicas ( e os que existem estão esquecidos ou desconsiderados). Não temos ideias nem idealistas. Todos muito visando as mordomias.

      Enquanto partidos foram atrás de tiriricas, datenas  e outros que tais, nada vai dar certo.

       

       

       

       

  5. Ajuste fiscal

    Gostaria de saber: 1. O Congresso apoiou a indicação do Levy?

    2. Era o melhor nome na conjuntura daquela época?

    3. O ajuste fiscal foi debatido no congresso?

    4. O ajuste fiscal foi aprovado na sua integridade?

    5. Já há tempo suficiente para analisar os resultados do ajuste?

    6. Saindo o Levy teríamos um nome para o ministério?

    • Quem indicou o Levy foi a

      Quem indicou o Levy foi a Dilma, por pressão do mercado financeiro e de outros grandes interesses.

      O nome do ministro não importa muito. O que importa é saber qual a política econômica que ele vai implementar. 

      Isto é, quais os interesses que ele vai privilejar. Podem ser os interesses do país, ou os interesses dos mercados financeiros.

       

  6. Me engana que eu gosto

    Nenhum tecnico, tecnocrata, ministro  é burro. Sabem muito bem o que fazem. 

    Correção: Existe uma pessoa no governo que não sabe o que faz ou ..nem faz.

  7. Volta Mantega II

    Quando vejo aqui comentários sugerindo “tirar a Dilma e convocar novas eleições ” fico abismado como algumas pessoas não enxergam dois palmos a frente do nariz….Tirar a Dilma significa colocar Aécios e afins, os quais , repetindo o que já fizeram no passado, colocariam os juros em 50 % em nome do  “controle da inflação e da confiança do mercado e das agências de risco” . Vamos ,PT e outras lideranças, convencer Dilma , que é de nossa confiança, a voltar com política desenvolvimentista, reduzindo DRASTICAMENTE os juros ….

    • Volta Mantega II

      È bem verdade Sr. Ariosto que as pessoas segundo suas analises não enxergam dois palmos a frente do nariz, e, uma delas pelo visto é o senhor. 

      Pois bem :  “Estamos sob o Governo do PT em um período de 13 anos e até o momento não vimos melhoras para o  Pais.”

                           Fala-se em melhora de renda para os mais carentes, o que não vejo. 

                           Vejo sim, um Bolsa Família de um lado para os ditos carentes, e uma inflação galopante do outro para toda                                  população, e, obviamente para os mesmos carentes do  Bolsa Família.

                           Vejo sim, um País envolvido, segundo o noticiario, em uma das maiores corrupções ja vista no mundo, com

                          Ex-Ministro do PT ( periodo 13 anos) preso, e, uma das Empresas do País  ( Petrobras )  que teve como Presidente                     do Conselho de Administração a atual Presidente da República, se diluindo, e com forte denuncias envolvendo o

                         Partido do Trabalhador, com seu ex-Tesoureiro, preso.

                         E , o senhor aínda enxerga este Governo com a Presidente de sua confiança, em condiçoes de resolver os                                    problemas, criados neste período de 13 anos.

                         Um forte abraço.

                       

      • Paulo,
         
        O problema não é

        Paulo,

         

        O problema não é enchegar um palmo na frente, o problema é repetir os slogans da dita grande imprensa, sem julgamento crítico. 

        Se continuar lendo este blog você entenderá o que eu estou dizendo. 

    • O tal comentário é tão idiota, inclusive tecnicamente,

      que denunciei. Alias  o nick escolhido já anunciava bem o que seguiria.

      Não daria para barrar essas cretinices antes que eu tenha que lê-las?

  8. A mentira tem mãos longas

    É uma pena que as pessoas simplesmente perderam de vista uma verdade básica e universal: o mercado financeiro não atua com base em premissas científicas e visando o bem coletivo, mas apenas o lucro. E o lucro desmesurado explica toda desordem econômica mundial, que explica toda desordem econômica brasileira, porque o governo, refém do mercado financeiro internacional, nada tem a dier, a fazer, a pensar, para contrariar tal grau de absurdidades patentes como as descritas neste excelente artigo.

    • Marcos,
      Ninguem atua com base

      Marcos,

      Ninguem atua com base em premissas científicas; o que motiva as pessoas (exceto os santos) é o interesse próprio. O interesse coletivo vem em segundo lugar.

      Se eu tivesse alguns milhões de dólares, daria para o Armínio Fraga administrar. Provavelmente aplicando, do exterior, em títulos públicos brasileiros, rendendo 14,25% ao ano, sem pagar imposto de renda  e ainda ganhando na valorização do real (não é o caso agora).

      Não adianta culpar o mercado financeiro. É preciso entender sua lógica.

      A lógica de querm tem dinheiro é que é preciso ter quem precise de dinheiro. Não há credor sem devedor, são duas faces da mesma moeda. Para os rentistas é essencial que haja dívidas públicas, onde o rentistas podem aplicar seu dinheiro, com risco mínimo.

      Isso é verdade também para o pequeno poupador.  

      Já imaginou se o governo brasileiro não precisasse emitir títulos públicos, e não tivesse dívida? Onde os pequenos poupadores colocariam seu dinheirinho, sem risco? Na bolsa?. Ou em títulos de empresas privadas? E os fundos de pensão, onde colocariam suas economias de longo prazo?

      Dito isso, concordo com você que o governo brasileiro é refem do mercado financeiro nacional e internacional. 

      Acredito que o maior problema que trava o crescimento do país é o alto juro, seja o juro pago pelo governo para se financia através dos títulos públicos, ou pelas empresas e os consumidores. 

       

  9. Dogma? Pode ser…

    Mas quem não gera poupança interna suficiente, precisa de investimento externo.

    A regra para convencer o investidor estrangeiro é e sempre foi simples – ele nos empresta X e nós devolvemos Y em tanto tempo. Certo ou errado, é assim que funciona. E  se o tomador do empréstimo decretou nos últimos 30 anos 2 moratórias e precisou de 30 bi do FMI (à época, o maior empréstimo já concedido), vai ter que apresentar garantias maiores. 

    Guido Doriana não sabia que a coisa funciona assim? Dilma não sabia? Gerentona, hein?! E o Nassif aplaudia a tal da Nova Matriz Econômica, que nos jogou nesse beco sem saída da inflação alta sem crescimento… Características da economia brasileira foram aqui deixadas de lado no afã jogar no colo do Levy a responsabilidade pelos últimos 8 anos de lambança na Mantega. Esse artigo é constrangedor.

    • Se quiser mentir sobre o que

      Se quiser mentir sobre o que escrevi, faça onde eu não leia. Passei os dois e meio últimos anos do governo Dilma na lista negra da Fazenda e do BC por críticas à falta de rumo da política econômica.

      • Acho interessante fazer essa

        Acho interessante fazer essa crítica porque as vezes eu tinha a impressão que você estava tentando defender o indefensável, como quando teve aquela entrevista com o Nelson Barbosa.

        Não precisa ser economista para saber que o Brasil sempre tentou controlar a inflação com um método artificial e imediato. O tosco e antigo congelamento de preços foi substituido pelo não menos tosco ajuste fiscal.

        Simplificando, é como se o Brasil tivesse uma inflamação na perna (inflação) e ao invés de tratar a longo prazo com antibióticos (reforma tributária, auditoria da dívida) ele resolve pegar um facão e decepar a perna.

        Resolve? Acaba com a inflação?

        Até pode ser que sim, mas a que preço?

        O que vivemos no Brasil é simplesmente isso, uma demência coletiva de quebrar o país, quebrar as empresas, acabar com o trabalhador tudo em nome de um ajuste para manter a inflação sob controle, sem que se discuta se isso tudo realmente vale a pena.

        Nossa economia é a pior possível porque não é o capitalismo de consumo, não é um capitalismo social (se é que isso existe), mas é um sistema tosco de agiotagem, especulação onde impera a lógica de sentar em cima do dinheiro e ganhar em cima da desgraça dos outros.

        Por isso que eu e muitos militantes de esquerda dizemos que se o governo é tão covarde para enfrentar esse sistema (mesmo que seja pontualmente) então não há porque continuar com isso.

        Ou vc faz o ajuste de desmonte de Estado tucano ou vc tenta mudar a lógica econômica do sistema.

        You can´t have it both ways, como diz o ditado, não tem como atender todos os desejos da especulação e ao mesmo tempo tocar políticas sociais. Enquanto o governo fica com vergonha de assumir de qual lado está, a conta não tem como fechar.

        Em um orçamento onde de cada 100 reais gastos 47 são para juros e rolagem da dívida, não há espaço para justiça social e políticas de Estado. O governo já deveria ter escolhido há muito tempo qual caminho quer seguir. Se não é possível enfrentar “o sistema” então democraticamente passe o bastão para outra gestão. 

        Não adianta dizer que vários outros países tem uma dívida maior que o Brasil e nem por isso quebram, porque nenhum outro é doido para comprometer metade do orçamento em ajuste fiscal sem dizer uma vírgula.

        • Tem o analista e o repórter.

          Tem o analista e o repórter. A entrevista com o Nelson visou permitir a ele explicar a lógica da atual política econômica – ele explicou a lógica Joaquim Levy porque, no fundo, ele não deve concordar. Nesses momentos, cabe ao repórter extrair tudo o que o entrevistado pode contar. Depois, em outros posts, formular a crítica.

          • Muito certo Nassif. 
            Li a

            Muito certo Nassif. 

            Li a entrevista do Nelson Barbosa. Você definiu bem, não pode ser o pensamento dele, mas, fazendo parte do governo, o que ele poderia dizer?

            Você fez bem em não pressioná-lo.

    • Dogma? É

      Dogma? Com certeza é. Repetição de mantras: poupança interna, investimento externo, blá blá blá. Variáveis que não podem ser absolutizadas. Mas o que esperar do “pensamento liberal”?

    • nem tanto ao céu

      nem tanto ao inferno. Colega, todos os remedios forem tomados objetivando apenas um sintoma e dai chegar a uma superdose, o que conseguimos é matar o paciente ao invez de reverter o quadro de morte. Se um sujeito estiver desidratado e damos água para ele tomar, sem restrição, ele morre afogado. Isso mesmo, agua tambem pode ser um veneno. A diferença esta na dosagem.

      O que o Nassif fez aqui foi um exercicio para mostrar que o dogma vigente só piora a situação. Só um cego (doutrinado) não percebe a incessatez que representa um mercado que visa o lucro, apenas o lucro.

      Colega, sugiro interar-se mais com o outro lado da moeda. Do contrario voce podera um dia afogar~se tomando agua e não saber nem o ocorrido, quanto mais a causa.

  10. As loucuras reiteradas das fáceis falácias

    1.  O ajuste macroeconômico feito agora não difere muito dos ajustes feitos em 1999 e em 2003, respectivamente, por FHC e por Lula. Nestes dois ajustes citados a inflação estourou o teto da meta, os juros subiram, o desemprego subiu e a renda real dos trabalhadores caiu. A diferença é que agora, em outubro de 2015, a taxa de juros é de 14,25% ao ano. Em outubro de 1999 e em outubro de 2003 a taxa de juros da Selic estava bem maior, em 19% ao ano. 

    2. O ciclo de aumento na taxa de juros da Selic não começou no segundo mandato de Dilma e nem com Joaquim Levy no Ministério da Fazenda. Este ciclo de aumento na taxa de juros começou em abril de 2013, no primeiro mandato de Dilma, com Guido Mantega no Ministério da Fazenda e em plena vigência da política econômica anterior (anticíclica). Em abril de 2013 a taxa de juros era de 7,25% ao ano e começou a subir até fechar o primeiro mandato de Dilma em 11,75% ao ano (aumento de 4,5%). Em 2015 houve um aumento menor, estancado no mês de julho, de 2,5%.

    3. O déficit nominal do Brasil foi de 3,2% do PIB em 2013. Em 2014 esse déficit nominal mais do que dobrou, passando para 6,7% do PIB. Em 2015, ao invés de ter um aumento de mais de 100% no déficit nominal, como tivemos entre 2014 e 2013, teremos um aumento de aproximadamente 20% no déficit nominal (passando de 6,7% para 8% do PIB). Sem dúvidas que este aumento que teremos entre 2015, com relação a 2014, é ruim. Mas nem de longe representa o desastre que se verificou no ano passado. Aliás, se o Brasil tivesse mantido a trajetória de déficit nominal que se verificou no final do primeiro mandato de Dilma aí sim estaríamos num mato sem cachorro, com um déficit nominal aumentando o dobro em relação a 2014 e chegando a mais de 15% do PIB neste ano (felizmente isto não aconteceu). 

    4. É lamentável ver um debate tão medíocre sobre política econômica como este que existe no Brasil. Agora se culpa até o sistema de metas de inflação pela crise econômica! Como se este sistema não vigorasse na China, na Índia, nos EUA, no Reino Unido, na Rússia, na Zona do Euro, no México, na Coréia do Sul, na Austrália, no Canadá, etc, etc, etc e etc. E como se este sistema tivesse impedido o governo Lula de ter conquistado um crescimento médio de mais de 4% ao ano aqui em Pindorama…

    5. Estamos no meio dos efeitos do Crash de setembro de 2008. Em 2015 o preço das commodities despencou e a China deu sinais de que está arrefecendo fortemente. Some-se a isso a iminente normalização da política monetária nos EUA e o que temos é um processo de desvalorização cambial mais ou menos forte em todos os países emergentes do mundo, entre outros efeitos. 

    6. O principal problema do Brasil não é a taxa de juros (a taxa real de juros é hoje de 4,7% ao ano, menor que a taxa real de juros que Dilma recebeu de Lula em 2011, de 4,8% ao ano) mas sim a política fiscal. É imperioso fazer uma recomposição fiscal do país, até para poder manter o rumo empreendido desde 2003 até aqui. Nada muito diferente do que Lula fez em 2003. A diferença é a pior crise econômica do Planeta Terra, que estamos vivenciando agora e que só tem paralelo com o famoso Crash de outubro de 1929.

    • O tema das falácias é

      O tema das falácias é instigante, Diogo.

      O cenário econômico é o resultante de um conjunto de circunstâncias. As comparações isoladas de circunstâncias são falaciosas.

      Primeiro, porque não se considera o conjunto de circunstâncias em cada momento. Uma medida virtuosa em determinado cenário não é necessariamente em outro. Se fosse, bastaria trocar os economistas por um computador que já teria a fórmula universal.

      Segundo, porque a mera comparação não signiica contraponto: pode significar que nos dois momentos comparados as medidas estavam igualmente erradas.

      Posto isto, vamos aos seus argumentos:

      1. O ajuste econômico feito agora não difere dos ajustes de 1999 e 2003.

      Em 1999 o país enfrentava uma crise externa, de financiamento externo. Embora a dívida pública viesse crescendo,  ajuste foi para impedir o aumento do déficit externo. O ajuste atual tem motivação essencialmente fiscal. O ajuste de 2003 matou as chances de crescimento daquele ano, porque foi feito exclusivamente para apreciar a taxa de câmbio – e, com a apreciação, segurar a inflação. Naquele início de ano, a inflação do semestre anterior corroera o poder de compra do assalariado e havia fundadas razões para acreditar não ser mais possível repasses de preços. Mesmo assim, Lula-Pallocci foram mais realistas que o rei, promoveram – com as altas taxas de juros – uma apreciação irresponsável do real que matou o dinamismo da manufatura brasileira.

      2. O ciclo de aumentos não começou agora.

      O que você quer dizer com esse argumento? Se o ciclo de alta começou com o Guido, Tombini pode continuar aumentando porque não foi ele que deu início ao ciclo? (Embora ele fosse presidente do BC na era Guido). Nâo entendi o argumento, mesmo porque critico o ciclo de alta desde o começo.

      3. O déficit nominal não é nenhum desastre porque o aumento é menor que no ano passado.

      É a chamada falácia da relativização. Se um sujeito de 1,70 m está amarrado na piscina e a água está em 1,20 m, 20% de aumento do nível da água nao vai afogá-lo. Se a água está em 1,60, 10% de aumento afoga o sujeito. Viu porque as circunstâncias têm que ser consideradas?

      4. A mediocridade do debate sobre as metas de inflação, que vigoram em todo o mundo.

      Poderia desenvolver uma longa argumentação sobre a predominância do capital financeiro. Poderíamos ir até o padrão-ouro, quando todo o mundo adotava o ouro como lastro e a liquidez mundial era controlada pelo Banco da Inglaterra. Poderia mostrar a maneira como o sistema de metas influenciava os preços – exclusivamente em cima da apreciação cambial.

      Para tornar o debate menos medíocre, sugiro os seguintes trabalhos:

      Uma interpretação pós-keynesiana do Regime de Metas de Inflação: poderia a Autoridade Monetária ser capturada pelo sistema bancário?

      por Fábio Henrique Bittes Terra

      O regime de metas inflacionárias e sua adequação ao caso brasileiro: os custos de manutenção do regime

      por Roberta Loboda Biondi

      Metas inflacionárias: a análise convencional e um modelo alternativo

      por Luiz Antonio de Oliveira Lima*

      Regime de Metas de Inflação em perspectiva comparada

      Por Maria Cristina Penido de Freitas

      5. A crise mundial promoveu uma desvalorização cambial em todo o mundo.

      Não entendi. O artigo não faz nenhuma crítica à desvalorização cambial.

      6. O problema não é a taxa de juros mas a crise fiscal.

      Também não entendi. Na sua opinião, os juros nada têm a ver com a crise fiscal. O que quer dizer isso? Que o déficit nominal (que inclui juros) não têm nenhuma relevância na análise fiscal?

      Três pontos, Diogo:

      a. A questão fiscal é dada pela soma das receitas fiscais menos as despesas nominais (despesas correntes e juros).

      b. Quando afeta o nível de atividade, a política monetária reduz a receita.

      c. Quando aumenta os juros (e este ano a conta de juros corresponderá a 8% do PIB), a política monetária faz explodir as despesas.

      Se os juros têm impacto direto sobre os resultados fiscais, como é que você diz que a taxa de juros não é relevante?

      • Bom, vejamos.

        1. Não concordo com a avaliação de que o ajuste atual tenha apenas motivação fiscal. A depreciação do câmbio demonstra que o objetivo é também o de amenizar o déficit nas transações correntes, além de retomar os superávits na balança comercial. Na questão do ajuste de 2003, com a apreciação cambial que houve, é mais um ponto para os governos de Dilma Rousseff. No primeiro mandato dela houve uma desvalorização cambial nominal de 60% e neste início de segundo mandato a desvalorização nominal já chega a quase 50% (em menos de 05 anos a desvalorização nominal do real está na casa dos 135%, o que é positivo para a manufatura nacional).

        2. O post fala em Joaquim Levy e portanto eu apenas reiterei que o ciclo de alta na taxa de juros nada tem a ver com a chegada dele ao Ministério da Fazenda (até porque o Banco Central, como tu disse, é comandado pelo Tombini). Isto não quer dizer que se defenda o aumento de 2,5% na taxa de juros da Selic em 2015, é, isto sim, apenas uma contextualização dessa questão. Há também um certo fetiche em relação às taxas de juros. A Grécia e a Espanha, apenas para citar dois exemplos, possuem taxa de juros de 0,05% ao ano (taxa da Zona do Euro) e estão com uma taxa de desemprego acima dos 22,5%.

        3. O comentário que fiz explicita com todas as letras o seguinte: o aumento no déficit nominal em 2015 é ruim mas não representa o exponencial aumento, de mais de 100%, havido entre 2014 e 2013. Não se está a relativizar coisa alguma, apenas se está dizendo que a trajetória do final do primeiro mandato de Dilma foi muito pior, no quesito déficit nominal, do que a trajetória que temos neste início de segundo mandato. Isto é de uma obviedade interplanetária, aliás.

        4. De fato um debate de fôlego sobre o sistema de metas de inflação é necessário. E mesmo sobre o fim do padrão ouro ou sobre o sistema de Bretton Woods. Pois que se faça o debate.

        5. A desvalorização cambial nos países emergentes é consequência das situações que demonstrei no comentário (queda no valor das commodities, arrefecimento da China, normalização iminente nos EUA, etc). Isto foi dito para contextualizar a crise econômica mundial e os seus efeitos sobre os países emergentes neste ano de 2015.

        6. O que digo é que a taxa de juros não pode ser analisada como variável única no debate macroeconômico do Brasil. Países que estão com taxas de juros próximas de 0%, há muito tempo, viram suas dívidas públicas explodirem nos últimos anos. Se apenas a variável taxa de juros valesse, estes países, como mostrarei logo abaixo, não teriam aumentado as suas dívidas públicas. Segue o quadro:

        -Dívida pública de países selecionados (trajetória entre 2008 e 2015)

        1) EUA: dívida pública de 64% do PIB em 2008 e de 103% do PIB em 2015. A taxa de juros dos EUA está em 0,25% ao ano, de forma ininterrupta, desde dezembro de 2008;

        2) Zona do Euro: dívida pública de 66% do PIB em 2008 e de 92% do PIB em 2015. A taxa de juros da Zona do Euro caiu de 4,25% ao ano, em 2008, para 1% em 2009. Hoje a taxa está em irrisórios 0,05% ao ano;

        3) Espanha (taxa de juros da Zona do Euro): dívida pública de 36% do PIB em 2008 e de 98% do PIB em 2015;

        4) França (taxa de juros da Zona do Euro): dívida pública de 64% do PIB em 2008 e de 95% do PIB em 2015;

        5) Itália (taxa de juros da Zona do Euro): dívida pública de 103% do PIB em 2008 e de 132% do PIB em 2015;

        6) Alemanha (taxa de juros da Zona do Euro): dívida pública de 65% do PIB em 2008 e de 75% do PIB em 2015;

        7) Reino Unido: dívida pública de 44% do PIB em 2008 e de 89% do PIB em 2015. A taxa de juros do Reino Unido é de apenas 0,5% ao ano, de forma ininterrupta, desde março de 2009;

        8) Japão: dívida pública de 167% do PIB em 2008 e de 230% do PIB em 2015 (mais alta dívida pública do mundo). A taxa de juros do Japão é de irrisórios 0,1% ao ano, de forma ininterrupta, desde dezembro de 2008;

        9) Grécia (taxa de juros da Zona do Euro): dívida pública de 105% do PIB em 2008 e de 177% do PIB em 2015;

        10) Brasil: dívida pública de 58% do PIB em 2008 e de 64% do PIB em 2015. A taxa de juros do Brasil era de 13,75% ao ano em 2008 e é de 14,25% ao ano em 2015. Neste meio tempo a taxa caiu para 8,25% ao ano em 2009 e fechou 2010 em 10,75% ao ano. Depois caiu para o patamar mínimo histórico de 7,25% ao ano, entre outubro de 2012 e abril de 2013, e fechou o ano de 2014 em 11,75% ao ano.

        • Como se não bastasse,

          ontem, ter contestado a afirmação do Nassif de que a operação Lava Jato é responsável por uma queda de 2% no PIB de 2015, esse longo “Bom, vejamos” poderia ser elucidado com a leitura da coluna de Cláudia Safatle, no Valor de sexta-feira passada. Ou mesmo com Belluzzo. Tudo tão claro, mas exibicionismo argumentativo está virando moda entre a nova intelectualidade brasileira.  

          • Ai ai ai

            Contestei ontem e contesto hoje e vou contestar sempre. Nassif se referiu ao estudo da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Este estudo é nítido e cristalino para quem se deu o trabalho de ler o mesmo, o que infelizmente não é o teu caso. 

            O estudo diz que 0,4 por cento da queda estimada de 3 por cento do PIB em 2015 se deve aos efeitos da Lava Jato. E diz também que outros 1,7 por cento de queda se deve ao desinvestimento da Petrobras, que NADA TEM A VER com a Lava Jato. Segundo o estudo, o DESINVESTIMENTO da Petrobras é responsável pela queda de 1,7 por cento do PIB e os efeitos da Lava Jato por outros 0,4 por cento do PIB, fazendo um total de queda de 2,1 por cento do PIB neste ano (de um total de queda de 3 por cento do PIB).

            Este desinvestimento está ocorrendo em todas as grandes petroleiras do mundo, como está explítico no estudo que tu não leu. E este desinvestimento ocorre porque a cotação do petróleo caiu para menos da metade no último ano. Ou seja, com ou sem Lava Jato a Petrobras teria que se adequar a essa nova realidade como já estão fazendo outras petroleiras mundo afora. 

            Lamentavelmente tu não leu o trabalho da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Deve ser por isso que insiste em dizer coisas absurdas que não tem absolutamente nada a ver com o que foi apurado no trabalho em questão. 

            No mais, lamento que tu insista com essa tática diversionista de trocar de assunto porque não consegue debater o tema principal do post. 

        • Para não entrar nos detalhes

          Para não entrar nos detalhes de todos os pontos citados, vou ater-me exclusivamente ao ponto 6. Em todos os países mencionados, exceto o Brasil, o aumento percentual da dívida deve-se a um déficit primário (sem contar os juros) e/ou uma redução do PIB por conta da recessão. Se esses países estivessem praticando as taxas de juros extorsivas que praticamos aqui, a dívida teria alcançado patamares muito maiores do que já chegou.

          Pretender mostrar com esses exemplos que a taxa de juros é inócua sobre a evolução da dívida é incorreto.

          Uma taxa de juros a 14,25%, além de tornar explosivo o custo dos pagamento dos juros da dívida (qual desses países paga 8% do PIB em juros?), trava completamente a atividade econômica: o mercado de crédito seca, os investimentos são paralisados, etc.

        • Sobre as falácias
          Sobre as falácias argumentativas – II Vamos de novo, Diogo. Você pode levantar dez argumentos indesmentíveis e eu outros dez. Teremos 20 argumentos indesmentíveis. Mas tem que se referir à discussão em pauta, se não servirá apenas para demonstração de conhecimento.. A discussão se dá em torno dos seguintes pontos: • Eu afirmo que a política monetária derruba a economia – e, portanto, a arrecadação fiscal – e explode o déficit nominal – através do aumento da conta de juros. Portanto, é negativa em relação ao ajuste fiscal. • Você questiona minha crítica, taxa de “medíocre” a crítica ao sistema de metas inflacionárias e diz que o tema mais importante no país é a questão fiscal. • Aí eu rebato mostrando as implicações da política monetária sobre a política fiscal – derrubando a arrecadação e explodindo o déficit nominal (que incorpora a conta de juros). Ou seja, analisando a questão monetária dentro do seu ponto de vista. • E rebato algumas comparações, como com o ajuste de 1999. Lá, dizia eu, o objetivo foi impedir o aprofundamento dos desajustes externos. Na primeira rodada, paramos ali. Vamos conferir a segunda rodada: 1.  O ajuste fiscal deixa de ser a prioridade única do Diogo 1 e ganha a companhia do ajuste externo com Diogo 2. Diz você: “Não concordo com a avaliação de que o ajuste atual tenha apenas motivação fiscal. A depreciação do câmbio demonstra que o objetivo é também o de amenizar o déficit nas transações correntes, além de retomar os superávits na balança comercial”.  Faltou apenas o essencial: explicar a correlação entre ajuste fiscal e depreciação do câmbio. Porque ajuste fiscal provoca desvalorização cambial? Não dá porque não tem nenhuma relação. Além disso, o foco da discussão são os efeitos da política monetária sobre o ajuste fiscal e não a discussão da política cambial. Em 1999, para combater o desajuste externo, o governo não desvalorizou o câmbio. O câmbio explodiu sozinho – como agora. O ajuste fiscal visou derrubar o nível de atividade para reduzir as importações e gerar excedentes para exportação. Pretender derrubar o nível de atividade, agora, com o PIB caindo 3% é despropósito. 2. Mencionou o Levy para demonstrar que a alta na taxa de juros nada tem a ver com sua chegada na Fazenda. E diz que “Há também um certo fetiche em relação às taxas de juros. A Grécia e a Espanha, apenas para citar dois exemplos, possuem taxa de juros de 0,05% ao ano (taxa da Zona do Euro) e estão com uma taxa de desemprego acima dos 22,5%”. É indesmentível  a afirmação de que a alta de juros é anterior à chegada de Levy na Fazenda. Mas qual a relevância dela se a a análise se refere à política monetária atual? O que importa se o Guido começou, ou o Armínio, ou o Gustavo? Quanto ao fetiche dos juros, se juros não têm nenhuma influência sobre o nível de atividade, qual a razão de manter a política de metas inflacionárias (que você defendeu no primeiro post), cujo único objetivo é influenciar o nível de atividade? E se crédito não tem nenhum impacto sobre o nível de atividade e sobre o emprego,, qual a razão para existir Bancos Centrais? Pensando bem, qual a razão para existir política monetária? Quanto ao fato das economias não reagirem a estímulos monetários, atenha-se a Mário Henrique Simonsen: colocar o país em recessão é tão simples quanto puxar um saco com uma corda; tirá-lo da recessão tão difícil quanto pretender empurrar o saco com a corda. 3. Diz você:: “o aumento no déficit nominal em 2015 é ruim mas não representa o exponencial aumento, de mais de 100%, havido entre 2014 e 2013. Não se está a relativizar coisa alguma, apenas se está dizendo que a trajetória do final do primeiro mandato de Dilma foi muito pior, no quesito déficit nominal, do que a trajetória que temos neste início de segundo mandato. Isto é de uma obviedade interplanetária, aliás”. Vamos devagar que o planeta é menos óbvio do que parece. É a falácia da relativização sim. Se o déficit nominal sobe de 1% para 2% aumentou em 100% e não é grave. Se está em 6,7% e fica em 6,7% permaneceu estável, mas em níveis desastrosos.  Se aumenta para 8% é mais desastroso ainda. 4. O crescimento da dívida pública nesses países visou salvar o sistema bancário de uma catástrofe e empurrar a conta para o cidadão, através do desmonte do estado de bem estar social.  Foi uma catástrofe que prolongou a crise mundial, comprovou o poder político do mercado e está sendo alvo de críticas generalizadas dos economistas independentes. 

           

          • Juro nominal vs juro real

            Juros básicos de 14,25% a.a., após descontar a inflação, resultam numa taxa básica real de 4,7%. Essa taxa de juro não é muito diferente da que existiu no período Lula, período em que houve uma estabilização da dívida pública em relação ao PIB.

            Partindo dessa constatação, o Diogo chega à conclusão de que o problema com o ajuste fiscal não é a política monetária, a alta taxa de juros, o problema é fiscal. Por isso, não devemos culpar o Banco Central pela escalada da dívida pública bruta em relação ao PIB.

            Sabemos que parte da conta de juros é devida ao programa de swaps cambiais do BC, mas mesmo assim a conta de juros tem subido muito.

            A dívida pública sobe por duas razões: 1) déficits primários, ou superávits primários insuficientes para cobrir os juros devidos sobre a dívida, 2)aumento da taxa de juros.

            Se a taxa atual (real) de juros é igual à do passado, porque a dívida pública está subindo tanto?

            Nos tempos do Lula tínhamos superávits primários, que permitiam suportar uma taxa real de juros em volta de 4%. Atualmente, temos déficits fiscais que obrigam à emissão de mais títulos públicos.  

            A conclusão imediata é que o problema é a política fiscal, não a política monetária.

            Acontece que o atual déficit primário é causado pela queda da receita, devida à queda da atividade econômica.

            Se pudéssemos dizer que a queda da atividade econômica é devida aos altos juros praticados no mercado, poderíamos fechar o circuito e dizer que o problema volta para a política monetária.

            Podemos dizer isso?

             

      • Incrível!

        O Nassif se deu ao trabalho de responder a esse taliban governista!!!… E ainda se deu ao trabalho de recomendar bibliografia!!!…

        Nassif, por favor! Há anos que esse sujeito vem torcendo e contorcendo a lógica e o conhecimento para fazer o mundo girar em torno da divina perfeição dos governos petistas! Esse sujeito não tem mais nada o que aprender e não tem abertura absolutamente nenhuma para o questionamento. A praia dele é outra!

        Você já tentou debater com esses evangélicos de praça, Nassif? É a mesma coisa! É o mesmo tipo de impermeabilidade mental.

         

    • Sua análise é interessante

      Sua análise é interessante mas peca por deixar de lado uma variável importante: o nivel de emprego, sem falar no crescimento do PIB. Que era necessário uma desvalorização cambial como a que tivemos e que ela iria de alguma maneira pressionar a inflação para cima, a maioria das pessoas minimanente entendidas no ramo já sabia. Assim como sabiam que a política de incentivos fiscais e represamento de preços administrados não atingiu seu objetivo, além de ter criado problemas orçamentários, e que tudo isso teria que ser revisto para reequilibrar as contas. Só que já está mais do que claro que houve um erro na dose. Acharam que o país é como uma mola em que basta dar uma porrada com uma força grande para ela em seguida se expandir com força equivalente. E ao que parece ainda continuam pensando assim. Outro ponto a ser levantado é que, se o ajuste cambial já foi feito (temos um câmbio favorável a produção interna desde que ele passou acima de 3,50) e os preços estão relativamente controlados com desaquecimento do emprego, não há razão nenhuma para termos as taxas de juros nos níveis atuais.

  11. A presidenta Dilma está

    A presidenta Dilma está fazendo o jogo do possível. Não adianta vociferar contra os juros. A presidenta tem todas as informações que necessita para poder dar o rumo correto ao país. Ela,apesar dos descrentes,tem feito isso. É questão de tempo para que o país volte a crescer e o fará mais rapidamente se aqueles que entendem que oposição representa um retrocesso, procedam com o apoio que a presidenta necessita no lugar de críticas que sabem não passar de discurso.

    •  
            Vladimir,gostaria de

       

            Vladimir,gostaria de acreditar em você,mas se ela está tão certa  de suas ações,ao contrário poderia ter evitado a situação que o pais vive.

  12. Dívida

    Por que o dinheiro do pobre rende 6% na caderneta de poupança, e o do rico, mais de 14%? Por que pagamos juros  sobre um dinheiro que não existe, no depósito compulsório, se em outros paises os bancos é que pagam para depositar? Para liquidar com o déficit de 51 bilhões é só reduzir a taxa de 14,25 para 11%.  Vai sobrar dinheiro. E se nivelarmos pela caderneta de poupança, teremos centenas de bilhões para estimular a economia. Será que dava para perguntar a algum gênio do judiciário  qual é a percentagem de lucro admissível nos contratos de empreiteiras, num país em que tem gente no setor financeiro cobrando 400% de  juros?  Como medida de economia, não seria bom libertar todos os pobres ladrões que vegetam nas penitenciárias, já que eles são muito menos perigosos que o Bando Central?

    • Para explicar de maneira

      Para explicar de maneira prática:

       

      1) Imagine um trabalhador que ganhe R$ 1.000,00 por mês.

      2) Este mesmo trabalhador deve R$ 600,00 no cheque especial, que juros de R$ 65.00, por mês

      3) Este mesmo trabalhador tem despesas fixas de R$ 935,00 por mês (superávit primário), assim consegue bancar suas despesas e os juros de sua dívida mantendo-a estável

      4) Há uma emergencia na vida particular deste trabalhador que o obriga a gastar num mês R$ 1.010,00 com despesas

      5) Assim sua dívida antes estabilizada em R$ 600,00 dá um salto de R$ 75,00 equivalente a 12,5%, pois ele não conseguiu economizar para pagar os juros e ainda gastou mais.

       

      O Estágio 5 é onde se encontra o governo brasileiro hoje, a queda dos juros trará sim necessidade de superávit primário, mas abrir dele é suicídio a dívida explode rapidamente, tendo juros de 5% ou 500%

       

       

       

  13. CAPITULAÇÃO

    NASSIF, TU NÃO QUIZ DIZER ISSO: CAPITULAMOS À BANCA ? QUE ESTÁ CLARO QUE É ELA QUE MANDA E DESMANDA NOS DESTINOS DA NAÇÃO ? QUE TRABALHAS PARA ELA ? QUE A ÚNICA RAZÃO DE EXISTIRMOS É SUSTENTAR A BANCA ????

  14. Atos das disposições constitucionais PERMANENTES!!!!

    Pois é, caro Nassif,

    ontem no seu texto ” A paralisia de Dilma para enfrentar a crise”, cheguei a comentar sobre o plano estrategico do país. 

    Ora, o plano estratégico do país,  no final das contas,  é o ORÇAMENTO PÚBLICO  que tramita no poder legislativo. 

    Todos sabem: antes o “déficit” era de 30,5 bilhões. Agora, uns falam em 59 ou 60 bilhões. E outros especulam que seria até maior do que esta cifra.

    Enfim, para resumir a conversa e diante destas “especulações”,  pode-se dizer que este é o nosso “projeto” de país, qual seja:

    1- Reduzir a despesa fiscal. Cortar despesas. “austeridade fiscal”, enfim, aquele blá, blá blá, de sempre.

    2- Aumentar a taxa básica de juros ( é o desejo). Mas, se não for possível, mantê-la a qualquer custo! E não me diga outra coisa hem!

    3- Enganar os otários que trabalham, pagam TRIBUTOS, inclusive na fonte (e não apenas impostos) à espera de “serviços públicos!

    4- Proporcionar a VIDA BOA ( sim, aquela mesma de Aristóteles) para os que cultivam a cosmologia do “natural” e pagam pelos serviços que desejam, na hora que desejarem, sobrando ainda dinheiro para “formação de poupança interna” de meia tigela!

    Viva kant e Rawls! O certo é melhor do que o bom!

    5- E por última, você disse meio que en passant ,  porém, vou colocar luzes neste ponto:  “exigência de DESVINCULAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 

     Art. 76. São desvinculados de órgão, fundo ou despesa, até 31 de dezembro de 2015, 20% (vinte por cento) da arrecadação da União de impostos, contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico, já instituídos ou que vierem a ser criados até a referida data, seus adicionais e respectivos acréscimos legais. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 68, de 2011).

    Farei uma  aposta aqui: tenha a certeza absoluta, meu caro cidadão desorientado( sem o perdão do pleonasmo!) que este preceito constitucional e demais relacionados a ele,  cuja data se expira em  31/12/2015,  será prorrogado!

    Não se trata de impechament já! Trata-se de prorrogação já!

    É isso aí bicho! “Oriente-se rapaz”…

    Algo TRANSITÓRIO necessita ser PERMANENTE.

    O dicionário brasileiro,   da lingua que não é brasileira mas sim portuguesa,  precisa mudar mais uma vez! 

    Sugiro o seguinte:

    Transitório : de pouca duração, efêmero, temporário, passageiro.

    Transitório no significa moderno, atual e sem “obsolescência programada; novo significado, portanto :

    Transitório: aquilo que é de longa duração, imortal, permanente, perpétuo, perpetuidade. Chulo: engana trouxa, sobretudo, “empregados celetistas otários” submetidos às suas “adoráveis convenções coletivas de meia tigela”!!!!

    Enfim, esse é o debate que interessa:

    Um babaca trabalha, pega ônibus lotado, no meio do engarrafamento gastando tempo de vida “boa” e ainda paga  JUROS e TRIBUTOS ( para manter aquela SUPERESTRUTURA)  prorrogando-se para o futuro do futuro( novo tempo verbal!)  a infraestrutura  ou a prestação de serviços públicos  republicanos!

    Em suma, com o devido respeito, ofenda-se:

    Somos todos idiotas!

     

    Saudações 

     

    Em tempo:

    aviso aos desavisados navegantes: navegar é preciso, todavia, viver não!  Viver não é tão preciso assim!

    Sou eleitor da presidenta Dilma. Votei nela e votaria de novo. Nela eu ainda confio. Por que? Ora, confio tendo-se em vista  a histórica discriminação sofrida pelas mulheres nesse território que apelidaram de Brasil cujo nome de   outrora foi nada menos que  Estados Unidos do Brasil em homenagem ao nosso “ruiM barbosa”…

    Em síntese, o quintal Brasil( digamos assim) precisa desvincular valores no orçamento para PAGAR “interest”, ops, interesses,  ops, juros!

     

    Francamente…

     

  15. Confesso minha dificuldade

    Confesso minha dificuldade com Economia, mas… caro Nassif, e o esfriamento global da Economia? O achaque que o capital está praticando contra os estados nacionais? Será que não é isso que está obrigando o estado a tomar essas medidas?

    Minha pergunta é sincera e talvez a resposta sirva para mais alguém que, como eu, também tem dificuldade em relacionar tantas vairiáveis de cunho humano, não exato. Aproveito para perguntar também, e com a mesma sinceridade, sobre a tal da “auditoria da dívida” tão reclamada pela Dep. Jandira Feghali.

  16. Quem viver vera

    Qdo o tradicional banco americano Lehman Brothers anunciou sua falência em setembro de 2008 e, consequentemente promoveu o início da crise do Subprime, o Brasil vivia um momento de crescimento acelerado.

    O aumento na oferta de crédito, associada às políticas de distribuição de renda e a austeridade fiscal fortaleceram o mercado interno. A expansão da classe-média promoveu um forte consumo e o PIB brasileiro já registrava taxas de crescimento de 7 a 8% nos primeiros meses do ano.

    Mas a falência de outros bancos americanos expôs a fragilidade do mercado. A aposta dos grandes acionistas em transações arriscadas e o forte déficit sob o qual as potências europeias operavam colocou todo o sistema em risco. A bolha imobiliária americana desencadeou a crise. E as relações interbancárias mundiais, essenciais para um sistema financeiro saudável, alastraram o problema por toda a Europa, derrubando país por país.

    No Brasil, os mercados operavam apreensivos. As conseqüências da crise pareciam irremediáveis. O então presidente Lula chegou a mencionar que a crise seria “apenas uma marolinha” no país. Porém, o impacto foi muito forte, afirma o professor Paulo Levy, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

    “A produção industrial foi o setor que mais sofreu naquele momento. Com a crise, a produção caiu em 20% em apenas três meses, e os investimentos diminuíram muito”, afirma.

    O motivo da retração, segundo o especialista, foi a contração do crédito e principalmente o aumento da incerteza em relação ao futuro.

    “Na época da crise, tudo parecia que ia desmoronar, e os investidores operavam com muita cautela. Houve redução na demanda para investimento na indústria, que caiu 10% e depois 13% nos últimos trimestres do ano”, relembra.

    Para combater as conseqüências da crise, o governo aplicou uma política fiscal e monetária expansionista, que incentivou o consumo e a produção nacional, afirma o economista.

    “O governo baixou os juros rapidamente, que saiu de 13% para 8,5% ao ano. Também diminuiu o imposto sobre o consumo,  promoveu a expansão do crédito e reduziu os empréstimos compulsórios, medidas que facilitaram para que a economia brasileira voltasse ao ritmo de crescimento anterior”, analisa.

    Segundo Levy, a política de austeridade fiscal e monetária promovidas pelos governos anteriores foram fundamentais para o fortalecimento e a recuperação do Brasil.

    “Isso criou uma economia forte, que possibilitou essa política expansionista na hora que foi preciso. Por isso, os brasileiros nem chegaram a sentir, ou sentiram muito pouco os efeitos da crise”, relembra o professor.

    A economia brasileira reagiu tão fortemente quanto o impacto da crise. A taxa de desemprego chegou a 9% em março de 2009, mas logo voltou a recuar e fechou o ano em 8,1%.

    A produção industrial retomou o seu rumo de crescimento já no segundo trimestre de 2009 e, embora o PIB nacional tenha terminado com uma leve recessão de 0,2%, a economia cresceu fortemente em 2010 e expandiu 7,5%, uma das maiores taxas registrados no mundo.

    Se o Lula a epoca tivesse implatado seu plano economico um pouquinho mais estruturado, e não a meia boca que foi, paradoxalmente repetindo a mesma situação da bolha americana aqui no Brasil, a situação hoje seria bem diferente. Deixou passar uma rara oportunidade, por ingenuidade, por falta de conhecimento por displicencia, não se sabe ao certo. A Dilma infelizmente não tem a experiencia de produção, o tal chão de fabrica, que o Lula mal ou bem tinha, e o cenario politico hoje esta completamente desfavoravel a ela. A coisa ta feia, mesma. Quem pode saber ao certo o desfecho disto tudo, uma coisa é certa, o plano ortodoxo implatado é a velha reedição de outros no passado recente do Brasil, implanta-se o remedio amargo no inicio da gestão, abre-se o saco de maldade, nos primeiros anos, até o limite da resistencia da Nação, no ano da eleição o pior passou, afroxa-se o garrote, o povo aliviado, os sobreviventes traumatizados, suspiram e preferem apoiar o algoz, como na sindrome de estocolmo.

    E fica tudo bem.

  17. Checkin’ List

    Sem complicar:

    Dilma, é uma incompetente. Tem a espantosa habilidade para decidir mal e ainda teima sobre o pouco que decide.

    Levy, não pode ser considerado um economista. É um neófito, que decora teorias em livros antigos de economia.

    Os juros, estão altos porque isto interessa ao sistema bancário e aos banqueiros, ponto.

    A inflação, começou a disparar em 2013. Mas em 2014 a preocupação estava na maldita Copa e nas eleições.

    O sistema assistencialista do PT, não é auto sustentável. Troca invetimento por fundo perdido.

    Os políticos, não respeitam Dilma. Ainda a consideram como secretária do Lula.

    A CPMF, mesmo que fosse aprovada hoje, não tiraria mais o governo do atoleiro.

    O mercado, não confia em nenhum dos discursos inventados para se justificar medida de ajuste. Nem nas medidas.

    A nota das agências, agora pouco importa. Se há dinheiro gringo ainda por aqui, é lógico que é especulativo.

    O impeachment, pode ser que não saia, mas a renúncia vai acontecer, por pressão do próprio PT.

    A base eleitoral do PT, os assistidos, vão trocar de bandeira rapidinho, assim que houver cortes nos programas.

    O desemprego, deve bater na linha dos 20%. Vai ter gente sendo despejado e morrendo de fome, com diploma e tudo.

    A violência urbana, vai crescer assustadoramente, com o clima de salve-se quem puder que se avizinha.

    As manifestações de rua, vão arrefecer. O povo já percebeu que elas não dão em nada.

    A democracia, se é que podemos chamá-la assim, vai correr risco de golpe, este sim, golpe para valer.

    Multinacionais, com os resultados de 2015 e as perspectivas para 2016, vão começar a fazer planos para sair fora.

    Generos alimentícios, vão começar a desaparecer nas prateleiras dos supermercados.

    Os preços, subirão de forma inexplicalmente incoerente. A inflação vai sair do controle.

    O governo, vai tentar ainda governar por decretos outorgados, abandonando a discussão nas casas legislativas.

    Haverá greves, principalmente no funcionalismo público.

    O PMDB deverá tentar assumir o poder, para confundir ainda mais as coisas.

    Em eleições, alguém de algum partido nanico será eleito, governará pouco e renunciará também.

    O PT, em sua tentativa de voltar ao poder, será humilhados nas urnas.

    Lula não se candidatará, não é nem louco para fazer isso.

    A saude vai se tornar privilégio de poucos, escola também.

    Aposentadorias vão atrasar e os aposentados serão roubados nos índices de atualização.

    O pré sal será desativado, por ser anti-econômico.

    Linhas aéreas e hotéis abrirão falência.

    (poderia ir além, mas acho que já basta. Ah! sim, só mais um item)

    Ainda existirão malucos que apoiarão Dilma e continuarão aficcionados do PT. Uns poucos talvez, mas existirão.

    • Mas cegonhas vão contunar a

      Mas cegonhas vão contunar a trazer os bebês???

      Sim, pois isso é o primordial: que as cegonhas ainda tragam bebês!!!

      Por favor, diga que sim! Sim!!??

      PS: brincadeira; obviamente que antes de tudo isso, descrito acima, vir a ocorrer, já estaremos todos mortos por misturar manga com leite.

  18. senhores, a verdade dos fatos

    senhores, a verdade dos fatos é essa, de forma resumida.. são esses “0,9%” de déficit que causam os juros equivalentes a 8% do PIB.. muito simples.. de forma cumulativa esses “0,9%” fazem a dívida crescer exponencialmente.. será que é tão difícil entender? foi uma grande irresponsabilidade do governo permitir essa situação.. ainda mais pra financiar peixão.

    • A grande irresponsabilidade

      A grande irresponsabilidade foi o Aécio e o PSDB não terem aceito o resultado das urnas, criando artificialmente uma grave crise política, causa, em grande parte, da crise econômica. 

  19. Chega de luxo.

    Quanto mais aumenta-se os juros, mais os produtos de consumo e o investimento encarecem e o resultado é óbvio, recessão. Se analisarmos profundamente o que nos levou a este caos econômico iremos bater invariavelmente no cambio valorizado e nos preços administrados. Agora com a corda no pescoço o governo provoca aumentos em energia elétrica, combustíveis, água, tarifas de serviços públicos e transportes de todo tipo e ainda pensa em mais aumento de impostos como a famigerada CPMF. Ora se alguém julga que o empresariado vai engolir a CPMF sem repassar seus custos para os preços está muito enganado. Não sendo isto possível por motivos de concorrência eles vão demitir e quem ficar trabalha dobrado. Rezemos para o Federal Reserve, o banco central americano, não aumentar os juros, porque se isto acontecer os investidores estrangeiros e até nacionais vão bater na porta deles e ai sim vamos amargar uma estagnação recessiva sem precedentes. Não adianta colocar a culpa nos organismos internacionais que regulam o grau de risco dos países, eles apenas prestam serviço sobre a real economia do país. Eles não podem ser orgulho de um país num dia (palavras de Lula quando o grau de investimento do Brasil foi elevado) e não significar nada no outro (palavra também de Lula quando a roubalheira desenfreada veio a tona e criou a crise política). O governo (executivo, legislativo e judiciário – CHEGA DE LUXO) precisa cortar na carne seus custos e ter um política de total transparência de seus gastos.

  20. Se o LN voltar a ler o post, me responda???

    Quem colocou o “Cavalo de Tróia” lá???

    Esta resposta vale mais que toda esta argumentação. Que todo mundo que não é doutor em economia já sabe.

  21. Que país é esse

    A maioria dos caras que postam nesse blog vivem num país de primeiro mundo. Frequentam shoppings modernos, comem em caras redes de fast food , passeiam de carros novos, tem filhos em boas escolas ,a grande maioria em bons empregos e universidades, fins  semanas regados a cerveja e churrasco, contas no banco, casa própria, vão ao cinema podem viajar a turismo , tem TV paga. Vivem num país onde não falta energia elétrica, tem universidade para todos, ótimos aeroportos, estradas de boa qualidade. Em plena crise mundial o desemprego é  apenas 7.5% (Se compararmos  à Espanha onde a taxa é de 22%)e a inflação pouco mais de 7%. A pergunta que fica é a seguinte: Que país é esse? Como foi possível a classe média e média alta prosperar tanto? Por que reclamam   tanto? Eu tenho a resposta. A maioria que posta aqui com raras exceções é manipulada pela mídia e uma boa parte racista preconceituosa cujo país se resume à sua rua, seu bairro e muitas vezes ao quintal das suas casas.

    No fundo, Luiz Inácio “Cabeça de Coco” da Silva deixou um país muito melhor do que recebeu, é por isso que foi possível a esse pessoal poder com seu trabalho usufruir de um país melhor. O Cabeça de Coco pegou um país quebrado pelo Fernando “Bufão do Circo de Soleil” Cardoso com alto índice de desemprego, sem universidades para todos, sem energia elétrica, sem divisas, com suas forças armadas sucateadas, com o ministério público e a PF engessadas com as indústrias falidas, com portos e aeroportos sucateados. A Petrobrás, roubada desde o tempo do Bufão do Circo de Soleil cujo roubo foi admitido pelo próprio em recente entrevista , mesmo depois da roubalheira, é uma empresa muito mais moderna e graças a Deus ainda nacional. 

    Não vou nem falar dos coitados que nunca tiveram a chance de viajar de teco-teco, poderem ir a um médico, colocar seu filho numa universidade ou comprar um cesta básica para sua subexistencia. Esses com tão pouco são gratos ao Cabeça de Coco. No aniversário dos 70 anos prabenizo você, Luiz Inácio Cabeça de Coco da Silva um cara simples que mudou o Brasil para sempre.

     

    • O RETORNO

      Estamos acertados de que os governos de Lula foram promissores ao povo brasileiro. Uma ação política aliada a um bom  momento na economia global. Agora, num mau  momento político e econômico mundial, o mercado quer de volta o que deixou de ganhar e o povo vai de que devolver na marra, via arrocho geral, desemprego, inflação combinada com recessão e aumento de impostos. Esse é o quadro. E a classe média, que está no olho do furacão,  apenas contribui com seu trabalho aos ricos e, também, sustenta as classes mais desfavorecidas com os altos impostos que recolhe sobre seus rendimentos salariais. A classe média é a que menos usufrui do estado e a mais penalizada nos momentos de crise.

      Portanto, busque os culpados nos escalões superiores!

  22. Bom, vamos lá:
    O deficit

    Bom, vamos lá:

    O deficit estimado não inclui as pedaladas fiscais, portanto, o rombo é maior. É superficial demais dizer q o deficit é em função da baixa arrecadação, todos nós sabemos q houve desmandos com a verba pública e incompetencia em adm e gestão. O mais coerente é dar profundidade.

    Outro ponto é que nessa estimativa estão inclusos os recursos oriundos das concessões de hidrelétricas, coisa q de fato – devido a turbulência política – não há garantias de sair.

    Sendo assim esse deficit irá ultrapassar os 100 bilhões.  

    • Todos sabemos!!!!

      Vem o seu Nassif e outros comentarista aqui nos explicarem alguma coisa sobre a economia… para que ?… o Otimista sabe que todos nós sabemos… parem de discutir,  todos já sabemos.

  23. Obrigado, Dilma e desenvolvimentistas…

    Muito obrigado por terem guiado o país considerando que devemos dar carta branca aos nossos políticos para torrar dinheiro público o quanto queiram. Obrigado por considerarem que dinheiro dá em árvores. O ajuste fiscal deveria ter sido feito a partir de 2005, na época da bonança, conforme o Palocci propôs. Mas a turma desenvolvimentista não deixou. Agora com certeza não vamos conseguir trocar o pneu com o carro andando. A Alemanha fez um acordo parecido com o proposto pelo Palocci na década passada. Resultado: saiu da crise de 2008 como a líder incontestável da Europa. Aqui, preferimos seguir os desenvolvimentistas no caminho de Argentina e Venezuela para o buraco. Não digam que não foram avisados e com muita antecedência!!! Caros desenvolvimentistas, por favor, enfiem suas cabeças em um buraco.

  24. Propaganda do PMN – 26.10.15.

     

         Não vejo esses programas partidarios,mas o tema da propaganda do PMN foi justamente sobre a divida publica Brasilieira.Achei o programa pertinente.Se alguem tiver o link do programa para publicar.

  25. Ao vermos a Ciência da

    Ao vermos a Ciência da Economia sob ângulos diversos do puro interesse pelo mercado financeiro, significa que cedemos o mundo a uma mentalidade retrógrada dos PHD do neoliberalismo, os quais deveriam nos atribuir capacidades ao por do sol.

    Pesquisa de inflação com consultorias para aumentar a taxa de juros não é o único olho que a ciência tem para enxergar mais além o sentido para uma espécie de conhecimento científico.

    Algo que coloco como alternativa: precisamos e podemos exigir do Tombini e Levy usarem instrumentos cognitivos de complemento adequados, por exemplo, consagrar ao homem a posse da realidade em nível de fundamento nas dimensões do desenvolvimento, e não excluir seus ganhos sociais por continua incompetência. 

    De fato é uma vergonha para os economistas que o objetivo da economia seja aumentar a posse da realidade, e o que eles fazem é só diminuir a capacidade de dar significado a vida no mundo.

  26. “Desista de encontrar

    “Desista de encontrar qualquer lógica na política econômica.”

      Eu não desisti, Nassif. E encontrei. Obviamente não DENTRO da lógica econômica, que não há: o sistema está montado para DAR ERRADO. Se eu, mais novo que você e sem as mesmas fontes cheguei a essa conclusão há tempos, você deve saber de tudo em detalhes.

      Oras, 1) a SELIC possui pouco impacto sobre a inflação, que 2) é principalmente de preços administrados, não por excesso de oferta, e 3) causa MUITO impacto no orçamento, levando à criação de déficits, cuja clássica solução proposta é atrair capital com 4) aumento da SELIC!

      Esse mecanismo foi montado à perfeição no governo FHC, quando as reservas eram mantidas propositadamente baixas e as taxas altas. Mesmo nossas reservas estando agora próximas de 400 BI de dólares, isso é ignorado e pouco se fala do impacto orçamentário. É um sequestro do orçamento nacional pelos detentores de títulos.

      Aos incautos, lembro que este mecanismo fez jorrar dinheiro na casa dos TRILHÕES DE DÓLARES desde a década de 90 – e se alguém acredita em “erros inocentes” e “dogmatismo” quando somas de mais de US$1.000.000.000.000,00 estão em jogo, sou obrigado a rir. Por muito menos que esse montante são planejadas invasões militares e movidas campanhas culturais e midiáticas (oooops).

  27. Para nos enganar foi preciso

    Para eles nos enganarem foi preciso problematizar a situação metodológica, censurando a função matemática, para tentar a saída fenomenológica que restringiram as teorias já articuladas pelo governo Lula e Dilma.

    O plano da Ciência da Economia no discurso Tombini/Levy não tem mais nada a fazer de tal instauração e, ao invés de estabelecer a integralidade de princípios refletivos, passaram a constatação de fato: o sistema de inflação e juros implicando no âmbito total significa dizer ao que veio, o empírico proposto está falido!!!

    Logo, o jeito dos economistas para cair na conta dos banqueiros o rombo que eles provocaram no governo foi tender para misturar-se “economia” com as “ciências humanas”, ou seja, fundaram as pretensões do mercado e expulsarão a população do status quo.

    A covardia fica em retirar-se diante da sociedade com as afirmações anteriores, de que assumiram uma atitude desvalorizante para evitar a desvalorização do real frente a inflação, quando, na verdade, vocês economistas apresentam-se como sede de um saber, reservando para si certas linhas de representações, e se fizeram dignos de apreços.

    Basta  de refletir a mentira de analistas, e renunciem a terem uma importância que não tem, antes mesmo de assumir características de profundas insuficiências de veridificação.

     

  28. Precisamos avisar aos pobres chineses sobre esse descalabro econ

    omico!Tal qual aconteceu com a Troller (que hoje está nas mãos da Ford), a TAC é mais uma fabricante genuinamente brasileira que passa a ser controlada por uma empresa estrangeira. Conforme anunciado nesta semana, a chinesa Zotye concluiu as negociações que mantinha desde o ano passado com os dirigentes da marca catarinense e passa a deter 100% do controle da empresa, incluindo a fábrica que produz o jipe Stark em Sobral, no Ceará. Como parte do negócio, estão previstos o lançamento de novos modelos e a nacionalização de carros da Zotye.

    Os planos da Zotye contemplam a expansão da marca TAC no Brasil e até mesmo o lançamento do produto brasileiro em outros países. Inicialmente, a ideia é lançar versões mais baratas do Stark (uma variante com motor flex, mantendo a tração 4×4) e até mesmo uma inédita variante picape. Posteriormente, a meta é expandir a atuação da fabricante para os demais países da América Latina e até mesmo África e Emirados Árabes. Ao todo o investimento ficará na casa dos R$ 190 milhões.

     

    ASSUNTOS 

  29. A diferença é a inflação

    “Se o déficit é provocado pela frustração da receita, que é decorrente da queda do nível de atividade, em qualquer país acima da linha do Equador uma queda de 3% do PIB justificaria o déficit primário e se recorreria a uma política fiscal mais frouxa para impedir o aprofundamento da recessão.

    Por aqui, não.”

    A diferença é a inflação, né Nassif. Nenhum destes países teria inflação de 10%. E apesar da maioria da inflação está em aumentos represados até o ano passado (como você disse), sabemos que os aumentos da energia (elétrica, gasolina, gás), impostos e dólar não serão repassados totalmente este ano por conta da recessão (corrosão da margem das empresas), o que fará com que sejam diluídos ao longo do tempo, fazendo com que a inflação seja persistente.

    Concordo com você por outro lado, que a política de juros do BCB foi e é desastrosa. Como não há confiança no mercado que o BCB persegue a meta de inflação de 4,5%, o bônus do discurso faz pouca diferença, só restando o ônus do resultado que é 8-9% do PIB para pagar o custo da dívida.

  30. É a economia politica, esperto!

    Acho muito fácil entender a lógica da politica econômica. OS altos juros que estão comendo os anunciados superávits do orçamento são pagos para alguém, não? Então a lógica é satisfazer as necessidades dos rentistas que vivem a custa da divida pública que só ira crescer com o ajuste fiscal eterno – que segue a lógica da cobra mordendo o próprio rabo – e com ela a fortuna dos rentistas. É a mesma lógica do ‘ajuste grego’ que favorece os mesmos interesses, os das finanças ‘globalizadas’. Não por um acaso Levy, indicado pelo presidente do Bradesco, é um representante – menor diga-se de passagem – desse grupo de interesse. Esqueça o emprego, o PIB,a produção industrial; a ‘lógica’ é uma lógica de intere$$e. Se o objetivo oculto da politica econômica é satisfazer o intere$$e das finanças globalizadas, então ela têm uma lógica pois está alcançando seu objetivo. 

    A Economia parece o ‘estranho caso de Benjamin Button’ aplicado a ciência. Ela regrediu ao longo de dois seculos, da economia clássica, que analisava os interesses que seriam ou não satisfeitos na situação a ou b, até se transformar na nova religião do neoliberalismo. Como a religião a teoria econômica ‘padrão’ atual usa argumentos metafísicos –  danem-se os fatos a verdade não está nesse mundo, está no mundo do modelo – estrategemas ad hoc – mudar arbitrariamente os argumentos e evidencias, como o caso da curva de Philiips relatado no post- e a retórica – os argumentos são para convencer que a politica economica satisfaz o interesse de todos, mesmo que seja em um futuro de data imprevisível que compensará o sacrificio de muitos no presente; qualquer semelhança com a retórica religiosa do sofrimento na terra em troca do paraíso na eternidade não é mera coincidência. Enquanto os ‘muitos’ são convencidos da necessidade do sacrificio no presente, os ‘poucos’ gozam das delicias do paraí$o sem ter que esperar o futuro.

     

  31. O déficit é provocado pela

    O déficit é provocado pela sonegação de impostos, dos corruptos (rede globo, santander, camargo correa, etc…) que a óperação zelote e suas juízas, receita federal, MPF e polícia federal não investigam e não punem de jeito nenhum.

    Muito pelo contrário. 

     

     

  32. Acho que tudo pode-se resumir

    Acho que tudo pode-se resumir no seguinte: O estado lança títulos para cobrir suas dívidas. Tem dívidas pois não há um controle em suas contas. Não há um controle em suas contas pois o país é muito grande, e os valores de arrecadação muitas vezes é prejudicado por corrupção e desvios de verbas ou mesmo inadimplência. Como as contas são voláteis devido a corrupção e a má administração, os títulos são emitidos para compensar a dívida do estado, tornando o estado refém dos investidores e aumentando ainda mais suas dívidas com empréstimos para honrar sua má administração. É assim no mundo todo.

    • corrigindo:
      “tornando o

      corrigindo:

      “tornando o estado refém dos investidores e aumentando ainda mais suas dívidas com empréstimos dos bancos para honrar sua má administração com os investidores dos títulos públicos.”

      Ou seja, o Estado vende títulos públicos do governo para investidores, com o dinheiro tampa os buracos causados pela corrupção e como não conseguem tampar estes buracos pedem dinheiro aos bancos, aumentando ainda mais sua dívida; E para honrar os investidores dos titulos e também honrar os bancos que pediram dinheiro emprestado, privatizam seus setores e como tem dinheiro desviados das pprivatizações como foram no FHC, aumentam ainda mais suas dívidas e por ai vai.

      Creio que a pirâmade da corrupção seria de baixo pra cima e não de cima pra baixo. Começaria nos municipios com 2/3 do orçamento desviados. Depois iria para as prefeituras das capitais com 1/3 dos recursos desviados. E no governo estadual, com recursos desviados não do orçamento mas daria muito na cara, mas da área públic-privada com licitações e superfaturamento. Bom, é tudo suposição… mas explico o motivo da suposição, veriquei em municipios como Cajamar por exemplo… Houve 10 trocas de prefeito e do consequente vice-prefeito em 2 anos e estão com quase todas as obras paradas e sem verba para continuar. Creio que de acordo com o grau de visibilidade, as chances de corrupção é maior e quase total. Os mecanismos de averiguação foram destruidos na época de FHC que já não tinha internet e foram retomados recentemente na era LULA, creio que seja devido a isso o aumento no nível de corrupção. Pois a escuridão está vindo a luz. 

    • Creio que deixam a taxa de

      Creio que deixam a taxa de juros alta para inibir aumentar os empréstimo e com isso as dívidas já que os Estado não dão conta nem da dívida que possuem atualmente com corrupção, inadinplência e burocracia. Primeiro há de fazer todas as reformas possíveis, descurocratizar tudo que estiver burocratizado colocar a luz do dia todos os mecanismos de corrupção e administração de municipios, estados e governo. E quando estiver tudo bem organizado diminuir a taxas de zero a quase zero.

  33. Auditoria Cidadã da Dívida

    Cerca de 70% do endividamento da União, hoje estimado em R$ 2,7 trilhões, pode ser indevido. Vale lembrar que o artigo 167 da Constituição define que não se pode pagar despesas correntes com dívidas, sendo que juros são despesas correntes.  A questão de pagamento dos juros com emissão de nova dívida, que é ilegal – só esse item já daria 70% tranquilamente, afirma a auditora brasileira Maria Lucia Fatorelli.

      • O governo, através de leilões

        O governo, através de leilões emite títulos do governo a juros altos para atrair o investidor, que no caso são os bancos; os bancos são os participantes dos leilões. Essa história que você compra títulos do governo, pode esquecer, os bancos que compram e você pega uma participaçãozinha mixuruca. Entenderam bem o que eu disse? O governo emite títulos com altos juros para pagar depois e vendem estes títulos para os bancos através de leilões. Ou seja, o governo emite dívida com alta taxas de juros, ou seja novamente, ele mesmo se endivida e vende esta dívida para os bancos com alta taxa de juros para depois ter de pagar! Me entenderam? É a mesma coisa que eu pegar um papel e dizer que devo para outra pessoa 100 reais com uma taxa de juros de 15% ao mês. Ela compra este título meu, e então estou automaticamente devendo a ela com um juros absurdo. E é isto que o governo faz. Para ter receita fica emitindo títulos a torto e direito para os bancos e enchendo o país de dívida. E depois o povo que terá de pagar. Como o governo não tem como pagar devido a taxa de juros absurda, privatiza suas empresas para estes mesmos bancos comprarem, que vão tomando conta do país inteiro. Como os juros dos títulos são altos para atrair a compra dos mesmos títulos pelos mesmos bancos nos leilões, e altos não por acaso, o governo emite títulos a taxa de juros alta para justamente que os bancos comprem estes títulos e o governo se torne escravo financeiro destes mesmos bancos parceiros de candidatura na eleições. Também é assim nos Estados Unidos. Então, os bancos exigem a privatização dos patrimônios públicos que irão para o mesmo banco para o país poder pagar aos bancos a dívida que ele mesmo criou em forma de título com uma alta taxa de juros. Escravizando o povo em dívidas e impostos, pois quem terá de pagar é o povo trabalhando que nem escravo para pagar as dívidas com os bancos e as altas taxas de juros até que morram de fome e não tenham dinheiro nem para comprar uma marmita. Foi assim na Grécia, foi assim não, é assim hoje na Grécia. Assim que os Bancos acabaram com a Grécia, milhares de pessoas viraram mendigos ou sairam do país, e ainda pior, muitas atentaram contra a própria vida; pois o Estado faliu e não tem mais dinheiro; os bancos pegaram tudo. Imagine ir na sua conta bancária e não achar mais nada? Foi assim na Grécia, bau-bau!!! É assim na Ucrânia atualmente, no Japão, EUA…

  34. Manutenção do subdesenvolvimento

    Artigo lúcido que, infelizmente não será entendido pelos maestros desse samba do criolo doido (tema musical do circo de horrores no qual o Brasil foi transformado. “um subdesenvolvimento construído ao longo de séculos.” subdesenvolvimento construído é bem o caso, pretende-se destruir o país pra vender a sucata.

  35. Auditoria empírica da divida

    Auditoria empírica da divida é pouco, e o “princípio de falsificação” do dinheiro que se comete para legitimar a insuficiência de significado deste último?

    O dinheiro deveria servir no minimo para ocorrer o plano técnico de construção da ciência da economia acompanhando o plano explicito de observar o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, convalidando a forma das nações receberem a sustentação do progresso.

    Mas nada disso se pode aceitar sem a hipótese da esfera que pode dizer que o desenvolvimento constante depende do valor do trabalho que é abundantemente em favor da faculdade do emprego como critério metodológico.

    Eu sou o único autor que pode criar a adoção deste princípio de demarcação científica.

    • Eles não querem fazer

      Eles não querem fazer auditoria pois vão descobrir que o Banco Central desde o governo FHC está emitindo dívidas do governo para os bancos comprarem com uma alta taxa de juros, ou seja, que o governo está se endividando com os bancos com dívidas a serem pagas com uma alta taxas de juros em forma de títulos governamentais, para deixar o país refém dos bancos com estas mesmas dívidas. É a nova escravidão mundial, através da dívida. Quanto menor é o barulho, mais títulos do Governo o Banco Central consegue emitir a uma taxa de juros altíssima e fora da realidade. Leiloam esta dívidas aos bancos e o governo tem de pagar depois aos mesmos bancos estas dívidas que criou em forma de títulos com uma taxa absurda. O governo não, o povo terá de pagar em impostos ou vender o patrimonio do seus país, como foi com a Vale do Rio Doce que extrai todos os minérios brasileiros ou como a PF está tentando fazer com a Petrobrás só para acabar com o Lula. Ou seja, todo o lucro do petróleo irá para os bancos. Estão sucateando o país com dívidas a juros altíssimos emitida pelo próprio Banco Central do país, que traí seu povo para que os bancos comprem esta dívida e o brasileiro terá que pagar com sua alma. Assim como está sendo com a Grécia. Pesquisem como está a situação lá, não há dinheiro para nada. As contas foram a grande maioria limpas pelos bancos para pagar as dívidas que seu governo corrupto fez com os bancos com taxas de juros absurdas para escravizar mesmo seu povo, em troca de candidatura presidencial ou ilhas no Caribe. E o pessoal ainda acha que compra títulos do governo, os bancos que compram em leilões privados e escondido do público que eles mesmos criaram com o Banco Central corrupto e vendem uma participação para o povo, só para disfarçar e não dizer que tem o dinheiro e a alma daquele país em forma de títulos e dívida.

  36. O povo é quem faz a economia

    A fórmula real do crescimento envolve espiral positiva de aplicação de investimento e velocidade de giro dessa espiral, que a cada giro (o dinheiro gira pela economia) traz de volta mais riqueza e aumenta o radio do próximo giro. Pela sua parte, apenas o crescimento real irá trazer recursos efetivos para o equilíbrio fiscal. Neste ponto sou mais propenso a gostar das constantes sugestões do André Araújo.

    O problema com esta medida acima (inversão em espiral positiva) esbarra quando o fluxo monetário passa por mãos de brasileiros que levam parte significativa do bolo para o exterior, por remessas de lucros, razões antipatrióticas, consumo supérfluo ou até por corrupção.

    A melhor solução que eu vejo agora é de injetar dinheiro no povão. Sim, isso mesmo, em Bolsa Família, educação, salário mínimo e outras ações. É o povão quem assegurou o Brasil desde a época em que Lula enfrentou a “marolinha”. O povão não tem conta na suíça, não vai para Disney, não compra apartamento em Miami (como Barbosa), nem compra carro importado (o Collor tinha 4 na garagem). O povão paga a escola, compra o seu quilo de arroz ou de feijão e, olha que interessante: paga as suas contas!

  37. Enquanto o imposto não for

    Enquanto o imposto não for algo em torno de 40% de todos os ganhos acima de R$ 5.000,00 e -40% para tudo que se quer  repatriar, não teremos sobra no caixa

  38. pagode

    Nassif,

    Agora é 100 bi !!!

    Esse é o verdadeiro “samba do crioulo doido”,…….mas nem andando de bike…..

  39. Em época de Herzog, fico com o comentário de Vladimir

     

    Luis Nassif,

    No final dessa primeira página há um comentário que irá para a segunda página ao primeiro comentário que for feito aqui neste seu post “As loucuras reiteradas do jogo fiscal”, de quarta-feira, 28/10/2015 às 20:02, atualmente com 97 comentários. Trata-se do comentário de Vladimir que fora enviado quarta-feira, 28/10/2015 às 10:03.

    Antes que ele se esconda na segunda página, eu faço a transcrição do comentário dele a seguir. Em poucas linhas ele disse o que eu também gostaria de dizer. Segue então o comentário dele:

    “A presidenta Dilma está fazendo o jogo do possível. Não adianta vociferar contra os juros. A presidenta tem todas as informações que necessita para poder dar o rumo correto ao país. Ela, apesar dos descrentes, tem feito isso. É questão de tempo para que o país volte a crescer e o fará mais rapidamente se aqueles que entendem que oposição representa um retrocesso, procedam com o apoio que a presidenta necessita no lugar de críticas que sabem não passar de discurso”.

    Em tempos idos havia um Vladimir aqui no seu blog que era muito bom nos comentários. Pode ser ele, mas eu prefiro que sejam dois.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 04/11/2015

    • E se a atual política econômica do governo for correta

       

      Luis Nassif,

      Tinha vindo a este seu post “As loucuras reiteradas do jogo fiscal” de quarta-feira, 28/10/2015 às 20:02, por uma segunda vez, apenas para dizer que eu o houvera mencionado junto ao post “A paralisia de Dilma para enfrentar a crise” de terça-feira, 27/10/2015 às 19:32, também de sua autoria e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://jornalggn.com.br/noticia/a-paralisia-de-dilma-para-enfrentar-a-crise

      Lá, o meu comentário, enviado segunda-feira, 02/11/2015 às 15:20, encabeça a relação de comentários que chegam atualmente a 126. Eu menciono este seu post “As loucuras reiteradas do jogo fiscal” junto com o post “A praga da descontinuidade administrativa” de quinta-feira, 29/10/2015 às 08:32, também de sua autoria para mostrar que suas críticas ficam mais fortes à presidenta Dilma Rousseff quando a presidenta Dilma Rousseff não está em apuros. Não faço oposição à presidenta Dilma Rousseff e, portanto, dou ponto para você. A oposição preferiria que você batesse quando ela estivesse caindo no ringue ou arena política. Você escolhe para bater nela quando ela se encontra em melhores condições de luta.

      Bate, nem sempre porque quer ou ver razões para bater, mas para criar polêmica e para que, com ela, venha a atração pelo blog. E às vezes há razões para bater. Avaliando por cima há razões para bater na política econômica que a presidenta Dilma Rousseff, via seu ministro da Fazenda, executa. Será que, se entrarmos nos pormenores, essa crítica seria consistente ou correta? Eu creio que não, por isso transcrevi acima o comentário de Vladimir que fora enviado quarta-feira, 28/10/2015 às 10:03, aqui para este post “As loucuras reiteradas do jogo fiscal”. Comentário que agora se encontra na segunda página.

      Só depois de enviar meu comentário anterior, enviado quarta-feira, 04/11/2015 às 20:02, é que eu fui na segunda página deste post “As loucuras reiteradas do jogo fiscal” e vi que lá também há outros muitos bons comentários. É uma pena que eles sendo tantos estejam na segunda página, mas é fico satisfeito em saber que o bom comentário de Vladimir contará com boa companhia.

      Entre os comentários na segunda página há mesmo uma discussão sua com Diogo Costa que deveria ser acrescentada a este post “As loucuras reiteradas do jogo fiscal”. O que Diogo Costa diz é cristalino: houve muito mais rigor no ajuste de 1999 como também no de 2003 do que o que ocorre agora com o ajuste de 2015. Na verdade, relativamente ao ajuste de 1999, deve-se dizer que, no tocante aos impostos, ele ocorrera em 1998, embora o juro alto que existira em 1998 precisou ser elevado para enfrentar a desvalorização do real em 1999. E foi o ajuste forte em 1998 e 1999 que ajudou o governo a enfrentar a desvalorização de 1999 e foi o ajuste forte de 2003 que ajudou a enfrentar a desvalorização de 2002.

      Dadas as condições adversas na nossa economia e na inserção da nossa economia na economia mundial, o Brasil não parece que terá um 2016 tão bom como foram o 2000 e o 2004. Ainda assim as condições para a recuperação econômica existem e são decorrentes da desvalorização da moeda e do consequente favorecimento ao setor exportador e também da consequente recuperação de parte do setor interno que antes da desvalorização se encontrava vencido pelo competidor externo com a ajuda do importador nacional. É o que se chama política cambial de substituição das importações.

      O fato de 2016 ser pior do que foram 2000 e 2004 pode não ser tão ruim como parece. Afinal ter deixado a economia crescer muito em 2004 requereu aumento de juro em 2005 que cortou a nossa recuperação e talvez tenha favorecido a valorização do real que se verificou no período. Também na recuperação de 2000, o país sofreu a falta de planejamento dos órgão encarregados dessa atividade à medida que o ministro do Planejamento do primeiro governo de Fernando Henrique não soube coordenar o planejamento para que não houvesse a crise de energia em 2001. Agora o governo pode dosar a recuperação de modo que ela tenha bom fôlego nos anos subsequentes.

      E trago agora aqui para este seu post “As loucuras reiteradas do jogo fiscal”, o que eu havia dito a respeito deste post lá no meu comentário de segunda-feira, 02/11/2015 às 15:20, para você junto ao post “A paralisia de Dilma para enfrentar a crise”. Antes da transcrição do trecho que interessa faço a transcrição do parágrafo final de trecho em meu comentário em que eu menciono o post “A praga da descontinuidade administrativa”. Disse eu lá:

      “É claro que um post como “A praga da descontinuidade administrativa” não chega a ser uma demonstração de que você esteja descendo o sarrafo na presidenta Dilma Rousseff. É, no entanto, um post para reforçar o que você disse aqui neste post “A paralisia de Dilma para enfrentar a crise”. Reforço, a bem da verdade contraditório, porque a descontinuidade administrativa não é uma inação, mas uma ação contrária ou reação que não confirmaria o rótulo de paralítica a que se quer atribuir ao governo da presidenta Dilma Rousseff”.

      E antes que eu me esqueça e como não deixei o endereço do post “A praga da descontinuidade administrativa” faço isso a seguir:

      http://jornalggn.com.br/noticia/a-praga-da-descontinuidade-administrativa

      E agora passo a transcrever o que eu dissera sobre este post “As loucuras reiteradas do jogo fiscal”, lá no meu comentário junto ao post “A paralisia de Dilma para enfrentar a crise”. Disse eu lá:

      “Há um segundo post de sua autoria que mantém o diapasão de crítica ao governo da presidenta Dilma Rousseff e que eu menciono como exemplo de descer o sarrafo embora a crítica não seja tão contundente assim. O título do post é “As loucuras reiteradas do jogo fiscal” de quarta-feira, 28/10/2015 às 20:02, e ele pode ser visto no seguinte endereço [Aqui vou fazer a troca um post por outro]. Em lugar de reproduzir o endereço do post “As loucuras reiteradas do jogo fiscal”, vou deixar o link para o post “Bresser-Pereira defende ajuste e permanência de Levy” de terça-feira, 27/10/2015 às 11:41, e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://jornalggn.com.br/noticia/bresser-pereira-defende-ajuste-e-permanencia-de-levy

      Pelo título o jogo fiscal do governo da presidenta Dilma Rousseff é de loucuras reiteradas. E como se diz na primeira frase do post não há qualquer lógica na política econômica da presidenta Dilma Rousseff. Em outras palavras a política econômica da paralítica presidenta Dilma Rousseff é louca e irracional e, como você acrescenta no final do parágrafo, “afronta qualquer métrica do bom senso”.

      Disse que o seu post “As loucuras reiteradas do jogo fiscal” não é tanto uma tentativa de descer o sarrafo na presidenta Dilma Rousseff porque apesar dessas palavras críticas à política econômica do governo dela, sua crítica é mais dirigida aos apoiadores do mercado à política econômica do governo da presidenta Dilma Rousseff na crítica que esses apoiadores produzem pelo fato da presidenta não fazer questão de apresentar um orçamento com superávit. São eles que fazem o jogo fiscal de ficar pressionando o governo a aumentar o juro sem se preocupar com o aumento da dívida.

      Além disso, não há porque reclamar muito se, ainda nesta semana, você trouxe o bom artigo de Bresser-Pereira em defesa do ajuste de Joaquim Levy e que foi reproduzido no post “Bresser-Pereira defende ajuste e permanência de Levy” que eu mencionei acima deixando o link onde ele poderia ser encontrado”.

      Bem, cabe uma explicação. Eu fiz referência tanto ao post “A praga da descontinuidade administrativa” como ao post “As loucuras reiteradas do jogo fiscal”, lá no meu comentário junto ao post “A paralisia de Dilma para enfrentar a crise” para deixar mais exemplos do que eu chamei de descer o sarrafo na presidenta Dilma Rousseff quando ela se encontra em melhores condições de luta. Descer o sarrafo é uma expressão um tanto forte para acusações até certo ponto leves que você fizera. O que vale é o conjunto da obra. Sozinho o título do post “A paralisia de Dilma para enfrentar a crise” já é suficiente para receber as duras respostas de Diogo Costa, ou seja, já é suficiente para caracterizar a prática de descer o sarrafo no governo da presidenta Dilma Rousseff a que você se dedica.

      E há um agravante. Muitas vezes o título é um modo esquisito de camuflar uma espécie de proteção contra as réplicas às diatribes que são assacadas. O título do post “As loucuras reiteradas do jogo fiscal” não faz diretamente a crítica ao governo da presidenta Dilma Rousseff. O jogo é mais do mercado ao qual o governo se submete passivamente. Você deixa implícito essa referência ao jogo do mercado nas passagens a seguir transcritas. Primeiro reproduzo trecho com dois parágrafos que aparecem logo no início do post:

      “Ontem, o Ministério do Planejamento e a Secretaria do Tesouro Nacional anunciaram a nova meta fiscal do governo central para 2015: déficit primário de R$ 51,8 bilhões, ou -0,9% do PIB (Produto Interno Bruto).

      Em cima desse valor, a nação de botocudos se curva de joelhos no altar das agências de risco, pedindo perdão pelos pecados da indisciplina fiscal”.

      E no final você volta a expor o comportamento do mercado diante da política econômica do governo. Diz você:

      “Pior: não há reações à vista. O mercado sabe que essa política monetária é suicida. Mas basta entender seus limites para faturar agora com os juros e mais à frente com a arbitragem de câmbio, quando o quadro econômico degringolar”.

      E na frase seguinte e última do texto você esclarece qual é o jogo do mercado:

      “E, com a relação divida/PIB em 70%, mais um motivo para exigir desvinculações orçamentárias, cortes no Bolsa Família, na saúde e na educação”.

      Se alguém for reclamar de suas críticas ao governo que reclame delas ao Papa, pois você estaria é defendendo o governo diante da jogada do mercado, ainda que no intermeio você lance suas críticas aqui e ali ao governo sobrando até a seguinte crítica ao Banco Central:

      “Essa pantomima não tem fim. No início do ano, os economistas do Banco Central divulgaram estudos comprovando cientificamente que as taxas de juros teriam efeito imediato e quase indolor sobre a inflação. No país da jabuticaba, segundo os sábios do BC, a curva de Phillips (que relaciona desemprego e inflação) exigiria um sacrifício mínimo do emprego para surtir efeito.

      Semanas atrás, retificaram os estudos, admitindo que a dose de sacrifício foi subestimada. Simples assim, uma autocrítica discreta em um jogo que mexe com o destino de milhões de pessoas”.

      Não me importo muito que se façam críticas ao governo. Interesso primeiro em saber a procedência para depois checar a consistência. Do eleitor cidadão de modo geral há todo o tipo de crítica e ela apenas revela ou o grau de conhecimento que ele tem da realidade ou o grau de internalização da opinião publicada que ele alcançou. Se ele já é conhecido e se sabe o grau de conhecimento que ele possui é possível avaliar se cabe adentrar nas críticas para se ver se nelas há consistência. Na análise da opinião do partidário e do político é preciso saber antes de que lado do espectro político eles se colocam. A liberdade para o político expressar uma opinião mesmo que não seja a que ele realmente pensa é total. Faz parte do processo político. A habilidade de fazer a crítica com racionalidade e emoção mais eleva o político. Se a racionalidade não for possível que se recorra a emoção ainda que a tese seja falsa. Já quando se trata do analista, o espaço para ele se expressar é mais delimitado. Quem se propõe a analisar deve buscar argumentos racionais mesmo que o entendimento que se defenda seja equivocado. Equivocado, mas sem o conhecimento de quem o expõe, pois se ele souber que se trata de ideia equivocada, ele, como analista, não dispõe da mesma liberdade de dizer o que quiser, ao contrário, por exemplo, do político.

      É da falta dessa racionalidade que, se eu percebo, eu procuro já de início criticar. Agora há, como enfatizei, o argumento racional equivocado. Sou leigo em economia para os apontar com frequência, mas se eles assim me parecem eu não vou deixar de os nomear. Uma questão aqui importante é a dependência do governante a baixas taxas de inflação. Uma inflação entre 10 e 20% ao ano, nos últimos vinte anos, poderia ter permitido o Brasil resolver quase todos os problemas econômicos que o país enfrenta principalmente a questão da dívida pública. No entanto, em patamares assim não conseguiríamos talvez nem mesmo manter a democracia. Governante que quer manter o poder em um regime democrático deve perseguir a inflação o mais baixo possível ainda que isso possa levar o país à zona de desconforto do limite inferior do juro que seria zero (Zero Lower Bound – ZLB). Não considerar esta dificuldade política da governabilidade na análise da política econômica nem chega a ser equívoco, pois parece mais perda de racionalidade, embora caiba observar que ainda que apresentado de modo irracional um argumento pode está correto. Aliás penso que está correto defender uma inflação mais alta, mas não é politicamente viável e sabendo da inviabilidade política não haveria racionalidade na defesa de inflação mais alta.

      Além disso, para mim é falha da análise desconhecer que, no caso de uma recuperação econômica puxada pelo câmbio, fazendo crescer as exportações e permitindo a substituição das importações, a função do governo como impulsionador do crescimento econômico pode e deve ser reduzida. Uma presença maior do governo talvez leve a uma valorização da moeda, seja pelo aumento da inflação seja pela maior atração de dólares que um necessário aumento do juro produz, o que faz o país perder a competitividade. Vinte anos depois de taxas de expressivas de crescimento econômico talvez possa se pensar em passar a adotar uma política de crescimento via o impulso do mercado interno mediante uma maior participação do governo.

      Não vejo esses pontos sendo considerados na crítica que se faz à política econômica do governo.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 05/11/2015

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