As usinas-plataforma do rio Tapajós

As exigências de respeito ao meio ambiente vieram para ficar. Nenhuma obra pública ou privada poderá desconhecer essa realidade. Mas há muita incompreensão sobre a influência das hidrelétricas no meio ambiente, especialmente em regiões pouco desenvolvidas, como no norte do país.

A opinião é de Altino Ventura Filho, Secretário de Planejamento e Desenvolvimento do Ministério das Minas e Energia (MME) e um dos mais experientes técnicos do setor, durante o seminário “As hidrelétricas da Amazônia e o meio ambiente”, promovido pelo Jornal GGN (www.jornalggn.com.br).

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Por outro lado, 35% do potencial hidrelétrico brasileiro estão na região norte, localizados nos rios à margem direita do rio Amazonas, começando pela fronteira, com o Tocantins-Araguaia. Tem o Xingu, onde se encontra a usina de Belo Monte; o Madeira, com as usinas de Jirau e Santo Antonio; e o Tapajós, a maior aposta.

 

Só agora se está iniciando o aproveitamento do potencial hidrelétrico do norte. Até agora foram explorados apenas 5%, contra o aproveitamento quase total do potencial das demais regiões brasileiras. Sem uma exploração adequada e racional do potencial do norte, não haverá espaço para a expansão hidrelétrica brasileira.

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Não se pode comparar uma hidrelétrica com outras formas de energia, pela razão de que ela é muito mais do que um projeto de energia. Historicamente foram ferramentas de desenvolvimento social e regional, proporcionando benefícios às populações residentes.

Para compensar o fim das obras e a desmobilização dos trabalhadores, foram concebidas como projetos de desenvolvimento, ajudando na urbanização, na criação de condições econômicas para os municípios no entorno, como foi o caso de Urubupungá, Ilha Solteira, Jupiá. Os lagos formaram praias, forneceram água limpa, permitiram lazer, navegação, pesca, abastecimento, permitindo novas atividades econômicas, como a agricultura, pecuária e serviços.

Leia também:  O projeto nacional e as indústrias de bem estar, por Luis Nassif

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No Tapajós, será a primeira vez que se construirá uma hidrelétrica em região não habitada. Com isso, se abandonará completamente o modelo de desenvolvimento até agora padrão, reduzindo as externalidades positivas do empreendimento, mas também os fatores de atrito com as entidades ambientais.

O modelo será da usina-plataforma – nome conferido por conta da semelhança com as plataformas de petróleo.

Será um empreendimento localizado em ponto bem específico e sem implicações ambientais. Não será indutora de desenvolvimento regional. Na fase de construção serão levantadas instalações temporárias, ao contrário do modelo de vilas operárias, depois transformadas em cidades.

As instalações ficarão restritas ao entorno das usinas,, possivelmente na área do futuro reservatório. Não serão abertas rodovias de acesso, com seu potencial de devastação. A construção das linhas de transmissão usará o rio para o transporte.

Terminada a construção, todas as instalações serão desmobilizadas, as condições naturais locais serão recompostas e as áreas adquiridas transformadas em parque nacional.

Na operação, haverá o mínimo de presença humana. Se automatizará o máximo, o transporte possivelmente será por helicópteros.

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45 comentários

  1. Não há como ser de outra forma

    O cuidado na exploração de hidrelétricas em uma região extremamente sensivel como o amazonas é um legado para as gerações futuras.

    Se o homem  não equalizar a sua busca do crescer a qualquer custo não deixará condições naturais mínimas para as gerações futuras, por isso a necessidade de investimentos em fontes alternativas de energia e uma reação da sociedade para menos consumo.

     

  2. hidrelétricas “desenvolvimento sócio-econômico”?

    Caro Luis Nassif, gostaria de fazer alguns comentários sobre parte de sua afirmação: “Não se pode comparar uma hidrelétrica com outras formas de energia, pela razão de que ela é muito mais do que um projeto de energia. Historicamente foram ferramentas de desenvolvimento social e regional, proporcionando benefícios às populações residentes.

    Para compensar o fim das obras e a desmobilização dos trabalhadores, foram concebidas como projetos de desenvolvimento, ajudando na urbanização, na criação de condições econômicas para os municípios no entorno, como foi o caso de Urubupungá, Ilha Solteira, Jupiá. Os lagos formaram praias, forneceram água limpa, permitiram lazer, navegação, pesca, abastecimento, permitindo novas atividades econômicas, como a agricultura, pecuária e serviços.”

    Não tenho informação de como vc chegou a essa consideração, dizer que historicamente as hidreletricas foram ferramentas de desenvolvimento desconsidera o acontecido em relação as grandes barragens dos anos de 1970 e 1980, como Itaipu e Capivara. Mesmo as que vc citou, não só provocaram grandes problemas sociais, como deslocamentos populacionais, sem indenizações corretas e extensivas q ue considerassem não somente critérios formais (como o valor da terra); o esvaziamento populacional; a degradação ambiental (com a introdução de espécies exóticas – a corvina por exemplo). Onde será que a pesca tornou-se uma atividade compesatório em mesmo nível que a existente anteriormente? O lazer (mais recentemente os loteamentos as margens – quase todos privados e não acompanhando a legislação ambiental) é segregador; produtor de sub-empregos; etc. 

    Existem inúmeros estudos sobre impactos sócio-econômicos de grandes barragens, com os quais se pode concluir que sua afirmação não corresponde com o sucedido. Basta visitar as cidades de Alvorada do Sul para se certificar do que significou a construção da barragem de Capivara, no rio Paranapanema.

    Gilmar Arruda

    • caro Gilmar

      Acho que o Nassif exagerou qto aos beneficios, mas certamente o que ele quis dizer foi que em tese as hidreletricas tinha este objetivo.  Sou da regiao de Furnas, a primeira grande hidreletrica brasileira. Na minha regiao, essencialmente de agricultura cafeeira e de subsistencia, a represa representou uma profunda alteraçao no modo de vida da populaçao, majoritariamente rural, que teve que migrar para as cidades,  que nao tinha estrutura suficiente para receber estes deserdados.  A economia nao foi imediatamente beneficiada, pois a agricultura de subsistencia sofreu um baque com a inundaçao das melhores terras que ficavam nas baixadas e a atividade pesqueira tb nao foi beneficiada porque os peixes da regiao eram de piracema e acabaram sendo substituidos pelas tilapias e tucunarés. E com a atual poluiçao causada pelo uso indiscriminado de agrotoxicos e tb pelo despejo de esgoto das cidades,  a quantidade de peixes do lago so diminui a cada ano.  Mas a questao que mais afetou a populaçao lindeira do lago foi a falta de apoio do governo para projetos de desenvolvimento da regiao, até para aproveitar a maior disponibilidade de agua. Nao se incentivou a navegaçao para o transporte de produtos e pessoas ao longo do lago e mesmo o turismo regional ( e estou falando de uma das regioes mais privilegiadas em belezas naturais do estado de MG) nao se desenvolveu a contento e atualmente enfrenta o problema do esvaziamento do lago, causado pela liberaçao excessiva da agua do reservatorio para abastecer as usinas da parte inferior do rio grande.  O resultado disto tudo foi que uma regiao inteira com um potencial produtivo imenso sofreu um processo de empobrecimento humano, com imigraçao para os grandes centros urbanos do sudeste e para o paraná.  Enfim,  se fosse pra continuar, teria muito que relatar sobre o estado das cidades do lago atualmente….

  3. Bom é criar Parques Ecológicos entorno de hidrelétricas,rodoanéi
    Temos que criar parque ecológicos nacionais, estaduais ou municipais entorno das Hidrelétricas, represas de captação de águas.
    Vejam rodoanéis logo as margens são ocupadas e cai o fluxo de carros .
    vejam a represa guarapiranga em São paulo toda cercada por oicupações.
    vejam o aeroporto de Gaurulhos , pra dizer um , todo cercado por ocupação ilegal!
    Assim hidreletricas na Amazônia criaríamos parques nacionais em seu entorno.
    A Br 319 em grande discussão, não sai do papel por briga entre ambientalistas e desenvovimentistas, a Br liga Manaus e o estado de Roraima ao resto do Brasil , Porquê não criar uma ESTRADA PARQUE?
    É SÓ DEFINIR E MARCAR OS LOCAIS DE OCUPAÇÃO NECESSÁRIOS PARA UMA ASSISTÊNCIA AOS USUÁRIOS (Posto Policial, Postos de Gasolina, oficinas e socorristas, restaurantes etc.
    o pessoal do IBAMA teria melhor acess a esse cantão da amazônia, hoje as toras de madeiras são surrupiadas através dos rios.

  4. E a linha de transmissão?

    E a linha de transmissão? Faixa de domínio para manutenção, fundações, concreto, estuturas metálicas, fios, etc. Não vai virar uma via de acesso? Ou a transmissão seguirá as margens dos rios? A que distância das margens?

    • Tente ler o artigo até o fim

      Citando o próprio artigo acima: “A construção das linhas de transmissão usará o rio para o transporte.”

      Além disso, já existem linhas de transmissão que cortam a Amazônia, uma delas liga Manaus à Macapá.

  5. Construir usinas

    Construir usinas hidrelétricas pode até ser uma necessidade, mas também é um bom negócio para as grandes empreiteiras (generosas financiadoras de campanha). Por que o governo não age com a mesma firmeza em relação à energia eólica? Temos várias usinas eólicas já prontas, mas sem produzir um watt de energia por falta de linhas de transmissão…

    • Claro que é um grande negócio

      Claro que é um grande negócio para as grandes empreiteiras! E também para as pequenas e médias e para o país como um todo. Só porque é um grande “negócio” para as empreiteiras, não vamos fazer? fala sério!

  6. Dessa vez eu discordo. Em

    Dessa vez eu discordo. Em prol de um desenvolvimento tocado à energia barata, vão comprometer todo ecossistema da bacia amazônica para as futuras gerações. A tal usina construída num local isolado não é prova de mudança de paradigma, mas da ganância exarcerbada, de cegueira ambiental.

    A partir de conversas com pesquisadoras do INPA, por ocasião de um curso em Campinas, mudei meu pensamento a respeito. Afirmam que todos os laudos ambientais estão viciados, e, que o IBAMA foi pressionado durante todo o processo. Em suma, é a destruição do complexo amazônico pelas bordas. Tal fato é o responsável pela saída de Marina Silva do PT.

    Só uma pergunta: com todo potencial biológico da Amazônia, por que não constroem umas dez unidades de centros de pesquisas nos moldes da FIOCRUZ/FARMANGUINHOS? Em 10 anos teríamos uma Petrobras no setor de laboratórios e medicamentos, e, ainda, preservando a riqueza ambiental. Mas isso não dá apoio de empresários (entenda-se: recurso para campanhas).

    • Nunca se respeitou tanto o

      Nunca se respeitou tanto o meio ambiente quanto nos últimos projetos hidroelétricos. Quanto ao  sonho de uma Petrobras de medicamentos talvez não seja também o de Marina, só que com a Natura. Marina SIlva saiu do PT porque não tem estatura para pensar projetos para o Brasil, simplesmente porque o país é grande e merece grandes projetos de desnvolvimento e sem energia não há desenvolvimento. Quem sabe o sonho de Marina seja transformar o Brasil numa gigante Pandora, não esquecendo-se de acomodar os rentistas do Itaú e seus parceiros mundiais, enquanto permanecemos subdesenvolvidos.

  7. A usina hidrelétrica de Tapajós

    Caro Luis Nassif

    Cientificamente, quando se discute impacto no meio ambiente, não se pode apenas considerar o que acontece no local da obra. Para o Brasil e para o Mundo, uma hidrelétrica é muitíssimo menos poluidora do que as geradoras utilizando gás, carvão de qualquer tipo e muitissimo menos e menos perigoso do que a de energia nuclear.

    É impossível fazer qualquer coisa para utilidade humana sem ter algum impacto na natureza.  O que é necessário imprescindivelmente é diminuir o impacto e contribuir para a preservação do meio ambiente no caso de um país e do mundo. Logo, é imprescindível diminuir o impacto local e fazer o balanço total dos impactos. Muito pior que uma hidrelétrica é a falta de fiscalização na invasão da Amazonia  por plantadores e criadores de gado.

    A própria floresta amazônica provoca uma grande bolha de CO² na estratosfera como foi constatado há muitos anos pela NASA. As causas são a putrefação de folhas e outras, o que leva a crer que replantação de partes da floresta amazônica com plantas nativas em terreno aberto é uma medida a favor do impacto ambiental no Brasil, na América do Sul e no Mundo. Isto poderia ser uma medida para as partes que veem sento desmatadas prejucicialmente.

    É difícil calcular o saldo do impacto de uma medida no meio ambiente. Apenas se sabe que o uso generalizado de automóveis, caminhões e fábricas,  prática que direta ou indiretamente nós comentaristas praticamos, é indubitavelmente prejudicial.

    Outro ponto importante a considerar, que se relaciona com este comentário, é considerar o impacto ambiental em termos de destino humano. Não podemos querer salvar a natureza pela natureza. Isto não existe, senão não haveria tsunamis, terremotos, vulcões e transformação das espécies e da ação da água a longo prazo.

    No entanto, é boa a crítica, porque ela levará a por atenção no problema e nas soluções por parte dos governos e sobretudo dos cidadãos.

  8. meio ambiente

    Fazer uma usina, com tudo que ela traz de bom, não pode. Só se coloca areia para atrapalhar. Acabar com a floresta, pode. Todo ano desaparece mais uma parte. Eta Brasil pequeno.

  9. Nassif, acho que você esquece

    Nassif, acho que você esquece que um sem número de projetos implicam em participação das prefeituras que, para citar alguns poucos problemas, não dispõem de pessoal técnico para planejar e tocar projetos, não possuem grana, e estão focados – em um maiioria esmagadora, ainda mais em rincões- em sua próxima eleição. Sei que ontem houve post sobre os bons projetos do governo pelo Brasil adentro, mas uma pequena olhada em que se transformou Santarém dá para er uma idéia do que falo.

  10. SINTO MUITO…

    Prezado Nassif: Não há historicamente obra de grande vulto que não tenha afetado socialmente seu entorno. A obra se adianta e chega um, chega outro, monta um barraco, depois de cincoenta barracos  vem outro cidadão e monta um boteco oferecendo snooker e cachaça, daí vem as muié de dentro e de fora da famílias e com elas forró,  pau dentro e pau fora e pronto! aí nasce mais uma cidade. Sempre foi assim  e a regra é que a sociedade faz suas regras, caso assim não o fosse, não existiriam as favelas.

  11. Hidrelétrica

    Será que os EUA está preocupado com o meio ambiente ou com o bem estar de seu povo.Estão explorando o gas de xisto e poluindo o lençol freático.Para os países em desenvolvimento há uma série de críticas de ONGs,GreenPeace etc…Acho que cada um tem que cuidar de seu quintal e aproveitar o que tem dá melhor maneira,o resto é convernsa para boi naná.

  12. Stanislaw Ponte Preta, numa

    Stanislaw Ponte Preta, numa de suas maximas, dizia que não havia nada mais pornografico de que os pensamentos de uma adolescente de 15 anos se perguntando o que deveria deixar o seu namorado fazer com seu corpo.

    O mesmo eu diria sobre esses laudos do IBAMA.

    A diferença é que a adolescente, ao menos, ainda tem uma certa engenuidade. O pessoal do IBAMA não.

    Os rios são elementos vivos,complexos, ao mesmo tempo fortissimos,como tambem frageis.

    Uma  hidreletica representa sempre uma forte agressão.

    Ja me adianto aos conhecidos defensores da destruição, que logo aparecerão nos comentarios para reclamar:

    ” E o meu banho quente?”

    Responderia:

    “Pior que banho frio é chuveiro sem agua”.

    Os defensores do “desenvolvimento” a qualquer custo procuram argumentar afirmando que o efeito do estupro de um rio pode ser contornado.

    Algo como a infeliz declaração do Maluf:

    ” Estupra, mas não mata.”.

    Não sou economista, nem pretendo ser.

    Mas os bilhões gastos na construção dessas hidrelétricas, se investidos num amplo projeto nacional de substituição de lampadas incandescentes por outras modernas, financiamento de instalação de captadores de energia solar pelo pais, melhorias no sistema de transmissão eoutras medidas voltadas ao futuro, os resultados seriam melhores.

  13. Seminário com apenas uma visão…

    Que espécie de seminário é esse onde não aparece, no texto acima, o diálogo com as populações locais?

    Esse otimismo contrasta com a visão dos habitantes que serão afetados por esses projetos…

    • Não tem problema, era só ter

      Não tem problema, era só ter lotado um Fusca e ter trazido “toda” população local para o debate !!!

      • A população local não precisa ser trazida ou levada… Há mobilização das comunidades para expandir o debate e evitar argumentos falaciosos. 

        Porém, convenhamos, não temos o poderio financeiro das grandes empresas e muito menos queremos o poderio ideológico da grande mídia que, pelo visto, já seduziu vários expectadores.

  14. Tomada não gera eletricidade

    As pessoas querem energia elétrica, o que é natural. Mas se opõem às alternativas mais limpas de gerá-la. Agem como se pensassem que eletricidade é gerada nas tomadas elétricas.

    • E ainda vem uma montanha de

      E ainda vem uma montanha de tolinhos a defender o carro elétrico… Se convertêssemos todos os carros do Brasil para elétricos de quantas Itaipu necessitaríamos? Vamos lá: um automóvel médio (não um SUV) de uns 100 CV de potência anda uns 500 km com 50 l de gasolina (no engarrafamento é bem menos). Supondo que a cada dia uns trinta milhões de carros rodem em média 100 km, teríamos um consumo diário de10 l de gasolina o que dará 300 milhões de litros de combustível a cada dia, que traduzido em barris (400l) daria 750.000 barris diários, só para os carros. É algo dessa ordem pois o país consome a cada dia mais de dois milhões de barris (para tudo, inclusive termoelétricas). O mol da gasolina é algo em torno de 50g, portanto um litro contém cerca de 0,7 X 1000 / 50 ~= 14 mol, ou aproximadamente, produziria uns 1,4 MJ de energia por litro queimado (~1 eV por ligação química rompida). Logo os 300.000.000 de litros libertam a cada dia 420 trilhões de Joules de energia!

      Itaipu, produz a cada segundo, a plena carga, 14 bilhões de Joules. Logo ao longo de um dia (se fosse possível operá-la a plena carga, o que precisa de muita água…) são ~1,2 quatrilhões de Joules.

      Sabemos que a eficiência dos motores elétricos é bem maior que a dos motores a gasolina, entretanto, não computamos aqui os caminhões e as máquinas agrícolas. Logo verificamos que necessitaremos de algo do porte de uma Itaipu para transformarmos nosso consumo de combustível de veículos em eletricidade. Estamos preparados para construirmos obras desse porte na amazônia? Ou esse discurso verde é vazio?

      Posso ter cometido um deslise nessa “back of the envelop calculation” e agradeceria a correção de um colega com dados mais precisos.

       

  15. Usinas hidroelétricas – novo modelo

    Precisamos de fontes renováveis e limpas de energia, e as hidroelétricas promovem isso.

    Asa empreteiras “lucram” com as obras, assim como a SIEMENS (lembra dela) “lucra” com o fornecimento de células fotovoltáicas para painéis solares, ou em aerogeradores de enegia eólica. O financiamento de campanhas eleitorais por isso deve ser limitado a pessoas naturais, proibindo-se pessoas jurídicas, mas esse é outro assunto.

    Estamos procurando soluções para mitigação do problema ambiental causado pela construção da barragem e do alagamento de áreas de florestas. Nesse caso, parece que há pouca população ribeirinha (envolvendo desapropriações, alteração do modo de vida) devido ao difícil acesso ocasionado pela floresta fechada. Afora esse grande problema há ainda o das linhas de transmissão (os “linhões”).

    Não entendi bem a proposta, mas creio que os “linhões” ficariam à margem dos rios, seguindo os contornos, nos terrenos de vazante, e o acesso das equipes de manutenção seria via fluvial. Isso de fato minimizaria o impacto ambiental sem a necessidade de cortar árvores.

    Sou crítico do uso de energia nuclear no Brasil, e sou muito a favor das barragens – e não trato de modo excludente a energia fotovoltáica e eólica – que, a despeito do levado custo inicial da obra, se revela a de menor despesa operacional em etapa posterior.

  16. Onde o patativa vai cantar ?

    Em linhas gerais, acho que o pensamento do Nassif é correto. Agora dizer que essas represas proporcionam lazer, pesca, que gere economia de fato, é discutivel. Eu conheci uma delas, e é triste ver o lugar que antes era verde, todo inundando, sem vida…  

    Sei que precisamos de mais usinas se não quisermos um apagão uma hora dessas. Desenvolver, criar infraestrutura; nisso o governo esta certo. Mas precisamos também pensar em alternativas. Em procurar as novas energias, as energias limpas. Essas sim devem ser o futuro e quem sabe proporcionarão muito mais ganho econômico e avanços tecnologicos, além de pourar a terra. 

    • O fato é que até Balbina,

      O fato é que até Balbina, cheia de erros (que proporcionaram futuros acertos) é hoje o paraíso do Tucunaré e destino internacional dos afixionados da pesca, e há evidências de que toda a flora e a fauna da região se revigorou positivamente depois da represa. A natureza é surpreendente.

      • Pra quem mora lá…

        Converse um pouco com as pessoas que moram em Balbina. Creio que eles vão discordar um pouco desse encanto piscoso…

    • Na verdade, não prcisamos de

      Na verdade, não prcisamos de mais usinas. Essa ideia é o que o Sistema joga todo dia para você: precisamos crescer mais, para vender mais, para consumir mais. Ninguém quer saber sobre comunidades menores com geração própria de energia e totalmente auto-sustentável. Não aqui no Brasil. Procura-se sempre a forma de se expandir da forma mais rápida possível com o argumento de estar levando “desenvolvimento” a certas regiões. Mas, infelizmente, acho muito difícil de mudar esse pensamento. Grande parte da população adora comprar o que não precisa e se contenta com muito pouco. 

       

  17.   PIB gaúcho cresce 3,6% no

     

     

    PIB gaúcho cresce 3,6% no trimestre e 6,6% no acumulado

     

     

    Indústria e serviços puxaram o crescimento, apontam dados da FEE

    O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul cresceu 3,6% no terceiro trimestre de 2013, na comparação com mesmo trimestre do ano anterior. Os dados do PIB Trimestral gaúcho foram apresentados nesta terça-feira pelo economista Martinho Lazzari, da Fundação de Economia e Estatística (FEE) que destacou que as grandes novidades do terceiro trimestre foram a indústria e serviços que puxaram o crescimento do Estado. A indústria se expandiu 4,9%, impulsionada pelo bom resultado da indústria de transformação, que cresceu 5,5%, com destaque para as atividades de máquinas e equipamentos (21%), veículos automotores (27,5%), borracha e plástico (15,7%) e refino de petróleo (33,4%).

    A construção civil cresceu 3,6%, e as demais indústrias, 3,7%. O setor serviços teve um acréscimo de 4%, com todas as atividades. O comércio aumentou 4,1%, com destaque para material de construção e equipamentos de informática. Lazzari atribui o crescimento no comércio ao aumento do crédito para pessoa física que atingiu 18% no Estado mais do que no Brasil que foi de 16,5%. Outro fator apontado pelo economista é a diminuição da taxa de inadimplência no Rio Grande do Sul que foi de 3,1% enquanto que no Brasil o índice é de 4,6%. A atividade de transportes cresceu 11%, incentivada pelas demandas da agropecuária e da indústria de transformação. Os aluguéis aumentaram 2,5%, administração pública, 2,7%, e demais serviços, 3,6%. Passados os efeitos positivos da safra de verão, a agropecuária caiu 8%.

    No acumulado do ano, de janeiro a setembro de 2013, comparado com igual período do ano anterior, o PIB gaúcho cresceu 6,6%. A agropecuária cresceu 48%, com grande destaque para os aumentos de produção da soja e do milho. A indústria expandiu-se 2,9% e a de transformação cresceu 3,4%, amparada nos aumentos de produção das atividades de máquinas e equipamentos (9,6%), veículos automotores (19,9%), borracha e plástico (12,9%), de bebidas (12,6%) e refino de petróleo (25,4%). Já a construção civil cresceu 2,7% nessa base de comparação. Os serviços expandiram-se 3,1%. O destaque foi novamente a atividade de transportes, com aumento de 6,3%. O comércio cresceu 3,4%, impulsionado pelos aumentos das vendas dos ramos de material de construção, equipamentos de informática e vestuário e calçados. Os aluguéis cresceram 2,4%, a administração pública, 2,7%, e os demais Serviços, 2,7%.

    No acumulado em 12 meses contra o mesmo período anterior, o PIB do RS cresceu 4,9%. A agropecuária aumentou 39,1%, a indústria, 0,9%, e os serviços, 2,7%. No 3° trimestre contra o trimestre imediatamente anterior, com ajuste sazonal, o PIB do Estado caiu 1,6%. A agropecuária retraiu 5,6%, a indústria mostrou estabilidade (0,0%), e os serviços cresceram 1%.

    Fonte: Claudio Isaías / Correio do Povo

    PS.: Algum veículo do PIG,do eixo Rio/SP,tomou conhecimento, melhor,deu divulgação  disso?

     

  18. APOIO DO CPMVJ À PROCURADORA EUGENIA AUGUSTA GONZAGA

     

     

    Caro Nassif,

     

    sei que este não é o lugar mais apropriado mas encaminho, abaixo, a mensagem que o Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça enviou ontem, 9/12, à Ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República:

     

    Exma. Sra.

    Maria do Rosário Nunes

    Ministra de Estado, Chefe da

    Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

     

    Senhora Ministra,

     

    O Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça (CPMVJ) registra com pesar e lamenta profundamente as declarações da procuradora Eugenia Augusta Gonzaga, do Ministério Publico Federal (MPF), que acusa a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, de omissão que beira a cumplicidade na busca da identificação das ossadas recolhidas em 1990 – há 23 anos, portanto – ma chamada Vala Comum do Cemitério de Perus.

    Voltamos a insistir, senhora ministra, que registramos com pesar e lamentamos profundamente as acusações feitas pelo MPF à SEDH. Infelizmente, porém, somos obrigados a concordar com cada uma das palavras do MPF.

    Poderíamos, senhora ministra, acrescentar muitas outras à atuação de um ministério que deveria estar voltado para a defesa dos direitos humanos em nosso país. E basta ler os jornais diariamente para ver como esses direitos, sejam de índios, negros, homossexuais ou simplesmente jovens pobres das periferias de qualquer grande cidade brasileira para perceber a dimensão dessas críticas.Mas, para evitarmos as acusações de radicalismo ou divisionismo, vamos ficar apenas naquelas apontadas pelo Ministério Público Federal. E ainda assim, senhora ministra, o Comitê Paulista só tem a lamentar.

    Há pouco mais de um mês, o Ossário do Cemitério do Araçá, em São Paulo, foi vítima de profanação – um dos mais crimes ignóbeis, porque perpetrado contra a memória de quem já não pode se defender. Mais grave: essa profanação se deu apenas algumas horas após um ato inter-religioso com a presença de representantes de diversas crenças, inclusive do cardeal arcebispo de São Paulo, em homenagem àqueles mortos.

    Naquela ocasião, denunciamos esses fatos em ofício protocolado em seu ministério (ofício 11-082/2013-CPMVJ) pedindo expressamente a intervenção da SEDH e da Polícia Federal para apuração do crime; medidas para impedir a ocupação e descaracterização de antigos centros de tortura pelo Governo do Estado de São Paulo e; especialmente, medidas para a identificação das 1049 ossadas que já esperam há mais de 20 anos por esses exames. Mais de um m~es depois dessas denúncias, senhora ministra Maria do Rosário, nem uma palavra sua ou dew qualquer de seus assessores.

    Essas constatações nos levam às seguintes indagações: como qualificar isso a não ser como omissão? E como não identificar essa omissão após todo esse tempo? São palavras duras senhora ministra, por isso não queremos usá-las e por isso perguntamos à SEDH como explicá-las? E como explicar que q SEDH tenha dinheiro para promover o Fórum Mundial de Direitos Humanos e não ter dinheiro para pagar os pesquisadores que trabalharão na identificação daquelas ossadas?

    São perguntas que o Ministério Público Federal faz. E nós também fazemos.

    Respeitosamente

    Antonio Carlos Fon

    Cesar Antonio Alves Cordaro

    p/CPMVJ – Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça

     

     

  19. copiando Telma Monteiro

    copiando Telma Monteiro

     

    Usinas no rio Tapajós: desconstruindo mentiras do governo – Parte I

    10 de dezembro de 2013 às 13:33

    Comunidade Montanha e Mangabal- Foto de Maurício Torres

     

     

    Por Telma Monteiro

    Sem palavras para expressar a insanidade contida nos trechos da matéria da Carta Capital/Jornal CGN sobre as usinas planejadas para o rio Tapajós. Mas vou fazer um esforço e usar um vocabulário educado para desconstruir essas asneiras ditas (texto selecionado e entre aspas abaixo) pelo Secretário de Planejamento e Desenvolvimento do Ministério das Minas e Energia (MME), Altino Ventura Filho.

     

    1. Errado. Altino Ventura precisa se informar melhor sobre quem são os moradores da região onde pretendem fazer a tais usinas plataforma. Ele diz que ela não é habitada. Indígenas em suas terras, comunidades tradicionais como a de Montanha e Mangabal e Pimental, nas margens do rio Tapajós, não são habitantes ou gente segundo o critério dele?

     

    2. Errado. Os conflitos já começaram na região. E ainda nem iniciaram os trabalhos de preparo das obras para construção das malditas usinas chamadas de plataformas.

     

    3. Errado. As implicações ambientais já começaram. Basta lembrar que em abril deste ano de 2013 a dona Dilma Rousseff assinou uma MP para alterar os limites das Unidades de Conservação para “facilitar” a licença ambiental das usinas do Tapajós. Já começou o desmatamento por conta da ocupação e aumento de pessoas que estão indo em busca de oportunidades que esses empreendimentos fingem propiciar. A  população das comunidades já está reportando a presença de estranhos como madeireiros, garimpeiros, posseiros.  

     

    Vou parar por aqui, essa primeira parte. (Telma Monteiro)

     

    “No Tapajós, será a primeira vez que se construirá uma hidrelétrica em região não habitada. Com isso, se abandonará completamente o modelo de desenvolvimento até agora padrão, reduzindo as externalidades positivas do empreendimento, mas também os fatores de atrito com as entidades ambientais.”

     

    “O modelo será da usina-plataforma – nome conferido por conta da semelhança com as plataformas de petróleo.”

     

    “Será um empreendimento localizado em ponto bem específico e sem implicações ambientais. Não será indutora de desenvolvimento regional. Na fase de construção serão levantadas instalações temporárias, ao contrário do modelo de vilas operárias, depois transformadas em cidades.”

    Link da matéria: http://www.cartacapital.com.br/economia/as-usinas-plataforma-do-rio-tapajos-2087.html

     

  20. copiando comentário meu em outro post , mesmo assunto

     

    Que o governo deixe de ser indutor e/ou cúmplice de desastres ambientais é tudo o que muitos de nós , brasileiros , queremos . ( Aplausos às iniciativas sérias .)

     

    Que essas “usinas plataforma” , no entanto , parecem meramente propaganda enganosa , parecem … 

     

    Desde 2010 , quando começaram a ser divulgadas (timidamente , inclusive) , as “mágicas” tecnológicas saídas das cartolas governamentais omitiram dados importantes :

     

    – tem-se a impressão de que as usinas serão construídas “no meio do nada” (*) : no caso do Tapajós , por exemplo ,  as usinas se situam no território dos Mundurukus , povo que , o governo sabe muito bem , tem explicitado organizada e veemente contrariedade para qualquer projeto de barramento do seu rio sagrado (é , existem povos que consideram sagrados seus rios) ;

     

    – claro que o governo sempre pode , com canetadas mais ou menos simples , alterar zonas de proteção ambiental ou indígena etc etc e tirar o sofá da sala … mas aí volta-se aos métodos antigos e o discurso de modernidade das usinas plataforma fica mais esdrúxulo ainda ;

     

    – usinas a fio d’água não significam que o ambiente do rio não será alterado , com impactos negativos sobre a pesca , navegabilidade e os modos de sobrevivência dos povos tradicionais , que têm que ser consultados , reza a moderna governança ;

     

    – não há como não notar que essas grandes hidrelétricas andam diretamente relacionadas com  abertura de frentes para exploração de minérios … o novo marco regulatório da mineração tem sido levado com a discrição e falta de transparência convenientes para quem não tem interesse algum em discutir preservação do meio ambiente ou direitos de povos tradicionais , muito menos indígenas … onde se mantém a modernidade protetora das usinas plataforma nesse quesito , nem um pio nos vídeos oficiais ; 

     

    – copiando Telma Monteiro : ” …acho que essa história de usinas plataforma tem como principal objetivo reduzir os estudos ambientais e os custos das mitigações e compensações. . “

     

    (*) a Amazônia como um “deserto de pessoas” , convenhamos , é um engano ultrapassado , principalmente à beira dos rios .

    http://jornalggn.com.br/noticia/hidreletricas-da-regiao-norte-sao-construidas-com-novo-modelo

    Mais 2 links críticos e 1 vídeo oficial :

    http://www.pagina22.com.br/index.php/2010/01/hidreletrica-plataforma-e-meia-solucao/

    http://telmadmonteiro.blogspot.com.br/2013/07/hidreletricas-e-mineracao-causam.html

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=4nPxakomGjM align:left]

     

  21. Aos povos  Mundurukus,

    Aos povos  Mundurukus, junte-se o  boto furta-cor, a traíra  verde dos  Andes, a rã microscópica,os sítios arqueológicos  de indefinida  existência  e  de  décadas de confirmação e  um desfile  de ONGs, de  todos os matizes,mas  com  um mesmo propósito: emperrar !    

    Quando  se constata   o quanto  cresceu  a legião de ingênuos manipulada  por organizações como Greenpeace,que tem como principal doador a ex- Standard  Oil, sucessores e sucedâneos : 

    “A propósito do projeto de Getúlio, seria importante a tradução no Brasil de um livro no qual essa operação é narrada em detalhes:The americanization of Brazil – A study of US cold war diplomacy in the third world, 1945-1954. Um estudo sobre a diplomacia norte-americana para o Terceiro Mundo em tempos de Guerra Fria. O autor, Gerald K. Haines, é identificado pela editora SR Books como historiador sênior a serviço da CIA, o que lhe confere toda a credibilidade.

    Haines mostra como os donos dos grandes jornais da época foram “convencidos” a combater o monopólio estatal, até mesmo com textos produzidos na própria embaixada, no Rio. E lembra a visita ao Brasil do secretário de Estado Edward Miller, com a missão de pressionar o governo a abrir a exploração do petróleo às empresas norte-americanas. O presidente da Standard Oil nos Estados Unidos, Eugene Holman, orientou Miller a nos vender a ideia de que só assim o Brasil se desenvolveria. Mas o povo foi às ruas e obrigou o Congresso a impor o monopólio. “(Mauro Santayana)

    se conclui  que  trabalharam bem.

    O arsenal  para conter o impulso desenvovimentista, é amplo,sofisticado,variado e conta com meios que nem o mais ousado dos ficionistas,da época  da gloriosa luta  pelo “Petróeo é Nosso’,ousaria imaginar.

     

     

  22. Nassif, ao promover esse

    Nassif, ao promover esse seminário, age como o(s) governo(s) desse país, de qualquer cor que sejam: esquece que existem pessoas na região. Os índios Mundurukus são os povos que habitam aquela região. Dilma também o sabe, tanto que enviou a Força Nacional para combatê-los. Os links abaixo mostram notícias do próprio blog a respeito da questão. Mas parece que Nassif não as lê, tanto que não convidou os índios para debater a questão.

    Governo federal monta operação de guerra contra os Munduruku

    Operação Tapaeos e os Munduruku / Notícias de lá

    MPF debate o direito à consulta prévia com índios Munduruku

    A empresa Celestial Green e a reserva dos índios Mundurukus

    Povo Munduruku anuncia: “Vai ter guerra”

    TIs Munduruku e os processos minerários da Vale (ouro)

    A batalha entre o aproveitamento hidrelétrico e a preservação na

    Contra armas não há argumentos

    Justiça suspende operação Tapajós

  23. 8ª maravilha do mundo

    DETALHE: AO LADO DA USINA ESTÁ SENDO CONSTRUÍDA A UNILA( UNIVERSIDADE FEDERAL DA INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA) COM CAPACIDADE PARA 10.000 ALUNOS( 5.000 SERÃO BRASILEIROS E 5.000 SULAMERIACANOS)

     

    Período de construção:19751982

    A Usina Hidrelétrica de Itaipu é uma usina hidrelétrica binacional localizada no Rio Paraná, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Construída por ambos os países no período de 1975 a 1982, Itaipu é, hoje, a primeira maior usina geradora de energia do mundo.1 O nome Itaipu foi tirada de uma ilha que existia perto do local de construção. No idioma tupi-guarani, o termo significa “pedra na qual a água faz barulho”, através da junção dos termos itá (pedra), ‘y (água) e pu (barulho)2 .

    A barragem é a maior unidade operacional hidrelétrica do mundo em termos de geração de energia anual, gerando 91,6 TWh em 2009, enquanto a geração de energia anual da Barragem das Três Gargantas, na China, foi de 79,4 TWh em 2009.3 Com seu lago perfazendo uma área de 1 350 quilômetros quadrados, indo de Foz do Iguaçu, no Brasil e Ciudad del Este, no Paraguai, até Guaíra e Salto del Guairá, 150 quilômetros ao norte, além de suas vinte unidades geradoras de setecentos megawatts cada, Itaipu tem uma potência de geração de 14 000 megawatts. É um empreendimento binacional administrada por Brasil e Paraguai no rio Paraná na seção de fronteira entre os dois países, a 15 km ao norte daPonte da Amizade. A capacidade instalada de geração da usina é de 14 GW, com 20 unidades geradoras fornecendo 700 MW cada e projeto hidráulico de 118 m. No ano de 2012, a usina bateu o antigo recorde de produção de 2008, agora com 98.287.128 megawatts-hora (MWh).4

    A Usina de Itaipu faz parte da lista das Sete maravilhas do Mundo Moderno, elaborada em 1995 pela revista Popular Mechanics, dos Estados Unidos. Esta lista foi feita com base numa pesquisa realizada pela Associação Norte-Americana de Engenheiros Civis (Asce) entre engenheiros dos mais diversos países.5

     

    Início da obra

    Em 1970, o consórcio formado pelas empresas PNC e ELC Electroconsult (da Itália) venceu a concorrência internacional para a realização dos estudos de viabilidade e para a elaboração do projeto da obra. O início do trabalho se deu em fevereiro de 1971. Em 26 de abril de 1973, Brasil e Paraguaiassinaram o Tratado de Itaipu, instrumento legal para o aproveitamento hidrelétrico do Rio Paraná pelos dois países. Em 17 de maio de 1974, foi criada a entidade binacional Itaipu, para gerenciar a construção da usina. O início efetivo das obras ocorreu em janeiro do ano seguinte. Um consórcio de lavrouras, liderado pela Mendes Júnior, executou o projeto[carece de fontes].

    Para a construção, foram usados 40 000 trabalhadores diretos. Para o material, foram usados 12 570 000 metros cúbico de concreto (o equivalente a 210 estádios Jornalista Mário Filho e uma quantidade de ferro equivalente a 380 Torres Eiffel.

    Comparando a construção da hidrelétrica de Itaipu com o Eurotúnel (que liga França e Reino Unido sob o Canal da Mancha) foram utilizados 15 vezes mais concreto e o volume de escavações foi 8,5 vezes maior.

    Em uma operação denominada Mymba Kuera (que em guarani quer dizer “pega-bicho”), durante a formação do reservatório, equipes do setor ambiental de Itaipu esforçaram-se em percorrer a maior parte da área que seria alagada para salvar centenas de exemplares de espécies de animais da região.

    No dia 14 de outubro de 1978, foi aberto o canal de desvio do Rio Paraná, que permitiu secar um trecho do leito original do rio para ali ser construída a barragem principal, em concreto.

     

     

    Nome:Usina Hidroelétrica Itaipu BinacionalCapacidade:14 000 MWBarragem- Altura196 m– Extensão7,919 mÁrea alagada:1350 km2Localização:Foz do Iguaçu  Brasil
    Hernandarias  ParaguaiRio:ParanáPeríodo de construção:19751982Inauguração:5 de maio de 1984 (29 anos)Proprietário:República Federativa do Brasil eRepública do Paraguai

     

  24. olá Nassif, eu vi este

    olá Nassif, eu vi este documentário algum  tempo atrás  e acho bem oportuno falar dele.

    BARRAGEM – UHEs no rio Uruguai – de um grupo chamado Coletivo Catarse

     no endereço http://www.youtube.com/watch?v=FAaywznPzx4  no YOUTUBE.

    Desconheço quem seja este grupo e não tô interessado em promovê-los, posso afirmar.

    Realmente fiquei impressionado com o desastre causado pela obra. (mais um pouco eu passaria a ser um “marinado” rsrs)

    Acho que o governo – especialmente um governo voltado para a população como este – pode fazer um planejamento melhor  de modo a evitar os problemas causados. Acredito que seja tudo possível de ser cuidado. Claro está que existe uma rejeição às mudanças, mas o que o video mostra é bem diferente.  A mim, um leigo, parece que uma hidrelétrica realmente é o melhor caminho para o “progresso” , mas é preciso tomar certos cuidados. Não precisa ser do modo como estão fazendo. Precisa cuidar da população local. Além de preparar a área do lago tirando a vegetação. Lá pelo minuto 28 do vídeo existe algo engraçado: os agricultores relatam que após a mudança das terras o Ibama os multou por cortarem árvores para fazerem a nova casa! O governo deveria ter uma atuação coordenada num caso desses!

    abçs      

  25. Caro Nassif,
     
    Embora não

    Caro Nassif,

     

    Embora não esteja relacionado com o assunto deste post, gostaria que amanhã você informasse aos seus leitores sobre a ação que o STF vai julgar, que se apresenta de alta relevância para o combate à corrupção que assola nosso país e  em todos os seus PODERES. Amanhã o STF demonstrará ao nosso povo (país) se, de fato, quer mitigar a existência da  corrupção ou se todo o festival de indignação, da maioria dos Ministros e Ministras, na Ação Penal 470 foi só teatro. O tema de extrema relevância consiste em saber se é constitucional ou não empresas fazerem doação em campanha eleitoral. Se o STF se manifestar sobre a constitucionalidade da doação por empresas, o que  resulta na mantença de toda a corrupção que devora os menos favorecidos e enriquece os reais donos do poder, matará, já no nascedouro, a luta para que as campanhas eleitoras ocorram por meio de financiamento público e não privado, mantendo, assim, o presente ‘status quo’.

  26. É mais fácil acreditar no

    É mais fácil acreditar no Papai Noel que na Eletronorte. Quem já lidou com eles, sabe. É só ver o estado em que se encontra o Centro de Pesquisas Ambientais da UHE de Balbina, no Amazonas, cujo lago é um excelente lugar pra pescar tucunaré, mas péssimo pra gerar energia. Essa estória de que não mora ninguém no Tapajós acima de Itaituba é uma balela, uma ironia quando se trata de um governo popular. Parece que todo mundo se esquece que quem controla a Eletronorte e o Ministério das Minas e Energia é José Sarney, através de seu testa de ferro Edison Lobão, cuja foiha corrida de serviços prestados ao povo maranhense dispensa comentários. Quem tiver interesse no assunto deveria se inteirar sobre o que aconteceu com Porto Velho após a construção das Usinas de Santo Antonio e Jirau: a orla do bairro de Arigolandia interditada sob a ameaça de desmoronamento (o pior é o fechamento dos bares “Mirante”, de onde se bebia uma cerveja olhando lá em baixo o rio Madeira), os peixes têm que ser importados de Manaus (uma ironia trágica para um rio piscoso como o Madeira), UHE Santo Antono não pode funcionar a toda carga, porque a descarga literalmente destruiria o centro de Porto Velho, a energia gerada ainda não é distribuída, porque os linhões não estão prontos, o viaduto que liga a BR-364 ao centro da cidade continua inconcluso, a violência aumentou bastante, esqueletos de construções abandonadas por toda a parte, enfim, uma tragédia. Fora que ninguém sabe qual será a vida útil das barragens, já que o Madeira vem dos Andes, onde nasce a 6.000 metros de altitude. Quem lucra? Os mesmos de sempre: grandes contrutoras, bancos e mineradoras.  

  27. Índios Munduruku vão à Brasília contra usinas no Tapajós

    http://www.oeco.org.br/noticias/27850-indios-munduruku-vao-a-brasilia-contra-usinas-no-tapajos

     

    Fabíola Ortiz – 12/12/13

    “Nós indígenas que moramos dentro da floresta não queremos usinas, somos contra as hidrelétricas”, este foi o apelo feito por Josias Munduruku, ou Paygot Muyatpu em sua língua materna. Ele lidera o grupo de guerreiros dos Munduruku que está esta semana, em Brasília, realizando uma série de protestos pela revogação da Portaria 303 da Advocacia Geral da União (AGU). Eles reivindicam ainda a demarcação da Terra Indígena Munduruku no Médio Tapajós e são contra as usinas hidrelétricas nos rios Teles Pires e Tapajós.

    Muyatpu tem 38 anos e é da aldeia Karoçal, no rio das Tropas. Ele e outros 20 guerreiros e 10 caciques Munduruku percorreram mais de dois mil quilômetros ao longo de três dias de viagem de ônibus de Itaituba, no Pará, até chegar à Brasília para se reunir com representantes do Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

    A semana tem sido intensa para este povo que teme os impactos que poderão ser gerados pela construção da UHE São Luiz do Tapajós com uma potência estimada de 6.133 MW.

    Contudo, esta usina não será a única, estão previstas ainda as usinas Jatobá também no rio Tapajós; Jamanxim, Cachoeira do Caí e Cachoeira dos Patos (no rio Jamanxim). Sem contar a de Teles Pires e a de São Manuel. No total, o complexo hidrelétrico terá capacidade instalada para gerar 10.682 MW, próximo do esperado para Belo Monte, no rio Xingu, que tem previsão de capacidade de 11.233 MW.

    O plano da Empresa de Pesquisa Energética, do governo, estima que todas essas hidrelétricas ficarão prontas entre 2017 e 2020.

    A usina de São Manuel teve seu leilão suspenso nesta última quarta, 10 de dezembro. A data marcada para o leilão seria essa sexta-feira, dia 13. A decisão da justiça federal do Mato Grosso atendeu à proposta do Ministério Público Federal do Pará que pedia a suspensão do leilão até que fosse julgado o mérito sobre a nulidade da licença prévia ambiental da usina. A multa pelo descumprimento da decisão é de R$ 500 mil por dia.

    Protestos em Brasília

    Ao longo do rio Tapajós, cerca de 13.000 indígenas do povo Munduruku poderão ser afetados pela construção das hidrelétricas. A maioria vive na Terra Indígena Munduruku já demarcada no Alto Tapajós, mas existem outros grupos que vivem em aldeamentos ao longo do Médio Tapajós próximo à Itaituba, cidade de cerca de 100 mil habitantes. E são estes que, por não terem o título da terra, estão ameaçados de serem removidos, pois por não serem demarcadas não há impedimento para que as áreas que ocupam fiquem na rota dos alagamentos causados na construção da barragem, especialmente a de São Luiz do Tapajós.

    Na quarta, 10 de dezembro, os 30 representantes dos Munduruku fizeram um ato de protesto em frente à sede da Advocacia Geral da União (AGU), em Brasília, contra as usinas nos rios Teles Pires e Tapajós e para pedir ainda a revogação da Portaria de n° 303.

    A Portaria publicada pela AGU, no dia 16 de julho de 2012, regulamenta a atuação dos advogados públicos e procuradores em processos judiciais envolvendo a demarcação de TIs em todo o país. Segundo a AGU, o objetivo da publicação é o de assegurar a estabilidade jurídica em ações sobre o tema.

    No entanto, esta norma permite que a União instale equipamentos dentro das reservas, desde redes de comunicação, estradas e vias de transporte, até construções necessárias à prestação de serviços públicos pelo Estado, especialmente os de saúde e educação.

    Os indígenas também estiveram na noite de terça, 9, e na quarta-feira, 10, na Câmara dos Deputados para protestar contra a criação da comissão especial para analisar a Proposta de Emenda Constitucional 215. Esta PEC transfere do governo federal para o Congresso a atribuição de aprovar a demarcação de terras indígenas. Caso seja aprovada a PEC 215, os processos de formalização de áreas protegidas poderão ser paralisados.

    Áreas protegidas no Tapajós

    Ao longo rio Tapajós existe uma mancha verde que compreende várias Unidades de Conservação – o Parque Nacional da Amazônia; a Floresta Nacional (Flona) Itaituba I e II; a Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós; as Flonas do Crepori e do Jamanxim; e os Parques Nacionais do Jamanxim que ocupa as duas margens e o do Rio Novo está no seu alto curso.

    Sem a posse definitiva da terra, as aldeias do Médio Tapajós correm risco de ser removidas e, em seguida, inundadas para a construção das UHE São Luiz do Tapajós e Jatobá.

    “Lá é um lugar sagrado dos antigos ancestrais, tem a marca de nossos antepassados. É preciso manter para não ser alagado. Viemos reivindicar, o governo tem que atender ao nosso pedido”, disse a ((o)) Eco Muyatpu.

    O líder dos guerreiros foi à Brasília para apoiar especialmente a causa de uma pequena aldeia no Médio Tapajós onde vivem apenas 20 famílias chamada Sawre Muybu. Eles estão ameaçados de remoção, pois a terra onde vivem deve ser alagada para a construção da UHE São Luiz do Tapajós.

    “Viemos para apoiar a demarcação da área. Eles são nossos parentes, amigos e precisam. Somos guerreiros e a história dos Munduruku é longa. A gente luta para ter voz através da nossa língua, cultura e dos cânticos. Temos que reivindicar o direito à terra, só queremos a demarcação da área de nossos parentes”, disse Muyatpu. “Estamos preocupados porque vai alagar a nossa mãe natureza, os peixes vão sumir. A gente quer ser ouvido, mas o governo não quer ouvir a gente”.

    Direito de consulta

    Na opinião do secretário executivo do CIMI, Cleber César Buzatto, a Portaria 303 da AGU limita o direito dos povos de acesso e usufruto ao seu território, bem como seu direito de consulta aos empreendimentos.

    “A pauta central é que o governo reconheça o direito e demarque a TI do povo Munduruku no Médio Tapajós, na área de Itaituba. Lá é uma região de incidência da UHE que o governo quer construir na região”, disse.

    Buzatto confirma que a situação não está nada fácil, pois se percebe uma “decisão política do governo de não demarcar qualquer TI no país”. Ele critica o que chama de inércia do poder executivo em avançar nas consultas públicas.

    “A informação que temos é de algumas aldeias que seriam alagadas caso a UHE fosse construída. Eles teriam que ser removidos”.

    O Brasil é um dos signatários da Convenção nº 169 sobre povos indígenas e tribais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), aprovada em 1989, que prevê que o país se comprometa a consultar os povos interessados quando há medidas que possam afetá-los. a fim de resguardar a participação destes povos na tomada de decisões.

    O representante do CIMI em Brasília também ressalta a falta de diálogo com os povos que serão afetados. “Não há um canal de diálogo, não há perspectiva por parte do governo de mudança do seu projeto de desenvolvimento para aquela região. O governo quer conversar a partir da decisão tomada. Entendemos que não há possibilidade de diálogo, pois esta pressupõe que as partes tenham a disposição para discutir as suas posições. O governo não abre mão”, indicou.

    Para Buzatto, os indígenas querem ser consultados inclusive sobre o modelo de desenvolvimento a ser implementado na região onde vivem. “Isso não está ocorrendo. O governo usa a consulta pública como um mero ato formal sem possibilidade de mudança”.

    Até hoje, nenhum membro do governo iniciou um diálogo especialmente com os Munduruku que vivem em aldeias no Médio Tapajós. A crítica é der Juarez Saw, o cacique de Sawre Muybu, aldeia onde vivem 150 pessoas. O local fica a cerca de 50 quilômetros de distância de Itaituba pela Transamazônica, mais uma hora de barco pelo rio.

    “Se o governo despejar a gente dali, não temos para onde ir. Ninguém veio falar com a gente. A terra para nós é a mãe, lá vivemos, criamos nossos filhos e netos.”, lamentou Juarez por telefone.
    Na final da tarde de quarta-feira, dia 11 de dezembro, o grupo de guerreiros Munduruku foi recebido pela Funai (Fundação Nacional do Índio). Eles solicitaram uma audiência com a Presidente Maria Augusta Assirati.

    “A nossa maior luta é a demarcação. Só dão atenção quando vamos à Brasília. É cansativo voltar sem resposta”, disse Juarez Saw.

     

    Vídeo: As hidrelétricas do Tapajós
     

    Leia também
    Hidrelétricas do Tapajós: em mapa, números e gráficos
    Chefes de parque do ICMBio falam dos impactos ambientais das hidrelétricas do Tapajós
    Jacareacanga: recebemos um “não” dos mundurukus

     

  28. Usina Hidroelétrica do Rio Tapajós

    O Brasil tem potencial para o desenvolvimento de várias fontes de energia renováveis.

    Por que então hidroelétrica ? Por que o mundo mudou e as empreiteiras nacionais que ganhavam dinheiro com obras faraônicas no oriente médio, foram expulsas, e hoje, ganham esse dinheiro minguado com obras fabricadas pelo BNDES na ilhota fascista de Cuba e em alguns projetos superfaturados e de problemas de qualidade e com população local, como o aqueduto da Bolívia. Bem … nesse sentido, precisamos enganar o povo brasileiro e enfiar hidroelétrica, a fim de os corruptos dos poderes executivo, legislativo e judiciário, tenham suas vidas de fartura garantidas por mais no mínimo algumas gerações, como de fato é o caso brasileiro, onde juiz passa seu cargo para filho há anos, senador para filho e deputado, ou seja, precisamos de construções que destroem o país, para que essa troupe de sem vergonhas, continuem a molestar sem serem molestados, afinal, o brasileiro não pega em armas, é um povo pacífico, esse é nosso problema …

    Por isso, é hora de limparmos esse lixo que começa no judiciário e se espalha como endemia nos antros do poder, favorecendo parentes, amigos e amigos dos amigos, e que o iluminado Tapajós, encha o povo de energia, para que juntos, consiga, mesmo sem armas, desbancar essa quadrilha de sem caráter de quaisquer poderes que interferam no progresso do Brasil, no seu meio ambiênte e na sua comunidade que não precisa de eletricidade para ser alienado por novelas e programas onde o nosso caboclo chega com um QI de 150 e ao final do programa está com um QI de 25.

    Nós queremos um Brasil para os brasileiros e os brasileiros que se simpatizam com Cuba, vão para Cuba oras, os que simpatizam com os bolivarianos, vão para a Venezuela … deixem os verdadeiros filhos da terra, que não ter cor, raça e nem religião ficar com a terra que lhes pertence, pois, não precisamos de um governo que suborna infelizes para comprar votos e se perpetuar no poder, não precisamos de justiça que faz vista grossa para tudo isso, a fim de se perpetuar junto com sua família com seu nepotismo sem vergonha no poder, não precisamos desse país.

    Dê sua cara a TapaJós !

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