Coluna Econômica: Venda de energia elétrica para Argentina salva o saldo comercial

É inédita a participação da venda de energia na pauta de exportações do Brasil.

Um levantamento da balança comercial até agosto mostra que, desde o começo do Covid-19, as maiores quedas nas exportações foram de produtos de energia e de transporte.

É inédita a participação da venda de energia na pauta de exportações do Brasil. As exportações são provenientes de usinas termoelétricas não utilizadas internamente, vendidas para a Argentina. A produção vem de cinco usinas termelétricas brasileiras, dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul.

No período, as exportações de energia somaram US$ 28 bilhões – ou 53% de todo o saldo comercial brasileiro. Sem China e sem exportações de eletricidade, o saldo comercial brasileiro ficaria negatrivo em cerca de US$ 14 bilhões no acumulado de 12 meses até agosto.

Mesmo assim, houve uma queda de US$ 2,7 bilhões em relação às venbdas acumnuladas até fevereiro de 2020, em função da queda da atividade econômica de Argentina, devido ao Covid-19.

Em relação a agosto do ano passado, no acumulado de 12 meses, os mesmos setores foram os mais afetados, mais as exportações de ferro e aço.

Por outro lado, em relação a fevereiro de 2020, as maiores altas foram em alimentos e em ouro – em parte devido ao aumento do valor do metal.

Sobre agosto de 2019, as altas foram em alimentos e em ouro.

De qualquer modo, para manutenção do saldo comercial, cada vez mais o9 país terá que descobrir sua rota para o Pacífico: os mercados mais promissores continuam sendo os asiáticos.

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