Entra em campo o fator João Dória, por Luís Nassif

Peça 1 – o desmonte global

A entrevista do filósofo francês Bernard Henri-Lévy ao Globo (https://goo.gl/nd52T8) reflete com algumas diferenças o que ocorre no Brasil de hoje.

Sua previsão é a de que os Estados democráticos rumam para o populismo e o niilismo, um clima similar ao da véspera da Primeira Guerra Mundial – não coincidentemente, período que testemunhou o fracasso da financeirização da economia global.

Em 1914, esse clima foi descrito como o “apocalipse alegre”, uma espécie de sonambulismo, a forma como as grandes democracias caminharam para sua destruição.

Hoje em dia, a esquerda francesa destruiu seus dois candidatos mais consistentes (Françoise Hollande e Manuel Valls”. A direita destruiu sucessivamente seus três candidatos: Nicolas Sarkozy, Alain Juppé e François Fillon.

Deixaram o campo aberto para a extrema direita.

A lógica política, segundo Lévy é que a esquerda sustenta o muro de valores, mas o que segura o fascismo é a direita democrática. E esse bastião liberal está prestes a ruir na França.

Não se pode colocar toda a esquerda no mesmo baú, diz ele. Na América Latina, há uma esquerda respeitável, representada por Lula, e um tipo populista, “adulando os baixos instintos”, como Hugo Chávez. Na França, diz ele, o mérito de François Miterrand, François Hollande e Manuel Valls foi começar a operar essa quebra na frente das esquerdas, entre a esquerda democrática e a totalitária.

Já o populismo de direita, segundo ele, decorre de uma fadiga de democracia, de um ódio das elites. O populismo é o fim do populus e o triunfo da turba, diz ele.

Lévy atribui a vitória de Donald Trump a um movimento de caráter mundial, a revolução das ideias simples, dos que buscam bodes expiatórios, dos racistas, das pessoas que desprezam a democracia. Menciona a pós-verdade, os chamados “fatos alternativos”. Há uma situação filosófica nova, da mentira e a verdade terem o mesmo status. E total desconfiança em relação aos sábios, aos atores políticos, aos partidos. “Estamos em uma época em que repudiar as elites pode se tornar mais desejável para um povo do que assegurar sua prosperidade”, diz ele.

Percebe ele um forte crescimento do antissemitismo, inclusive dentre os seguidores de Trump. O slogan de Trump, “Estados Unidos primeiro”, foi tirado do movimento fascista nos EUA de 1940, liderado pelo aviador Charles Lindenberg.

O mesmo sentimento de desmonte, que vivemos no Brasil, vive-se na Europa. Lévy vê a Europa se desfazendo e todas as figuras decentes da política europeia sendo demolidas. O grande erro dos europeus, diz ele, foi o de pensar que a Europa era irreversível, aliás, sentimento similar aos que jamais imaginaram que o Brasil poderia regredir tanto em tão pouco tempo.

Peça 2 – o fator Doria

Nesse cenário globalmente confuso, a pré-estreia da lista da Odebrecht já promoveu um corte definitivo na política brasileira: o fim do revezamento tucano em torno de três lideranças, José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves.

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A blindagem do Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot poderá livrar os três caciques do PSDB dos processos criminais. Politicamente, esta semana marcou o seu fim e o nascimento precoce da candidatura de João Dória Jr para a presidência.

Dória é um enorme upgrade no jeito tucano de fazer política. Talvez seja o representante máximo desse espírito yuppie que tomou conta das novas gerações empresariais, do Ministério Público Federal, de parte das corporações públicas e do Judiciário. É só conferir o deslumbramento com que o juiz Sérgio Moro acolhia seus convites.

Ele tem várias vantagens sobre os caciques históricos do PSDB.

Tomar a parte pelo todo

A estratégia anti-Estado do PSDB pós-Mário Covas abriu mão de qualquer forma de massificação de direitos sociais. Como conquistar eleitores?

1o Vendendo a ideia de que menos Estado significa mais eficiência.

2o Criando factoides, alguns projetos pilotos e batendo bumbo, como se a fração representasse o todo.

A realidade das grandes metrópoles e, especialmente, do Estado nacional, é muito complexa para poder ser entendida pelo cidadão médio. A maneira de medir desempenho são os grandes indicadores sociais e econômicos. Mas o Homer Simpsons não se fixa em indicadores, em estatísticas, em metas de desempenho.

Essa ignorância ampla facilita bastante o trabalho de indução da mídia: para construir reputações basta bater bumbo em cima de uma série de projetos restritos, irrelevantes para o resultado final do setor, mas muito mais palpável do que os indicadores sociais. Para destruir, difundir as exceções negativas como se fossem a regra.

Esse recurso foi exaustivamente explorado pela mídia. Serra era um campeão nesses factoides até assumir o governo de São Paulo e, com os holofotes sobre ele, demonstrar sua inapetência para a gestão.

Para destruir, basta lembrar o início das ciclovias em São Paulo. As notícias nas rádios e jornais eram exclusivamente sobre acidentes isolados com ciclistas ou então com trechos com algumas imperfeições.

Ou então o trabalho de organização da Copa do Mundo. Foi um trabalho exemplar, elogiado globalmente. Havia inúmeros serviços a serem divulgados, os planos de segurança, de saúde, de trânsito, articulados nacionalmente pelas secretarias metropolitanas, as obras dos aeroportos e estádios. Com esse manancial enorme, nada foi feito pelo então Ministro dos Esportes Aldo Rabelo ou pela presidência da República. Os jornais ganharam a batalha da desinformação com pouco esforço: colocando em dúvida a entrega das obras, realçando o que não foi feito (a enorme gama de projetos de infraestrutura que, sabe-se lá porque, Dilma incluiu no pacote da Copa), a falta de sabonete no banheiro do estádio recém-inaugurado e outras insignificâncias.

Eficiente na desconstrução da imagem dos adversários, a mídia jamais conseguiu se valer desse princípio na construção de imagens de seus aliados pela absoluta falta de imaginação de Serra, Alckmin e Aécio.

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É nesse sentido que Dória representa um upgrade.

Dória faz esse jogo melhor do que ninguém, com uma grande habilidade para se valer das redes sociais – algo que nem Dilma, nem Haddad souberam fazer, apesar do custo quase irrelevante. Divulgar uma reunião do prefeito com seu secretariado, uma ordem para acordarem cedo, ou uma recomendação besta qualquer, vale mais – para a opinião pública média – do que os avanços de um Plano Diretor ou de uma visão humanizada de cidade. É a era da desmoralização de todo saber técnico, alerta Lévy.

Há dúvidas sobre a intensidade do uso desses factoides por Doria. A velocidade imprimida não é a de quem pretende ficar quatro anos no cargo. Em quatro anos, os factoides cansariam. Depois de algum tempo, a opinião pública se daria conta de que os factoides não melhoraram o trânsito, há sinais de um colapso na limpeza pública, as promessas de campanha não serão cumpridas.

Para prazos menores, pode dar certo. O horizonte de Dória é 2017, véspera de 2018.

Puro-sangue da modernidade

Serra, Alckmin e Aécio jamais conseguiram desempenhar o papel de político sofisticado, que Fernando Henrique conseguia, mesmo com seu discurso raso, bem de acordo com esses tempos de superficialidade.

Na campanha à presidência, Serra chegou a desempenhar o papel do Beato Salú, com suas citações da Bíblia e discursos contra o aborto. Alckmin jamais conseguiu se livrar da imagem provinciana de prefeito do interior. Enquanto Aécio perdeu totalmente a imagem do jovem líder moderno, para ceder lugar ao do play-boy hipócrita.

Doria não, é o almofadinha em estado puro, não mais representante das grandes estirpes empresariais paulistas – das quais Serra sempre foi o porta-voz -, mas do reino dos CEOs e um empreendedor bem sucedido.

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Não se subestime o espaço que conquistou nessa área. Sua empresa, a LIDE, multiplicou-se em uma infinidade de LIDEs setoriais e regionais, cooptando grandes lideranças de todos os setores, do industrial ao agronegócio.  Com grande competência, Dória montou uma espécie de franquia da LIDE, inclusive com filiais em vários países da América Latina, cada qual com um conselho presidido por uma liderança representativa. E, inicialmente, explorando apenas o ego do seu público, o status que o executivo ganhava frequentando o clube das estrelas.

A liderança sobre os CEOs facilita o uso do poder de fogo publicitário das empresas para os veículos aliados. É só conferir a maneira como o iG mudou sua linha editorial logo após firmar acordo com Dória.

Além disso, lhe dá condições de uma linha direta com CEOs de vários setores e de vocalizar as demandas e interesses setoriais. Se alguém se escandaliza com o mercadismo dos novos cristãos – Temer e companhia – não viu nada ainda.

Insensibilidade social

Nesses tempos de desmoralização da política, Dória consegue casar a imagem almofadinha com a do executivo durão, que age sobre moradores de rua, não dá trégua a pichadores, corta programas sociais, educação, brandindo um duvidoso discurso da meritocracia, ineficaz para resolver problemas nacionais, mas eficaz junto ao Homer Simpsons.

Peça 3 – projeto de país ou marketing?

Nos próximos meses, se verá movimentos simultâneos:

1.     Do lado direito, uma corrida de tucanos e aliados para se aboletarem no barco de Dória.

2.     Do lado esquerdo, a tentativa de recuperar a autoestima nacional em torno de Lula e a lembrança dos bons tempos.

Não é pouca coisa que está em jogo. Dória não tem a menor noção sobre a construção de países, sobre os reflexos de suas políticas anti-sociais na criminalidade, na insegurança social, sobre a relevância do Estado no financiamento da inovação, da educação, saúde. É um Luís Roberto Barroso sem índice remissivo e notas de rodapé.

Com a convicção dos puros-sangues, trará um discurso muito mais radical do que aquele ousado pelos três caciques depenados do tucanato. De seu sucesso ou fracasso sairá o grande adversário da dupla Lula-Ciro: se Dória ou Bolsonaro.

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94 comentários

    • Sabe aonde está Alan Harper ?

      Sabe aonde está Alan Harper ? NCIS  fazendo papel de psiquiatra.

      Gordo e careca.

      Não sei se em definitivo.

      Assisti 3 episódios com ele.

    • Sabe aonde está Alan Harper ?

      Sabe aonde está Alan Harper ? NCIS  fazendo papel de psiquiatra.

      Gordo e careca.

      Não sei se em definitivo.

      Assisti 3 episódios com ele.

  1. Nassif, esse horário é impróprio pra postagens como esta

    Quando eu era criança, minha mãe não deixava que assistisse filmes de terror antes de dormir. Dizia que daria pesadêlos.

    Agora que sou avô gostaria que vc deixasse textos tétricos assim para o horário das 18 horas, quando podemos ir a um bar e encher a cara…

    Afora o erro no nome do Aldo Rebelo, o texto primoroso embasa o sentimento que já vinha penetrando no meu quengo. 

    Quanta tristeza…

  2. Clonando a pior Europa

    Novamente o Brasil segue sua sina de imitador barato de modelos do Atlântico Norte. O “barato” entra na equação porque copiamos essencialmente os piores aspectos, deixando de lado o que europeus e norte-americanos (principalmente os canadenses) fizeram de melhor por suas populações. Agora, para não fugir de um roteiro batido, começamos a desenhar o pior dos mundos para a próxima eleição: um plebiscito entre a direita neoliberal e a extrema-direita truculenta e fascista. Se este for o plano B do PSDB, no caso de não conseguir eliminar Lula do páreo e nem ter um concorrente de centro-direita à altura, acho melhor começarmos a revisar e renovar os passaportes. Apesar de muitos países já olharem com receio receber qualquer um que apresente o “verdinho” na aduana…

  3. Bem, parte da direita (??

    Bem, parte da direita (?? existe isso no Brasil….???) procura desesperadamente um anti-Lula. Bolsonaro…… sei não. Dória? Bem, para quem tem mais de 40 anos, o estilo do prefeito lembra muito outro sujeito que chegou à Presidente do Brasil: Fernando Collor. As semelhanças no estilo marqueteiro em tempo integral são grandes. Nassif disse algo interessante, pode funcionar no curto prazo. No médio, longo prazo, a história é outra.  O episódio com o prefeito de São Paulo no sambodromo mostra que a fórmula está se esgotando um pouco cedo? Não sei avaliar. O Tribunal de Contas questionar o programa Corujão do prefeito é jogo de cena? Lembrando que esse realmente foi a principal promessa que levou muitos à votarem no tucano, principalmente na periferia. E o jogo segue….

  4. Só para completar um

    Só para completar um comentário meu: creio que o Dória estivesse em um hipotético segundo mandato como prefeito de São Paulo, seria forte candidato à Presidência do Brasil. A imagem do tucano estaria consolidada. Em pouco tempo, construir tal imagem, penso que o resultado seja duvidoso. Ainda mais se tratando de Brasil.

  5. Falta muita coisa pra esse abismo

    Mas tudo que você disse reforça que poucas vezes em sua história, talvez nenhuma, o Brasil precisou tanto de um homem como precisa de Lula.

  6. O passado & Educação
    VOAR em direção a boa educação, também: O PT adora PICHAÇÕES: O ESSENCIAL: A educação (e a ARTE), como desejava Cristovam Buarque ainda no ínicio desse século com um projeto fabuloso, abortado pelo populista & vigarista Lula em seu 1º governo, tinha que ter sido PRIORIDADE. Não foi. Eis aí o PeTê. Sim, é hora de se livrar dos trastes. Mas também dos TRASTES DE suposta ESQUERDA. E quanto as questões políticas atuais no Brasil, discutidas, só sei que o primordial é o seguinte: o LULOPETRALHISMO (muitas vezes “esquecido” de crítica dos blogs…): Lula é um perigo para a volta à normalidade, Lula é o atraso e o prejuízo. Retrógrado, nivelando tudo por baixo. Um homem mentiroso VIGARISTA, PeTralha e Picareta. Amado por inteligentinhos caviares (ditos “””intelectuais”””): de araque, como Chico Buarque. Lula é incompetente, e foi incompetente quando apostou naquela mulher ignorante em ECONOMIA cujo nome é Dilma Rousseff. O PT tem orgulho de se dizer de esquerda (sentindo com essa identificação pessoal uma vaidade de se “acharem”). Mas PT é pseudo-esquerda, certamente. Hipocrisia publicitária e pura propaganda.  O PT (sobretudo o Lulismo) já está fazendo Campanha (infiltrado nos blocos de Carnaval, disfarçado). PT fala que PICHAÇÃO é ARTE. rssss.

  7. Sempre cantei está bola no

    Sempre cantei está bola no meu Facebook.

    Eles são tão previsíveis e, por não fazermos nada nada com nossos insights, dão de 10 a zero na gente.

    • Não fazemos nada com nossos

      Não fazemos nada com nossos insights porque não podemos, mesmo não podendo gritamos e, mesmo gritados os que mandam e comandam não dão a mínima, não se importam, são uns Ruis Falcões que acham o Zéduardo Cardoso o máximo. Reveja os comentários desde 2012, é um cansaço gritar e gritar e gritar. Abraço!

  8. Dória Presidente: a um passo de uma Guerra Civil.

    Poderíamos pensar, então, que o Marketing apressado do Dória se justifica para a Direita: das elites midiáticas, do seu Judiciário aliado e da parte do empresariado aliada de Dória no contexto de ser necessário depor Temer antes de 2018, talvez, ainda este ano e convocar novas Eleições presidenciais.

    Juntam-se duas pressas:

    1) A da entrega do pacote completo da “Ponte para o futuro” por Temer. (Vide a pressa em aprovar as reformas da Previdência e Trabalhista);

    2) A do marketing excessivo de Dória, para atingir o eleitorado possível, o cidadão médio, na velocidade necessária para se realizar uma Eleição, sem precisar de um Golpe dentro do Golpe via Parlamento. Parlamento que bem sabemos terá nota abaixo de 1 até o fim do mandato Temer, idêntico ao próprio Temer. A fuga da imagem de ser Dória ou qualquer candidato da Direita + Extrema-Direita associados a Temer.

    – Não temos nada a ver com as reformas!

    Existe a necessidade de saber se o remédio não pode estragar antes dos seis meses de validade, propostos por Dória para serem entregues à população carente. (Alusão aos remédios que seriam incinerados e Dória em parceria com laboratórios farmacêuticos aliados quer distribuir para a população carente). O problema maior de toda esta Engenharia Dória ou da radicalidade extrema em todos os campos: Bolsonaro é que o Brasil não comporta este caminho traçado.

    Somos 205 milhões de pessoas, não somos capazes de controlar as reações de todos os brasileiros, mesmo que se queira marquetar: – Eu não tenho nada a ver com isso! (Dória ou Bolsonaro).

    Uma hora a ficha cai. Dória eleito e o seu discurso de meritocracia, de CEOs pra cá e pra lá e a prática extremada de um anarco-capitalismo vai levar aonde o Brasil?

    Não terá saída, penso eu, a solução de radicalizar o já radicalizado extremismo neoliberal aqui no nosso País com Temer no Poder.

    É chegar a Guerra Civil.

    Dória não tem compromisso com nada.

    Ele vai cooptar por quanto tempo dezenas de milhões de desempregados e milhões e milhões de famintos, alijados da sociedade brasileira numa extinção do Estado e com uma vida privada brasileira entregue por completa à submissão ao Mercado e aos interesses do Imperialismo? 

    No Brasil a Direita planeja demais e a Esquerda planeja de menos, e, por isto, não saímos do lugar. 

    • Doria fazendo papel dos
      Doria fazendo papel dos golpistas Horacio Cortes e Ze Porfirio no Paraguai e Honduras golpistas mas posando de democracia pq ha eleicao – de cartas marcadas, claro

      • Pensa no caso Habbib´s.

        Vagalume.

        Pensa no caso Habbib´s e o espancamento do menino de 13 anos levando a morte dele, pedindo comida/esmola/com fome, pelos seguranças da empresa.

        Coloca esta ação de enfrentamento como um fato que será aceito com normalidade pelos que comandam o “Estado”. 

        Imaginemos a fome se alastrando pelo País e de repente começam os saques aos supermercados, mercadinhos, até em farmácias, os arrastões, etc. e um Governo Dória legitimando o enfrentamento civil, de seguranças particulares dando porrada nos famintos. 

        Qual o limite do controle? 

        Não vamos querer chegar a “Gocilização” da sociedade, certo? 

        Imaginemos um Presidente que diz que mataram famintos por legítima defesa do patrimônio privado do sujeito… que, na verdade, não eram famintos, mas um bando de marginais…

        Este é um barril de pólvora para mim!

        Abraço,

        Alexandre!

         

    • Famintos

      O Tambelli

      Milhões e milhões de famintos já existem.

      Para o que você acha que pode acontecer – guerra civil – vai ser preciso que a classe média e a burguesia perca seu emprego, passe fome, perca seus bens, suas propriedades, inclusive a sua casa e vire um molambo, morador de rua.

      Sem acontecer isso, pode esquecer.

      • Francisco!

        Estamos no caminho dessa realidade!

        Não demora muito para isto acontecer se não for contido a tempo este processo de destruição total do Brasil. Comentei acima porque penso assim, abraço, 

        Alexandre!

    • Tambelli, para que haja

      Tambelli, para que haja “guerra civil” é preciso dois lados armados e com condições de lutar.

      No máximo, o que poderia haver é um massacre civil da turma da direta, policia e forças armadas contra a esquerda.

      Quais grupos voce considera que poderiam se unir para lutar ativamente pelas esquerdas ?

       

       

      • Daniel!

        Vou colocar uma opinião minha. E justificar a ideia de uma Guerra Civil, Daniel.

        Pensando no Brasil e a sabida força do PCC, Comando Vermelho, de traficantes nos morros do Rio de Janeiro, etc. Não seria muito impossível de eles estarem mais bem armados do que a Polícia Militar, o Exército, etc.

        Uma Guerra Civil, na forma que pensei, é o descontrole total da ordem, os saques aos supermercados, os arrastões, assaltos a mão armada em proporções gigantescas, sequestros, etc.

        A Direita brasileira planeja demais as coisas, mas sem nenhuma organização. Está brincando com fogo.

        Não existe um líder messiânico no Brasil, que possa aglutinar todos em torno dele.

        O Brasil é complexo, tem 205 milhões de pessoas e tem dimensão continental. Não é fácil controlar a população e sua revolta. E nem temos um grande aparato policial nem a certeza de que lado estaria a Polícia, o Exército com esta fúria absurda e atabalhoada por retirar todos os direitos sociais dos brasileiros, adquiridos por décadas de lutas da classe trabalhadora e dos sindicalistas, governantes progressistas, políticos, juristas, etc. que buscaram dar um mínimo de dignidade e civilidade ao Brasil.

        Não temos uma identidade única, penso eu, outro complicador. Somos uma amálgama de pessoas de origens diversas, vindas de diferentes partes do mundo, com diferentes etnias e tempo de chegada diversos por aqui.

        Não há nenhum controle do que está sendo feito. É apenas um trato de parte das elites nacionais + as grandes corporações, os megainvestidores do Mercado e o Imperialismo.

        Nada é feito com organização. É um planejamento anárquico, ele muda conforme a necessidade. Sempre se muda, diariamente. É um descontrole total da situação. O imponderável está presente às 24 horas do dia.

        A classe média, no andar da carruagem, caminha para o cadafalso junto.

        Nem emprego de qualidade nem salário nem Educação de qualidade nem perspectivas de melhoria de status social nem perspectivas de aposentadoria se enxerga no fim do túnel.

        Enganar a população com o Dória numa radicalização do neoliberalismo é colocar uma bomba no centro do Brasil, pronta para estourar.

        Temer com 90% reprovação e vem outro governante para fazer mais do mesmo? Para manter esta realidade absurda de nos tornarmos novamente colônia?

        Ainda não experimentamos muito do que virá se continuarmos no caminho da “Ponte para o futuro”, ela está no começo. Ainda temos algum resquício de civilidade e programas sociais do período Lula e Dilma a segurar o rojão!

        Não vamos imaginar um Governo que vá sair matando, prendendo com violência a todos que se rebelarem por estar passando fome, por estarem desempregados, por estarem necessitados de um atendimento público na área da saúde, etc.

        A “Gocilização” da sociedade (seguranças do tipo Habib´s a proteger todos os estabelecimentos comerciais do Brasil) e a mercantilização até do ar que respiramos não têm como dar certo.

        Pode durar um tempo o discurso moralista de honestidade e combate à corrupção, mas a ficha cai, porque a Vida não se resume a alienação coletiva continuada, sendo assim, nunca teríamos eleito o PT por 4 vezes seguidas, sem meios de comunicação de massas nos apoiando ou minimamente não nos querendo destruir.

        Só estamos indo para o precipício por causa de um Golpe, arquitetado bem antes da vitória de Dilma e com apoio midiático, através da Lava-Jato e a dobradinha Velha Mídia capitaneada pela Rede Globo e partes significativas do Judiciário! Não nos esqueçamos disto.

        Uma coisa é termos um Projeto de País, uma população centrada nesse Projeto, mesmo que seja uma Ditadura, mas um Projeto que preserva empresas nacionais, que gera empregos e até uma condição de vida minimamente digna para a população. Esta situação pode ser controlada, talvez, por mais tempo.

        Outra coisa é simplesmente alijar milhões e milhões de pessoas da sociedade. Daria certo no Brasil de predominância rural, que existia até os anos 60. Hoje, no Brasil urbano, com parcela significativa de alfabetizados e com meios de transporte desenvolvidos + Internet, dentre outras coisas, não! 

        Abraço,

        Alexandre!

  9. Pós Mario Covas

    Eu não sei se quando Nassif escreve assim “A estratégia anti-Estado do PSDB pós-Mário Covas abriu mão de qualquer forma de massificação de direitos sociais. Como conquistar eleitores?”quero dizer e perguntar se considera esse movimento incluíndo Mário Covas ou após Mario Covas?

    Se incluindo o “santo” não o da lista da Odebrecht, mas o canonizado pela grande mídia, Mário Covas, ai eu concordo.

    Por que foi a partir dele que se montou essa estrutura mafiosa tucanata de roubar dinheiro público oferecendo os setores do serviço público para os amigos do poder com as terceirizações ,e de outra parte roubo diretamente do caixa mediante propinas.

    E só constatar que a roubalheira nas obras do Metro se alastrou como feudo seu – Siemens e Alstom – e do Rodoanel através das empreiteiras velhas de guerra – departamento de propinas constituído na Odebrecht.

    Robson Marinho, ex chefe da Casa Civil do seu governo e depois incrustrado no TCE, roubou descaradamente e foi premiado para o TCE, chegando inclusive como chefe do Tribunal.

    Colocou o ladrão para julgar seus roubos.

    Até hoje nada foi feito com as contas suas na Suiça e muito menos preso.

    Todo mundo já esqueceu com o beneblácito da grande mídia.

    No geral, acho um pouco exagerado a importânia que ele dá ao Dória.

    É so quebrar as pernas da Lide, expondo os seus arrecadadores de propina para o tucanato, que no fim das contas, pelo o que o texto diz, Dória será o beneficiário maior.

    Tenho minhas dúvidas quanto a isso.

    Do resto, se isso for de fato lance pré elaborado, não creio que Dória tenha esse cacife.

  10. Reação, a direita

      Em seu texto de ontem, foi colocado como seria a reação das “forças golpistas”, frente a atual situação, e hoje vc. deu uma das possiveis respostas.

       A de um “Dória”, não necessariamente ele, mas o que “ele” representa, muita forma, pouco/nenhum conteudo, mas palatavel, um esquema pesado, pois mesmo sem densidade partidaria, tecnicamente é “limpinho”, poderá ser a “foto” dos “golpistas”,  se concorrer e eleito o for, será dominado pela maquina PSDB/PMDB até PSB, que o elegeu.

      Já escrevi varias vezes, que a “direita” classica ( neoliberal e organizada ) possui um programa de Poder, portanto um “Dória” atende seus desejos, e tambem embarreira os extremistas de direita de Bolsonaro, por “gravidade” e densidade.

       Mas para a “esquerda democratica”, sobra o que ? 

        Desorganizada, com problemas internos, defecções, concorrecias, a unica opção é Lula, o qual todos nós devemos estar conscientes dos problemas, tanto pessoais como juridicos, que ele enfrenta.

          O “Fator Dória”, bem “fatorial”, não nasce contra a “esquerda”, mas visando aglutinar as forças da direita, inclusive para bloquear as possiveis intenções eleitorais de uma “direita nacionalista”, que pode a ele agregar-se futuramente

          Enquanto a direita se arma, a esquerda discute, faz autos de fé, discute sobre turbantes, enquanto eles se unem atuando em conjunto.

          Tenho contato com pessoas/entidades, simpaticas a teses teoricamente de “extrema-direita” , e um ” Dória “, a elas seria muito mais compreensivel, que um Bolsonaro, aliás como dizem : mais util.

  11. Política X antipolítica

    Para mim, 2018 não será esquerda x direita, estado x mercado etc. Vai ser política x política.

    Lula, é certo, será o candidato da política. 

    Bolsonaro, apesar de político profissional, no discurso conseguiria passar por antipolítico. Mas tenho impressão que Doria conseguirá encarnar melhor o papel.

  12. > A pré-estreia da lista da

    > A pré-estreia da lista da Odebrecht promoveu um corte radical, tirando Serra,
    > Alckmin e Aécio e promovendo Dória

    Discordo.

    Estes políticos estão com suas imagens desgastadas, mas não podemos nos esquecer que Aécio quase venceu Dilma tendo contra si acusações graves: o aeroporto de Claudio, contratação de parentes, aliados envolvidos em tráfico de drogas, etc.

    Como disse Ciro Gomes, o povo só se escandaliza com o que é novelizado no Jornal Nacional.

     

  13. Sergio Moro, que nao eh juiz
    Sergio Moro, que nao eh juiz e sim inimigo politico de Lula, eh office boy do Doriana que deve enfrentar Lula ou Haddad. Se houver eleiçao…

  14. O “delfim”

    Nas estruturas de poder, desde tempos imemoriais, existe a figura do “Delfim”, o herdeiro, aquele assessor ou assistente, o Robin do Batman, que está prestes a pular para cargos importantes. O Delfim é preparado e blindado pela mídia. Por exemplo, FHC foi o Delfim introduzido pelos tucanos durante a transição de Itamar Franco, para colher os louros do Plano Real e emplacar como candidato na sequência. Hoje é o João Doria.

    No futebol americano existe aquele jogador “chave” que corre com a bola enquanto os outros servem para defender a travessia, abatendo adversários e limpando o caminho para este “delfim” esportivo.

    Assim, não é de se estranhar que o Alexandre de Morais surja do ninho tucano, como um paladino, cortando plantações de maconha com “machete” na mão e aparecendo na mídia como o Kojac. Alexandre de Morais já vinha com essa missão, de chegar ao STF. O João Doria, insuspeito e plástico, sem rugas nem gorduras, é um Delfim programado para ser Presidente do Brasil, e isso vem desde o seu grupo LIDE, que circula pelo Brasil fazendo encontros e congressos sobre qualquer tema, assessorado por um grupo que parecia ministério de governo (eu estive em congresso do João Doria e – pasmem – de “mineração”). O Doria nasce apoiado pela mídia como um jovem Silvio Santos, como o coringa tucano paulista para voos futuros. O Aecim foi um “delfim” apoiado pela direita mineira que não deu certo. Era difícil serem conciliadas as suas pessoais “aspirações” com o ideário político que o povo eleitor gostaria de enxergar.

    Anos atrás, para evitar a chegada do Brizola (ou Lula), a direita tentou Silvio Santos ou o Pelé, até aparecer um delfim do nordeste, o Collor, que acabou sendo descartado ao notar que, na eleição seguinte, se Collor continuasse, iria mesmo a dar Lula ou Brizola.

    Moraes já estava programado para o STF, desde anos atrás, desde que ocupou a segurança pública de São Paulo. Doria nasceu Presidente, desde o primeiro programa na TV. A mídia e os poderes paralelos vão apenas derrubando os obstáculos, blindando e limpando a passagem do delfim tucano, enquanto abatem os delfins de perfil progressista, como leão que mata os filhotes de outro.

    • Análise perfeita Alexis, você

      Análise perfeita Alexis, você é um dos comentaristas que faz com que os ícones da “grande” imprensa fiquem no retrovisor. Só que precisamos encontrar um cacador de delfim, o que não está nada fácil. Do lado de lá já encontraram o delfim perfeito, enquanto que do lado de cá existe uma certa confusão, cada um procurando de um lado, sem união de forcas, sem pacto necessário para concretizar a cacada. A persistir, comportaremos como a hienas, que se contentam com os restos dos leões.

  15. Doria o “João Trabalhador”

    Doria o “João Trabalhador” poderá se apresentar como avesso a partidos politicos e o povo não se ligará a ponto de perceber que a tal LIDE é o partido do “João Trabalhador”

    Moro deixa claro para quem serve a Lava Jato

    http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/03/sergio-moro-deixa-claro-para-quem-serve-a-lava-jato-7755.html

    O partido LIDE Brasil afora: o partido do 1%

    http://paranaportal.uol.com.br/geral/especialistas-discutem-os-efeitos-da-lava-jato-no-brasil/

  16. Nem Dória nem Bolsonaro
    Com a candidatura de Lula, Moro sera chamado e vencera a eleição

    Queria que ele tivesse a mesma chanha contra Beto Rocha, que a imprensa não fala como afundou o Parana nos métodos tucanos de “jestao”

    Bolsonaro jamais (ainda bem!) sera aceito pela direita do PSDB. Como não ha uma Marina para dividir votos da esquerda, melhor que Bolsonaro divida os votos da direita e de Lula em primeiro turno em 2018

    Agora sera que ele vai ter peito pra limpar o MPF e STF por crime de traição lesa-patria? E prender os golpistas por conspiração?

  17. Mais um voto de confiança ao PSDB? Depois de Aécio???

    Dória vai acabar herdando o apoio da “massa de manobra” que está com saudades de fazer pose de politizado nas redes sociais… essa massa ficou orfã quando Aécio se desintegrou… alguns migraram para Bolsonaro… a maioria começou a fingir de desentendida… estava sem rumo até esse bocó aparecer.

    Eu acho estranho que a esquerda não utilize o sentimento de traição que o PSDB de Aécio Neves proporcionou ao cidadão.

    A cara de pau de Aécio fez muita gente passar vergonha. Pessoas foram levadas a fazer um discurso de ética agressivo enquanto empunhavam a bandeira de Aécio… chegando ao ridículo adesivo: “A culpa não é minha, votei no Aécio”. Hoje essas pessoas abaixam a cabeça ao ouvir o nome do tucano.

    A sequência de escandalos que envolveram o “mineirinho” parece não ter abalado a confiança do povo no PSDB. Além disso, parece que as únicas siglas realmente atingidas pela Lava-JAto serão o PT e o PMDB… por algum motivo, o PSDB parece passar sem ser atingido apesar dos seus maiores líderes estarem todos lá.

    Outro fato curioso é a aceitação do povo ao fato da imprensa apoiar Dória descaradamente… de maneira panfleteira como nunca se viu. Até mesmo blogueiros extremamente críticos da direita nervosa… pelo jeito houve um alinhamento total aí.

     

     

  18. Política – nuvens negras
    Não
    Política – nuvens negras

    Não haverá partidos, teremos apenas nomes de candidatos, e ganhará, tanto quanto aconteceu com Collor, Berlusconi ou mesmo Trump, quem estiver mais deslocado da ideia de partido, do conceito tradicional de partido político.

    Essa é a tendência mundial em eleições onde a grande mídia conseguiu desmoralizar a política e na própria fragmentação da sociedade, profundamente estuda por Bauman.

    “De acordo com Bauman, a sociedade tardo-moderna decreta a afirmação do indivíduo, mas do indivíduo de jure, não do indivíduo de fato. Sozinho, vulnerável, sem um espaço público a que se referir, sem uma dimensão política que apenas uma ressurreição da “ágora” pode garantir, o indivíduo contemporâneo não se eleva para o papel de cidadão, mas um isolado”.

    É o mundo líquido, da sociedade fragmentada, difusa, sem referenciais, com suas relações efêmeras e passageiras. Do imediatismo frígido e frágil.

    É dessa forma que está sendo observado um total esfarelamento de qualquer função relacionada ao conceito de coletivo.

    O resultado das últimas eleições no Brasil e na vitória de Trump nos EUA foram emblemáticas, apontando a agonização de todos os partidos políticos e mesmo da política.

    A fragmentação dos resultados no Brasil e a desordem da eleição de Trump demonstraram que os eleitores estão se afastando do conceito usual do que seja a política.

    Não interessa mais a plataforma partidária, a coletividade de propostas.

    No Brasil, os últimos candidatos eleitos muitos sem nunca terem participado de disputa partidária, e representando vários partidos, sem bandeiras, sem propostas e com discurso agressivo, populista e descompromissado com a política no sentido essencial do conceito.

    O que ocorreu não demonstra a vitória de uma agremiação. Ao contrário, o que se observou foi a absoluta derrota dos três partidos de maior dimensão; o PMDB, o PT e o PSDB.

    No caso de São Paulo o resultado pode ter sido “uma vitória de Pirro”.

    O PSDB apenas retomou um dos seus feudos. E o fez abrindo cicatrizes.

    A vitória de Alckmin com a eleição de João Dórea é, de certa forma, uma derrota do PSDB. O que se observou foi o aumento do racha interno e a total dissolução de qualquer princípio partidário e programático.

    No PMDB a constatação plena em qualquer estudo ou observação de que se trata de um amontoado de representantes dos seus interesses próprios, sem compromissos partidários e éticos.

    No PT – o último partido – a total desmoralização promovida pela mídia em conluio com a operação “lava-jato”.

    É a morte da política no sentido partidário- representativo.

    Zygmunt Bauman disse, citando Gramsci: “se o velho morre e o novo não nasce, neste interregno ocorrem os fenômenos mórbidos mais diversos”.

    Os partidos políticos perderam o elo com as populações e o conceito da representatividade ruiu.

    Neste sentido, a união voluntária de cidadãos com afinidades ideológicas e políticas, organizada e com disciplina, visando a disputa do poder político, está sendo substituída pelos “clubes eleitorais”, sem ideologias, sem princípios e sem estrutura de tipo piramidal com a base sólida e orientadora dos planos e projetos políticos, econômicos e sociais, siglas sem identidade.

    Se os principais partidos políticos serviram como instrumento para pessoas e grupos entrarem no sistema político para expor suas reivindicações, necessidades e sonhos, aglutinadores das decisões políticas, nos dias atuais é visível o esvaziamento da importância dessa base formadora de opiniões e decisões, ficando a nítida sensação de que os partidos não mais representam essa função.

    É assustadora a situação da representatividade, mas a descrença da população tem mais a ver com as siglas partidárias do que com o sistema político como um todo. Na atual conjuntura, os partidos olham mais para o seu projeto de poder do que para um projeto de sociedade, o resultado foi o fiasco dos partidos políticos nas últimas eleições.

    Situação preocupante.

    • A volta do Jânio Quadros

      Caro Assis,

      Algo semelhante ao janismo, que não não era ele que estava filiado ao partido, mas o partido que estava filiado a ele. Enfim, parace que é isto que deverá acontecer bastante daqui para frente.

  19. Para muitos a história não
    Para muitos a história não vale nada. Mas, digo olhem a história, percebam o que levou Hitler, Berlusconi, Trump, e outros do mesmo naipe ao poder.

    Criminalização da classe política levam franco atiradores ao poder,

    Estes franco atiradores não são controlados nem pela responsabilidade conferida pelas urnas, nem pelo sistema.

    O resultado é sempre o arrependimento dos irresponsáveis que desmoralizaram a classe política, e o caos.

    A eleição de Bolsonaro soa como líquida e certa:

    – Tem uma postura de antipolítico;

    – Discurso nacionalista;

    – Simpático para os padrões da classe média;

    – Não é candidato dos partidões desgastados;

    – Sai candidato fora das preferência da mídia, igualmente desgastada e desmoralizada;

    – Descomprometido com os políticos “famosos” quase todos respondendo criminalmente;

    – conseguiu a capilaridade que lhe faltava ao ir ao rio Jordão, se benzer com um conhecido pastor brasileiro;

    – apoio da bancada ruralista e evangélica;

    – Apoio dos militares, que ainda são considerados corretos e íntegros pela população;

    – Estará fora da zona de atrito da dualidade PSDB e PT;

    – No segundo turno, seu nome será mais palatável ao sistema do que o de Ciro Gomes, provável candidato da esquerda;

    – A esquerda completamente fragmentada e sem rumo;

    – o PSDB sem nomes, entre os tradicionais – todos desgastados -, o sistema tenta emplacar o prefeito de Sampa, que se for o escolhido encontrará um partido rachado com a dissidência dos grupos de Serra e Aécio, salvo se o neófito romper com Alkmin;

    – O PMDB, como sempre na surdina e sem nomes;

    – Marina, uma eterna égua paraguaia;

    – Bolsonaro tem os ases e as metralhadoras na mão.

    • Perfeito.
      Mas Bolsonaro,na

      Perfeito.

      Mas Bolsonaro,na forma, ainda pareça muito mais hostil do que Trump (e Dória). Parece apenas um radical para muitos. Dória, com discurso moderno/empresarial se torna mais palável para boa parte da população, mesmo que (ou, ainda mais se) emcampar as bandeiras de Bolsonaro. 

      Seja numa união em segundo turno, seja já para o primeiro, a mistura Dória/Bolsonaro é muito viável. Infelizmente.

      Uruguai, ai vou eu. 

    • Criminalização da classe política levam franco atiradores ao pod
      Isso pode se aplicar a Berlusconi depois de “mane piliti”, mas näo a Hitler que ascendeu ao poder devido à depressäo do final da década de 20, gravissima
      Crise econômica pcom hiperinflação. No caso de Trump também não foi a criminalização da classe polìtica, mas a insatisfação com ela , pela perda do status econômico.

  20. …grande habilidade para “se

    …grande habilidade para “se valer” (aspas minhas) das redes sociais – algo que nem Dilma, nem Haddad souberam fazer –

     Não estaria na hora das redes sociais deixarem de “ser validas” e assumirem o protagonismo ? As redes não sociais, também denominadas Globos, Estadão, Veja, FSP, já não fazem isso do lado direito ? Para citar só um exemplo, aqui no GGN, nem falo dos “donos”, não existem diversos comentaristas que ombreiam ou superam os Noblats, Rossis e Gasparis ? Deixo claro, meu comentário talvez esteja mais perto do ombro do Homer, se estou fazendo perguntas é porque não tenho as respostas, não saberia dizer como assumir esse protagonismo. É que me parece que a união das esquerdas respeitáveis, para evitar o apocalipse triste, representado por Doria/Bolsonaro, passa pela união e reunião das redes sociais à esquerda, como fazem as não sociais à direita.

  21. O desprezo pela história,
    O desprezo pela história, pela filosofia, e por toda a área que esteja fora do pragmático modelo, levou o mundo a não entender o que está ocorrendo, portanto, incapaz de oferecer soluções.

    Após os avanços democráticos conseguidos pelos movimentos da década de sessenta, o sistema se armou para deter novas conquistas e reduzir as que foram alcançadas.

    Para isso domesticou os instintos transformadores criando padrões exclusivistas, definitivos do bom, justo, perfeito e acabado, condicionando as populações a serem defensoras dos interesses do sistema, e não questionadoras do que nos é posto.

    O mundo se encontra em outra fase de passos retroativos, então, igual à catapulta que é puxada para trás para ser impulsionada para a frente, o salto virá, o novo aparecerá.

    Independem do sistema dominante os avanços obtidos pelas sociedades. O que difere é a forma como eles são alcançados.
    O modelo cede para que direitos sejam incorporados de forma menos traumática, vide os exemplos dos avanços trazidos pela Revolução Industrial e os frutos obtidos pelos movimentos da década de sessenta.

    O modelo não cede e as mudanças são arrancadas à força, como na Revolução Francesa, americana, e em outras guerras intestinas ou mundiais.
    O saudoso pensador Milton Santos já nos alertava sobre a chegada de um tempo novo:

    “… A gestação do novo, na história, dá-se frequentemente, de modo quase imperceptível para os contemporâneos, já que suas sementes começam a se impor quando ainda o velho é quantitativamente dominante. É exatamente por isso que a “qualidade” do novo pode passar despercebida… A história se caracteriza como uma sucessão ininterrupta de épocas. Essa idéia de movimento e mudança é inerente à evolução da humanidade. É dessa forma que os períodos nascem, amadurecem e morrem…”

    Líderes e grandes riscos da falta deles

    Nos conflitos do passado estiveram presentes grandes líderes que puderem compreender a insatisfação das populações e apresentar caminhos alternativos para solucionar os atritos. Pela liderança, têm a força aglutinadora que mantêm as populações organizadas, diminuindo os riscos de formação de turbas.

    Nos tempos atuais estamos completamente órfãos.

    E não se trata apenas da falta de líderes políticos. Há escassez na academia, na música, na literatura, nos sindicatos, em todos os segmentos da sociedade.

    A falta deles cria o risco da formação de multidão em movimento desordenado e com potencial violento.

    Formou-se uma hegemonia que foi muito além de ditar os pensamentos a serem seguidos.

    A destruição do pensamento

    Todos os que pensam fora do parâmetro são ridicularizados, rotulados de Poliana, sonhadores, irrealistas, e mesmo a volta de adjetivos criminalizantes como subversivos, baderneiros, extremistas e comunistas.

    A mídia atua como força auxiliar banindo dos seus quadros comentaristas que não tenham opiniões “aceitáveis” e repetindo exaustivamente o ideal hegemônico, condicionando o pensamento e fabricando robôs repetidores. Acaba-se a reflexão e surge uma legião de seguidores.

    Como Wolin escreveu, “bloqueia, elimina o que quer que proponha qualificação, ambiguidade ou diálogo, qualquer coisa que enfraqueça ou complique a sua criação, a sua completa capacidade de influenciar”.

    Por isso a falta de líderes, os que se apresentam em determinados períodos da história para apontarem os descontentamentos e apresentarem as soluções, que sempre vão no sentido de caminhos alternativos.

    Ai está a grande vitória do modelo, a destruição do pensamento.

    A crise continua que se alastra

    O mais grave não é propriamente a crise econômica e politica.

    Se fosse assim os Estados não precisariam se armar até os dentes, o sistema não criaria leis draconianas, as policias não estariam agindo com estrema violência; o mundo não estaria repleto de instrumentos de repressão.

    Se fosse econômica governos de esquerda igualmente aos governos de direita não estariam fracassados.

    Se fosse politica a substituição dos governantes por grupos contrários resolveria o problema. Os países têm trocado seus governantes em eleições democráticas e as crises continuam.

    A crise é existencial, por mudanças de valores, como os acontecimentos da década de sessenta que mesmo os países em franco crescimento econômico, ainda assim pipocaram os descontentamentos e explodiram as discórdias.

    Da meritocracia à fisiocracia.

    Ressurge o Brucutu alienado

    O sistema perde o controle. O submodelo da meritocracia que manteve nos sonhos de alcançar o sucesso pelos estudos um certo ordenamento, perdeu força. Se o conforto e equilíbrio prometido pelo modelo não foi entregue, outros referenciais são buscados.

    Os nossos jovens parecem mais preocupados em adquirir músculos do que o conhecimento. Os movimentos culturais comprovam a afirmação. Na música, letras e ritmos que remetem ao poder cru e violento expressado principalmente nas batalhas entre sexos opostos. Surge a ânsia da “pegada”. Nas TVs programas que defendem a violência do estado contra a violência da sociedade. Os joguinhos, violência de alta complexidade. Câmeras de vigilância por todos os cantos nos lembrando sempre a iminência da violência.

    Trata-se de um hedonismo exagerado próprio da insatisfação que gera frustração, do medo que gera prepotência, da insegurança que gera a agressividade. Está ai formado os jovens das academias, os “pegadores”.

    São os coxinhas, grossos em cima, de pernas finas, e sem nada na cabeça. Seus ídolos já não são os referenciais da literatura, das artes e do conhecimento como tiveram os jovens de outrora. Preferem idolatrar os lutadores de UFC e ter como heróis tipos como Bolsonaro. São avessos à leitura e querem tudo imediato, pronto e acabado.

    Não é à toa que a intolerância e a violência têm aumentado assustadoramente. Não é sem explicação que na política pessoas do perfil de Bolsonaro e Donald Trump estejam em alta.

    A falência de um modelo

    Um modelo se esgota quando não consegue mais fornecer explicações, caminhos e normas gerais que orientem a sociedade.

    As regras adotadas não conseguem mais resolver os problemas. A cada novo conflito vão surgindo outros de maior complexidade, até o limite da explosão.

    Não sendo mais capazes de apresentar soluções, os paradigmas vigentes começam a revelar-se como a própria fonte dos problemas.

    O modelo atual agoniza

  22. Teoria interessante………..

    Me parece uma teoria bastante razoavel….Dada a falta de figuras de relevo e não envolvidas em escandalos da lavajato, me parece um candidato que provou que tem “poder de voto” no momento atual….Prefeitura de SP como trampolim é um classico…..Candidato indentificado com uma direita “Armani,Zegna e Gabbana”…..Chique, moderno, midiático, neo liberal ate a medula, “não politico”, e detalhe muito importante, um “esquecido” da lavajato…..me pergunto se não seria o “preferido de Curitiba”, sendo que os outros PSDB possiveis estão todos com o “rabo preso na gaveta”….Não vejo Bolsonaro como sonho de consumo da direita “financeira”nacional…..Ja o Doria cabe bem no perfil…Quanto as forças “ocultas” internacionais, tambem cabe bem no perfil, me parece ter muito em comun com o vizinho Macri….o tempo dira,  mas ele e o Macri sentados à mesa de negociações saboeando um Romanée-Conti…é um luxo so……(ironia)

  23. candidato do Alckmin, o Santo!

    JD, com apoio de seu amigão, não vai fazer nada na prefeitura e o paulistano iludido com o tucanato, que a Globo e o resto da Mídia paulistana protege, já prepara suas asas para voar para um ninho maior – como é bom ser tucano, nada impede seu voo.

    Viva a desinformação!

  24. Uiiiii

    análise muito apaulistada.

    São Paulo não é, nunca foi e cada vez mais tem menos representatividade no Brasil.

    Cruz credo, um paulista na presidência e, mais ainda, dória seria um verdadeiro desastre para todos os brasileiros. 

    • Concordo

      Sou de SP, nasci e moro por aqui. Mas muita gente – da esquerda e da direita – pensa que o universo começa e termina na Avenida Paulista. Se essa candidatura ocorrer, colocarão de vice alguém do nordeste (ACM Neto?) para contrabalançar.ao 

      A comparação com o Collor é imprecisa, ele era governador das Alagoas e foi incensado pela imprensa como caçador de marajás justamente quando era governador por lá.

      A representatividade de São Paulo vem do dinheiro financeiro, desde que todos os bancos importantes tem sede aqui. Se esse dinheiro todo é suficiente para comprar a eleição, tenho cá minhas dúvidas.

      Vai ser preciso oceanos de dinheiro para vender o produto Dória ao eleitorado do RJ, Minas e Nordeste.

      Agora, se o Dória for presidente, é hora de ir embora. Dizer adeus sem olhar para trás.

      Saudações.

  25. Entra em campo o fator João Dória

    quem é Bernard-Henri Lévy? quem é aquele que denomina Lula como a “esquerda respeitável” no Brasil? e, o mais importante, por que faz isto?

    Bernard-Henri Lévy foi um grande defensor da intervenção na Líbia e chegou a pedir pessoalmente para o presidente Nicolas Sarkozy uma ação militar contra Muamar Kadafi. também defensor da intervenção na Síria:

    “De alguma forma, estamos exatamente na situação descrita por teóricos clássicos como a “guerra justa”. É uma guerra necessária, uma guerra de último recurso.”

    na guerra de mundos em curso (não mais apenas uma guerra mundial, e sim uma guerra de mundos) seus principais formuladores e defensores (se necessário com a eclosão do holocausto termonuclear) são os Anglo-SioNazi.

    Bernard-Henri Lévy é um de seus expoentes na França.

    os Anglo-SioNazi nutrem uma profunda repugnância pela Democracia e pela multipolaridade, não é sem motivos que seu enclave territorial, apesar do marketing enganoso de ser a “única democracia no Oriente Médio”, não possui Constituição tampouco tem suas fronteiras definidas.

    é impossível compreender, e portanto superar, o golpeachment enquanto permanecermos em estado de negação da realidade.

    por um lado, estão por toda parte as impressões digitais da máquina de guerra Anglo-SioNazi. o atual presidente do BC brasileiro nasceu em Israel e lá viveu até os 10 anos de idade. Henrique Meirelles tem também cidadania norte-americana. todo o processo do golpe é o decorrer de uma guerra dos Anglo-SioNazi contra o Brasil.

    e por outro, o golpe é o atestado de fracasso do Lulismo. se a conciliação permanente a serviço de uma hegemonia às avessas fosse sustentável, o golpe não teria ocorrido. seu preço foi o impeachment inconstitucional. sua consequência atual é uma resistência ao golpe aquém do necessário. sua insistência na candidatura de Lula nos custará o que nos restou de Democracia.

    contudo, se a patética lumpenburguesia brasileira é atavicamente incapaz de gerar um só pensamento próprio, seus sócios majoritários internacionais já captaram muito bem que o caos implantado no Brasil saiu de seu controle.

    a caixa de pandora já não pode ser fechada. todos os demônios escaparam, já não resta esperança alguma.

    Dória é um produto de marketing de SP, para SP e por SP. a centralidade de São Paulo Ltda. não corresponde a sua localização concreta no jogo de forças nacional, e menos ainda à exigência de desenvolvimento com inclusão social. São Paulo Ltda. não conhece o Brasil.

    Bolsonaro não passa de um teste de hipóteses. ainda assim, é de grande valor para demonstrar que há uma parcela da população com arraigado viés fascista. tanto este BraziNazi, quanto a lumpengurguesia, são irrecuperáveis. tão irrecuperáveis quanto a MídiaGlobal.

    Hugo Chavez teve inúmeros defeitos, porém caso Lulinha Paz e Amor tivesse apenas uma pequena parte de suas qualidades, jamais teríamos sofrido golpe.

    a entrevista de Bernard-Henri Lévy apenas confirma o que tem sido repetidamente postado aqui neste Blog do Nassif:

    “Lulinha Paz e Amor, o grande líder do  acordo e do conchavo, em cujo período de governo com indecoroso orgulho satisfazia-se em proclamar que “nunca os bancos ganharam tanto dinheiro”, deveria ser a liderança ungida pela plutocracia brasileira, como o único capaz de promover a pax à la Brasil, numa conciliação pós impeachment inconstitucional. o definitivo golpe dentro do golpe. o golpe final selando o pacto de salvação nacional das elites.”

    esboço de cronologia: a guerra do anglo-sionismo contra o Brasil

    17/05/2010: Irã assina acordo nuclear proposto por Brasil e Turquia;

    05/06/2013: vazamento dos documentos de Edward Snowden;

    01/09/2013: revelado que Dilma Roussef foi alvo de espionagem da NSA;

    11/09/2013: revelado que NSA concedeu acesso a Israel de metadados e dados, inclusive de cidadãos norte-americanos;

    24/09/2013: em discurso de abertura da  68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, Dilma Roussef  condena as ações de espionagem dos EUA no Brasil;

    17/06/2013: Dilma Roussef anuncia adiamento da visita de Estado que faria em outubro a Washington, em razão das denúncias de espionagem reveladas por Snowden;

    23/07/2014: governo Dilma Roussef chama de volta ao Brasil o embaixador em Tel Aviv. emite nota “condenando energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza”;

    24/07/2014: porta-voz do Ministério de Relações de Israel afirma que o Brasil é “parceiro diplomático irrelevante” , “continua sendo um anão diplomático” e que desproporcional “é 7 a 1” (referindo-se a goleada sofrida pela equipe brasileira no jogo contra a o time alemão na Copa de 2014);

    28/07/2014: mesmo contradizendo seu assessor especial para assuntos internacionais, que afirmara que Israel promove um genocídio na Faixa de Gaza, Dilma Roussef classifica a ofensiva militar israelense como um massacre;

    03/06/2015: Eduardo Cunha é recebido com honras de Chefe de Estado no Knesset;

    28/07/2015: no contexto da operação Lava Jato, é preso o vice-almirante Othon:

    20/09/2015: Dilma Roussef rejeita nomeação de Embaixador de Israel (ex presidente do conselho de assentamentos judaicos na Cisjordânia – entre 2007 e 2013);

    11/05/2016: enquanto acontecia a votação do impeachment no Senado brasileiro, Bolsonaro é batizado em Israel nas águas do rio Jordão;

    09/06/2016: Itamaraty de José Serra revisa voto dado na Unesco, em abril de 2016, sobre os territórios ocupados por Israel;

    20/06/2016: INB anuncia primeira exportação brasileira de urânio enriquecido;

    03/08/2016: em desdobramento da operação Lava Jato, vice-almirante Othon é condenado a 43 anos de prisão;

    .

  26. A radio-rock coxinha (só no

    A radio-rock coxinha (só no Brasil poderia haver uma bizarrice dessas) já embarcou de mala e cuia na boléia do prefeito-sonrisal; ontem, desavisado, minha tv parou naquela emissora das séries capengas e tinha um senhor malhando o Lula numa entrevista com um jornalista arrependido (daqueles que eram da esquerda mas bandearam para lá), abusou tanto que o entrevistado ficou com as faces rubras e até tentou amenizar, esse é o jogo pesado da midia quadrilheira e corrupta até o talo, emplacar um crapula qualquer, pode ser até o capeta, o cramunhão ou hitler reencarnado, desde que seja da patota e matenha o povo imbecilizado na linha e submisso.

  27. Só faltava

    Só faltava essa!

    O Bernard-Henri Lévy firou referência para a esquerda brasileira!

    Globalista ferrenho, típico exemplar do neoliberalismo progressista, defensor dos golpes de estado disfarçados de revoluções coloridas, das agressões da OTAN aos povos do oriente médio, do massacre dos palistinos por Israel e por aí vai.

    Mas elogiou o Lula… 

  28. Dória, antes de ser

    Dória, antes de ser candidato, terá que sobreviver ao Santo (rs). O PSDB é craque em seus principais nomes sabotarem um aos outros. Agora imagina se o Santo vai deixar que uma cria sua chegue lá. Se isso acontecer, ficaria mais visível ainda a sua incompetência, pois um político que admnistra um estado-país como SP por 14 anos ser quase traço numa disputa eleitoral é uma façanha e tanto(rs). E se Dória chega lá e faz um governo fracassado, que é o mais provável, logo todos lembrarão que O Santo é  o pai da criança (algo parecido ao caso Pitta-Maluf). A primeira prova de fogo de Dória será conseguir fugir ao fogo nada amigo dos próprios tucanos paulistas.

  29. exagero

    Alckmin tem a chave do cofre do estado de São Paulo, e duvi-de-o-dó que ele vá abdicar de disputar a presidência

    Aécio e Serra estão fragilizados (não possuem cofre neste momento), mas Aécio não tem concorrente pela direita em Minas Gerais, e duvido que também desista de disputar a presidência novamente, mesmo estando fragilizado

    quanto a Dória, tem o fator Globo, o grande eleitor: será que vão apoiar outro candidato de papelão ?

    no fim, acho que se a coisa ficar difícil para “eles”, nada como uma eleição indireta, mas o “lançamento” de Dória é só mais um factóide para distrair o público

  30. Esse Dória é uma faca Ginsu,

    Esse Dória é uma faca Ginsu, aquele marketing que parece enganação, tem cara de enganação, mas mesmo assim muita gente cai. Depois de um tempo vira piada.

  31. Doria Jr. será transformado

    Doria Jr. será transformado num bebê que cagou na frauda assim que desafiar os vilões envelhecidos que comandam o PSDB.

    O espaço que ele desfruta continuará ínfimo. 

    E ele não tem nem colhões nem força politica para enterrar as principais lideranças políticas para  conseguir um lugar ao sol enquanto urina nos túmulos de José Serra, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, FHC, Aloysio Nunes, Anastasia, Álvaro Dias, Tasso Jeirissati e outros.

  32. Bernard-Henri Levy is a fake intellectual

    Deixem-me compartilhar com voces a opniao de uma grande amiga francesa, que segue de perto a cena politica em Paris:

    Hi Lisbeth, so…

    Bernard-Henri Levy is a fake intellectual                        
    Belongs to the top Elite                        
    I can’t stand this guy                                               
    This guy had a very big personal fortune                        
    Tried to write books                        
    Never was recognised as a writer                        
    Auto-proclaimed himself a philosopher                        
    Never was acknowledged as such                        
    now is trying to make movies about war, already made several                        
    Never interested anybody                        
    He is always here and there, trying to make himself important                        
    But he has nothing to say                        
    He just can afford it because he is rich

    [private conversation in some privacy-oriented social network ]

    Entao diria, que Bernard Henri-Lévy é um dos especialistas genericos de la… De qualquer forma, tudo que ele diz na entrevista sao obviedades de buteco, batidas demais para serem ainda discutidas nos bares e cafés do velho mundo… 

  33. O ERRO DE LULA E DAS

    O ERRO DE LULA E DAS ESQUERDAS

     

    Lula e as esquerdas estão cometendo um erro nesta fase de aparente pré-campanha. Aparentemente Lula está viajando o País já em campanha, paralelamente à sua defesa perante os vários processos a que responde atualmente. Será que ele simplesmente imagina que, conquistando corações e mentes da maioria da população, poderá concorrer, vencer em 2018 e Governar como nos áureos tempos de 2003 a 2010 ?

     

    Primeiro virá a dificuldade na eleição. Quem irá financiar a campanha de Lula ou do PT ? Qual empresário, mesmo que ainda confie no Lula terá coragem de o financiar e não terá medo de ser preso ? O PT sozinho terá condições financeiras para tal ? Parece improvável. Lembrando que, apesar de muito pouco ter se falado a respeito, um dos grandes motivos de Dório ter vencido Haddad no primeiro turno, ano passado, foi o custo altíssimo de sua campanha. Jà Haddad não teve recursos como em 2012 muito menos teve a atuação do excelente marketeiro político João Santana, reconhecidamente um dos melhores do mundo em sua área, que está preso em Curitiba já há bastante tempo .

     

    A esquerda e Lula deveriam diagnosticar melhor os problemas do País, e só ai partir para as soluções. E quais seriam esses problemas, que aliás, vêm saltando aos olhos ?

     

    Problemas econômicos: recessão, altíssimo desemprego e situação dramática de vários estados e prefeituras Brasil afora.

    Problemas políticos, de organização do Estado e de usurpação de um Poder sobre outro.

     

    Sem apresentar alguma solução minimamente factível para esses dois grandes problemas a candidatura e a improvável vitória de Lula em 2018 só terão o efeito de desmoralizar ainda mais sua imagem e inviabilizar cada vez mais o País, que vemos, se encontra paralisado depois que a operação lava-jato vem atuando.

     

    O que então as esquerdas e Lula deveriam fazer ? Penso que, principalmente dois pontos-chave: 1) criar uma estratégia economia factível de curto, médio e longo prazos e ter alguém com boa retórica para conseguir passar isso a população diretamente. 2) Uma estratégia, que não vejo como não ser conjunta com outras forças politicas, para que sejam engendradas estratégias para que a 1) possa ser implantada sem o protagonismo do MP, judiciário, PF e TCU sobre a economia e a política nacionais.

     

    Creio que Lula deveria buscar FHC e outras lideranças políticas responsáveis, como Renan, por ex.

     

    Se os políticos não se unirem, as corporações vão efetivamente crescer sem limites e tomar de fato o Poder.

     

    É preciso que seja revista, principalmente o modus operandi da atuação do MP. A cada dia mais tenho certeza que a atuação dessa turma mais prejudica do que beneficia o País. E o que permitiu isso foram as disputas políticas, tanto nacionais, quanto regionais. Enquanto partidos opostos se acusavam e trocavam denuncias, a máquina do MP e judiciário foram crescendo, ganhando corpo, ganhando Poder. O grande problema é que essa turma nada produz. É preciso que se calcule minimamente a relação custo/benefício que a atuação desse grupo, que já se tornou um Poder de fato, representa ao País.

     

    Apenas a título de exemplo. Outro dia tive uma reunião com um secretário de Prefeitura do interior de SP, cidade pequena, em torno de 20 mil habitantes. Desde há um ano atrás, a cidade fora devastada pelo MP paulista, dizem em ataque a uma organização criminosa. Foram presos Prefeito, ex Prefeito, vices, vários vereadores, secretários, empresários, etc. Pesquisando sobre o caso pouco se encontra. Mas vê-se que são mazelas políticas tradicionais como nepotismo, compra de combustível supostamente irregular, licitações de pequenas obras supostamente direcionadas, etc..Não se sabe a ordem de grandeza dos valores supostamente subtraídos. Conversando com pessoas da cidade, inclusive este secretários, ele é peremptório em informar “…conheço as pessoas, houveram irregularidades, porém nada do que o MP diz, nem próximo..”. O grande problema é a terra arrasado que deixam pelo caminho. Todos os contratos da Prefeitura foram levados, ninguém sade de nada, os contratos vencem e não se consegue fazer aditivos sequer de prazos para que os mesmos continuem válidos, os funcionários de carreira todos têm medo de assinar qualquer documento, por mais banal que seja. Há relatos de um empresário, que nada tinha a ver com o tal “esquema”, que se recusou a receber mais de 100 mil, por serviços efetivamente prestados, por simplesmente não querer se meter com essa Prefeitura.

     

    Ou seja, o cenário é de terra arrasado. Obviamente os custos da ação “conta a corrupção” superam em muitos os supostos benefícios da mesma. A questão é que, o conjunto da obra – tanto a suposta corrupção, como a atuação terra-arrasada contra a mesma, e principalmente os efeitos devastadores que vem causando – são vendidos para a população como culpa exclusivamente dos políticos e seu vícios. Quando a realidade não é essa. Quem terá a capacidade de verbalizar junto a população esse discurso, que não é simples ?

     

    O cenário é este, em maior ou menor grau, por todo o País. Em Guarulhos houve algo parecido. Em Ribeirão Preto também, ao contrário do exemplo, estas, duas grandes cidades. Junção de catarse econômica, sem políticas anti-cíclicas por parte do Governo Temer com gigantismo do MP e judiciário para cima de mazelas políticas criando ainda mais terra-arrasada.

     

    Quem será o grande Estadista capaz de alterar essa situação ? Pelo julgar de sua atuação até o momento, não parece ser Lula.

     

     

  34. Doria proximo presidente

    Ja disse ontem, ele vem para vencer.

    – pacote simples venda imediata das 4 grandes estatais(petro, bb,caixa e correios)

    – demonste do estado completo, entregando tudo a iniciativa privada e seus infinitos amigos

    – fim do bolsa familia

    Isso sera defendido em debates e sera o lema de campanha, eficiencia, estado minimo. Vai vencer e vai executar.

    Tem a midia com ele, tem os empresarios de todos os setores com ele. Apresentador de TV, comunica se melhor que qualquer politico atual.

    Representante espelho da classe media. Bonito, bem sucedido, fala ingles fluentemente.

     

    Enfim n ha chances para ninguem contra esse cara infelizmente.

    • Bonito?
      Ainda tenho uma certa

      Bonito?

      Ainda tenho uma certa resistência em crer na fluência em inglês das celebridades políticas festejadas pela mídia: Gilmar Mendes fala inglês tão bem quanto o Joel Santana, Moro falando em inglês é uma piada, a vaidade de FHC manda ele se arriscar a discutir em inglês – geralmente se dá mal.

  35. BHL é um picareta de marca

    BHL é um picareta de marca maior e um globalista safado, mas acertou em vários pontos nessa.

  36. Dória enquanto último balão de ensaio antes do novo golpe

    O balão de ensaio da candidatura presidencial de João Dória Júnior é exatamente isso, um balão de ensaio… mas não das candidaturas presidenciais do condomínio golpista, mas sim se há condição do condomínio golpista se manter no poder sem precisar perpetrar um novo golpe.

    Estamos dizendo há algum tempo que não há outra alternativa para a coalizão golpista que dar um outro golpe para se manter no poder. No entanto, me parece que a ala PSDB/Globo do golpe não me parece muito confortável com um fechamento do regime e está aí testando hipóteses sobre uma candidatura do ex-apresentador de O Aprendiz.

    Ajuda muito o fato de que não há e não haverá candidato viável entre os “candidatos naturais” da coalizão golpista; Aécio, Alckmin, Serra, até mesmo as eternas cavadas FHC e Henrique Meirelles, nenhum sai do lugar, nenhum faz cócegas, nenhum sairá do lugar e nenhum fará cócegas.

    Então é necessário testar hipótese com o “novo”, o “não-político”, o “empresário”, o “futuro”.

    Dória abandonou a Prefeitura de São Paulo com dois meses, já está de cabeça no teste, já faz campanha presidencial a partir do Palácio das Indústrias, seja no Facebook, seja nas televisões, seja no rádio. Não se assustem se as ‘pesquisas’ começarem a apresentar um amplo disparo das intenções de voto em João Dória Júnior, é tudo parte do balão de ensaio.

    Se colar, colou e João LIDE enfrentará Lula e Bolsonaro; se não colar (e o Brasil de 2017-2018 é bem mais complexo que o Brasil de 1988-1990, então é bem mais difícil para a Globo criar um “segundo Collor”), as eleições de 2018 não ocorrerão.

    (Devo dizer que não me sinto nem um pouco feliz ao chegar à conclusão de que a única chance de haver as presidenciais de 2018 envolve o João Dória Júnior.)

    • Lula, Ciro e a frente das esquerdas

      -> O balão de ensaio da candidatura presidencial de João Dória Júnior é exatamente isso, um balão de ensaio… mas não das candidaturas presidenciais do condomínio golpista, mas sim se há condição do condomínio golpista se manter no poder sem precisar perpetrar um novo golpe.

      sem discordar, pois concordo tanto quanto Dória como teste de hipóteses quanto com os sucessivos golpes dentro do golpe, acrescento, sem invalidar o argumento:

      – podem dar quantos golpes quiserem, não irão estabilizar o golpe. o contexto, interno e externo, é completamente diferente de 1964. e nossa plutocracia não tem qualquer criatividade, capacidade de análise e formulação estratégica. são meros executores, e muito medíocres. tanto que o sócio majoritário começa a emitir claros sinais de descontentamento;

      – o Brasil não nem é mais um barril de pólvora, o Brasil é a pólvora. e as fagulhas estão por toda a parte. a proporção do colapso que vivemos, desde econômico a institucional e logístico, é a dimensão da explosão a seguir;

      – as mudanças climáticas seguem se aprofundando, provocam vários sintomas: no meio ambiente, na sociedade e no funcionamento do corpo. este será o fator ao mesmo tempo menos óbvio e mais decisivo nesta crise (não dá prá explicar melhor aqui neste comentário).

      abraços

      .

  37. dória, como acontece com o

    dória, como acontece com o psdb em geral, é apenas resultado do trabalho da mídia. Um yuppie-jeca, nada mais. Sozinho, ele não chega em lugar algum. A mãe de todas as batalhas para que o brasil deixe de ser esta porcaria que é derrubar e tomar a mídia. É uma guerra, tv, rádio, imprensa escrita, portais de internet são as armas. Esta é uma batalha que não só o brasil deverá enfrentar, mas muitos países. Trump parece que entendeu isso, tanto que declarou guerra à mídia hostil em vez de ir fazer omelete em alguma emissora inimiga.

  38. Dória é como fogos de artifício…

    representa o que uma pequena parte da sociedade deseja ver e ser

    qualquer um que provar  que este desejo é muito bonito mas impossível de se realizar com trabalho honesto, poderá derrotá-lo facilmente nas urnas, simplesmento porque os fogos de artifícios crescem, brilham, se distanciam e apagam

    é cria de mídia que além de ser bandida, é burra e incompetente, que seguirá afastando-o cada vez mais da parte da sociedade que realmente decide eleições para Presidente, o que é muito bom para o país, acrescenta-se

  39. encomenda para 2022

    O produto Dória está sendo fabricado para 2022. 

    Em 18 ainda veremos Alckimin apanhando para Lula, Ciro e se bobear ficando atrás de BoçalNaro

  40. Fator Dória é dose! Não é

    Fator Dória é dose! Não é possível, sem bem que hoje em dia tudo é possível em termo de piorar. O que aconteceria em primeiro lugar seria a divisão do Brasil, entre Nordeste e parte do Sudeste com o Sul. 

    Seria uma guerra civil sim, parecida com a americana. Norte contra sul. Abolição da escravidão contra volta da escravidão. Aqui no sudeste, São Paulo seria quase inteiro o Dória, no Rio uma parte, zona sul principalmente e parte da zona norte conservadora. Minas não sei como ficaria.

    De qualquer forma, se Doria ganhasse do indicado de Lula, nós imitaríamos os EUA mais uma vez. O muro entraria em pauta, para separar o sul/sudeste da terra daqueles “ignorantes de cabeça chata”. E então deveriam fazer justiça com aquela moça, Mayara, acho, que falou para afogarem os nordestinos, e redimi-la. Quem sabe com um ministério? O Brasil ficará a cara dela

  41. Fator joão dória é uma boa noticia.

    Venho com a mente aberta ler o artigo e mais uma vez me decepcionei! Desisto !!!

    Fica claro a falta de seriedade e porque não honestidade por parte do jornalista com os fatos ai demonstrados . nos fazendo acreditar que a frase tanto repetida pelas ruas Sim vocês tem bandidos de estimação. è uma triste verdade.

    Uma pena.

      • A esquerda gosta de ser enganada

        Processo cognitivo nem a pau! Não existe esse papo de “arrependimento”, de “massa de manobra”, de “se libertar da amarras”! Eles tinham noção do que fieram, se deixaram manipular pelo ódio que possuem, são pessoa que nunca assumem que erraram em qualquer coisa da vida. Se hoje falam que estão “arrependido” é porque não querem assumir o erro que fizeram, e ficam chorando lagrimas de crocodilo. “A culpa não é minha, eu votei no Aécio!” disseram eles no início, “A culpa não é minha, eu não votei no Temer para vice!” disseram depois, agora dizem “A culpa não é minha, a midia manipulou!” (Já disse em comentário anteriores que diriam que alguem os manipulou, batata). Agora que o leite foi derramando, não adianta ficar fazendo videozinho no youtube, textão no facebook falando que eu eram de um jeito e hoje eu mudei para melhor. 

        O curioso é que o autor do video cobra que os coxinhas assumam que erraram, mas em nenhum momento ele diz as duas palavrinhas magicas ‘Eu errei!’ ou ‘Me desculpe!’. Ele faz uma malabarismo em sua fala, dizendo o discurso da direita e depois o da esquerda, mas em nenhum momento assume que errou. Então, não, não existe ex-coxinha. Uma vez coxinha, sempre coxinha! Só muda de de lado para não ficar “mal na fita” no momento. Se não assume que errou, continua com o mesmo comportamento só mudando o discurso. 

        Não acredito que o autor do video “acordou”, siceramente. Mas como a esquerda é muito Naruto Uzumaki com Ursinhos Carinhosos, vai ter muita gente de esquerda com orgasmos, achando que eles “foram manipulados”. Ridículo. A esquerda nunca aprende!

  42. Corrigindo Palavra em artigo de Luís Nassif sobre Dória.

    Inapetência é falta de apetite ou anorexia. Falta de capacidade ou aptdão é inépcia ou inaptidão. 

    A não ser que algum dicionário tenha mudado e adotado nova definição. Pode ser. A coisa tá feia: já há até um dicionário que afirma que D. Pedro II proclamou a república no Brasil.

    • Sem entender o subentendido,

      Sem entender o subentendido, interpretando ao pé da letra, fiz um comentário anterior inapropriado. Peco desculpas, serei mais cuidadoso.

  43. Dória apenas com Lula

    A direita joga sim com a possibilidade de Dória na presidência, mas isto apenas se não conseguirem cassar a candidatura de Lula. 

    Com Lula no páreo a direita vai precisar de um efeito “Trump” nas eleições, e Dória e todo o seu marketing é o caminho mais viável atualmente. Por isso também, muitos empresários “bondosos” estão “comprando” (não existe almoço de graça) a gestão do prefeito. Esperam por um retorno. Se for com Dória na presidência, melhor para eles.

    Com Lula fora do páreo, acredito que as lideranças políticas acordarão entre eles um candidato do meio. O problema será convercer Dória disto, que ele é carta fora do baralho. Uma personalidade tão vaidosa e cheio de certezas em si não será fácil de ser descartado e, com o apoio de parte do setor empresarial, pode até rachar as expectativas conservadores em relação a eleição. O Bolsonaro é carta fora do baralho, vide a eleição para a presidência da câmara mês passado, apenas míseros quatro votos (nem seu filho compareceu para votar), ninguém trabalhará para eleger ele em seu rincão e a mídia facilmente o descarta. 

    Ainda com Lula fora do páreo, a esquerda terá muitas dificuldades para achar um outro nome. Primeiro que, apesar do esforço do Ciro Gomes, está encontrando dificuldades para se recompor. O próprio Ciro não é um nome de consenso, em que pesa toda sua capacidade de analisar cenários e propor caminhos. O Flávio Dino e o Fernando Haddad estariam queimando etapas. E sobretudo, nenhum dos três, acredito, fariam frente a uma “Trumpização” das eleições neste momento.

     

    Abraços

  44. A destruição é inevitável

    A 2ª guerra juntamente com os  regimes totalitários da Europa tiveram fim há 70 anos. Quem vivenciou aquela época e já era adulto e hoje ainda vive, conta com mais de 80 anos . 

    O tempo vai diluindo a lembrança histórica. Somente quem viveu os anos de nazismo , franquismo , fascismo é que consegue repudiar e se opor à volta desses tempos . As novas gerações não têm a mesma consciência e compram facilmente a ideia. O mesmo ocorre com a sociedade brasileira. A maioria desconhece a experiência da ditadura ou a situação de hiperinflação . Daí se levam inconsequentemente pelos discursos mais extremados . 

    Por isso a história é cíclica. Após a 2ª guerra , um grande período de prosperidade e reconstrução. Muitos líderes ocidentais saídos da catastrofe e comprometidos com a democracia e a prosperidade. Uma vez esquecida a tragédia , há espaço para que ela retorne novamente , cause destruição e proporcione um novo período de recosntrução e progresso para os que conseguiram sobreviver. Até que novamente as dores sejam esquecidas.

  45. Bernard Henri Lévy

    O filósofo televisivo?

    O amiguinho do Sarko?

    O  príncipe encantado da  Daphne Guinness (herdeira do império Guinness) , que disse :  “He is obviously the love of my life.” ?

    Conhecido como BHL . que é mais fake que uma nota de 3 dólares?

    Vixe!

  46. BHL por ser filósofo francês não quer dizer que não diga …

    BHL por ser filósofo francês não quer dizer que não diga “n’importe quoi”.

    O subdesenvolvimento intelectual brasileiro toma muitas vezes o conteúdo pelo rótulo. Pois o que acontece com Bernard-Henri Lévy, mais citado na França como BHL do que pelo nome é o exemplo.

    BHL atualmente é denominado por muitos uma verdadeira “impostura intelectual” chegando até a manifestações de falta de rigor ou até mesmo a falsificação intelectual 1.

    A origem do descrédito sobre a figura de BHL é através de diversas intervenções políticas e alguns atos gravíssimos em termos acadêmicos. Para quem não sabe BHL foi um ardoroso defensor da intervenção da OTAN na Iugoslávia, dos Estados Unidos no Iraque, de novo a OTAN na Líbia, de uma intervenção internacional na Síria e finalmente luta pela criação de um Estado Curdo, ou seja, qualquer intervenção dos estados imperialistas no terceiro mundo.

    Este intervencionismo exacerbado poderia qualifica-lo como um político bem equivocado, porém como intelectual na sua famosa citação num de seus livros, o livro “De la guerre en philosophie” do filósofo Jean-Baptiste Botul foi uma verdadeira demonstração de sua desonestidade intelectual, simplesmente porque este filósofo que BHL usa para criticar Kant, simplesmente NUNCA EXISTIU.

    Jean-Baptiste Botul é uma criação de um jornalista e professor associado em filosofia Frédéric Pagès do famoso jornal satírico francês “Canard Enchaîné”, esta pegadinha tornou-se uma verdadeira cruz para BHL simplesmente porque boa parte da crítica a Kant era baseada num livro inexistente!

    Bernard-Henri Lévy é conhecido e mediatizado na França mais pela sua grande amizade a uma série de editores de jornais e revistas francesas e como também ser coproprietário do Jornal Libération.

    Logo opiniões tais como a de considerar François Hollande e Manuel Valls como dois candidatos críveis da “esquerda” francesa deve ser desconsiderada, pois o pouquíssimas pessoas na esquerda sem aspas francesa esta opinião é compartilhada por praticamente ninguém, pois esta esquerda vê que a política do Partido Socialista francês, levada pelo presidente e por seu primeiro ministro é exatamente o grande fator de crescimento da extrema direita nacionalista francesa.

     

     

    (1)    Best-Of des plus grosses erreurs de BHL, David Perrotin, Mediapart 15 fev 2010 https://blogs.mediapart.fr/acturevue/blog/150210/best-des-plus-grosses-erreurs-de-bhl

    • Agradeço os ESCLARECIMENTOS

      Agradeço os ESCLARECIMENTOS quanto à esse personagem BHL….nao sei que deu agora nos comentaristas politicos brasileiros de citarem esse “ENFLURE” como referência …. você colocou muito bem os argumentos, e acrescento que quando ele diz que a direita “democratica” (isso existe????) é quem barra o acesso do fascismo ja esta mostrando ao que veio….além de propositadamente não considerar as mobilizações progressistas que estão ocorrendo na França inteira por iniciativas cidadãs (FRANCE INSOUMISE) reação tipica da espécie de avestruz que ele representa….melhor fazer de conta que não vê….eh menos doloroso?

       

  47. Dória, o sem noção

    O bicho é um palhação!

    Se este cara tivesse um mínimo de equilibrio, não ficaria falando mal do Lula em cada gesto que ele faz. É tão burro que poderia fazer todo os curtas “pastelões” que ele faz, sendo menos pastelão. Bastava dizer uma coisa boa ao final. Mas ele faz a pastelada e agride, ou ao menos fala uma cosa estúpida, grotesca, tola, baixa, imbecil.

    E posa de quem “sabe o que faz” .

    Portanto não tem noção de respeito, nem de ridículo.

    É rico que não sabe o que é ser outra coisa que não rico.

    É o problema da elite: tratar as “castas inferiores” como numeros.

    Afinal, não tem noção de outra coisa a não ser de seu próprio umbigo.

    Afora isso: o ”PROJETO NEOLIBERAL’ do estado mínimo é o que permeará sua ação como gestor público, enquanto se opera a apropriação do bem público, etc., etc. O “PROJETO’ das direitas. Em resumo: vamos tirar dos pobres e dar aos ricos – um hobin hood ao contrário. Aos pobres “cada vez menos pão e daqui há pouco sem mais circo”.

     

     

    • Não é bem assim.

      Tem também as Senhoras de Santana, a Classe Média Ressentida e que Odeia; mas estes são democráticos : tudo à esquerda de Mussolini é comuna de carteirinha.

      Mas o PT tem um grande inimigo xipofago: o próprio PT . Eita povinho complicado!

  48. Inevitável perigosa extinção do capitalismo

     

    No rastro da atual grande crise econômica mundial – a derradeira – de volta as pregações nazifascistas com toda a força, por todo o mundo. Adequadas para tempos de grandes crises econômicas, apropriadas aos ressentimentos e ódio dos párias, dos desfavorecidos, das massas de conhecida baixa autoestima que odeiam políticos, ricos e banqueiros, sem saber bem ao certo a razão de tudo isso. Mas, se ganha na megassena, esquecem tudo – ninguém é de ferro.

    Depois da grande crise de 1930 o sistema capitalista tornou-se bastante robusto e sofisticado, dotado de seguranças procurando impedir outro crash de 1929. Entretanto, apesar do seu atual estágio de segurança, não será capaz de evitar a quebradeira do sistema capitalista, principalmente, por conta de Dona Tecnologia.

    Para a comprovação do estado geral de destruição do sistema capitalista, basta uma olhada na rapidez da evolução da inteligência artificial e da robótica desses últimos tempos, surpreendentemente, mais hábeis e poderosas. Base sólida para acreditar que os jovens que deveriam entrar no mercado de trabalho daqui a dez ou doze anos, por mais estudos, inteligência e preparos que tenham, não encontrarão espaço para concorrer com a inteligência artificial e os variados tipos e naturezas de robôs que estarão no mercado, inclusive, humanoides de todos os gêneros e naturezas, aptos a trabalharem 24 horas por dia em altos níveis de produtividades, eficiência e precisão. Confiáveis, responsáveis e fiéis, sem nada reclamarem. Insuperáveis.

    Quando a tecnologia não afasta o homem do trabalho, viabiliza a contratação de trabalhadores ganhando pouco, já que a habilidade, conhecimento e inteligência, estão sendo substituídos pela inteligência artificial e pela robótica, nas mais diversas áreas do trabalho humano.

    Vai daí que a crescente massa de pessoas sem poder de consumo por conta do desemprego tecnológico ou por baixos salários, estão tornado o gigantesco polo consumidor mais fraco e sem poder de consumo. O inevitável enfraquecimento do grande polo consumidor mundial vai inviabilizando o gigantesco polo produtor de riquezas global. Empurrando o capitalismo para inevitável ruptura.

    Tudo indica que por volta de 2023, estarão no mercado, computadores aptos a conversar com o ser humano, a trocarem ideias com as pessoas sobre os mais diversos temas, dos banais aos mais complexos e intelectualizados. Aptos a conversar com uma plateia inteira de debatedores, simultaneamente, interagindo com outras plateias, pessoas e computadores inteligentes, buscando soluções para questões mais complexas. Causarão gigantescos desempregos no trabalho intelectual.

    Como de sempre, cada nova tecnologia abre oportunidades para outros tipos de trabalhos, só na era tecnológica avançada, essa nova oportunidade não é para o homem, mas para outras modalidades e tipos de inteligências artificiais e robóticas. O trabalho humano vai sendo posto de lado, sem utilidade alguma. Acreditem.

    Estamos entrando na era da inteligência artificial imprescindível em todas as áreas da elaboração de projetos, produtos, estudos, pesquisas, produção, construção, análises, julgamentos, desempenhos, segurança, logística, avaliações e outras mais, na engenharia, arquitetura, geologia, estatística, medicina, justiça, contabilidade, economia, ensino, transporte, militar, etc. Milhares de trabalhadores intelectuais ficarão sem espaço para trabalhar. Por mais estudos que tenham, ficarão desempregados e sem meios de ganharem apropria vida. A tecnologia não se da bem com o sistema capitalista. Mas, nada detém a formidável inovadora Dona Tecnologia.

    Com a contínua redução do gigantesco polo consumidor mundial, o polo produtor vai encolhendo, perdendo forças, rumando para inevitável falência. Sem um sideral polo consumidor dotado de real poder de compra, o polo produtor do sistema capitalista fica inviável. A atual grande crise mundial tem tudo a ver com desemprego tecnológico. Entretanto, é assunto proibido por ser sem solução no sistema capitalista. Milhares e milhares de trabalhadores braçais e intelectuais não encontrarão espaço algum para concorrer com a tecnologia, antes de 2030.

    Grande e complexo problema da civilização a ser equacionado antes que surja a guerra nuclear “para resolver tudo”. Só resta à humanidade perceber que o capitalismo está em processo final de exaustão. Sem remédio algum. Em rota de quebradeira geral de consequências mortíferas.

    Antes que isso aconteça, é necessário iniciar à perigosa e complexa mudança do sistema capitalista para uma estrutura econômica robusta de base socialista, provavelmente, passando por uma economia de transição, a ser planejada, montada e implantada. Antes que seja tarde demais.

    Se essa complexa operação econômica de transição for devidamente realizada a tempo, com grandes cabeças e fortes lideranças mundiais, a devastadora guerra nuclear será evitada. Não haverá extinção da civilização. Teremos a oportunidade de iniciar a construção utópica de um novo mundo, justo, fraterno, harmonioso e limpo.  Para todos. Bem viável e possível. Só depende de nossa escolha.

     

  49. Para muitos o inimigo parece

    Para muitos o inimigo parece ser o BHL. O Homer aqui está preocupado mesmo com Doria/Bolsonaro.

  50. Eu não acho que Dória tem

    Eu não acho que Dória tem cacife para disputar uma eleição presidencial. Ganhou na cidade de São Paulo (garanto que já tem muita gente da periferia arrependida), poderia também ganhar no estado de São Paulo, para governador. Afinal de contas, no Tucanistão, qualquer tucano ganha.

    Mas não acho que ele consegue os votos necessários no Brasil inteiro.

  51. Não achei

    Eu li todos os comentários aqui. Acho estranho que ninguém falou sobre a Marina.

    Eu sei que na esquerda já se enxerga a Marina como quase de extrema direita, mas ela conquista muita gente e seu jeito dissimulado e sumido de ser a mantém longe da tal lama que se criou de ojeriza de políticos, e sempre é um nome para se levar em conta. Eu conheço muita gente que gosta dela e fecha os olhos para o papo de Itaú, Natura, extremismo religioso e apoio a Aécio. Não fosse a morte do Eduardo Campos, acho que o desempenho da chapa poderi ter sido ainda melhor.

    Livrai-nos deste mal… mas não deixemos de considerar a existência, OK?

  52. Esparrela Tucana

    Acho uma grande esparrela acreditar que a mídia e o judiciário não vão conseguir blindar o PSDB mais uma vez. Talvez um boi de piranha se tanto. E mesmo assim o ‘sorteado’ não vai sofrer um décimo que o Dirceu, por exemplo.

    Ingenuidade acreditar que a coxinhada e a população ‘neutra’ mas globomisada vai ligar pra mais uma pizza tucana passando batida, como tantas outras vezes.

    Da mesma maneira que sempre caímos na mesma esparrela de acreditar em denúncias da grande mídia contra o PSDB que desaparecem no dia seguinte, só pra preparar e ‘legitimar’ uma cacetada contra o PT que dura semanas/meses/anos. Caímos nessa desde 2003.

  53. O comentario de Nassif sobre

    O comentario de Nassif sobre João Doria cabe certinho,bonitinho,como manda o figurino,no corpo do Prefeito de Salvador,ACM Neto,o grampinho.Se parecem até fisicamente.Politicamente falado,ganha uma passagem só de ida para Damasco,quem acertar dos dois qual é o mais fascista.Candidatíssimo ao Governo do Estado da Bahia,de hoje já tira o sono do Governador Rui Costa,do ex Jacques Wagner,e o meu.Como uma desgraça nunca vem só,tomo conhecimento que o genial cantor Caetano Veloso,de forma surreal votou em Lula no primeiro turno,e em Geraldo Alkimin no segundo,anuncia o apoio a Ciro Gomes como cabeça de chapa nas eleições presidenciais de Deus sabe quando.Os santamarensses teem horror a ele,bem diferente da irmã Maria Bethania.Nunca um candidato que privou de sua simpatia,conseguiu ganhar a Prefeitura de Santo Amaro,sua terra natal.Conheço um pessoalmente,Moacir Paranhos,seu colega de Ginásio.Moacir tinha a Prefeitura nas maõs lá pelo final dos anos 90.Inadevertidamente soltou um carro de som pela ruas de Santo Amaro,com a voz de Caetano anunciando seu apoio.Ficou em terceiro lugar.É o maior pé frio que conheço.Fernando Gabeira e Marcelo Freixo agradecem penhoradamente seu apoio nas eleições em que foram sovados.É dado a faniquitos e cabriolagens,um ser humano atormentado,que,quem o conhece,dele quer distancia.Vivemos dias sombrios,muito sombrios,e há quem diga que o pior nem começou a coçar.

    • A tomar pela afeição que os
      A tomar pela afeição que os detentores das estrelinhas daqui e fãs incondicionais de Caetano Veloso,que politicamente falando,merece a mesma confiança que uma cédula de R$ 3 três reais,lembro-me do Sul do Pará,onde galinha cisca para frente e lá passei dois desafiadores anos,brindam ocasiões como esta com um solene:estamos literalmente fumados.Os candidatos de Caetano não ganham eleições nem para síndicos de prédios.Se dúvidas os atormentarem,tirea-as por gentileza com Francisco Buarque de Holanda,que por sinal,no íntimo da sua alma,adora ele.

      • A bem da verdade,Caetano
        A bem da verdade,Caetano Veloso e Ciro Gomes perto de um candidato com o potencial de Luís Inácio,é encosto.Da.Mariza onde a senhora estiver,tenha piedade de nós.

  54. João Denorex, Parece Mas Não É

    Dória aparenta, mas não é.

    Aí seu calcanhar de Aquiles, distraidamente poupado para o segundo turno, na última eleição municipal, pelos adversários.

    Aparenta quarenta e tantos anos, mas será sexagenário ao final de 2017.

    Ao contrário de Collor, então com 40 anos em 1989, já tem praticamente sua obra realizada disponível para análise.

    Analisada, o que aparenta gestor moderno de empresas, explicitará mais alguém de boas relações com o que interessa e os que interessam, exatamente no mundo do negócio político e do patrimonialismo de estado, do qual aparenta distância.

    Aparenta ser dinâmico político sem sê-lo, mas revelado, é dinâmico marqueteiro, sendo essencialmente político.

    E mais, basta analisar, pois está aí sua obra para quem desconfia em quem aparenta com, ou sem, cashmere às costas.  

    O Brasil, definitivamente, não é para amadores.  

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