Fazenda ensaia uma autocrítica

Em março a presidente Dilma Rousseff garantia que, na economia,  o pior já tinha passado. Na quinta (18), a Fazenda falava em aliviar o arrocho de 2015 e ampliar o prazo para o reequilíbrio fiscal para depois de 2016. E, no Palácio, tinha-se a leve esperança de que até o fim do ano possa haver alguma indicação de recuperação da economia.

Nós dizíamos aqui:

  1. A recessão mal começou.

  2. A recessão trará uma queda de receita que frustrará qualquer meta de superávit primário.

  3. As taxas praticadas pelo Banco Central impedirão a meta de estabilizar tanto a dívida líquida quanto a dívida pública, como proporção do PIB.

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Todo esse sacrifício visava convencer as agências de risco da seriedade de propósitos do governo, em promover um ajuste fiscal radical, junto com uma política monetária severa.

Tudo isso dentro do enfoque de que ajustes radicais doem mas levam a recuperações rápidas do paciente.

Essa tolice está muito mais ligada à visão cristã da economia – segundo a qual, quanto maior o sacrifício, maior a redenção – do que a uma visão técnica e realista do quadro econômico, social e político.

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Dias atrás, admitiu-se que nas próximas rodadas haverá um novo rebaixamento do rating Brasil, devido à falta de perspectiva de crescimento da economia, tornando impraticáveis as metas de redução da relação dívida/PIB e de melhoria fiscal.

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De fato, com a economia já caindo no final do ano passado, a combinação mortal de ajuste fiscal e juros acelerou a recessão levando a uma frustração da arrecadação.

A falta de resultados imediatos, por seu turno, enfraquece politicamente o governo, em uma quadra da história em que o baixo clero assumiu as redes da Câmara.

Tudo isso leva a uma revisão da tolice anterior, de que ajuste radical é ajuste rápido, sem levar em conta os impactos sobre as redes econômicas e sobre o cenário político.  

Diga-se em favor da equipe atual que a diferença do período anterior está no reconhecimento dos erros da política econômica e em uma eventual correção de rumos. Segundo a Fazenda, está debruçada de forma “holística” sobre os cortes. Por tal, entenda-se, avaliando seus efeitos sobre nível de atividade.

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Terá sido em vão se não se incluir nessa “visão holística” a política monetária do Banco Central.

O nível da taxa básica de juros impossibilita qualquer sonho de estabilizar a dívida bruta como proporção do PIB (Produto Interno Bruto). Dados divulgados na semana passada mostram que mais de 90% dos recursos dos fundos VGBL e PGBL, de previdência privada, estão alocados em títulos de renda fixa, de prazo diário.

Ou seja, enquanto a política monetária não reduzir a remuneração de curto prazo dos títulos públicos, o principal investidor de longo prazo – os fundos de investimento e de pensão – não sairá a campo para produzir a tal agenda de investimento.

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Esses erros atrasam a recuperação da economia, enfraquecem politicamente o governo, mas não atrapalham a agenda positiva. Pelo contrário, ela se torna premente.

E essa agenda não depende apenas de recursos orçamentários e de obras. Passa por começar a se trabalhar efetivamente os fatores de competitividade, a burocracia, o cipoal fiscal, a integração das políticas públicas, as bandeiras da educação, inovação, o comércio exterior.

57 comentários

  1. Aqui no interior cada vez

    Aqui no interior cada vez mais se vê lojas fechando e placas de aluga-se nos prédios comerciais.

  2. Estamos diante de um ajuste na taxa de câmbio

    Muito provavelmente o Ministério da Fazenda e o Banco Central estimaram uma impacto bem maior e bem mais rápido da taxa de câmbio na produção industrial, o que não está ocorrendo, em parte devido queda das exportações para Argentina e Venezuela, e também em função do tamanho do estoque dos produtos importados.

    Precisamos lembrar que estamos diante de um ajuste na taxa de Câmbio que saiu de um dólar cotado a R$ 1.50 em 2011 para R$ 3,10 nos dias atuais,  em uma economia aquecida o impacto nos preços internos seria bem maior.

    O ajuste de câmbio para um patamar acima dos R$ 3,00 vai proporcionar um aumento das exportações, e uma substituições de parte da importações pela produção nacional.

    Lembrando que o setor de Serviços tem participação de 68%, a Indústria 27%,  e agropecuária 5%.

    Na medida em que o ajuste na taxa de câmbio já está realizado é possível ajustar a política fiscal e monetária.

    O correto é iniciar o alívio pela política monetária, com a redução gradual dos juros da Selic, já que a correção da taxa de câmbio daqui para frente será bem menor, não mais do que 10% nominais ao ano, o que vai permitir manter a inflação dentro da meta estabelecida pelo CMN.

    As exportações de véculos tiveram uma recuperação expressiva em maio de 2015, vamos aguardar os dados dos próximos meses se as exportações de veículos  comfimam a recuperação mesmo com a queda das vendas para Argentina e Venezuela, o que seria uma demonstração dos impactos da nova taxa de câmbio nas exportações.

    anexo:

    Carta da ANFAVEA—junho-2015
    Publicação mensal da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – ANFAVEA | Brasil

     

     

     

     

     

     

     

     

    • Ainda assim esse aumento

      Ainda assim esse aumento expressivo nas exportações de veículos em Maio não são animadores.

      São 12.000 carros à mais em relação a Abril de 2015 e 6.000 carros a mais em relação a Maio de 2014, entretanto, temos uma brutal redução de volume de produção e venda de veículos neste ano, o que simplesmente anula tal aumento nas exportações.

      Obviamente, não podemos tratar 1 mês como a salvação da lavoura, mas é notável que há uma tendência de queda ainda maior no volume de produção. A alta da Selic combinada com o fim da isenção de IPI e a restrição de crédito geraram um forte impacto na industria automobilística.

       

       

      • Substituição das importações e aumento das exportações

        As exportações de veículos em maio podem representar o inicio dos  impactos da correção da taxa de  câmbio, e deve aumentar nos próximos meses.

        Caso as exportações aumentem para 70 mil veículos em média por mês, serão quase 900 mil veículos ao ano, que combinado com a substituição de parte dos importados pode manter ou até aumentar o ritmo de produção de veículos, que no momento passa por ajuste de estoque.

        O patamar de R$ 3,00 para o dólar ocorreu em março, e ainda não refletiu nas exportações, o que deve ocorrer ao longo dos próximos meses.

        É importante o Copom reduzir os juros da Selic para impedir a queda do dólar abaixo dos R$ 3,00.

         

  3. RECESSÃO

       Quando lemos as manchetes dos jornais deum lado com a  louvação do aumento dos juros e de outro lado com a condenação da recessão, fica claro que a relação entre os dois fatos não é estabelecida. O aumento da taxa de juros para valores muito altos não tem justificativa economica saudável, pois sua justificativa é atrair investidores para financiar o défict público, porém o défict aumentoapelo pagamento de juros,

       A cobrança da elevação das taxas de juros tem justificativa economica saudável quando decorre da contenção do aumento exagerado da demanda agregada, que gera inflação se há, ao mesmo tempo, oferta pouca oferta  agregada; do contrário apenas serve para financiar e alimentar o défict publico. Não há, na economia, senão dois caminhos básicos: políticas fiscais e políticas monetárias, que não precisam ser excludentes.

       A adoção de um política exclusivamente monetária, aumento dos juros, gera prejuízos à política fiscal de aumento da arrrecadação. O artigo deixa claríssimo o que pode levar esta exacerbação dos juros, sem lógica econômica. A solução é espartana: corte de gastos  estatais improdutivos e redução concomitante dos juros. Caso impossível a redução dos gastos públicos imnprodutivos, ao menos a manutenção dos juros, em suma  a elevação dos juros é contraproducenten  e  deteriora as contas públicas porque produz recessão e queda da arrecadação. 

  4. Nao tenho objecao, mas essa

    Nao tenho objecao, mas essa autocritica esta sendo feita nas costas dos brasileiros e da economia de metade da America Latina!

    Nao da pra esquecer de responsabilizacao muito facil nao.

  5. Vários amigos e parentes meus

    Vários amigos e parentes meus estão desesperados por que perderam o emprego ou estão em férias coletivas. O pânico e o desânimo são terríveis: muitos entraram em depressão e a relação familiar é péssima. Colegas meus que têm comércio começaram a demitir os funcionários e estão trabalhando com o estoque mínimo. Conheço pessoas endividadas no cheque especial e no cartão que começaram a sobreviver com o mínimo possível. O ódio e a desesperança com o governo Dilma são crescentes e de forma exponencial. Até agora a presidente Dilma e seu ministério da área política estão causando um terremoto na economia real. É um verdadeiro desastre.

    • Redução de jornada

      A empresa em que trabalho está sem serviço e implantou redução de jornada, mesmo assim recebemos 1/3 do que seria o valor e não há mais “dia do pagamento”. Depositam quando tem. O valor não é suficiente para as despesas mínimas do mês e tenho que recorrer à poupança para complementar e saldar os pagamentos. Quando esta acabar, não sei como será…

  6. haja rivotril

    “mais de 90 dos recursos dos fundos VGBL e PGBL, de previdência privada, estão alocados em títulos de renda fixa, de prazo diário.Ou seja, enquanto a política monetária não reduzir a remuneração de curto prazo dos títulos públicos, o principal investidor de longo prazo – os fundos de investimento e de pensão – não sairá a campo para produzir a tal agenda de investimento.”

    enquanto os intelectuais lulistas se imobilizam e apelam para o rivotril, façamos nós uma viagem no tempo ao agora longínquo ano de 2007: a reciclagem da poupança financeira

    foi Ignácio Rangel quem anteviu para o Brasil um novo estágio de desenvolvimento, não mais comandado pelo capital industrial, e sim pelo capital financeiro. ousou defender que, para a soberania nacional, a estruturação de um mercado interno de capitais era então da mesma importância estratégica quanto fora no passado a criação de nosso parque industrial.

    o mercado de capitais se converteria na fonte principal de financiamento da economia, tendo como prioritária destinação dos recursos a criação e expansão dos grandes serviços de utilidade pública.

    hoje, a indústria de fundos de investimentos no Brasil, com patrimônio líquido atual superior a R$ 1 trilhão, é mais desenvolvida, mais sofisticada, mais competitiva e maior como proporção do PIB se comparada a qualquer outro país emergente.

    bastaria uma redução na oferta dos títulos públicos – por conta da diminuição da dívida interna – para disponibilizar uma dinheirama no mercado, para financiar o desenvolvimento.

    os gestores dos fundos de investimentos terão que buscar ativos com rentabilidade para substituir títulos públicos.

    é erro pensar que o sistema bancário é quem irá prover recursos para financiar empresas e consumo. o funding será dado pelos fundos, financiando a produção por meio de debêntures e o consumo por meio de instrumentos como os Fundos de Direitos Creditórios, pelos quais as empresas antecipam receitas futuras contratadas. [

    há pouco incentivo em se investir em atividade produtiva, gerando empregos, renda e aumentando a propensão ao consumo, enquanto a taxa básica do BC regular a disponibilidade de recursos bancários para empréstimos e também remunerar a maior parte da dívida pública.

    os títulos públicos, qualquer que seja seu prazo nominal de vencimento, têm liquidez diária garantida pelo governo.  além disto, a taxa básica por um dia é maior que as taxas de juros de médio e longo prazo. o resultado é um ativo financeiro que rende juros e nunca fica indisponibilizado.

    esta anomalia proporciona uma rentabilidade diária alta, segura e sem os embaraços de ter que contratar e pagar salário a trabalhadores, sem as complicações com o Fisco, sem taxas e impostos, sem ter que cumprir regras ambientais, sem obrigações sociais.

    um capitalismo sem risco e que dispensa a produção.

    .

    • Fantástico o seu post. Esta é
      Fantástico o seu post. Esta é a raiz do baixo crescimento e de todas as distorções de nossa economia.

      Nem um “choque de credibilidade” ou programa governamental trará mais investimentos enquanto ativos, completamente livres de riscos, os titulos do tesouro, renderem quase ou mais que 1% ao mês.

      De tabela, não há como estabilizar a dívida bruta brasileira , pagando juros de “cheque especial “.

      Parabéns pela lucidez e síntese.

      • Quase.

        Quase fantástico eu diria, esta tudo muito bem, mas o raciocínio parte de premissa incorreta. O nome do bicho é dívida pública, dirão que esta dentro de um patamar razoável, e estaria se o país não fosse tão pobre. Não há poupança, o trabalhador é pouco qualificado e a produtividade é uma comédia.

        Nesta condição o governo, nenhum governo, pode se dar ao luxo de ter esta dívida, que dá ignição ao processo todo, muito bem explicado pelo autor do post que elogias. Ao contrário do que dizem por aqui, Grécia, Portugal (que já se arrumou), Espanha, e sim, o Brasil, estão errados, gastam o que não tem, em prazo muito curto, raspam o tacho que não são capazes de encher porque não produzem com eficiência, devem o que pediram emprestado (o Brasil ainda chega lá), não deveriam reclamar de nada, entraram no jogo sujo porque quiseram.

        Gastos com “qualidade”, de cunho social, sim, assistencialismo quando necessário, sim, algum controle sobre o mercado, sim, mas na velocidade certa, e com educação, cultura e qualificação andando junto, senão sobra a “solução” do tranco fiscal, uma aberração que vai estagnar de vez o país.

        E tudo isso, embora não pareça, não começou com a Presidente Dilma, é coisa mais velha, muito bem disfarçada. Tentar enriquecer a população sem produzir riquezas é a melhor forma de fabricar dívidas e de “não” distribuir renda, pois o dinheiro do “assistencialismo, “do social”, sempre acaba no bolso dos empresários. No final é o povo que paga, e duas vezes, pelo erro do “financiamento social” sem lastro de produtividade e crescimento, quando ele acontece e quando ele fracassa como agora. O “financismo” que nada produz não é o problema, é a consequência.

        • Financismo

          Caro Fernando Novo,

          “O ” financismo” que nada produz não é o problema, é a consequência”.

          Na minha opinião, é o inverso. Foi o que você chama de “financismo” que causou a crise de 2008. É através do financismo que os ricos ficam cada vez mais ricos.

          A ideia de que a dívida pública é alta porque o país gasta muito com “assistencialismo”, sem lastro de produtividade e crescimento, precisa ser melhor explicada.

          Nos últimos 12 anos, com exceção  de 2014, o país gastou MENOS do que recebeu em impostos. Fez uma economia, um superávit primário, como dizem. O problema são os juros sobre a dívida, que são muito altos. A dívida pública cresce porque o superávit primário não é suficiente para pagar toda a conta de juros, obrigando o Tesouro a se endividar mais para pagar juros. Assim a dívida aumenta porque pagamos juros sobre juros.

          Isso não quer dizer que o governo gaste bem. Sabemos que há muito desperdício. O ponto que eu quero fazer é que, através de juros extorsivos, transferimos renda da produção para os rentistas, para o financismo.   

          • Financismo.

            Veja bem caro Ferruchio, pela ordem. A crise “financista” de 2008 certamente foi causada pelo “conluio” entre especuladores/investidores e governos. Governos de países desenvolvidos praticamente promoveram a crise, e certamente muita gente lucrou com isso, é quase caso de polícia mesmo.

            Sim, muitos ricos ficaram ricos especulando, tanto quantos ficam ricos trabalhando, gerando empregos e crescimento. Não é apenas o assistencialismo financeiro que causa o problema, claro, sua contribuição é até pequena, apenas foi usado como exemplo de “gasto ruim”, porque não resolve problema algum sem investimento social. Eu poderia citar vários “gastos ruins”, mas é desnecessário, a dívida esta aí, é real, e você tem razão sobre a enorme contribuição dos juros sobre ela.

            Ora, os juros são definidos pelo governo, é ferramenta de controle da economia concorde-se ou não. E se o país em onze anos realmente tivesse gasto menos do que arrecadou como é possível que tenha as tais dívidas que geram os juros? Isto tudo aconteceu em apenas um ano? Esta conta não fecha, o governo gastou e desperdiçou muito mais do que sabemos, e não foi em apenas um ano.

            E finalmente, se são os juros extorsivos – que só existem porque há dívidas – que retiram os recursos da produção e transferem o capital para os rentistas minha assertiva citada por você esta correta, o financismo é consequencia do endividamento, e claro, também é um enorme problema per si, tudo causado pelo governo, que gasta muito, muito mais do que pode, e gasta mal, e nem é preciso falar das benesses dadas a alguns setores da economia, inúteis, ou de corrupção, este é outro assunto, enfim, não me parece que discordamos tanto assim. Cordialmente.

          • dívida?! quem deve a quem?

            Amigos da Auditoria Cidadã da Dívida no Brasil e a todas as pessoas interessadas em conhecer verdades que estão sendo reveladas sobre o Sistema da Dívida na Grécia,

            Acabamos de iniciar, hoje, a apresentação pública do relatório preliminar do Comité de Auditoria da Dívida Grega. Ao todo, o relatório contém 9 capítulos, dos quais 4 foram apresentados hoje, inclusive o que tive a honra de preparar, sobre os mecanismos do sistema da dívida na Grécia. A apresentação prossegue amanhã, com os demais 5 capítulos.

            Estou muito contente diante da oportunidade de participar desse momento histórico aqui na Grécia. A partir do trabalho que realizei, pude desvendar alguns mecanismos muito importantes para desmascarar esse esquema odioso que vem submetendo a Grécia e o povo grego nos últimos anos. Tais mecanismos estavam muito bem escondidos nos contratos que veem regendo a dívida grega desde 2010. O mais escandaloso deles é o contrato Master (MFAFA ), feito em 2012.

            Para operar, tais mecanismos utilizam uma companhia criada no auge da crise financeira em 2010, em Luxemburgo, sob a justificativa de urgente necessidade de garantir estabilidade financeira na Europa: EFSF . Na verdade, EFSF é um veículo para desviar recursos públicos, ou títulos garantidos pelo países europeus para bancos privados, ao mesmo tempo em que direciona os ativos tóxicos dos bancos privados para bancos públicos.

            Um dos mecanismos inicia com o lançamento de ativos tóxicos (securities tipo “Pass-through”, por exemplo, alvo de diversas denúncias de fraude ) por EFSF, que os deposita na bolsa de Luxemburgo. Em seguida esses ativos são transferidos para um fundo privado criado na Grécia, criado por imposição do FMI em 2010: HFSF . Tal fundo usa os ativos recebidos do EFSF para adquirir papéis emitidos por bancos privados locais com o nome de GREEK BANK INSTRUMENTS. O resultado, depois de outros passos internos, é a geração de uma dívida pública da Grécia com o EFSF. Essa dívida não traz absolutamente nenhum recurso para a Grécia, pois os ativos que possuem garantia dos países europeus vão direto para os bancos privados que emitiram os GREEK BANK INSTRUMENTS. E a Grécia fica com os papéis sem valor emitidos pelos bancos privados, e ainda terá que reembolsar toda a dívida ao EFSF, além de pagar elevados juros e custos abusivos.

            Em outro mecanismo EFSF lança ativos denominados EFSF DEBT SECURITIES. Simultaneamente, bancos internacionais orientados pelo British Wilmington Trust (London) Limited emitem, em nome da Grécia, títulos que possuem uma série de restrições legais, denominados NEW GREEK BONDS. Eles são utilizados conjuntamente para reciclar outras dívidas e títulos não devidamente identificados, promovendo a transformação de algo obscuro em novas dívidas com EFSF. O mecanismo seguinte recicla os NEW GREEK BONDS em novas dívidas com o EFSF. A dívida assume um processo automático de multiplicação por ela mesma, devido à autorização incluída no acordo para refinanciar, renovar e rolar continuamente.

            Todas as dívidas criadas por esses mecanismos não correspondem a nenhum dinheiro entregue à Grécia, mas geram uma obrigação que a Grécia terá que reembolsar não somente o principal, mas juros elevadíssimos que vão variar de acordo com os ativos emitidos pelo EFSF, custos fabulosos, além de se submeter aos planos de ajuste fiscal impostos pelo FMI para ter o direito de ter o direito de receber esses “apoios”, que nunca serviram para apoiar a Grécia, mas a bancos e instituições privadas. Uma infâmia completa!

            Um quarto mecanismo desvendado diz respeito à emissão de SECURITISATION NOTES e a utilização de outro fundo criado por imposição do FMI: HRADF . Tal procedimento acelerou o processo de privatizações e a Grécia ainda fica submetida a utilizar essas notas para pagar a dívida com EFSF. Ou seja, além de levar recursos financeiros o ilegítimo sistema da dívida está levando também o patrimônio nacional.

            O maquiavelismo é impressionante. Ao batizarem os papéis com os nomes GREEK BANK INSTRUMENTS e NEW GREEK BONDS, muitos tinham a impressão de que se tratavam de títulos emitidos pela Grécia anteriormente. Por isso desvendar esses mecanismos tem sido um trabalho importante. Isso só foi possível a partir de análise detalhada dos contratos, especialmente o MFAFA, que se encontra disponível no site oficial do EFSF na internet. Até o momento não tivemos acesso a registros contábeis ou a qualquer arquivo ou documento reservado na Grécia; somente estamos trabalhando com dados disponíveis na internet. Isso torna essa descoberta passível de ser publicizada, já que não envolve o uso de qualquer dado sigiloso.

            Não foi fácil desvendar esse esquema. Os contratos são extremamente longos e ainda englobam outros contratos embutidos e paralelos; escritos de forma truncada, quase inteligível, e sem uma lógica sequencial, e ainda claramente faltando algumas partes. Já tínhamos passado por experiências semelhantes em investigações feitas no Equador e no Brasil.

            Mas como deixei minha vida pra traz aí no Brasil e vim para Atenas, atendendo ao honroso convite da presidente do Parlamento grego para colaborar com o comité criado por ela , dediquei todo o meu tempo a analisar detalhadamente aqueles complicados acordos, pois a primeira fase da auditoria é análise dos documentos. Aos poucos as informações escondidas no meio daquela confusão foram sendo classificadas, ordenadas, e aí estão os mecanismos desvendados; pistas que podem servir para indicar o caminho a ser percorrido para virar esse jogo perverso e estabelecer a justiça social para o povo grego, a quem dedico todo o esforço empenhado.

            Esses mecanismos do sistema da dívida grega constituirão um dos capítulos do relatório preliminar do Comité da Verdade sobre a Dívida Pública Grega, juntamente com os excelentes trabalhos realizados pelos demais membros estrangeiros e gregos que também participam dessa importante iniciativa.

            Maria Lucia Fattorelli, 18/06/15

            http://www.auditoriacidada.org.br/

             

    • É possível mudar o atual sistema financeiro nacional?

      Caro arkx,

       “bastaria uma redução na oferta dos títulos públicos – por conta da diminuição da dívida interna – para disponibilizar uma dinheirama no mercado, para financiar o desenvolvimento”.

      Diminuir a dívida interna é praticamente impossível, pagando juros reais de 5% ou mais, de modo que a dívida vai continuar crescendo, como também a emissão de títulos do Tesouro.

      Os bancos não estão interessados em assumir os riscos do financiamento de longo prazo, quando podem investir em títulos públicos que oferecem bons rendimentos, sem risco e liquidez diária. Assim fica difícil a estruturação de um mercado interno de capitais.

      A meu ver, o problema todo está em como está estruturado o sistema financeiro nacional, pelo qual: 1) o governo precisa pagar, tradicionalmente, juros reais de 5% a.a. para financiar sua dívida pública, enquanto outros países, mesmo os emergentes, conseguem se financiar com taxas de juros bem menores e 2) as margens de lucro dos bancos (spread) são altíssimas, cobrando juros médios de 50% a.a. para as empresas e 100% para as famílias, totalmente fora dos padrões internacionais.

      Quem está interessado em mudar o sistema atual? Certamente não os bancos e os especuladores nacionais e internacionais. 

    • Incluindo entre os ricos

      … boa parte da sindicalha nacional e da direção do PT, do PMDB, do PSDB,…

      Ou alguém acha que Dona Marisa Letícia cortou o Celso Kamura pra economizar? Ou que o Lula cortou o Johnnie Walker pro neto poder continuar na escola de inglês? Ou que o Aécio agora está cobrando que o condomínio do Leblon reduza gastos? E a esposa do Temer, suspendeu a tintura semanal no cabelo pra poder colocar feijão na mesa?

      Não, senhores, o ajuste foi feito apenas aqui, entre nós, os otários, vítimas do maior estelionato que já se viu: a social democracia brasileira – que chamou um liberal para fazer a parte suja do trabalho, enquanto continua chafurdando no NOSSO dinheiro.

      Enquanto o Nassif alertava nos últimos meses para os erros de condução econômica, nós, os normais, alertávamos para os erros nos últimos ANOS – que, somam uma década. A conta chegou, mas só pra nós. E isso, nem o Nassif consegue rebater. E nem vai.

  7. É hora de ‘COMEÇAR DE NOVO” –

    É hora de ‘COMEÇAR DE NOVO” – Acorda Dilma

    PAPA – Encíclica “Laudato Si”.

    Um importantíssimo documento para Dilma ler e seguir.

    Um caminho a se percorrer.

    Papa faz duríssimas críticas ao neoliberalismo econômico, ao livre mercado e aos governos que o seguem

    Ocorrências, diagnóstico, argumentação e receita:

    – o rico e o pobre tem a mesma dignidade

    – a política não deve se submeter-se a economia

    – pagamos a conta do salvamento dos bancos sem rever e reformar o sistema o que reafirma o domínio absoluto das finanças que poderá gerar novas crises depois de uma longa, custosa e aparente cura.

    – é preciso refletir responsavelmente sobre o senso da economia e sua finalidade para corrigir suas disfunções e distorções

    – o principio da maximização do produto é uma distorção conceitual da economia

    – é preciso redefinir o progresso: um desenvolvimento tecnológico e econômico que não deixa um mundo melhor e uma qualidade de vida integralmente superior, não pode considerar-se progresso.

    Niente di questo mondo ci risulta indifferente

    “Il ricco e il povero hanno uguale dignità”

    “Il principio della massimizzazione del profitto, che tende ad isolarsi da qualsiasi altra considerazione, è una distorsione concettuale dell’economia”

    “La politica non deve sottomettersi all’economia”

    “Si tratta di ridefinire il progresso. Uno sviluppo tecnologico ed economico che non lascia un mondo migliore e una qualità di vita integralmente superiore, non può considerarsi progresso

    “Il salvataggio ad ogni costo delle banche, facendo pagare il prezzo alla popolazione, senza la ferma decisione di rivedere e riformare l’intero sistema, riafferma un dominio assoluto della finanza che non ha futuro e che potrà solo generare nuove crisi dopo una lunga, costosa e apparente cura

    “Ancora una volta, conviene evitare una concezione magica del mercato, che tende a pensare che i problemi si risolvano solo con la crescita dei profitti delle imprese o degli individui” (190)

    “Affinché sorgano nuovi modelli di progresso abbiamo bisogno di « cambiare il modello di sviluppo globale »,136 la qual cosa implica riflettere responsabilmente «sul senso dell’economia e sulla sua finalità, per correggere le sue disfunzioni e distorsioni»”

    “La crisi finanziaria del 2007-2008 era l’occasione per sviluppare una nuova economia più attenta ai principi etici, e per una nuova regolamentazione dell’attività finanziaria speculativa e della ricchezza virtuale”

    etc…

     

    • Certamente ele não estava

      Certamente ele não estava dizendo que é moralmente correto endividar toda uma população para pagar o “socialismo”.

      Agora keynesiano busca até Sua Santidade para defender o indefensável – que não sabem fazer conta e que no final, quem paga o pato da “tiuria” somos nós (que economizamos direitinho e fazemos nossas contas fecharem no fim do mês e que não vivemos à custa alheia).

      Dilma errou, Mantega errou, Tombini errou, Lula, errou, FHC errou – mas quem está no restaurante francês? E quem tirou o filho da escola de inglês? Fácil errar e passar a conta, enquanto fazem cara de “vestais da causa social”. Eu tenho de deixar de ir ao shopping center enquanto eles constróem um shopping center para eles mesmos! Que socialismo é esse?!

      Cadê o meu direito de manter as conquistas que consegui com MEU trabalho? Só os liberais têm essa preocupação, pelo que vejo – os socialistas estão sempre me chamando para pagar a conta deles mesmos.

      • renato …. direito é “coisa”

        renato …. direito é “coisa” de pais civilizado … bem vindo ao socialismo (paternalista e seccionario)

      • Em defesa do socialismo

        Todos pagamos a conta dos governos neoliberais, menos quem mais lucrou com eles: os bancos e as grandes empresas. É certo que nós, trabahadores e trabalhadoras, sempre somos chamados a pagar a conta, a apertar os cintos, em qualquer governo, seja ele liberal, neoliberal, de direita ou da esquerda social democrata, que são, com certeza, todos capitalistas, eis que administram um estado capitalista. Dizer que estes governos são socialistas, inclusive o do PT em parceria com o que há de pior da direita nacional e com o “famoso” mercado, demonstra a pobreza das discussões e das idéias atuais. Socialismo requer um governo mundial centralizado, que regulará a economia mundial, acabando com a anarquia do capitalismo, onde o capitalista tem a “democracia” ao seu lado para investir no que lhe dá mais lucro, sem se importar com as consequências nefastas para o meio ambiente do seu investimento. Diga-se, que, na maioria das vezes, são os governos que investem os nossos impostos por eles. Não existe, e nunca existiu, socialismo da miséria! Qualquer sistema que venha suceder o capitalismo, tem que superá-lo, senão, será a barbárie! E esse sistema, pra mim, é o socialismo, de um governo mundial centralizado, o que lhe é próprio. Já o comunismo, é o estado superior do socialismo, nem governo terá! Assusta-me como governos como o do PT são chamados de comunistas. É não saber nada história da humanidade! Que venha o socialismo! Que venha o comunismo! Digam à vontade que é utopia, só não digam que governos de estados capitalistas são socialistas e, muito menos, comunistas, porque é uma tremenda asneira!

    • Se

      Se Dilma fosse a Presidenta, naquela ocasião, nossa economia já estaria, hoje, muito pior do que a da Grécia, sem a menor dúvida.

  8. Quem tem de fazer autocrítica é Dilma

    Quem tem de fazer autocrítica é Dilma: foi ela quem nomeou e bancou Levy e Tombini. Foi ela quem insistiu com o Bradesco para indicar alguém para o mininistério da fazenda. Isso tudo apesar dos imensos e fortes avisos que aqueles que a apoiaram nas eleições (especialmente no segundo turno) fizeram e continuam a fazer. Ela decidiu dar um cavalo de pau na economia, nas costas dos trabalhadores e pequenos empresários. Além disso, e como coroamento disso tudo, manteve Cardoso e Mercadante no ministério. Não temos ministro da justiça nem coordenador de governo  via casa civil. 

     

  9. O governo fez o que o mercado

    O governo fez o que o mercado surtado pediu. Agora que se jogue a culpa no mercado.

    Chamam de mercado por que sistema capitalista acham um termo muito desgastado.

  10. Tá dando ré…
    Com este retrocesso que o governo está dando, logo logo alcançaremos níveis de 1985. Isto se dermos sorte.
    Do contrário chegaremos ao período anterior a 1900.
    Uma virtude que sempre admirei em algumas pessoas é o reconhecimento dos erros.
    Não é o caso de um governo governado por mulas.
    Agora é resistir ao coice, se é que será possível.
    Desanimei por completo. O medo venceu a esperança. Definitivamente!!!!

  11. Fatos e argumentos

    Acho difícil a autocrítica, Nassif. Uma das características marcantes dos neoliberais é jamais reconhecerem seus próprios erros. Para eles, contra seus argumentos, de nada adiantam os fatos. A história prova isso, no passado (Brasil de FHC, por exemplo) e no presente (vide, por exemplo, o que fazem com a Grécia, Portugal, Espanha etc).

    • Não entendi a sua lógica. Se

      Não entendi a sua lógica. Se até ontem quem comandava a politica economica era o glorioso mantega com o anti-liberalismo e deu no que deu. Porque culpar os neoliberais que parodiando o casseta e planeta perguntam: Tem culpa eu?

      • Deu no quê?

        Desemprego (que é o que interessa) em baixa. Renda do trabalhador em alta ou estável. Economia razoavelmente aquecida. Reclamação (eterna) dos empresários incompetentes e gananciosos. O que mais? Agora, com esse (des)ajuste social é que está bom?  Bom era nos lamentáveis tempos de 1995 a 2002? Repito: se Dilma fosse a nossa Presidenta em 2008/9, a marolinha teria virado tsunami e nossa economia, hoje, estaria pior do que a da Grécia. E vai ficar, continuando o (des)ajuste.

  12. Tudo que foi dito no post sobre o ajuste como questão de “fé”

    foi muito discutido pelo Paul Krugman e outros economistas em relação aos “ajustes” impostos aos países europeus que precisaram de empréstimos da troika. Na Europa vigorava, e ainda vigora, a mesma visão tosca de sacrifícios levando a redenção e que se baseava também na noção de que o descontrole econômico, principalmente em países com grande evasão fiscal e corrupção, eram indícios de desvios morais de seus governantes/populações, o que gerou uma explosão de manifestações racistas entre países do norte e do sul. Essa visão de sacrifícios levando a redenção foi tão difundida que os juros impostos para Portugal pela troika foram mais altos do que para outros países em resgate para ter carácter punitivo, pois o governo não havia sido capaz de aprovar um pacote de medidas que deveria ter impedido o resgate, o que enfureceu a Merkel. Esse fato é de conhecimento geral e os portugueses, muito católicos, aceitaram a punição repetindo o mantra de que a crise era fruto de eles terem vivido “acima de suas possibilidades”, o que não é verdade, a crise na Europa tem origem nos bancos. Era explícito que havia, e há, na Europa uma noção de que quanto mais punido um país fosse por ter saído dos eixos, mais ele iria aprender a se comportar economicamente. Exemplo didático disso são as condições impostas para a Grécia ano após ano, muitas beiram o ridículo do absurdo, chegou-se a cogitar em transformar o sábado em dia útil para os gregos. Em Portugal, para agradar a troika, o governo cancelou quase todos os feriados para baratear a mão de obra e transformar o país em potência exportadora de pastel de nata – isso foi dito pelo ministro da economia português. O problema é que economia não é questão de fé, mas de ações concretas que geram resultados que podem afetar toda uma geração, como tem acontecido na Europa. Anos depois do início da crise, o que vemos é que lá ninguém atingiu o paraíso,  muito pelo contrário, já nem se fala mais em recessão econômica em muitos países, mas em depressão. Me surpreende muito ver o Brasil entrando pelo mesmo caminho com tamanha leveza de espírito, parece que os economistas do governo não acompanham jornais internacionais ou, por uma questão que eu ainda não entendi, acham que, talvez por milagre, aqui os resultados vão ser diferentes. Quero deixar claro que não sou contra ajuste fiscal, mas sou contra a maneira como ele tem sido feito usando recessão e desemprego brutal, principalmente dos pobres, como remédio amargo para atingir o caminho da salvação. O fato é que, embora esses “ajustes” arrasem os países, sempre tem uma meia dúzia de indivíduos se beneficiando dos sacrifícios de suas populações, talvez sejam eles que estejam incentivando o ajuste brasileiro nos moldes que estamos vendo.

    • Europa

      Os próprios Paises europeus não descobriram isso ainda. Mas a pior ideia foi adotar o Euro como moeda em Paises puco produtivos, com economia aquém da meta. Por que será que a Inglaterra não adotou o Euro? Um Pais que não tem poder econômico forte,  não deveria usar o Euro como moeda. Qual é a produção Grega? Qual é a de Portugal? São Países europeus, mas não se compara a Alemanha, Itália, França e etc. O desequilibrio está ai. O Euro é uma moeda forte, mas para usa-lo tem que ter economia forte. Ou vai ficar no sufoco igual Portugal, Grécia, Espanha e etc. A Inglaterra está no Continente, mas preferiu usar a sua velha Libra Esterlina.  

      Desde que foi implantado o Euro eu venho falando que não seria Moeda para todos. Pois sendo assim, o desequilibrio apareceria. Muitos que hoje usam o Euro, abandonarão o acordo e a moeda. 

      Ja pensou como ficaria o Continente Sul Americano, se tivesse sido aprovado a Moeda do Mercosul? A economia capenga, com moeda única. Melhor nem pensar. 

      • Claro que países como Portugal e Grécia

        não deveriam ter entrado na zona euro, mas, para países como Holanda e Alemanha, a presença dos fracos do sul ajuda a baixar o valor real do euro e torná-lo mais competitivo. Fora que os países do sul são invadidos por produtos do norte com impostos muito mais baixos já que não foi feita a união fiscal, ou seja, para o norte europeu, a presença do sul pobre trouxe muitas vantagens.

  13. Qua! Qua! Qua!
    Ate parece que o Brasil eh um fusquinha 64 ou gordine!
    Freia, pare tem boi na estrada. – ufa parou a tempo.
    Agora, com a parar o que ja comecou, ja jogaram merda no ventilador, quero ver freiar, parar o trem e nao descarrilhar.
    Quero ver o novo plano do governo Dilma, quero ver a operacao do cabaco e o noivo aceitar a virgem.
    Governo fosforico!

  14. Não têm ministros

    Não têm ministros arrependidos do que fizeram não. São economistas bem pagos, vinculados ao poder estatal e a mídia para fazer o que fizeram para Grecia. Espanha e Portugal. Faz 7 anos que o mundo está lutando para sair da crise implantada por eles.

    O Brasil é a repetição do efeito dependência de ser suscetivel de uma ciência corrupta; isto é, impossibilitado de, quando se tem um estado de coisas, a produção das coisas sejam diversamente de como se sabe que são: formal, motora e, final – pertencentes às causas naturais da natureza do mundo e a sociedade.

    Os banqueiros são o custo da matemática, que precedem os fatos e não deixam existir a ciência demonstrativa das causas necessárias de tempo, como meio, para resultar o conceito de PIB científico.

    Depois dos bancos inventarem o processo recessivo, de desligar o motor suscetível da economia, o único país que tem todas as armas (e a impressora de dinheiro necessariamente como razão deles) para sair dessa negação de nexos entre os objetos e suas propriedades de valor, são os EUA, pois eles constituiram a ciência, por seu caráter hipotético e pela sua probabilidade imediata.

  15. Em casa onde falta pão, todos gritam e ninguém têm razão!

    O problema brasileiro é, na minha humilde opinião, kármico.

    Sem acessar o Ajna para redimir as más ações passadas, Dilma,  nada feito.

    Acorda, Dilma!

      • No problema do Brasil e sua condução

        No caso específico do Brasil e tenha em mente que o assunto é muito complexo e eu não sou nem de longe um expert na matéria, penso que como o Ajna está bloqueado os problemas do Brasil não são focados como deveriam e as intuições para mudanças não são percebidas. Em outras palavras, a maneira como o Brasil encara o mundo, sua significação e destino, bem como seu papel é percebido de uma maneira deslocada e fora do normal (juros pornográficos pagos a décadas). Os desafios emocionais e morais são tratados de maneira automática e direta, sem abertura para novas alternativas e idéias. Isto impede que se pense de maneira cristalina e leva a confusões e medos desnecessários. 

         

         

         

  16. Autocrítica

    Nassif, hoje a melhor decisão, a mais sensata seria a RENÚNCIA DA DILMA. Não tem outra saida que traga calma ao mercado como um todo. Ninguém espera mais dada de bom, vindo deste Governo. Por mais que haja promessa, ninguém acredita. A RENÚNCIA DE DILMA DEIXARIA O CAMINHO LIVRE. Neste caso assumiria o Vice, que é do PMDB. O Michel é cuidadoso, governaria na MACIOTA e haveria calma no mercado. Teríamos dificuldades, mas a visão seria outra. A seriedade seria outra. Não teria tanto descrédito como tem a DILMINHA hoje.

    Lembram o que aconteceu na deposição ou renúncia do Color? Assumiu o Itamar franco, que governou na MACIOTA e também era do PMDB. Foi por lá que começou a implantação do REAL, que começou com a URV.

  17. Acho que está mais do que na

    Acho que está mais do que na hora de se estabelecer um regime de metas de inflação que considere um índice de preços que exclui coisas volátes, como alimentos e energia.

    Os tão elogiados norte-americanos assim o fazem, quando analisam a inflação: Alimentos e energia, fora.

    São preços voláteis, sazonais (cebola e tomate, por exemplo, sempre sobem nessa época do ano e caem mais adiante), mas alimentam uma inflação inercial no IPCA, o índice que é usado na meta de inflação. Em outras palavras, enxuga-se gelo.

    Esse papo de dizer que a tolerância de dois por cento hoje é justamente para considerar possíveis choques de preço desta natureza não cola mais: Isto não impede a doutrinação diária do terrorismo midiático-financeiro-sensacionalista, que clama por SELIC mais alta, e que sempre alega que as coisas estão fora da ordem. Em outras palavras, a tão cultuada TRANSPARÊNCIA E EXPECTATIVAS sempre são tumultuadas por isso, quiçá interesses inconfessáveis.

    Numa anedota, pode-se dizer que a diferença entre microeconomia e macroeconomia é a seguinte:

    Na microeconomia, Fulano comeu dois frangos e Beltrano não comeu nenhum. Então, Fulano está com colesterol alto e Beltrano está desnutrido.

    Na macroeconomia, Fulano e Beltranos comeram dois frangos, então, na média, cada um comeu um frango e os dois estão com dieta balanceada.

    É isso que acontece hoje: Vamos sufocar a indústria, para compensar o aumento do tomate. Na média macroeconômica está tudo OK. 

     

     

  18. Muita gente critica a  Dilma

    Muita gente critica a  Dilma por causa dos juros altos, inflação alta,e não sei mais o que.

    Mas ela baixou a selic para o menor nível(7,25%) da história, ela tentou diminuir os spreados dos bancos utilizando os bancos públicos para este fim, ela desonerou folhas, baixou o preço da energia e deu incentivos fiscais para que os empresários investissem e aumentassem a produção.

    Tudo isto  até meados de 2012. Depois, o que aconteceu?

    Como ela reduziu os juros da selic e alterou o cálculo da poupança, os nossos bravos empresários além de não investirem e embolsarem os incentivos, começaram a ganhar menos nos juros, para compensar aumentaram os preços. começou uma leve inflação.

    Na globo, uma assalariada matutina vestiu um colar de tomate e aquele cancro conhecido por globo começou a falar  de inflação dia e noite, e, se o dia tivesse 30 horas como o unibanco, falaria sobre inflação 30 horas por dia.

    Depois que a dilma abaixou os juros começaram os seus problemas, donde podemos deduzir que o governo dilma foi explodido por sua audácia em mexer no ícone sacratíssimo dos rentistas nacionais, internacionais e interplanetários: OS JUROS.

    Agora, para agradar os rentistas ela está colocando o país em um buraco que tragará ela e quem estiver por perto para dentro, como um buraco negro.

    Começo a acreditar que seu segundo governo será isto mesmo: um buraco negro.

    A não ser que ela se livre do Levy e do Tombini. será que nome dele tem a ver com tombo?

    • Jossimar, se a presidente

      Jossimar, se a presidente Dilma fosse Estadista jamais aumentaria a Selic e não perderia a batalha da comunicação para a mídia golpista. A presidente foi nocauteada pela mídia e não reagiu, mostrando-se incapaz de se dirigir a sociedade e dizer a verdade sobre a inflação e os problemas na Petrobrás.

      • Estelionato Eleitoral

        Assistimos ao maior estelionato eleitoral, nunca antes visto nesse país e você vem falar em mídia golpista… Tenha dó dos leitores!

    • Sério isso? Anos de

      Sério isso? Anos de desenvolvimentismo furado e “nova matriz econômica” e você enxerga o cenário atual como resultado de 6 meses de Levy?

  19. O problema dessa agenda

    O problema dessa agenda positiva é quem vai implantar, o governo sem força alguma que ainda possui alguns ministros e assessores trapalhões, ou um congresso que só quer saber dos seus problemas?

  20. Caravana dos Insensatos

     O que Aécio foi fazer com nosso dinheiro na Venezuela? O que nós ganhamos com isso? Quanto custou essa viagem patética? Estariam eles bêbados ? Será que esses caras não deveriam estar fazendo algo mais produtivo para nós brasileiros aqui no Brasil?

    • E a do PT? Considerará tb insensata?

      Independente do partido o Brasil foi desrespeitado, mas se todo o problema fosse esse estariamos bem!

  21. O caminho está correto, é que
    O caminho está correto, é que os críticos acham que a melhora do ajuste vai surtir os efeitos positivos na mesma hora.

  22. Superávit deveria ser 3,2% pra este ajuste, disse Pastore

    Celso Pastore levou também em conta a queda da economia, prá dizer que por causa disto a meta de superávit deveria pular de 1,2% para 3.2.

    Nassif acertou neste diagnóstico. Pena que não levou em conta o desastre que viria lá atrás, em outubro….

  23. Para atingir a meta de 4,5% talvez não se atinja a meta do super

     

    Luis Nassif,

    Tenho vários objetivos ao fazer este comentário. Um que eu quero destacar de uma vez é como você está sendo conduzido pelas páginas do jornal Valor Econômico. Ai você dirá em resposta que todos estão vendo a mesma realidade e, portanto, não há razão de se fazer análises diferentes. Espero que seja esse o bom motivo para a coincidência de entendimento da realidade, pois significaria que ao se ver uma só realidade se caminha também para uma só alternativa, o que nos deixa mais tranquilo, pois não havendo alternativa não há como fazer escolha errada.

    E o que você diz aqui neste seu post “Fazenda ensaia uma autocrítica” de sexta-feira, 19/06/2015 às 06:00, à luz dessa percepção geral da mesma realidade econômica dá mais sentido ao título de post seu anterior “O BC e a Fazenda ignoraram o óbvio” de terça-feira, 16/06/2015 às 00:00, em que fica parecendo que você estava acusando o Alexandre Tombini e o Joaquim Levy de ignorantes, sendo essa ignorância revelada pela incapacidade deles de ver o óbvio. Estão vendo sim, você é que foi um tanto precipitado em fazer essa acusação aos dois funcionários públicos. O endereço do post “O BC e a Fazenda ignoraram o óbvio” é:

    http://jornalggn.com.br/noticia/o-bc-e-a-fazenda-ignoraram-o-obvio

    O segundo objetivo é fechar um ciclo, ou talvez devesse dizer encadear alguns comentários que poderiam ficar solto. Você fez este post “Fazenda ensaia uma autocrítica”, o Arkx fez um comentário hoje, mais cedo, sexta-feira, 19/06/2015 às 08:23, e que você transformou no post “O desenvolvimento comandado pelo capital financeiro” de sexta-feira, 19/06/2015 às 09:41, e que pode ser visto no seguinte endereço:

    http://jornalggn.com.br/noticia/o-desenvolvimento-comandado-pelo-capital-financeiro

    Eu enviei hoje, sexta-feira, 19/06/2015 às 14:30, um comentário para Arkx lá no post “O desenvolvimento comandado pelo capital financeiro” em que ao final eu dizia que concordava com o comentário dele embora de certo modo a economia para iniciar o processo de recuperação não precisará nem será em razão dos investimentos dos fundos de investimentos e de pensões. O financiamento dos fundos de investimentos e de pensões será necessário para dar fundamentação e perenidade ao investimento, mas o financiamento só vai adquirir relevância após a economia se recuperar. Ao se preocupar com a fuga dos fundos para os juros da selic como se fosse algo em definitivo tinha-se a sensação que Arkx quisesse antecipar o futuro.

    A economia vai recuperar-se neste momento inicial em razão do que foi bem exposto por Roberto São Paulo-SP 2015 no comentário que ele enviou hoje, sexta-feira, 19/06/2015 às 07:13, aqui para este seu post “Fazenda ensaia uma autocrítica”. Há mais tempo você fez elogios ao trabalho de garimpagem de bons textos explicativos que o Roberto São Paulo-SP 2015 (Na época provavelmente era 2009 ou 2010) trazia aqui para o seu blog. E um trabalho feito no Japão por quem nem mesmo tinha título acadêmico. Ele continua prestando os bons serviços dele e dar o destaque aqui ao trabalho que ele realiza era mais um objetivo que eu tinha ao pensar em comentar aqui neste seu post.

    E a idéia do relançamento da economia seria uma parte pela substituição das importações provocada pelo câmbio desfavorável às importações, outra parte pelo aumento das exportações provocado pelo câmbio favorável às exportações e uma terceira parte em razão dos ganhos maiores em reais que os exportadores passam a ter. É claro que um ingrediente importante dessa política que repousa na desvalorização do real seria o aumento do juro americano que infelizmente não ocorreu.

    E por fim como outro objetivo, gostaria de considerar aqui que à crítica à política econômica de Guido Mantega com base nos resultados alcançados e pela política de lassidão fiscal ocorrida no ano de 2014 é talvez a maior injustiça que se comete. Esta semana eu fui explicar para um colega como a reversão que ocorreu nos investimentos no terceiro trimestre de 2013 fora algo de fora de qualquer capacidade de compreensão. Para isso eu pesquisei os dados sobre o PIB do terceiro trimestre de 2013. Quando revi os dados eu me assustei. Eles podem ser vistos no Boletim Contas Nacionais Trimestrais – Indicadores de Volume e Valores Correntes de Julho Setembro 2013 do IBGE. De início eu mostrei como o governo tentara fazer primeiro um pouso suave depois do crescimento exorbitante de 2010 (Na verdade o crescimento exorbitante fora mais no segundo semestre de 2009) e em seguida uma recuperação bem estruturada como se pode ver no gráfico intitulado “GRÁFICO II.11 – PIB a preços de mercado – Taxa (%) acumulada em quatro trimestres” e que se encontra na página 20 e pode ser visto no seguinte endereço:

    ftp://ftp.ibge.gov.br/Contas_Nacionais/Contas_Nacionais_Trimestrais/Fasciculo_Indicadores_IBGE/2013/pib-vol-val_201303caderno.zip

    No gráfico não se vê ainda a reversão da curva com o estancamento do processo de recuperação da economia. Quando se vai ao gráfico na página 11 e intitulado “GRÁFICO II.2 – Componentes da Demanda (com ajuste sazonal) – Taxa (%) do trimestre em relação ao trimestre imediatamente anterior” e se observa os dados para a Formação Bruta de Capital Fixo o que ocorreu no terceiro trimestre de 2013 fica mais nítido.

    Pelo gráfico, a FBCF cresceu 1,8% quando se compara o 4º trimestre de 2012 com o 3º trimestre de 2012, 4,2% quando se compara o 1º trimestre de 2013 com o 4º trimestre de 2012, 3,6% quando se compara o 2º trimestre de 2013 com o 1º trimestre de 2013 e houve crescimento negativo de -2,2% quando se compara o 3º trimestre de 2013 com o 2º trimestre de 2013. Esses crescimentos anualizados da Formação Bruta de Capital Fixo corresponderiam ao seguinte:

    – No quarto trimestre de 2014 = 7,4%;

    – No primeiro trimestre de 2013 = 17,9%;

    – No segundo trimestre de 2013 = 15,2% e

    – No terceiro trimestre de 2013 = (menos) 9,1%.

    Esses crescimentos não são definitivos e são atualizados a cada novo boletim. No caso os novos boletins amenizaram um pouco os dados (Fazendo o cálculo com os dados que aparecem por último em um boletim mais recente):

    – No quarto trimestre de 2014 = 7,3%;

    – No primeiro trimestre de 2013 = 16,5%;

    – No segundo trimestre de 2013 = 14,3% e

    – No terceiro trimestre de 2013 = (menos) 6,6%.

    É, entretanto, visível a reversão que houve nos investimentos. E a reversão se manteve. É claro que diante de um quadro desse um governo se desespera e acaba forçando a recuperação econômica via gastos públicos. Provavelmente a continuidade do crescimento no terceiro trimestre de 2013 daria um PIB um ponto percentual maior do que foi alcançado. E a crise do dólar que começou a despontar em 2014 teria tido efeito na economia, mas com a economia em uma situação muito mais tranquila sem que o governo tivesse que fazer nenhum esforço para que a economia se recuperasse.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 19/06/2015

  24. Não faz a menor diferença a

    Não faz a menor diferença a fama de que os ministros, o congresso e o governo façam feira de uma mercadoria rara: as condições de avaliações da nação.

    Retomados mais adiante pelos clientes, não há nem um processo de dinheiro por moral que não esteja sobre as possibiidades de se desenvolver pelos produtos dos desvios de articulação. 

    A propaganda que temos na mídia é de que a inflação, os juros e o câmbio a granel se tornaram situações à venda no Banco Central. 

    Até a origem de escandalos e das crises estão em exposição, à venda para sinônimos privados. 

    Não estou querendo adivinhar o futuro, mas o cliente do ajuste fiscal (o mercado) pode ter um desconto de 50% do preço inicial.

  25. QUANDO É QUE VAI BASTAR?

    E quando se fala em impedimento, há quem diga “NÃO…”.

    Ora bolas! Por que é que no Brasil existe a mania de perdoar a incompetência?

    Isso sem falar no péssimo hábito de tolerar a mentira, de recompensar a enganação.

    Fora com esse PT, com seus corruptos, com seus ladrões e mentirosos. Chega dessa laia.

  26. Dilma diz que não mudou de lado. Sera ?

    http://jornalggn.com.br/blog/jose-renato-o-sampaio-lima/fator-previdenciario-dilma-diz-que-nao-mudou-de-lado

     

    Dilma rompeu com pessoal que trabalhou no primeiro mandato. Será que os resultados até aqui da destruição causada pela dupla Tombini / Levy não são suficientemente óbvios…

    Mas depois de eleita prefere fazer ouvidos de Mercador, de Mercado e de Mercadante.  E  bipolar entregou condução da economia a Terceiros com foco nos interesses dos Especuladores Internacionais e Banqueiros ao invés de fazer ouvidos dos movimentos sindicais sintonizados com a maior parcela da população e trabalhadores.

    Dilma diz que não mudou de lado.

    “Eu não fui eleita para trair a confiança do povo. Eu não fui eleita para arrochar o salário do trabalhador. Eu não fui eleita para vender patrimônio público, como outros fizeram…Essa não é minha receita. Eu fui eleita para governar de pé e com a cabeça erguida” . Será que Dilma poderia repetir esse discurso ?

    Vejamos o que disse Mendonça de Barros, ministro de FHC, na entrevista concedida a repórter Alexa Salomão, publicada no Estadão de 11/Janeiro:  “Ela (Dilma) fez uma opção radical”.  Dilma adotou a política econômica do PSDB, a qual se opôs durante a campanha

    ” Eu ( Mendonça ) aprendi uma coisa com Sérgio Motta (falecido ex-ministro das Comunicações de causas atípicas), no tempo em que trabalhamos juntos no governo de Fernando Henrique. A política tem um código de ética diferente. Na política é permitido mentir e enganar. Todo mundo faz isso. Evidente que há certos limites. Mas Sérgio dizia: não há um linha ética na política, há uma faixa ética. Aquilo que para nós, cidadãos comuns, ou é ético ou não é ético – não tem outra opção –, na política é diferente.”

    Sérgio Mota dizia que tudo ele fazia e respirava saia de FHC. Foi o articulador da vendas das estatais. Morreu pouco antes do processo de fixação dos preços e da etapa de leilão. 

    Movimento sindicalista precisa voltar as suas origens. Foi despejado do Governo. Não como em 1964 pela oposição, mas sim pela Presidente seguidora de Brizola

    Aécio anunciou na sua campanha Fraga para liderar sua equipe econômica e arrochos, por isso foi derrotado. Marina capitulou com banqueiros do Itaú, ainda no período de campanha, por isso foi derrotada.

    Dilma apresentou os excelentes indicadores macroeconômicos a partir do período Lula e comparou com a porcaria dos resultados e alto desemprego do governo FHC. Prometeu não fazer arrocho, priorizar crescimento, emprego e justiça social. Agora tudo que Lula fez foi errado. Dilma com Levy, Tombini, Mercadante estão destruindo a economia do pais e PSDB na plateia aplaudindo.

    Se Dilma tivesse sido honesta, anunciado Levy ou qualquer xerife de banqueiro para cuidar do Ministério da Fazenda e do BACEN não seria eleita.

    Dilma parece compartilhar com FHC que pobre aposentado é vagabundo.  Deveria morrer trabalhando.

     

  27. As preocupações com o provável aumento dos juros americanos

    Precisamos lembrar que os impactos do deslocamento de capital provocado pela revisão da politica monetária nos EUA, com o aumento gradual dos juros americanos para um patamar em torno de 4% nominais ao ano, terá um impacto diferente na contas públicas no Brasil, do que ocorreu em momentos de deslocamento de capital no mercado financeiro no passado não muito distante.

    Desta vez a dívida pública tem um nível muito baixo de exposição cambial, além do Brasil possuir  Reservas cambiais de quase US$ 400 bilhões .

    Pode ser que o Copom esteja exagerando na avaliação  dos impactos de crise de liquidez nas contas públicos, do mesmo modo que exagerou nos temores em relação ao passivo externo na crise de liquidez internacional no final de 2008.

    A participação de títulos públicos atrelados ao câmbio está em torno de 0,5% e a dívida externa atrelada ao câmbio representa menos de 5% do total da dívida pública Bruta.

     

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