Ministro Nelson Barbosa explica ao GGN a lógica do ajuste

O maior desafio do governo é a reconstrução da base política. Toda a engenharia de redução dos Ministério e reforma ministerial obedece à matemática política: quantos votos valem.

A entrada de Ricardo Berzoini nas negociações, mais o papel discreto e eficiente do assessor presidencial Giles Azevedo, registraram os primeiros ganhos políticos do governo em muito tempo.

Dos 32 vetos da presidente às propostas que criavam despesa, o Congresso manteve 26. Só não manteve todos porque, ao perceber que seria derrotada, a oposição se retirou do campo de batalha.

Completada a reforma ministerial, o governo terá que administrar o Congresso em duas frentes:

As propostas fiscais do 1o semestre foram aprovadas, mesmo não sendo na intensidade inicial.

Agora, está sendo preparado novo grupo de medidas.

1. Que não se aprovem as bombas fiscais

2. Que continuem a aprovar medidas na direção certa.

Á medida em que recuperar capacidade legislativa, o dólar tende a se acomodar e a economia a gerar oportunidades.

Na sexta-feira, durante hora e meia o Ministro do Planejamento Nelson Barbosa expôs ao GGN a lógica econômica que amarra as ações de governo e que permitem vislumbrar a saída do túnel.

A ópera do crescimento é dividida em três grandes atos, segundo Nelson Barbosa.

Primeiro Ato: os ajustes iniciais

Desde final ano passado, o país vem passando por um ajuste com várias frentes, mas funcionando, diz Barbosa.

Três desafios já começam a ser superados:

1. O ajuste externo.

Houve o realinhamento do câmbio, em grande parte devido à situação internacional, com recuperação do saldo comercial e queda no déficit em conta corrente. O ajuste só não está sendo mais rápido porque a economia mundial cresce pouco.

2. Alinhamento de preços.

No primeiro ajuste, havia diversos preços fora do lugar: energia, câmbio, juros. O realinhamento aumentou a inflação, mas a alta começa a ser absorvida. No mês passado, a inflação ficou em 0,2%. Este mês, entre 0,3 e 0,4%. No ano que vem, deve fechar abaixo de 6%, diz Barbosa. Esse ponto é importante para entender o Terceiro Ato

3. Ajuste fiscal

A parte mais lenta é a fiscal, porque envolve orçamento, negociações com o Congresso, com sindicatos etc.

Em 2015, o esforço fiscal significou uma economia da ordem de R$ 134 bi, 2,3% do PIB, distribuídos da seguinte maneira.

·      Despesas Discricionárias: 61,7%

·      Despesas Obrigatórias: 19%

·      Aumento de Receita: 19%

Leia também:  A insistência em um ajuste fiscal impossível, por Luis Nassif

Ou seja, 81% do lado da Despesa.

Dois pontos não foram bem compreendidos pelo mercado.

A substituição da fonte

Foram tomadas uma série de medidas visando substituir fontes de financiamento, representando R$ 14,4 bilhões de redução no orçamento.

Ao contrário da leitura do mercado, não se trata de mera substituição do financiador, mas de redução efetiva de gastos.

O primeiro, a substituição de gastos do Executivo por emendas orçamentárias, para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e a Saúde. Cada deputado tem direito a um determinado valor de emendas, com a obrigatoriedade de aplicar 50% em saúde.

O governo pretende atuar em duas frentes:

1.     Conversar com os deputados para analisar todas as suas emendas e conferir aquelas que são redundantes com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e a Saúde.

2.     Encontrando a redundância, elimina-se o investimento repetido.

Com essa operação, respeitam-se as emendas parlamentares e reduzem-se os gastos. Mantida essa estratégia, os gastos do PAC, por exemplo, passariam a ser

Gastos Totais – emendas parlamentares.

Ou seja, em vez de

42 bi de orçamento + 3,8 bi de emendas = 45,8

38,2 bi de orçamento + 3,8 bi de emendas = 42 bi

Tem-se um problema aí que é o financiamento das despesas correntes, já que as emendas parlamentares contemplam apenas obras. Ontem, o Ministro da Saúde alertou que, mantidos esses valores, faltarão três meses no orçamento de custeio do SUS.

Esse mesmo procedimento foi adotado para o MCMV (Minha Casa Minha Vida).

Hoje em dia, a União banca 100% dos subsídios dos financiamentos para a Faixa 1; metade para a Faixa 2; nada para a Faixa 3, cujos subsídios são bancados pelo FGTS.

O Planejamento está negociando com o Comitê Gestor do FGTS para que o fundo assuma todo o subsídio no próximo ano.

Outro ajuste foi em cima dos subsídios agrícolas. Em lugar do grande salto planejado, de R$ 1,7 bi, volta-se para a média dos últimos 4 anos, de R$ 600 milhões.

Comparado com o ano passado, os gastos totais da União – Executivo, Judiciário e Legislativo – foram R$ 8 milhões a menos. Com exceção de Energia (devido aos reajustes das tarifas) houve queda em todos os itens.

No pacote fiscal, foram R$ 26 bi de redução de despesas, dos quais R$ 10,5 bilhões referiram-se a medidas de pessoal.

A CPMF em lugar da CIDE

Não haveria lógica em instituir a CIDE em um momento em que a grande aposta do governo é no refluxo da inflação, diz Barbosa.  Há inúmeros argumentos a favor da CIDE, como o combate à poluição. Mas a arrecadação seria menor e a inflação maior.

Leia também:  O Plano São Paulo e o fim gradual do isolamento, por Luis Nassif

Segundo ato: a segunda fase do ajuste

A segunda fase será menos de ajuste de curto prazo e mais de reestruturação fiscal.

Do orçamento público, só 10% são contingenciáveis. A maior parte é Previdência Social e funcionalismo.

O ajuste demandará as seguintes estratégias:

·      Do lado do funcionalismo, a partir de acordos a serem discutidos e negociados com órgãos da categoria.

·      Do lado da Previdência, medidas visando o longo prazo e discutidas em um fórum nacional.

·      Há também uma agenda tributária, com o Pis/Cofins e o Supersimples, tocada pelo Ministro da Fazenda Joaquim Levy.

Finalmente, há em curso uma reforma administrativa – que não deve ser confundida com a atual Reforma Ministerial.

A primeira fase – da Reforma Ministerial – melhorará um pouco a gestão, através da reavaliação das estruturas, mas seu objetivo maior é o político, de reagrupar a base.

Na segunda fase – em preparação – haverá o enxugamento da estrutura, de acordo com trabalho preparado pela Secretaria de Gestão, Secretaria Executiva e Secretaria de Tecnologia da Informação do Ministério.

O objetivo maior será o de aumentar a eficiência, pois os gastos de custeio do Executivo, hoje em dia, são menores (em termos reais) do que em 2010.

Em suma, conclui Barbosa, “temos estratégia, direção. Mas não fica nítido devido à polarização política e à retração da atividade”.

Terceiro ato: o gatilho para a volta dos investimentos

Á medida em que haja percepção sobre as mudanças em curso, haverá condições de disparar o gatilho para a volta dos investimentos que, segundo Barbosa, ocorrerá quando começarem a cair as taxas futuras de juros.

A lógica dos juros

O mercado trabalhava com a taxa de juros real esperada (ex ante) e com a taxa de juros efetiva (ex post).

A taxa de juros real ex ante é formada pela diferença entre a expectativa de juros futura menos a expectativa de inflação futura.

Ela é relevante para decisões de investimento, pois empresários comparam a expectativa de retorno dos investimentos com os títulos públicos.

Já a taxa de juros real efetiva é relevante para distribuição de renda e custo efetivo da divida com o governo.

Leia também:  A insistência em um ajuste fiscal impossível, por Luis Nassif

De janeiro de 2002 até hoje, a taxa de juro real ex ante (diferença entre DI-pré e expectativa de IPCA em 12 meses) bateu em picos de 22%  em meados de 2002 até bater no vale de cerca de 2% em janeiro de 2013. Depois subiu e está atualmente em 8,1% reais. O que explica essa diferença é fundamentalmente a taxa de risco, refletindo as dúvidas do mercado, que elevou a taxa futura para 14,2%. Portanto, são os juros que puxam as taxas reais para cima.

Agora, a expectativa de inflação começou a embicar para baixo. Hoje o mercado trabalha com 5,6% para os próximos 12 meses.

Por outro lado, segundo Barbosa, a taxa de juros real expost (efetiva atual) está em 2,6% ao ano, com uma taxa Selic efetiva de 12,4% e um IPCA acumulado de 9,5%.

Ou seja, tem uma taxa real atual de 2,6% ao ano e uma futura de 1,1%. Quando firmar-se a convicção de que a inflação vai despencar e o ajuste fiscal está andando, em breve despencará também a taxa DI-pré.  Esse movimento deverá ocorrer no primeiro semestre de 2016. E aí, segundo Barbosa, o quadro vira totalmente.

Com o câmbio estabilizando e a Selic caindo, cairá pagamento de juros. Este ano os juros consumirão 8% do PIB, 1,5% dos quais de custo do swap cambial. Estabilizando o câmbio, o custo do swap cai a zero.

A atração das concessões

Além disso, a depreciação do real terá pouco impacto sobre a inflação, porque a atividade econômica é baixa.

Com o real mais barato, o lance das concessões ficará mais barato e com Taxas Internos de Retorno (TIR) (a remuneração do concessionário) mais atraentes: de 9,2% ao ano para rodovias e 10,5% ao ano para os portos.

A dúvida

As observações abaixo são minhas.

Em economia o fator tempo é essencial. Se o timming for mal calculado, os estragos produzidos nos próximos meses poderão comprometer a virada do próximo ano.

Mas deixo para futuros comentários, a fim de manter  o espaço para a estratégia de Nelson Barbosa.+

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54 comentários

  1. Ou seja…

    O governo está se movimentando apesar das opiniões contrárias.

    Carregar um piano é uma coisa custosa. Agora, carregá-lo com um monte de gente pendurado em cima …

    Deus que dê forças à presidente e seu Staff.

  2. A miséria moral da Câmara dos

    A miséria moral da Câmara dos Deputados só faz aumentar, enquanto Eduardo Cunha permanece em seu comando. O foco de sua atenção estará sempre dirigido para o destrutivo e o estéril, enquanto lá permanecer o Cunha. Do Senado ainda emanam sinais de vida política inteligente, de análise desapaixonada e de busca de soluções cabíveis e urgentes para os problemas atuais. Mas da Câmara só se exalam rancor, insensatez e irracionalismo. A tribuna está permanentemente ocupada por meia dúzia de oposicionistas cuja essência é apenas, digamos, um ódio de baixo nível e um baixo astral cansativo e bilioso. Será que tudo isto está sendo incrementado pela postura de cegueira total e antidemocrática do PSDB? O Cunha, será que é mesmo o presidente dos sonhos da maioria dos nossos deputados? Será que esta legislatura é mesmo assim, tão perdida e sem noção de responsabilidade para com o país? Será que até mesmo engaiolado, Cunha continuará a comandar seu rebanho de ovelhas carnívoras?

    • E os “russos”?

      Exatamente.

      E desconsideram que ano que vem é ano eleitoral novamente e muitos deputados são candidatos a Prefeito. Mal pagaram as dívidas da campanha anterior por causa dessa chacrinha toda que armaram…

      Os economistas são uma espécie divertida. O “mercado” pauta a política dia a dia com interpretações e “tiorias” políticas das mais criativas, importando apenas que sirvam para aumentar os juros. Comprar barato e vender caro é o negócio deles, ainda que falem de “ciência”, de política…

      … Aí vem o economista “do governo” e diz que “se tudo correr bem” o “mercado” não vai vender mais tão caro, não…. Já combinaram com os “russos”?

  3. Plano de Ação Consistente de

    Plano de Ação Consistente de Curto e Médio Prazo.

    Falta o de Longo Prazo.

    Finalmente, o Nassif saiu das críticas sobre a personalidade da Presidenta  e as características do seu modo de gestão e foi ouvir o Governo (ou foi procurado por Nelson Barbosa em virtude da influência do jornal GGN – acredito que todo o mundo político, sindical e empresarial, hoje, lê todos os dias o jornal GGN)

    Acredito que com a Reforma Ministerial e o rearranjo com o Congresso, o Governo retoma o rumo do crescimento econômico, do emprego e da renda.

    Ufa !

  4.  
    Alguém me diga porque

     

    Alguém me diga porque estamos numa recessão que vai facilmente superar os 3,5% nesse ano?

    Não é a selic porque a selic está baixa descontando-se a inflação.

    A inflação também não justifica uma depressão de magnitude -3,5%. Já tivemos inflação pior e nem por isso entramos em recessão.

    O dólar alto também, não é causa de depressão econômica porque gera importações mais caras e isso ajuda a indústria nacional.

    A tragédia da depressão desse ano está deixando os economistas do governo absolutamente perplexos, mas porque a explicação não está na economia.

    O Brasil está em franco processo de rejeição ao governo petista e à Dilma.

    Quando ela for deposta as expectativas vão mudar radicalmente e o Brasil voltará aos eixos.

     

     

    • eu respondo

      voce quer a resposta? eu respondo:

      A crise é decorrente de erros do govermo sim, junta a isso um congresso incompetente e irresponsavel. Uma classe plitica que só faz politicagem, vide as pautas bomba. Uma elite empresarial acostumada a subvenções e avesa a riscos.

      Uma classe rentista que vive de juros e nao de trabalho (conheço pessoalmente varios)

      Governos estaduais governados por mediocres sem iniciativa e autonomia.

      Tenho muito mais se voce quiser…

      • Que raios de explicação é

        Que raios de explicação é essa?

        Governo errou, errou no que? Especifique.

        Esses erros fizeram o Brasil entrar numa brutal recessão?

        Inflação, juros e dólar, nos niveis que estão não tem o poder de levar um país a uma recessão de 3,5%.

        Falta confiança e credibilidade ao governo.

        O Brasil inteiro parou a espera do impeachment do governo Dilma. Essa é a realidade, e o Nassif não contou como o goveno vai superar esse fato.

         

         

    • Eu digo:

      Caro amigto, realmente você tem razão em tudo, exceto no fato de que o movimento para depor a Presidenta da República parte exatamente daqueles que desde a república assaltam os cofres públicos e que em a depondo estarão livres das garras da Lei, e poderão continuar a meter a mão no erário com tranquilidade. Nos episódios recentes este grupo esta a tentar sem nenhum escrupulo passar para a população que o PT é o mal, quando na verdade eles é que nos condenaram a levantar pela manhã e escovar os dentes com Colgate, tomar banho com Gessy ou Lux ou Palmolive, a andar em veiculos de tudo quanto é fabricante estrangeiro, a nos medicarmos com remédios americanos, suiços, etc. a lançarmos nossos satélites com foguetes Chineses, em suma a sermos dependentes em tudo de tecnologia estrangeira e a sermos simples exportadores de commodities. Apoderaram-se do erário no passado e criaram o sistema de é dando que se recebe que sempre esteve presente por aqui, muito antes do PT vir a existir como força político-partidaria, mas que somente agora pelas mãos do PT e mais precisamente de Dilma esta sendo destruido, criaram gerações e gerações de brasileiros analfabetos, jogaram fora o que de mais precioso uma Nação possui que é o desenvolvimento intelectual de seu povo, por exemplo em SP o representante máximo desse pessoal que governa SP a anos nunca fez uma unica universidade, mas construiu uma montanha de presidios superfaturados inclusive o de pinheiros com privadas importadas dos EUA e que era a prova de tudo, mas que foi totalmente destruido na primeira rebelião a que foi submetido para queimar arquivos. Investiram tudo no Aécio para ver se conseguiam evitar os acontecimentos que os estão colocando em cana, mas não deu certo então partiram para o golpe de Estado, ou seja a Democracia e o respeito às instituições só é bom para eles quando estao no poder. Existem desmandos no PT? Sim claro existem, mas não são privilégio do PT, alias neste problema da Petrobrás a maioria não é do PT, e no sistema criado por eles ninguem governa sem ser patrocinado por empresarios corruptos e sem nomear indicados. É preciso ser coerente com a verdade para podermos evoluir, caso contrário estaremos a continuar a alimentar os mesmos sistemas de sempre. O que necessita de mudanças não são as pessoas, são os sistemas vigentes, as pessoas passam, mas sistemas de governo precisam, para funcionarem para todos de regras decentes, e principalmente de respeito às Leis e as instituições, se as Leis estão causando problema devemos modificá-las, mas enquanto não o forem devem ser respeitadas.

      • Se a lei, no caso a

        Se a lei, no caso a constituição, tem vários artigos sobre o impeachment, logo destituir um presidente respeitando o que reza a constituição não é desrespeito às lei, certo?

        O Juiz é o congresso. Tem de haver uma ampla maioria pela destituição, de 2/3.

        Você pode até achar que o Congresso errou, mas jamais pode dizer que a lei não foi respeitada.

        A propósito, você concordou com tudo menas com a destituição certo?

         

         

  5. Cortes no MS

    Enquanto isto já de divulga o corte nas despesas/investimentos no programa AQUI TEM FARMÁCIA POPULAR, e depois vamos esperar para consertar o estrago. Esquecem o tempo todo que a ciência é política, e não exata/economica.

  6. O Brasil tem R$ 1,5 trilhão

    O Brasil tem R$ 1,5 trilhão em reservas, entre as sete maiores do mundo. Por quê não utilizar uma parte destas reservas para cobrir o déficit fiscal de R$ 35 bilhões e outra parte para estimular a economia? Por quê não se reduz o juro da selic para 11% imediatamente, já que o país está em uma recessão profunda e os gastos com os juros consomem centenas de bilhões de reais do orçamento federal? Por quê esta morosidade do governo em tomar decisões cruciais para a retomada do crescimento da economia e do emprego? Por quê o governo insiste em um ajuste fiscal e uma taxa de juros que estão arrebentando com o Brasil?

  7. Esperemos que o min. Nelson

    Esperemos que o min. Nelson Barbosa leia o post do André Araújo (de volta ao controle do câmbio), que está a disposição aqui no GGN nesse exato momento. Confrontar os dois é bem interessante. 

    Só mais uma coisa: já combinaram com a oposição bandida? Com os missionários do rapineiro capital externo? Com a mídia golpista? Com a manada de coxinhas facistas que não quer distribuição de renda? Com os rendistas de sempre?

  8. Enquanto Eduardo Cunha não

    Enquanto Eduardo Cunha não for defenestrado da presidência da câmara, o pais não anda. A crise é politica, alimentada por este cara, pela imprensa e pela covardia do governo republicano.

    • É isso.

      É isso.

      Lá no começo do ano, quando o Planalto lançou a candidatura de Arlindo Chinaglia muita gente afirmou que foi um “erro” não “negociar” com Eduardo Cunha, o Achhacador Geral da República. Ora, o tema da corrupçao é o maior tema eleitoral do país. A Dilma foi eleita sob esse signo da política. Ela está cumprindo promessa de campanha ao não negociar com EC (e ele, a bancada dele e a oposição sabem disso). Uns e outros dizem que ela “mudou de lado” e tem gente que acredita!?

      Ora, são esses que vivem falando de “erro” do governo em todos os assuntos. Outros tantos defendem EC até nas passeatas em nome do “combate à corrupção”! Aécio Neves, Aécio Neves fala em “crise moral” e organização criminosa… Como a “crise” pode estancar se o que impera é a ignorância, a mentira, o cinismo e a cara de pau?!

       

  9. Nunca dissemos que o governo

    Nunca dissemos que o governo não tem bons técnicos. Tem, e muitos, apesar de algumas exceções. O que não temos no governo Dilma são bons articuladores, bons visionários políticos. Este governo não consegue enfrentar uma crise que é política em 80% do seu tamanho.

    E não consegue por dois motivos:

    1. Não tem capacidade de articulação e comunicação

    2. Não acredita que a crise seja política e fica no tecnicismo 100% do tempo.

  10. Ao que parece, o que o

    Ao que parece, o que o governo espera ter feito se chama um ajuste exportador. Uma grande desvalorização cambial com contração do mercado interno, segundo os manuais de economia, faz com que a atividade econômica busque satisfazer a demanda externa promovendo um ajuste exportador. O grande problema dessa análise é que para isto ser possível, o mercado externo tem que estar em expansão o que não parece ser verdade. Querem repetir a experiência dos anos de 2003 a 2005, 12 anos depois, imaginando que teremos um 2018 como tivemos um 2006 com expansão e relativo equilíbrio externo. Acredito que em algum momento o governo abandonará a política fiscal restritiva pois é meio óbvio que a demanda externa não será suficiente para levantar o país da recessão. Quando este momento chegar, o governo vai ter que mostrar uma coragem para enfrentamento da oposição e gritaria da imprensa que até agora mostrou não ter.

  11. O Plano parece bom…

    … pra rir! A frase sobre o realinhamento do câmbio é de uma cara de pau assombrosa. “O realinhamento do dolar”.

    Barbosa tenta criar uma situação de controle que não existe, do contrário não estaria queimando bilhões de dólares a cada semana para tentar segurar o valor do real. Cara de Pau típica das esquerdas – aprendeu bem com o Guido Mantega. Bom, pode cair bem na coletiva do Partido; o investidor é que não acredita mais.

    No fundo, o plano é a assinatura da incompetência de Barbosa e Cia na gestão da coisa pública ao longo dos anos anteriores. Fosse um país liberal e capitalista de fato, Barbosa estaria passando o currículo na Catho… Já no acampamento Brasil, ele é… o cara que irá nos salvar! Hahahaha!!! Aqui, nesta terra de ninguém, nem Jesus salva – quer dizer, a menos que se dê o dízimo…

    • Errado. Barbosa não está

      Errado. Barbosa não está “queimando bilhões de dólares a cada semana”. Ele nem começou a fazer isso! Apenas o ameaço já fez o dólar baixar e o Brasil ainda tem os mesmos 370 bilhões. Não fez nem cosquinha em nossas reservas internacionais!

      O resto são frases de efeito desconectadas do texto e extraídas do erudito ideário do Revoltados OnlLine!

  12. A melhor medida anticíclica é a preventiva, não a reativa.

    A melhor medida anticíclica é a preventiva, não a reativa. A notória história do Palocci em 2005, cujo plano de zerar o déficit público em 10 anos foi considerado rudimenar por Dilma, representou a grande vitória do desenvolvimentismo tosco contra o bom senso mais trivial. Vejam só, até Marx sabia que o capitalismo é cíclico!!! Assim, a época da bonança é a melhor para ser prudente, não é claro? E no entanto, à medida em que os anos passam, a bola de neve cresce, e mais armargo o remédio. Talvez desse tempo de salvar a pátria se o que ainda fosse possível do ajuste-do-Palocci-de-2005 tivesse ao menos começado no final de 2013. Mas já é 2015, e a quebradeira só está começando. Tenham ao menos a inteligência de fazer uma auto-crítica, sim?!?

  13. Consertar o PAÍS:
    1-Uma lei
    Consertar o PAÍS:
    1-Uma lei do teto, onde o teto é teto, e n ” n” têtos, desmontando as castas/marajás…
    2-Combater a sonegação/evasão/corrupção-zelotes/suiçalão…
    3-Cálculo atuarial da previdência, com a contribuição dos inativos, princípio da razoabilidade/sustentabilidade em detrimento do direito adquirido das castas/marajás…
    4-CPMF de 0,05%, a ser distribuido em 50% para os municípios fazerem as políticas públicas, incluida a saúde, e os outros 50% p os estados e a união pagarem suas dívidas, pois o cobertor sempre é curto…incluído o controle do sonegômetro da ordem de R$ 500 bilhões por ano…tb melhorando a arrecadação…
    5-Taxação das grandes fortunas…
    6-Taxação das heranças…
    7-Demais reformas estruturais do estado, e maciços investimentos em todas as áreas p a modernização com qualificado equilíbrio social…

    • Reformas

      Em 1988 o Brasil tinha 3900 municípios. Hoje são mais de 5500! Entre eles alguns que não se sustentam. Outros foram criados por leis estaduais, mas usam o Fundo de Participação dos municipios, que é verba federal. A única certeza que o erário tem é que esses números não cabem no PIB brasileiro. Outros números assustadores já são conhecidos, como o da relação cada vez menor de pessoas trabalhando para o número de aposentados. Com a produtividade caindo em função do envelhecimento da mão de obra e a baixa qualificação (não o diploma, mas o conhecimento), estamos ficando num beco sem saída. Cadê as reformas prometidas pelo PT?

      • Cadê o congresso nacional

        Cadê o congresso nacional capaz de aprovar reformas para o país e não para os próprios congressistas?

        O congresso que nós elegemos não é capaz de olhar além do próprio umbigo.

        Não adianta eleger presidente(a) sem lhe dar um congresso de qualidade.

        E depois cobramos que o executivo faça tudo, quando a maioria das reformas dependem do congresso.

  14. Malandro é malandro; e mané é mané
    Nassif

    Desde quando os remédios ( e suas intensidades ) são anunciados sem que racionalmente se explique ou detalhe-se o seu respectivo diagnóstico. As premissas evidentes na doença econômica enfim.

    Não sou economista. Mas a economia, suas formulações, formatações e respostas são observáveis, dentro da vida normal.

    As premissas do que o ministro fala igualmente são detectáveis.

    ( ou estaremos diante do misticismo econômico tão criticado por pensadores como Roberto Romano? )

    Primeiro: preços permissivamente desalinhados, artificialmente, com vistas a um possível golpe eleitoral ( estaria tudo no meio do caos, mas foi perfeitamente vendido o peixe eleitoral da estabilidade e vitória sobre a crise de 2008 )…

    Custos reprimidos ( do dinheiro, inclusive, sendo visto pela altura! dos juros ). Governo portanto insolvente pois ao lado das bondades fiscais e suas renúncias – golpe eleitoral de novo – estaria ilíquido dentro do curto prazo.

    Políticas públicas essencialmente erradas, sendo duas destas caríssimas, especialmente à toca financeira donde brota o Sr. Tombini: as de inclusão social (a conta desta, econômica, que não fecha ; a social desta, no entanto ainda é superavitária e disto, que o diga a solução e saída da crise de 2008/2009; saímos, dela, pela famosa marolinha do Lula ) e o sistema de gastos com o funcionalismo e remuneração do trabalho pelo ‘petismo’, especialmente visto em toda ordem: a federal, a estadual, ou a municipal.

    Ora, diante disto ou o ministro é um mistificador prenhe do mais ingênuo amadorismo, ou ainda incompetente técnico mesclado com cores de desavisado político.

    O remédio dos juros anteriormente cavalares, hoje asfixiantes mastôdonticos do tecido econômico já queimou todo o 2015. Ou seja, recuperação, via reaceleração, só em 2017. E se trocar a equipe econômica exatamente agora. Ora, isto me faz concluir que a crise de curto prazo, a fatídica e suposta iliquidez foi feita na verdade das rubricas das soluções e não na coluna de diagnósticos.

    Dizendo de outra forma: pela agressividade do remédio descobriu-se que o estado anterior não era a doença. Era apenas risco.

    Tal intensidade de incompetência técnica concentrada em um diagnóstico mal feito e um remédio errado, diante de um doente vivo, faria qualquer empresário, mesmo que chinfrim fosse, despedir esta dupla de Moe e Larry ( homenagem negativa, à memória dos verdadeiros, sempre queridos ), na hora. Sem justa causa. Sem acesso ao seguro desemprego de forma útil e adequada, que curiosamente, foi alterado como primeira medida (lembram-se?) desta dupla de comediantes tristemente amadores.

    Ora, este ato em três ou quatro partes me lembra outra coisa: se o paciente nem era o moribundo imaginado, nem a doença sequer a então presumida como certa, e mesmo o remédio aplicado constituiu 80% da atual doença, será que o elemento corretor de longo prazo (médio prazo, de cinco anos ) seria conduzido por Larry e Moe atuais?

    Daqui em diante, Nassif, os comediantes somos nós…

    Será que: a. Eles realmente conseguem acreditamr no que dizem? b. Será que acham que os leitores acreditam no que eles dizem? c. Será que eles acham que alguém consegue acreditar, tal grau distante da velocidade com a qual a informação, hoje atualmente, se propaga?

    O que fica mesmo inexpugnável à razão é à base qualquer de mínima racionalidade decisória,é aquela com a qual trabalha o governo e a pessoa de Dilma, agente e ator politico…

    Já era verdade a ‘boêmica axiomática’ de Adoniran e Noel: “malandro é malandro – mané é mané…”

    Obs:sabemos todos que manés na política são espécies extinta.

  15. ajustes e comentarios

    O nivel de comentarios precisa melhorar…

    Nao há propostas alternativas na mesa, apenas criticas redundantes ao que se executa.

    E como não se conseguiu propor nada de significativo fiquemos pois na seara politica.

    Temos governadores e congressistas, na sua maioria de baixo nivel, mas quem os elegeu

    foram os eleitores que acertaram no atacado, reelegendo Dilma e erraram feio no varejo, Congresso

    e Assembleias.

    Enfim o legislativo é a nossa cara bem brasileira. Pouco se entende da crise internaconal e seus impactos

    locais, mas se dá ouvidos a quem verbaliza por interesse proprio uma crise como se fosse uma montanha,

    mas que nao ultrapassa um punhado de camundongos. E dessa montanha nao saem mais ratos…

  16. A produção não tem lugar no

    A produção não tem lugar no planejamento do ministro do planejamento para geração anterior das forças produtivas.

    Nos pontos mencionados está intrinseco que a crise do mercado financeiro, por mais juros, deve atingir o completo desenvolvimento das conexões definidas [pelos especuladores] antes do governo.

    A produção é um fenômeno secundário e transferido aos graus de investimento, cujos limites não são originais e eliminam a diferença concreta.

    Parabéns pela sua apresentação ministro Nelson Barbosa, a sociedade constitui cada uma das partes para totalidade das relações de produção; mas os seus valores são vendidos nas bolsas de valores, e os exercícios que os individuos podem constituir variarão de acordo com o ajuste fiscal.

    O encanto que a ciência econômica exerce sobre a população não briga com o caráter primitivo da ordem social em que poderia ter surgido um plano de independência. Pelo contrário, esse ajuste é um produto absurdo da antitese ilegitima que consegue ir além da oposição e nunca pára de se repetir.

     

     

  17. Sonegação e desajustes

    E o que fizeram para conter a sonegação ???

    O grande problema deste país  é a sonegação. Seja lá onde formos, vemos gente sonegando. Isso é a maior razão dos nossos problemas financeiros, e ninguém faz absolutamente nada, porque na realidade querem manter essa situação. Isso fica muito evidente, até mesmo como a operação Zelotes caminha, principalmente quando vão encontrando peixe grande pela frente.

    Agora com relação as medidas de contenção de despesas, pergunto porque não reduziram a verba publicitária, que vai principalmente para a mídia podre desse país ?

    Vejam que boa parte quem vai pagar a conta é o funcionalismo público. É muito fácil cortar aí. Até concordo que colaborem com o ajuste. Mas não da forma como foi colocado. Parece que, paralelamente, o objetivo também é colocar esse segmento contra a presidente.

    Pergunto, como se vai economizar acabando com o abono de permanência ? Se vão economizar é porque não irão repor a vaga do funcionário que com certeza irá se aposentar. Só existe essa possibilidade, pois com o abono o funcionário evita que o governo contrate outro  funcionário pagando apenas 11% (BRUTO) de sua remuneração. E os doutores, mestres, especialistas, formados com dinheiro publico, irão embora por uma medida desastrosa e irresponsável.

    Evidentemente haverá um sucateamento que lembrará os desgovernos de Collor e FHC.O engraçado nisso tudo é que os economistas só conseguem exergar números, mas esquecem que a população do país cresceu, e que não podemos fazer comparações sem levar isso em questão.

    É preciso que o congresso tome a responsabilidade em relação a determinados cortes que em nada contribuirão para o ajuste.

     

     

    • Sobre sonegação…

      … o que fizeram e estão fazendo são os SPEDs fiscais, de RH, de estoques, as notas eletronicas, enfim, cercando de todo o lado para que a sonegação caia ao máximo.

      Hoje, o controle é tão preciso que o contribuinte comum não recebe restituição de IR até ter explicado cada despesa médica, pequenas e médias empresas são autuadas em questão de minutos, apenas pela conferência de arquivos magnéticos.

      Entretanto, toda essa eficiencia da Receita parece vir por terra quando do outro lado tem algum amiguinho do Rei movimentando milhões. A Receita escolhe bem onde prefere atuar – sempre contra o mais fraco, claro.

      Sorria! Você vive na social-democracia!

    • Sonegação.
      Já ouviu falar em

      Sonegação.

      Já ouviu falar em SPED’s?

      Se isso funcionar – espero que sim – muitas empresas vão fechar por conta da sonegação.

  18. Juros líquidos reais líquidos (tributados)

    Outro componente a ser considerado na análise é a tributação sobre os juros que incide sobre os juros nominais e não sobre os juros reais, e que reduzem os ganhos do investimento e trazem aumento da arrecadação.

  19. Explicacoes

    Nao adianta as explicacoes dadas. O que o governo sabe, mas finge nao saber e que a grande maioria da populacao embirrou com o governo e com o PT. Por uma simples palavra: Mentira.  Nao adianta por a culpa na crise mundial, que os governos passados foram incompetentes, corruptos e mentirosos, tambem. O povo esta sentindo o desemprego agora, os filhos estao passando fome agora, a subida do dolar e sua consequencias sao agora. Os graos de areia da ampulheta do tempo acabaram. A ficha ja caiu.

  20.  
    Grande plano. Um plano

     

    Grande plano. Um plano planejado com precisão cirúrgica.

    Só que o médico que vai te operar é a Dilma.

    Vixe. Morreu.

     

     

     

  21. Erro de português

    Não existe a conjunção “à medida em que”. 

    Ou é “à medida que” , no sentido de proporcionalidade, ou “na medida em que”, no sentido de causa/consequência.

  22. Cconcessionária inadimplente em mais de 5 bilhões

    De que vale a política de concessões se a concessionária de vários aeroportos, por exemplo, não paga a anuidade da outorga à ANAC, cujo passivo já passa de 5 bilhões?

    Será que em todas as concessões acontecerá como esta que a ANAC está tendo que recorrer à justiça pra receber da concessionária o que é devido por contrato? Qual a vantagem deste tipo de política para a União?

  23. Eu digo:

    A exposição do dono do comentário do post foi, a meu ver, umas das mais coerentes que vi por estas bandas e olha que temos visto comentários muito bons apresentados neste “jornal”.

    A culpa é minha, é sua, é de todos. A culpa é até do Santo, que dizem administrar o clima terrestre.

    É minha porque escolho os meus representantes nas diversas esferas administrativas que dependem do voto. Como é minha, é de todos que votam.

    Minha não … questionaria alguém, eu não votei na Dilma. Eu também não votei, totalmente por impossibilidade, que por desejo, afinal, o que se apresentou para a disputa não dava escolhas.

    A explicação do Ministro pode não ter satisfeito aos entendidos, mas, a mim me pareceu lógica.

    Torço, como brasileiro, pelo sucesso.

  24. Desajuste econômico

    Levy no governo só contribuiu para desgastar o PT. Para favorecer aos banqueiros, se aproveitou da inflação Ana Maria Braga, aquela que aumenta o tomate, a cebola e a batata, e leva o Banco Central a empanturrar a Casa Grande de juros. Dilma aprendeu com o PT no governo: gosta de sofrer e apanha sem contestar. Se em 9 meses Joaquim Levy não disse a que veio, não vai ser agora que vai mostrar serviço. “Se conhece o jogador no arriar das malas”.

  25. Acho difícil que a estratégia seja de Barbosa

    Afinal, ele foi um dos genitores da malfadada nova matriz que deu com os burros nágua.

  26. Ministro, agosto último

    Ministro, agosto último batemos mais um recorde de déficit fiscal. O pior cego é aquele que não quer ver. HÁ SAÍDA! 

    Documento lançado por mais de 100 economistas e demais especialistas: “por um Brasil Justo e Democrático”:

    Para mudar já

    Com cerca de 140 páginas, o documento se divide em dois volumes (“Mudar para sair da crise – alternativas para o Brasil voltar a crescer” e “O Brasil que Queremos – subsídios para um projeto de desenvolvimento nacional”) e traz também sugestões de medidas a serem tomadas no curto prazo que poderão contribuir para retirar o país da crise.

    Guilherme Mello, representante da Rede Desenvolvimentista, enumerou algumas delas. Por exemplo, estabelecer “bandas” para a meta de superávit fiscal, já adotadas por diversos países, como forma de evitar expectativas negativas diante de quedas de receita ou gastos inesperados.

    Outras propostas práticas são: retirar parte ou a totalidade dos investimentos do cálculo da meta do superávit primário (outra iniciativa posta em prática por vários outros países); passar a calcular a inflação pelo núcleo de preços (deixando de usar o IPCA, que inclui produtos e serviços com preços determinados por fatores externos, que não são alvo de controle da política monetária); regulamentar o mercado cambial observando fluxos de capital e operações com derivativos e reduzir a taxa de juros, cuja alta não se justifica em períodos de recessão e quando a inflação é causada principalmente por custos e não por demanda.

    Entre os especialistas que contribuíram para a construção do documento, e que também estiveram presentes ao lançamento, estão Ana Fonseca, Antonio C. Lacerda, Clemente Ganz Lúcio, Wolfgang Leo Maar.

    Esperança e Mudança

    Ao anunciar o lançamento do documento, Pochmann chegou a citar como inspiração o texto “Esperança e Mudança”, lançado pelo PMDB em 1982, e que até hoje é lembrado como um dos programas desenvolvimentistas mais sólidos já elaborados, que deu importantes contribuições para a Constituição de 1988.

    Um dos seus autores, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-presidente do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento, também contribuiu para a redação de “Por um Brasil Justo e Democrático”. Ele resumiu as expectativas em relação ao documento: “Na minha forma de ver, os economistas aqui são apenas consultores, a sociedade é que tem que levar isso a cabo. Sem construção social, não vai acontecer nada. Só acredito no movimento da sociedade”.

    Estiveram ainda presentes ao lançamento, entre outros, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), Tarso Genro, ex-governador do Rio Grande do Sul pelo PT, João Pedro Stédile, líder do MST, e Roberto Amaral, ex-presidente do PSB.

    http://brasildebate.com.br/ha-alternativa-documento-defende-mudanca-na-politica-economica-para-sair-da-crise-com-avanco-social/

     

     

  27. Tanta linguiça, que so poderia terminar ou com

    Mas deixo para futuros comentários, a fim de manter  o espaço para a estratégia de Nelson Barbosa.+

    ou reiterando que é para fazer caixa para a despesa de juros garantida por Tombini e assim todos felizes para sempre buscar a CPMF -Comissão para Ministro da Fazenda, depois do governo da Presidenta Marionete..

  28. A sorte de Dilma é que Lula I

    A sorte de Dilma é que Lula I e II foi tão bem sucedido em termos econômicos que deixou a reserva de 370 bilhões de dólares – praticamente é isso o que sobrou da herança bendita de Lula para ela. Crescimento, emprego e melhoria social já estão comprometidos.  Mas se Dilma insisitir em fazer barberagens, essa reserva vai queimada pro dólar não explodir de vez. E aí a comparação deste Dilma II não será com FHC 2, mas sim com a quebra do Brasil em 82. A comparação será com Figueiredo, aquele asno que só gostava de cavalo. 

  29. Ruptura
    Eu sei que isso é uma utopia , mas chego a refletir se não seria melhor Dilma solicitar uma rede em horário nobre e abrir o jogo junto à população , reconhecendo os malfeitos , erros e enganos de seu partido e as fraquezas de seu governo . E apresentando soluções concretas para cada um desses problemas .
    Em seguida abordaria as grandes conquistas historicas que a sociedade teve nesses anos e a necessidade de se avançar mais , inclusive na transparencia que possibilitou o desnudamento da corrupção.
    Logo adiante a Presidente colocaria transparentemente e com muita coragem a origem maior da nossa crise atual : os homens que deveriam zelar pelo bem estar do país ( e os nomearia : Cunha , Renan , Picciani etc ) estão fazendo do poder legislativo um instrumento de barganha , negociando desavergonhadamente cargos e ministérios em troca do barramento de seu impeachment.
    Ao mesmo tempo denunciaria corajosamente a imprensa venal e seletiva que funciona desonestamente como um partido de oposição , inventando fatos absurdos e mentirosos para derrubar governos de cunho social , e usando da sua desonestidade para idiotizar o povo .
    Diria também que a turma que , na realidade , também sempre foi
    corrupta e incompetente com o país (e citaria caso a caso ) como Aécio , FHC , Serra , além da quadrilha do DEM que apoiou arduamente a ditadura , hoje todos eles posam de vestais da moral , sendo que , na realidade querem o poder sem qualquer projeto que traga um avanço real para o país , em todos os sentidos .
    Eu penso que esse seria um ato de ruptura de consequências imprevisiveis e , ao mesmo tempo , um legado para a nação !
    E digo , se necessário , em uma situação dessas , iria aos meus 60 anos às ruas , defender seu mandato , a democracia e o futuro que almejo para o Brasil !

  30. Barbosa fala sobre vários

    Barbosa fala sobre vários cortes de custos, mas não diz se esses cortes (supondo que o Congresso colabore)serão suficientes para alcançar o superávit primário prometido ao mercado de 0,7% do PIB em 2016, condição essencial para recuperar a confiança dos investidores. Também não fala sobre a trajetória ascendente da dívida pública, prevista alcançar 70% do PIB em2017.

    Segundo Barbosa, o quadro vira totalmente no primeiro semestre de 2016, com a queda da inflação, a queda da Selic, estabilização do câmbio e redução de pagamento de juros.

    Será isso suficiente para reverter a escalada da dívida pública e recuperar a confiança dos investidores ?

     

  31. A Parte Que Te Cabe…

    A Petrobras PERTENCE AO POVO BRASILEIRO….rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs…Já que vc foi dormir cedo, PEGA AI A PARTE QUE TE CABE NESTE LATIFUNDIO…

    Petrobras reajusta gasolina em 6% e diesel em 4% nas refinarias

  32. Sobre o comentário de Renato Lima…
    Perfeito, meu caro. Pau no lombo é para os pequenos. Se tiver holerite, a gente ri e enxota após mandar calar a boca. Mas com os poderosos oferecemos a poltrona de couro, fechamos a porta, acendemos um Havana (…..), liga-se a máquina de Nespresso, abre-se o bar e os copos tilintam à mesa, conversa-se sobre amenidades e, ao final, manda-se os prepostos acertarem os detalhes entre tapinhas nas costas. A conta fica com o idiota do holerite que foi previamente enxotado. Essa é a república que temos. Montanhas de privilégios, passagens aéreas, assessores de monte de cujos salários nos apossamos por fora, verbas adicionais e subsídios de monte para correio, gasolina, carros aficiais, moradia, plano de saúde etcetcetcetcetc…. Excelências, oficiais militares e suas filhas que nem sob a mira de arma se casam no civil, desembargadores, mais e mais aspones, tribunais e tribunais, câmeras, assembléias e estruturas imensas que nos custam bilhões e que, se sumissem no ar nesse exato momento, ninguém daria pela falta porque o benefício que nos geram é zeeeeerooooooo. Não fiscalizam, não tem qualquer ação efetiva (nem querem tê-la) para combater o roubo sistemático de que, todos os dias, somos as vítimas. Simples sinecuras, objetivos em si mesmas. Aumentar impostos, taxar os ricos? Por favor, nem tentem. Os nobres congressistas farão a coisa de modo tal que nós seremos os ricos. Grande fortuna é aquela merreca que tenho guardada para mudar para um apartamento melhorzinho. Impostos de verdade sobre o bilhão por dia que pagamos aos cem ou duzentos mil rentistas que, sem produzir um único parafuso, deixam bilhões imobilizados em títulos do governo e vivem como nababos recolhendo impostos que não somam nem a décima parte em percentual do que o recorrente idiota do primeiro parágrafo paga? Gargalhadas.     Aqui, pouquíssimo se avançou em relação ao Ancien Régime. O Mino Carta fala que não superamos a Casa Grande e a Senzala. Ele é um otimista. Por aqui, nem a Revolução Francesa pegou. E o PT no qual votei nos últimos vinte anos não fez NADA para desatar esse grande nó do privilégio. Quando andava por cima, pra que arrumar problemas? Agora que está por baixo, nem tem como. Não me chamem para o enterro. O máximo que vou fazer é derrubar o caixão e chutar o cadáver. Os outros, pelo menos, quem não é cego sempre soube para que estavam lá.

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