O diagnóstico neoliberal para a crise

Formado em física e economia, economista do IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) da Fundação Getúlio Vargas, nos últimos tempos Samuel Pessoa tornou-se a melhor referência do chamado pensamento neoclássico.

Em depoimento no Senado, apresentou um texto que se tornou o diagnóstico padrão do pensamento neoliberal para a crise.

Muitos dos pontos são consenso entre economistas, por se tratar de claros erros de implementação.

Mas Pessoa os incluiem em algo que denomina de “nova matriz econômica”, como se aqueles tipos de barbeiragem fossem inerentes ao modelo keynesiano.

***

Os pontos de consenso são os seguintes:

1. Adoção recorrente de artifícios para atingir a meta de superávit primário, reduzindo a transparência da política fiscal, além de fortíssima redução do superávit primário.

De fato, houve dois efeitos diretos sobre a economia. Uma, nas expectativas dos agentes econômicos com a perda de referências fiscais. Outro, nos cortes orçamentários, que começaram a paralisar projetos a partir do terceiro trimestre de 2014.

2. Controle de preços para tentar conter a inflação.

Esse artificialismo desmontou setores importantes, como a cadeia sucroalcooleira e prejudicou enormemente a cadeia do petróleo e gás.

3. Intervenção desastrada no setor elétrico para baixar as tarifas e antecipar a renovação das concessões.

Matou a capacidade de investimento do setor e especialmente da Eletrobras.

***

Outros pontos levantados são duvidosos, mais enquadrados em visões ideológicas do que em análise das consequências objetivas na economia.

São eles:

  1. Alteração no regime de câmbio flutuante para fortemente administrado.

Leia também:  Caminhos e descaminhos da reconstrução brasileira, por Rodrigo Medeiros e Luiz Henrique Faria

Não se entende de que maneira um câmbio mais competitivo poderia afetar o dinamismo da economia. A alternativa seria permitir a apreciação com consequências óbvias sobre o déficit externo.

  1. Teorias heterodoxas com relação ao processo de formação dos juros reais na economia, para baixar na marra a taxa básica de juros e uso dos bancos públicos de forma arriscada, com vista a baixar na marra o spread bancário.

Para concordar teria que se aceitar como natural taxas de juros reais de 5%, 6% ao ano ou os spreads bancários mais elevados do planeta.

  1. Tendência e fechar a economia ao comércio internacional.

2014 registrou um déficit comercial de US$ 3,9 bilhões, só superado pelo déficit de 1998, que quebrou o país. O setor industrial brasileiro foi invadido pela importação ampla de máquinas, equipamentos e componentes.

  1. Expansão do papel do BNDES na intermediação do investimento, com forte discricionariedade em relação aos favorecidos.

Deve-se criticar o BNDES por essa postura, mas não atribuir a ela a queda do dinamismo da economia. Pelo contrário, com discricionariedade e tudo, houve aumento da oferta de financiamento para toda a economia.

  1. Adoção indiscriminada da política de conteúdo nacional e de estímulo à produção local.

Em que um aumento da demanda interna de bens e equipamentos afeta negativamente a atividade econômica?

Pessoa critica os recursos para reconstruir a indústria naval, “que acho que não se sustenta sem contínuos subsídios públicos”.

Com essa conclusão, todo os conceitos de indústria infante e de curva de aprendizado vão por água abaixo.

***

Leia também:  Coluna Econômica: a bolha dos créditos garantidos por imóveis, por Luís Nassif

Independente das discordâncias, trata-se de um analista sério, aberto ao debate educado de ideias.

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53 comentários

  1. só um pitaco

    Quem ferrou a cadeia sucroalcooleira foram os proprios usineiros, que  apos grandes investimentos do governo, preferiram especular, produzindo grandes quantidades de açucar. pois o preço estava bom, e estocando alcool,  deixando assim faltar alcool no mercado (la pros idos de 2008). Depois desse ataque especulativo, os consumidores assustados deixaram de apostar no alcool  e as usinas cavaram sua propria cova. 

    Que faltou uma politica do governo que controlasse uma produção minima e regulasse os estoques, isso faltou, mas os maiores culpados foram os  proprioa usineiros e sua ganancia desmedida.

    • Exatamente. Mas como tudo “é

      Exatamente. Mas como tudo “é culpa do governo” fica essa confusão.

      Um cara bota bujões de gás em um restaurante de modo irregular e escondido e “a culpa é do governo” quando explode. Essa que é a “visão” neoliberal infantil e mimada: os agentes privados não tem responsabilidade com nada, não; tudo “é culpado governo”.

      … Que ainda é acusado de intervencionismo…

      Ai, ai…

      PS: enquanto isso FHC recebe uma coçadinha no cangote e um tapinha na cabeça em Nova York como o “Homem do Ano”, prêmio dado pela camara de comércio….

      Meu deus, qual terá sido o “grande feito” de FH em 2014??!!

      Ou seja: é evidente, evidente que se trata de mais uma volta no parafuso golpista. Com mais a presença de Aécio, Serra e Alckmin foram todos lá receberem as instruções, os recursos e acertarem os detalhes e distribuirem pros “movimentos espontâneos” nas redes sociais e na Paulista.

      … E o mundo acadêmico não dá um pio…. Provavelmente estão esperando pra depois escreverem “teses” e mais “teses”…

      • Conversando com uma amigo ele

        Conversando com um amigo ele me chamou atenção para um ponto importante: ou eles voltam de lá afinados ou voltam brigando. Os norte americanos vão botar o dedo na cara de cada um; e o FH vai “tirar o corpo” e dizer que “é com eles”… Resta saber se os coadjuvantes vão aceitar esses esculachos.

        A ver.

  2. Há muito tempo eu formulei

    Há muito tempo eu formulei uma ideia que considero bastante adequada para resumir o que é o pensamento neoclássico/neoliberal: exclua a lógica capitalista, exclua os interesses políticos, exclua os problemas sociais, exclua os preconceitos de todo tipo, enfim, exclua todo e qualquer fator humano que, não há dúvida, o pensamento neoliberal funciona com precisão suíça. Trocando em míduos: não passa de ideologia sofisticada para esconder o que os ricos gostariam de fazer com os pobres e trabalhadores.

    • Nem sofisticada é!
      Como

      Nem sofisticada é!

      Como modelo “tipico ideal” sabe-se desde Marshall. Mas a ideologia que se propaga hoje em dia pela imprensa e inclusive por doutores é pura propaganda política.

  3. O diagnóstico neoliberal para a crise…

    Só pegou neste governo porque a Dilma caiu na conversa afiada destes economistas.

    Tenho certeza que se o presidente Lula não cai nesta convera de jeito nenhum.

    Realmente tá difícil de explicar e entender, pra mim quem criou esta crise foi o próprio governo.

  4. Vajam o que diz o Zé

    Vajam o que diz o Zé Povinho:

    “Não há milagre de coerência macroeconômica que devolva equilíbrio aos preços fundamentais da economia –salários, cambio e juros — na mazorca planetárias criada pelos livres mercados. Mas seus ventríloquos locais –alguns, encastelados dentro do governo e os de sempre, na mídia– insistem em abstrair as raízes do manicômio financeiro de 2007 e 2008. Cobram resultados imediatos para harmonizar o imiscível. Ou seja, derrubar a inflação –grande parte dela importada da especulação com commodities– e , simultaneamente, desvalorizar o real, borrifando gasolina no lança-chamas. A jogada é criar um clima de ‘últimos dias de Pompéia’, exigir que apaguem o incêndio e depois cobrar cabeças. O rescaldo legitimaria a velha terapia: choque de juros, recessão, desemprego e paz dos cemitérios nos índices de preços. Tudo isso, sem perdas ‘aos mercados’. Quando os blindados ortodoxos avançam sobre o nível de atividade tradicionalmente esfarelam também a receita fiscal, oferecendo em troca juros robustos aos rentistas para acudir o déficit público. Essa sempre foi a regra. O elixir ortodoxo tornou os Armínios Malans e Paloccis queridinhos da banca urbi et orbi. A novidade é que o Brasil, desde 2006, passou a avaliar o receituário ardiloso com crescente discernimento político. A crise mundial de 2007/2008 ampliou essa margem de manobra ideológica. A ação prudencial do governo nos dias que correm é uma guerra de resistência de quem não aceita mais o ultimato ortodoxo. Daí o tour-de-force dos mercados inquietos e da mídia mal-criada. A tentativa algo abusada de recolocar a camisa-de-força no Estado brasileiro, derrubando ministros e impondo pacotes, obedece a um timming político. É preciso reassumir o comando da ‘crise’ antes que os novos atores surgidos nos últimos anos, “o povão, as massas carentes e pouco-informadas”, temidas por FHC, tomem para si a tarefa histórica de injetar uma outra coerência ao desenvolvimento brasileiro. Não há milagre de coerência macroeconômica que devolva equilíbrio aos preços fundamentais da economia –salários, cambio e juros — na mazorca planetárias criada pelos livres mercados. Mas seus ventríloquos locais –alguns, encastelados dentro do governo e os de sempre, na mídia– insistem em abstrair as raízes do manicômio financeiro de 2007 e 2008. Cobram resultados imediatos para harmonizar o imiscível. Ou seja, derrubar a inflação –grande parte dela importada da especulação com commodities– e , simultaneamente, desvalorizar o real, borrifando gasolina no lança-chamas. A jogada é criar um clima de ‘últimos dias de Pompéia’, exigir que apaguem o incêndio e depois cobrar cabeças. O rescaldo legitimaria a velha terapia: choque de juros, recessão, desemprego e paz dos cemitérios nos índices de preços. Tudo isso, sem perdas ‘aos mercados’. Quando os blindados ortodoxos avançam sobre o nível de atividade tradicionalmente esfarelam também a receita fiscal, oferecendo em troca juros robustos aos rentistas para acudir o déficit público. Essa sempre foi a regra. O elixir ortodoxo tornou os Armínios Malans e Paloccis queridinhos da banca urbi et orbi. A novidade é que o Brasil, desde 2006, passou a avaliar o receituário ardiloso com crescente discernimento político. A crise mundial de 2007/2008 ampliou essa margem de manobra ideológica. A ação prudencial do governo nos dias que correm é uma guerra de resistência de quem não aceita mais o ultimato ortodoxo. Daí o tour-de-force dos mercados inquietos e da mídia mal-criada. A tentativa algo abusada de recolocar a camisa-de-força no Estado brasileiro, derrubando ministros e impondo pacotes, obedece a um timming político. É preciso reassumir o comando da ‘crise’ antes que os novos atores surgidos nos últimos anos, “o povão, as massas carentes e pouco-informadas”, temidas por FHC, tomem para si a tarefa histórica de injetar uma outra coerência ao desenvolvimento brasileiro. “

  5. Na boa mano, todo mundo sabe

    Na boa mano, todo mundo sabe que os neoliberais ganham um bom dinheiro quando a economia vai bem e que eles ganham MUITO MAIS DINHEIRO quando quebram deliberadamente a mesma. Eles são como os gafanhotos. Nada plantam e quando baixam na plantação raramente deixam algo para o pobre homem que lavrou a terra com suor, sangue e lágrimas. Um neoliberal só é inofensivo depois de morto. 

    • Fábio as coisas são simples

      Fábio as coisas são simples para os economistas e complicadas para o homem comum. Se adotada uma política econômica concentradora o número de carros de luxo que serão vendidos será muito maior, supondo um preço médio de R$600.000,00 (Mercedes, Ferrari e Lamborghine) para cada carro, se foram vendidos 100 caros equivale a 3.000 carros mais populares, porém somente 100 bundas terão o privilégio de andar de carro enquanto no outro caso serão 3.000 bundas! Para os economistas dá na mesma (e para os ecologistas, melhor ainda), porém se 2.900 não terão um carro para se deslocar e trabalhar isto é um detalhe.

      Poderíamos raciocinar melhor com alimentos, onde aí sim este fator seria mais correto, na situação primeira aumentaria o consumo de escargot, vinho francês e lagosta enquanto na segunda aumentaria a quantidade de feijão, arroz e costela, em resumo a economia não raciocina com qualidade mas sim com quantidade.

      Para um questão mais controversa podemos pensar no que o Senador Cagado disse ontem, que os assentamentos na sua imensa maioria não são produtivos e necessitam de subsídios para sobreviver, ele esquece que o grande agronegócio é muitas vezes mais subsidiado do que a agricultura familiar, e que subsidiar os assentamentos está se subsidiando o futuro, pois destes assentamentos,caso forem devidamente subsidiados sairão deles centenas de cidadãos que contribuirão com o futuro da economia enquanto de um latifúndio só sairá um novo cagadinho que consumirá mais do que produz (isto é uma questão de estratégia!).

      • Exatamente. Os economistas só

        Exatamente. Os economistas, especialmente os neoliberais ocidentais, só conseguem pensar através de recortes estatíscos contaminados por preconceitos regionais, eles lidam com abstrações elevadas ao quadrado.

        O fato de, por exemplo, a economia norte-americana crescer  em razão do consumo e utilização de armamentos numa guerra externa (e do crescimento da exportação de armamentos aos parceiros comerciais dos EUA, pois toda guerra é também um imenso Showronn do terrorismo estatal) é considerado por eles algo muito bom. O PIB cresceu, a população está empregada, a arrecadação do Estado aumentou e o defict público é equilibrado pelas exportações ou pode ser compensado em razão dos resultados políticos e econômicos da guerra.

        Os economistas não vem o outro lado da moeda: a execução brutal de trabalhadores, cientistas, empresários, contribuintes, comerciantes, etc… e a destruição do potencial econômico do país que foi atacado e despedaçado pelas bombas “made in USA”. No limite os neoliberais norte-americanas podem até considerar isto bom, pois o crescimento daquele país será acelerado nos anos seguintes ao vendaval, produzindo lucro para as empresas norte-americanas encarregadas de reconstruir o que foi destruído (como ocorre no Iraque, por exemplo). Se os economistas neoliberais fossem soterrados por bombas eles passariam a ver a guerra de outra maneira ou continuariam defendendo o mantra econômico de que “guerra é bom”?

         

    • Mais uma categoria que o

      Mais uma categoria que o psicopata de plantão acha que deveria ser morta.

      Fábio de Oliveira Ribeiro, você tem que ir a um médico. Urgente.

      Ou então entrar em cana.

      Se bem que cão que ladra não morde.

      • Hehehehehe!

        Hehehehehe,

        porém, Paulo F., os fanáticos que vemos por aqui ou ali, por exemplo, vão sempre botar a culpa no governo e no Estado.

        …São traumas muito profundos… Em alguns casos acho até que foi algum “padreco comunista” que fez algum mal a eles quando eles eram criancinas…

        Estão fazendo acerto de contas até hoje; não é nem contra o Diretório Acadêmico, como é o caso de um Reinaldo Azevedo ou do astrólogo Olavo de Carvalho, por exemplo (que entrou numa até de “polemizar” com a teoria da relatividade e o Einstein)!!.

        Saudações.

  6. Cada esquema econômico provoca suas crises.

    Talvez o que as pessoas não entendam é que cada esquema para a condução do problema econômico gera as suas próprias crises. Não interessa quanto mais adaptado a condição do momento, qualquer política econômica gerará seus desajustes, como a capacidade da ciência econômica (????)é limitada mais a relatar o passado do que prever o futuro (por isto os pontos de interrogação na denominação da ciência econômica, pois para algo ser considerado ciência deveria ter capacidade de presabilidade), todo e qualquer economista de qualquer linha que seja não tem capacidade de prever o futuro, tem somente uma noção do que pode ocorrer.

    Os liberais, neo-liberais ou pensadores neoclássicos também estão sujeitos a esta lei, eles sabem o que talvez pode ocorrer na maior ou menor liberação da economia, mas como os problemas que podem surgir vão decorrer do mercado eles dizem que são problemas naturais que seguem os seus axiomas econômicos.

    Se a adotar uma política neo-liberal grande parte da população morre de fome, é um efeito regulador do mercado, mas se isto resulta também num aumento da produção econômica (mesmo que não se saiba para quem!) eles vão dizer que é um efeito benéfico do mercado.

    Qualquer uma das afirmações acima poderia na ausência delas produzir outros desequilíbrios, por exemplo, se não fosse adotado um controle de preço dos combustíveis e fosse adotado um padrão internacional, quando o petróleo estivesse a US120,00 o barril, o preço da gasolina (e outros derivados) teria ido a R$5,00 o litro, este valor seria acompanhado por um aumento de preços em geral que causaria uma espiral inflacionária que neste momento inviabilizaria as cadeias do petróleo e gás, simplesmente porque criaria uma retração em outras cadeias produtivas, como a metal mecânica e também reduziria a atividade econômica. Como o consumo de combustíveis a curto e a médio prazo são inelásticos, grande parte do capital migraria para um só setor, no caso a Petrobras, que produziria petróleo simplesmente para ser exportado, não internalizando a riqueza e criando uma dependência maior de produtos importados.

    Se é para especular o que deu errado, deveria-se pensar também no que daria errado se a política fosse outra. Estratégia é pensar no maior número de passos possíveis que se terá com a adoção de determinada ação, como a economia é extremamente limitada em questão de previsão estas críticas a atos passados não é mais nada além do que história e não previsão do que iria ocorrer.

    Enquanto os economistas não se darem conta que seus modelos são extremamente toscos para uma realidade extremamente complexa críticas a posteriori são meras críticas.

    • Muito bom o comentário. São

      Muito bom o comentário. São os famosos engenheiros de obras prontas.

      A análise sobre o setor sucro-alcooleiro está completa.

      O mesmo raciocínio pode ser utilizado para o setor de energia elétrica. É comum ouvirmos que o preço de energia foi baixado na marra e perdeu-se a capacidade de investimento no setor.

      O outro lado da moeda: o preço da energia estava razoável, antes das medidas?

      Se acompanharmos a evolução, nos últimos 20 anos, da inflação e das tarifas de energia, vamos observamos que as tarifas cresceram sistematicamente acima da inflação. Quando baixa um pouco, vai quebrar o setor? Não consigo entender esta lógia.

      • Não existe esta lógica porque
        Não existe esta lógica porque não foi a redução do preço que causou à quebra do setor.
        Nassif se perdeu neste artigo. Desconsiderou por completo o meio, seca o preço do petróleo no mundo e etc..

        Se vc excluir isso a culpa é do Governo mesmo.
        Se vc considerar também que o Governo chegou à anunciar à construção de 30 centrais nucleares e VOLTOU atrás. …Isso fica na conta do Governo, independente de seca.
        Talvez ele tenha considerado isso neste caso específico.

        Na próxima seca, as distribuidoras vão quebrar novamente.
        Até se construírem as nucleares….

  7. so o item 4
    Fui critico em determinada politica e objetivo do BNDES.
    Mais nao louco, estupido ou vira lata
    Temos de ter um consenso e planejamento independente ao executivo e ao que quer para o pais. A importancia do BNDES eh tao grande que lah fora se compara com o Banco Mundial, volume e investimentos. Hoje.. Por critica eh chamar atencao e manter a vigilancia.
    O Banco Mundial levou um tempo para recuperar a paz e credito. Por suas politicas investimentos sem atencao. Como foi o caso no Brasil da BR364. Sem um projeto ambiental.
    Agora nao podem eh destruir uma fonte de investimento e estrutural para o Brasil com investimentos impresarios visando aplicacoes, rendas e deixando de fazer o melhor do social.
    Seja aos pequenos, medios e micro que formam e faz a maior parte de empregos, ai neste universo tem que ter valor de investimentos de 25% para mais. Investir numa ferrovia que tem como fim estrutural e nao transporta um ser brasileiro e no fim mandar mercadoria para exterior, qual o maior beneficio? A critica da usina de Belo Monte eh o beneficio local promeiro em relacao a transportacao desta energia para o beneficio somente do sul maravilha. Olhar geral e atencao.
    Hoje temos um bco de investimento, o Bndes.

  8. Eu gostaria muito de saber por que uma

    politica forte de controle de evasão fiscal nunca é colocada como um dos mecanismos de se fazer ajustes econômicos, sera por que os bancos/empresas onde trabalham muitos nossos grandes “intelectuais de economia” seriam os primeiros a ter que pagar a conta para variar?

  9. Delfim Neto, menos cansado

    Delfim Neto, menos cansado que hoje, dizia: “

    “Tenho recebido algumas observações de economistas que respeito. Advertem-me que na minha vida profissional ativa sempre utilizei a matemática e que agora, na inatividade acadêmica, passei a “demonizá-la”. Nada mais longe da verdade. Tenho procurado chamar a atenção para o uso abusivo dessa jóia do pensamento humano. Como é belo, esteticamente, um teorema bem demonstrado! O que condeno, e me incomoda, é a economia bastarda que se esconde na matemática para passar a idéia de que é “científica”. O que abomino é assistir à falta de cerimônia com que alguns economistas extraem conclusões de seus elegantes e irrelevantes modelos e as transformam em “recomendações” normativas (supostamente científicas!) para o exercício da política econômica no mundo real.”

    O problema da via neoliberal é que, quando honestamente inscrita na boa teoria econômica e tentando com seriedade e sinceridade apontar soluções visando o bem do país, ela entra em contradição com as forças políticas que lhe dão sustentação no mundo objetivo e que pretendem agir segundo seus princípios (neoliberais).

    Estas forças não mais estão interessadas em soluções positivas de qualquer tipo, inclusive aquelas da ortodoxia liberal. A nova ideologia que as rege, que comanda suas ações, é a busca incessante da instalação do Caos.

    O Caos, a derrocada, a destruição sem saída, o desequilíbrio permanente, a ingovernabilidade, é a nova ideologia que se esconde sob o manto da antiga política neoliberal. Duvidam? Vejam como votam os parlamentares militantes do caos: Contra os próprios princíos liberais, como no caso do ajuste fiscal. Vejam como um outro se insurge contra a onda do Caos perseguida por seus correligionários, como o deputado Aleluia, que resolveu seguir seus princípuos neoliberais e não seguir as determinações oficiais de seu partido, inseridas no lema invisível do “Quanto Pior Melhor”. Vejam como o senador Álvaro Dias fez um discurso categórico e inesperado rejeitando cabalmente a posição oposicionista de recusar aceitação ao nome do professor Fachin ao STF. Ele falou que este nome está acima de disputas políticas e é o melhor nome, com vistas ao bem do país. Mas os sete cultores do Caos não se sensibilizaram com suas palavras, eles votaram contra o nome de Fachin, porque não querem o bem do país, longe disso. Querem o Quanto Pior Melhor. 

    Então, os homens de bem que são adeptos convictos do neoliberalismo estão em contradição com as soluções políticas que a direita hoje se lhes aponta como objetivo político. A ideologia da direita hoje se resume em espalhar o Caos, porisso mesmo colocam até na boca do povão, em suas propagandas, a frase: ” O país está sem governo.”

  10. Foi justamente nos 3

    Foi justamente nos 3 primeiros pontos que o Govenro Dilma I deu o maior tiro no pé, talvez dos maiores de nossa histórias.

    Tirou toda a credibilidade da política macroeconomica e agora está pastando para recuperá-la sem saber direito o que fazer.

     

  11. O controle de preços e a cadeia sucroalcooleira

    Estão se esquecendo que a seca arrasou o setor sucroalcooleiro no País, o que ainda está fazendo efeito. Não entendo que o controle do preço – do petróleo – tenha provocado a crise neste setor.

    Além da seca, que trouxe a cana “seca”, quase sem caldo para ela  pudesse ser explorada, ainda, houve, e isto é consenso, uma grave crise nos comodities em geral. A usina de açúcar – quando o álcool baixava de preço – tinha uma grande saída, que era a produção do açúcar. Ora, o preço internacional do açúcar se quedou também e muito em todo o mundo – este que está em crise- e que comprava e muito o açúcar.

    Vê-se, pois, que um fator importantíssimo na questão está sendo ignorada: a queda do preço do barril de petróleo no mundo, que, por tabela, atingiu em cheio o preço do álcool.

    Controle do preço da gasolina ( onde o governo chega até a aditivar 25% de álcool neste produto ) não foi o fiel da balança.Esta sustentação do preço da gasolina era necessária para não mergulhar o País em uma crise violenta, não só relativamente à inflação, mas na viabilidade econônica da produção e do trabalho em todos os níveis. Penso, assim, que não foi este o objetivo governamental – o controle da inflação – o móvel para insistir no preço contido da gasolina. Se este controle não tivesse sido feito, com toda a certeza, as atividades econômicas em geral poderiam ser insustentáveis.

    A crise alcooleira é, acima de tudo, a crise da comodities, gerada pela recessão econômica, que se abateu sobre o mundo e pelas medidas dos impérios da economia, que produziram muito petróleo, estocaram-no e bateram forte no preço do barril de petróleo, consequência de uma oferta muito grande e diminuição do consumo ( pela recessão). Não nos esqueçamos que hoje a economia está globalizada e a crise mundial está nos atingindo.

    Acredito, e isto ainda é válido, que os governos – seja federal, ou estadual – poderiam diminuir tributos sobre o álcool, o Estado no que diz respeito ao ICMs, o que poderia baixar o preço do álcool nas bombas, elevando, no entanto, a procura, de forma a tornar, novamente, atratativa a produção do álcool, garantindo o consumo dele em nosso País.

    A crise irá passar, a economia mundial começo a crescer.

    Já estamos percebendo, pois com as chuvas recentes, a cana está boa e irá produzir uma boa safra, que pode legar recuperação, mesmo parcial, de boa parte do setor sucroalcooleiro. Por outro lado, o barril do petróleo já começou a se altear, motivo pelo qual a Petrobrás passou a ter maiores lucros, inclusive levando o álcool, assim,  a ter uma posição bem mais confortável que antes. O mesmo se diga quanto aos comodities. O preço do açúcar irá se altear também e será, é claro, ajudando a recuperação do setor.

    Era importante que os governos entendessem que o preço final do álcool poderia ser muito atenuado, se, v. gratia, o ICMs baixasse. Sabemos que com isto os governos estaduais perderiam receitas, mas, com certeza, com a melhoria no setor, consequências no consumo de outras mercadorias iriam compensar, com muita eficácia, a perda da arrecadação. Ora, não podemos matar a galinha, que produz os ovos. Com o tempo, sem eles, não haverá, sequer incidência do ICMs.

    Neste sentido, ao que me lembro, recentemente o novo governo de Minas Gerais baixou a alíquota no consumo do ICMs, para ajudar a recuperação do setor sucroalcooleiro

     

  12. Vou me ater ao ítem 2,

    Vou me ater ao ítem 2, Nassif, que acho ser o ponto chave do primeiro mandato da Dilma. Também acho, como o economista neoliberal, que a presidenta tentou baixar os spreads na marra. Mas meu diagnóstico é diferente, pois ele com certeza acha que é para deixar a questão dos spreads na mão do mercado. Minto, não foi exatamente na marra, pois isso presupõe que o governo não pode atuar aí.

    Inclusive porque não foi por decreto, foi usando os bancos públicos. Mas atuando dentro das regra do mercado. Só que de um mercado de um capitalismo com concorrência, não como o nosso, que é de oligopólio.

    Acontece que para fazer isso com sucesso, o que seria uma revolução no Brasil, seria preciso uma estratégia política, principalmente de comunicação. O rentismo contra-atacou de maneira óbvia. Pegaram a primeira desculpa, o aumento do tomate, para montar a armadilha de que “o governo está negligente com a volta da hiperinflação”.

    O terrorismo econômico do pig foi indo sem encontrar resistência, até encurralar a presidenta e o Tombini. Em que para sossegar as maquininhas de remarcação de preços, só com aumento da selic. A falta de reação do governo, deixando-se derrotar pela “crise do tomate” foi de um primarismo inacreditável. Só algumas vozes isoladas na blogosfera tentaram explicar que a crise “tomateira” era coisa de safra e etc, ou seja Beabá do capitalismo.

    Ali, a Dilma mostrou toda sua inépcia como política. Uma falta de visão espantosa. Espisódio emblemático para colar nela a imagem de voluntariosa. A que acreditava que bastava que seus objetivos fossem os melhores. E pronto! Derrota-se o rentismo no Brasil

    E continua assim, inabalável, agarrada à virtude, acreditando quem sabe, que se salve no juízo final  

    • “Acontece que para fazer isso

      “Acontece que para fazer isso com sucesso, o que seria uma revolução no Brasil, seria preciso uma estratégia política, principalmente de comunicação. O rentismo contra-atacou de maneira óbvia. Pegaram a primeira desculpa, o aumento do tomate, para montar a armadilha de que “o governo está negligente com a volta da hiperinflação”.

      O terrorismo econômico do pig foi indo sem encontrar resistência, até encurralar a presidenta e o Tombini.”

      Exatissimamente!

      Só acrescento um grão de sal: a eleição. O bloco oposição, mercado e PIG já tinha aprendido – mesmo demorando três eleições pra isso – que se a percepção sobre a economia for positiva o eleitorado tende para a continuidade, se negativa, tende para a mudança. Assim sendo, em 2012 eles quicaram: se a energia baratear, juros caírem e infraestrutura deslanchar, não ganhamos eleições nunca mais, pensaram eles….

      …Enquanto isso o governo na sombra esperando pra “colher o que plantou” e olhando pra TV com cara de “namoradeira”…

      Detalhe: mesmo com o terrorismo comendo solto e a economia internacional estagnada, em 2013 o Brasil foi 3º país que mais cresceu e em 2014 bateu recorde de emprego. E com inflação dentro do combinado, diga-se.

      Detalhe II: a Dilma parece ter trocado a “teoria” do controle remoto pela “teoria” da caneta. Continua um governo mudo; apanhando como um cachorro vadio.

      … E fazendo pose de “cavalheiros”…. Viu como estavam bonitinhos no casamento do Khalil?

  13. Cada macaco no seu galho

    Dizer “político liberal” é como dizer “policial fora-da-lei” ou “médico assassino”. Não que não haja mas sim que é contradição.

    Sem estado ficaríamos expostos às ameaças de dominação por grupos de fora do estado e até por subgrupos do mesmo estado que nós caso esses grupos estejam melhor armados que nós, sejam armas de fogo, que ameaçam o corpo físico, ou armas intelectuais – ou “armas morais” como querem alguns – que ameaçam a integridade psicológica. Há bem pouco tempo temos a figura jurídica do “assédio moral”, estamos ainda engatinhando nesse campo. (Quem sabe quanto tempo levará para que os institutos médico legais desenvolvam, além do já existente exame de corpo de delito, um exame de espirito de delito?)

    Assim se um subgrupo social – uma empresa ou grupos e associações de empresas da iniciativa privada, por exemplo – desenvolve armas que lhe garantem poder sobre a sociedade toda, sem estado ficaríamos à mercê desse subgrupo. E o que pode o cidadão comum, o  brasileiro pouco instruído, contra um grupo enorme de publicitários muito bem preparados elaborando em “brainstorms” estratégias para convencê-lo de que deve não só esvaziar o poder do estado como dar mais poder a esse subgrupo? Talvez, se todos os cidadão estivessem igualmente armados, não seria necessário haver um estado. Mas curiosamente as sociedades em que os cidadãos são mais bem instruídos e “politizados” – que têm mais patriotismo, mais espírito de corpo nacional – como as sociedades nórdicas por exemplo, são organizadas por seus cidadãos em estados bem fortes (assistência social, saúde e educação públicas, por exemplo). Dilema Tostines…

    De toda forma, a vocação da iniciativa privada é proteger-se a si mesma; a do estado, proteger a todos. Se proteção não fosse importante a iniciativa privada não se protegeria a si mesma. Nem o estado, a si mesmo. Para uma sociedade econômica e políticamente forte, essas duas instâncias têm que estar fortes, cada pessoa tem saber o lugar e a importância de ter tanto um vida privada quanto uma vida política.

    Confundir essas duas é garantia de corrupção de ambas. Toda corrupção do estado provem de usar o que é estatal como se fosse privado. Toda ingerência privada sobre o que é público é sempre corrupção do que é público. Da mesma forma só que do lado contrário, quem é que sai por aí distribuindo o ganho da própria empresa à sociedade como um todo?

    Nesse quadro é que “político liberal” é algo sem sentido. E absolutamente tudo o que daí advier estará errado.

      • E precisa ler isso em livro?

        E precisa ler isso em livro? Basta verifcar como foi a administração de liberais privatistas em qualquer governo: das Minas Gerais à dos EUA passando pela Inglaterra, França, São Paulo…. em qualquer esfera, federal, estadual ou municipal, sempre que um liberal consegue infiltrar-se na administração pública o resultado é um estado sucateado, ausente e omisso em seus fundamentais misteres: falta de saúde e educação públicas, de assistência social, desigualdade de poder econômico e político entre os cidadãos, multidões de gente pobre ao redor de mínimas ilhas de enorme riqueza, corrupção do estado democrático na sua vocação fundamental de “todos são iguais perante o estado”, corrupção rasteira e prática a forma de peculato, desvios de dinheiro público… uma desgraça só, enfim. E respondendo à sua pergunta, a ausência do estado democrático sob administração liberal é ausência em sua função primeira: a promoção do bem estar de todos. Lembra aquela história do “perante o estado”?

         

        Claro que os livros dizem diferente disso. Um exemplo:

         

        http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=44

         

        Maravilhoso, né? Mas não precisa um olhar tão atento assim para perceber a enorme cotradição fundamental de Von Mises: guerras através de armas de fogo, ao contrário do que Mises afirma, não são menos letais do que as que se dão através de outros recursos de imposição de poder de umas pessoas sore outras. E sendo objetivo, de que adiantaria ter o corpo vivo mas a cidadania de um zumbi? Cidadania num estado minguado?

         

        O liberalismo nos livros é tão maravilhoso quanto o comunismo em livros. Mas na prática…

        • As palavras fazem sentido…

          As palavras fazem sentido… vc falou em “ausência de estado”, não falou em “redução do tamanho do estado”. Bem, proponho então que escolha melhor as palavras.

  14. Sobre a indústria naval

    Sobre a indústria naval: “que acho que não se sustenta sem contínuos subsídios públicos”. Acho? Não tem certeza? Comportamento típico de quem leu o original em inglês e não entendeu. Nassif, assisti ao programa e sem sombra de dúvida, com todo o respeito aos presentes, você sabe mais sobre economia do que dos três juntos.

  15. O item 3 é consenso?
    Como se

    O item 3 é consenso?

    Como se deu a intervenção propondo, no vigèsimo oitavo ano de uma concessão de 30 anos, a renovação?

    Deveria a sociedade PAGAR A MAIS para sustentar a Eletrobrás? Como assim? Que teoria econômica sustenta a tese de doação de dinheiro a empresas, mesmo que públicas?

     

    O problema do setor elétrico não tem qualquer relação com a iniciativa do Governo. Não se deram conta que vivemos uma críse ímpar de falta de chuvas? Não perceberam?

    Isso é politizar o tema e eu achava que o debate era econômico…

    • Concordo, Athos.
      É muita

      Concordo, Athos.

      É muita crença “teórica” de que os agentes do mercado vão agir “by the book”, e nao pragmaticamente. As elétricas do tucanistão boicotaram abertamente os leilões de energia… Esse foi o “pragmatismo” delas: politicamente orientado.

      No final, como eu comentei antes, é tudo “culpa do governo”! A pergunta é: qual governo? Combinou com os russos? Ou, em outras palavras: qual mercado?

      … E ficam nessa de perguntinha de MBA em RH: “qual foi o erro do seu governo”?

      #AceitaDilmaVez

  16. Nassif quem disse que o Pt

    Eu sou cético não acredito que “todos” em um país erram ao mesmo tempo de forma voluntária.

    Pode todos os empresários “errarem” ao mesmo tempo?

    Uma crise economica não é a fatura da alocação errônea de recursos escassos?

    E reintero, todos erraram?

    São apenas perguntas nem entro no mérito ou demérito de a ou b.

     

  17. e bota educado nisso, tamanha

    e bota educado nisso, tamanha as bobagens que escuta em debates, sempre mantendo a fleuma.

     

  18. esse é o nassif, censurando

    esse é o nassif, censurando (3, 4x)  e com medo de um comentário que desmonta a sua coluna…

     

    1.  o cambio estava artificialmente valorizado, provocando perda de reservas. desvalorizar o cambio artificialmente também é daninho, pois leva a perda de poder de compra, importação de maquinário encarece, o país não dinamiza a economia, não há o que discutir. 

    2. não tem que se “concordar” com taxas de juros de 5% ou 6%.. elas são apenas resultado do descalabro fiscal brasileiro, que vem de décadas, não é com voluntarismo que juros ou spreads são baixados, tanto que o Banco do Brasil subiu de novo os seus spreads 

    3. o brasil tem uma das indústrias mais protegidas do mundo, e déficit.  A abertura comercial e déficits comerciais não são causa e consequência, quanto maior a abertura comercial, maior a competitividade e maior a tendência de equilibrio da balança comercial.  

    4. a expansão do bndes e financiamento com recursos diretos do tesouro na equalização da taxa de juros (o banco cobra 3%, e o tesouro cobre a diferença da taxa de mercado). isso lógico tira a eficiência do instrumento taxa de juros, aumenta o déficit fiscal e tira eficiência da economia (empresas que empregariam bem financiamentos não conseguem fazê-lo). 

    5. aumento de conteúdo nacional tirou lucratividade e capacidade de investimento da petrobras, no fim das contas prejudicando muitas empresas que poderiam ser suas fornecedoras tecnológicas de modo natural. 

  19. 4 X que tento publicar
     
    1.

    4 X que tento publicar

     

    1.  o cambio estava artificialmente valorizado, provocando perda de reservas. desvalorizar o cambio artificialmente também é daninho, pois leva a perda de poder de compra, importação de maquinário encarece, o país não dinamiza a economia, não há o que discutir. 

    2. não tem que se “concordar” com taxas de juros de 5% ou 6%.. elas são apenas resultado do descalabro fiscal brasileiro, que vem de décadas, não é com voluntarismo que juros ou spreads são baixados, tanto que o Banco do Brasil subiu de novo os seus spreads 

    3. o brasil tem uma das indústrias mais protegidas do mundo, e déficit.  A abertura comercial e déficits comerciais não são causa e consequência, quanto maior a abertura comercial, maior a competitividade e maior a tendência de equilibrio da balança comercial.  

    4. a expansão do bndes e financiamento com recursos diretos do tesouro na equalização da taxa de juros (o banco cobra 3%, e o tesouro cobre a diferença da taxa de mercado). isso lógico tira a eficiência do instrumento taxa de juros, aumenta o déficit fiscal e tira eficiência da economia (empresas que empregariam bem financiamentos não conseguem fazê-lo). 

    5. aumento de conteúdo nacional tirou lucratividade e capacidade de investimento da petrobras, no fim das contas prejudicando muitas empresas que poderiam ser suas fornecedoras tecnológicas de modo natural. 

  20. Parou no tempo!

    Outro fundamentalista, no que mais retrógrado na palavra significa. Pior,  pelo fato de ser físico também incorpora ao seu discurso um mecanicismo newtoniano e um determinismo que vem carregado de uma visão messianica na mão ( paralítica, quando e se existente ), mão de Deus (neste quesito só o Maradona!), a mão do Mercado.

    Nesta questão o Jo Stiglitz dá um baile:

    ” O conjunto de ideias que eu vou apresentar aqui solapou as teorias de Smith e a visão de governo que nela se apoiava. Elas sugeriram que a razão pela qual a mão invisível é invisível é por que ela não existe ou, quando existe, está paralítica”  Joseph E. Stglits, introdução à sua Aula Magna, por ocasião do recebimento do Prêmio Nobel (Estocolmo, 8/12/2001).

    “Para a maior parte do Mundo a globalização, como tem sido conduzida, assemelha-se a um pacto com o demônio. Algumas pessoas nos países ficam mais ricas, as estatísticas do PIB – pelo valor que possam ter – aparentam melhoras, mas o modo de vida e os valores básicos da sociedade ficam ameaçados. Isto não é como deveria ser.” Joseph E. Stiglitz

    (na Wikipédia)

    Enquanto não mudarem o ensino de Economia no Brasil, ampliando o leque de opções, saindo da mera reprodução do diktat de Chicago, estamos condenados a repertição ad nausea desse discurso falso e tautológico, ainda bem que há vozes dissonantes como da Leda Paulani!

     

  21. A solucionática para a problemática.

    Os neoliberais no Brasil não construíram uma Universidade,venderam a Vale por US$ 3 bilhões em 1997, não produziram nem viabilizaram nrnhum investimento.

    Uma curiosidade. O “rombo” da Petrobras em 2014 foi dobro que o que o Estado recebeu na venda da Vale. Nada como uma Privataria.

    Um dos “problemas” do Governo Dilma foi querer acreditar que o Caixa do Estado iria subsidiar a energia elétrica, ao retirar os peduricalhos da conta de energia. retirou do consumidor e repassou ao contribuinte. Só que os reservatórios secaram, e alguns Governos estaduasis jogaram contra – pois queriam continuar recebendo em componente tarifário a amortização por uma barragem construída fazia mais de 30 anos. E alguns Governadores não “gostaram” da redução tarifária, pois a queda do faturamento da energia elétrica implicou queda do faturamento do ICMS.

    Outro “problema” da economia brasileira é que os empresários querem ter ganhos elevados com a prestação de serviços baixa concorrência, como em concesões de estradas. A “modicidade” tarifária não é bem aceita pelo empresários brasileiros pois creem que isso é uma limitação aos negócios privados. Ocorre que eles preferem outorga onerosa que impõe ao usuário uma tarifa exorbitante sem que haja oferta de uma alternativa razoável para fugir aos pedágios caros.

    O “problema” da economia brasileira se deveu à queda das commmodities. Como a “solução” anterior foi o avanço dos preços delas. Mas a “solução” passou, e voltou a necessidade de aumentar o jurão para financiar o Estado brasileiro.

    O grande “problema” da economia brasileira é o rentismo, alimentado pela cultura bancária, que financia o déficit do Govern, criado a partir de uma sonegação monstruosa de R$ 500 bi anuais como afirma a Procuradoria da Fazenda Nacional.

    Se a sonegação reduzisse pela metade dos valores atuais com certeza os juros caíriam, pois a sociedade se auto financiaria. Seria R$ 250 bi anuais a menos a depender o rentismo para financiar o Estado. O que é muito.

    Mas quem sonega e lava dinheiro é quem se benefica do rentismo, aplicando em títulos da dívida pública. A Sra. Kodama falou ontem que sem a contribuição dos bancos os negócios do Sr.  Youssef não properariam.

    A “solução” passa pela implantação do SPED SOCIAL no início de 2016, e a consequente consolidação com o SPED FISCAL, que permiiria uma fiscalização mais geral e isonomica sobre diversos tributos, inclusive os encargos incidentes sobre a remuneração, evitando passivos incobráveis para o Estado. Ação que permitiria fechar algumas torneiras da sonegação.

    Enfim, as causas do caos econômico está além da criatvidade contábil do Governo, mas na necessidade de financiamento “barato” do Estado brasileiro, seja em infraestrutura, seja para o desenvolvimento social (saúde, educação, segurança, etc).

    O financiamento de infraestrutura foi discutido em reunião do G 20 ano passado. Em 2015, quem sabe os U$ 50 bi da China nesse instante – a um custo financeiro e político mais justo – nos ajudam um muito na infraestrutura. A “solução” para infraestrutura está desembarcando da China.

  22. Caro Nassif, ninguém hoje tem

    Caro Nassif, ninguém hoje tem a capacidade de fazer uma análise sólida da condição econômica do país e de como isso vai desenrolar num cenário complexo interno e externo, com a conjuntura política de terceiro turno, com os EUA prestes a diminuir o quantitative easing, a China desacelerando e com a “meia” reforma social democrata brasileira dos últimos anos. Nem você nem os economistas Bradescravos. Nem se pode apontar o que é oscilação normal e acomodação do que é cobrança de que o PT tenha cem por cento de acerto, 0% de desemprego e 5% de crescimento todo ano. Somente algumas coisas podem ser claramente discernidas. Dito isso é preciso isolar estas questões e atuar diretamente sobre elas, por exemplo: O Brasil não é uma grande (bomba ) Argentina e o Mantega estava empenhado em  Argentinizar a inflação, a macroeconomia, a credibilidade do governo federal.  Isso refreou o empresariado e consumiu alguns pontos do Pib. Não houve o carisma nem bom senso do Lula para corrigir rumos. Hoje ocorre uma guinada ortodoxa, com busca de equilibrio das contas públicas e diminuição da farra de crédito, que pode ser benéfico em evitar uma grande ressaca de inadimplência depois.  Outra questão, a aposta da Dilma, muito acertada por sinal, era o papel indutor do BNDES e as grandes obras estrutrurantes do PAC estão bombardeadas e paralisadas pelas apurações carnavalescas midiáticas. As obras não se concluem, não entram na fase de retorno do investimento. Todos sabem que a obra mais cara do mundo é a obra parada. Outros preciosos pontos de pib vão para o ralo. Daí vai, quem  com mais tempo e mais competentes completem a lista de problemas especificos, pois tentar avaliar a “big picture” não vai levar a nada.

  23. Famílias, emprego e renda

    O liberalismo econômico defende a correções vias mercado, sem se importar com danos causados as famílias, ao emprego e a renda.

    Os trés itens citados, condução da politica fiscal, controle dos preços administrados, e intervenção no setor elétrico na verdade evitaram a recessão e o desemprego e fortaleceram o mercado interno em um ambiente de agramento da crise econômica internacional.

    É preciso lembrar o contexto histórico e econômico em que as medidas foram adotadas, de aprofundamento da crise econômica internacional e enorme risco de colapso do euro,  problemas climáticos no sul do Brasil e nos EUA que provocaram um aumento dos preços da soja, milho e trigo e da ração animal, e o início da revisão da política monetária nos EUA, com a redução das injeções de liquidez e expectativa de aumento dos juros nos EUA.

    Muito provavelmente sem estas medidas o Brasil enfrentaria o inferno do desemprego e da recessão, do mesmo modo que enfrentou quando adotou parcialmente as medidas do liberalismo econômico contidas no “Consenso de Washington” na década de 90.

    Quanto aos outros itens, 

    1-Em função do elevadíssimo juros da Selic praticado pelo Copom e o livre fluxo de capital estimulado o carry trade, ocorreu uma forte queda do dólar no Brasil, que chegou a ficar ao redor de R$ 1,50, e provocando uma substituição de parte da produção nacional por produtos importados.

    As intervenções do Banco Central além de ter evitado uma queda mais acentuado do dólar no Brasil, permitiu o aumento das Reservas Cambiais, que hoje estão em quase US$ 400 bilhões, o tem permitido ao Brasil uma relativa tranquilidade diante das crises de liquidez internacionais ocorridas com a quebra do Lehman Brothers, com o risco de colapso do euro e com a mudança da político monetária nos EUA, e o risco de enfrentar a recessão e o desemprego.

    2-A intervenção do banco públicos conseguiram reduzir um pouco os spread, sem colocar em risco a operacionalização dos bancos públicos e privados, inclusivo viabilizou um aumento dos lucros do setor bancário em função do aumento da concessão de crédito, que vem crescendo mais de 10% ao ano.

    O crescimento da demanda de crédito, ocorrido em função do aumento do emprego com carteira assinada e dos aumentos reais dos salários, torna difícil que a redução do spread bancário seja feita via mercado, tornando necessário medidas de regulação, fiscalização e intervenção estatal no mercado de crédito.

    3-A total liberalização da economia ao mercado internacional certamente provocaria um aumento na produtividade das empresas em função de uma maior concorrência, mas não antes de provocar enormes danos como o inferno recessão e desemprego, onde sobreviveriam apenas os mais aptos.

    A abertura gradual permite selecionar primeiros os setores mais competitivos, na medida em que se aumente a escala de produção a redução gradual das barreiras alfandegárias dará tempo para as empresas se adaptarem ao cenário de competição internacional.

    4-A Expansão do papel do BNDES na intermediação do investimento, de deu principalmente em função da grave crise de liquidez no mercado internacional provocada pela quebra do Lehman Brothers, agravada com o risco de colapso do euro e com a mudança na política monetária nos EUA em 2014.

    O aumento da capacidade financiamento do BNDES permitiu a continuidade dos investimentos mesmo nos momentos de estrangulamento da liquidez no mercado internacional, o que fundamental para o aumento da oferta de bens serviços.

    5-Boa parte das ações de política de conteúdo nacional e de estímulo à produção local, foram adotas primeiro para viabilizar que a indústria nacional se preparasse para atender as demandas do pré-sal, e em um momento em que o dólar estava abaixo dos R$ 1,70.

    Boa parte das medidas de conteúdo nacional e estímulo a produção local, serão desnecessária com a atual correção da taxa de câmbio.

    • É isso, Roberto São

      É isso, Roberto São Paulo.

      Seus comentários são sempre bem, por assim dizer, “redondos”, com começo, meio e fim. E nesse caso, a meu ver, enfatiza o que muitos, por causa de disputa eleitoral e, até indesculpavelmente, se esquecem: a economia mundial está patinando desde 2008!

      Até hoje!

      O Armínio Fraga chegou a dizer, inclusive, que a “crise acabou”! Como se na Europa, então, estivessem brincando de desemprego só por diversão….

      Até a China, hoje, está a meia bomba em relação ao que já foi no passado; a Europa está quase se esfacelando; o Japão está parado há décadas; os EEUU estão em vôo de galinha….

      Mas quem vive dialogando com essa imprensa, com a matrix, parece que se depara com um tabú: não pode falar do cenário internacional!

      Em outros tempos tudo e qualquer coisa era por causa da “crise internacional”, todos lembramos….

      Meu deus, medidas aticíclicas não podem ser eternas! O Brasil atravessou a maior crise dos últimos 80 anos com emprego recorde e inflação dentro do combinado! Será que isso não pode ser reconhecido?!

      Chegou a hora de recompor as receitas da União, afinal o resto do mundo – sim, o resto do mundo – teima com ideologias rasteiras. Por que, além das questões eleitorais e da ideologia, rebaixam tanto o debate público? A mando de quem?

  24. Gente

    “Independente das discordâncias, trata-se de um analista sério, aberto ao debate educado de ideias”.

    Cada vez tem sido mais difícil para mim considerar sérios analistas econômicos que abstraem completamente que existem pessoas abaixo de seus conceitos e predileções em modelos econômicos. Nunca consegui ler um texto de pessôa que se lembrasse disso. Como tantos outros, sempre a cantilena da lição de casa clássica, liberal, seja lá o que for que apenas adie os tempos de inserção social. 

    Educado, ora educado, Nassif. Por que? Sim, talvez, se comparado ao Alexandre “Professor de Deus” Schwartsman. Ou sabe usar o guardanapo e bem dispor os talheres ao final das refeições?

    P … Coisa nenhuma! É um lorde que vive de escrever o mesmo que fizeram tantos outros Armínios e laras que conhecemos, pior, todos procurando um desnecessário emprego em eventual governo tucano. Desnecessário, pois grana já acumularam o suficiente.

    Quando, meu Deus, meus orixás, meus cavalos em Paris, esses imbecis irão lembrar que existem pessoas abaixo das teorias macroeconômicas? Não respeito mais ninguém que assim seja, amém. 

  25. Nos “isteites” a conversa deve ter sido, mais ou menos, assim:

    “O negócio é o seguinte: Será que vocês 4 vão conseguir tirar o PT do poder nas próximas eleições? Nós já transferimos embaixador, bancamos manifestações, gastamos uma grana com parlamentares chantagistas, aumentamos a pressão pela mídia, enfim, fizemos nossa parte. Só não mandamos, ainda, a frota cercar o pré-sal. E vocês sabem que é fácil, nem invasão precisa. Agora é com vocês, seus bundões. Se o PT ficar mais 8 anos no governo serão, no mínimo, 100 milhões de barris de petróleo do pré-sal a menos para nossas “multis”. Vocês haviam nos garantido que eles sairiam em 2014. Não vimos isso.”

    Imaginem a cara de “cachorro que caiu do caminhão de mudança” que os 4 fizeram.

     

  26. EMPIRICUS

    Quer dizer que aquele relatório de análise da corretora EMPIRICUS , produzido o ano passado e que causou tanta polêmica pelo catastrofismo , vai , pouco a pouco ,  se tornando realidade ?

    • Sim.

      Assinei, fiz os investimentos recomendados e estou muito satisfeito com o lucro.

      As pessoas os acusaram de parcialidade. São apenas observadores argutos do contexto.

  27. Nassif, nassif

    Você anda tendo namoricos com os neoliberais. Tipo: no fundo , no fundo eles têm razão. aliás é dificil alguem que se diga economista e não seja neoliberal.

    Quer dizer que esta bobagem de tirar 36 milhões de brasileiros da fome, da miséria, da morte prematura, perde de goleadada, 7 a 1, do fator: “expectativas dos agentes econômicos com PERDA de referencias fiscais” (quase chorei de dó) e o problema do setor do açucar e alcool, que tem a energia da queima do bagaço um coponente do seu lucro, é culpa do preço da energia; aumentndo o preço da energia o setor iria muito bem, e nada fizeram?

    Quer dizer que as obras “pararam” depois de concluidas 95% das obras do pac de 1 tilhão, a petrobras estar bombando, as usinas eólicas em breve vão rivalizar com itaipu e outras duas (ou três se considerar tapajós)  itaipus hidro estão sendo concluidas; a transposição do rio s francisco está no final, três milhões de casinhas, e etc, etc, etc. 

    E este clima de crise das crises, vc aderiu ao pig com mala e cuia? O diagnostico seu se parece com aquele que recusava a petrobras 65 anos atrás. Ou crise é a “falta de referencias fiscais” dos coitadinhos dos agentes econômicos e outras bobagens mais?

    Sinceramente, não estou entendendo.

  28. O Mantega merece uma homenagem

    Se não fosse ele e a Dilma, suas coragens e pragmatismos na condução da economia brasileira estariamos vivendo hoje uma tragédia grega à Argentina.

    Eles deram o drible da vaca na banca,

    Aqui no Brasil é preciso ser muito cínico e mau caráter para pensar que o Brasil era melhor com a roubalheira e a açambarcação desenfreada.

    No mais, o Pessoa foge do problema da desigualdade crescente e a criminosa  concentração de rendas como o diabo foge da cruz.

     

  29. O fracasso de FHC e a vitória

    O fracasso de FHC e a vitória do Brasil

    Em 1994 quando assumiu a presidência da república FHC proferiu uma das mais inócuas frases da história política do Brasil: “acabou a era Vargas”. Em se tratando de um discurso que se pretendia ser o horizonte perseguido por um mandatário no ato de sua posse, essas palavras caíram no vazio no seu aspecto prático, principalmente pelo teor da audácia, mas não sem antes deixar algumas sequelas no Estado brasileiro.

    O arcabouço da política econômica a ser seguida consistia numa profunda redução do Estado levada a cabo pelo projeto de privatizações, que se concretizara posteriormente, bem orientado com o discurso fashion do fim da história e da “implacável” vitória do liberalismo diante do “fracasso” do Socialismo no mundo. Com uma bem arranjada conjuntura política nacional, construída em bases marcantemente fisiológicas, o governo conseguiu sem muitas dificuldades, impor sua estratégia de ação e vendeu parte significativa do patrimônio público nos seus oito anos de mandato, cujos resultados econômicos passaram bem longe do prometido, se levarmos em consideração a realidade econômica do país em 2003 no início do governo Lula, facilmente demonstrada ao se analisar o exponencial aumento da dívida pública interna e externa, aliadas ao cenário social no qual o povo estava submetido, embora esse aspecto nunca tenha sido uma meta a ser seguida, haja vista que a lógica liberal não inclui a concepção de um Estado assistencialista.

    Para que o desenvolvimento do seu projeto administrativo fosse bem sucedido, FHC contou com um expressivo apoio da mídia, sempre atenta no tocante a difamação do serviço público, como estratégia para formar uma “opinião pública” favorável para o bom desempenho das ações do governo que, de fato, propiciou resultados práticos bem eficientes se considerarmos a imagem do servidor público vista à época como indolente e ineficaz e das empresas como cabides de emprego e dinossauros do Estado. Era evidente o alinhamento ideológico dos grandes grupos de comunicação com o projeto político proposto, estampado em matérias bem concebidas que legitimavam as ações do governo, não obstante algumas exceções sempre muito bem rebatidas com réplicas sintomaticamente editadas nos aquários das redações. Poderíamos ver também alguns artigos em jornais impressos de boa repercussão no país, que íam de encontro à lógica editorial, mas nada que se equiparasse à influência de um Jornal Nacional.

    Numa outra frente a ideologia dominante apregoava a noção da meritocracia, típica da mentalidade burguesa, como estratégia de ação para resolver os grandes gargalos socioeconômicos e, ao mesmo tempo, jogar a responsabilidade da situação econômica dos indivíduos como resultado exclusivo de suas mal sucedidas vidas e eximir o papel do Estado como um agente promotor do bem-estar social, cabia a ele apenas a função de árbitro das relações econômicas dos cidadãos espalhados nos diversos setores sociais não assumindo responsabilidade direta na promoção econômica do país pois esta era função única e exclusiva do Mercado, senhor dos senhores do liberalismo. O Estado deveria ser mínimo.

    Com base nesses pressupostos FHC se empenhou em fazer valer seu discurso de posse que se propunha simplesmente em varrer o legado trabalhista de Getúlio, com o sonho de passar para a história como o inventor de um novo Brasil, mais eficiente e antenado com as grandes economias mundiais e seus projetos de poder. Ledo engano, dele e do povo brasileiro.

     

     

  30. Tal qual o socialismo…

    Assim como o socialismo utópico (aquele que nunca funciona na realidade quando implementado) Nassif nos traz à baila o keynesianismo utópico, aquele que quando aplicado e não funciona, a culpa é do implementador…

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