O incrível mundo político do Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro é um enigma. Capital federal por muito tempo, cidade mais internacionalizada do país desde sempre, a política interna do Rio sempre foi de uma pobreza extrema.

As grandes vocações públicas rumaram para a área federal. Durante muito tempo o Rio se considerava uma espécie de farol do país rumo à modernização. Abrigou a mais brilhante geração de homens públicos brasileiros que, a partir dos anos 50, ajudou a desenhar o país. O fato de se tornar sede da Petrobras e do BNDES, da Universidade do Brasil (futura Universidade Federal do Rio de Janeiro), a convivência com empresários e investidores internacionais que por aqui aportaram durante a guerra, tudo isso contribuiu para a glória do Rio.

Mas no plano interno repetia o cenário da Proclamação da República, quando já possuía uma câmara de vereadores dominada pelo jogo do bicho.

Alguns dias no Rio é suficiente para perceber os três temas preferenciais dos cariocas: futebol, escolas de samba e política.  Qualquer cariosa tem opiniões definitivas sobre os três temas.

Qual a razão, então, do baixíssimo nível da política carioca?

Durante muito tempo a política carioca foi dominada por Chagas Freitas, em cima do jornal O Dia. Aliás Chagas Freitas era um “laranja” do governador paulista Ademar de Barros quando, com seus bônus rotativo, montou a maior máquina de corrupção da história política do país. Espalhou seus bens por dezenas de laranjas. Quando Ademar caiu em desgraça, Chagas não devolveu O Dia. Jornal sangrento, versão carioca do Notícias Populares, mesmo assim ajudou a criar uma geração de políticos, como Miro Teixeira.

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Ao longo das décadas, o Rio logrou eleger apenas dois políticos de expressão nacional, Carlos Lacerda e Leonel Brizola. O restante ou se dividia entre a mediocridade mais obtusa ao exibicionismo mais desmoralizante.

No centro dessa crise estão os grupos de influência na política carioca, a começar da imprensa.

No seu auge, o Jornal do Brasil importava-se apenas com temas nacionais. Ao contrário do que se imaginava, Roberto Marinho, da Globo, não tinha cabeça internacionalizada. Fez ótimas escolhas, quando se associou ao grupo Time-Life e quando profissionalizou a TV. E sempre se cercou da maior escola de lobistas que o país já conheceu, aquela que se formou no Rio a partir dos anos 50 e manteve sua influência na máquina pública pelo menos até a década de 90.

A escola de lobby carioca se formava em torno de novas formas de negócio e do aparelhamento continuado da máquina pública, da Petrobras ao Itamarati. Os lobistas dispunham de visão ampla e conviviam com alguns dos fundadores do Brasil moderno, como Roberto Campos, Raphael de Almeida Magalhães, Eliezer Batista, Dias Leite.

Marinho conviveu com esse grupo, aprendeu a se valer de sua influência, mas seu horizonte cultural e político era restrito. Importava-se com o jornal, com a pesca submarina e com os investimentos imobiliários. Por aí se definia a blindagem ou a guerra implacável ao prefeito ou governador de plantão. Quem atendia a seus interesses imobiliários era poupado.

O segundo grupo de influência eram os bicheiros patronos de escolas de samba. O terceiro, os cartolas de clubes de futebol reunidos em torno da CBF, em estreita parceria com a Globo. O quarto, que surgiu mais recentemente, o dos pastores evangélicos.

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A esse ambiente diversificado e rarefeito soma-se certa permissividade de uma cidade de praia lindíssima, mas que jamais perdeu o clima da corte, da celebração do prazer seja dos playboys desocupados que se reúnem no Leblon, seja de governadores e empreiteiros se expondo em restaurantes de Paris.

Esse clima foi favorecido pela própria formação dos grupos empresariais cariocas, a maior parte dos quais se fez com importação e representação de grupos estrangeiros, ou com estratégias no mercado financeiro e de lobby.

É lá que Aécio Neves convive com Ricardo Teixeira, que o filho do usineiro vai aproveitar o ócio, que Paulo Roberto Costa torna-se corretor imobiliários dos Marinho. E lá que o PT foi amarrar o seu burro.

O atual sistema político do Rio é uma coisa só, com Sérgio Cabral, Pezão, Eduardo Paes, Francisco Dornelles e Eduardo Cunha. E a oposição, com o filho de César Maia e Garotinho, é de chorar.

Ao longo de diversos governos federais e estaduais, a banda carioca do PMDB logrou criar uma metodologia imbatível de apropriação da coisa pública. E, em quase todos os momentos, estava a presença ostensiva de Eduardo Cunha.

Quando Ministro da Previdência, por exemplo, Dornelles levou como assessor Eduardo Cunha. Em alguns dos inquéritos contra Cunha, ele próprio logrou cooptar o Procurador Geral do Estado e agentes da Polícia Federal.

A crise do sistema de saúde do Rio de Janeiro não é mais do que consequência desse modelo, a pior síntese de um sistema político que apodreceu.

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Quando se vê e estabilidade da República entre o oportunismo de Michel Temer, a falta de limites de Eduardo Cunha e a frente política do PMDB carioca, constata-se que definitivamente o modelo acabou. 

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147 comentários

  1. Colocando dinheiro nos bolsos do corruptos

    Onde está o Ministério Público? Colocar dinheiro federal em governo corrompidos, é queimar os imposios do cidadão.

  2. Um bom texto. Ultrapassa os

    Um bom texto. Ultrapassa os limites da simples análise política  para se tornar uma quase crônica. Aliás, Rio de Janeiro que produziu os melhores cronistas da literatura do país.

    Para nós, aqui de fora, a sensação é exatamente esta: um estado recheado de contradições. Onde convivem lado a lado, o belo e o feio; o fausto e a miséria; o sublime e o abjeto. 

    Como entender, por exemplo, o segundo estado da federação em termos de PIB, sede de gigantescas empresas com suas respectivas cadeias produtivas, arrostar problemas tão básicos na gestão pública que fazem relembrar óbices que de há muito foram superados aqui no Ceará, no Piauí, ou qualquer outro estado do nordeste? 

    Simplesmente incompreensível e vergonhosa essa situação do Rio de Janeiro. 

     

    • Creio, caro Costa, que é

      Creio, caro Costa, que é consequência da Lava a Jato. O estado do Rio ficou extremamente dependente do petróleo. Sem esse setor a economia fluminense é pobre. 

      Em épocas de vacas gordas o estado, a despeito da corrupção do PMDB, estava bem de caixa, o que permitiu ao Cabral ser um dos governadores mais votados na reeleição e ainda eleger seu sucessor. Agora, essa parte do PIB que cairá devido à Lava a Jato, atinge em cheio o estado do Rio.

      Tanto é que a cidade do Rio que não depende tanto do petróleo, está aí, pagando em dia e inaugurando museu. O que não significa que o dinheiro é bem gasto.

    • Vc tá de brincadeira!!!

      Morei no nordeste por 20 anos e o que vi foi uma tremenda bagunça, principalmento no Rio Grande do Norte . Política nesse  estado tem o nome de “arrumadinho” esse é o termo usado para a troca de poder entre as famílias que dominam o estado. No Ceará, vc sabe que ocorre da mesma forma , só não sei a denominação dada por vcs.Se o nordeste, tivesse alcançado a tal governabilidade que o senhor prega, já teria terminado a invasão de pessoas, originárias dessa região para o sul e sudeste do país.

  3. O Rio não é diferente do resto do Brasil

    O Rio de Janeiro foi vítima do mesmo processo que deteriorou as grandes cidades do Brasil. Assim, isso não a faz pior que São Paulo, Brasília, Belo Horizonte etc.. a cidade foi invadida por uma multidão de milhões de retirantes miseráveis de todo o país. São esses que, como em Brasília, São Paulo e etc.. votam por favores, trocam seu voto por distribuição de caridades e perpetuam e ampliam a deterioração dos centros urbanos das grandes cidades. O Rio tem políticos ruins, mas São Paulo tem Maluf, Russomano, Telhada, Alckimin, FHC, Serra. Brasília tem Rosso, Fraga, Roriz, Gim Argelo, Arruda, Luiz Estevam, Pailo Otávio… por favor Nassif, não esterotipe uma cidade quando na realidade ela é igualzinha às demais capitais brasileiras.

    • O Rio não é diferente do Brasil

      Caro Jorge Pereira……no entanto São Paulo produziu politicos de de reputação inquestionavel como por exemplo: Lula, José Genoino, Zé Dirceu, João Paulo Cunha, o grande Alexandre Padilha o pai do “mais médicos” qu erradicou os problemas de saude do Brasil ( devereia ser recomendado para premio Nobel) , não posso me esquecer do grande estadista, futurista prefeito de São Paulo Fernando Hadad………..ao passo que o Rio de Janeiro tambem produziu um dos maiores influentes na atual republica…Picciane….não posso me esquecer do grande empresário carioca Celso Pansera….nãp posso me esquecer do grande governador Pezão que está inserindo o Rio de Janeiro no cenario internacional veja por exemplo o museu do amanhã……que obra……uma obra prima…….de dar inveja a qualquer sociedade………como se esquecer da nossa gloriosa deputada Jandira Feghali…..um exemplo para todo parlamento………

    • Nassif você descreve o Rio

      Nassif você descreve o Rio como uma cidade universal, cosmopolita. Como carioca assim eu também achava até passar 12 anos em outro estado. Descobri que o Brasil não é o Rio. O Rio é mais violento que a média nacional, mais desigual, que os cariocas são provincianos e politicamente nulos. Digo mais, ninguém consegue identificar os problemas do Rio olhando de dentro. As pessoas acham que a origem dos seus  problemas são o segurança do banco, o caixa do supermercado  o motorista ao lado e a falta de educação geral. Isso é o máximo que conseguem  de pensamento político, quando não identificam nos moradores das favelas. Ninguém está preocupado com os lobbies centenarios de transportes, de supermercados. Ninguém está preocupado com o esvaziamento industrial (já consumado)  com a política tributaria estadual. Quanto aos outros problemas que necessitam  ação do estado a visão do carioca médio é ridicula “o estado tem que dar, bandido bom e bandido morto,  justiça divina resolve” e outras pérolas Nunca vi engajamento sério, a esquerda no rio de jandira feghali e cia não alcança 20 metros fora dos grêmios estudantis.. Outra coisa. ô fabrica de maluco é esta cidade! 

      Não acho que o Rio seja o pior estado, nem os cariocas melhores ou piores. Nem que a politica seja menos honesta que a média mas a forma como o carioca lida com política  é certamente a pior do Brasil.

      Feito o desabaffo creio que toda cidade muito grande e cujo pib esteja menos ligado à participação do estado, toda capital, leva a uma sensação de alheamento e de não pertencimento pelos cidadãos, e de uma distância inaceitável destes  do prefeito , do governador, das camaras. Acho absurdo o fato de  prefeitos e governadores se locomoverem de helicóptero como sheiks árabes seja visto como natural uma vez que transporte e segurança são da alçada desse senhores. 

      Enfim, desejo que em 2016 e daqui por diante, nós cariocas sejamos menos cariocas, em se tratando de política.

  4. Para acabar com o Brizola eo
    Para acabar com o Brizola eo brizolismo a Globo apoiava qualquer coisa .Asiim, tivemos verdadeiros desastres como governadores, mas sempre acobertados por uma imprensa amiga. O pior de todos foi Moreira Franco, que nos assusta até hoje.. Mas segue nessa mesma linha o governo corrupto do Marcelo Alencar. Aquele cujo filho teve que sair do Brasil para não ser preso. Isso deságua no desgoverno de Sérgio Cabral, que ainda teve a felicidade de pegar época de royalties.

      • Mas esse não foi acobertado
        Mas esse não foi acobertado pela Globo, pois faz parte do outro lado. Então teve suas entranhas expostas, mas quando alguém assim, mesmo com todo poderio contrário, consegue se fazer seu sucessor, é porque algo de bom foi feito. Olha que eu nem falei dos prefeitos da capital e o mais corrupto deles, que foi desgoverno do Cesar Maia.

  5. Leve impressão

    Engraçado… eu acreditava, lendo parte significativa dos comentários aqui, que o berço e a fonte da corrupção e do pensamento reacionário no país ficava aqui, em São Paulo.

    Agora começo a desconfiar que as capitais e outras  grandes, pequenas e médias cidades, cada uma em sua devida proporção não são exatamente flores de se cheirar.

    Mas não tenho certeza, apenas começo a desconfiar.  

  6. Rio está na vanguarda do

    Rio está na vanguarda do caos

    Pezão tem de vender mais caro o seu apoio a Dilma Rousseff. De fato, o dinheiro liberado pelo governo federal e o emprestado por Eduardo Paes só vai durar até meados de janeiro.

    O Globo noticia que um dos capitães do PMDB anti-impeachment tentou avançar sobre o dinheiro do Judiciário do Rio de Janeiro e da Alerj, para tentar estancar a sangria da Saúde no estado:

    “Sem receita para honrar seus compromissos, o governador Luiz Fernando Pezão não apenas está raspando o cofre do estado como apelou, sem sucesso, ao Judiciário e ao Legislativo, para usar de forma emergencial recursos dos fundos dos dois poderes. Segundo fontes do GLOBO, o Tribunal de Justiça do Rio alegou que o dinheiro, que é destinado às despesas de custeio da corte, não pode ser usado para pagamento de pessoal. Mesmo sendo aliado de Pezão, o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Jorge Picciani, também fechou as portas e afirmou que não adianta mais o governo recorrer a medidas “paliativas” para enfrentar a crise. Os fundos do TJ e de Alerj têm um total de R$ 668 milhões.”

    O Rio de Janeiro está na vanguarda do caos que engolirá o Brasil.

     

  7. Festival de lugares comuns…

    Esquece que “o” Rio de Janeiro sao dois, a cidade — que já foi estado — e o resto do estado, que era outro estado. Tanto que até hoje os habitantes do estado se dividem em fluminenses e cariocas, denominaçao que só abrange os nascidos na cidade. Foi após a fusao que a política daqui piorou de vez, antes o Rio era progressista.

    Os políticos sao péssimos? Sim, como os dos outros estados. E nao é verdade que só Lacerda e Brizola tenham tido expressao nacional. E Márcio Moreira Alves, por exemplo, que foi simplesmente o foco do AI5?

          • Segundo a sua cabeça conservadora…

            Foi um momento de especial importância política. O AI-5 apenas “se revelou”, já estava iminente, tanto que um discurso de um deputado bastou para provocá-lo… E, de qualquer forma, essa é uma avaliaçao POLÍTICA, nao psicológico-moralista, arre!

          • Relê a série de comentários, Nassif

            Para vc mesmo se dar conta de sua incoerência… Por que eu incluí como feito político? Porque é, ora bolas, está inserido em todo um contexto que nao dá para ignorar e pretender explicar por características psicológicas. Como eu disse desde o início. 

          • Releia você. Faço uma crítica

            Releia você. Faço uma crítica à política interna do Rio, salientando que os melhores políticos atuavam na área federal. Aí você vem com a contraposição de um deputado federal – não estadual -, que portanto atuava no nível federal, sendo que o foco da minha crítica era a política estadual. Mencxiona um feito do deputado. Depois o feito histórico vira apenas um acidente histórico.

          • Vc disse que havia APENAS DOIS políticos de expressao nacional

            Agora muda. Nao é capaz de reconhecer erros nem sob tortura, né, Nassif? E EU nao disse que o feito histórico era apenas um “acidente” histórico, está deturpando tb o que eu disse. Eu disse que o AI-5 aconteceria de qualquer modo, mas isso nao retira a importância das circunstâncias que o provocaram. Que nao foi só o discurso do Márcio Moreira Alves, mas tb a atitude do Congresso nao aceitando cassá-lo.

          • Nem tanto ao mar nem tanto à terra

            O posicionamento dele foi correto e corajoso, embora não “heróico”. Nem cabia heroísmo aí.

            O que serviu de álibi para o AI-5 não foi exatamente o Marcianito, mas a “afronta” do Parlamento em não aprovar que ele fosse processado. O Parlamento, sem cacife, blefou na hora errada. Podia tê-lo jogado às feras e mantido a “democracia” doente, de mentirinha. 

            Mas concordo que o (novo) golpe institucional estava pra lá de engatilhado. Enquanto rolava a decisão no Parlamento, o “Ato” era discutido nas Laranjeiras (embora a capital já fosse em Brasilia há quase década), antes mesmo da definição.

            Mais cedo ou mais tarde, o AI-5 sairia, fosse por “pedalada”, por “eleição “raudada” ou por outra desculpa qualquer.

            Iiih, acho que estou bolando as trocas!

             

             

             

      • Lá vamos nós. Quem optou pela

        Lá vamos nós. Quem optou pela guerrilha foi heróico, imprudente, as duas coisas, ou porraloca ? Para que o Marcito precisaria ser heróico nos anos 90 ? Para derrubar o FHC ?

        Eo Rio está onde sempre esteve em matéria de políticos, com a breve alteração do governo Brizola, que a bem da verdade usou os poucos recursos priorizando a educação. O resto é a mesma lerda, inclusive o PT do Rio, que foi suicidado pelo PT nacional já na eleição do Garotinho ( ah, mas a Bené foi vice, que maravilha ). Pezão, Cabral, Paes, Cunha, Moreira, e outros, tudo lixo. Não valem a discussão. Feliz Ano Novo.

         

         

         

         

         

         

         

         

  8. Sem esquecer das incríveis

    Sem esquecer das incríveis coincidências:

    O PMDB controla governo do estado e prefeitura. Na última eleição para o governo do estado, o PMDB Rio , fez coligação com PSDB, apoiando oficialmente o Aécio Neves (PSDB). O vice-governador, Dornelles, é primo de Aécio Neves. Extraoficialmente pezão apoio a Dilma Rousseff (PT).

    A ex-primeira, casada com ex-governador, Sérgio Cabral (PMDB)  também é prima de Aécio, e sócia de um escritório de advocacia que defende interesses da Supervia / Odebrecht.

    Mesmo após os episódio que ficou conhecido como “o trem da chibata”, Cabral renovou com a  Supervia / Odebrecht, (e ainda 13 anos antes do término do contrato). O governo do estado, controlado por Pezão (PMDB), acabou de assumir a dívida da Supervia / Odebrecht com a Light. O governador que alega não ter dinheiro para os hospitais, vai pagar a dívida de R$ 38,9 milhões da  Supervia / Odebrecht.

    Parentes de Aécio também controlam o “trenzinho do Corcovado”, a imprensa andou especulando que, em uma eventual privatização, o mesmo grupo passaria a controlar o, sucateado zoológico do Rio, (que é da prefeitura). 

     

     

     

     

  9. O nível do Rio não é melhor nem pior…
    Paulo Salim Maluf, Orestes Quercia ,Pita, Fleury, Kassab, Serra, Alckmin e mais alguns.

    Obrigado São Paulo por elevar o nível da política nacional.

    É por isso que sempre defendo o pagamento do ROMBO do BANESPA pelo POVO BRASILEIRO. Coisa pouca, apenas 10% do PIB, eu disse DEZ POR CENTO DO PIB DO PAÍS.
    Mas eu não reclamo, Vcs merecem. Só não conseguem pagar suas próprias contas NEM COM DINHEIRO ROUBADO DE OUTROS ENTES FEDERATIVOS.
    É fácil ter a ilusão da boa administração com o dinheiro dos outros.

    Parem de perseguir o Rio de Janeiro e vá criticar SEU ESTADO que já está gastando os royalties do Rio de Janeiro.

    • SP é de chorar

      São Paulo elegeu essa tropa toda aí.  Se pudessem ainda estariam votando em Jânio Quadros, Ademar de Barros e afins. E Maluf, se tivesse uns 20 anos a menos…

      Aqui, o interior é muito conservador. Aqui, desde 1983 é mais ou menos o mesmo grupo. Ou o Grupo do Quércia ou os tucanos. Não se esqueçam de Montoro.

      E a capital quer ir no mesmo rumo. elegeu Maluf depois de Erundina. Foi uma tragédia. Elegeu Pitta para não votar na Erundina. Aí, teve que se render. Elegeu a Marta Suplicy. Ela não fez um governo ruim. Mas perdeu para um idiota como Serra e basicamente porque trocou de marido. Ainda mais um argentino.

       

      Para piorar, meio que reelegeu Kassab. Foi uma tranqueira maior ainda. Em 2012, José Serra tenta voltar como se nada… Perdeu pro Haddad.

       

      Haddad sofre todo tipo de boicote. Faz um excelente governo. Mas parece que o povo daqui deseja uma tranqueira como Russomano ou Datena. Vai entender…

       

    • SP é de chorar

      São Paulo elegeu essa tropa toda aí.  Se pudessem ainda estariam votando em Jânio Quadros, Ademar de Barros e afins. E Maluf, se tivesse uns 20 anos a menos…

      Aqui, o interior é muito conservador. Aqui, desde 1983 é mais ou menos o mesmo grupo. Ou o Grupo do Quércia ou os tucanos. Não se esqueçam de Montoro.

      E a capital quer ir no mesmo rumo. elegeu Maluf depois de Erundina. Foi uma tragédia. Elegeu Pitta para não votar na Erundina. Aí, teve que se render. Elegeu a Marta Suplicy. Ela não fez um governo ruim. Mas perdeu para um idiota como Serra e basicamente porque trocou de marido. Ainda mais um argentino.

       

      Para piorar, meio que reelegeu Kassab. Foi uma tranqueira maior ainda. Em 2012, José Serra tenta voltar como se nada… Perdeu pro Haddad.

       

      Haddad sofre todo tipo de boicote. Faz um excelente governo. Mas parece que o povo daqui deseja uma tranqueira como Russomano ou Datena. Vai entender…

       

  10. Segundo o Anarquista “mais ou

    Segundo o Anarquista “mais ou menos” Sério o Rio está na vanguarda do caos. Nada mais falso. Está na retaguarda da estabilidade. Ao contrário de São Paulo, onde o PMDB é a vanguarda do golpe, aí sim do caos. Os tucanos/Temer de SP não vão impor sua vontade ao país, sem briga nas ruas, porrada pura.

    É isso exatamente que o Nassif lamenta, que o esteio da normalidade democrática dependa de um PMDB, que não é golpista, mas é oportunista, e fisiológico até o fio de cabelo.

    A conclusão é de que o PMDB é o espelho perfeito do viciado sistema político nacional. Ou junta-se à oposição golpista por um projeto de poder pessoal e regional, ou junta-se a situação para manter seu quinhão na máquina pública. A situação só melhorará se a sociedade souber livrar-se dos vícios desse sistema. O fim da doação de empresa privada já é um começo

  11. É fla-flu?
    Pameiras x

    É fla-flu?

    Pameiras x Corintithians?

    E a incrível fauna que se abriga na política paulista, na Fiesp e demais associações patronais de São Paulo?

    E a recorrente crise no ensino público e nas instituições estaduais de saude paulistas?

    E as polícias paulistas? E o judiciário de São Paulo? E o legislativo de São Paulo – o estadual e os municipais?

    E o cheiro do rio Pinheiros?

    Em tempo – moro em Sp e gosto.

     

  12. “É lá que Aécio Neves convive

    “É lá que Aécio Neves convive com Ricardo Teixeira, que o filho do usineiro vai aproveitar o ócio, que Paulo Roberto Costa torna-se corretor imobiliários dos Mareinho. E lá que o PT foi amarrar o seu burro.”

    Nassif, essa comarca que Aécios AegyPTs também aproveitam o ócio, e lá o PT foi amarrar o seu burro, não se trata da mesma vara do PT que hoje representa as políticas do governo federal, pois não? 

    • Rio de Janeiro

      Na realidade depois de Pedro II, o Rio só teve um estadista: Carlos Lacerda ( que os bandidos dizem sempres que é de direita.  O Rio tem que ser c visto de dois  lados. O Rio Cidade e o Rio estado. O Rio estado sempre foi um Piaui piorado. A cidade sempre recebeu uma fama que nunca mereceu ( RIO DE JANEIRO CIDADE QUE ME SEDUZ DE DIA FALTA ÁGUA DE NOITE FALTA LUZ. ) Até hoje o Rio não tem sêde por que Lacerda construiu ” Guandu” ´ á epoca a maior obra de engenharia hidraulica do mundo. Se for detalhar tudo teria que escrever um livro e, grande. O Nassif como qualquer mediatico tendioso, falou de Roberto Marinho e, outras figuras do Rio. Elogiou como tôdos fazem ” LEONEL BRIZOLA ”  o “FLAGELO DOS PAMPAS. Puro engano o governo do Brizola foi percursor do PT nessa corrupção desmedida ( OS BRIZOLÕES ERAM A BOLSA FAMILIA DELE ) . Se prestarem atenção tôdo esse lixo que está aí foi trazido pelo Brizola vamos ver.

      Cezar Maia – Secretário do Brizola   – Quando prefeito nomeou Eduardo Paes ” prefeitinho ” da Barra o resto o Markting fêz         Marcelo Alencar  ( pinguço conhecido como VELHO BARREIRO)  Nomeado presidente do Banerj, o resto a roubalheira e o Markting fez ( Inventaram um agência do Banerj em N. York só para o filho dele fugir para lá)  . Saturnino Braga a mumia estupida inventado pelo Brizola que faliu o Rio de Janeiro. Garotinho e sua prole a mesma coisa ( No garotinho até o apelido é roubado, . Ela era um radialista mediocre em Campos e começou a se intutalar Garotinho para ser confundido com o Jose Carlos Araujo da rádio Globo. Pezão; secretário do Garotinho. PICCILANTRAS , CABRAIS; Tudo no plural é a corrupção hereditaria . Poderia descrever uma enormidade, mas queria apenas colocar uma coisa,.                                                                 FOI DE POIS DA PASSAGEM DO BRIZOLA, QUE AS FAVELAQS , O TRAFICO , AS IGREJAS EVANGÉLICAS  EO PT TIVERAM UM CRESCIMENTO EXPONENCIAL.  Será mera coincidencia.

  13. Luis Nassif – A política no Rio

    Como carioca devo admitir que fere meus brios mas é pura constatação da verdade.

    Mas deveria este comentário fazer uma série sobre todos os estados brasileiros.

    • Vou resumir a história da

      Vou resumir a história da República do Paraná então:

      Há 30 anos é disputado pelos grupos PSDB-PFL-DEM vs Requião…

      PMDB como de praxe apoia quem ganhar (mesmo não sendo o Requião), para levar umas secretarias e tudo o mais…

       

      Álvaro Dias vai fechar 28 anos de senado. Disputou com o Beto Richa quem batia mais em professor e, ao que tudo indica, perdeu…

      Na prefeitura de Curitiba, o PT nunca ganhou e nunca vai ganhar, porque o coxismo domina geral na capital, diria que até mais que SP, que já teve dois governos petistas…

       

      É, eu sei, somos muito previsíveis mesmo.

  14. RJ e sua política

    Nassif,

    A descrição sobre a capital do RJ está muito boa.

    O RJ sofreu bastante com a inevitável queda de importância política causada pela transferência do Poder federal para Brasília, na década de 60.

    Dali em diante, os Poderes estadual e municipal ganharam importância, mas de modo equivocado. A Câmara Municipal tem o apelido de Gaiola das Loucas e a Alerj, ao lado da Alesp, deixa o Congresso Nacional no chinelo quando o assunto é trampolinagem.

    Em minha opinião, depois da chegada da bancada da milícia só um tonto pode se dizer esperançoso quanto ao curso da política num cenário pavoroso como o encontrado aqui, em escala bem menor no âmbito municipal. 

     

    • Um mudo…

      Um mudo calado numa multidão, ninguém sabe que é mudo…isso vale para os bobos e beócios também…rsrsrsrsrsrs…

  15. A grande maldição do Rio é

    A grande maldição do Rio é ser a sede da rede Globo, qualquer politico que não beijar a mão dos marinhos esta condenado, não será candidato, se candidato não se elege, se eleito não governa e  se governar não terá um minuto de paz.

  16. NASSIF,FAVOR VERIFICAR

    NASSIF,FAVOR VERIFICAR POSTURAS INADEQUADAS DA SUA MODERAÇÃO

    EM RELAÇÃO AOS MEUS COMENTÁRIOS NO BLOG,PEÇO QUE VERIFIQUE

    O PQ DE MUITOS COMENTÁRIOS INOFENSIVOS MEUS Ñ SEREM POSTADOS

    OOOBRIGADO !!!!!!

  17. O incrivel mundo politico do Rio de Janeiro

    Ruim ou bom,é a politica do Rio,comandada por Picciani e Pezão q luta para manter o mandato de Dilma!Alias,não sei se digo,feliz da Dilma ou coitada da Dilma !!!

  18. O aumento de custo com a OS na educação de Goiás

    por Rafael Saddi no facebook: https://www.facebook.com/rafael.saddi/posts/1138484052829792

    O governo diz que a transferência das escolas para OS’s irá economizar gasto público. O argumento falacioso é o que se segue:

    “Segundo despacho do governador, a transferência de gestão garantirá uma economia de 10% nas despesas de custeio dos estudantes. Hoje o gasto mensal para manter um aluno na rede estadual é R$388,90, mas com a mudança, esse valor cairá para R$350. Esse é o teto. Já o custo mínimo foi fixado em R$250”.

    O erro aqui consiste no seguinte. Os R$ 388, 90 que são gastos atualmente com cada aluno inclui gasto com pessoal (funcionários – professores, técnicos) e todo o restante.

    Porém, a escola administrada por OS’s receberá 250,00 a 350,00 e ainda utilizará parte do pessoal efetivo que continuará sendo custeado pelo governo. O valor desse pessoal efetivo entra na conta do que é gasto atualmente, mas não entra na conta destes 250 a 350,00 que as OS’s receberão.

    Assim, em um passe de mágica, que faz desaparecer os gastos com pessoal efetivo, o governo pode afirmar que haverá economia.

    Mas, veja, em realidade, as OS’s receberão muito mais do que as escolas sem OS recebem. E é claro que assim tem que ser, pois na escola com OS aumenta-se os gastos, já que é necessário, isso sem entrar na necessidade de lucro da empresa, pagar mais um diretor que estará na escola.

    Ps: na saúde, o repasse do governo aumentou com as OS’s. Não será diferente aqui na educação.

  19. Curioso

    Em 1964 havia três governadores, Ademar de Barros, Sao Paulo, Magalhães Pinto, Minas, e Lacerda, Rio de Janeiro. Essas figuras construíram o Golpe e apoiaram sua implantação. Em 2015, um politico pequeno-regional como Pezão pôde quebrar o movimento golpista? Qual o interesse politico desses polticos-regionais fluminenses levaram a não embarcar no Golpe?Necessita ser decifrado. 

  20. Um texto que tenta moatrar um
    Um texto que tenta moatrar um panorama da poltica do Rio de Janeiro nos ultimos anos falando no Brizola quase de passagem, sem mencionar os movimentos populares das favelas ou as assoociações de moradores
    , o movimento sindical de servidores, professores, profissionais da saúde e sua conexão com a politica partidaria, fica muito distante da compreensão da dinamica política da cidade e do Estado. Sem falar das implicações politicas da segurança (alias Fernando Brito, no Tijolaço, lembrou em muito boa hora a conexão do governo Moreira Franco com o crime organizado – o que também ficou provado em relação aos anos Garotinho, com a prisão dos ‘inhos’). Falta informação e mais reflexão no texto.

  21. Enigma
    O uso da palavra enigma é adequado. O estranhamento em relação à dinâmica da política (e seus estranhos personagens) está presente em outros lugares – os comentários mostram isso. É realmente intrigante como o Rio tem a política que tem.

      • simplismos….
        o problema do

        simplismos….

        o problema do rio é o carioca assim como o paulista é o problema de são paulo, o mineiro o de minas, o gaúcho do rio grande e por aí vai. Cada qual com seus problemas, meu caro norueguês.

        além do mais, o roberto marinho produziu a rede globo. Não o “carioca”.  Esse produziu o villa lobos, o pixinguinha, o noel rosa, o cartola, o tom jobim, a nara leão, o jorge ben, e uma tonelada de outros que todo brasileiro tem por “seu” quando pensa em música brasileira. Nesse caso eu diria que o carioca é a solução do Rio. Pra dizer o mínimo.

      • Pode até dizer que a gente é

        Pode até dizer que a gente é o problema do Rio mas empurrar pra gente a criação dessa imundície que é a Rede Globo é meio muito. .. Metade do planeta sabe que  a Globo é um elefante morto que atrasaria qq país. Quere descontar essa fatura vencida com a gente, não vai rolar.  Pela gente podem levar as instalações pra um plataforma em alto mar. Do mesmo jeito que nenhum Estado ou cidade quer ” hospedar” essa sarna, nós tb não queremos. Por muito pouco não roubaram um de nossod psques mais bonitos ( Lage ) . A gente não produziu essa merda e tá muito afim de desovar… quer levar? Por aqui, a gente faz muita merda mas com estilo. Um lixão desses, careta, conservador, pesado, sem luz… num leva nossa assinatura, não.

  22. LULA GRANDE AMIGO DO DR. ROBERTO.

      Trabalhei no “O GLOBO” na Rua Irineu Marinho há uns 15 anos atrás vendendo publicidades. No final de quase todos os dias levava todo o material das vendas que tinha feito para o setor de anuncios. Por várias vezes, não somente uma mas várias vezes acontecia uma grande confusão na entrada do predio principal onde se encontrava a sala do falecido SR. ROBERTO MARINHO. Era uma grande personalidade nacional, já naquela época, criava um grande alvoroço nas redondesas do jornal quando chegava com sua comitiva para falar com o SR. ROBERTO MARINHO. Quem trabalhou lá nessa época lembra muito bem disso. Essa celebridade se chamava e ainda se chama LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, na época ainda usava aquela barba de falso revolucionário 

  23. apesar de tudo que foi colocado…

    e não fosse a Lava Jato

    no mais tardar em 2017 o Rio seria declarado Globalizado

    pelos investimentos, com base no crescimento de vistos de trabalho para estrangeiros e, consequentemente, pela nossa tradição de acolher bem quem vem de fora

    de repente o motivo de ter se tornado a bola da vez da Lava Jato

    • e sem aquela de “vamos invadir sua praia”…

      pois não será preciso

      Rio de segredos e de outros negócios

      os espertos apontam determinada direção, e os otários não apenas olham, vão

  24. O começo da deterioração

    O começo da deterioração politica do Rio foi a absurda fusão do Estado do Rio com o Estado da Guanabara, uma das piores realizações do Governo Geisel. São dois mundos politicos diferentes desde a fundação do Pais soberano em 1822.

    A Guanabara, antigo Distrito Federal, era uma cidade basicamente de classe media, intelectuais, diplomatas, militares. Tinha uma atistocracia de pensamento que influia em toda a vida politica. O Estado do Rio tinha realidades de nivel muito inferior especialmente na região de Campos e na Baixada Fluminense. Como esse colegio de eleitores era muito maior do que a da antiga capital, passou a predominar nas votações e o eixo da politica do Rio passou para o interior, cidades-dormitorios e

    a politica coronelistica da região de Campos, o padrão baixou para o nivel inferior, foi-se o tempo de Carlos Lacerda que foi o apogeu do Estado da Guanabara, Lacerda representava a classe media sofisticada do Rio, após a fusão o barometro passou a ser a Baixada Fluminense, de onde hoje vem os votos de Cunha e Cia., Piccianis, Garotinhos, Bonders, etc.

    O antigo Estado do Rio tinha como grandes coroneis o Almirante Amaral Peixoto, sogro de Moreira Franco e a familia Matheus, conhecida como Garotinho na região campista, esse passou a ser o diapasão sob o  qual todos os demais se medem.

    Já considerar Brizola como algo elevado e acima do padrão é um grande exagero, Brizola era o apogeu do populismo e seus votos tinham gande influencia dos bicheiros e dos donos de favelas, sua administração nunca foi de padrão elevado,

    em nada contribuiu para algo melhor na politica do Estado, deixou herdeiros bem ruins e seu legado é bem discutivel.

     

    • Um imperdoavel esquecimento

      Um imperdoavel esquecimento da importante familia politica Peçanha, a segunda mais antiga dinastia politica do Brasil em atividades,  herdeiros de Nilo Peçanha, que foi governador do Estado do Rio e Presidente da Republica, dominam a politica de Niteroi e região dos Lagos.

        • região dos lagos…

          já praticamente dormitório, mas, detalhe, com deslocamentos cada vez mais curtos, rápidos, e muitas vezes e em diversos locais, também desnecessários

          tudo crescendo a um só ritmo, junto

          • tudo crescendo a um só ritmo, continuação…

            sempre gera muita confusão,

            mas para o povão não, nunca

            modéstia a parte, povão gosta de detalhes bem cuidados, espaço e festa todo final de semana, incluindo sexta-feira

            e já que falou-se em futebol e bicheiros, o que seria de um, adianto, condomínio-clube, não fosse o que há de mais belo na zona sul, mesmo que apertada e repleta de palhaços políticos analfas!?

            pois então, continuação

          • cidade estado…

            que outra visão, senão a de um condomínio-clube

            crie disso aí muita animação, pequenos blocos, concurso de pi de pipoca, e teremos carnaval o ano inteiro

            detalhe, sem incluir ou, para não, se preocupar com políticos

             

            hoje acordei meio estranho, algo martelando minha cuca: quem sou eu hoje?

            vou me jogar no piscinão MOR que me custou a bagatela de R$ 480,00

  25. Morei alguns meses no Rio e a

    Morei alguns meses no Rio e a impressão que tive foi a de que ainda estava no tempo da corte: o que interessa são os contatos, o prazer, os hobbys, o tráfico de influência. O discurso (me parece que vem da elite e se espraia) é de horror ao trabalho.

    • mudou muito, Doney…

      mas como tudo tem o seu lado, o lado atualmente ativo estava impossibilitado de o ser

      mas, reconheço, minha visão apenas comercial, mas que não deixa de ser reflexo da política

    • Ainda bem que você se livrou

      Ainda bem que você se livrou do Rio, você que detesta contatos, amigos, prazeres e hobbies, o que vale na vida, vai ver você  prefere fingir que não tem tempo para nada, que está sempre ocupado, e admira aqueles animais (coincidentemente em SP ou paulistas) que ofendem ou agridem nordestinos ou quem pensa ou tem comportamento diferente do deles.

      Boa e progressista deve ser a SP que elegeu Maluf e Jânio duplamente, governador e prefeito, sem falar em Ademar, Pita, Quércia, Fleury, etc., fizeram aquele golpe falho furreca de 1932 a favor da aristocracia e latifundiários, etc., e  hoje vota em peso no PSDB de Geraldo, FHC, Serra e Aécio, por sinal terra base do partido.

      Já o pobre Rio com todas sua geografia montanhosa, todas suas mazelas e “horror ao trabalho” tem praticamente (quase) o mesmo PIB per capita de São Paulo, um estado com muito mais recursos e terras agriculturáveis e PIB per capita muito acima dos demais estados, estranho, não?

      Seria uma questão de produtividade?

      • Como paulista eu acho

        Como paulista eu acho São Paulo ainda pior que o Rio, aqui temos a elite mais violenta e dissimulada desse país, e que conseguiu contaminar muito a classe média e os pobres de direita.

      • De onde esta tirando que sou

        De onde esta tirando que sou paulista?

        Se destaquei uma caracerística negativa, acha que me sinto bem ao fazê-lo? Como se fosse um FLA X FLU? Como se o local onde eu moro ficasse melhor porque o RJ estaria pior? Que isso…

        É exatamente o contrário, meu caro, o que mais desejo é que o RJ se desenvolva, é a porta de entrada do Brasil.

  26. O Rio de Janeiro, com as

    O Rio de Janeiro, com as favelas atrás dos prédios das praias mais lindas do mundo, tem monumentos aos políticos no Museu do Amanhã

    Se tivesse um governador tipo JK, que fez Pampulha, Brasilia ou como Lula e Dilma, fazendo conjuntos habitacionais e avenidas. com recursos do Minhs Casa Minha Vida, daria dignidade minima para toda população carioca.

    Ainda que, um dia, o país se torne a terceira economia do mundo, por causa desse atraso social o Rio pode ser chamado de capital funcional do terceiro mundo.

  27. “Alguns dias no Rio é

    “Alguns dias no Rio é suficiente para perceber os três temas preferenciais dos cariocas: futebol, escolas de samba e política.”

    Há de se discordar. é visão esteriotipada ou mera sacanagem de paulista que se hospeda na zona sul.

    Uma boa parcela da população discute os problemas da segurança. Tanto na cidade quanto no estado. Nos ônibus, nos trens, no metrô é o que se fala. È o que se concorda ou discorda.

    Anarquista frisou um dado interessante. Defina sobre que “Rio” estás a falar ?

    O Estado do Rio de Janeiro é diversificado ainda sob muitos coronéis. Vá a Campos, Vá a Macaé.

    Na cidade do Rio de Janeiro é um caos ligeiramente menor do que São Paulo. Tem trocentas favelas (poucas incendiadas) o que gera uma qualidade política criticável. 

    Quanto ao “definitivamente o modelo acabou”, como assim, cara pálida ?

    O modelo é o mesmo de sempre e válido em todo território nacional. Ou sejamos inocentes que o “toma lá, dá cá” é só aqui ?

    P.S.- O melhor corpo jurídico está aqui. Por isso o Fluminense nunca caí de divisão.

    • O mineiro aqui é apaixonado

      O mineiro aqui é apaixonado pelo Rio, hospeda-se no Flamengo, frequenta a Lapa e acha que discutir segurança é discutir política. Ou não?

      • Vai ficar ainda mais carioca

        Vai ficar ainda mais carioca quando se hospedar em Madureira e frequentar o Samba do Trabalhador, que o Moacyr Luz promove no Clube Renascença. Vale a pena.

      • Aliás?
        Entedi que você será o

        Aliás?

        Entedi que você será o biografo do Ademar? 

        Boa ideia!

        A Band  e os Saad vão com tudo.

        Aproveita!

        Quem sabe uma leizinha Rouanet?

        Cuidado!

        O TÊ é mudo, viu?

      • Claro. Eu é que dividi.
        Mas,

        Claro. Eu é que dividi.

        Mas, convenhamos que às 2-3h da madruga, numa mesa do Bar Brasil, ou se discute segurança ou se discute sobre política.

        Aliás, duvido que a essas horas vá se raciocinar se uma coisa é e está intrinsicamente ligada a outra.

        Por isso a solicitação para esclarecimentos perante a bancada, digo, a mesa se fora mera sacanagem de paulista que se hospeda na zona sul.

         

  28. Amarrando burros.

    “a política interna do Rio sempre foi de uma pobreza extrema.”

    Nassif, me diz aí em que aldeia de Pindorama não foi e não é assim?

    “O atual sistema político do Rio é uma coisa só, com Sérgio Cabral, Pezão, Eduardo Paes, Francisco Dornelles e Eduardo Cunha. E a oposição, com o filho de César Maia e Garotinho, é de chorar.”

    Nassif, se esqueceu de mencionar Picciani e Piccianinho?

    Ou será que não foi esquecimento?…

    “É lá que o PT foi amarrar o seu burro.”

    Olhando daqui, o Lula saiu amarrando burro em tudo quanto foi lugar.

    Tinha e tem burro amarrado até na Fazenda Maranhão, da famiglia Sarney.

    E, mode eleger o prefeito padrão sueco, o moderníssimo Haddad, Lula amarrou burro até com Maluf.

    Nassif, abre o jogo. Diz, por exemplo, que boa parte da miséria do PT carioca é o preço pago pela tropa de muares que Lula amarrou e amarra por aqui.

    Amarrar burro não sai de graça.

    Para se ter um ligeiro vislumbre da arte lulopetista de amarrar o burro, repito abaixo trecho de comentário anterior.

    “Sempre é bom lembrar: Pezão é o PAC-consorte de Dilma Roussef – o juiz de paz que oficializou o casório foi o próprio Lula – “Esse homem e essa mulher são os chefes que vão olhar a cada dia, a cada semana, a cada mês, as obras do PAC.”

    “Pra quem tem memória curta, recuperemos trechinhos do romantissíssimo idílio entre Dilma e Pezão durante a campanha de 2014…

    “(Dilma):”Descobri no Pezão uma grande humanidade. Tem uma característica que para nós é imprescindível, sem a qual não conseguiríamos governar”

    “(Bigfoot) :”A senhora foi a maior amizade que fiz na política. Nada nos separa”

    http://www.valor.com.br/politica/3626146/dilma-abre-campanha-com-pezao-no-rio-e-irrita-pt-que-recorre-lula

    “Em rigor, Dilma, no que se refere à campanha de 2014 para governador do Rio de Janeiro, adotou oficialmente a prática da poliandria – aquela em que uma esposa tem vários maridos.

    “Não obstante a suruba político-abençoada, e por menos que Dilma dissesse, dava pra sentir que seu coração era todo Pezão.

    “Para os outros maridos – Bispo Crivella, Garotinho e Lindinho – restou pouca coisa além do mínimo aceitável e socialmente reconhecido nas obrigações matrimoniais.

    “(De repente, dia desses, o Lindinho é bem capaz de seguir ex-petotraído Alessandro Molon: vai cair nas redes amorosas dos braços de Marina.)”

    ………………………………………………….

    Nassif, vou te dar ideia…

    Bigfoot e Dudu Paes  podem até levar a mal uma invectiva tão acerba lançada por um reconhecido e prestigiado blogopetista.

    Muita calma nessa hora. Você mesmo reconheceu que o impeachment tá feito aquela letra de samba: “Agoniza mas não morre.”

     

    Relaxa, Nassif: ano que vem tem Olimpíada.

    Dilma anda seca e carecida de ao menos uma medalhinha.

    Tá pior que o Mutley: “Medalha, medalha, medalha!”

  29. O Rio de Janeiro hoje tem o

    O Rio de Janeiro hoje tem o pior quadro politico Brasileiro.

    Sempre esteve entre os melhores mas hoje é top do top.

    O Renan Calheiros em que pese toda sua folha corrida é bem mais útil do que essa escoria da politica carioca… 

  30. Brizola sinalizava, Cabral, gato angorá, Dilma, presta atenção!

    Dilma de um crédito para o grande Leonel Brizola, por favor.

     

  31. Acho perigoso essa disputa

    Acho perigoso essa disputa “os politcos do meu estado são menos ladrões do que o do seu”  . Os politicos brasileiros são uma lástima de sul a norte. Não há hoje nenhum estado brasileiro que você possa dizer que ali está algo bom, diferente, que poderia se espalhar pelo país todo.

  32. Nassif, qualquer análise

    Nassif, qualquer análise sobre a política do RJ precisa passar pela diferença entre capital e resto do estado. Os quase 40

    anos de fusão não tiveram sucesso. O interior hoje pode se gabar de mandar na política da capital, mas os cariocas ainda são progressistas. Veja onde o PSOL tem mais votos no Brasil: cidade do Rio. Claro que a sua análise tem sentido, mas tem muito joio pra separar nesse trigo. 

    • E os Bolsonaro?

      Só o Bolsonaro pai e seu filhote Flávio tiveram mais votos do que todo o PSOL, no RJ, em 2014. Pra não falar do Carlinhos Bolsonaro, vereador. Na eleição pro Senado o prefeito-comédia Cesar Maia teve 20% dos votos, dez vezes mais que os candidatos do PSOL e PSTU juntos – sobre o Romário, ele é tão socialista quanto o Heráclito Fortes… E quem foi pro 2º turno com o Pezão foi o bispo da Universal.

  33. de repente os que malham, malham por acostumados…

    com o luxo e com o cheirinho agradável dos tucanos

    notamos até com os federais, quando deram busca em certo prédio, a falta do luxo que surprende e a todos intimida ante tucanos

    por aqui não tem escritórios castelos

    por aqui não tem equipes para uso exclusivo, geralmente de pilantras sendo processados em segredo

    por aqui toda equipe é qualquer funcionário

    por aqui a mesa da chefia é qualquer uma, de qualquer sala e de qualquer andar

    por aqui o computador do chefe é o que estiver mais próximo

    por aqui se trabalha, não se negocia com a corrupção

    federais simplesmente se recusaram a acreditar que não havia um escritório castelo e o seu rei, da corrupção

  34. história

    Xará Nassif ! A política no Rio de Janeiro anda produzindo figuras lamentáveis, é verdade, mas vejo quase a mesma proporcionalidade nos outros estados. Fato é que, já que fez uma regressão histórica, poderia ter ido mais fundo: não são poucos os historiadores que creditam o tamanho continental do Brasil à gente do Rio de Janeiro. Foi um empreendimento que partiu do Rio de Janeiro a Colônia do Sacramento. Para expulsar a presença lusobrasileira do Estuário do Prata, os hispanoamericanos cederam quase a totalidade da Amazônia e Centro Oeste.

     

    • razao

      A razão do que digo é que se formos falar de Lacerda, Ademar de Barros, Tenório Cavalcanti, então vamos retroagir a Getúlio, ao Império, e até o Brasil Colônia. Nossa mentalidade escravista colonial, elitista, começou por lá. Não apareceu do nada. O que temos (de bom e de ruim) tem raízes profundas para o bem e para o mal. Cunha, Bolsonaro, e outros são oriundos de uma mentalidade secular. Não é mera reação a um governo de cunho popular ou trabalhista.

    • Que coisa e eu que pensei que

      Que coisa e eu que pensei que fossem os Bandeirantes que chegaram até os contrafortes dos Andes, o que empurrou as fronteiras do Brasil para muito alem dos limites do tratado de Tordesilhas em multiplas expedições liderados por Fernão Dias Paes Leme, Borba Gato, Domingos Velho, Raposo Tavares, a impressão que tinha  que a Corte do Rio queria sombra e agua fresca.

      • Sombra e água fresca

        Pois é, caro André, este projeto não foi efetuado pelos preadores de índios que adentravam o sertão para abastecer o empreendimento escravista. Foi efetuado diretamente por membros da “corte”, liderados pelo governador do Rio de Janeiro, Manuel Lobo. A presença lusobrasileira no Prata angustiou os hispânicos a ponto do assunto aparecer em diversos tratados como o de Madri e o de Santo Ildefonso.

  35. “A vitrine do Brasil”

    Eu acho incrível o mundo politico do Brasil. Afinal, o Rio sempre foi tido como ‘ a vitrine do Brasil’, acho que vale para a politica também

  36. Presidentes do Brasil nascidos no RJ:

    Nilo Peçanha; Washington Luís; João Figueiredo; Fernando Collor; e Fernando Henrique.

     Princesa Isabel (1846 – 1921) nasceu no Palácio de São Cristóvão, Rio de Janeiro, foi regente do império no Brasil. assinou a Lei do Ventre Livre e a Lei Áurea, que acabou com a escravidão no Brasil.

    Dom Pedro II (1825 – 1891) nasceu no Palácio da Boa Vista, Rio de Janeiro, foi o segundo e último imperador do Brasil.

    Leonel Brizola (1922 – 2004) nasceu em Carazinho, no Rio Grande do Sul. Em 1958 era governador do Rio Grande do Sul.

    Fonte: e-Biografias

  37. Muitos estão conhecendo e

    Muitos estão conhecendo e falando hoje do jovem Picciani.

    Mas duvido, pela pouca idade, que ele tenha conseguido, sozinho, desenvoltura, articular aliança, conchavos, bater de frente com Cunha e Temer, e em algumas vezes sair vitorioso desses embates. Seria acreditar demais na incompetências desses caciques cobras criadas que tem no PMDB

    Na minha opinião, quem  está por detrás do jovem Picciani, articulando, negociando, fazendo arranjos, compondo, negociando com o governo , é o pai, o velho Picciani.

    O pai é cacique antigo do velho PMDB aqui do RJ, praticamente comanda a ALERJ com participação atuante  e decisiva em alguns momentos.

    Já foi denunciado inúmeras vezes por várias irregularidade, entre elas, de ter trabalho escravo em uma de suas fazendas em Mato Grosso. Mas como sempre, nada acontece com esses caciques.

    É dessa gente que a Dilma está se cercando para não cair, para evitar o impeachment.

    E o que é pior, são visto como salvadores da Pátria.

    Que Deus tenha misericórdia do nosso país, e nos livres dessas pragas, desses politicos corruptos, safados, ladrões.

    E que todos, de todos os partidos, sejam devidamente castigados e punidos, por uma justiça, justa, apartidária e verdadeiramente republicana. Sem a presença de Moros e Gilmares, é claro.

     

  38. Bom, é difícil resistir a

    Bom, é difícil resistir a armadilha bairrista, mas vamos lá:

    É preciso fazer alguns acertos no texto: Primeiro, esqueceram do clã Picciani, importante fator que está agregado a esse patrimonialismo fluminense.

    Bem, agora tratando do sentido do texto…

     

    1- A (falsa)dicotomia interior X capital.

    Li aqui uma incrível comparação entre interior e capital (do RJ, mas que vale para todos os estados do país), como se os processos históricos aos quais foram submetidas as regiões comparadas  permitissem um “julgamento” do tipo: capital iluminada e interior coronelístico…

    Isso é de doer…os olhos…

    Foi o interiorano Nilo Peçanha (Campos dos Goytacazes, distrito de  Morro do Coco) o primeiro (e único) presidente negro desse país, e que inventou o ensino profissionalizante (Escola de Aprendizes e Artífices, depois,  Escola Técnica Federal, CEFET e agora IFF).

    Foi nessa cidade que se acendeu a primeira lâmpada ligada a luz elétrica.

    Paradoxalmente, era lá que havia o maior número de negros cativos em relação aos brancos, algo como 37.000 cartivos e 55.000 livres (fonte: Hemeroteca Bibiblioteca Nacional, Alamanque Mercantil de Campos, 1855).

    Então, o troço é muito mais complexo para dar azo a comentários preconceituosos e superficiais.

    Eu não consigo imaginar nada mais incorreto em análise política (nem vou falar do ponto de vista acadêmico, isso não cabe aqui) de se tratar o exercício político, a práxis, os grupos de interesses, as escolhas do eleitorado, de forma hierarquizada.

    Li muita asneira por aqui…Lacerda, líder de uma classe média intelectualizada versus interior bárbaro? Onde?

    Foram os abutres lacerdistas que carcomeram as vísceras de Vargas até levá-lo ao suicídio…

    Nosso mercado editorial até ontem (2003, 2004) era de fazer corar frade de pedra…Nossos “intelectuais” da classe média de Lacerda ou de (argh)azevedo(e os imbecis de hoje) liam menos de 2 livros por ano, e hoje leem algo em torno de 4 ou 5 livros/ano, na média, isso ajudado pelo mercado de livros didáticos…

    Ainda assim, considerando o Corvo um “acima da média”, essa (auto)referência do capital intelectual amealhado por Lacerda não o poupa historicamente da mediocridade dos seus objetivos, ainda mais sendo ele quem era, sabendo o que sabia.

    E o que falar de Sandra Cavalcanti os mendigos jogados com as pernas quebradas no Rio da Guarda, ela mesma herdeira do legado lacerdista?

    Aliás, historicamente falando, não é possivel entender azevedo sem Lacerda, áecio sem Tancredo, Ademar de Barros sem Maluf, 1932 sem 64, e sem o movimento golpísta de hoje…

     

    2- Rio pobre de quadros políticos?

     

    Eu não vejo modernidade alguma em José Serra, Covas ou o picolé de chuchu que possa ser colocado em um patamar muito diferente dos cabrais, piccianis ou chagas freitas daqui.

    Se o Rio tem seus personagens e seus modus operandi de dilapidação e ocupação da máquina pública, o que dizer da histórica relação de compadrio dos mega-players paulistas com todas as esferas de poder (Federal, Estadual e Municipal), ou dos agro-businesse-men do Centro-Oeste ou dos coronéis mineiros, esses últimos ágeis na arte da traição e conspiração?

    Chagas teve O Dia, e devemos supor que a titica dos Mesquita deu resultado melhor para a vida política desse país?

    Enfim, como imaginar que um capitalismo tardio, que mistura covardia e patrimonialismo, inventado dentro de um Estado feito para matar pobres e pretos, possa dar em alguma Unidade da Federação algum exemplo de modo civilizatório?

    Se a Petrobras amarrou o burro petista no RJ, eu pergunto, de onde vêm as cordas? De onde é a Odebrecht e todas as outras empresas? São todas “cariocas”?

    O patrimonialismo é um fenômeno nacional, e pior, transclassista. No Brasil, não há vítimas, há vítimas-cúmplices.

    Não há Estado capaz de gerar modernidade e figurões sem uma enorme parcela de ignomínias e mediocridade, porque, no fundo no fundo, para fazer fortuna, basta ser medíocre e disciplinado.

     

    3 – O crime e o creme.

    As investigações anti-Máfia na Itália e nos EUA apontam que, na década de 90, foi a partir do bicheiro (paulista) Ivo Noal que se iniciou e se modernizou a estrutura nacional de exploração do jogo proibido, através das máquinas caça-níqueis, aqui no Rio chamadas de “maquininhas”.

    Se é verdade que no Rio, os figurões da contravenção legitimaram sua face pública com Samba e Futebol, no restante do país não foi diferente. O problema é de escala e de método.

    O crime sempre procura se mistura o creme, logo, em estados onde a elite pratica outras modos, o crime se veste de Armani da Oscar Freire ou da Savassi, ou desfila o estandarte da Escola de Samba da moda.

    Carnaval em SP era igual a cabeça de bacalhau, a gente sabia que existia, mas ninguém nunca vira. Por isso que não merece destaque na literatura sócio-antropolológica essa promiscuidade, mas não quer dizer que não exista.

    O grosso da base de cretinos como Ricardo Teixeira estava em SP, é só olhar os nomes implicados recentemente na investigação da Fifa…A Federação Paulista bebeu fortemente nessa fonte de poder que o futebol representa.

    Como a mediação que o carioca gosta de “vender” é, digamos, “lúdica”, com os chavões praia, futebol e carnaval, SP e outros estados puderam aperfeiçoar a sacanagem com um estigma de “profissionalismo”.

    Isso foi muito possível porque a Globo inventava carioquices e paixões nacionais com olhar “carioca”, desde o Flamengo (de Zico & Cia) até o imaginário da cidade bela e violenta (que não era de todo irreal).

    Já em SP e no resto do país não valia a pena destacar a violência porque não havia beleza para ser contrastada. Ou mercado para ser consquistado.

    E assim o PCC prosperou e faz o CV, ADA e outras facções parecerem jardins de infância

    O problema é multifacetado, e não pode ser resumido em um ou dois textos.

    No Rio o rico vai na favela, bebe, cheira e confraterniza com o que ele ama odiar.

    Em SP, deus-me-livre a madame do Morumbi entrar em Heliópolis.

    Em MG o pó vem de helicóptero.

    É tudo diferente.

    • Estava indo bem, mas…

      Gostei das informações históricas, embora com tom professoral e tentando desqualificar eventuais imprecisões no texto de Nassif. Só achei descuidada e um tanto absurda a sua afirmação nivelando a forma de fazer política de Serra e Covas a Picciani e Cabral.

      Colocar no mesmo balaio PSDB (ideológico e elitizado intelectualmente) e PMDB (pragmático, capilarizado) já é complicado de entender, mas igualar quatro políticos com caracteríticas tão destoantes é forçar a barra. 

      De forma simplista, seguem algumas diferenças: 

      Cabral se notabilizou pelos excessos, pelos holofotes, pelo lado festeiro, pela atuação na área de segurança, além da posição liberal em temas como abordo e legalização das drogas. 

      Já Picciani é um político pragmático, forte nos bastidores, com grande movimentação e influência sobre políticos em todo o estado do Rio, mas sem voto. 

      Serra é desenvolvimentista, defendeu quebra de patentes contra lobby de laboratórios internacionais e se queimou, entre outras coisas com o eleitorado, ao abandonar a prefeitura pelo governo do estado. 

      Alckmin é um político conservador, forte no interior, que não se enriqueceu na política, mas que peca por fazer uma gestão tradicional demais, sem inovação em São Paulo, além de não ter atuado proativamente contra a crise hídrica.  

       

    • Estamos esperando gente como

      Estamos esperando gente como você, que é bem informado, que nos ilumine com seus argumentos.

      O seu raciocínio lógico pode nos informar especificamente sobre seus interesses mais nobres.

      Vamos lá, se você tem talentos mostre-nos, os murmuradores são pessoas inferiores.

  39. Rapáá, é discussão pra + de metro…a chefia estereotipou legaal

    “Alguns dias no Rio é suficiente para perceber os três temas preferenciais dos cariocas: futebol, escolas de samba e política.  Qualquer cariosa tem opiniões definitivas sobre os três temas.”

    Acho que nosso mineirim de Poços já tá há muito tempo em Higienópolis, digamos “simplificando” o tema.

    Eu que também sou exilado das origens (30 de Rio, 30 de SP e um restinho em Londres), posso afirmar que a chefia pode até achar que ama o Rio, mas não o conhece. Parece um mineiro confortavelmente apaulistanado, sem nenhum tom pejorativo ou critico, apenas classificatório.

    Trodia mêz eu comentei com outro colega que veio com o estereotipo de “privilégios da corte, vagabundagem e coisa e tal” e lhe disse que há uma mistureba confusa entre o que é Corte, governo, fluminense e estado com povo, carioca, república e cidade. Vou repetí-la marromênu:

    O Rio (cidade) foi capital da colônia, do império Português, do império Brasileiro e da República desde 1763, portanto quanto o Brasil estava começando a pegar no tranco, após os tempos da querida e soteropolitana capital da fase preliminar. 

    Então não vamos esquecer que nos mais de 5 séculos, a cidade foi na maior parte deste tempo, a maior, mais importante e de maior comercio e industria do país. A maior hoje, so a superou na década de 1960, portanto há uns 50 anos em 515. Ainda assim, mesmo um tanto esvaziada por deixar de ser a capital e tornada estado (Guanabara), continuou sendo o 2o.maior PIB do país.

    Tempos depois, a Guanabara recebeu um novo “privilégio”, de juntar-se ao bastante empobrecido estado do Rio (o que é bom para o país). Algo parecido no impacto econômico, com a junção da Alemanha Oriental e Ocidental. Ainda assim, manteve-se o novo estado o segundo PIB do país, mais recentemente alternando-se com MG.

    O povo “carioca” lá atrás teve mesmo foi o privilégio de perder suas propriedades, bens e submeter-se à Corte. Pensar que a população da cidade passava seus dias em festas no palácio ou ganhando moedas de ouro dos “nobres” é sem comentários.

    Se vamos falar de privilégios, que tal falarmos das fértilíssimas terras devolutas (ou assim tornadas por decreto), doadas pela Corte “carioca” (hã?) que, juntos com os títulos concedidos aos viscondes e barões, propiciava-lhes uma riqueza produzida por escravos selecionados nos cais “cariocas” que lhes produziam imensas fortunas, maiores que as de toda a Corte (carioca ou brasileira, porra?).

    Enriquecendo como poucos no mundo, e o único trabalho que tinham era o de esconder de suas sinhás as eventuais negrinhas com que podiam saciar-se enquanto negociavam o café diretamente com os estrangeiros. Tão facinho que nunca se deram sequer ao trabalho de fazer mais do que exportar os grãos plantados, colhidos, secos, ensacados e carregados por negras mãos e chicotes terceirizados.

    Os “cariocas” fora da “Corte” brasileira (e não carioca) assim como o resto do Brasil, não via a cor desta imensa concentração de fortuna do maior produtor do mundo da bebida mais tomada no mundo, por algumas centenas de “barões” que “suavam” seus privilégios assistindo à negra labuta (quando não estavam na Europa ou na pequena capital onde se reuniam para negócios e construção de mansões.

    Com a república, a cidade passou a hospedar não mais os “nobres” de outras paragens, mas os “grandes” políticos que conhecemos e mantém este país amarrado ao atraso desde sempre. Iam para a capital para fazer todo tipo de putaria, sempre para satisfação própria ou, no máximo para os seus pares nos seus rincões de origem.

    Para o país … ora, D.Aurora!

    Mas a putaria (que hoje se faz em Brasilia, também denegrida como povo e cidade) era dos “cariocas”, esses sim, os “privilegiados”… como os negros libertos, mas sem ter o que ou poder fazer. Com os assessores da putaria, que vinham com eles e, não sendo ricos como seus patrões, preferiam afinal ficar e usufruir da bela cidade. Ou dos soldados e do povo em geral que começava a construir as primeiras favelas do país, através dos seus “privilégios”…

    Papagaio come o milho, periquito leva a fama…

    Com a lei dos royalties, anterior à descoberta da bacia de Campos, o (estado do) Rio que não tinha petróleo até então recebeu um reforço bem vindo (mais um “privilégio” na conta…). Mas quando descobriu-se o pré-sal… bem, aí já é “privilégio” demais, né? Alguns como o Mercadante de SP, reclamaram antes da hora, pois o “privilégio” extendia-se ao seu estado.

    Felizmente tivemos uma mineira-gaucha que junto com um paulipernambucano, conseguiram transferir este “privilégio” para a saúde e educação de todo o país (correto!), acabando com o olho grande de mais de 5 mil prefeitos que iriam dizimar os royaties em pó (alguns até em pó branco para consumo).

    Mas fora a natureza, que é indiscutivelmente privilegiada, o resto é construção cultural política, como hoje fazem com Brasília e os barsilienses, por interesses difusamente locais e raramente confessáveis.

    O carioca, até pela longa tradição de capital do país, acostumou-se a pensar mais país e menos estado/cidade. Nisto, começou tardiamente e terá muito a desenvolver. Tinha consciência do café com leite de SP e MG e … tudo bem, desde que o país andasse, o que só começou a acontecer com o gaúcho Getúlio.

    Enfim, não dá para discordar que os políticos cariocas ou fluminenses são muito ruins, com exceções.

    O patrão tem razão. Mas estereotipou brabo e esqueceu que, a única diferença entre eles e os dos demais estados é o poder econômico dos seus estados de origem ou sua concentração (“coronéis”).

    De resto, com 1 dígito porcento de exceções…

    É tudo a mesma merda!

    Ainda uma grande merda.

    (notar o otimismo em “ainda”)

     

  40.  

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    Nassif, a lama na
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    Nassif, a lama na política não é no Rio. É no Brasil

     

    Os leitores deste blog sabem que aqui já passamos do tempo do Torneio Rio-São Paulo, do Roberto Gomes Pedrosa e hoje estamos mesmo é no Brasileirão.

    Campeonato Estadual, o Vasco ganhou e acabou rebaixado, apesar da reta final assombrosa que fez.

    Pois não é que o querido Nassif, olho atento e coragem constante em tanta coisa importante, foi sondar a lama que é a política do Rio de Janeiro e acabou com o pé atolado?

    Porque a lama na política não é no Rio de Janeiro, é a lama na política. Ponto.

    No Rio, em São Paulo, em Minas, no Paraná. Até no Rio Grande do Sul, onde isso demorou um pouco mais a acontecer, aconteceu.

    Não há nenhum problema em Pezão ser de Piraí, uma simpática vilazinha ao lado da Via Dutra, como não havia em Garotinho ser de Campos – apesar do ditado maldoso que com campista, nem fiado, nem à vista – como não há mal em Geraldo Alckmin ser de Pindamonhagaba.

    Há alguém mais paulista que o carioca Fernando Henrique Cardoso?

    Ou mais carioca que o Chico Buarque, que mal nascido aqui foi para São Paulo, de lá para a Itália e voltou rapaz para Sampa outra vez?

    O que acontece com o Rio, Nassif, é que fomos envenenados, mais que qualquer lugar, pela Globo, que nos pasteurizou e homogeneizou, culturalmente.

    Nossa virtude, que são as diversidades – mar/montanha, pedra/água; pobre/rico –  que se roçavam  no espaço e no tempo, ia gerando a miscigenação que é geral, mas aqui se antecipava: praia, areia, mulatos.

    Pena o doido do Darcy não estar mais aqui para levar um papo sobre isso. O último “maluco beleza” dos cariocas parece ter sido o gaúcho de Carazinho, o Brizola.

    O Rio, como a Roma do Fellini, já foi a cidade aberta, onde o poder convivia de perto com as utopias,  e está deixando de ser.

    Tanto que o Garotinho usou, Deus me perdoe,  como música de campanha aquele horrendo “eu só quero saber/do que pode dar certo/não tenho tempo a perder”, do “Go Back”, dos  paulistíssimos Titãs, que involuntariamente, creio eu, fizeram um hino apropriado pelo pragmatismo .

    O artigo de Nassif tem razão em quase tudo, menos num ponto, que faz toda a diferença.

    Não é no Rio, é no Brasil. E por isso me poupo de falar em Malufs, Pittas, Adhemares, Hucks, Datenas e outros que tais.

    Como me poupo de descer a análises, muito bem feitas, aliás, pelos comentaristas do próprio site do Nassif, que atrai gente de alta capacidade de raciocínio, como tem o seu autor.

    O Nordeste não vota em Dilma porque é revolucionário, mas porque é pobre e sente que o projeto que chegou ao poder com Lula é do seu lado.

    São Paulo não vota no Aécio porque ele é paulista, mas porque ele é o perseverar dostatus quo.

    O Rio não vota no Sérgio Cabral e no Pezão – aliás, pessoalmente, um sujeito afável enfiado na máquina grotesca do PMDB -, vota porque a esquerda do Rio de Janeiro não se apresenta de cara limpa faz tempo.

    Aliás, do “purismo” que assumiu seu lugar, de bom, mesmo, só veio o Jean Willys, um sujeito que respeito por sua permanente coerência e combatividade.

    A tragédia política do Rio de Janeiro, Nassif, é a tragédia política do Brasil.

    Mídia e dinheiro, dinheiro e mídia.

    Não sei, sinceramente, se nos cabe ser mais uma federação, antes um refúgio da oligarquia e hoje um refúgio dos organismos oligárquicos sustentados pelo dinheiro.

    Seria o ideal, por nosso tamanho e  diversidade, ainda que minguante.

    Mas é de recordar que dinheiro e mídia, mídia e dinheiro, cada vez mais têm menos fronteiras e divisas. E mais poder.

     

    • Em São Paulo, apesar do
      Em São Paulo, apesar do desgoverno Dilma, todos, até os professores soldadinhos do PT, receberam o 13 salário no dia certo e os hospitais funcionam normalmente!

      • Nossa, Dona Solange, a

        Nossa, Dona Solange, a senhora é alfabetizada?

         

        A senhora entendeu o que se debate aqui?

         

        Qual o nexo entre pagamento de 13º “aos soldadinhos do PT” e o “apesar do desgoverno Dilma”?

         

        Acaso cabe à Dilma o pagamento do 13º dos “soldadinhos do PT”?

         

        A propósito, sou servidor federal e recebi o 13º sem atraso.

         

        Dona Solange, aceite a sugestão: tente se inteirar (creio que com algum esforço a senhora há de conseguir) do tema da discussão e depois, bem, depois a senhora se abstenha de se pronunciar. Pra não macular (ainda mais) a sua imagem, sabe?

      • Nossa, Dona Solange, a

        Nossa, Dona Solange, a senhora é alfabetizada? (2)

         

        Aonde os professores são soldadinhos do PT? Minha esposa é professora e testemunhou: foi uma das classes que mais votou no Aécio. Bastava alguém dizer que votava na Dilma para ver uma cara de nojo. E pior que reconhecem que os tucanos só ferraram com eles, principalmente o Serra.

    • Rio X SP

      Caro Osvaldo, trabalho no Rio a pelo menos 8 anos. Concordo com sua posição, mas existem situações cariocas que são peculiares… em meu primeiro ano de “telefonia fixa”, tive pelo menos 14 chamados para reparo… chegou ao ponto de eu chamar o técnico atraves do telefone dele para agilizar o atendimento… (isso é uma das coisas maravilhosas que vi aqui…)… em pelo menos 2 atendimentos, um vizinho solicitou a “gentileza” para que a linha dele fosse verificada também por estar a ALGUNS DIAS sem sinal… minha esposa ouviu na fila de supermercado:” _Não se preocupa não… depois o sinal volta! “

      Em meus primeiros meses por aqui, ouvi na “Voz do Brasil”, que o TJRJ sofreria uma intervenção federal, pois TODOS os magistrados estariam sob suspeitas… rapaz… pena que naquela época não havia a seção “ERRAMOS”, estou aguardando até hoje mais notícias…

      “E non falar mal Baulo Maluv hein” “Non foi iele han”

      Ótimo 2017 para todos nós!

       

    • Rio X SP

      Caro Osvaldo, trabalho no Rio a pelo menos 8 anos. Concordo com sua posição, mas existem situações cariocas que são peculiares… em meu primeiro ano de “telefonia fixa”, tive pelo menos 14 chamados para reparo… chegou ao ponto de eu chamar o técnico atraves do telefone dele para agilizar o atendimento… (isso é uma das coisas maravilhosas que vi aqui…)… em pelo menos 2 atendimentos, um vizinho solicitou a “gentileza” para que a linha dele fosse verificada também por estar a ALGUNS DIAS sem sinal… minha esposa ouviu na fila de supermercado:” _Não se preocupa não… depois o sinal volta! “

      Em meus primeiros meses por aqui, ouvi na “Voz do Brasil”, que o TJRJ sofreria uma intervenção federal, pois TODOS os magistrados estariam sob suspeitas… rapaz… pena que naquela época não havia a seção “ERRAMOS”, estou aguardando até hoje mais notícias…

      “E non falar mal Baulo Maluv hein” “Non foi iele han”

      Ótimo 2017 para todos nós!

       

      • Com todos os reais defeitos

        Com todos os reais defeitos da politica paulista JAMAIS o Governador Alckmin sonharia  fazer uma farra de guardanapos em um restaurante chic de Paris, tampouco levaria a cachorrinha de helicoptero para sua casa de praia, que sequer tem.

        O Governador de São Paulo frequenta só cantinas de classe média, entra em fila de cinema e tem o mesmo apartamento há 30 anos. Na mesma linha Franco Montoro, Mario Covas, José Serra (mesma casa no Alto da Lapa há 30 anos).

        Ninguem está apoiando e não apoio de modo algum o PSDB mas há uma diferença de postura, é a realidade real.

  41. O Rio por trás do Rio de Janeiro

    A cidade de Rio de Janeiro, que já foi capital da república, sempre foi o cartão postal do Brasil, um resumo do estilo brasileiro mostrado ao mundo, com praia, bossa nova, futebol e carnaval. Uma tecla SAP que traduz o Brasil para turista estrangeiro. Esta é apenas a minha impressão pessoal.

    O Rio de Janeiro projeta-se ao futuro pela sua inesgotável beleza natural, mas parece manter no passado algo da herança do poder, da nobreza e dos resquícios da monarquia e do império. Ao mesmo tempo em que emerge como cidade maravilhosa em eventos internacionais, congrega o contraste amargo dos nossos defeitos e deficiências, misturando o luxo e o lixo, a Bahia de Guanabara poluída e a violência urbana em níveis insuportáveis.

    Se não tivesse sido criada Brasília, acho que o Rio de Janeiro estaria hoje, muito provavelmente, mergulhado em favelas e esgoto. Brasília levou, 50 anos atrás, as tarefas governamentais e, com isso, gerou uma migração inversa. Foram ao planalto os políticos, servidores e oficiais de alta patente, mas, ficaram no Rio alguns dos poderes paralelos, as vultosas pensões de filhas solteiras, as viúvas e os herdeiros do império, assim como alguns playboys. Alguma parte do Rio de Janeiro ficou assim como o hotel Glória, com um passado majestoso, frente à praia, mas mantendo dentro dele um criadouro de mosquitos.

    Rio, além de turismo, é uma cidade especializada em escritórios de advocacia tomando conta de negócios internacionais. Dezenas de “mineradoras” juniores espalhadas pelo Brasil são comandadas por escritórios de advocacia situados na orla da praia do Flamengo. Existe apenas uma sala pequena, longe da atividade mineral, mas perto do mundo global. O empresário paulista está mais perto da Bolsa de Valores, mas ainda com maior foco em negócios brasileiros e muito interessado na política nacional.

    Rio de janeiro é um palco de show para turistas em qualquer época do ano, 24 horas por dia, como carnaval na Bahia (que não acaba nunca) onde as cortinas nunca se fecham. Rio é muito criativo e nunca dorme, pois não para de chegar barco ou avião carregado de turistas. Como turista não vota, o único momento em que Rio de Janeiro mostra a sua verdadeira cara cívica é no dia de eleição. E aí chegamos ao ponto aqui discutido. Há outro Rio dentro do Rio de Janeiro.

    Todo o mundo fica surpreendido com a versatilidade dos eleitores cariocas. Enquanto o país se deflagra, há mais de 25 anos, entre a opção popular e desenvolvimentista do PT e aliados contra os globalizantes tucanos, o Rio de Janeiro aparece com opções diferenciadas, com enorme influência de contraventores, escolas de samba ou até de igrejas evangélicas, mas raramente políticos de projeção nacional. O candidato a deputado federal leva do lado, a reboque, a foto do eventual candidato a Presidente, e não ao contrário.

    Rio de Janeiro vive outro ritmo, numa frente ou interface entre o turista e o brasileiro tupiniquim. O carioca recebe estrangeiros até nas favelas, onde são protegidos (anos atrás o Michael Jackson pediu autorização a traficantes para entrar numa favela). Na hora de votar, aproxima-se da sua escola de samba, time de futebol ou igreja, e procura um “mano” para lhe dar o voto, depois, esquece um pouco do restante do Brasil e corre para a praia, a vender água de coco, picolé ou até uma mina de ouro para investidor deslumbrado. 

  42. Intervenção

    Para contribuir com a discussão, não vamos esquecer da bizarra intervenção nacional-paulista no PT do Rio de Janeiro que abortou uma candidatura promissora de Vladimir Palmeira e impôs a quimérica chapa Garotinho-Benedita, eventualmente vencedora daquela eleição.

  43. ESPIRITO DA COISA

    Não quero defender o Nassif, muito menos ser intérprete dos seus, dele, pensamentos. Mas para mim muitos não entenderam o espírito da coisa. Sua, dele, análise da política carioca não é necessariamente comparativa com a de São Paulo ou de qualquer outro lugar. É singular, fala do Rio, ponto. Se fosse comparar, certamente o Turco nos diria que a política carioca é “amadora” perto dos “profissionais” paulistas e mineiros, para ficar só entre esses 3 estados. E justamente por isso menos danosa ao próprio estado e ao pais, por ser prosaica, irreverente, “moleca”. Não tem o PHD de São Paulo e Minas. Diria o Nassif,  um governador que ganha premio de gestão hídrica num estado no volume morto, que se reelege com mais de 60% dos votos sem apresentar uma política inovadora sequer, que seria reeleito novamente se a legislação permitisse, jamais seria governador no Rio de Janeiro. Também diria que no Rio de Janeiro, um político que defende a meritocracia sem nunca ter tido mérito algum, talvez pudesse se sair bem num teste de bafômetro, mas nunca num teste nas urnas. Até o grande jornalista Fernando Brito, não percebeu, no post do Nassif,  que “a política, sem polêmica, é a arma das elites”.

    • Prezado Eduardo,
      O pessoal

      Prezado Eduardo,

      O pessoal embarca muito no sofisma da análise parcial incompleta.

      Consiste nisso:

      1. O tema do momento é a crise da saúde NO RIO. Logo o post fala da política NO RIO.

      2. Quando explodiu a crise de água EM SÃO PAULO. O blog falava prioritariamente da crise política EM SÃO PAULO. Aliás, o que mais se fala aqui é de São Paulo.

      Imagine se cada vez que fosse falar de UM estado tivesse que praticar a isonomia federativa e falar de TODOS. Seria uma tese acadêmica por post. Se falou do Rio tem que falar de São Paulo. Se falou dos dois, tem que incluir Minas. Se falou dos três, não pode deixar de lado o Rio Grande do Sul.

      Percebeu como acabarão exigindo a quadratura do círculo?

      Esse tipo de lógica permeia todas as discussões nas redes sociais. Quando estourou a crise da saúde no Rio, muitos leitores reclamavam que não se falava do Rio por conta da aliança da banda carioca com Dilma. Agora, falo do Rio e reclamam que não incluí os Picciani. Se falar dos Picciani, vão alegar que deixei de fora o Moreira Franco.

      Esse tipo de recurso retórico é universal, não escolhe partido nem preferência ideológica.

      Mas a gente bem que podia não embarcar nesse tipo de argumento aqui no Blog.

       

       

  44. muito além dos rotos e esfarrapados

    enquanto SP é flagelado anos a fio pelo PSDB, o Rio padece sob  Pezão, Cabral e Garotinhos. o que o eixo Rio-SP tem a oferecer na política institucional? por décadas, o roto e esfarrapado modelo agora em colapso…

    foi o modelo roto e esfarrapado de “governabilidade” imposto pelo PT paulista que exterminou o PT carioca. por isto o PSOL surgiu como forte alternativa no Rio. ainda neste sentido, comparem o PSOL paulistano e o Carioca: Ivan Valente e Milton Temer, Maringoni e Chico Alencar.

    nas eleições de 2014 no Rio, o total de nulos, brancos e abstenções superou a votação de Pezão no 1º turno. além disto, o candidato do PSOL empatou tecnicamente com o Lindinho do PT no município do Rio de Janeiro. em Niterói ficou em 2º lugar.

    a base social para o nascimento do novo já existe: os votos nulos, brancos e abstenções foram superiores a votação recebida por Aécio no 1º turno.

    20 de Junho de 2013: na av. Paulista se evidenciou o proto-fascismo que alimentaria os atos anti-PT de 2015. no Rio, ao serem atacados pela PM em frente à Prefeitura, os manifestantes reagiram, nasce o Black Bloc, começando ali o movimento “Fora Cabral” e o “NãoVaiTerCopa”.

    os jovens não mais se identificam com os modelos rotos e esfarrapados. são com os jovens que devemos nos reencontrar, principalmente com o jovem que um dia já fomos. precisamos todos rejuvenescer. e não nos guiarmos pelo cinismo e nos abatermos pela decepção.

    salve a luta dos estudantes secundaristas!

  45. Zona Sul do Rio, um dos poucos lugares que me sinto em casa

    Com dezessete anos mudei de Ribeirão Preto para Copacabana, passei no vestibular para Engenharia  e entrei na Gama Filho.

    Desde esta época adoro o Rio, para entrar na universidade tive de prestar o Cesgranrio, fui três vezes ao Rio para concretizar a matrícula, época de aventuras e pouca grana, numa delas de carona de Ribeirão Preto ao Rio, ida e volta.

    Morei lá dois anos, minha carteira de motorista tinha escrito Estado da Guanabara.

    Nunca tive vida fácil lá, mas não dava tempo de reclamar de nada, gente hospitaleira e que gosta da vida, boas lembranças de tardes passadas vendo  o por do Sol no arpoador e um chop no Castelinho.

    Já naquela época, talvez por ser um caipira do interior de São Paulo, estranhava a bessa como as pessoas logo que te conheciam te convidavam para a casa delas e te apresentavam a família e te enturmavam, coisa que não existe em São Paulo, onde não se conhece o vizinho do apartamento do lado, mesmo que sejam dois por andar.

    O Rio cativa, por suas pessoas e por suas belezas naturais, esta é a minha explicação para a pouca importância que os nativos dão para a política, lá o que vale são os contatos pessoais e não as instituições. Na minha opinião isto leva a algumas distorções pois como se confiam nas pessoas, os espertalhões, tipo Cunha, Brizola e outros nadam de braçada, principalmente no mercado financeiro e na política, onde quase tudo que não presta nasce no Rio.

    Por outro lado eles tinham ( e talve ainda tenham) o couvert do La Mole na Atulfo de Paiva , assim como os cabaret da Mém de Sá, onde rolava umas noitadas da boa.

    Adoro o Rio, tenho ido pouco lá….

     

     

  46. muito além dos rotos e esfarrapados (2)

    -> “A crise do sistema de saúde do Rio de Janeiro não é mais do que consequência desse modelo, a pior síntese de um sistema político que apodreceu. Quando se vê e estabilidade da República entre o oportunismo de Michel Temer, a falta de limites de Eduardo Cunha e a frente política do PMDB carioca, constata-se que definitivamente o modelo acabou. “

    a crise hídrica de São Paulo não é mais do que consequência desse modelo, a pior síntese de um sistema político que apodreceu. quando se vê a República desestabilizada pelo oportunismo de Aécio Neves, pela falta de limites de Bolsonaro, numa frente de oposição guiada pelo PSDB paulista, constata-se que definitivamente o modelo acabou.

    nem São Paulo nem Rio são modelos. nem PT nem PSDB. nem lulismo nem anti-lulismo. nem impeachment nem defesa de Dilma. falsas polarizações produzidas por um pensamento binário. os novos paradigmas estão alhures: aqui e acolá.

    fora do eixo: novas formas de fazer política, novas formas de viver. setembro de 2015: antes do movimento secundarista de SP.

    https://www.facebook.com/sindutecaxambu/posts/898041796933435

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=Vu5xrkmzNIY%5D

    • Infelicidade de Luis Nassif

      Concordo com o ARKX.  Nassif  foi mal…….  nem dá para comentar……

      Acontece Nassif, enfim. 

      E…”ninguém é perfeito”.

      Considero-o, nada obstante,  Nassif, um ótimo jornalista.

      • muito além de apenas concordar ou discordar

        mas eu não estou discordando. estou concordando quanto a falência do modelo de governabilidade. o que estou discordando é das polarizações simplistas estabelecidas nos comentários: SP x Rio, impeachment x defesa do governo Dilma, lulismo x anti-lulismo, PT x PSDB. o que estou enfatizando é a necessidade de ultrapassar este reducionismo e construir novos rumos. abraços. .

  47. A trágica qualidade das lideranças brasileiras

    A situação do Rio não é muito diferente das outras regiões do país e na verdade o buraco é mais embaixo. O que descreve é parte menor.

    Por motivos diversos – refletindo inclusive as condições gerais do serviço público – os quadros estratégicos do Estado são acanhados, ineptos, insuficientes. Isso quando não são simplesmente predadores do bem público.

    Os interesses familiares possuem condições favoráveis para proliferar e influenciar  e o Estado – dominado por estes – tem poucos recursos para detê-los. Desde sempre foi assim.

    Contatos com outros povos ou fenômenos e acidentes históricos – como guerras ou levantes populares – poderiam amenizar a situação. Não os tivemos.

    Assim, enquanto civilizações mais avançadas tratam logo de formar ou identificar possíveis extraordinários entre os seus aquelas pessoas com dotes especiais para transformar positivamente a realidade, este não é um traço particular da nossa cultura. Pelo contrário. Matando 60 mil pessoas por ano provavelmente assissanamos craques de bola, da música, das artes, políticos geniais.

    Quando se soma a esta circunstância instituições frágeis, sistemas de representação privilegiadores, baixíssimo compromisso com bens públicos, inexistência da noção de dever cívico e lideranças políticas mediocres, temos é uma enormidade de idiotas ocupando posições chave na estrutura organizacional do país. 

    Como disse, o buraco é mais embaixo. A população e principalmente nossa elite intelecutal não fazem ideia do tamanho do enrosco.

    Não tenho dúvida que formar ótimas lideranças o quanto antes deveria ser o principal preocupação do país. O tempo está se esgotando. Não demora condenará os padrões de vida da população brasileira de modo permanente.

  48. Reflexões de um carioca:
    Eu

    Reflexões de um carioca:

    Eu nasci no RJ há exatos 57 anos. Eu fui criado na Zona Sul e estudei nos melhores colégios de padres. Depois eu estudei na melhor Faculdade do Brasil na década de 70. Digam o que quiserem, os militares capricharam no Fundão (UFRJ). Em 1977 eu já lidava com computadores de tela… eu me formei de comecei a trabalhar no RJ. Minha profissão (não vou dizer qual é, mas lida com doenças) me obrigou a trabalhar em tudo o que é tipo de lugar e com todo tipo de gente. Trabalhei do subúrbio à Zona Sul. Depois de 10 anos trabalhando como um cavalo e ganhabdo como um burro resolvi emigrar. Não pra Miami, mas pro nosso interior. E lá de longe (e após algums visitas de férias) diagnostiquei (ops, mais uma pista sobre a minha profissão) os problemas do Rio:

    1) TODO CARIOCA SE SENTE UM NOBRE DA CORTE: o RJ foi fundado em 1565, foi elevado a sede do Império em 1808 e teve uma Corte até 1889. Então o carioca (que não tem um pingo da humilade do nordestino ou do sulista) ainda se acha um súdito. A evidente decadência da cidade (que vem desde 1960, quando a capital foi pra Brasília) não modificou muito esta mentalidade. O carioca acha sinceramente que merece um tratamento especial…

    2) O CARIOCA É MEIO RACISTA:  O carioca da Zona Sul (uma espécie à parte) ainda é meio escravocrata. Existem inúmeros exemplos do contrário, mas de um modo geral o carioca da ZS só gosta de crioulo pra tocar na bateria do Simpatia é Quase Amor ou no ensaio da sua Escola de Samba. Ah, e no futebol.  Mas fugindo do chavão,  a carioca branco ainda tem muitas dificulades em lidar com seu vizinho de cima (do morro). A relação é de desconfiança. É uma cidade em que mais de 50% da populaçãoé negra ou mestiça mas que ainda tem sérios probemas de relacionamento…

    3) O CARIOCA É HERDEIRO: Como na casa dos meus pais não havia espaço eu comecei a alugar apartamentos pra passar as férias. Como eu sou coxinha eu alugava apartamentos na ZS. Me impressionou vivamente a quantidade de cariocas que não tem o pau pra matar o gato e mesmo assim tem imóveis em Ipanema, Copacabana etc. Estes imóveis são deles graças a uma hereditarieadade que às vezes vem lá do Império.  E aí o tetraneto herda o imóvel e não tem condções de morar lá. Aí ele aluga o imóvel pra turistas ou vai se engalfinhar em assembléias de condomínio. Eu vi brigas feias num prédio onde aluguei apartamento em Ipanema entre condôminos por causa de taxas de R$ 20,00. Confesso que fiquei com pena de alguns, mas é gente que trabalha pouco/fica na praia ou se submete a subempregos porque sabe que o imóvel será sempre seu. Se o Brasil abolisse o direito de herança (como o PSOL quer) a ZS do Rio iria pegar em armas…

    4) O CARIOCA NÃO TEVE UMA IMIGRAÇÃO BOA: O RJ foi colonizado pelos portugueses e era a cidade brasileira onde existiam mais escravos (cativos ou forros) em 1888. Dom Pedro II e sua filha Princesa Isabel são frequentemente acusados de prolongar a escravidão até quando não desse mais somente pra lucrar em cima dela. Discordo, porque acho DPII o maior brasileiro de todos os tempos e acha tb que sua filha não ficava atrás até serem derrubados por um monte de milocos ignorantes (uma das provas está aí embaixo):

    http://marconegro.blogspot.com.br/2005/05/polmilca-carta-da-princesa-isabel.html

    O RJ é órfão de DPII (se não o maior brasileiro o maior carioca de todos os tempos) até hoje. Só que o Século XX pegou o RJ totalmente despreparado. Um monte de gente saiu dos campos de colheita e das cidades e veio morar aqui. Os negros eram naturalmente aculturados e analfabetos. A República os tirou dos cortiços do centro da cidade e os colcou nos morros. NADA foi dado pra eles em troca do muito que eles fizeram em 4 ´seculos. E eles continuam lá em cima, ameaçando os cariocas brancos (alguns gostariam de voltar a ter escravos). 

    Aí vem a enorme diferença. Os fazendeiros do RJ concentraram seus esforços em derrubar o Império. Os outros estados promoveram a imigração. Faltam no RJ os japoneses de SP, os polacos/ucranianos do PR, os italianos de SP/RS/ES, os alemães de SC/RS. Gente que faltou no RJ. O EJ se sentiria menos “Corte” com estes imigrantes. 

     

    4) O CARIOCA ADORA TRABALHO, DESDE QUE SEJA EM EMPREGO PÚBLICO: O  Governo Federal se mudou pra Brasília há mais de 50 anos, mas o RJ ainda não conseguiu se desmamar… o carioca adora emprego público. Se for cargo de confiança, melhor. Se for meio-expediente, melhor ainda. Se não tiver controle de ponto então é a perfeição. Como isto é impossível em atividades-fim, o negócio é ir pra atividades-meio. Se for cargo de confiança de político então é um orgasmo. Os outros empregos são terríveis e o carioca tem que passar horas em ônibus pra chegar e voltar do trabalho.

     

    5) A SUPERVALORIZAÇÃO DE UMA CULTURA QUE JÁ DEU O QUE TINHA QUE DAR: Escolas de Samba não deveriam ter patrocínio oficial. Isto é só um exemplo…

     

    6) O PETRÓLEO DA BACIA DE CAMPOS: Pra quem acha que o Pré-Sal é a remissão do Brasil, vejam o que está acontecendo com o recordista nacional de extração de petróleo. O petróleo hoje não vale muito e a perspectiva é que valha cada vez menos…

     

    Obrigado….

  49. Reflexões de um carioca:
    Eu

    Reflexões de um carioca:

    Eu nasci no RJ há exatos 57 anos. Eu fui criado na Zona Sul e estudei nos melhores colégios de padres. Depois eu estudei na melhor Faculdade do Brasil na década de 70. Digam o que quiserem, os militares capricharam no Fundão (UFRJ). Em 1977 eu já lidava com computadores de tela… eu me formei de comecei a trabalhar no RJ. Minha profissão (não vou dizer qual é, mas lida com doenças) me obrigou a trabalhar em tudo o que é tipo de lugar e com todo tipo de gente. Trabalhei do subúrbio à Zona Sul. Depois de 10 anos trabalhando como um cavalo e ganhabdo como um burro resolvi emigrar. Não pra Miami, mas pro nosso interior. E lá de longe (e após algums visitas de férias) diagnostiquei (ops, mais uma pista sobre a minha profissão) os problemas do Rio:

    1) TODO CARIOCA SE SENTE UM NOBRE DA CORTE: o RJ foi fundado em 1565, foi elevado a sede do Império em 1808 e teve uma Corte até 1889. Então o carioca (que não tem um pingo da humilade do nordestino ou do sulista) ainda se acha um súdito. A evidente decadência da cidade (que vem desde 1960, quando a capital foi pra Brasília) não modificou muito esta mentalidade. O carioca acha sinceramente que merece um tratamento especial…

    2) O CARIOCA É MEIO RACISTA:  O carioca da Zona Sul (uma espécie à parte) ainda é meio escravocrata. Existem inúmeros exemplos do contrário, mas de um modo geral o carioca da ZS só gosta de crioulo pra tocar na bateria do Simpatia é Quase Amor ou no ensaio da sua Escola de Samba. Ah, e no futebol.  Mas fugindo do chavão,  a carioca branco ainda tem muitas dificulades em lidar com seu vizinho de cima (do morro). A relação é de desconfiança. É uma cidade em que mais de 50% da populaçãoé negra ou mestiça mas que ainda tem sérios probemas de relacionamento…

    3) O CARIOCA É HERDEIRO: Como na casa dos meus pais não havia espaço eu comecei a alugar apartamentos pra passar as férias. Como eu sou coxinha eu alugava apartamentos na ZS. Me impressionou vivamente a quantidade de cariocas que não tem o pau pra matar o gato e mesmo assim tem imóveis em Ipanema, Copacabana etc. Estes imóveis são deles graças a uma hereditarieadade que às vezes vem lá do Império.  E aí o tetraneto herda o imóvel e não tem condções de morar lá. Aí ele aluga o imóvel pra turistas ou vai se engalfinhar em assembléias de condomínio. Eu vi brigas feias num prédio onde aluguei apartamento em Ipanema entre condôminos por causa de taxas de R$ 20,00. Confesso que fiquei com pena de alguns, mas é gente que trabalha pouco/fica na praia ou se submete a subempregos porque sabe que o imóvel será sempre seu. Se o Brasil abolisse o direito de herança (como o PSOL quer) a ZS do Rio iria pegar em armas…

    4) O CARIOCA NÃO TEVE UMA IMIGRAÇÃO BOA: O RJ foi colonizado pelos portugueses e era a cidade brasileira onde existiam mais escravos (cativos ou forros) em 1888. Dom Pedro II e sua filha Princesa Isabel são frequentemente acusados de prolongar a escravidão até quando não desse mais somente pra lucrar em cima dela. Discordo, porque acho DPII o maior brasileiro de todos os tempos e acha tb que sua filha não ficava atrás até serem derrubados por um monte de milocos ignorantes (uma das provas está aí embaixo):

    http://marconegro.blogspot.com.br/2005/05/polmilca-carta-da-princesa-isabel.html

    O RJ é órfão de DPII (se não o maior brasileiro o maior carioca de todos os tempos) até hoje. Só que o Século XX pegou o RJ totalmente despreparado. Um monte de gente saiu dos campos de colheita e das cidades e veio morar aqui. Os negros eram naturalmente aculturados e analfabetos. A República os tirou dos cortiços do centro da cidade e os colcou nos morros. NADA foi dado pra eles em troca do muito que eles fizeram em 4 ´seculos. E eles continuam lá em cima, ameaçando os cariocas brancos (alguns gostariam de voltar a ter escravos). 

    Aí vem a enorme diferença. Os fazendeiros do RJ concentraram seus esforços em derrubar o Império. Os outros estados promoveram a imigração. Faltam no RJ os japoneses de SP, os polacos/ucranianos do PR, os italianos de SP/RS/ES, os alemães de SC/RS. Gente que faltou no RJ. O EJ se sentiria menos “Corte” com estes imigrantes. 

     

    4) O CARIOCA ADORA TRABALHO, DESDE QUE SEJA EM EMPREGO PÚBLICO: O  Governo Federal se mudou pra Brasília há mais de 50 anos, mas o RJ ainda não conseguiu se desmamar… o carioca adora emprego público. Se for cargo de confiança, melhor. Se for meio-expediente, melhor ainda. Se não tiver controle de ponto então é a perfeição. Como isto é impossível em atividades-fim, o negócio é ir pra atividades-meio. Se for cargo de confiança de político então é um orgasmo. Os outros empregos são terríveis e o carioca tem que passar horas em ônibus pra chegar e voltar do trabalho.

     

    5) A SUPERVALORIZAÇÃO DE UMA CULTURA QUE JÁ DEU O QUE TINHA QUE DAR: Escolas de Samba não deveriam ter patrocínio oficial. Isto é só um exemplo…

     

    6) O PETRÓLEO DA BACIA DE CAMPOS: Pra quem acha que o Pré-Sal é a remissão do Brasil, vejam o que está acontecendo com o recordista nacional de extração de petróleo. O petróleo hoje não vale muito e a perspectiva é que valha cada vez menos…

     

    Obrigado….

    • Reflexões!!??? Carioca?? Me engana que eu gosto …
      Não conheço todo o Brasil, mas posso afirmar que o Paulo Souza não conhece o Rio. Deve conhecer a zona sul. E através dela tem a crença que todo a capital do estado do Rio é igualzinha. Como ele se diz carioca e também diz que todo carioca não gosta de trabalhar, pressuponho que ele não goste de trabalhar. Como diz também, que o carioca quer ser funcionário público para não trabalhar. Deve achar que todo o funcionário público é um vagabundo. Portanto, deve ser mais um neoliberal. Bem, eu sou carioca. Já vi algumas vezes no passado, algumas pessoas supervalorizarem o Rio. Mas só algumas. Hoje em dia, não se fala mais nisto. Porém é natural que uma pessoa do Rio, goste do Rio. Dizer que o petróleo não é importante e já deu o que tinha de dar é no mínimo hilário. Enquanto isto os EUA continuam sabotando governos por esta “coisinha sem importância”. Talvez ele ache que devamos doar para alguma superpotência esta coisa incômoda chamada “pré-sal”.
      Eu deduzo o seguinte:
      1. Para falar mal do Rio, desta maneira, só pode ser paulistano.
      2. Para odiar funcionário público, só pode ser neoliberal.
      3. Para desprezar tanto o pré-sal só pode ser o José Serra.

      Conclusão:
      Paulo Souza é o pseudônimo do José Serra.

      Atribuir ao Rio toda a sujeira do Brasil é muita imbecilidade.

    • Sò me resta concordar com sua

      Sò me resta concordar com sua excelente reflexão e seu preciso diagnóstico apontando nuances que, confesso, nunca, nunca tinha considerado, como a questão da ausêcia de imigrantes! Muito obrigado!

      • Cuidado Leonardo com as

        Cuidado Leonardo com as “reflexões” e “diagnósticos” que você elogia.

        Pra mim resta lamentar que ainda existam pessoas que desconhecem a realidade, que se passem por ser alguma coisa que talvez nunca foram supondo que assim terão credibilidade, que classifiquem a qualidade de pessoas, imigrantes por exemplo, por sua origem. 

        Gente que desconhece por exemplo, que o Estado do Rio de Janeiro recebeu imigração da Alemanha (Petrópolis, Nova Friburgo, etc.) da Itália (Vale do Paraíba), de países nórdicos (Murí, Penedo) do Líbano e Síria, de Judeus, da África, de Portugal, etc., numa amálgama bastante variada e escreve abobrinhas sobre uma pretensa superioridade de imigrantes, quando todos os que no Brasil aportaram (com exceção dos Africanos trazidos à força) vieram para deixar de passar fome ou serem perseguidos em seus países de origem, a grande maioria pouco alfabetizados.

        Se dívida existir, eles devem ao Brasil, não o inverso.

        O estado do RJ recebeu ainda uma enorme migração interna provinda de todo o país, com destaque para MG, estados nordestinos e até, vide zona sul da cidade do Rio, SP.

        Gente que se passa pelo que não é, tipo “eu votava no PT, mas agora…..”,  ou  “eu sou carioca mas….”, até mesmo que seja isso ou aquilo, essa pseudo adjetivação ou nominação  como parecendo “argumento” prévio,  não faz nenhuma diferença, nada indica.

        Gente que não diz, mas sugere, está nas entrelinhas, que imigração de origem européia é superior as demais, sendo quase notório que consideram essa origem superior a árabes ou africanos, gente colonizada em vez de usar a cabeça prefere escrever frases prontas quanto a maravilha dos europeus (com a consequente inferioridade dos nacionais) e bobagens genéricas.

        É argumentação pobre demais.

         

    • ser ou não ser carioca

      -> “Reflexões de um carioca: Eu nasci no RJ há exatos 57 anos.”

      todo carioca sabe que não é preciso nascer no Rio para ser carioca. aliás, tem muita gente que nasceu no Rio e não é carioca. assim como tem muito carioca mineiro, baiano e nordestino. na verdade, grande parte dos cariocas não nasceram no Rio. e, por inacreditável que pareça, tem até paulistano que é carioca. casos raros, é verdade. já os paulistas, muitos são cariocas. assim como os gaúchos, sendo Brizola, eleito duas vezes governador, um notável exemplo de carioca dos pampas. grande parte dos brasileiros é carioca, mesmo que jamais venham a conhecer o Rio. e todo carioca definitivamente é brasileiro.

      quando um carioca gosta mesmo de você, é fácil saber: ele logo vai dar um jeito de brincar contigo. algum tipo de gozação, que você pode a princípio não compreender direito, mas logo fica claro que é um modo de aproximar a relação, um convite à cumplicidade e ao bom humor.

      dizer que o carioca não gosta de trabalhar é esquecer que o na cidade do Rio de Janeiro abrigou a maior concentração urbana de escravos das Américas e da época moderna. ora, todos os cariocas, não importa a cor da pele, descendem daqueles negros desterrados e supliciados. um enorme contingente de cariocas habita hoje as favelas e periferias do Rio.

      na imigração forçada através dos navios negreiros, forjou-se parte da cultura carioca. os índios contribuíram com uma outra parte, o que faz com que todo carioca seja um canibal: aberto para as influências,  assimila e forja novas sínteses.  

      o carioca tem uma definitiva influência lusitana. por isto sabe que Portugal foi o primeiro Estado-Nação, foi sede da primeira Universidade laica, desenvolveu a mais avançada tecnologia da época: a navegação transoceânica, pela primeira vez dando ao mundo o seu sentido global. o carioca se orgulha de ser o resultado da visão de paraíso dos portugueses  por um Novo Mundo e pelo Quinto Império.

      por tudo isto, ser carioca nada tem a ver com o lugar onde se nasce. ser carioca é ao mesmo tempo a materialização de um destino e uma opção absolutamente pessoal.

       

       

    • Reflexões de um carioca.

         Paulo , no teu texto transparece a ideia do carioca preguiçoso, que não gosta de trabalho. Não dá, com a minha experiência (58 anos, somos contemporâneos), para concordar. Sempre morei no subúrbio e trabalhei muito tempo a noite e de madrugada, é espantoso a quantidade de pessoas que enchiam os ônibus e trens nesses horários ou de manhã muito cedo. Dizer que esse povo não gosta de trabalhar e que gosta de uma mamata me parece uma tremenda injustiça, para não dizer um esteriótipo popularizado por má fé ou desconhecimento. Por falar em desconhecimento , você desconhece a mudança na legislação do petróleo , promovida pelos outros estados em detrimento do RJ e ES, com isso a arrecadação caiu muito, junte-se a isso a incompetência dos nossos governadores e prefeitos e está formado um quadro terrível para a população.

         O pré-sal pode ser sim a redenção do país, tai os americanos de olho nele (reativaram até a quinta frota) que não me deixam mentir.

         Saudações.

  50. Nassif…nada a ver.

    Acho que podemos, sim, afirmar que o baixo nível da política nos maiores estados brasileiros se deve à profundidade com que os tentáculos da plutocracia se infiltram nos partidos políticos mais que nos demais estados, talvez. 

    Fica difícil tentar colocar o Rio de Janeiro em um patamar abaixo de estados que brotaram políticos do quilate de Herr Alckmin, Serra, FHC,  Áécio, Newton Cardoso,  Yeda Crusius, Beto Richa…

    Puts! Que salada!!!!

     

     

     

  51. Os anos Brizola foram os melhores

    Brizola, Oscar e Darcy foram os melhores e mais animadores momentos do Rio. Era levar os Cieps do Rio para o Brasi, NO, NE, CO…hoje o Brasil seria outro patamar.

  52. Os anos Brizola foram os melhores

    Brizola, Oscar e Darcy foram os melhores e mais animadores momentos do Rio. Era levar os Cieps do Rio para o Brasi, NO, NE, CO…hoje o Brasil seria outro patamar.

  53. Nassif,
    O PMDB do Rio

    Nassif,

    O PMDB do Rio (tirando Cunha) com suas Contradições é a barreira para o golpe e garantia da democracia. Pezão centrou-se muito em BSB, pois o momento pedia, e muitas vezes a política, que é a base de qq governo, pode atrapalhar a gestão…

  54. A cultura do malandro…

    A cultura do malandro grassa pelo Rio. Da mais alta elite ao mais miserável rincão. Seguir regras e procedimentos, respeitar a lei… coisa de otários. É um microcosmo exagerado e caricato do restante do Brasil.

  55. Bobagem. O provincianismo,

    Bobagem. O provincianismo, desde a república velha, sempre foi a pedra de toque da política brasileira com raríssimas exceções. Continuando no exemplo fluminense, veja-se o política carioca, aécio cunha, que achou que podia transformar Minas em sua sesmaria particular e, por isso, acabou se dando mal. Já os políticos paulistas, impressionam mais ainda, quando tentam transformar o Brasil em sesmaria daquele estado! Até mesmo o nosso Lula, com toda sua projeção internacional, se mostra, muitas vezes, preso às amarras de sua origem política na aristocracia operária do ABCD. Raros são os políticos “brasileiros” em nossa história que tiveram uma percepção nacional. Inclui-se aí, o JK, que apesar de sua covardia diante do golpe de 1964, foi quem fez mais por São Paulo (e pelo Brasil) apesar de tão hostilizado pelos paulistas. Atualmente, penso, a única liderança política brasileira, mesmo que com todas as suas dificuldades e limitações, não se prende a arranjos provincianos, sejam eles de Minas (seu estado de origem, inclusive de militância política), sejam do RS, onde se consagrou como gestora pública. Ou seja, não dá para imputar apenas ao Rio de Janeiro responsabilidade pela indigência de cosmopolitismo na política brasileira.

  56. E eu ainda tenho que ouvir

    Dos muitos cartiocas com quem trabalho, que se a capital do país ainda fosse no RJ, “a situação era outra”.

    Todos, absolutamente todos os cariocas que conheço, da esquerda à direita, juram de pé junto que a capital da República veio pra Brasília porque os políticos sabiam que se ficasse no Rio “o povo não ia deixar ficar essa bagunça!”. Taí o post5 do Nassif…

    Os cariocas foram às ruas em 2013 e derrubaram o Sergio Cabral porque ele insistia em eleger o Pezão como seu sucessor. Aí derrubam o Cabral e… elegem o Pezão!

    Vai entender…

  57. o Estado do RJ possui sim

    o Estado do RJ possui sim unidade cultural, política, linguistica (excetuando-se o Norte Fluminense, que mais se aproxima culturalmente de MG)..a polêmica capitalXinterior não faz sentido.. a prórpia cidade do RJ é um microcosmo do Estado.. a zona sul se comporta de um jeito, a zona norte de outro.. por exemplo, em linhas gerais Niterói, Região dos Lagos, Serra se comportam politicamente  como a zona sul (neles Aecio venceu) , enquanto que outras tem comportamento político semelhante à zona norte/oeste (excetuando Barra da Tijuca) da capital (dilma venceu).. o sotaque de todo o estado e igual, o que já indica a unidade (com excção do norte fluminense, com seu sotaque mineiro)..

  58. O RIO NÃO DESAGUA NA

    O RIO NÃO DESAGUA NA GUANABARA, POIS NUNCA CAMINHARAM JUNTOS.

    Concordo com muitas opiniões aqui relatadas, mas acredito que a fusão foi tão perniciosa ao Rio  quanto a mudança da capital. Nenhum estado brasileiro passou por mudanças em sua estrutura política, administrativa econômica e territorial como o RJ em tão pouco tempo (apenas 14 anos)  Acredito que duas mudanças tão abruptas (1960 e 1974 ) desestruturariam qualquer cidade ou estado em qualquer parte do mundo, sobretudo no Brasil onde tudo é feito sem planejamento e sem consulta popular. 

    Nos depoimentos abaixo, observamos os verdadeiros motivos da FUSÃO entre Guanabara e antigo estado do RJ.

    Rogério Coelho Neto, jornalista do Jornal do Brasil sobre fusão de 1974: 

    “…a fusão só foi feita porque o Geisel recebeu uma pesquisa que mostrava que o peso do MDB no estado da Guanabara ia ser muito grande. Eles quiseram mudar isso, diluir um pouco a coisa”. 

    Francisco de Mello Franco, secretário de Planejamento e Coordenação da Guanabara no governo Chagas, diante do argumento de que a fusão aumentaria o espaço físico da Guanabara:

    “…a Guanabara vivia uma conjuntura de dinamismo econômico e que a iniciativa do governo federal visava fundamentalmente a controlar a oposição. Em suas palavras, naqueles últimos quatro anos, a Guanabara tinha sido o estado que mais se desenvolvera no país, o que estava em melhor situação financeira e orçamentária e o que tinha surpreendido mais, pelo arrojo de suas propostas; era uma joiazinha, com a maior renda per capita do Brasil e um nível cultural invejável. A essa cabeça, o governo federal decidiu juntar um corpo incompatível, mesmo historicamente. Acontece que fizeram a fusão e abandonaram o Rio de Janeiro, por isso não acredito que a razão tenha sido a criação de um segundo pólo de desenvolvimento, como se chegou a dizer na época. Se fosse verdade, teriam repassado os recursos que prometeram. Mas não fizeram nada disso. Com fundadas razões, acredito que a fusão teve como objetivo esvaziar o conteúdo oposicionista do Rio de Janeiro. Isso eu ouvi de mais de um militar, naquele tempo: “o Chagas a gente aguenta. Agora, quem é que vem depois dele?

  59. A podridrão na política

    A podridrão na política carioca não deve diferir muito do restante do país. Seja no norte, nordeste, centro-oeste, sudeste ou sul. Seja na esfera municipal, estadual ou federal, está tudo dominado. 

    A única diferença do RJ para os outros estados é que ali, o que acontece com o Estado ficou muito bem ilustrado no filme tropa de elite 2, que de ficção só tem os nomes dos personagens e  o herói. 

     

  60. Jogada para forçar a

    Jogada para forçar a aprovação da CPMF

    Logo vamos ver outros prefeitos e governadores dizendo que se não for aprovado o imposto será a a mesma coisa que está acontecendo nos hospitais do Rio. BRINCAM COM A VIDA DAS PESSOAS, não dão a mínima.

    As obras das olimpíadas estão paradas? NÃO! Algum outro setor público do Rio está com 3 meses de salários e 13 atrasados? NÃO! Está faltando bala e coturno para a polícia? NÃO!

    Esse é o jeito dos donos do mundo governarem nosso país. Seja o PIG ou quem quer que seja. Montam uma novela e conduzem o povão para o Gran Finale em que o povo acha que foi ajudado quando na verdade está levando gato por lebre.

    Alienação! Muito bem conduzida aliás.

     

  61. Abriu as portêra (sic) do palpite, então vamos ao nosso…

    O Rio é o resultado da estrutura das Cortes. Ponto.

    Foram se replicando as cortes conforme os tempos mudaram, a economia mudou, a política mudou, o pensamento estrutural de Corte ficou.

    Quem não conseguiu entrar na Corte Real, fez uma segunda Corte, a Corte Agrária. O resto sempre foi resto e vale a máxima de Niemeyer, “fodido não tem vez”.

    Quem não entrou na Corte Agrária, entrou na terceira Corte, a Corte Republicana – ali cabiam umas figuras “fora do eixo” e figuras recicladas das cortes anteriores. Para não ficar muito na cara que “fodido não tem vez”, apareceu nessa época o malandro carioca. Poxa, esse cara dava olé, chapéu, dava show, enfim, fodido com vez, olha que inovação brazuca.

    Quem não entrou na Corte Republicana, entrou na quarta Corte, a Corte Global – da GLOBO mesmo – que no fim pisava na cabeça das outras Cortes e aceitava umas figuras “meritocráticas” (inclusive das Artes) para se legitimar como “Corte Nova”, ainda que essencialmente retrógrada, vendida ao capital global.

    Quem não entrou na Corte Global, entrou na Quinta Corte – a Corte Capitalista do Overnight, uma corte Yuppie, uma corte ambiciosa, que finalmente podia “gozar” um pouco ao F** com o Petróleo, uma corte que podia se danar para o Rio de Janeiro essencialmente improdutivo, pois chupava um pouco da velha corte real, um pouco da velha corte agrária, um pouco da ainda rival corte Global… e mais que tudo, rivalizava com a Corte Global, quem manda melhor, quem baila mais, quem é mais “overnight fever”…

    Enquanto isso, a parcela menos fudida dos “fudidos que não tinham vez”, ou seja, os “menos escravos” que ambicionavam uma ascensão de classe, diante do muro que os separava da corte, precisaram de um plano alternativo. Ignorantes, mal educados, burros, sujos, em busca de uma saída que os permitisse vivenciar os prazeres da Corte que sempre estiveram debaixo de seus narizes, simularam de forma anacrônica, mas paradoxalmente eficiente (uma vez que nosso capitalismo e republicanismo é igualmente periférico”) o poder religioso, o poder templário de milícia e o poder burocrático das democracias emergentes do séc. XX.

    Apenas de forma superficial, claro, como vaticinou Machado de Assis, mas de forma suficiente eficiente para comer pelas bordas, para sobreviver do lixo e das falhas da Corte, para ascender.

    O que vemos hoje em termos de Milícia, Evangélicos Picaretas, Políticos Chulos, é simplesmente a camada de “elite dos fudidos sem vez” se refastelando nas sobras das Cortes Cariocas.

    Os Reis, Barões, Duques, Duquesas, Condes, Marqueses, Príncipes e Princesas, continuam a viver suas vidas “apesar” da emergente e chucra elite-ralé religiosa, militar e burocrática.

    Trabalhadores? Pff.

    Militares? Rs. Os de alta patente, hehe, hihi, hohoho, huhuhu. O resto, rsrsrsrs.

    Favelados? PFFFFFFFFFF.

    A política do Rio é independente das Cortes. Vive num eterno jogo de “ME DEIXEM ENTRAR”, as Cortes manobram essa fixação maníaca a favor de seus interesses, ponto.

    Não existe a menor chance de Revolução Francesa no Rio.

     

  62. Errei

    O Rei Pelé (quem diria?) já advertia, desde de tempos idos,: “Olhem pelas nossas crianças”,  não olharam e o resultado é que o crime está aí, em alta e com muitas crianças perigosas em pleno comando.  

    Pelé disse: ” brasileiro não sabe votar”  e quando vemos o restrospecto das atuações dos políticos e a ficha corrida de cada um dá vontade de chorar de vergonha.

    Nunca cobramos, do modo que deveríamos, pela solução do abandono das milhões de crianças que durante anos foram criadas, alimentadas e educadas pela escola da vida, das ruas e do crime.

    Nunca demonstramos firmemente aos maus e péssimos políticos eleitos, a nossa indignação com o seu trabalho e com a sua traição aos eleitores, nunca fomos a seus gabinetes mostrar o poder de nossa indignação contra suas ações e nunca fomos capázes de exigir, de maneira firme e determinada, o afastamento de qualquer um desses marcenários, corruptos e ladrões que infesta a política brasileira.

    Reconheço que fui dos que critiquei Pelé pelas duas declaraçõe, porém se Pelé acertou e nós erramos, vamos empatar esse jogo e acertar na mosca reprovando 90% desses políticos atuais nas próximas eleições. Vamos tentar proibir, através de novas leis,  que parentes de políticos com mandato em vigor, não possam se canidatarem ou exercerem cargos políticos. 

     

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